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Colesterol alto costuma evoluir sem dor e sem sintomas claros, mas alguns sinais no rosto podem servir de alerta. Alterações como placas amareladas nas pálpebras, anel acinzentado ao redor da íris e pequenos depósitos de gordura na pele nem sempre indicam um problema isolado da aparência. Em muitos casos, esses achados merecem investigação com lipidograma, avaliação clínica e atenção à saúde cardiovascular.

Quais marcas no rosto podem estar ligadas ao colesterol alto? Os achados mais lembrados são o xantelasma, que forma placas amareladas ao redor das pálpebras, e o arco corneano, um anel cinza ou esbranquiçado na borda da córnea. Também podem aparecer pequenas elevações amareladas na pele do rosto, sobretudo perto dos olhos. Nem toda alteração tem relação direta com colesterol alterado, mas esses sinais pedem contexto clínico.

Os cinco sinais mais observados incluem:

placas amareladas nas pálpebras, típicas do xantelasma; anel cinza ao redor da íris, especialmente em pessoas mais jovens; pequenos nódulos ou depósitos de gordura perto dos olhos; pele com lesões amareladas e achatadas em regiões faciais; associação com outros indícios metabólicos, como aumento da circunferência abdominal e pressão elevada. O que a ciência mostra sobre xantelasma e risco cardiovascular? Nem todo xantelasma significa alteração grave, mas ele não deve ser tratado como detalhe estético. Segundo a meta-análise Serum lipids and risk of atherosclerosis in xanthelasma palpebrarum, publicada no Journal of the American Academy of Dermatology, pessoas com xantelasma apresentaram níveis mais altos de colesterol total e LDL, além de maior espessura íntima-média carotídea, um marcador ligado à aterosclerose.

Outro dado importante veio de uma coorte prospectiva publicada no BMJ, que observou que a presença de xantelasmas predisse maior risco de infarto, doença isquêmica do coração e morte, independentemente de fatores clássicos em parte da análise. Isso reforça que sinais no rosto podem funcionar como pista clínica e merecem investigação, principalmente quando há histórico familiar, diabetes, hipertensão ou tabagismo.

Como diferenciar xantelasma de outras manchas nas pálpebras? Xantelasma costuma surgir como placa plana ou discretamente elevada, de cor amarelada, macia e localizada na pálpebra superior ou inferior, muitas vezes perto do canto interno dos olhos. Já milia, calázio e algumas lesões sebáceas têm textura, relevo e evolução diferentes. A avaliação médica evita confusão e ajuda a definir se há necessidade de exames.

Se a dúvida for sobre a aparência da lesão e as causas possíveis, vale consultar o conteúdo do Tua Saúde sobre xantelasma nas pálpebras, causas e tratamento, que detalha características clínicas e formas de confirmação. Esse tipo de comparação é útil, mas não substitui exame presencial quando a lesão cresce, muda de cor ou aparece junto com outras alterações metabólicas.

Quando os sinais no rosto merecem exame de sangue? A investigação é mais importante quando os sinais aparecem antes dos 45 anos, surgem de forma progressiva, existem casos de infarto precoce na família ou já há hipertensão, resistência à insulina ou obesidade. Nesses cenários, o lipidograma ajuda a medir colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos. Em alguns casos, o médico também pede glicemia, função hepática e avaliação da tireoide.

Alguns pontos aumentam a necessidade de checagem:

aparecimento recente de xantelasma; arco corneano em adultos jovens; histórico familiar de colesterol alto ou infarto precoce; presença de diabetes, hipertensão ou excesso de peso; uso irregular de medicamentos já prescritos para controle lipídico. O que fazer para prevenção e controle do colesterol? Prevenção envolve rotina, não apenas um exame isolado. O controle do colesterol passa por redução de gorduras trans, menor consumo de ultraprocessados, aumento de fibras, prática regular de atividade física e acompanhamento do peso corporal. Quando o risco cardiovascular é maior, o tratamento pode incluir estatinas ou outros remédios, sempre com orientação médica.

Também é importante lembrar que nem todo caso está ligado só à alimentação. Existe hipercolesterolemia familiar, condição genética que eleva o LDL desde cedo e pode acelerar a formação de placas nas artérias. Quando o rosto mostra sinais persistentes e o histórico familiar chama atenção, investigar cedo pode mudar a conduta e evitar atraso no diagnóstico.

Observar o rosto com atenção não serve para fechar diagnóstico, mas pode antecipar uma avaliação importante. Lesões como xantelasma, alterações ao redor da córnea e depósitos de gordura na pele ganham outro peso quando aparecem junto de LDL elevado, histórico familiar e outros fatores de risco. Nesse contexto, cuidar da circulação, do perfil lipídico e da pressão arterial ajuda a reduzir a progressão da aterosclerose.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o acompanhamento de um profissional de saúde. Se você nota sinais persistentes no rosto ou tem dúvidas sobre sua condição, procure orientação médica.

Tua Saúde

A crença de que a pressão alta surge apenas pelo consumo excessivo de sal é um dos maiores mitos sobre a hipertensão. Embora o sódio realmente tenha impacto direto sobre a pressão arterial, diversos outros fatores do dia a dia podem sobrecarregar o coração e os vasos sanguíneos sem que a pessoa perceba. Entender essas causas silenciosas é fundamental para prevenir complicações cardiovasculares graves, como infarto e AVC. A seguir, conheça três fatores frequentemente ignorados que podem estar elevando sua pressão arterial e o que a ciência diz sobre eles.

Por que a hipertensão é considerada uma doença multifatorial? A hipertensão arterial é o resultado da interação de vários fatores que comprometem o funcionamento dos vasos sanguíneos e a capacidade do coração de bombear o sangue adequadamente. Genética, idade, peso corporal e estilo de vida atuam em conjunto, o que explica por que mesmo pessoas com dieta equilibrada em sódio podem desenvolver pressão alta.

Por ser uma condição silenciosa, a hipertensão costuma evoluir por anos sem sintomas claros. Por isso, reconhecer os fatores de risco menos evidentes é tão importante quanto reduzir o sal da alimentação.

Como o estresse crônico afeta a pressão arterial? O estresse contínuo mantém o organismo em estado de alerta constante, com liberação elevada de hormônios como adrenalina e cortisol. Esses hormônios aceleram os batimentos cardíacos, contraem os vasos sanguíneos e, ao longo do tempo, contribuem para o aumento sustentado da pressão arterial.

Além disso, o estresse pode levar a comportamentos que agravam o quadro, como alimentação desregrada, sedentarismo e aumento no consumo de álcool ou tabaco. Controlar a rotina e buscar momentos de descanso ao longo do dia são atitudes importantes para proteger a saúde do coração.

Qual a relação entre o sono ruim e a hipertensão? Dormir pouco ou ter uma rotina de sono de má qualidade é um fator de risco cada vez mais reconhecido para a pressão alta. Durante o sono, o corpo regula a pressão arterial, e a privação desse descanso compromete esse equilíbrio natural, mantendo os níveis pressóricos elevados mesmo em repouso.

Condições como apneia obstrutiva do sono, insônia crônica e noites mal dormidas ativam o sistema nervoso simpático e elevam a pressão arterial de forma progressiva. Algumas estratégias ajudam a melhorar a qualidade do sono e, consequentemente, a saúde cardiovascular:

O que os estudos dizem sobre a qualidade do sono e a pressão alta? Pesquisas recentes têm investigado a fundo essa relação e confirmado que o sono interfere diretamente no risco de desenvolver hipertensão. Essa evidência reforça a importância de cuidar do descanso como parte essencial da prevenção cardiovascular.

Segundo a metanálise Subjective sleep quality, blood pressure, and hypertension, publicada no Journal of Clinical Hypertension, pessoas com má qualidade de sono apresentaram risco significativamente maior de desenvolver pressão alta quando comparadas àquelas com sono reparador. Os autores concluíram que a qualidade do sono deve ser considerada um fator modificável no controle e na prevenção da hipertensão arterial.

Como o sedentarismo silencioso contribui para o aumento da pressão? O sedentarismo é o terceiro fator subestimado na origem da hipertensão. A falta de atividade física reduz a elasticidade dos vasos sanguíneos, favorece o ganho de peso e aumenta a rigidez das artérias, obrigando o coração a trabalhar mais para bombear o sangue. Mesmo quem se exercita alguns dias da semana pode estar sob risco ao passar muitas horas sentado no restante do tempo. Identificar sinais de hipertensão arterial, movimentar-se ao longo do dia e realizar atividades regulares são atitudes essenciais para manter a pressão sob controle.

Se você apresenta fatores de risco para hipertensão ou convive com níveis pressóricos alterados, busque orientação de um médico ou cardiologista. Apenas um profissional de saúde pode avaliar seu caso de forma individualizada, solicitar os exames adequados e indicar o tratamento mais seguro.

Tua saúde

Representantes dos 14 municípios do território Entre Rios, integrantes do projeto-piloto de implantação do teste DNA-HPV na atenção primária, participaram de uma capacitação nesta quarta-feira (22). O treinamento, focado na aplicação do exame para a detecção precoce e prevenção do câncer do colo do útero, ocorreu de forma virtual e foi promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), em parceria com o Ministério da Saúde e a Beneficência Portuguesa.

Durante a oficina os profissionais conheceram um pouco mais sobre o novo teste que será implementado nas unidades básicas de saúde, entendendo sua utilização e manejo de amostras para um melhor resultado das testagens.

Entre os municípios que estão participando do projeto piloto estão: Agricolândia, Água Branca, Altos, Amarante, Angical do Piauí, José de Freitas, Lagoinha do Piauí, Lagoa Alegre, Miguel Alves, Miguel Leão, Nazária, São Gonçalo do Piauí, Teresina e Barro Duro.

O DNA-HPV é um teste mais moderno e sensível que detecta a presença do vírus HPV no organismo. Se o vírus estiver presente, será investigada a existência de lesões para tratá-las antes que se tornem câncer. O método ajuda diretamente na prevenção dos cânceres de colo do útero tipos 16 e 18.

“Esses profissionais irão ajudar a desenvolver a implementação desse teste na atenção básica dos seus municípios. Com a disponibilização desses testes reforçamos todo o trabalho de prevenção de câncer do colo do útero na nossa rede, ampliando a detecção na atenção primária”, ressaltou Bhassia Barroso, gerente de Atenção Primária à Saúde da Sesapi.

O teste é indicado para mulheres, e pessoas que possuem útero, de 25 a 64 anos, devendo ser feito a cada 5 anos. “Pedimos que essas pessoas fiquem atentas e conversem com os profissionais de saúde das suas unidades básicas para realizarem o teste e cuidarem ainda mais da sua saúde”, diz Bhassia.

gov.pi

Passar horas sentado e terminar o dia com formigamento ou dormência nas pernas é uma queixa cada vez mais comum entre profissionais de escritório. A sensação pode parecer inofensiva no início, mas quando se torna frequente, merece atenção. O desafio está em identificar se o problema vem de algo simples, como uma cadeira inadequada, ou de uma condição mais complexa, como a síndrome do piriforme, que afeta diretamente o nervo ciático.

O que acontece quando a cadeira é a vilã Uma cadeira de escritório inadequada pode comprimir os vasos sanguíneos na parte posterior das coxas, prejudicando a circulação e gerando formigamento. Esse tipo de desconforto geralmente surge após longos períodos na mesma posição e alivia rapidamente quando a pessoa se levanta e caminha. Se o assento é muito alto, os pés não alcançam o chão e a pressão nas coxas aumenta. Se é muito baixo, os joelhos ficam acima do quadril, o que também favorece a compressão dos vasos.

Cadeiras sem apoio lombar adequado forçam a pessoa a se curvar, alterando a distribuição do peso corporal e sobrecarregando regiões que não deveriam receber tanta pressão. O resultado é um ciclo de desconforto que pode evoluir para dores persistentes se não for corrigido.

Quando o formigamento indica síndrome do piriforme A síndrome do piriforme ocorre quando o músculo piriforme, localizado profundamente na região glútea, comprime ou irrita o nervo ciático. Os sintomas incluem dor nas nádegas que pode irradiar pela parte posterior da coxa até a panturrilha, acompanhada de formigamento, dormência e sensação de queimação. Diferente do desconforto causado por má postura, essa condição tende a piorar especificamente ao sentar, principalmente em superfícies duras ou por períodos prolongados.

A dor da síndrome do piriforme costuma ser assimétrica, afetando apenas um lado do corpo. Movimentos que envolvem rotação do quadril, como cruzar as pernas, também podem intensificar o desconforto. Em alguns casos, até caminhar se torna difícil, com a pessoa mancando para aliviar a pressão sobre o nervo.

O que a ciência revela sobre o diagnóstico Identificar a síndrome do piriforme não é simples, pois os sintomas se sobrepõem aos de outras condições, como hérnia de disco e estenose do canal vertebral. Segundo a revisão sistemática The clinical features of the piriformis syndrome, publicada no European Spine Journal, os achados mais comuns são dor nas nádegas, sensibilidade à palpação na região do nervo ciático, piora dos sintomas ao sentar e aumento da dor em manobras que tensionam o músculo piriforme.

Os pesquisadores destacam que o diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história do paciente e no exame físico. Testes específicos, como o FAIR (flexão, adução e rotação interna do quadril), ajudam a reproduzir os sintomas durante a avaliação médica. Exames de imagem podem ser solicitados para descartar outras causas de compressão do nervo ciático.

Sinais que ajudam a diferenciar as duas situações Observar as características do formigamento pode indicar a origem do problema:

Problema postural ou de cadeira: formigamento bilateral, que melhora rapidamente ao levantar e caminhar, sem dor intensa associada Síndrome do piriforme: dor profunda nas nádegas que irradia para a perna, geralmente de um lado só, que persiste mesmo após mudar de posição Problema postural ou de cadeira: sensação concentrada nas coxas, sem atingir a panturrilha ou o pé Síndrome do piriforme: formigamento que pode descer até a panturrilha e o pé, acompanhado de sensação de queimação

Medidas que podem ajudar em ambos os casos Independentemente da causa, algumas atitudes beneficiam quem passa longas horas sentado. Fazer pausas a cada hora para se levantar e caminhar estimula a circulação e reduz a sobrecarga muscular. Ajustar a cadeira para que os pés fiquem apoiados no chão e os joelhos formem um ângulo de 90 graus evita a compressão dos vasos sanguíneos. Evitar cruzar as pernas e manter objetos como carteira ou celular fora do bolso traseiro também reduz a pressão sobre o nervo ciático.

Para quem trabalha muito tempo sentado, exercícios de alongamento da região glútea e fortalecimento do quadril são medidas preventivas importantes. Se o formigamento persistir, vier acompanhado de dor intensa ou dificuldade para caminhar, a avaliação de um médico ortopedista ou fisioterapeuta é fundamental para um diagnóstico correto. Saiba mais sobre a síndrome do piriforme e suas formas de tratamento.

Tua Saúde