Um antidepressivo age no cérebro gerando mudanças fisiológicas que têm como consequência a melhora do humor. Essas mudanças são induzidas pela ação química do remédio e têm uma duração limitada. Elas também geram uma série de efeitos colaterais que ainda não foram completamente compreendidos em toda a sua extensão.

A depressão é quase uma epidemia no mundo. Os casos reportados aumentam ano após ano, e sabe-se que há muitos casos não diagnosticados. Ou seja, nem todos que sofrem desse transtorno vão ao médico. O que se sabe é que o consumo de medicamentos para a depressão vem aumentando a cada ano em todo o mundo. Por isso, é muito importante saber como ocorre a ação do antidepressivo no cérebro.

É importante dizer que esse medicamento não é o único caminho para tratar o problema. Um antidepressivo age no cérebro de forma a moderar os sintomas do transtorno, mas não os elimina. Dito de outra maneira, faz com que a doença passe a um estado latente, mas não acaba com ela. Por isso, há tratamentos exclusivamente focados no psicológico. Também existem intervenções alternativas, como as que são oferecidas pela psicanálise ou a meditação.

“O preço para sair da depressão é a humildade”
-Bert Hellinger-

A forma como o antidepressivo age no cérebro
Falar de antidepressivos é falar de uma ampla gama de medicamentos. Basicamente, temos os antidepressivos tricíclicos clássicos, os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) e os inibidores seletivos de recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRNS).
Vejamos como cada tipo funciona mais detalhadamente:

Tricíclicos clássicos: são os mais tradicionais e são compostos por um anel com sete elementos e um nitrogênio terminal com três elementos. Estimulam a produção de serotonina, mas não inibem sua recaptação. Têm muitos efeitos colaterais.


Inibidores seletivos de recaptação de serotonina: aumentam os níveis de serotonina e impedem que ela seja recaptada ou reabsorvida pelo organismo. Aparentemente são mais seguros, ainda que o Prozac, marca mais famosa desse tipo, tenha sido fortemente questionado por alguns cientistas.


Inibidores seletivos de recaptação de serotonina e noradrenalina: são considerados os mais eficazes. Têm a vantagem de não provocar um estado de sedação. No entanto, o efeito desse antidepressivo no cérebro pode causar tremores, alterações no apetite outros sintomas.


anitdepressivoSegundo a maioria dos cientistas, os antidepressivos não geram dependência física, mas podem gerar uma dependência psicológica. São vários os estudos nos quais foi possível verificar um efeito muito nocivo desse tipo de remédio, particularmente quando são consumidos por mais de cinco anos.

Um psiquiatra responsável usa os remédios apenas como uma ajuda temporária, não como uma condição da qual o paciente deve depender para o resto da vida.

Outras formas de abordar a depressão
Ainda que um antidepressivo ajude a restaurar o equilíbrio do cérebro, gerando e mantendo uma relativa estabilidade de humor, ele não resolve completamente o problema central. Sim, é possível superar uma depressão, mas isso não pode ser conseguido apenas com remédios. O tratamento convencional para esse tipo de transtorno exige que a intervenção farmacológica seja feita juntamente à psicoterapia. São esses dois fatores que, em conjunto, oferecem uma saída para a situação.


O remédio é uma ajuda momentânea. Serve para moderar o sintomas e tornar o trabalho terapêutico possível. Os seres humanos não são só um corpo biológico, são também seres simbólicos.

Isso quer dizer que os neurotransmissores condicionam o nosso humor, mas a forma como nós interpretamos as experiências e damos sentido a elas também tem o seu papel. Nenhum remédio dá sentido para as nossas vidas. Isso só é possível mediante processos que permitam reinterpretar e construir novos significados.


Abordagens alternativas
Se olharmos a partir de um ponto de vista psicanalítico, a depressão não é uma entidade clínica por si só. Ela teria, na verdade, relação com uma forma de se colocar diante da realidade. Jacques Lacan falou da depressão como uma manifestação de “covardia moral”. Seria o efeito de “ceder ao desejo”, ou seja, de não reafirmar seu ser. A pessoa não assume a responsabilidade plena sobre sua própria vida e suas ações. Ao não fazê-lo, ela se deprime.

A partir do ponto de vista das filosofias orientais, a depressão é o fruto do excesso de apego. A ênfase da vida está colocada em algo externo, na coisa da qual se depende. Essa dependência, por sua vez, conduz ao medo e à negação da transitoriedade. Esta é uma das possíveis explicações da depressão.

Alguns estudos indicam que as psicoterapias, a psicanálise e a meditação podem atingir efeitos semelhantes aos que o remédio fornece. A ação de um antidepressivo no cérebro é quase imediata, e também curta no tempo.

A psicoterapia requer um esforço maior por parte do paciente, e os resultados são mais lentos. No entanto, por outro lado, são mais persistentes, não têm efeitos colaterais e devolvem ao paciente o controle da sua vida ao tratar a raiz do problema, e não apenas os seus sintomas.

 

a menteemaravilhosa

 

vacncoronaOs Estados Unidos iniciaram os primeiros testes em humanos, nesta segunda-feira (16), de uma vacina experimental contra o novo coronavírus — responsável por causar a doença covid-19. A informação foi confirmada pelo NIH (Instituto Nacional de Saúde) em comunicado.

O projeto, que conta com o financiamento do NIAID (Instituto Nacional de Alergia e Doenças infecciosas), está sendo realizado pelo KPWHRI (Instituto de Pesquisa em Saúde Kaiser Permanente Washington), na cidade de Seattle. A vacina vem sendo chamada de RNA-1273.


A dose foi aplicada em um primeiro voluntário, de um grupo com 45 pessoas que aceitaram se submeter ao período de testes do medicamento. Todos eles são "adultos saudáveis, entre 18 e 55 anos, que participarão do experimento por seis semamas", explica o comunicado.

O diretor do NIAID, Anthony Fauci, explicou na nota que "encontrar uma vacina segura e eficaz para prevenir a infecção por SARS-CoV-2 é uma prioridade urgente da saúde pública".


Ainda não há, no entanto, vacina aprovada pelas autoridades de saúde para prevenir a infecção.

A vacina
O RNA-1273 foi desenvolvido usando uma plataforma genética chamada mRNA (RNA mensageiro), que é o ácido ribonucleico que transfere o código genético do DNA do núcleo da célula para um ribossomo no citoplasma. Os cientistas conseguiram desenvolvê-lo graças a estudos anteriores sobre os coronavírus que causaram as epidemias de SARS e MERS no passado.

A vacina ordena que as células do corpo expressem uma proteína viral, que poderia provocar uma forte resposta imune. Segundo o NIAID, a vacina experimental apresentou boms resultados em animais, e esta é a primeira vez que foi testada em seres humanos.

 

R7

Foto: Pixabay

vacisarampA campanha de vacinação contra o sarampo voltada para crianças e jovens com idade entre 5 e 19 anos termina nesta sexta-feira (13). Este é o público-alvo da Campanha Nacional de Vacinação contra a doença, iniciada em 10 de fevereiro, com a convocação de 3 milhões de pessoas dessa faixa etária.

O Ministério da Saúde informou que, até o início do mês, 28.783 pessoas dessa faixa etária foram vacinadas. Outras 99,6 mil pessoas já tinham sido vacinadas entre janeiro e o início da campanha.

A pasta lembra que a principal medida de prevenção e controle do sarampo é a vacinação, que está disponível durante todo o ano nos 42 mil postos de saúde do país. Para viabilizar a ação, o ministério encaminhou neste ano 3,9 milhões de doses da vacina tríplice viral, 9% a mais que o solicitado pelos estados.Este quantitativo é destinado à vacinação de rotina, às ações de interrupção da transmissão do vírus e à dose extra chamada de dose zero para todas as crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias.

A campanha de vacinação faz parte de uma estratégia nacional para interromper a transmissão do sarampo e eliminar a circulação do vírus. As duas primeiras etapas ocorreram no ano passado. “As duas primeiras etapas já ocorreram em 2019, com a realização de campanha de vacinação nacional, em outubro, de crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade. A segunda etapa aconteceu em novembro para a população de 20 a 29 anos”, informou o ministério.

Ainda segundo a pasta, duas outras etapas de mobilização darão continuidade às ações em 2020, além da prevista para fevereiro: entre junho e agosto, para o público com idade entre 20 a 29 anos; e em agosto, para a população de 30 a 59 anos de idade.

Casos em 2019

Segundo o Ministério da Saúde, em 2019 foram registrados 18,2 mil casos de sarampo em 526 municípios. Em São Paulo, foram registradas 14 mortes e uma em Pernambuco. O maior número de casos também foi registrado em São Paulo, 16 mil.

Com o retorno da doença, o Brasil perdeu o status de país livre do sarampo em 2019, concedido pela Organização Mundial da Saúde em 2016.

Sarampo

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, transmitida por meio da fala, da tosse e do espirro. Os principais sintomas são mal-estar geral, febre, manchas vermelhas que aparecem no rosto e vão descendo por todo o corpo, tosse, coriza e conjuntivite. A vacina é fornecida pelo Ministério da Saúde e está disponível gratuitamente em postos de saúde de todo o país.

Quem apresentar doenças agudas febris moderadas ou graves recomenda-se adiar a vacinação até modificação do quadro com o intuito de não se atribuir à vacina as manifestações da doença. Também não é indicado o imunizante a quem recebeu imunoglobulina, sangue e derivados, transplantados de medula óssea, e também a quem apresenta alergia ao ovo e gestantes.

 

Agência Brasil

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

 

A OMS classificou o coronavírus (covid-19) como pandemia

coronavirusDados atualizados até ontem, dia 11, indicavam 118 mil casos do coronavírus, o covid-19, confirmados em 114 países. Do total dessa estimativa, 4.291 mortes foram registradas. Durante coletiva de imprensa, também ontem, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que “os números de casos de mortes e o número de países afetados devem ser ainda maior nos próximos dias e nas próximas semanas". Devido ao avanço da doença, a OMS declarou uma pandemia do covid-19.

Na entrevista, Ghebreyesus afirmou que as orientações da OMS estão mantidas. A organização recomendou que os países tenham uma comunicação mais constante com a população a respeito dos riscos de contaminação. Explicando como se proteger, além de mapear, isolar, testar e tratar os casos de coronavírus, rastreando todos os infectados e pessoas próximas a eles.

Para o diretor-geral, “a palavra pandemia não deve ser usada de forma descuidada ou leviana. É uma palavra que, se mal empregada, pode despertar medo irracional ou a aceitação injustificável de que a luta acabou, levando a sofrimento e mortes desnecessárias."

Você sabe a diferença entre pandemia, epidemia e endemia?

Pandemia

Esse termo é utilizado quando uma enfermidade se propaga e atinge, ao mesmo tempo, uma quantidade significativa de pessoas ao redor do mundo. Um exemplo foi o caso da gripe suína, em 2009, que vitimou milhares de pessoas.

Apesar de ser uma palavra assustadora, a expressão não altera a forma de contágio da doença. A classificação ocorre mais porque o vírus não afetou uma região específica. A princípio, coronavírus estava concentrado apenas em Wuhan, na China – e se espalhou pelo globo. Além do covid-19, são exemplos de pandemias: AIDS, tuberculose, peste, gripe asiática, gripe espanhola e tifo. O câncer, que provoca milhares de mortes em todo o mundo, não é classificado como uma pandemia por não ser uma doença transmissível. 

Epidemia

Também considerada uma doença contagiosa, a epidemia é considerada quando atinge uma região ou localidade mais restrita. Afeta comunidades específicas. A nível municipal, por exemplo, uma epidemia ocorre quando vários bairros apresentam casos da doença; estadual quando ocorre em várias cidades e nacional em diversas regiões do país. Ou seja, os casos são se propagam em diferentes países. Podemos citar casos de epidemia quando a dengue acontece em várias cidades.

Endemia

Nos casos das endemias, não são considerados o número de pessoas afetadas. A doença é endêmica quando ocorre, frequentemente, em um local, não se espalhando por outras comunidades – a chamada endêmica típica. A febre amarela, por exemplo, comum na região amazônica, é uma doença endêmica.

Fonte:  Agência Educa Mais Brasil