biotechCasos raros de miocardite em adolescentes e jovens adultos provavelmente estão ligados a inoculações com as vacinas contra covid-19 da Pfizer/BioNTech e da Moderna, disse um grupo de médicos que aconselha o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças do Estados Unidos) em uma apresentação divulgada nesta quarta-feira (23).

O Grupo de Trabalho Técnico de Segurança de Vacinas contra covid-19 (VaST) disse em seu relatório que o risco de miocardite ou pericardite após a inoculação com vacinas baseadas em RNA mensageiro em adolescentes e jovens adultos é notavelmente mais alta após a segunda dose e em homens.

Em outro relatório, o CDC disse que os pacientes com miocardite pós-vacinação geralmente se recuperam e ficam bem.

O Comitê de Aconselhamento de Práticas de Imunização (Acip) se reuniria nesta quarta-feira para avaliar a possibilidade de ligação entre o problema cardíaco e as vacinas de RNA mensageiro. O VaST é um subgrupo do Acip.

O CDC investiga casos de miocardite, sobretudo em homens jovens, há vários meses. No início deste mês, o Ministério da Saúde de Israel disse que viu uma ligação possível entre tais casos e a vacina contra covid-19 da Pfizer.

Também no início deste mês, o CDC disse que ainda está avaliando o risco do problema e não confirmou uma relação causal entre as vacinas e a moléstia cardíaca.

Mas a agência disse que um número de homens jovens maior do que o esperado teve miocardite após a segunda dose de vacinas de RNA mensageiro, e que mais da metade dos casos relatados ocorreram em pessoas de 12 a 24 anos.

Reuters

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favipiravirA Diretoria Colegiada da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) rejeitou, por unanimidade, nesta terça-feira (22) um pedido de uso emergencial do antiviral oral favipiravir — registrado com nome comercial de Avifavir — para tratamento da covid-19 em ambientes hospitalares.

A solicitação para introduzir o medicamento, fabricado pela empresa russa Chromis, havia sido feita pelo Instituto Vital Brazil, em abril deste ano. Na avaliação do corpo técnico do órgão regulador, o desenvolvedor não conseguiu comprovar de maneira satisfatória questões que envolvem a eficácia e segurança do medicamento.

"As limitações, incertezas e riscos superam os benefícios obtidos neste programa de desenvolvimento clínico do Avifavir. São necessárias mais evidências obtidas de novos estudos clínicos com validade interna adequada para subsidiar validade externa de uso do medicamento em formas moderadas e graves da doença", diz parte do parecer da Gerência Geral de Medicamentos e Produtos Biológicos.

A relatora do processo na Anvisa, a diretora Meiruze Freitas, salientou que o mesmo princípio ativo (favipiravir) já está aprovado desde 2014 no Japão para o tratamento de influenza resistente, porém "até o momento, não há registro aprovado do favipiravir para o tratamento da covid-19 em autoridades que tenham similaridade de medidas com o Brasil".

A gerente-geral substituta de Medicamentos e Produtos Biológicos, Patrícia Kott Tomazett, destacou o fato de a empresa russa não ter realizado testes comparativos duplo-cego, randomizados e controlados por placebo, um padrão internacional para estabelecer a eficácia de um remédio.

Ela também destacou que os estudos foram feitos somente na Rússia, não sendo possível afirmar se a droga funcionaria contra as variantes do coronavírus circulantes no Brasil.

"Esse fato gera um comprometimento da validade externa do estudo e da capacidade de generalizar os resultados obtidos."

Os eventos adversos de gravidade moderada foram mais frequentes em pacientes que usaram o favipiravir do que nos que receberam tratamento com outros fármacos, segundo os dados analisados pela Anvisa, o que também pesou na decisão.

A relatora do processo, por fim, afirmou em seu voto que o Avifavir "não atende às expectativas desta agência quanto aos requisitos mínimos de segurança e eficácia no contexto do uso emergencial".

Todavia, ela ponderou que diante de novas evidências, a Anvisa poderá rever sua decisão.

R7

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janssenO ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou hoje (21), em Brasília, que um avião com 1,5 milhão de doses da vacina contra covid-19, da farmacêutica Janssen, deve chegar ao Brasil às 6h45 de amanhã (22), no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP). 

O anúncio foi feito após uma previsão inicial, de receber 3 milhões de doses até 15 de junho, não ter sido confirmada. De acordo com o Ministério da Saúde, o envio foi cancelado pela própria Janssen, que não teria explicado os motivos.

Queiroga afirmou que a vacina da Janssen “é muito útil” por ser de dose única, proporcionando uma vacinação “mais rápida” da população. Ele não detalhou se as doses da vacina da Janssen serão direcionadas a algum grupo específico.

As declarações foram dadas durante audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19, no Senado. O ministro voltou a afirmar que o governo planeja a vacinação - com ao menos uma dose - de todos os adultos até setembro, e a imunização completa de todas as pessoas acima de 18 anos até dezembro. 

Para isso, a previsão é distribuir 60 milhões de doses em agosto e outros 60 milhões em setembro, além das 41 milhões confirmadas pela pasta para julho. O cronograma detalhado, contudo, ainda não foi divulgado pelo ministério.

“A gente ainda não divulgou o calendário detalhado desses imunizantes nos outros meses [agosto e setembro] porque ainda não temos confirmação dos laboratórios”, disse o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz.

Revacinação

O ministro Marcelo Queiroga foi questionado por senadores sobre notícias segundo as quais o Ministério da Saúde estaria preocupado com a baixa eficácia da vacina CoronaVac na população idosa, e se haveria a necessidade de revacinação dessa faixa etária.  

Os parlamentares perguntaram também se o ministério considera não assinar novos contratos de aquisição do imunizante, desenvolvido pela chinesa Sinovac e fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan.

O ministro afirmou que a necessidade de uma eventual revacinação, em qualquer faixa etária ou grupo da população, precisa ser esclarecida por estudos científicos cujas respostas só devem estar prontas no ano que vem. “Pesquisas estão em encaminhamento. E o que o Ministério da Saúde tem que fazer é se programar para ter vacinas disponíveis para aplicar, num curto espaço de tempo, no ano de 2022, se for o caso”, disse.

Ele citou um estudo em andamento na cidade de Serrana (SP), cuja população foi toda vacinada com a CoronaVac. O ministro negou haver desconfiança em relação ao imunizante.  “Não há nenhum tipo de mudança de estratégia em relação a esse imunizante”, afirmou.

“O fato é que essa vacina tem sido útil para o Plano Nacional de Imunização, e essa é a posição oficial do Ministério da Saúde, até que exista algum dado científico que faça com que nós tenhamos uma posição diversa”, acrescentou Queiroga.

Outros assuntos

Durante a audiência, o ministro também negou que haja falhas no monitoramento da variante delta do novo coronavírus. Essa variante, identificada primeiro na Índia, tem sido temida por, aparentemente, apresentar maior potencial de contágio e hospitalização.

Ele confirmou a identificação de ao menos nove casos da variante delta no Brasil, mas afirmou que todos são monitorados e que “não há qualquer indício de transmissão comunitária dessa variante no Brasil”.

A respeito do retorno às aulas presenciais na rede pública de ensino, Queiroga destacou que não considera necessário ter 100% dos professores vacinados, uma vez que, com percentuais superiores a 80%, já seria possível controlar a transmissão da doença por meio do monitoramento de casos.

Ele afirmou que deve se reunir em breve com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e o advogado-geral da União, André Mendonça, para discutir a possível volta de aulas presenciais em todo o Brasil a partir do segundo semestre. “Isso já tem acontecido em alguns estados e na própria iniciativa privada”, disse.

*Matéria atualizada para corrigir a declaração do ministro Queiroga. O correto é que toda a população adulta deverá ser vacinada, e não 70% como registrado inicialmente.

Agência Brasil

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A 10ª Coordenação Regional de Saude, órgão que vem sendo administrado pelo Chico Alves, acaba de receber mais uma remessa das doses das vacinas que visam a barrar o novo coronavírus.

chicoas

  “O recebimento foi da 24ª remessa do imunizante contra a COVID19”, disse o Chico Alves que procurado acompanhar todos os recebimentos, pois se trata de um produto que merece todos os cuidados e segurança.

O recebimento das novas doses da vacina, no total 3.987, foi nessa sexta-feira, 19 de Junho de 2021, por volta das 13:30h.

Desse numero, 892 devem ficar em Floriano e as demais estarão sendo distribuídas entre as cidades que compõe a Regional de Saúde.  A cidade  florianense ficou com 150 doses da Astrazenaca, 130 doses da Butantan e 612 da pfizer.

Da redação