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A tireoide é uma glândula pequena, em formato de borboleta, localizada na parte anterior do pescoço. Apesar do tamanho reduzido, essa estrutura exerce influência direta sobre o funcionamento de praticamente todo o organismo. Além disso, quando a tireoide mantém equilíbrio, o corpo tende a conservar um ritmo adequado de energia, temperatura e metabolismo.

Quando ocorre algum desequilíbrio na produção de hormônios tireoidianos, diferentes sistemas do corpo sofrem alterações, como o coração, o intestino, a pele e o cérebro. Por isso, entender a importância da tireoide, reconhecer sinais de alerta e saber quando procurar ajuda especializada se torna essencial para preservar a saúde a longo prazo. Além disso, esse conhecimento ajuda na prevenção de complicações mais graves e favorece decisões mais conscientes sobre exames e tratamentos.

Qual é a função da tireoide no organismo? A principal função da tireoide consiste em produzir os hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam o metabolismo. Em termos simples, esses hormônios definem o “ritmo” com que o corpo gasta energia, utiliza nutrientes e realiza diversas atividades internas. Dessa forma, eles interferem no funcionamento do coração, na temperatura corporal, na velocidade do intestino, na força muscular e até no humor.

Além disso, a tireoide exerce papel importante no crescimento e no desenvolvimento, especialmente na infância e na adolescência. Em fases como gestação e puerpério, o equilíbrio hormonal dessa glândula garante o desenvolvimento adequado do feto e também protege a saúde da mãe. Um ponto relevante é que a tireoide depende de iodo, obtido principalmente pela alimentação, para produzir seus hormônios em quantidade adequada. Por isso, o uso de sal iodado e uma dieta equilibrada são estratégias importantes de saúde pública.

Entre as funções mais conhecidas da tireoide no corpo, destacam-se:

Regulação do gasto de energia e do peso corporal; Controle da frequência cardíaca e da pressão arterial; Influência sobre o sono, a memória e a concentração; Atuação sobre a saúde da pele, dos cabelos e das unhas; Participação no crescimento e no desenvolvimento neurológico. Hipotireoidismo e hipertireoidismo: qual a diferença? As alterações mais comuns da tireoide envolvem mudanças na quantidade de hormônios produzidos. Quando a glândula produz menos hormônios do que o necessário, ocorre o hipotireoidismo. Já quando a produção aumenta além do adequado, o quadro recebe o nome de hipertireoidismo. Embora ambos afetem a mesma glândula, os efeitos no corpo costumam seguir direções opostas.

No hipotireoidismo, o metabolismo tende a ficar mais lento. Em contraste, no hipertireoidismo, o organismo funciona em ritmo acelerado. Essa diferença ajuda a entender os sintomas que surgem e orienta o profissional de saúde na investigação do quadro. No entanto, os sinais podem aparecer de forma discreta no início, o que reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento regular, sobretudo em pessoas com histórico familiar.

Quais são os sintomas de hipotireoidismo? No hipotireoidismo, o corpo trabalha em velocidade reduzida. Assim, os sintomas podem surgir de forma gradual, o que leva muitas pessoas a associar as queixas ao cansaço do dia a dia ou ao envelhecimento. Além disso, entre os sinais mais relatados aparecem alterações de energia, de peso e também da pele.

Cansaço constante e sensação de fraqueza; Ganho de peso leve a moderado, mesmo sem grande mudança na alimentação; Pele mais seca, unhas frágeis e queda de cabelo; Intestino preso ou funcionamento mais lento; Intolerância ao frio, com sensação de frio excessivo; Ritmo cardíaco mais lento; Sonolência, dificuldade de concentração e memória prejudicada; Ciclos menstruais irregulares em pessoas que menstruam. Em crianças e adolescentes, o hipotireoidismo pode provocar atraso no crescimento e no desenvolvimento. Além disso, em adultos, quando a pessoa não recebe tratamento adequado, o problema favorece alterações de colesterol e aumenta o risco de doenças cardiovasculares ao longo do tempo. Por isso, após o diagnóstico, o uso correto da medicação e o seguimento médico são fundamentais.

Quais são os sintomas de hipertireoidismo? No hipertireoidismo, o excesso de hormônios tireoidianos acelera o metabolismo. Assim, o corpo passa a funcionar como se permanecesse em alerta constante, o que traz sinais físicos e emocionais. Em alguns casos, a pessoa percebe um aumento no pescoço, chamado de bócio, devido ao crescimento da glândula.

Emagrecimento, mesmo com alimentação mantida ou até aumentada; Palpitações, coração acelerado e sensação de “coração disparado”; Tremores finos nas mãos; Intestino mais solto ou diarreia; Intolerância ao calor e suor excessivo; Irritabilidade, ansiedade e dificuldade para dormir; Fraqueza muscular, principalmente em coxas e braços; Em alguns casos, olhos mais saltados ou sensação de areia nos olhos, dependendo da causa do hipertireoidismo. O hipertireoidismo, quando permanece sem identificação e tratamento, sobrecarrega o coração e favorece arritmias. Esse risco se torna ainda maior em pessoas com idade mais avançada ou com doenças cardíacas prévias. Além disso, a perda de massa óssea e alterações emocionais podem se intensificar, o que torna o tratamento e o acompanhamento especializados ainda mais necessários.

Quais sinais de alerta indicam problema na tireoide? Alguns sinais combinados podem levantar suspeita de alteração na tireoide, principalmente quando persistem por várias semanas. Além disso, a presença de sintomas em mais de um sistema do corpo costuma chamar a atenção dos profissionais de saúde.

Mudanças de peso sem explicação clara; Alterações importantes de energia, com cansaço extremo ou agitação constante; Variações no ritmo cardíaco, com batimentos muito lentos ou acelerados; Distúrbios intestinais contínuos, como prisão de ventre ou diarreia frequente; Queda de cabelo acentuada ou mudança na textura da pele; Alterações de humor, como irritabilidade, desânimo ou dificuldade de concentração; Aumento visível na região do pescoço ou sensação de “caroço” ao engolir. Diante desses sinais, a pessoa deve buscar avaliação médica para investigação. O profissional geralmente realiza exame físico e solicita dosagem de hormônios tireoidianos em exames de sangue. Além disso, em alguns casos, o médico também indica exames de imagem para complementar a análise e definir melhor a causa do problema.

Por que o diagnóstico precoce da tireoide é tão importante? O reconhecimento precoce das alterações da tireoide permite ajustar o tratamento antes do surgimento de complicações mais sérias. Com acompanhamento adequado, a pessoa consegue controlar tanto o hipotireoidismo quanto o hipertireoidismo, o que reduz o impacto no coração, no metabolismo e na qualidade de vida.

O diagnóstico costuma envolver exames simples, como TSH, T4 livre e, em alguns casos, T3. Além disso, o médico pode solicitar ultrassonografia da tireoide quando julga necessário. Em gestantes, crianças, pessoas com histórico familiar de doença tireoidiana e indivíduos com outras doenças autoimunes, a vigilância se torna ainda mais importante. Por fim, a orientação profissional adequada, associada à atenção aos sinais do próprio corpo, contribui para preservar a saúde da tireoide ao longo das diferentes fases da vida e a evitar complicações futuras.

EM.Com Brasil

Vídeos que circulam nas redes sociais afirmam que o uso de fones de ouvido bluetooth estaria relacionado ao surgimento de nódulos na tireoide e a outros riscos à saúde. Muitas dessas publicações mencionam um estudo publicado em uma revista científica do grupo Nature, mas nem sempre deixam claro que a pesquisa identificou apenas uma associação estatística, e não uma relação de causa e efeito.

Os autores do estudo são claros ao afirmar que, embora tenham encontrado uma associação estatística importante, os resultados não implicam inerentemente uma relação de causalidade. Isso significa que a pesquisa mostra que os dois fatores, uso de fones e nódulos, aparecem juntos com frequência, mas não prova que um seja a causa direta do outro, ponto que não é explicado na maioria dos vídeos.

A pesquisa foi conduzida como uma exploração epidemiológica (ciência que estuda a distribuição, frequência e os fatores determinantes de doenças) que utilizou inteligência artificial avançada para investigar a relação entre o uso de fones bluetooth e o risco de nódulos na tireoide. O processo seguiu etapas de coleta de dados, processamento estatístico e modelagem preditiva (técnica de análise de dados).

Nesses estudos, uma associação indica que dois fatores podem ocorrer juntos com maior frequência, sem que um necessariamente provoque o outro. Para estabelecer causalidade, são necessários estudos mais aprofundados, como pesquisas prospectivas, com acompanhamento ao longo do tempo, grupos de controle e replicação dos resultados em diferentes populações.

O que dizem os especialistas Segundo a médica Pauliana Lamounier, da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), do ponto de vista da otorrinolaringologia, o maior risco para a audição está relacionado ao volume do som e ao tempo de exposição. O tipo de fone também tem influência: se for intra-auricular(encaixados dentro do canal auditivo), tende a concentrar mais energia sonora dentro do conduto auditivo do que os fones do tipo concha (cobre toda a orelha).

“Quando surgem muitas falas alarmistas, é importante aguardar novos estudos antes de mudar comportamentos. São necessários estudos independentes, com diferentes populações e contextos, além de pesquisas prospectivas, com acompanhamento ao longo do tempo, grupo controle e replicação dos resultados. Existem vários critérios para que a gente consiga, de fato, comprovar uma relação de causalidade. Qualquer alarme que se faça em relação a isso, no momento, é excessivo”, afirma Carolina Ferraz, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Para jovens e crianças existe um risco maior? Jovens podem apresentar uma vulnerabilidade específica devido aos seus hábitos de consumo tecnológico. Crianças e adolescentes, possivelmente, terão uma exposição acumulativa maior a esses aparelhos ao longo da vida.

Geralmente, crianças e adolescentes não percebem os sintomas iniciais do dano auditivo, como zumbido ou dificuldade de compreensão da fala.

“Os fones de ouvido, por si só, não são vilões. O problema é o uso inadequado, especialmente ouvir música em volume elevado por períodos prolongados, o que representa o principal risco à saúde auditiva”. ressalta Pauliana Lamounier.

Radiação não ionizante e limites conhecidos Os fones bluetooth emitem radiação de radiofrequência (RF) não ionizante, a mesma categoria usada por dispositivos como celulares, Wi-Fi e outros equipamentos eletrônicos de uso cotidiano. Trata-se de uma radiação de baixa energia, incapaz de ionizar átomos ou causar danos diretos ao DNA.

A tecnologia bluetooth opera na frequência de 2,4 GHz, faixa amplamente estudada e regulada por órgãos internacionais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), não há evidências consistentes de efeitos adversos à saúde associados à exposição à radiofrequência dentro dos limites recomendados.

Até o momento, não existem diretrizes médicas ou regulatórias que limitem o uso de fones bluetooth por risco de radiação. Existe alguma recomendação? De acordo com Carolina Ferraz, esse estudo pode ser considerado um primeiro alerta, mas ainda são necessários outros trabalhos para avaliar se existe, de fato, alguma relação causal. Ela explica que as sociedades médicas são claras quanto às indicações de ultrassonografia e que as diretrizes não recomendam rastreamento para qualquer pessoa. Segundo ela, especialmente por causa desse artigo, não há indicação de que se passe a rastrear toda a população.

Existe uma regra prática que pode ajudar, conhecida como regra do 60/60. A orientação é utilizar o som em até 60% do volume máximo do aparelho por, no máximo, 60 minutos seguidos, fazendo pausas para descanso da audição após esse período, como forma de prevenir a perda auditiva induzida por ruído.

(*Estagiária, sob supervisão de Ardilhes Moreira)

G1

O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) publicou nesta quinta-feira (22) uma resolução que permite que enfermeiros prescrevam antibióticos para pacientes, ampliando formalmente o rol de medicamentos que podem ser indicados por esses profissionais.

A medida vem na esteira de uma atualização feita no ano passado pela Anvisa no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), que passou a incluir o registro profissional de enfermeiros.

O sistema monitora as movimentações de entrada (compras e transferências) e saída (vendas, transformações, transferências e perdas) de medicamentos comercializados em farmácias e drogarias privadas do país.

Com a atualização, a agência reconhecia o registro do enfermeiro nas receitas para fins de monitoramento. A permissão da prescrição, no entanto, dependia de uma resolução do Cofen, que é quem regulamenta a permissão -- o que aconteceu com essa publicão.

O documento atualiza a lista de medicamentos que podem ser prescritos por enfermeiros e inclui os antibióticos:

amoxicilina azitromicina eritromicina Eles podem ser prescritos por enfermeiros tanto para adultos, quanto para crianças.

Em nota, o Conselho Federal de Medicina (CFM) afirmou que a prescrição de medicamentos deve ser competência exclusiva dos médicos, que podem garantir a determinação correta do prognóstico.

"Compete aos enfermeiros apenas a prerrogativa de disponibilizar medicamentos em programas de saúde pública e rotinas institucionais já estabelecidas e após diagnóstico médico, não tendo competência para prescrever antibióticos", afirmam. O CFM ainda alerta que, com a ampliação, o Cofen "afronta a legislação brasileira e o Supremo Tribunal Federal (STF), além de colocar a saúde da população brasileira em risco".

No ano passado, quando houve a atualização o CFM também agiu e se posicionou contra a autorização. A entidade havia entrado na Justiça contra uma resolução que permitia que enfermeiros do DF prescrevessem antibióticos.

G1

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) proibiu, nesta quarta-feira (21), a venda de canetas emagrecedoras sem registro no Brasil. A decisão vem em um momento em que o comércio dessas substâncias acontece online indiscriminadamente e sem qualquer tipo de controle. Uma mulher de Minas Gerais foi internada nos últimos dias após a utilização de uma caneta importada ilegalmente do Paraguai.

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Apesar do foco em benefícios a pacientes com diabetes tipo 2, obesidade e doença crônica renal, Rodrigo Lamounier, endocrinologista da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), vê com preocupação a banalização do uso do medicamento. Ele ressalta que toda medicação gera riscos, mas pode ter também benefícios, e há uma relação entre ambos. No caso da tirzepatida e semaglutida, medicamentos aplicados por meio das canetas emagrecedoras, o benefício é maior que o risco para quem realmente precisa do remédio.

“Obviamente, que a custo de efetividade, quer dizer, o benefício em relação ao risco, ele vai ser maior quanto maior o risco da pessoa, da pessoa que tem diabetes, que tem obesidade, que tem doença cardiovascular, que tem doença renal, essa daí, o benefício dela é muito maior. Essa aí é essencial. Por causa desta, a OMS [Organização Mundial da Saúde] considerou o medicamento essencial. Agora, o uso recreativo, para se perder dois quilos da maneira disseminada [...] o número de pessoas é muito maior e isso, obviamente, vai gerar riscos relacionados, vão surgir complicações derivadas desse uso indiscriminado, já que toda medicação traz riscos à saúde também”, esclarece, em entrevista ao Conexão Record News.

“Agora, para aqueles que não têm grandes comorbidades e um excesso de peso menor, à medida em que a pessoa consiga sustentar a perda de peso com a alimentação mais saudável e com a prática regular de atividades físicas, ela pode avaliar com o médico o momento adequado do ajuste de dose e eventualmente da suspensão do tratamento”, completa.

Da mesma forma, em pacientes que recebem a orientação médica para o uso das canetas, os mesmos hábitos devem ser mantidos mesmo após o fim do tratamento para evitar o reganho de peso.

Ele ressalta ainda que o uso da tirzepatida e da semaglutida deve ser feito com acompanhamento médico e, mesmo assim, os efeitos colaterais podem aparecer.

Do R7, com RECORD NEWS

Foto: Reprodução/Record News