cerebroNosso sistema nervoso é cheio de curiosidades, e o núcleo lenticular é uma delas. Trata-se de uma estrutura cerebral subcortical que, entre outras coisas, é a fonte da motivação e do aprendizado. No entanto, quando falamos sobre o núcleo lenticular, não nos referimos a uma estrutura específica, e sim a um conjunto delas.

Neste artigo, falaremos sobre as partes, as características e as funções associadas a esse núcleo. Além disso, abordaremos suas alterações mais comuns e suas consequências. 


Quais são as diferentes partes do núcleo lenticular?


Em primeiro lugar, ele deve seu nome ao seu formato de lente. Está localizado abaixo da ínsula e é composto por três segmentos, divididos principalmente em duas estruturas, de acordo com o livro Neurociências: Desvendando o Sistema Nervoso, escrito por Bears, Connors e Paradiso. Essas são as duas estruturas:

Putâmen. Sua forma é circular e é o mais externo dos núcleos. Está conectado à substância negra e ao globo pálido, o que facilita a condução de informações entre os gânglios da base, o córtex cerebral e o tálamo.


Globo pálido. Também conhecido como paleostriado, se divide em duas partes: externa (ou lateral) e interna (ou medial). Recebe informações do estriado e se projeta no tálamo e no córtex cerebral através dele. Possui segmentos internos e externos.


Então, podemos dizer que o núcleo lenticular é a união de duas estruturas. É composto por massa cinzenta, é cuneiforme e está ligado às cápsulas internas e externas. Nele estão presentes, acima de tudo, o neurotransmissor GABA, a acetilcolina e o peptídeo encefalina.
Aém do núcleo lenticular, quais são as outras partes dos gânglios da base?

Corpo estriado
Núcleo caudado
Núcleo subtalâmico
Substância negra
Núcleo accumbens


Esses gânglios são um conjunto de núcleos interconectados localizados ao redor do sistema límbico e do terceiro ventrículo. Suas funções estão associadas ao planejamento, à integração, ao controle de movimento, ao aprendizado e à motivação. Lembre-se de que, embora existam divisões anatômicas em cada parte do cérebro, ele não participa de uma única função.

Funções do núcleo lenticular
Suas funções são variadas. A seguir, estão as principais:

Motivação. Integra informações, permitindo que conhecimento e estímulos se vinculem. Não é incrível?


Aprendizado. Relaciona-se principalmente à aprendizagem processual. Além disso, intervém no processo de categorização, facilitando a organização das informações. Também participa da obtenção e aprimoramento de habilidades.


Movimentos. Tem a ver com a automação dos movimentos, pois intervém em diferentes processos, como a habituação. Além disso, participa da manutenção da postura e da coordenação do movimento. Por fim, o putâmen está relacionado ao movimento dos músculos da face e dos membros.


Para desempenhar essas funções, o núcleo lenticular estabelece conexões com o córtex cerebral e com os núcleos talâmicos. Essa comunicação pode ocorrer de forma bidirecional.


Transtornos associados ao núcleo lenticular


Esse núcleo pode estar associado à demências subcorticais, como aquelas causadas ​​pela doença de Parkinson e pela doença de Huntington. Estas doenças estão associadas à incapacidade ou dificuldade de coordenar e executar movimentos, em repouso ou não, acompanhados por um déficit nas funções executivas e na memória.

 

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coronavirusEspecialistas acreditam que é “absolutamente possível” que o coronavírus seja transmitido pelos olhos. O contágio ocorreria quando o paciente encosta as mãos infectadas junto ao globo ocular.

O médico chinês Wang Guangfa, inclusive teme ter contraído a enfermidade por não estar utilizando óculos protetores durante o trabalho. As informações são do jornal britânico Daily Mail.

Especialistas em contágio da infecção ouvidos pelo tabloide ainda ressaltam que o vírus pode se propagar por meio de tosses e espirros. Desse modo, o vírus percorreria o corpo até chegar aos olhos.

“Não é incomum que gripes e outras viroses sejam transmitidas assim. É possível, inclusive, contrair infecções respiratórias pelos olhos”, diz Paul Kellam, professor de genômica dos vírus no Imperial College London.

Kellam ainda ressalta que as máscaras que protegem a boca e o nariz não seriam suficientes, por deixarem os olhos descobertos.

Michael Head, pesquisador em saúde global na universidade britânica de Southampton, concorda com a análise de Kellam . “A transmissão pode potencialmente ocorrer pelo contato da mão com os olhos, o que facilita a transmissão de uma pessoa para a outra”, afirmou. “Pense como se fosse uma gripe ou resfriado comum, tocar o nariz, a boca, ou os olhos é uma forma simples de contágio.

Em toda a China já foram confirmados pelo menos 2 744 casos de infeção pelo coronavírus. Metade dos registros ocorreu na província de Hubei, cuja a capital é Wuhan — onde a enfermidade teria começado a se propagar. Na China, 81 pessoas já morreram em decorrência da infecção. Nas Filipinas, há uma família brasileira internada com suspeita de ter contraído o vírus.

 

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Foto: Tyrone Siu/Reuters

cancerpulmaoTodo ano, cerca de dois milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer de pulmão no mundo. Segundo a União Internacional para o Controle do Câncer, é o que mais mata. Quem fuma tem de 20 a 30 vezes mais chances de desenvolver o tumor.

Segundo o oncologista Vladmir Cordeiro de Lima, 80% dos casos de câncer de pulmão são provocados pelo tabaco. Ou seja, além do cigarro, cachimbo, charuto e narguilé também podem provocar a doença.

“O tabaco nas suas diversas formas aumenta o risco de câncer de pulmão e de outros tumores. Esse risco depende da forma como ele é consumido. Algumas formas como o narguilé, por exemplo, expõem a uma quantidade de substâncias que provocam câncer até maior que o cigarro." - Vladmir Cordeiro de Lima, oncologista do Hospital A.C. Camargo.

O tabaco é o maior fator de risco para o câncer de pulmão, mas o oncologista explica que não fumantes também podem ter a doença. O histórico familiar pode ser um dos fatores.

“A incidência de câncer de pulmão em não fumantes é significativamente menor, mas a gente sabe que outros fatores como poluição ambiental e histórico familiar também podem aumentar o risco de câncer de pulmão” - Vladmir Cordeiro de Lima, oncologista

Por causa da poluição, na Índia e na China mulheres que nunca fumaram estão sendo diagnosticadas com o câncer. Assim como o cigarro, a poluição pode levar à alteração no DNA e multiplicar o número de células cancerígenas.

Vladmir explicou também os riscos para o fumante passivo, aquele que não fuma, mas convive com alguém que fuma. “Acredita-se que o fumante passivo tem o risco de cerca de três vezes maior de desenvolver o câncer de pulmão, quando comparado com a população não exposta. Às vezes, algumas das substâncias que provocam câncer ficam na superfície. Também existe o risco para as crianças”.

Sinais de alerta
Só no Brasil são cerca de 30 mil casos novos todo ano – 60% entre homens e 40% entre mulheres.

O diagnóstico precoce diminui muito a taxa de mortalidade. Contudo, para o câncer de pulmão apresentar sintomas, o tumor precisa estar grande. Por isso, é recomendado que pacientes que fazem parte do grupo de risco façam tomografia de baixa dose anualmente.

“Não existe um sinal, sintoma específico. O câncer pode se manifestar de várias maneiras. Mas existem alguns, principalmente dentro da população que é ou foi fumante, como tosse persistente”, alertou o oncologista.

Veja os sinais:

Tosse persistente por mais de 30 dias
Tosse com sangue
Falta de ar com piora progressiva
Dor torácica persistente
Perda de peso sem explicação
Rouquidão
Sentir-se cansado ou fraco


Câncer de pulmão: tem como prevenir?


A principal medida de prevenção é não fumar. Se você fuma, precisa parar o mais rápido possível. Muita gente acha que, por fumar há muito tempo, não adianta parar aos 50 anos, por exemplo. “A gente sabe que, se você para abaixo dos 50 anos, os riscos diminuem muito. Se você parou há mais de 10 anos, o risco cai pela metade. Se você parou há mais de 15 anos, o risco de ter um câncer de pulmão reduz cerca de 90%”.

 

G1

Foto: Arte/TV Globo

 

melanomaPesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aprimoram um software capaz de agilizar diagnósticos de câncer de pele do tipo melanoma. Até o momento, o programa computacional já alcançou 86% de precisão na identificação da doença.

Embora o melanoma represente entre a população brasileira apenas 3% do total de neoplasias malignas que se manifestam na pele, a variedade requer atenção porque pode se propagar por outras células do corpo instalando um processo chamado de metástase, o mais agressivo de todas.

Para chegar ao diagnóstico, o software da equipe da Unicamp compara a lesão com outras 23.906 armazenadas em um banco público de imagens. Agora, os pesquisadores se preocupam em expandir o arquivo de fotografias, para que o nível de acerto aumente ainda mais. O programa trabalha em cima de algoritmos, que são aproveitados por um mecanismo de deep learning, técnica de inteligência artificial por meio da qual se "ensina" uma máquina a interpretar dados a partir do uso de redes neurais.

O projeto começou a ser elaborado em 2014, em uma parceria dos professores da Unicamp Sandra Avila, do Instituto de Computação, e Eduardo do Valle, da Faculdade de Engenharia Elétrica. A pesquisa foi uma das 25 contempladas pelo Google Latin America Research Awards, programa de bolsas de pesquisa para a América Latina.

Segundo Sandra Avila, o propósito dos acadêmicos é facilitar a detecção do tumor enquanto ainda no estágio inicial, de forma que seja logo tratado. Ela ressalta que não há a pretensão de se indicar o software como um substituto dos médicos, mas sim como uma ferramenta de apoio.

Diagnóstico e tratamento

O protocolo médico para se diagnosticar o melanoma respeita uma série de critérios. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) esclarece que o método segue uma regra adotada internacionalmente, a do “ABCDE”. As letras correspondem a cada um dos aspectos que podem acender o alerta para o caso de uma lesão.

O A diz respeito à assimetria que caracteriza os tumores malignos, já que eles apresentam uma metade diferente da outra. O B lembra que têm bordas irregulares. O C, por sua vez, remete à presença de cores distintas em uma mesma lesão, quando células cancerosas podem ser confirmadas. O D serve de lembrete aos médicos quanto ao tamanho da lesão de melanoma, maior do que 6 milímetros. Por fim, o E trata da evolução das lesões, uma vez que, no decorrer do tempo, vão passando por alterações de tamanho, forma ou cor.

A maior incidência da doença é observada entre pessoas brancas, podendo aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, na forma de manchas, pintas ou sinais. Pessoas negras, porém, também podem ser acometidas, devendo manter cuidados, principalmente, para as áreas mais claras do corpo, como palmas da mão e plantas dos pés.

Hoje, a cirurgia é o tratamento mais indicado para o melanoma. Dependendo do estágio do tumor, os médicos podem prescrever sessões de radioterapia e a quimioterapia ao paciente.

 

Agência Brasil

Agência Brasil/Fernando Frazão