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Começar a correr é uma das decisões mais acessíveis para quem busca melhorar a saúde, reduzir o estresse e criar uma rotina mais ativa. Segundo um levantamento do aplicativo Strava, correr na rua é a principal atividade física escolhida no mundo.

caminhada

Isso porque a corrida de rua exige poucos recursos, pode ser praticada em diferentes lugares e permite evolução gradual, respeitando o ritmo de cada pessoa.

Outro fator está no alto gasto calórico que a corrida proporciona. Em média, uma pessoa pode gastar entre 400 a 600 calorias por hora corrida, o que auxilia a regular o peso e evita o sedentarismo.

Corrida e a redução do risco cardiovascular A prática da corrida pode ajudar a evitar problemas cardiovasculares, como infarto, AVC e hipertensão. Mesmo pequenas quantidades semanais já geram um impacto positivo e reduzem os riscos.

Uma pesquisa publicada no Journal of the American College of Cardiology acompanhou mais de 55 mil adultos ao longo de 15 anos e constatou que corredores apresentaram redução de até 45% no risco de morte por doenças cardiovasculares em comparação com não corredores.

Impacto da corrida na luta contra o câncer Um estudo recente publicado no International Journal of Cancer mostrou que o exercício não atua apenas de forma indireta, por controle de peso ou inflamação. Ele muda o que circula no nosso sangue e essas mudanças são capazes de conversar diretamente com células tumorais.

Isso não quer dizer que exercício seja um tipo de tratamento ou que substitua terapias oncológicas. O próprio estudo deixa claro que estamos falando de um modelo experimental, feito em células, a partir de um estímulo agudo de exercício.

Ainda assim, os achados ajudam a iluminar um mecanismo plausível por trás de algo que já é observável na prática clínica e epidemiológica.

Impacto comprovado na saúde mental Os benefícios psicológicos também são mensuráveis. Um estudo da Harvard Medical School aponta que exercícios aeróbicos regulares reduzem sintomas de ansiedade e depressão, com eficácia comparável a intervenções medicamentosas leves em alguns casos.

Além disso, pesquisa publicada no JAMA Psychiatry indicou que indivíduos fisicamente ativos apresentam até 26% menos risco de desenvolver depressão ao longo da vida.

A explicação está na liberação de neurotransmissores como endorfina, dopamina e serotonina, associados à sensação de bem-estar.

A corrida de rua vai além de uma tendência esportiva. A prática regular está associada a uma condição de vida melhor, mais saudável, com baixo custo e fácil acesso. Correr se consolida como uma das estratégias mais eficazes e democráticas para promoção de saúde integral.

Corrida Folha Para comemorar 105 anos de história, jornalismo e conexão com a cidade, a Folha de S.Paulo anuncia a Corrida 105 anos da Folha, que acontecerá no dia 29 de março de 2026, com largada no Vale do Anhangabaú, no Centro Histórico de São Paulo.

A corrida ocorrerá em três modalidades, feita para aqueles que já são experientes no esporte e aqueles que estão iniciando.

3 km de caminhada

5 km de corrida

10 km de corrida.

R7 Conteúdo e Marca

Foto: Reprodução/Freepik/rawpixel.com

Muitas pessoas acreditam que uma crise de ansiedade surge como um raio em céu azul. No entanto, essa sensação de urgência raramente aparece sem aviso prévio.

ansiedade

O corpo e a mente costumam enviar sinais sutis muito antes do colapso. Aprender a ler esses alertas pode ser a chave para evitar o agravamento do quadro.

Reconhecer esses sintomas iniciais permite que você busque ajuda precocemente. Isso traz mais segurança e controle sobre as suas próprias emoções no dia a dia.

O corpo fala: ansiedade como um acúmulo

A ansiedade funciona como uma panela de pressão que vai acumulando vapor silenciosamente. Quando não percebemos o aumento da pressão, a válvula acaba estourando em forma de crise.

Especialistas em saúde mental reforçam que o autoconhecimento é uma ferramenta de proteção. Cada indivíduo possui um “termômetro” emocional diferente para medir seu nível de estresse.

Ignorar pequenos desconfortos pode levar ao esgotamento mental completo. Por isso, prestar atenção às mudanças de comportamento é essencial para a prevenção.

5 sinais que antecedem uma crise Embora as experiências sejam individuais, alguns padrões de comportamento costumam se repetir. Confira os alertas mais comuns que o organismo emite:

Mudanças no sono

A dificuldade para pegar no sono ou o despertar precoce são sinais clássicos. Você pode sentir que sua mente não “desliga” ao deitar na cama.

Irritabilidade constante

Sentir-se “com os nervos à flor da pele” é um alerta importante. Coisas pequenas, que antes não incomodavam, passam a gerar reações desproporcionais e explosivas.

Cansaço excessivo

A ansiedade constante consome muita energia vital do corpo. Você pode sentir uma exaustão profunda, mesmo após um dia sem grandes esforços físicos.

Dificuldade de concentração

O cérebro ansioso está sempre focado em ameaças futuras. Isso torna tarefas simples, como ler um texto ou trabalhar, extremamente difíceis e cansativas.

Sintomas físicos recorrentes

O corpo manifesta a tensão através de dores musculares e aperto no peito. Falta de ar leve e sudorese nas mãos também indicam um estado de alerta.

Visão dos especialistas Segundo psicólogos, a ansiedade não deve ser vista apenas como uma inimiga. Ela é um mecanismo de defesa que avisa quando algo precisa de atenção.

“Cada pessoa sente sinais diferentes conforme sua história e rotina”, explicam os profissionais. O segredo é não normalizar o sofrimento constante como se fosse parte do cotidiano.

Buscar estratégias de relaxamento ao notar os primeiros sinais pode mudar tudo. Técnicas de respiração e pausas estratégicas ajudam a reduzir o ritmo cardíaco e mental.

Quando procurar apoio profissional?

Se os sinais descritos acima se tornarem frequentes, é hora de acender o sinal de alerta. O acompanhamento terapêutico ajuda a identificar as causas raízes dessas tensões acumuladas.

Não espere chegar ao limite para cuidar da sua saúde mental. O tratamento precoce evita que a ansiedade paralise suas atividades sociais e profissionais.

Acolhimento e prevenção

Entender que as crises de ansiedade não surgem do nada traz um novo fôlego. Você passa a ser o observador atento do seu próprio bem-estar.

Cuidar da mente exige a mesma dedicação que cuidamos da saúde física. Respeite o tempo do seu corpo e não hesite em pedir ajuda especializada.

O apoio profissional oferece ferramentas seguras para você lidar com os desafios modernos. Sua saúde mental é prioridade e merece toda a sua atenção e carinho.

Saúde em Dia

Vídeos nas redes sociais sugerem trocar whey protein por leite em pó desnatado para economizar, mas especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que os produtos têm funções nutricionais diferentes e não são equivalentes para ganho de massa muscular. A substituição depende da dieta total, do objetivo do treino e não é indicada como regra geral.

leitepo

O whey é um suplemento alimentar - um subproduto do leite a partir do soro - e espera-se que seja rico em proteínas e pobre em carboidratos e gorduras.

O leite em pó também tem proteínas (em menor quantidade), mas maior quantidade de carboidratos (lactose). Ele é um alimento nutritivo, que pode fazer parte da alimentação e contribuir no aporte proteico diário do indivíduo, mas não é um suplemento.

Para a recuperação muscular, o mais importante é o que especialistas chamam de ‘base’: atingir o total de proteína do dia, ter energia suficiente, distribuir proteína ao longo do dia em doses adequadas, além de treino bem estruturado e sono de qualidade. “Quando essa base está resolvida, a diferença entre fontes de proteína tende a ser muito menor do que as redes sociais sugerem”, explica o nutricionista e membro do departamento Científico da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE) Eduardo Reis.

Quando o whey é indicado

O whey é indicado para atletas de alto rendimento que muitas vezes não conseguem suprir toda demanda de proteínas via alimentação, para pessoas que possuem limitações fisiológicas de saúde ou até idade, ou simplesmente para pessoas que buscam por praticidade e até uma certa flexibilidade em receitas, por exemplo.

“A função do whey é suprir a falta de proteínas na rotina de atletas ou até de pessoas que tenham dificuldade de ingerir fontes alimentares, por diversas razões, e até por aqueles que buscam praticidade e variedade em receitas”, explica a nutricionista Marcela Arena, especialista em transtornos alimentares pelo Ambulim-USP.

O whey também é considerado útil quando há restrição de apetite ou dificuldade de consumir grandes volumes de alimentos. Há indivíduos, por exemplo, que não têm vontade de comer proteína no café da manhã e outros que não conseguem comer cedo.

Para atletas em momentos de alto volume de treino, um shake proteico pode aumentar o aporte de proteína sem exigir grande mastigação ou preparo, diz Reis.

Quando a pessoa tem um intervalo curto entre compromissos e não consegue fazer uma refeição sólida completa, o whey também pode funcionar como “ponte” até a próxima refeição adequada, evitando longos períodos com baixa ingestão proteica.

Há ainda casos em que o whey é indicado por tolerância e composição. Pessoas com desconforto gastrointestinal com certas refeições pré/pós-treino podem tolerar melhor uma proteína líquida; algumas precisam escolher versões com menor lactose dependendo da sensibilidade individual.

A maioria das pessoas que treinam não precisa de suplemento proteico. Precisa atingir a meta diária de proteína com consistência. E o suplemento entra quando existe um problema prático - tempo, apetite, logística, baixa habilidade culinária, rotina - ou quando a combinação de objetivo e treino exige uma ingestão proteica que a pessoa não consegue manter somente com alimentos, sem extrapolar calorias ou sem tornar a dieta inviável.

“O whey não ‘ganha’ dos alimentos comuns em valor biológico de forma que invalide a comida. Ele ganha em praticidade e previsibilidade, que são determinantes para resultados no mundo real”, resume Andrea Barros, fundadora da ABNE, especialista em Fisiologia do Exercício e mestre em Ciências da Saúde.

A especialista destaca que a maioria das pessoas não precisa de suplemento proteico, mas muitos se beneficiam. “Se a pessoa bate proteína com comida, dorme bem e treina com consistência, o suplemento é opcional. Se não bate, o suplemento pode ser uma ferramenta pragmática e segura — desde que a decisão seja guiada por cálculo e contexto, e não por ‘moda’ ou pressão de rede social”, afirma.

A composição do leite No caso do leite, segundo guias alimentares nacionais e internacionais, o consumo de três porções diárias atinge a recomendação diária a fim de suprir a necessidade de cálcio, principalmente, afirma Barros.

Um copo de leite (de 200 mL) contém, aproximadamente, 244 mg de cálcio e 6,4 g de proteína, o que configura uma oferta maior que 10% da recomendação diária dos dois nutrientes para todas as faixas etárias em uma única porção do alimento.

Independentemente do tipo de leite, suas proteínas são classificadas como de alto valor biológico pela FAO (Food and Agriculture Organization), por seu perfil de aminoácidos essenciais, digestibilidade e biodisponibilidade.

Para quem só precisa aumentar a ingestão diária de proteína, o leite em pó pode cumprir esse papel. É importante dar preferência à versão desnatada para não exceder o consumo de gorduras no dia.

Incluir uma porção adequada de leite em pó em frutas, vitaminas ou até iogurtes pode ser uma maneira mais prazerosa para muitas pessoas de aumentar o consumo proteico diário quando há necessidade. Mas as quantidades devem ser sempre avaliadas individualmente.

Qual é o principal risco dessa troca? Utilizar o leite em pó para adquirir a mesma quantidade de proteínas por porção que o whey protein faz com que a quantidade utilizada seja maior e com mais carboidratos e densidade energética que o whey.

Há pessoas orientando a compra do leite em pó desnatado em vez do whey protein utilizando as mesmas quantidades em receitas. Mas seguir dicas virais leva ao risco de consumo excessivo de proteína.

Além disso, deve-se levar em conta a tolerância gastrointestinal e ao comportamento alimentar. O leite em pó integral concentra lactose; em pessoas com sensibilidade ou intolerância, isso pode aumentar sintomas gastrointestinais e piorar a aderência ao plano alimentar.

“Nas redes sociais existe uma obsessão com receitas e alimentos proteicos, a ponto de as pessoas duvidarem se são realmente saudáveis por não estarem consumindo algum suplemento. É preciso orientação profissional e olhar crítico para essas dicas generalizadas”, destaca Arena.

Se essa troca for feita sem ajustes totais na alimentação, podem surgir desequilíbrios na dieta. A ABNE destaca que, em nutrição esportiva, não basta “somar proteína no dia”. É necessário distribuir o consumo de forma coerente com o objetivo, o treino e a tolerância individual, além de manter uma base alimentar que forneça fibras e micronutrientes.

Apesar da praticidade do whey, o suplemento não substitui o restante da dieta. Fibras, micronutrientes, carboidratos adequados ao treino e qualidade alimentar global são determinantes para saúde e desempenho.

A ABNE destaca que, embora influencers e gurus de redes sociais aparentem dominar o assunto, suas informações muitas vezes servem a interesses comerciais, visando a manutenção do equilíbrio financeiro pessoal, e não a saúde do indivíduo.

Um copo de leite (de 200 mL) contém, aproximadamente, 244 mg de cálcio e 6,4 g de proteína, o que configura uma oferta maior que 10% da recomendação diária dos dois nutrientes para todas as faixas etárias em uma única porção do alimento.

Independentemente do tipo de leite, suas proteínas são classificadas como de alto valor biológico pela FAO (Food and Agriculture Organization), por seu perfil de aminoácidos essenciais, digestibilidade e biodisponibilidade.

Para quem só precisa aumentar a ingestão diária de proteína, o leite em pó pode cumprir esse papel. É importante dar preferência à versão desnatada para não exceder o consumo de gorduras no dia.

Incluir uma porção adequada de leite em pó em frutas, vitaminas ou até iogurtes pode ser uma maneira mais prazerosa para muitas pessoas de aumentar o consumo proteico diário quando há necessidade. Mas as quantidades devem ser sempre avaliadas individualmente.

Qual é o principal risco dessa troca? Utilizar o leite em pó para adquirir a mesma quantidade de proteínas por porção que o whey protein faz com que a quantidade utilizada seja maior e com mais carboidratos e densidade energética que o whey.

Há pessoas orientando a compra do leite em pó desnatado em vez do whey protein utilizando as mesmas quantidades em receitas. Mas seguir dicas virais leva ao risco de consumo excessivo de proteína.

Além disso, deve-se levar em conta a tolerância gastrointestinal e ao comportamento alimentar. O leite em pó integral concentra lactose; em pessoas com sensibilidade ou intolerância, isso pode aumentar sintomas gastrointestinais e piorar a aderência ao plano alimentar.

“Nas redes sociais existe uma obsessão com receitas e alimentos proteicos, a ponto de as pessoas duvidarem se são realmente saudáveis por não estarem consumindo algum suplemento. É preciso orientação profissional e olhar crítico para essas dicas generalizadas”, destaca Arena.

Se essa troca for feita sem ajustes totais na alimentação, podem surgir desequilíbrios na dieta. A ABNE destaca que, em nutrição esportiva, não basta “somar proteína no dia”. É necessário distribuir o consumo de forma coerente com o objetivo, o treino e a tolerância individual, além de manter uma base alimentar que forneça fibras e micronutrientes.

Apesar da praticidade do whey, o suplemento não substitui o restante da dieta. Fibras, micronutrientes, carboidratos adequados ao treino e qualidade alimentar global são determinantes para saúde e desempenho.

A ABNE destaca que, embora influencers e gurus de redes sociais aparentem dominar o assunto, suas informações muitas vezes servem a interesses comerciais, visando a manutenção do equilíbrio financeiro pessoal, e não a saúde do indivíduo.

“Por lei, o profissional habilitado para exercer essa função é exclusivamente o nutricionista. A entidade também alerta para o mito de que “suplementos são sempre superiores aos alimentos”, diz Reis.

As diferenças na quantidade de proteína e calorias por porção Em 30g de whey protein concentrado, há em média de 20g a 25g de proteínas. Em 30g de leite em pó desnatado, há uma média 10 g de proteínas. Logo, seria necessário o dobro ou mais de leite em pó para fornecer o mesmo aporte proteico. 

G1

Foto: Adobe Stock

Após beber uma única cerveja, o organismo leva em média de uma a duas horas para eliminar completamente o álcool do sangue e retornar a concentração a zero. Esse tempo, no entanto, pode variar de acordo com fatores como peso corporal, sexo, idade, metabolismo individual e se a pessoa comeu ou estava em jejum. Entender como o corpo processa o álcool é essencial para tomar decisões seguras, especialmente quando o assunto envolve dirigir.

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Como o corpo processa o álcool de uma cerveja? Quando você bebe uma lata de cerveja de 350 ml com teor alcoólico de cerca de 5%, o álcool é absorvido principalmente pelo intestino delgado e entra na corrente sanguínea em poucos minutos. O pico de concentração no sangue costuma acontecer entre 30 e 90 minutos após a ingestão, dependendo se a pessoa estava alimentada ou em jejum.

A partir desse momento, o fígado assume a maior parte do trabalho de eliminação. Cerca de 90% do álcool é metabolizado por esse órgão, enquanto o restante é expelido pela respiração, urina e suor. O fígado consegue processar em média de 10 a 15 mg de álcool por decilitro de sangue a cada hora, o que equivale aproximadamente a uma dose padrão por hora.

Fatores que aceleram ou retardam a eliminação do álcool Embora a média para eliminar o álcool de uma cerveja fique entre uma e duas horas, diversos fatores influenciam esse tempo. Os principais são:

PESO CORPORAL Pessoas mais pesadas diluem o álcool em maior volume corporal, podendo acelerar a eliminação.

SEXO BIOLÓGICO Mulheres tendem a metabolizar o álcool mais lentamente por diferenças hormonais e enzimáticas.

ALIMENTAÇÃO Beber em jejum acelera a absorção e eleva o pico de álcool no sangue.

IDADE E FÍGADO O envelhecimento e problemas hepáticos podem retardar significativamente a eliminação.

Revisão científica detalha as taxas de eliminação do álcool no sangue Esses dados são sustentados por evidências robustas da literatura médica. Segundo a revisão intitulada “Evidence-based survey of the elimination rates of ethanol from blood with applications in forensic casework”, conduzida por A. W. Jones e publicada na revista Forensic Science International em 2010, a taxa fisiológica de eliminação do etanol no sangue varia entre 10 e 35 mg por decilitro por hora. Em bebedores moderados, a média se mantém em torno de 15 mg/dL/h, o que significa que uma cerveja padrão demora aproximadamente de uma a duas horas para ser completamente eliminada. O pesquisador destacou que fatores como jejum, frequência de consumo e condições hepáticas alteram significativamente essa taxa.

O que não funciona para eliminar o álcool mais rápido? É comum acreditar que certas estratégias podem acelerar a saída do álcool do corpo, mas a maioria delas não tem eficácia comprovada. Entre os mitos mais difundidos estão:

Tomar café — a cafeína pode reduzir a sonolência, mas não acelera o metabolismo do álcool no fígado. Tomar banho frio — pode dar uma sensação momentânea de alerta, porém não altera a velocidade de eliminação. Fazer exercícios físicos — embora ative o metabolismo de forma geral, não há evidência de que reduza significativamente o tempo de processamento do álcool. Beber muita água — a hidratação ajuda a amenizar sintomas da ressaca, mas não faz o fígado trabalhar mais rápido.

Por que é importante respeitar o tempo de eliminação? No Brasil, a Lei Seca adota tolerância praticamente zero para o consumo de álcool ao volante. Mesmo uma única cerveja pode gerar resultado positivo no bafômetro se a pessoa dirigir logo em seguida. A Polícia Rodoviária Federal recomenda aguardar no mínimo 12 horas após o consumo de bebida alcoólica antes de assumir a direção, como margem de segurança.

Cada organismo reage de forma diferente ao álcool, e não há como prever com exatidão o momento em que a concentração no sangue chega a zero. Se você tem dúvidas sobre como o álcool pode afetar sua saúde ou precisa de orientação sobre consumo seguro, consulte um médico. Somente um profissional de saúde pode avaliar sua condição individual e oferecer recomendações adequadas.

Tua Saúde