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Data: 4/04/2025

veraocovdUm novo estudo, desenvolvido por cientistas espanhóis, encontrou uma relação entre altas temperaturas e a menor propagação do novo coronavírus. No entanto, à semelhança de outros estudos já existentes, os especialistas afirmam que, apesar dessa relação, a aproximação do verão não será suficiente para travar a pandemia.

No momento em que são desconhecidas muitas das características do novo coronavírus, uma das esperanças para conseguir abrandar a sua propagação era o calor. Especulava-se que a aproximação do verão e aumento da temperatura fosse capaz de diminuir a resistência do vírus e travar a sua propagação.

Fernando Belda, da Organização Meteorológica Mundial e porta-voz da Agência Estatal de Meteorologia de Espanha (Aemet), em conjunto com a sua equipe, diz ter encontrado os “primeiros indícios de correlação” entre o frio e a propagação da doença na Espanha.

“Estamos observando um padrão: quanto menor a temperatura, maior o dano”, afirmou Balda ao jornal espanhol El País.

No entanto, tendo em conta os antecedentes históricos e o que está ocorrendo no resto do mundo, os investigadores defendem que o verão não será suficiente para travar a pandemia.

Cientistas espanhóis da Agência Estatal de Meteorologia e do Instituto de Saúde Carlos III, analisaram a temperatura média de cada comunidade autônoma espanhola durante 14 dias e o número de novas infecções diárias por cada 100 mil habitante ao longo desse período. Belda disse que o padrão se repete ao longo do período estudado, desde o início do confinamento até agora.

Além disso, o estudo também indicou que a umidade do ar pode igualmente influenciar a transmissão da doença. “Altas temperaturas e a elevada umidade reduzem significativamente a transmissão da covid-19”, revela a pesquisa.

A epidemiologista Cristina Linares, uma das autoras do trabalho, alerta que “é preciso ter muito cuidado, porque as condições de umidade e temperatura variam muito de uma área geográfica para outra e, é claro, existem muitos outros fatores que influenciam a transmissão e disseminação do novo vírus”.

“Há uma correlação estatística”, admite a epidemiologista ao El País, acrescentando que poderá ser apenas uma ilusão.

“São resultados preliminares. Outros fatores que influenciam a possível sazonalidade da propagação devem ser levados em consideração, além das condições ambientais. A atividade humana, medidas de contenção, densidade populacional, entre outros, exercem influência decisiva”.

Outros estudos

Ao longo das últimas semanas têm sido publicados na Espanha outros estudos que chegaram à mesma conclusão: o verão não irá abrandar a pandemia.

No último dia 8, a Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos aconselhou a Casa Branca a não dar como garantida a capacidade de o calor travar a pandemia: “Existem evidências que sugerem que o vírus da covid-19 pode ser transmitido menos eficientemente em ambientes com temperatura e umidade mais altas. No entanto, dada a falta de imunidade ao vírus em todo o mundo, essa redução na eficiência da transmissão pode não levar a uma queda significativa na propagação da doença sem a adoção simultânea de intervenções na saúde pública”.

Para sustentar essa observação, o estudo menciona os casos da Austrália e do Irã, dois países que estão atualmente na época do verão e enfrentam uma rápida disseminação do vírus. “Além disso, os outros coronavírus que causam doenças humanas potencialmente graves, como Sars e Mers, não mostraram nenhum comportamento sazonal”, argumenta ainda o estudo.

“Não há provas até agora de que o novo coronavírus poderá mostrar uma sazonalidade de inverno”, anunciou o Centro Europeu para o Controle de Doenças no fim de março.

No início da pandemia, um estudo na China sugeriu que, por cada aumento de um grau na temperatura, o número diário de casos confirmados caía entre 36% e 57%, desde que a umidade relativa se mantivesse em cerca de 75%. Os próprios autores desse estudo reconheceram que essa correlação entre o vírus, a temperatura e a umidade não era consistente em diferentes províncias.

Diante das conclusões que reduzem a esperança de a aproximação do verão conter a pandemia, os estudos dão ênfase à importância das medidas de contenção e isolamento social.

Em todo o mundo, a covid-19 já fez mais de 133 mil mortos e infecou mais de 2 milhões de pessoas.

 

RTP

Emissora pública de televisão de Portugal

Foto: REUTERS / Sergio Perez / direitos reservados

casos91A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) confirmou 16 novos casos de infecção de Covid-19, no boletim divulgado na noite desta quarta-feira 15. Os municípios de Altos e Picos tiveram seus primeiros pacientes com teste positivo para o novo coronavírus.

São 11 mulheres e 5 homens infectados pelo novo coronavírus. O número total de casos confirmados chega a 91.

O primeiro caso de Picos é de uma profissional de saúde, de 39 anos, que mora no município, mas trabalha em Teresina. A secretaria municipal de saúde informou que ela está assintomática e ficará em isolamento.

Os casos confirmados são de Teresina (77), Piracuruca (4), São José do Divino (3), Parnaíba, Campo Maior, Caracol, Picos, Pimenteiras e Bonfim do Piauí (1) - ontem, a Sesapi chegou a anunciar o primeiro caso em São Raimundo Nonato, mas corrigiu a informação e informou que o paciente é de Bonfim do Piauí.

É o segundo dia consecutivo sem óbitos por Covid-19 no Piauí. Até agora, foram 8 mortes registradas, sendo 5 em Teresina e outras de pacientes de Parnaíba, São José do Divino e Piracuruca.

De ontem para hoje, o número de leitos clínicos ocupados por suspeitos internados subiu de 72 para 76. Já o número de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) com casos suspeitos caiu de 38 para 32. No momento, são 108 suspeitos internados. 

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Na noite desta terça-feira, 14, a Secretaria de Saúde do Piauí confirmou o aumento no número de casos confirmados por coronavírus, que agora somam 75 infectados no estado.

Foram confirmados 17 novos casos, sendo um de São Raimundo Nonato e o restante de Teresina. São 10 homens e 7 mulheres.

Das notificações registradas, 1.616 foram descartadas.

A Sesapi informou ainda o número de pessoas internadas com suspeita de Covid-19. São 110 no total, sendo 72 em leitos clínicos e 38 em UTI e 10 pacientes que já tiveram alta médica.

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Além de Teresina (63), há casos de Covid-19 nas cidades de Campo Maior (01), São José do Divino (03), Piracuruca (04), Parnaíba (01), Pimenteiras (01) e Caracol (01) e São Raimundo Nonato (01).

Dos óbitos até então registrados, cinco eram pacientes de Teresina, um de São José do Divino (então prefeito Antônio Felícia), um de Parnaíba (o empresário Oderman Biencourt, dono da Leites Delta) e um do município de Piracuruca.

Segundo dados da Sesapi, o número de casos confirmados de coronavírus por sexo ficou em 57,3% masculino e 42,7% feminino. Já na distribuição de óbitos por sexo o percentual ficou em 75% masculino e 25% feminino.

A secretaria informou ainda que a frequência de comorbidades ou fatores de risco dentre os óbitos confirmados são: 50% com cardiopatia incluindo hipertensão; 33,33% com diabetes; 8,33% com pneumonia e 8,33% com obesidade.

 

Com informações do 180graus

clorioqUm grupo de cientistas brasileiros decidiu interromper os testes realizados com cloroquina para tratamento de pacientes com a covid-19. O cancelamento ocorre após 11 pessoas morreram depois de receberem doses elevadas do medicamento.

De acordo com o jornal norte-americano The New York TImes, o estudo brasileiro envolveu 81 pacientes hospitalizados na cidade de Manaus e foi patrocinado pelo Estado do Amazonas após autoridades recomendarem o uso da cloroquina no tratamento da covid-19.


Segundo a publicação, médicos e especialistas concluem que o estudo deu mais evidências de que a cloroquina e a hidroxicloroquina podem causar danos significativos a alguns pacientes, especificamente o risco de arritmia cardíaca fatal, já que os pacientes analisados também receberam o antibiótico azitromicina, que apresenta o mesmo risco cardíaco.

Para os pesquisadores, o número limitado de pacientes até agora inscritos no estudo não permite estimar o benefício da cloroquina no tratamento da covid-19. "São urgentemente necessários mais estudos que iniciem o uso da cloroquina antes do início da fase grave da doença", avalia o documento.

 

R7

Foto: divulgação