• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • vamol.jpg

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) já enviou 600 mil doses de vacinas contra a influenza para os 224 municípios do estado, com o objetivo de fortalecer a imunização contra a gripe no Piauí. As doses, enviadas pelo Ministério da Saúde, estão sendo distribuídas regularmente para as 12 regiões de saúde, garantindo que todos os piauienses tenham acesso aos imunizantes em suas salas de vacina.

vacinagripe

Ao longo das últimas duas semanas, os municípios vêm se organizando e realizando diversas ações de vacinação, buscando aumentar os índices de imunização. Neste final de semana, mais municípios como Alegrete do Piauí, Altos, Brasileira, Buriti dos Montes, Cocal dos Alves, Cocal, Castelo do Piauí, Cristalândia do Piauí, Lagoa do Barro, Rio Grande do Piauí, Santa Filomena e Jacobina também realizarão ações para fortalecer a vacinação. Atualmente, o estado já conta com mais de 150 mil doses aplicadas e registradas.

“A Sesapi vem distribuindo os imunizantes para garantir que os municípios possam executar a vacinação de forma plena, atendendo a toda a demanda. Temos municípios com boa adesão da população, mas queremos melhorar ainda mais nossos números, mostrando que o Piauí continua sendo referência na imunização nacional”, afirma a coordenadora de imunização da Sesapi, Bárbara Pinheiro.

A estratégia de vacinação do Ministério da Saúde contra a influenza tem como objetivo principal imunizar pelo menos 90% do público-alvo da campanha.

Entre o público-alvo estão crianças, gestantes, idosos com 60 anos ou mais, puérperas, povos indígenas, quilombolas, trabalhadores da saúde e público em geral. “Pedimos que a população permaneça atenta às orientações de seus municípios para procurar a vacina assim que ela estiver disponível para seu grupo. Somente juntos e com a cooperação da população podemos melhorar cada vez mais os índices de vacinação”, afirma o secretário de Saúde do Piauí, Dirceu Campêlo.

Gov.pi

Foto: Ascom Sesapi

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, importação e uso das canetas emagrecedoras Gluconex e Tirzedral no Brasil. Os dois produtos vinham sendo trazidos do Paraguai.

trizerdal

As marcas são versões de tirzepatida, princípio ativo desenvolvido e registrado pela farmacêutica Eli Lilly no medicamento Mounjaro. No Brasil, a empresa detém a patente da substância, válida até 2036, o que significa que apenas ela pode produzir e comercializar medicamentos à base desse composto no país.

No entanto, o que a Anvisa alerta é que as duas marcas não têm a empresa identificada e não têm registro no Brasil. Por isso, são considerados irregulares. A agência alerta que, por serem de origem desconhecida, não há garantia sobre a composição, a qualidade ou a segurança dessas canetas.

Nas redes sociais, há várias publicações, principalmente em contas sobre importações do Paraguai, anunciando a venda desses medicamentos. Agora, eles são proibidos e não podem mais entrar no país.

A Anvisa afirma que tem intensificado ações de fiscalização para conter a entrada de produtos sem registro no país, especialmente medicamentos para emagrecimento, que têm alta demanda e circulação em mercados paralelos.

O caso ocorre em um momento de expansão desse tipo de tratamento. Recentemente, caiu a patente da semaglutida — substância usada em medicamentos como Wegovy e Ozempic — o que abriu espaço para a entrada de novos fabricantes. Atualmente, a Anvisa analisa ao menos 17 pedidos de registro de canetas com esse princípio ativo, incluindo propostas de empresas nacionais.

G1

Foto: Divulgação

A insuficiência renal é uma das doenças mais silenciosas da medicina e costuma evoluir por anos sem causar dor evidente. Reconhecer os sinais iniciais faz toda a diferença para evitar diálise, transplante e complicações graves. O nefrologista brasileiro Dr. Pedro Pinheiro, especialista pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro e pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, alerta que cinco sintomas discretos são frequentemente ignorados e merecem atenção imediata.

urina

Por que a insuficiência renal é tão silenciosa? Os rins têm grande capacidade de adaptação e seguem trabalhando mesmo quando boa parte da função já foi perdida. Por isso, muitas pessoas só percebem que algo está errado em estágios avançados, quando o tratamento se torna mais limitado.

Esse caráter discreto explica por que exames de rotina, como creatinina e urina tipo 1, são tão importantes. Conhecer os primeiros sintomas de problemas nos rins ajuda a procurar avaliação médica antes que o quadro se agrave.

Quais são os cinco sinais precoces apontados pelo nefrologista? Segundo o Dr. Pedro Pinheiro, alguns sintomas considerados banais podem ser as primeiras manifestações de uma lesão renal em curso. Esses sinais, quando combinados, justificam investigação imediata. Os cinco principais são:

espumaurina

A presença simultânea de dois ou mais desses sinais já é motivo para procurar um clínico geral ou nefrologista.

Como um estudo científico confirma o valor do diagnóstico precoce? A relevância desses sinais iniciais é amplamente sustentada por pesquisas internacionais. Uma revisão sistemática com meta-análise avaliou os principais fatores de risco para o desenvolvimento e a progressão da doença renal crônica, reunindo dados de dezenas de estudos populacionais ao redor do mundo.

De acordo com o estudo Risk Factors for Development and Progression of Chronic Kidney Disease publicado na revista Medicine, a presença de proteinúria substancial aumentou em até 64 por cento o risco de progressão para insuficiência renal, reforçando que a urina espumosa não deve ser ignorada.

Quem tem maior risco e deve redobrar a atenção? Algumas condições aumentam significativamente as chances de desenvolver insuficiência renal e exigem acompanhamento mais frequente. Identificar esses fatores ajuda a antecipar exames e adotar mudanças no estilo de vida. Entre os principais grupos de risco estão:

Pessoas com diabetes, especialmente quando descompensada; Portadores de hipertensão arterial não controlada; Indivíduos com obesidade e colesterol elevado; Pacientes com histórico familiar de doença renal; Usuários frequentes de anti-inflamatórios sem prescrição. Nesses casos, é fundamental realizar exames periódicos como dosagem de creatinina no sangue, urina tipo 1 e relação albumina/creatinina urinária, capazes de identificar alterações antes mesmo do surgimento dos sintomas.

Tua Saúde

Em muitos adultos, levantar até 1 vez por noite para urinar pode acontecer sem indicar problema, especialmente com o avanço da idade. Já quando a pessoa passa a acordar 2 ou mais vezes com frequência, isso tende a afetar o sono e merece mais atenção. O mais importante é observar se esse padrão virou rotina, se piorou com o tempo ou se veio acompanhado de outros sintomas urinários.

sononoite

Quando ir ao banheiro à noite ainda pode ser considerado esperado O trato urinário não funciona igual para todo mundo, e a idade influencia bastante. Em adultos mais jovens, o mais comum é dormir a noite toda sem precisar levantar ou, no máximo, acordar uma vez. Em idosos, levantar uma vez pode ser mais frequente e ainda assim não significar doença.

O ponto prático é este: se você acorda de vez em quando para urinar, sem dor, sem urgência exagerada e sem prejuízo importante do sono, isso pode estar dentro do esperado. Mas se as idas noturnas são repetidas, começam a atrapalhar o descanso ou exigem investigação, o cenário muda.

Quando a noctúria começa a merecer atenção Noctúria é o nome dado ao hábito de acordar à noite para urinar. Nem todo episódio é preocupante, mas alguns sinais indicam que vale investigar melhor.

Acordar 2 ou mais vezes por noite de forma frequente Piora progressiva ao longo das semanas ou meses Urgência para urinar ou perda de urina Ardor, dor ou sangue na urina Muita sede ou aumento do volume de urina Inchaço nas pernas ou falta de ar

O que costuma aumentar as idas ao banheiro durante a noite Nem sempre o problema está só na bexiga. Às vezes, a pessoa produz mais urina à noite, dorme mal e acorda, ou tem um quadro clínico que favorece noctúria.

Beber muito líquido perto da hora de dormir Café, chá preto, energéticos e álcool Apneia do sono Aumento da próstata em homens Bexiga hiperativa Diabetes, insuficiência cardíaca ou retenção de líquido nas pernas O que um estudo científico mostra sobre quantas vezes isso afeta a qualidade de vida Nem toda ida noturna ao banheiro tem o mesmo peso. Segundo a revisão The effect of nocturia on sleep, publicada no BJU International, pessoas com 2 ou mais episódios por noite tendem a relatar prejuízo mais claro do sono e da qualidade de vida. Isso ajuda a entender por que acordar uma vez pode ser tolerável para muita gente, enquanto duas ou mais vezes já costumam ser mais incômodas e clinicamente relevantes. Você pode ler o estudo em PMC.

O que fazer para reduzir as idas noturnas Algumas medidas simples já podem ajudar bastante, principalmente quando o problema ainda é leve. Vale distribuir melhor os líquidos ao longo do dia, reduzir cafeína e álcool à noite e observar se existe relação com remédios diuréticos ou inchaço nas pernas no fim do dia.

Tua Saúde