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Compartilhar latinhas, canudos, garrafas e até batom é comum nos blocos de carnaval de rua pelo país, mas esse hábito pode trazer riscos. A saliva pode transmitir vírus respiratórios (como covid e influenza), o norovírus (causador de surtos de diarreia aguda, vômitos e gastroenterite), a famosa doença do beijo (mononucleose), o herpes labial e até mesmo a sífilis. Por isso, especialistas destacam a importância de não compartilhar estes objetos pessoais.

canudos

O beijo possibilita a troca de germes que entram no organismo através da boca ou da saliva. Além disso, doenças respiratórias, doenças causadas por vírus, por bactérias e por fungos, e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), também podem ser transmitidas através desse tipo de contato.

O herpes labial é causado pelo vírus HSV-1, que afeta cerca de 70% da população mundial com menos de 70 anos. No Brasil, 90% dos adultos já tiveram contato com esse vírus em algum momento da vida. “A gente vê um monte de surto de diarreia durante o Carnaval e depois por causa disso. Você não sabe onde passou a garrafinha. Então, se puder lavar com água corrente ou pegar um lenço umedecido, isso pode ser decisivo para você não começar aí no pós-carnaval com uma diarreia”, explicou o infectologista do Hospital das Clínicas de São Paulo Álvaro Furtado no Bem-Estar.

Até mesmo uma pequena lesão ativa no lábio pode transmitir o herpes labial, por exemplo.

Não há beijo 100% seguro e quanto mais bocas diferentes o indivíduo beijar, mais chances de contrair doenças ele terá. Mas não compartilhar objetos pessoais como garrafas, canudos e copos e estar com a vacinação em dia contra gripe, covid, sarampo, caxumba, rubéola e meningite já ajudam a diminuir as chances de contrair doenças por meio da saliva durante o carnaval.

G1/Bem Estar

Foto: Caio Fulgêncio/G1

O câncer de pâncreas é um dos mais desafiadores da oncologia. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados mais de 10 mil novos casos por ano no Brasil, e a doença tem uma característica que a torna particularmente preocupante: na maioria das vezes, é diagnosticada em estágios avançados.

pancreas

O pâncreas é um órgão discreto, localizado profundamente no abdômen, atrás do estômago. Por estar "escondido", quando algo vai mal por ali, os sinais podem ser sutis no começo. Mas existem alguns alertas importantes que seu corpo pode dar e que merecem atenção médica. Vou compartilhar com vocês os cinco principais sinais dessa doença.

Leia também: Sinal de alerta! Má digestão pode indicar que o pâncreas está com problemas

Dor persistente nas costas e no abdômen Uma dor incômoda na região lombar ou na parte superior do abdômen, que não melhora com analgésicos comuns, pode ser um sinal de alerta. Muitas pessoas inicialmente atribuem esse desconforto a problemas musculares ou má postura, mas a dor causada por tumores pancreáticos tem características específicas.

Ela tende a piorar quando a pessoa se deita e melhora ao inclinar o corpo para frente. Isso acontece porque o tumor pode pressionar os nervos da região, causando esse padrão característico de dor. Se você tem uma dor persistente que segue esse padrão, procure avaliação médica.

Icterícia: pele e olhos amarelados A icterícia é um dos sinais mais visíveis do câncer de pâncreas, especialmente quando o tumor está localizado na cabeça do órgão. O amarelamento da pele e da parte branca dos olhos acontece quando o tumor bloqueia o canal biliar, impedindo que a bile flua normalmente do fígado para o intestino.

Antes mesmo de notar o amarelamento da pele, é possível observar outras mudanças: a urina fica mais escura, com cor de chá-mate ou refrigerante de cola, enquanto as fezes ficam mais claras, às vezes quase brancas. Esses sinais indicam obstrução biliar e exigem investigação imediata.

Perda de peso inexplicável A perda de peso sem motivo aparente é um sinal de alerta para diversos tipos de câncer, e no pâncreas não é diferente. Isso acontece por dois motivos principais: o pâncreas deixa de produzir enzimas digestivas adequadamente, comprometendo a absorção de nutrientes, e o próprio tumor consome energia do organismo. Perdas de 5 a 10% do peso corporal em poucos meses, sem mudanças na alimentação ou nos exercícios, merecem investigação médica.

Diabetes de início súbito O aparecimento repentino de diabetes em adultos, principalmente após os 50 anos, pode estar relacionado ao câncer de pâncreas. Como o pâncreas é responsável pela produção de insulina, tumores nesse órgão podem comprometer essa função. Se você sempre teve glicemia normal e subitamente desenvolve diabetes, especialmente se acompanhado de outros sintomas desta lista, converse com seu médico sobre uma investigação mais aprofundada.

Sintomas digestivos persistentes Náuseas, vômitos, má digestão, sensação de saciedade precoce (sentir-se cheio após comer pouco), gases e diarreia podem indicar diversas condições digestivas. No entanto, quando são persistentes e especialmente quando acompanhados de outros sintomas mencionados aqui, precisam ser avaliados.

Um sinal particularmente importante é a esteatorreia: fezes gordurosas, pálidas, que flutuam no vaso sanitário e são difíceis de limpar. Isso ocorre porque o pâncreas não produz enzimas suficientes para digerir as gorduras dos alimentos.

A importância do diagnóstico precoce É fundamental esclarecer que apresentar um ou mais desses sintomas não significa necessariamente ter câncer de pâncreas. Diversas outras condições podem causar os mesmos sinais. Mas justamente por isso a investigação médica é essencial.

O grande desafio do câncer de pâncreas é que apenas 20% dos casos são diagnosticados em estágio inicial, quando as chances de cura são maiores. A taxa de sobrevida em cinco anos, quando o tumor é descoberto cedo e pode ser totalmente removido cirurgicamente, chega a 40%. Já nos estágios avançados, esse número cai drasticamente.

Fatores de risco como histórico familiar de câncer de pâncreas, tabagismo, obesidade, diabetes de longa data e pancreatite crônica aumentam as chances de desenvolver a doença. Se você se enquadra nesses grupos e apresenta algum dos sintomas descritos, a atenção precisa ser redobrada.

Minha Vida

Foto: © PerfectWave/shutterstock

Problemas da tireoide são mais comuns do que se imagina e, muitas vezes, passam despercebidos.

tireoide

Distúrbios como hipotireoidismo, hipertireoidismo e nódulos tireoidianos podem causar sintomas inespecíficos — cansaço persistente, ganho ou perda de peso, alterações de humor, queda de cabelo e intolerância ao frio ou ao calor — que nem sempre são reconhecidos na atenção primária.

Por isso, conhecer os exames da tireoide, quando solicitá-los e o que cada um revela é essencial para diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Por que os exames da tireoide são importantes A tireoide é uma pequena glândula na base do pescoço, responsável por regular o metabolismo, a energia, o sistema cardiovascular, a saúde óssea e o eixo neuropsíquico.

Quando suas funções estão alteradas, o impacto pode ser sério, especialmente em idosos ou pessoas com doenças cardiovasculares e autoimunes.

Segundo o endocrinologista Dr. Adriano Cury, do Alta Diagnósticos, “o olhar atento do médico generalista, aliado à solicitação adequada de exames, é crucial para confirmar a suspeita diagnóstica de doenças da tireoide.”

Principais exames da tireoide TSH e T4 livre

O TSH é o exame inicial para avaliar a função tireoidiana.

O T4 livre complementa o TSH, ajudando a identificar se a disfunção é hipo ou hipertireoidismo, inclusive em suas formas subclínicas.

Em casos específicos, o T3 também pode ser solicitado.

Anticorpos antitireoidianos

Anti-TPO e anti-Tg: indicados para investigar tireoidite autoimune (como Hashimoto).

TRAb: fundamental para diagnosticar a doença de Graves, principal causa de hipertireoidismo em adultos e crianças.

Ultrassonografia de alta resolução

Avalia a anatomia da glândula, textura do parênquima e presença de nódulos.

Permite estratificar o risco de malignidade usando sistemas padronizados (TI-RADS/ATA).

Punção aspirativa por agulha fina (PAAF)

Indicada quando há nódulos suspeitos ou acima de certos tamanhos.

Ajuda a diferenciar nódulos benignos de malignos e definir necessidade de intervenção cirúrgica.

Quando solicitar os exames Alguns grupos merecem atenção especial:

Gestantes e mulheres em idade reprodutiva: alterações tireoidianas podem afetar desfechos obstétricos e o desenvolvimento fetal.

Pessoas com doenças autoimunes: diabetes tipo 1, lúpus, artrite reumatoide e outras condições aumentam o risco de tireoidite.

Pacientes com sintomas persistentes e inespecíficos: fadiga intensa, instabilidade de peso, alterações de humor, palpitações, constipação ou queda de cabelo acentuada.

O rastreamento direcionado nesses casos não é apenas preventivo, mas uma oportunidade de diagnóstico precoce e manejo eficaz.

Estratégias práticas para médicos e pacientes Solicitar TSH (com T4 livre quando indicado) em queixas inespecíficas ou histórico de doenças autoimunes.

Realizar avaliação tireoidiana em gestantes de risco conforme diretrizes da SBEM.

Investigar bócio, nódulos palpáveis ou linfonodomegalias com ultrassonografia, encaminhando para PAAF se necessário.

Incentivar hábitos saudáveis que protejam o risco cardiovascular, como controle de peso, cessação do tabagismo e manejo de hipertensão e dislipidemia.

“O caminho diagnóstico está bem estruturado, permitindo um planejamento terapêutico adequado para a maioria dos pacientes, com impacto mínimo no cotidiano”, conclui o Dr. Cury.

Saúde em Dia

Beber algumas xícaras de café ou chá com cafeína todos os dias pode ajudar, de forma modesta, a preservar a capacidade cerebral e prevenir a demência, relataram pesquisadores nesta segunda-feira (9).

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Pessoas com a maior ingestão diária de café (com cafeína) tiveram um risco 18% menor de desenvolver demência em comparação com aquelas com a menor ingestão, de acordo com um estudo baseado em respostas a questionários com 132.000 adultos norte-americanos ao longo de quatro décadas.

Publicado na JAMA, o estudo também descobriu que as pessoas com maior consumo apresentavam uma taxa menor — de quase 2 pontos percentuais — de problemas de memória ou raciocínio autopercebidos em comparação com aquelas com menor consumo.

Os resultados foram semelhantes com os chás que contêm cafeína, mas não com bebidas descafeinadas, afirmaram os pesquisadores.

Embora as descobertas sejam encorajadoras, o estudo não prova que a cafeína ajuda a proteger o cérebro, disseram eles.

A proporção do efeito da cafeína, se houver, é pequena, e há outras maneiras mais bem documentadas de proteger a função cognitiva à medida que as pessoas envelhecem, disse o líder do estudo, Dr. Daniel Wang, da Harvard Medical School, em um comunicado.

Fatores de estilo de vida associados a menores riscos de demência incluem exercícios físicos, dieta saudável e sono adequado, segundo pesquisas anteriores.

"Nosso estudo sugere que o consumo de café ou chá com cafeína pode ser uma peça desse quebra-cabeça", disse Wang.

Os resultados foram mais evidentes nos participantes que consumiram duas a três xícaras de café com cafeína ou uma a duas xícaras de chá com cafeína por dia, relataram os pesquisadores.

Aqueles que bebiam café com cafeína também apresentaram melhor desempenho em alguns testes objetivos de função cognitiva, de acordo com o estudo financiado pelos Institutos Nacionais de Saúde.

Mais pesquisas são necessárias para validar os fatores e mecanismos responsáveis pelas descobertas, afirmaram os pesquisadores.

Eles observam que ingredientes bioativos no café e no chá, como cafeína e polifenóis, surgiram como possíveis fatores que reduzem a inflamação e os danos às células nervosas, ao mesmo tempo que protegem contra o declínio cognitivo.

"Também comparamos pessoas com diferentes predisposições genéticas para desenvolver demência e observamos os mesmos resultados — o que significa que o café ou a cafeína provavelmente são igualmente benéficos para pessoas com alto e baixo risco genético de desenvolver demência", afirmou em comunicado o coautor do estudo, Dr. Yu Zhang, da Escola de Saúde Pública T.H. Chan da Universidade de Harvard.

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Foto: Mike Kenneally/Unplash