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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento para o tratamento da hemofilia no Brasil. O produto, chamado Qfitlia (fitusirana sódica), poderá ser usado para prevenir ou reduzir episódios de sangramento em pacientes com hemofilia A ou B, com ou sem inibidores dos fatores de coagulação VIII ou IX.

hemofilia

O medicamento é indicado para adultos e adolescentes a partir de 12 anos e teve análise priorizada pela agência por se tratar de uma doença rara, conforme previsto na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 205/2017.

O registro foi concedido à farmacêutica Sanofi Medley e publicado no Diário Oficial da União.

Segundo a Anvisa, o medicamento poderá ser utilizado tanto na prevenção quanto na redução de episódios hemorrágicos, um dos principais problemas enfrentados por pessoas com hemofilia.

O que é a hemofilia A hemofilia é uma doença genética rara que compromete a coagulação do sangue. Pessoas com a condição têm deficiência de proteínas chamadas fatores de coagulação, essenciais para interromper sangramentos.

Quando ocorre um corte ou lesão, o organismo normalmente inicia um processo em cadeia para estancar o sangue. Primeiro, as plaquetas formam um tampão inicial. Em seguida, entram em ação os fatores de coagulação, que reforçam esse bloqueio até que o tecido cicatrize.

Nos pacientes com hemofilia, esse processo é interrompido.

“A coagulação acontece em cascata, em que um fator depende do outro. Quando o paciente não tem esses fatores disponíveis, ele não consegue produzir o coágulo. O processo de estancar o sangue começa, mas não termina”, explica Martha Arruda, hematologista do Hospital Sírio-Libanês. Existem dois tipos principais da doença:

Hemofilia A, causada pela deficiência do fator VIII, uma proteína do sangue essencial para formar coágulos e interromper sangramentos. É a forma mais comum da doença e representa cerca de 80% dos casos. Hemofilia B, associada à falta do fator IX, outra proteína que participa do mesmo processo de coagulação. Na prática, os sintomas das duas formas são semelhantes –como sangramentos prolongados ou hemorragias internas–, mas a diferença é importante porque cada tipo exige um tratamento específico, voltado à reposição do fator de coagulação que está ausente no organismo.

A hemofilia é causada por uma mutação genética localizada no cromossomo X. Como os homens têm apenas um cromossomo X, quando ele carrega a alteração a doença se manifesta. Já as mulheres têm dois cromossomos X e, na maioria dos casos, apenas carregam o gene alterado sem desenvolver a doença, podendo transmiti-lo aos filhos.

Sangramentos podem ocorrer sem trauma A gravidade da hemofilia varia conforme a quantidade de fator de coagulação presente no sangue.

Pessoas com quadros mais graves podem ter sangramentos espontâneos, sem trauma aparente. Em casos mais leves, as hemorragias costumam ocorrer após quedas, cortes ou cirurgias.

Além dos ferimentos visíveis, o problema também pode ocorrer dentro das articulações, algo comum no dia a dia.

“Enquanto nos movimentamos, o corpo sofre pequenas lesões internas que normalmente são estancadas automaticamente. Nos hemofílicos isso não acontece, e o sangramento pode comprometer as articulações”, explica Arruda. Esses episódios repetidos podem provocar dor crônica, inflamação e danos permanentes nas articulações, podendo levar até a limitações de movimento.

Em muitos casos, o diagnóstico ocorre ainda na infância, quando pais ou médicos percebem que quedas leves provocam hematomas grandes ou inchaços incomuns.

A confirmação é feita por exames de sangue, que identificam a deficiência nos fatores de coagulação.

Quantas pessoas vivem com hemofilia no Brasil Dados do Perfil de Coagulopatias, divulgado pelo Ministério da Saúde em 2024, indicam que o Brasil tem 14.202 pessoas diagnosticadas com hemofilia.

Desse total:

11.863 vivem com hemofilia A. 2.339 têm hemofilia B. O tratamento tradicional consiste na reposição do fator de coagulação que está ausente no organismo, geralmente por meio de infusões venosas.

Novas terapias, como anticorpos monoclonais e medicamentos de ação prolongada, vêm sendo desenvolvidas para reduzir a frequência de aplicações e prevenir sangramentos, ampliando as opções terapêuticas para pacientes com a doença.

G1

Foto: Freepik

A chamada gripe K é uma variante do vírus Influenza A (H3N2), identificada como subclado K. A mutação surgiu de forma natural a partir da linhagem J.2.4, após alterações genéticas em uma proteína responsável pela entrada do vírus nas células do organismo. Assim como outros subtipos de influenza humana, apresenta facilidade de transmissão entre pessoas.

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Os sintomas da gripe K são semelhantes aos da gripe comum, já que o vírus afeta as vias respiratórias e desencadeia resposta inflamatória no organismo. Entre os principais sinais estão febre, dor de garganta, tosse, dores no corpo, fraqueza e dor de cabeça. A febre ocorre como mecanismo de defesa do corpo para dificultar a multiplicação viral, enquanto as dores musculares e o cansaço resultam da resposta inflamatória sistêmica.

A transmissão acontece principalmente por meio de gotículas respiratórias liberadas ao falar, tossir ou espirrar. O contágio também pode ocorrer pelo contato com superfícies contaminadas, seguido do toque nos olhos, nariz ou boca, facilitando a entrada do vírus no organismo.

O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica realizada por profissional de saúde, que considera sintomas, exame físico e histórico do paciente. Quando necessário, podem ser solicitados exames laboratoriais, como o teste de PCR, capaz de detectar o vírus Influenza A H3N2, embora não identifique especificamente o subclado K. Exames de sangue podem ser indicados em situações específicas.

O tratamento deve ser orientado por profissional de saúde, especialmente para grupos de risco, como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. Em alguns casos, pode haver indicação de terapia antiviral. Medidas como hidratação adequada e repouso são fundamentais para auxiliar o organismo na recuperação e prevenir complicações.

A prevenção envolve hábitos simples e eficazes. A vacinação anual contra a gripe é a principal forma de proteção contra diferentes variantes do vírus influenza. Além disso, recomenda-se higienizar as mãos com frequência, evitar aglomerações, priorizar ambientes ventilados e utilizar máscara em locais fechados ou com grande circulação de pessoas.

Newsrodonia

Sintomas como falta de ar em atividades leves, dor ou pressão no peito e palpitações frequentes costumam ser tratados como algo passageiro, mas podem indicar doenças cardiovasculares. Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 30% dos óbitos no país estão relacionados a problemas do coração e da circulação.

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De acordo com o cardiologista e professor da Afya Paraíba, Alexandre Negri, esses sinais não devem ser ignorados, especialmente quando surgem de forma recorrente ou sem causa aparente.

“O coração costuma apresentar alterações de maneira progressiva. Quando os sintomas iniciais são negligenciados, a doença pode evoluir silenciosamente e se manifestar de forma grave”, explica.

Principais sintomas de doenças cardiovasculares A falta de ar ao realizar atividades simples do dia a dia, como subir escadas ou caminhar pequenas distâncias, não é considerada normal e pode estar relacionada a condições como insuficiência cardíaca, alterações nas válvulas do coração ou obstruções das artérias coronárias.

Outro sintoma que exige atenção é a dor ou sensação de pressão no peito. Mesmo quando aparece de forma intermitente ou dura poucos minutos, o desconforto precisa ser investigado. “Nem toda dor no peito é infarto, mas toda dor torácica deve ser avaliada, pois pode indicar redução do fluxo sanguíneo para o coração”, alerta o especialista.

As palpitações, caracterizadas por batimentos acelerados, irregulares ou sensação de falhas no ritmo cardíaco, também merecem cuidado, principalmente quando ocorrem em repouso ou vêm acompanhadas de tontura, falta de ar ou mal-estar.

Quando procurar um cardiologista A orientação médica é buscar um cardiologista sempre que os sintomas se repetirem ou surgirem sem explicação aparente. Pessoas com histórico familiar de doenças cardíacas, hipertensão, diabetes, colesterol elevado e obesidade devem redobrar a atenção.

Além disso, o especialista chama alerta para o uso inadequado de substâncias que podem sobrecarregar o coração, como energéticos, especialmente quando associados ao consumo de álcool, termogênicos, pré-treinos, pós-treinos e anabolizantes prescritos de forma inadequada. “Esses produtos podem provocar alterações no ritmo cardíaco, elevação da pressão arterial e aumentar significativamente o risco de eventos cardiovasculares”, ressalta Negri.

“A avaliação precoce permite iniciar o tratamento antes que ocorram eventos graves, como infarto ou acidente vascular cerebral”, reforça o professor da Afya Paraíba.

Ignorar sinais cardíacos pode favorecer o avanço silencioso das doenças cardiovasculares e aumentar o risco de complicações como infarto, AVC, arritmias graves e insuficiência cardíaca. A cardiologia dispõe de exames simples e acessíveis — como eletrocardiograma, teste ergométrico, ecocardiograma e exames laboratoriais — capazes de identificar alterações ainda nas fases iniciais.

“A prevenção, associada a hábitos saudáveis e ao acompanhamento médico regular, reduz de forma significativa a mortalidade por doenças do coração”, destaca Alexandre Negri.

BossaNews Brasil

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O Alzheimer, frequentemente associado a casos de perda de memória, pode ganhar novas camadas de alternativas na tentativa de promover prevenções da perda de memória.

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Uma substância que ocorre naturalmente pode se acumular e agrupar, a promover o desenvolvimento da doença, segundo informações do portal EurekAlert. Uma equipe de pesquisadores fizeram a inibição de uma proteína chamada PTP1B melhora a aprendizagem e a memória em um modelo de camundongo com Alzheimer.

Tonks, que descobriu a PTP1B em 1988 e a estuda desde então em suas implicações para a saúde e doença, demonstra neste último estudo como a PTP1B interage diretamente com outra proteína, a tirosina quinase de baço (SYK). A SYK, por sua vez, regula as micróglias que são responsáveis por eliminar detritos, como o excesso de Aβ.

“Ao longo da doença, essas células ficam exaustas e menos eficazes”, explicou Cen. “Nossos resultados sugerem que a inibição da PTP1B pode melhorar a função microglial, limpando as placas de Aβ”, acrescentou. Além do Aβ, a obesidade e o diabetes tipo 2 são fatores de risco reconhecidos para o Alzheimer, e há uma expectativa de contribuição para sua crescente prevalência mundial.

BossaNews Brasil

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