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A ideia de que beber muita água enquanto comemos prejudica a digestão é uma das dúvidas mais comuns quando o assunto é alimentação saudável. O corpo humano possui mecanismos naturais para regular a acidez do estômago, mas o consumo excessivo de líquidos durante as refeições pode, sim, diluir os sucos gástricos e tornar o processo digestivo mais lento em algumas pessoas. Entender como isso funciona ajuda a fazer escolhas mais conscientes no dia a dia.

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O que acontece no estômago quando bebemos água ao comer? Quando nos alimentamos, o estômago produz ácido clorídrico e enzimas responsáveis por quebrar os alimentos. Esse ambiente ácido é essencial para que proteínas e outros nutrientes sejam processados de forma eficiente. Ao ingerir grandes volumes de água nesse momento, o líquido pode reduzir temporariamente a concentração desses sucos gástricos.

Por outro lado, o organismo tem a capacidade de ajustar a produção de ácido conforme necessário. Pequenas quantidades de água, como um copo de 150 a 200 ml, podem até facilitar a formação do bolo alimentar e auxiliar na mastigação, sem causar prejuízos ao processo digestivo.

Sinais de que a quantidade de líquido está atrapalhando sua digestão Algumas pessoas são mais sensíveis ao consumo de líquidos durante as refeições. Se você costuma sentir desconforto após comer e beber ao mesmo tempo, vale observar os seguintes sinais:

ESTÔMAGO PESADO

Sensação de estômago inchado ou muito cheio logo após comer e beber ao mesmo tempo.

EXCESSO DE GASES

Aumento de gases e flatulência nas horas seguintes à refeição.

AZIA OU REFLUXO

Episódios frequentes de azia ou refluxo gastroesofágico após as refeições.

DIGESTÃO LENTA

Sensação de que a digestão demora mais do que o normal para acontecer.

Pessoas que já apresentam problemas como refluxo ou digestão lenta devem ter atenção redobrada. Para elas, o excesso de líquidos no estômago pode aumentar o volume e a pressão interna, agravando os sintomas.

Revisão científica confirma que líquidos na refeição não causam danos em quantidades moderadas Segundo a revisão de literatura “Ingestão de líquidos durante a refeição e as possíveis causas associadas a essa prática”, publicada na SEMEAR: Revista de Alimentação, Nutrição e Saúde da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, nenhum dos 13 estudos analisados indicou que beber líquidos durante a refeição causa malefícios à saúde. Os pesquisadores, vinculados à Universidade Federal de Pelotas, concluíram que essa prática pode até melhorar a resposta glicêmica e a absorção de determinados nutrientes, como o magnésio. A revisão foi realizada a partir de artigos indexados na base de dados PubMed e reforça que o equilíbrio na quantidade é o ponto-chave.

Dicas práticas para se hidratar sem prejudicar a digestão O segredo está no equilíbrio entre manter-se hidratado e respeitar o funcionamento do seu sistema digestivo. Algumas orientações simples podem ajudar:

Prefira beber a maior parte da água cerca de 20 a 30 minutos antes das refeições Durante a refeição, limite-se a um copo pequeno de água (até 200 ml) Evite refrigerantes, sucos industrializados e bebidas gaseificadas junto com a comida, pois podem causar inchaço e atrapalhar a digestão Aposte em alimentos ricos em água, como saladas, sopas e frutas, que ajudam na hidratação sem sobrecarregar o estômago Mastigar bem os alimentos também é fundamental. Quando a mastigação é adequada, a necessidade de ingerir líquidos para empurrar a comida diminui naturalmente.

Quando a sede durante as refeições merece atenção especial? Sentir sede em excesso durante as refeições pode ser um sinal de que a hidratação ao longo do dia está insuficiente. O ideal é distribuir o consumo de água de forma regular, priorizando os intervalos entre as refeições. Quando a sede intensa se torna frequente, vale investigar possíveis causas, como alimentação com excesso de sódio ou condições que merecem avaliação médica.

Se você percebe desconfortos digestivos recorrentes ou tem dúvidas sobre a quantidade ideal de líquidos para o seu caso, o mais indicado é procurar um médico ou nutricionista. Cada organismo funciona de maneira diferente, e um profissional de saúde pode orientar a melhor estratégia para sua rotina alimentar.

Tua Saúde

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a atualização da composição das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil.

biontech

A nova regra estabelece que os imunizantes devem ser monovalentes —direcionados a uma única variante do vírus— e conter obrigatoriamente a cepa LP.8.1 do SARS-CoV-2, mais alinhada ao cenário epidemiológico atual.

A medida, publicada nesta quarta-feira (25) no Diário Oficial da União, segue a estratégia já adotada internacionalmente de revisar periodicamente as vacinas conforme a evolução do coronavírus.

O que muda com a nova regra

O texto da norma é direto ao estabelecer que “as vacinas contra a Covid-19 a serem comercializadas ou utilizadas no Brasil deverão ser monovalentes e conter, obrigatoriamente, a cepa LP.8.1 do vírus SARS-CoV-2”.

Na prática, isso obriga fabricantes a atualizarem seus registros e processos produtivos, além de impactar a organização das campanhas de vacinação no país. Para evitar interrupções, a Anvisa autorizou um período de transição: vacinas baseadas na cepa anterior, a JN.1, ainda poderão ser utilizadas por até nove meses.

Segundo o infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), esse tipo de atualização já faz parte da lógica de convivência com o vírus.

“A gente trabalha sempre com a vacina mais próxima possível da variante que está circulando, mesmo sabendo que existe um intervalo entre identificar a cepa e produzir o imunizante”, explica.

Por que as vacinas são atualizadas

O SARS-CoV-2 sofre mutações ao longo do tempo. Algumas dessas mudanças ocorrem na chamada proteína spike —estrutura usada pelo vírus para entrar nas células humanas e principal alvo das vacinas.

Quando essa proteína se modifica, o sistema imunológico pode ter mais dificuldade de reconhecer o vírus com base em versões antigas do imunizante. Isso não significa perda total de proteção, mas pode reduzir a eficácia contra infecções.

Kfouri destaca, porém, que o principal objetivo das vacinas segue preservado:

“Mesmo quando a vacina não é perfeitamente coincidente com a variante em circulação, ela continua protegendo muito bem contra as formas graves da doença”, afirma.

Covid não segue o mesmo padrão da gripe

Uma das diferenças centrais em relação à vacinação contra influenza é a previsibilidade.

Enquanto a gripe tem um padrão sazonal bem definido —o que permite prever com meses de antecedência quais variantes circularão—, a Covid-19 ainda apresenta comportamento irregular.

“A gente não consegue antecipar com seis, oito meses qual variante vai predominar. O vírus não tem uma sazonalidade tão clara, e isso dificulta planejar a vacina com a mesma precisão da gripe”, explica Kfouri.

Segundo ele, isso faz com que as vacinas contra Covid estejam, muitas vezes, ligeiramente defasadas em relação ao vírus em circulação —sem comprometer, no entanto, a proteção contra casos graves.

Vai ter nova campanha?

A atualização da vacina não significa, automaticamente, uma campanha universal como ocorreu nos primeiros anos da pandemia.

Hoje, a estratégia do Programa Nacional de Imunizações é mais focada.

“Não é mais uma vacinação para toda a população. A gente prioriza grupos de maior risco e usa as versões mais atualizadas disponíveis”, diz Kfouri.

Na prática, a nova formulação deve ser incorporada como dose de reforço, especialmente para idosos, pessoas com comorbidades, gestantes, imunossuprimidos e profissionais de saúde —públicos que já vêm sendo priorizados nas campanhas mais recentes.

O g1 procurou o Ministério da Saúde para detalhar como e quando a nova vacina será incorporada ao calendário. A reportagem será atualizada assim que houver retorno.

Quem já se vacinou precisa tomar a nova?

As doses aplicadas até agora continuam relevantes, principalmente na prevenção de hospitalizações e mortes.

A atualização não implica reinício do esquema vacinal, mas pode ser recomendada como reforço —a depender do perfil da pessoa e do intervalo desde a última dose.

O que muda para a população

Do ponto de vista prático, a mudança deve ser pouco perceptível no dia a dia: o calendário vacinal continua sendo definido pelas autoridades de saúde, mas as doses disponíveis passam a estar mais alinhadas às variantes recentes.

A expectativa é manter a proteção contra formas graves e melhorar a resposta contra infecções causadas pelas novas linhagens do vírus.

A recomendação é acompanhar o calendário oficial e verificar, no posto de saúde, se há indicação de dose de reforço conforme idade, condição de saúde e intervalo desde a última vacina.

G1

“Em última análise, o laço que une todas as relações, seja no casamento ou na amizade, é a conversa”, escreveu Oscar Wilde.

auditivo

Costumamos pensar na conversação como algo que não exige esforço. Mas por trás dessa aparente facilidade esconde-se um feito extraordinário de coordenação – uma dança perfeitamente sincronizada entre ouvir e falar.

Convocar uma única palavra em sua mente e depois dizê-la leva pelo menos 600 milissegundos. Mas o intervalo mais comum entre uma pessoa terminar sua vez de falar e a outra começar é de cerca de 200 milissegundos, independentemente do idioma que estejam falando.

Isso significa que geralmente começamos a falar antes de ter planejado nossa resposta depois que a outra pessoa terminou. De alguma forma, nossos cérebros estão sempre à frente da conversa.

Como lidamos com isso? Enquanto ouvimos, nossos cérebros funcionam como uma versão sofisticada da tecnologia de preenchimento automático de texto. Em vez de esperar que uma frase termine, prevemos continuamente como ela provavelmente terminará.

Em um estudo com colegas no Reino Unido e na Alemanha, descobrimos que pessoas com alguma perda auditiva frequentemente dependem mais dessas pistas preditivas para manter o fluxo da conversa. Mas, com o tempo, o esforço que isso exige pode ter efeitos negativos.

Enquanto os smartphones se baseiam em simples probabilidades palavra a palavra, a previsão humana é muito mais rica. Combinamos essas pistas probabilísticas com o conhecimento sobre o falante (quem ele é, do que gosta, como costuma falar), bem como do ambiente ao redor e do tema mais amplo da conversa.

Se alguém disser: “eu gostaria de usar o bonito…”, seu cérebro imediatamente restringe as possibilidades a coisas que podem ser usadas — talvez uma gravata ou um vestido. E a previsão não para por aí. Se o locutor soa como um homem, os ouvintes podem estar mais propensos a prever “gravata”; se o locutor soa como uma mulher, “vestido”.

A previsão também nos ajuda a determinar quando podemos falar. À medida que uma frase se desenrola, prevemos sua estrutura, ritmo, melodia e prováveis palavras finais. Essas previsões subconscientes de tempo nos permitem entrar na conversa com notável precisão, fortalecendo as conexões sociais ao evitar falar ao mesmo tempo que outra pessoa ou deixar pausas constrangedoras.

Como a perda auditiva afeta o processo A delicada coordenação da conversa depende de nosso cérebro ter recursos cognitivos suficientes para sustentar a previsão, o planejamento da resposta e o timing. Mas quando ouvir se torna mais difícil, o cérebro precisa se esforçar mais para identificar sons e palavras, sobrecarregando esses recursos.

Para cerca de metade das pessoas com mais de 55 anos, a perda auditiva torna a conversa cotidiana um trabalho mais árduo para o cérebro. Há menos recursos disponíveis para processos conversacionais de nível superior, tornando mais difícil manter o ritmo de aproximadamente 200 milissegundos na alternância de falas. Isso pode levar a intervalos mais longos e mais perturbadores na conversa.

Até recentemente, não estava claro exatamente por que essas lacunas mais longas surgem. Até que ponto as pessoas com perda auditiva têm mais dificuldade em prever quando alguém vai terminar de falar? E em que medida o esforço extra para ouvir as palavras restringe sua capacidade de planejar o que dizer a seguir?

Nosso estudo esclareceu essas possibilidades ao testar pessoas com idades entre 50 e 80 anos, algumas das quais apresentavam perda auditiva leve a moderada. Nós as testamos em condições de escuta que variavam de fala confortável e clara a situações em que a fala era apenas compreensível.

Isso nos permitiu separar os efeitos da perda auditiva daqueles de condições de escuta mais exigentes. Essa distinção é importante porque, embora ambos aumentem o esforço de escuta, eles podem atrapalhar diferentes aspectos da conversa.

Nossos resultados revelaram um padrão claro. Quando as condições de escuta eram confortáveis, as pessoas com perda auditiva dependiam mais das previsões do que a outra pessoa diria a seguir do que aquelas com audição normal. A previsão atuava como uma estratégia compensatória para pessoas com perda auditiva, ajudando a manter a coordenação conversacional em um nível muito semelhante ao das pessoas sem perda auditiva.

Mas quando a escuta se tornou mais extenuante porque a fala era apresentada no nível mais baixo que os participantes conseguiam entender, essa vantagem preditiva desapareceu. O esforço adicional necessário para aqueles com perda auditiva parecia deixar-lhes pouca capacidade cognitiva para sustentar seus poderes de previsão, que antes funcionavam como compensação.

Isso ajuda a explicar por que pessoas com perda auditiva podem parecer parceiros de conversa perfeitamente fluentes em ambientes tranquilos e individuais, mas enfrentam dificuldades em ambientes barulhentos, onde ouvir se torna muito mais trabalhoso. É claro que pessoas com audição normal também começam a experimentar esse efeito em bares barulhentos ou restaurantes lotados.

Perda da habilidade de conversar A conversa é uma habilidade cognitiva de alta velocidade e, como qualquer outra habilidade, se beneficia do uso regular. Quando a conversa se torna exaustiva devido à perda auditiva, as pessoas podem se isolar da interação social para evitar o esforço de manter a sincronia. Maior isolamento social está associado a pior saúde mental, física e cognitiva.

Mas uma redução na frequência das conversas que uma pessoa mantém também pode enfraquecer os mecanismos cognitivos que as sustentam – assim como um músculo enfraquece por falta de uso. Isso poderia aumentar sua relutância em conversar com outras pessoas. Esperamos explorar esse efeito de “use ou perca” em nossas pesquisas futuras.

Já ficamos surpresos com o quanto de coordenação subconsciente está envolvida nas conversas do dia a dia. Reconhecer as necessidades específicas – e as habilidades – das pessoas com perda auditiva é uma parte importante da manutenção desse “laço de companheirismo”.

Ruth Corps recebe financiamento do ESRC e do Leverhulme Trust.

Por The Conversation Brasil

Foto: Adobe Stock

Ter cáries e doença gengival ao mesmo tempo pode estar associado a um risco significativamente maior de acidente vascular cerebral (AVC). Um estudo publicado na revista científica Neurology Open Access, da Academia Americana de Neurologia, encontrou uma associação entre a combinação desses problemas bucais e um aumento no risco de AVC em comparação com pessoas que têm boa saúde bucal.

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Os resultados também indicam que a má saúde bucal pode estar relacionada a um risco 36% maior de eventos cardiovasculares graves, como ataque cardíaco, doença cardíaca fatal ou AVC.

A pesquisa não prova que os problemas bucais causem diretamente os AVCs, mas sugere que melhorar a saúde bucal pode ser uma estratégia importante — e frequentemente negligenciada — na prevenção da doença.

O que diz o estudo

O trabalho analisou dados de 5.986 adultos, com idade média de 63 anos, que não tinham histórico de AVC no início do estudo.

Todos os participantes passaram por exames odontológicos para avaliar a presença de cáries, doença gengival (periodontal) ou ambas. A partir disso, os pesquisadores dividiram o grupo em três categorias:

pessoas com boca saudável

pessoas com apenas doença gengival

pessoas com doença gengival e cáries

Os participantes foram acompanhados por duas décadas, com base em contatos telefônicos e registros médicos, para identificar quem desenvolveu AVC ao longo do tempo.

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Risco maior entre quem tem dois problemas bucais

Durante o acompanhamento, os pesquisadores observaram diferenças importantes entre os grupos.

Entre os participantes com boca saudável, 4% sofreram um AVC.

Já entre aqueles com apenas doença gengival, o índice foi de 7%.

No grupo com doença gengival e cáries, o número chegou a 10%.

Após ajustes para fatores como idade, índice de massa corporal e tabagismo, os resultados mostraram que:

pessoas com doença gengival e cáries tinham 86% mais risco de AVC em comparação com quem tinha boca saudável;

aquelas com apenas doença gengival apresentaram 44% mais risco.

Relação com doenças do coração

Além do AVC, o estudo analisou a ocorrência de eventos cardiovasculares graves, como ataque cardíaco, doença cardíaca fatal ou o próprio AVC.

Nesse panorama geral, pessoas com doença gengival e cáries tiveram um risco 36% maior desses eventos em comparação com participantes com boa saúde bucal.

Visitas ao dentista podem fazer diferença

A pesquisa também avaliou hábitos de cuidados odontológicos.

Os participantes que relataram visitar o dentista regularmente apresentaram:

81% menos probabilidade de ter simultaneamente doença gengival e cáries

29% menos probabilidade de apresentar apenas doença gengival

Segundo o autor do estudo, Souvik Sen, da Universidade da Carolina do Sul, os resultados reforçam a importância de cuidar da saúde bucal.

“Este estudo reforça a ideia de que cuidar dos dentes e gengivas não se resume apenas ao sorriso; pode ajudar a proteger o cérebro”, afirmou.

A diretora da Associação Brasileira de Odontologia Ludimila Saiter explicou ao g1 que existem dois mecanismos podem ligar uma infecção na boca a problemas cardiovasculares ou cerebrais. O primeiro é a via direta e segundo é a inflamação sistêmica.

“As bactérias da cavidade bucal entram na corrente sanguínea através da inflamação gengival e podem se alojar nas válvulas do coração ou em placas de gordura nas artérias. Além disso, uma infecção bucal crônica faz o corpo produzir substâncias inflamatórias que circulam por todo o organismo, danificando os vasos sanguíneos e aumentando o risco de infarto e AVC, por exemplo", afirmou.

Saiter destacou ainda que os dentistas costumam observar esta associação na prática, no dia a dia nos consultórios, e que a boca não é um sistema isolado. Quando uma infecção bucal severa é tratada, é comum notar uma melhora nos indicadores gerais de saúde do paciente.

“Observamos com frequência que pacientes com quadros graves de gengivite ou periodontite apresentam outras condições sistêmicas desfavoráveis, como pressão alta ou diabetes descontrolada”, disse Saiter.

Qual a frequência ideal de consultas ao dentista para prevenir doenças bucais?

A recomendação padrão de frequência ideal ao dentista para prevenir doenças bucais é a cada seis meses. Esse é o tempo médio para que o cálculo dental (tártaro) se acumule e problemas iniciais apareçam. Porém, o observar uma atipicidade na cavidade bucal o correto é agendar uma consulta imediata.

Para alguns grupos de risco — como fumantes, diabéticos ou pessoas com histórico de doença periodontal — esse intervalo deve ser menor, a cada três meses, ou dependendo da avaliação profissional esse prazo poderá ser ainda menor, quando se busca controle de doenças, segundo Saiter.

Sinais de alerta de doença gengival que as pessoas costumam ignorar

Especialistas destacam que a gengiva saudável não sangra e o erro mais comum é achar que o sangramento gengival é normal. Outros sinais ignorados são:

Lesões (feridas) persistentes – por mais de 15 dias

Sensação de 'dente amolecido'

E gengiva vermelha ou inchada

O que é o AVC isquêmico

Os AVCs isquêmicos são o tipo mais comum de acidente vascular cerebral. Eles ocorrem quando um coágulo ou bloqueio reduz o fluxo sanguíneo para o cérebro, impedindo que o órgão receba oxigênio e nutrientes.

Já as cáries são cavidades no esmalte dentário causadas pela ação de bactérias da placa bacteriana que produzem ácidos ao metabolizar restos de alimentos e açúcares. Elas geralmente estão associadas ao consumo de alimentos açucarados ou ricos em amido, além de fatores como higiene bucal inadequada ou genética.

A doença periodontal, por sua vez, é uma inflamação ou infecção que afeta a gengiva e o osso que sustenta os dentes. Quando não tratada, pode levar à perda dentária.

Limitações do estudo

Os autores apontam que a saúde bucal dos participantes foi avaliada apenas uma vez, no início da pesquisa. Assim, possíveis mudanças ao longo dos anos não foram registradas.

Além disso, outros fatores de saúde que não foram medidos podem ter influenciado os resultados.

Mesmo assim, os pesquisadores afirmam que os achados indicam que manter dentes e gengivas saudáveis pode ser uma parte importante da prevenção do AVC.

O estudo foi publicado na Neurology Open Access em outubro de 2025.

G1