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A chamada gripe K é uma variante do vírus Influenza A (H3N2), identificada como subclado K. A mutação surgiu de forma natural a partir da linhagem J.2.4, após alterações genéticas em uma proteína responsável pela entrada do vírus nas células do organismo. Assim como outros subtipos de influenza humana, apresenta facilidade de transmissão entre pessoas.

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Os sintomas da gripe K são semelhantes aos da gripe comum, já que o vírus afeta as vias respiratórias e desencadeia resposta inflamatória no organismo. Entre os principais sinais estão febre, dor de garganta, tosse, dores no corpo, fraqueza e dor de cabeça. A febre ocorre como mecanismo de defesa do corpo para dificultar a multiplicação viral, enquanto as dores musculares e o cansaço resultam da resposta inflamatória sistêmica.

A transmissão acontece principalmente por meio de gotículas respiratórias liberadas ao falar, tossir ou espirrar. O contágio também pode ocorrer pelo contato com superfícies contaminadas, seguido do toque nos olhos, nariz ou boca, facilitando a entrada do vírus no organismo.

O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica realizada por profissional de saúde, que considera sintomas, exame físico e histórico do paciente. Quando necessário, podem ser solicitados exames laboratoriais, como o teste de PCR, capaz de detectar o vírus Influenza A H3N2, embora não identifique especificamente o subclado K. Exames de sangue podem ser indicados em situações específicas.

O tratamento deve ser orientado por profissional de saúde, especialmente para grupos de risco, como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. Em alguns casos, pode haver indicação de terapia antiviral. Medidas como hidratação adequada e repouso são fundamentais para auxiliar o organismo na recuperação e prevenir complicações.

A prevenção envolve hábitos simples e eficazes. A vacinação anual contra a gripe é a principal forma de proteção contra diferentes variantes do vírus influenza. Além disso, recomenda-se higienizar as mãos com frequência, evitar aglomerações, priorizar ambientes ventilados e utilizar máscara em locais fechados ou com grande circulação de pessoas.

Newsrodonia

Sintomas como falta de ar em atividades leves, dor ou pressão no peito e palpitações frequentes costumam ser tratados como algo passageiro, mas podem indicar doenças cardiovasculares. Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 30% dos óbitos no país estão relacionados a problemas do coração e da circulação.

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De acordo com o cardiologista e professor da Afya Paraíba, Alexandre Negri, esses sinais não devem ser ignorados, especialmente quando surgem de forma recorrente ou sem causa aparente.

“O coração costuma apresentar alterações de maneira progressiva. Quando os sintomas iniciais são negligenciados, a doença pode evoluir silenciosamente e se manifestar de forma grave”, explica.

Principais sintomas de doenças cardiovasculares A falta de ar ao realizar atividades simples do dia a dia, como subir escadas ou caminhar pequenas distâncias, não é considerada normal e pode estar relacionada a condições como insuficiência cardíaca, alterações nas válvulas do coração ou obstruções das artérias coronárias.

Outro sintoma que exige atenção é a dor ou sensação de pressão no peito. Mesmo quando aparece de forma intermitente ou dura poucos minutos, o desconforto precisa ser investigado. “Nem toda dor no peito é infarto, mas toda dor torácica deve ser avaliada, pois pode indicar redução do fluxo sanguíneo para o coração”, alerta o especialista.

As palpitações, caracterizadas por batimentos acelerados, irregulares ou sensação de falhas no ritmo cardíaco, também merecem cuidado, principalmente quando ocorrem em repouso ou vêm acompanhadas de tontura, falta de ar ou mal-estar.

Quando procurar um cardiologista A orientação médica é buscar um cardiologista sempre que os sintomas se repetirem ou surgirem sem explicação aparente. Pessoas com histórico familiar de doenças cardíacas, hipertensão, diabetes, colesterol elevado e obesidade devem redobrar a atenção.

Além disso, o especialista chama alerta para o uso inadequado de substâncias que podem sobrecarregar o coração, como energéticos, especialmente quando associados ao consumo de álcool, termogênicos, pré-treinos, pós-treinos e anabolizantes prescritos de forma inadequada. “Esses produtos podem provocar alterações no ritmo cardíaco, elevação da pressão arterial e aumentar significativamente o risco de eventos cardiovasculares”, ressalta Negri.

“A avaliação precoce permite iniciar o tratamento antes que ocorram eventos graves, como infarto ou acidente vascular cerebral”, reforça o professor da Afya Paraíba.

Ignorar sinais cardíacos pode favorecer o avanço silencioso das doenças cardiovasculares e aumentar o risco de complicações como infarto, AVC, arritmias graves e insuficiência cardíaca. A cardiologia dispõe de exames simples e acessíveis — como eletrocardiograma, teste ergométrico, ecocardiograma e exames laboratoriais — capazes de identificar alterações ainda nas fases iniciais.

“A prevenção, associada a hábitos saudáveis e ao acompanhamento médico regular, reduz de forma significativa a mortalidade por doenças do coração”, destaca Alexandre Negri.

BossaNews Brasil

©Foto: iStock

O Alzheimer, frequentemente associado a casos de perda de memória, pode ganhar novas camadas de alternativas na tentativa de promover prevenções da perda de memória.

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Uma substância que ocorre naturalmente pode se acumular e agrupar, a promover o desenvolvimento da doença, segundo informações do portal EurekAlert. Uma equipe de pesquisadores fizeram a inibição de uma proteína chamada PTP1B melhora a aprendizagem e a memória em um modelo de camundongo com Alzheimer.

Tonks, que descobriu a PTP1B em 1988 e a estuda desde então em suas implicações para a saúde e doença, demonstra neste último estudo como a PTP1B interage diretamente com outra proteína, a tirosina quinase de baço (SYK). A SYK, por sua vez, regula as micróglias que são responsáveis por eliminar detritos, como o excesso de Aβ.

“Ao longo da doença, essas células ficam exaustas e menos eficazes”, explicou Cen. “Nossos resultados sugerem que a inibição da PTP1B pode melhorar a função microglial, limpando as placas de Aβ”, acrescentou. Além do Aβ, a obesidade e o diabetes tipo 2 são fatores de risco reconhecidos para o Alzheimer, e há uma expectativa de contribuição para sua crescente prevalência mundial.

BossaNews Brasil

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Um medicamento experimental oral em estudo de fase 3 reduziu em até 9,6% o peso corporal de adultos com obesidade e diabetes tipo 2 ao longo de 72 semanas, segundo estudo publicado na The Lancet. A orforgliprona, um agonista oral não peptídico do receptor de GLP-1, também melhorou indicadores cardiometabólicos e o controle glicêmico, quando comparado ao placebo.

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O ensaio clínico foi conduzido em 136 centros de dez países e teve duração de 72 semanas. Os critérios de inclusão exigiam índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 27 kg/m² e hemoglobina glicada entre 7% e 10%. O peso médio inicial era de 101,4 kg, com IMC médio de 35,6 kg/m² e hemoglobina glicada de 8,05%. Ao final, 1.444 participantes (89,5%) concluíram o estudo.

Ao todo, foram triados 2.859 participantes entre 5 de junho de 2023 e 15 de fevereiro de 2024. Destes, 1.613 adultos (46,9% mulheres) foram randomizados para receber orforgliprona nas doses de: 6 mg (329 pessoas), 12 mg (332) ou 36 mg (322), uma vez ao dia, ou placebo (630), como complemento à modificação do estilo de vida.

A perda média de peso foi de:

-5,1% com 6 mg; -7,0% com 12 mg; -9,6% com 36 mg; No grupo placebo, a redução foi de -2,5%.

Segundo os autores, todas as medidas pré-especificadas de peso e parâmetros cardiometabólicos, incluindo a hemoglobina glicada, apresentaram melhora estatisticamente significativa com o orforgliprona.

As descontinuações por eventos adversos foram mais frequentes entre os participantes que receberam o medicamento (entre 6,1% e 9,9%) em comparação ao placebo (4,1%).

Os efeitos colaterais mais comuns foram gastrointestinais leves a moderados, ocorrendo predominantemente durante a fase de aumento de dose.

Durante o estudo, foram registrados dez óbitos: seis entre os que receberam orforglipronae quatro no grupo placebo. Os investigadores consideraram que todos os óbitos não estavam relacionados ao tratamento do estudo, com exceção de um caso no grupo placebo e um no grupo que recebeu 12 mg de orforgliprona. No caso associado ao medicamento, nenhuma relação causal com o tratamento foi relatada.

De acordo com os pesquisadores, em adultos com obesidade ou sobrepeso e diabetes tipo 2, o uso de orforgliprona uma vez ao dia, associado à modificação do estilo de vida, resultou em redução de peso estatisticamente superior à observada com placebo.

O perfil de segurança, segundo o estudo, foi semelhante ao de outros agonistas do receptor de GLP-1.

Perda relativa de peso 73,6% maior em comparação com semaglutida oral A farmacêutica Lilly destaca que o orforgliprona apresentou maior controle glicêmico e perda de peso em comparação com semaglutida oral.

A comparação da aplicação de orforgliprona 36 mg com a semaglutida oral 14 mg revelou:

Perda de peso de 8,9 kg (9,2%) com orforgliprona e de 5,0 kg (5,3%) com semaglutida - uma perda relativa 73,6% maior. Redução da a glicose em 2,2% com orforgliprona e de 1,4% com semaglutida Segundo a Lilly, as melhorias que apareceram já nas primeiras quatro semanas se mantiveram ao longo de todo o estudo.

Para Kenneth Custer, vice-presidente executivo e presidente do negócio de Cardiometabolismo da Lilly, os resultados destacam vantagens potenciais da nova molécula, além da perda de peso e controle da glicose.

“Os resultados destacam a capacidade de tomá-lo sem restrições de horário de alimentos ou água – essa é uma combinação que pode ser significativamente importante para os pacientes que vivem com doenças cardiometabólicas”, afirmou.

A empresa aguarda a aprovação regulatória da Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA) para obesidade no próximo trimestre.

O programa global de desenvolvimento clínico de Fase 3 já recrutou mais de 6 mil pessoas com diabetes tipo 2 em cinco ensaios de registro. Segundo a Lilly, os resultados detalhados dos estudos restantes são esperados para o fim deste ano.

G1

Foto: Adobe Stock