O Alzheimer, frequentemente associado a casos de perda de memória, pode ganhar novas camadas de alternativas na tentativa de promover prevenções da perda de memória.
Uma substância que ocorre naturalmente pode se acumular e agrupar, a promover o desenvolvimento da doença, segundo informações do portal EurekAlert. Uma equipe de pesquisadores fizeram a inibição de uma proteína chamada PTP1B melhora a aprendizagem e a memória em um modelo de camundongo com Alzheimer.
Tonks, que descobriu a PTP1B em 1988 e a estuda desde então em suas implicações para a saúde e doença, demonstra neste último estudo como a PTP1B interage diretamente com outra proteína, a tirosina quinase de baço (SYK). A SYK, por sua vez, regula as micróglias que são responsáveis por eliminar detritos, como o excesso de Aβ.
“Ao longo da doença, essas células ficam exaustas e menos eficazes”, explicou Cen. “Nossos resultados sugerem que a inibição da PTP1B pode melhorar a função microglial, limpando as placas de Aβ”, acrescentou. Além do Aβ, a obesidade e o diabetes tipo 2 são fatores de risco reconhecidos para o Alzheimer, e há uma expectativa de contribuição para sua crescente prevalência mundial.
Um medicamento experimental oral em estudo de fase 3 reduziu em até 9,6% o peso corporal de adultos com obesidade e diabetes tipo 2 ao longo de 72 semanas, segundo estudo publicado na The Lancet. A orforgliprona, um agonista oral não peptídico do receptor de GLP-1, também melhorou indicadores cardiometabólicos e o controle glicêmico, quando comparado ao placebo.
O ensaio clínico foi conduzido em 136 centros de dez países e teve duração de 72 semanas. Os critérios de inclusão exigiam índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 27 kg/m² e hemoglobina glicada entre 7% e 10%. O peso médio inicial era de 101,4 kg, com IMC médio de 35,6 kg/m² e hemoglobina glicada de 8,05%. Ao final, 1.444 participantes (89,5%) concluíram o estudo.
Ao todo, foram triados 2.859 participantes entre 5 de junho de 2023 e 15 de fevereiro de 2024. Destes, 1.613 adultos (46,9% mulheres) foram randomizados para receber orforgliprona nas doses de: 6 mg (329 pessoas), 12 mg (332) ou 36 mg (322), uma vez ao dia, ou placebo (630), como complemento à modificação do estilo de vida.
A perda média de peso foi de:
-5,1% com 6 mg; -7,0% com 12 mg; -9,6% com 36 mg; No grupo placebo, a redução foi de -2,5%.
Segundo os autores, todas as medidas pré-especificadas de peso e parâmetros cardiometabólicos, incluindo a hemoglobina glicada, apresentaram melhora estatisticamente significativa com o orforgliprona.
As descontinuações por eventos adversos foram mais frequentes entre os participantes que receberam o medicamento (entre 6,1% e 9,9%) em comparação ao placebo (4,1%).
Os efeitos colaterais mais comuns foram gastrointestinais leves a moderados, ocorrendo predominantemente durante a fase de aumento de dose.
Durante o estudo, foram registrados dez óbitos: seis entre os que receberam orforglipronae quatro no grupo placebo. Os investigadores consideraram que todos os óbitos não estavam relacionados ao tratamento do estudo, com exceção de um caso no grupo placebo e um no grupo que recebeu 12 mg de orforgliprona. No caso associado ao medicamento, nenhuma relação causal com o tratamento foi relatada.
De acordo com os pesquisadores, em adultos com obesidade ou sobrepeso e diabetes tipo 2, o uso de orforgliprona uma vez ao dia, associado à modificação do estilo de vida, resultou em redução de peso estatisticamente superior à observada com placebo.
O perfil de segurança, segundo o estudo, foi semelhante ao de outros agonistas do receptor de GLP-1.
Perda relativa de peso 73,6% maior em comparação com semaglutida oral A farmacêutica Lilly destaca que o orforgliprona apresentou maior controle glicêmico e perda de peso em comparação com semaglutida oral.
A comparação da aplicação de orforgliprona 36 mg com a semaglutida oral 14 mg revelou:
Perda de peso de 8,9 kg (9,2%) com orforgliprona e de 5,0 kg (5,3%) com semaglutida - uma perda relativa 73,6% maior. Redução da a glicose em 2,2% com orforgliprona e de 1,4% com semaglutida Segundo a Lilly, as melhorias que apareceram já nas primeiras quatro semanas se mantiveram ao longo de todo o estudo.
Para Kenneth Custer, vice-presidente executivo e presidente do negócio de Cardiometabolismo da Lilly, os resultados destacam vantagens potenciais da nova molécula, além da perda de peso e controle da glicose.
“Os resultados destacam a capacidade de tomá-lo sem restrições de horário de alimentos ou água – essa é uma combinação que pode ser significativamente importante para os pacientes que vivem com doenças cardiometabólicas”, afirmou.
A empresa aguarda a aprovação regulatória da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) para obesidade no próximo trimestre.
O programa global de desenvolvimento clínico de Fase 3 já recrutou mais de 6 mil pessoas com diabetes tipo 2 em cinco ensaios de registro. Segundo a Lilly, os resultados detalhados dos estudos restantes são esperados para o fim deste ano.
Muitas pessoas acreditam que uma crise de ansiedade surge como um raio em céu azul. No entanto, essa sensação de urgência raramente aparece sem aviso prévio.
O corpo e a mente costumam enviar sinais sutis muito antes do colapso. Aprender a ler esses alertas pode ser a chave para evitar o agravamento do quadro.
Reconhecer esses sintomas iniciais permite que você busque ajuda precocemente. Isso traz mais segurança e controle sobre as suas próprias emoções no dia a dia.
O corpo fala: ansiedade como um acúmulo
A ansiedade funciona como uma panela de pressão que vai acumulando vapor silenciosamente. Quando não percebemos o aumento da pressão, a válvula acaba estourando em forma de crise.
Especialistas em saúde mental reforçam que o autoconhecimento é uma ferramenta de proteção. Cada indivíduo possui um “termômetro” emocional diferente para medir seu nível de estresse.
Ignorar pequenos desconfortos pode levar ao esgotamento mental completo. Por isso, prestar atenção às mudanças de comportamento é essencial para a prevenção.
5 sinais que antecedem uma crise Embora as experiências sejam individuais, alguns padrões de comportamento costumam se repetir. Confira os alertas mais comuns que o organismo emite:
Mudanças no sono
A dificuldade para pegar no sono ou o despertar precoce são sinais clássicos. Você pode sentir que sua mente não “desliga” ao deitar na cama.
Irritabilidade constante
Sentir-se “com os nervos à flor da pele” é um alerta importante. Coisas pequenas, que antes não incomodavam, passam a gerar reações desproporcionais e explosivas.
Cansaço excessivo
A ansiedade constante consome muita energia vital do corpo. Você pode sentir uma exaustão profunda, mesmo após um dia sem grandes esforços físicos.
Dificuldade de concentração
O cérebro ansioso está sempre focado em ameaças futuras. Isso torna tarefas simples, como ler um texto ou trabalhar, extremamente difíceis e cansativas.
Sintomas físicos recorrentes
O corpo manifesta a tensão através de dores musculares e aperto no peito. Falta de ar leve e sudorese nas mãos também indicam um estado de alerta.
Visão dos especialistas Segundo psicólogos, a ansiedade não deve ser vista apenas como uma inimiga. Ela é um mecanismo de defesa que avisa quando algo precisa de atenção.
“Cada pessoa sente sinais diferentes conforme sua história e rotina”, explicam os profissionais. O segredo é não normalizar o sofrimento constante como se fosse parte do cotidiano.
Buscar estratégias de relaxamento ao notar os primeiros sinais pode mudar tudo. Técnicas de respiração e pausas estratégicas ajudam a reduzir o ritmo cardíaco e mental.
Quando procurar apoio profissional?
Se os sinais descritos acima se tornarem frequentes, é hora de acender o sinal de alerta. O acompanhamento terapêutico ajuda a identificar as causas raízes dessas tensões acumuladas.
Não espere chegar ao limite para cuidar da sua saúde mental. O tratamento precoce evita que a ansiedade paralise suas atividades sociais e profissionais.
Acolhimento e prevenção
Entender que as crises de ansiedade não surgem do nada traz um novo fôlego. Você passa a ser o observador atento do seu próprio bem-estar.
Cuidar da mente exige a mesma dedicação que cuidamos da saúde física. Respeite o tempo do seu corpo e não hesite em pedir ajuda especializada.
O apoio profissional oferece ferramentas seguras para você lidar com os desafios modernos. Sua saúde mental é prioridade e merece toda a sua atenção e carinho.
Vídeos nas redes sociais sugerem trocar whey protein por leite em pó desnatado para economizar, mas especialistas ouvidos pelo g1 afirmam que os produtos têm funções nutricionais diferentes e não são equivalentes para ganho de massa muscular. A substituição depende da dieta total, do objetivo do treino e não é indicada como regra geral.
O whey é um suplemento alimentar - um subproduto do leite a partir do soro - e espera-se que seja rico em proteínas e pobre em carboidratos e gorduras.
O leite em pó também tem proteínas (em menor quantidade), mas maior quantidade de carboidratos (lactose). Ele é um alimento nutritivo, que pode fazer parte da alimentação e contribuir no aporte proteico diário do indivíduo, mas não é um suplemento.
Para a recuperação muscular, o mais importante é o que especialistas chamam de ‘base’: atingir o total de proteína do dia, ter energia suficiente, distribuir proteína ao longo do dia em doses adequadas, além de treino bem estruturado e sono de qualidade. “Quando essa base está resolvida, a diferença entre fontes de proteína tende a ser muito menor do que as redes sociais sugerem”, explica o nutricionista e membro do departamento Científico da Associação Brasileira de Nutrição Esportiva (ABNE) Eduardo Reis.
Quando o whey é indicado
O whey é indicado para atletas de alto rendimento que muitas vezes não conseguem suprir toda demanda de proteínas via alimentação, para pessoas que possuem limitações fisiológicas de saúde ou até idade, ou simplesmente para pessoas que buscam por praticidade e até uma certa flexibilidade em receitas, por exemplo.
“A função do whey é suprir a falta de proteínas na rotina de atletas ou até de pessoas que tenham dificuldade de ingerir fontes alimentares, por diversas razões, e até por aqueles que buscam praticidade e variedade em receitas”, explica a nutricionista Marcela Arena, especialista em transtornos alimentares pelo Ambulim-USP.
O whey também é considerado útil quando há restrição de apetite ou dificuldade de consumir grandes volumes de alimentos. Há indivíduos, por exemplo, que não têm vontade de comer proteína no café da manhã e outros que não conseguem comer cedo.
Para atletas em momentos de alto volume de treino, um shake proteico pode aumentar o aporte de proteína sem exigir grande mastigação ou preparo, diz Reis.
Quando a pessoa tem um intervalo curto entre compromissos e não consegue fazer uma refeição sólida completa, o whey também pode funcionar como “ponte” até a próxima refeição adequada, evitando longos períodos com baixa ingestão proteica.
Há ainda casos em que o whey é indicado por tolerância e composição. Pessoas com desconforto gastrointestinal com certas refeições pré/pós-treino podem tolerar melhor uma proteína líquida; algumas precisam escolher versões com menor lactose dependendo da sensibilidade individual.
A maioria das pessoas que treinam não precisa de suplemento proteico. Precisa atingir a meta diária de proteína com consistência. E o suplemento entra quando existe um problema prático - tempo, apetite, logística, baixa habilidade culinária, rotina - ou quando a combinação de objetivo e treino exige uma ingestão proteica que a pessoa não consegue manter somente com alimentos, sem extrapolar calorias ou sem tornar a dieta inviável.
“O whey não ‘ganha’ dos alimentos comuns em valor biológico de forma que invalide a comida. Ele ganha em praticidade e previsibilidade, que são determinantes para resultados no mundo real”, resume Andrea Barros, fundadora da ABNE, especialista em Fisiologia do Exercício e mestre em Ciências da Saúde.
A especialista destaca que a maioria das pessoas não precisa de suplemento proteico, mas muitos se beneficiam. “Se a pessoa bate proteína com comida, dorme bem e treina com consistência, o suplemento é opcional. Se não bate, o suplemento pode ser uma ferramenta pragmática e segura — desde que a decisão seja guiada por cálculo e contexto, e não por ‘moda’ ou pressão de rede social”, afirma.
A composição do leite No caso do leite, segundo guias alimentares nacionais e internacionais, o consumo de três porções diárias atinge a recomendação diária a fim de suprir a necessidade de cálcio, principalmente, afirma Barros.
Um copo de leite (de 200 mL) contém, aproximadamente, 244 mg de cálcio e 6,4 g de proteína, o que configura uma oferta maior que 10% da recomendação diária dos dois nutrientes para todas as faixas etárias em uma única porção do alimento.
Independentemente do tipo de leite, suas proteínas são classificadas como de alto valor biológico pela FAO (Food and Agriculture Organization), por seu perfil de aminoácidos essenciais, digestibilidade e biodisponibilidade.
Para quem só precisa aumentar a ingestão diária de proteína, o leite em pó pode cumprir esse papel. É importante dar preferência à versão desnatada para não exceder o consumo de gorduras no dia.
Incluir uma porção adequada de leite em pó em frutas, vitaminas ou até iogurtes pode ser uma maneira mais prazerosa para muitas pessoas de aumentar o consumo proteico diário quando há necessidade. Mas as quantidades devem ser sempre avaliadas individualmente.
Qual é o principal risco dessa troca? Utilizar o leite em pó para adquirir a mesma quantidade de proteínas por porção que o whey protein faz com que a quantidade utilizada seja maior e com mais carboidratos e densidade energética que o whey.
Há pessoas orientando a compra do leite em pó desnatado em vez do whey protein utilizando as mesmas quantidades em receitas. Mas seguir dicas virais leva ao risco de consumo excessivo de proteína.
Além disso, deve-se levar em conta a tolerância gastrointestinal e ao comportamento alimentar. O leite em pó integral concentra lactose; em pessoas com sensibilidade ou intolerância, isso pode aumentar sintomas gastrointestinais e piorar a aderência ao plano alimentar.
“Nas redes sociais existe uma obsessão com receitas e alimentos proteicos, a ponto de as pessoas duvidarem se são realmente saudáveis por não estarem consumindo algum suplemento. É preciso orientação profissional e olhar crítico para essas dicas generalizadas”, destaca Arena.
Se essa troca for feita sem ajustes totais na alimentação, podem surgir desequilíbrios na dieta. A ABNE destaca que, em nutrição esportiva, não basta “somar proteína no dia”. É necessário distribuir o consumo de forma coerente com o objetivo, o treino e a tolerância individual, além de manter uma base alimentar que forneça fibras e micronutrientes.
Apesar da praticidade do whey, o suplemento não substitui o restante da dieta. Fibras, micronutrientes, carboidratos adequados ao treino e qualidade alimentar global são determinantes para saúde e desempenho.
A ABNE destaca que, embora influencers e gurus de redes sociais aparentem dominar o assunto, suas informações muitas vezes servem a interesses comerciais, visando a manutenção do equilíbrio financeiro pessoal, e não a saúde do indivíduo.
Um copo de leite (de 200 mL) contém, aproximadamente, 244 mg de cálcio e 6,4 g de proteína, o que configura uma oferta maior que 10% da recomendação diária dos dois nutrientes para todas as faixas etárias em uma única porção do alimento.
Independentemente do tipo de leite, suas proteínas são classificadas como de alto valor biológico pela FAO (Food and Agriculture Organization), por seu perfil de aminoácidos essenciais, digestibilidade e biodisponibilidade.
Para quem só precisa aumentar a ingestão diária de proteína, o leite em pó pode cumprir esse papel. É importante dar preferência à versão desnatada para não exceder o consumo de gorduras no dia.
Incluir uma porção adequada de leite em pó em frutas, vitaminas ou até iogurtes pode ser uma maneira mais prazerosa para muitas pessoas de aumentar o consumo proteico diário quando há necessidade. Mas as quantidades devem ser sempre avaliadas individualmente.
Qual é o principal risco dessa troca? Utilizar o leite em pó para adquirir a mesma quantidade de proteínas por porção que o whey protein faz com que a quantidade utilizada seja maior e com mais carboidratos e densidade energética que o whey.
Há pessoas orientando a compra do leite em pó desnatado em vez do whey protein utilizando as mesmas quantidades em receitas. Mas seguir dicas virais leva ao risco de consumo excessivo de proteína.
Além disso, deve-se levar em conta a tolerância gastrointestinal e ao comportamento alimentar. O leite em pó integral concentra lactose; em pessoas com sensibilidade ou intolerância, isso pode aumentar sintomas gastrointestinais e piorar a aderência ao plano alimentar.
“Nas redes sociais existe uma obsessão com receitas e alimentos proteicos, a ponto de as pessoas duvidarem se são realmente saudáveis por não estarem consumindo algum suplemento. É preciso orientação profissional e olhar crítico para essas dicas generalizadas”, destaca Arena.
Se essa troca for feita sem ajustes totais na alimentação, podem surgir desequilíbrios na dieta. A ABNE destaca que, em nutrição esportiva, não basta “somar proteína no dia”. É necessário distribuir o consumo de forma coerente com o objetivo, o treino e a tolerância individual, além de manter uma base alimentar que forneça fibras e micronutrientes.
Apesar da praticidade do whey, o suplemento não substitui o restante da dieta. Fibras, micronutrientes, carboidratos adequados ao treino e qualidade alimentar global são determinantes para saúde e desempenho.
A ABNE destaca que, embora influencers e gurus de redes sociais aparentem dominar o assunto, suas informações muitas vezes servem a interesses comerciais, visando a manutenção do equilíbrio financeiro pessoal, e não a saúde do indivíduo.
“Por lei, o profissional habilitado para exercer essa função é exclusivamente o nutricionista. A entidade também alerta para o mito de que “suplementos são sempre superiores aos alimentos”, diz Reis.
As diferenças na quantidade de proteína e calorias por porção Em 30g de whey protein concentrado, há em média de 20g a 25g de proteínas. Em 30g de leite em pó desnatado, há uma média 10 g de proteínas. Logo, seria necessário o dobro ou mais de leite em pó para fornecer o mesmo aporte proteico.