sabaoUma das maneiras mais baratas e eficazes de evitar doenças infectocontagiosas — como a covid-19 (causada pelo coronavírus SARS-CoV2), gripe, resfriado e até diarreias — é pelo o hábito de lavar as mãos com água e sabão frequentemente.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) ressaltam que lavar as mãos ajuda a proteger contra uma em cada três doenças que causam diarreias e uma em cada cinco infecções respiratórias.

"Sabão e água são mais eficazes que os desinfetantes para as mãos [álcool gel] na remoção de certos tipos de germes, como Cryptosporidium [protozoários que causam diarreia aquosa], norovírus [vírus que causa gastroenterite aguda, chamada de 'diarreia do viajante'] e Clostridium difficile [bactéria que causa diarreia]", orienta o CDC.

O órgão ainda orienta que as fezes humanas e animais são fontes da maioria dos vírus e bactérias que causam doenças em pessoas.
Germes chegam às pessoas após o uso do banheiro ou troca de fraldas sem a devida higienização posterior das mãos. Manusear carnes ou saladas cruas com quantidades invisíveis de fezes nos dedos é uma fonte rotineira de contaminações.

Um estudo de pesquisadores dos Países Baixos mostrou que apenas 1 g de fezes humanas (equivalente ao peso de um clipe de papel) chega a ter 1 trilhão de germes.

Esses micro-organismos também podem ficar nas mãos após espirro ou tosse. As gotículas ficam em objetos ou no corpo das pessoas. Uma vez levadas à boca, olhos ou nariz, existe o risco de infecção.

Recentemente, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, lembrou que durante a pandemia de H1N1, em 2009, as campanhas para que as pessoas lavassem mais as mãos e utilizassem álcool gel resultaram também na redução de casos de diarreia nas emergências de hospitais.

O CDC ainda ressalta que a lavagem das mãos em comunidades:

• Reduz o número de pessoas que ficam doentes com diarreia de 23% a 40%.
• Reduz a doença diarreica em pessoas com sistema imunológico enfraquecido em 58%.
• Reduz as doenças respiratórias, como resfriados, na população em geral de 16% a 21%.
• Reduz as faltas escolares de crianças e adolescentes entre 29% e 57% por doença gastrointestinal.
O álcool gel é apontado pelas autoridades sanitárias do Brasil e dos EUA como alternativa à lavagem das mãos, apenas para momentos em que não houver água e sabonete.

O CDC destaca que o álcool gel pode não funcionar quando as mãos estão muito sujas ou oleosas.

Além disso, o álcool puro não se mostra tão eficaz como antibacteriano. Por isso, recomenda-se uma solução que contenha entre 60% e 95% de álcool, a que é normalmente vendida nas farmácias e supermercados.

"A maioria dos antissépticos para as mãos à base de álcool contém isopropanol, etanol, n-propanol ou uma combinação de dois desses produtos. A atividade antimicrobiana dos álcoois pode ser atribuída à sua capacidade de desnaturar e coagular proteínas. As células do micro organismo são então lisadas e seu metabolismo celular é interrompido", destaca um artigo científico assinado por um pesquisador da Universidade de Hackensack, nos Estados Unidos.

O estudo ainda ressalta que ficou comprovado que o álcool gel é capaz de inativar coronavírus como o SARS-CoV e o MERS-CoV, da mesma família do vírus que provoca a epidemia atual.

Para aplicar o álcool gel, coloque uma quantidade equivalente a uma colher de chá na palma de uma das mãos e esfregue as duas, embaixo e em cima, incluindo os dedos e pulsos; aguarde secar.

 

R7

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coronavirO Brasil tem o primeiro caso de coronavírus confirmado. De acordo com o Jornal da Record, a contraprova de um paciente que esteve na Itália deu positivo depois de teste feito no Instituto Adolfo Lutz.

O Hospital Israelita Albert Einstein registrou a notificação nesta terça-feira (25) e no atendimento, adotou todas as medidas preventivas para transmissão por gotículas, coletou amostras e realizou testes para vírus respiratórios comuns e o exame específico para SARS-CoV2 (RT-PCR, pelo protocolo Charité), conforme preconizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Com resultados preliminares realizados pela unidade de saúde e de acordo com o Plano de Contingência Nacional, o hospital enviou a amostra para o laboratório de referência nacional, Instituto Adolfo Lutz, para contraprova.


Trata-se de um homem de 61 anos, residente em São Paulo. Traz o histórico de viagem para a Itália, na região da Lombardia (norte do país), a trabalho, sozinho, no período de 9 a 21 de fevereiro. Iniciou com sinais e sintomas (febre, tosse seca, dor de garganta e coriza) compatíveis com a suspeita de doença pelo coronavírus. O paciente está bem, com sinais brandos e recebeu as orientações de precaução padrão.

Pessoas que tiveram contato

As secretarias de Saúde municipal e estadual de São Paulo começaram a identificar as pessoas que tiveram contato com o paciente investigado na casa, no hospital e no voo, com apoio da Anvisa junto à companhia aérea. Essas pessoas serão contatadas e deverão fazer exames.

Ao todo o país tem quatro casos investigados, todos em São Paulo. Já foram descartados outras 55 suspeitas.

 

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anticoncpcionalEm períodos como o Carnaval, em que saímos da rotina e existe maior consumo de bebidas alcoólicas, a chance de esquecer de tomar a pílula aumenta. Por isso, a injeção anticoncepcional pode ser alternativa nesta época.

A ginecologista Ilza Monteiro, vice-presidente da Comissão Nacional Especializada em Anticoncepção da Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), explica que, apesar de o álcool não inibir o efeito direto da pílula, ele facilita o esquecimento.

Além disso, quadros de vômito até quatro horas após a ingestão da pílula também podem diminuir a eficácia do anticoncepcional.

“Se a pílula for de baixa dosagem, 15 microgramas de etinilestradiol, o ideal é nunca esquecer. Nos casos das pílulas com dosagem entre 20 e 30 microgramas, pode tomar duas no dia seguinte ou assim que lembrar, mas diminui um pouco a eficácia.”

Ela explica que para as mulheres que usam a pílula de forma cíclica, ou seja, fazem uma pausa entre uma cartela e outra, esquecer de tomar no começo da cartela é mais prejudicial do que esquecê-las no fim.

“Tem pacientes que esquecem um dia todos os meses. Não pode ser nessa frequência, isso aumenta o risco de uma gravidez indesejada.”
Para as mulheres que desejam substituir a pílula anticoncepcional pela injeção, Ilza explica que ela pode ser tomada a qualquer momento do mês e ela passa a funcionar imediatamente.


“Ela dura exatamente um mês, então é importante voltar a tomar a pílula assim que o efeito passar, ou você vai ficar desprotegida.”

Caso a mulher não utilize nenhum método contraceptivo, a injeção deve ser tomada no primeiro dia da menstruação. Se for tomada em outro período do ciclo ela recomenda a utilização de camisinha durante 15 dias.

“No Carnaval, a principal recomendação é camisinha. É uma dupla proteção, o anticoncepcional protege contra gravidez, mas você ainda pode pegar uma infecção. E claro, beber com moderação, principalmente nós mulheres, que somos mais vulneráveis.”

Outros fatores que podem cortar o efeito do anticoncepcional são medicações para epilepsia e antirretrovirais para HIV — esses remédios competem com os ativos do anticoncepcional no fígado. Pessoas que fizeram cirurgia bariátrica possuem uma absorção menor no estômago.

Nestes casos, as alternativas são o DIU (dispositivo intrauterino) e implante anticoncepcional. “

O implante não tem mais hormônio, mas possui apenas um tipo e liberação constante, o que faz com que a metabolização seja mais eficaz.”

 

R7

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sonoA quantidade de sono por noite pode estar intimamente ligada a lesões em decorrência de esforços físicos. Ao menos é o que constatou um estudo realizado com 7.576 homens e mulheres das forças de operações especiais do Exército americano.

De acordo com o levantamento, os soldados que não dormiram mais que quatro ou cinco horas por noite tiveram duas vezes mais chances de relatar lesões a exemplo de torções a problemas com hérnia de disco no período de doze meses do que aqueles que dormem oito horas ou mais.

“Quantidades adequadas de sono, especialmente entre atletas ativos, não apenas demonstraram melhorar o desempenho físico e a saúde, mas também podem ter um impacto positivo na prevenção de lesões”, disse o co-autor do estudo, Tyson Grier, do Centro de Saúde Pública do Exército.

A maioria dos participantes, cerca de 63%, dormia seis ou sete horas por noite. Cerca de 10% não tiveram mais de quatro horas e apenas 16% tiveram pelo menos oito horas.

Mesmo pequenas diferenças no tempo de sono já apresentam resultados relevantes. Os soldados que dormiam sete horas por noite tinham 24% mais chances de se machucar do que aqueles que repousavam por oito horas ou mais. No caso de quem dormia seis horas, o potencial de acidentes subia para 53% e dobrava aos que só cumpriam cinco horas de sono.

No Exército, dois terços das lesões ocorrem por conta de a treinamento físico ou atividades repetitivas (como ficar por horas no computador), afirmou a equipe do estudo na revista Sleep Health.

“É possível que muito pouco sono leve à diminuição da atenção e atenção, o que torna as pessoas mais propensas a se machucar, disse o Dr. Hohui Wang, da Universidade da Califórnia, em San Francisco, que não esteve envolvido no estudo.
“Além disso, a perda de sono causa danos às células em vários órgãos”, completou. Recuperar o sono pode ajudar a reverter esse dano celular.

 

veja

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