Há 60 anos, os homens morriam muito mais de infarto do que as mulheres. Entretanto, hoje essa relação está praticamente equilibrada. Segundo o Ministério da Saúde, doenças cardiovasculares já são a principal causa de morte entre as mulheres.
Estilo de vida, aumento da obesidade, aumento da diabetes, sedentarismo são algumas das causas.
A mulher ocupa um lugar na sociedade bem diferente de anos atrás, com muito mais tarefas, além das domésticas. Nesse cenário, a mulher passa a não cuidar da sua alimentação ou a não fazer uma atividade física, por exemplo.
O curioso é que as mulheres se preocupam mais com o câncer do que com doenças cardiovasculares. “Dados apontam que 60% das mulheres acham que elas morrem de câncer e 15% acham que pode ser o coração. Na verdade, é ao contrário - 60% das mulheres morrem de problemas cardíacos e 17% de câncer”, alerta o cardiologista e consultor do Bem Estar Roberto Kalil.
A mulher tem alguns fatores de risco particulares que aumentam a probabilidade de doenças cardiovasculares:
Hipertensão na gravidez Diabetes gestacional Menopausa Ovário policístico Uso de anticoncepcional A prevenção começa pelo conhecimento do próprio corpo. Cerca de 60% das mulheres desconhecem os níveis de colesterol. Testar níveis de colesterol, de açúcar no sangue e fazer atividade física são coisas fundamentais para diminuir o risco cardiovascular.
A Saúde de Floriano passa por uma nova fase. A partir desta quarta-feira, 04, crianças e adolescentes passam a dispor na rede municipal de Saúde do atendimento especializado em neuropediatria, área da saúde que conta com apenas 15 profissionais médicos no Piauí.
"Confesso que estou sentindo um misto de alegria e orgulho. Vocês tem noção do que isso significa? Que agora vamos tratar crianças e adolescentes com, por exemplo, déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), Autismo, Paralisia cerebral, Crise convulsiva e epilepsia", disse o Secretário de Saúde, James Rodrigues.
O primeiro atendimento realizado pela médica Bianca Dourado foi do jovem Wallace Borges de 16 anos que nasceu com paralisia cerebral. Seus pais, Clemilda e Jair, não precisam mais se descolar para a Teresina para consultar seu filho. "Tô até emocionada. Você não sabe a luta que era. Mas agora as coisas vão melhor. Meu menino vai melhorar", disse.
A Dra. Bianca é médica formada pela UESPI com residência médica em Pediatria pela Universidade Estadual de São Paulo e residência médica em Neurologia Infantil pelo Universidade de São Paulo, além de possuir mestrado em Pediatria pela Universidade Estadual de São Paulo.
O atendimento acontecerá toda quarta-feira, no CAPS II, das 8h às 17h.
Consequência de um hábito cada vez mais frequente, a síndrome do pescoço de texto é provocada pelo uso do celular. A pessoa fica de pé, muito tempo com a cabeça inclinada para frente e digitando no smartphone.
De acordo com o neurocirurgião Adriano Scaff, é como se a cabeça estivesse pesando 27 quilos ou mais, e pressionando vértebras e músculos. Ele explica que o peso aumenta e a pressão nas vértebras e músculos cresce até oito vezes.
Normalmente, a cabeça pesa em torno de seis quilos, quando estamos na posição ereta, olhando para frente. A partir do momento que a pessoa começa a flexionar a cabeça para frente, o peso aumenta sobre a coluna cervical.
"A maioria das profissões hoje já têm um hábito de colocar a cabeça para baixo. O nosso corpo não foi projetado para ficar o tempo inteiro para baixo. Isso vai gerar uma sobrecarga, um estresse nas articulações do pescoço", alerta o neurocirurgião.
Muito tempo nessa posição pode causar lesões nos nervos, músculos e vertebras, que resultam em inflamações e no desenvolvimento da síndrome. A preocupação maior é com as crianças, pois a cabeça inclinada provoca mais pressão sobre a região do pescoço do que no adulto.
Os sintomas começam leves e temporários. São eles: dor no pescoço, sensação de músculos presos nos ombros, dor crônica na parte superior das costas, desvio do alinhamento da coluna – que pode resultar numa postura dobrada para frente.
Se a postura não for corrigida, pode causar sintomas mais graves. "Não corrigir a postura, a longo prazo, pode gerar uma doença. Essa doença gera inflamações nos tendões, nos músculos, contratura, dor de cabeça, desgaste na coluna sobrecarregada (articulações, vértebras são desgastadas), formigamento. Tudo isso pelo desbalanço mecânico da coluna", completa Scaff.
O neurocirurgião dá dicas para manter a postura correta na hora de utilizar as telas: segure o dispositivo na altura dos olhos, faça pausas de uso e evite usar com apenas uma mão. Faça também alongamentos recorrentes para aliviar a região da cervical.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou para "muito alto", o maior possível, o risco mundial da epidemia de Covid-19, a infecção causada pelo novo coronavírus. Nesta sexta-feira (28), a agência de Saúde da ONU disse que há, além de China, casos registrados da doença em outros 49 países.
"Nossos epidemiologistas têm monitorado o avanço da doença constantemente", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva. "Agora aumentamos nossa avaliação do risco de propagação e do risco de impacto do Covid-19 para 'muito alto' em um nível global." Os especialistas da entidade afirmaram que não declarariam uma pandemia da doença.
"Pandemia é um termo coloquial, nós queremos ir além de termos coloquiais. Sim, nós estamos no nível mais alto de alerta, no nível mais alto de avaliação de risco", afirmou Michael Ryan, diretor-executivo do programa de emergências da OMS.
Segundo avaliação da entidade, os casos em cada país são vinculados a pequenos grupos. Ghebreyesus disse que a agência de saúde da ONU não vê evidências de que o vírus esteja se espalhando livremente. Segundo a OMS, dos novos casos identificados em todo o mundo, 24 foram exportados da Itália e 97 do Irã.
Contenção x mitigação Na avaliação da OMS, o vírus ainda está na fase de contenção - em que a transmissão pode ser interrompida. A fase seguinte, a de mitigação dos impactos, é quando fica entendido que não é mais possível evitar a disseminação dele, e se procura investir em tratamento dos doentes ou na oferta de vacinas. "O aumento contínuo do número de casos de Covid-19 e o número de países afetados nos últimos dias são motivo de preocupação", disse Ghebreyesus. "Nós ainda podemos conter a dispersão do vírus se tomarmos ações robustas e detectar rapidamente o surgimento de novos casos."
"Ambas [as estratégias] são necessárias", avaliou Michael Ryan. "Aceitar que a mitigação é a única opção é aceitar que o vírus não pode ser parado - e nós vimos na China que ele pode ser freado significativamente". Conforme o balanço mais recente da OMS, a China confirmou 329 casos nas últimas 24 horas. Esse é o menor número de novos casos diários em um mês. Com esses, o país tem, até o momento, 78.959 casos reportados à agência e 2.791 mortes.
Origem do vírus A epidemiologista Maria van Kerkhove, líder técnica de programas de emergência da OMS, explicou ainda que a origem do coronavírus ainda não é clara, apesar de ele ter sido encontrado em amostras colhidas em um mercado de animais de Wuhan, na China.
"Alguns dos casos iniciais identificados em dezembro tinham mencionado a exposição ao mercado, mas alguns dos casos não tiveram exposição", explicou van Kerkhove. Além de mercados que comercializam animais, também estão sendo investigadas fazendas onde eles são criados.
"Até onde vimos, não temos evidência do vírus nos animais de Wuhan", disse. Apesar de estudos iniciais terem apontado o pangolim, um mamífero ameaçado de extinção, como a possível fonte do vírus, ele seria apenas um hospedeiro intermediário, explicou a especialista.
Van Kerkhove também afirmou que a OMS está trabalhando com autoridades de Hong Kong para entender os resultados dos exames que detectaram a presença do novo coronavírus em um cachorro. Os especialistas não sabem, por exemplo, se o cão foi infectado ou se teve contato com o vírus por meio de uma superfície contaminada.
Segunda infecção A OMS ainda estuda, também, os casos de pessoas que já pegaram o novo vírus e se recuperaram, mas que tiveram de novo o Covid-19. No Japão, uma mulher que já havia se contaminado foi diagnosticada pela segunda vez com a doença.
"Isso precisa de mais estudos", avaliou van Kerkhove. "Ao testar positivo, isso significa que há um vírus viável nessas amostras? Elas [as pessoas] estão espalhando vírus vivos?"
Para a epidemiologista, é necessário acompanhar, por um período de tempo, pacientes que foram infectados e se recuperaram - como na China, por exemplo, onde, segundo o governo, há 36.210 pessoas nessa situação.
"Existem alguns testes sorológicos sendo desenvolvidos, que foram recém-aprovados na China e em outros lugares, e o que cientistas estão fazendo agora é olhar para a resposta de anticorpos em pessoas que já tiveram Covid-19 para ver se elas têm anticorpos neutralizantes", explicou van Kerkhove, mas ressaltou que os dados ainda são "muito preliminares".