• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • vamol.jpg

A gripe é uma infecção aguda do sistema respiratório causada pelo vírus influenza, que se caracteriza pelo início súbito de sintomas intensos como febre alta, dores no corpo e mal-estar generalizado. Diferente do resfriado comum, a gripe tende a “derrubar” a pessoa, impossibilitando suas atividades habituais e exigindo repouso.

Quais são os principais sintomas da gripe? A gripe manifesta-se tipicamente de forma abrupta, com sintomas que surgem entre um a quatro dias após o contágio. Segundo o Ministério da Saúde, a febre alta é o sintoma mais importante, geralmente acima de 37,8°C, com duração aproximada de três dias.

Os sintomas costumam intensificar-se rapidamente, diferenciando a gripe do resfriado comum. Enquanto o resfriado apresenta sintomas mais leves e progressivos, a gripe incapacita a pessoa de forma súbita, exigindo afastamento das atividades rotineiras.

Como identificar os 10 sintomas clássicos da gripe? Os sintomas característicos da gripe incluem manifestações sistêmicas e respiratórias que surgem simultaneamente:

Sintomas Característicos da Gripe

Manifestações sistêmicas e respiratórias que costumam surgir simultaneamente.

SintomaTipoIntensidade comumDescrição clínica
Febre alta Sistêmico > 37,8 °C Início súbito, geralmente mais intensa em crianças.
Tosse seca Respiratório Persistente Inicialmente sem secreção, podendo durar mais de duas semanas após outros sintomas.
Dores musculares Sistêmico Moderada a intensa Mialgia generalizada, principalmente em pernas, costas e braços.
Dor de cabeça Neurológico Intensa Cefaleia que dificulta a concentração e atividades diárias.
Calafrios Sistêmico Frequente Sensação de frio com tremores, mesmo na presença de febre alta.
Dor de garganta Respiratório Desconforto Inflamação que causa dor ou dificuldade ao engolir.
Coriza Respiratório Leve a moderada Secreção nasal que costuma aparecer após os primeiros dias da doença.
Mal-estar intenso Sistêmico Marcante Prostração e fadiga extrema que impedem a realização de atividades normais.
Perda de apetite Gastrointestinal Comum Falta de vontade de se alimentar devido ao estado geral debilitado.
Dores articulares Sistêmico Difusa Desconforto nas juntas que dificulta movimentos e esforços físicos.

Quando os sintomas indicam complicações? A evolução da gripe normalmente resulta em resolução espontânea em sete dias, porém algumas pessoas apresentam maior risco de complicações. Segundo o Ministério da Saúde, gestantes, idosos acima de 60 anos, crianças menores de 5 anos e portadores de doenças crônicas necessitam atenção redobrada.

Sinais de agravamento incluem dificuldade para respirar, lábios com coloração azulada ou roxa, dor ou pressão no peito, tontura persistente, vômitos intensos ou convulsões. A principal complicação é a pneumonia, responsável por elevado número de hospitalizações. Diante desses sintomas, procure atendimento médico imediatamente.

Como aliviar os sintomas da gripe? O tratamento da gripe foca no alívio dos sintomas e na prevenção de complicações. Repouso adequado é fundamental, permitindo que o sistema imunológico concentre energia no combate ao vírus. Mantenha-se bem hidratado, ingerindo água, chás e sopas para repor líquidos perdidos pela febre e transpiração.

Analgésicos e antitérmicos ajudam a controlar febre e dores, mas evite medicamentos à base de ácido acetilsalicílico em crianças e adolescentes. Alimentos como canja de galinha, frutas cítricas ricas em vitamina C e mel (acima de 1 ano de idade) podem auxiliar na recuperação. Mantenha ambientes bem ventilados.

Quando procurar atendimento médico? Procure orientação médica se apresentar sintomas gripais associados a condições de risco como gravidez, doenças cardíacas, pulmonares, diabetes ou imunossupressão. O Ministério da Saúde indica tratamento antiviral com oseltamivir para casos com fatores de risco, preferencialmente nas primeiras 48 horas.

Evite sair de casa durante o período de transmissão, que pode durar até sete dias após o início dos sintomas. Mantenha afastamento de trabalho e escola por pelo menos 24 horas após o desaparecimento da febre sem uso de antitérmicos. A vacinação anual é a forma mais eficaz de prevenção, protegendo contra os subtipos virais que mais circulam a cada ano. Lave as mãos frequentemente, evite aglomerações e cubra boca e nariz ao tossir ou espirrar para prevenir a transmissão.

Tua Saúde

As doenças cardiovasculares lideram o ranking de causas de morte no mundo, superando até mesmo os cânceres e infecções. Entre elas, a aterosclerose se destaca por sua gravidade: trata-se do acúmulo de placas de colesterol ruim nas artérias, o que impede o fluxo normal do sangue e compromete a nutrição dos tecidos do corpo.

Segundo o cardiologista Ricardo Cals, do Hospital Santa Lúcia Norte, em Brasília, as artérias são responsáveis por distribuir sangue rico em oxigênio e nutrientes para todo o organismo. Quando o fluxo é interrompido, os órgãos e músculos afetados entram em sofrimento, o que pode levar à necrose, perda de função, infarto, AVC e, em casos mais graves, à morte.

A obstrução arterial pode exigir amputações, causar falência de órgãos como os rins ou deixar cicatrizes permanentes que prejudicam o funcionamento do corpo. O cirurgião cardiovascular Elcio Pires Junior, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, alerta que a aterosclerose é silenciosa: seus sintomas muitas vezes só surgem em estágios avançados ou após complicações graves.

Os sinais variam conforme a artéria afetada. Quando o bloqueio ocorre nas coronárias, o sintoma mais comum é a angina, uma dor no peito. Já se o problema estiver na carótida ou em artérias cerebrais, pode haver perda de força, formigamento ou dificuldade de locomoção. Nas pernas, o sintoma típico é a claudicação intermitente, caracterizada por dor ao caminhar e mancar.

Para prevenir a aterosclerose, os especialistas recomendam realizar check-ups médicos regulares, especialmente exames de sangue que avaliem os níveis de colesterol. Manter hábitos saudáveis, como praticar atividades físicas, evitar alimentos ultraprocessados e controlar fatores de risco como tabagismo, hipertensão, diabetes e histórico familiar, é fundamental.

PaiPee

Passar longas horas sentado afeta o corpo de formas que vão muito além da dor nas costas. Pesquisas recentes mostram que permanecer na mesma posição por mais de oito horas diárias prejudica a circulação sanguínea, altera o metabolismo das gorduras e da glicose e eleva o risco de problemas graves como trombose venosa profunda e doenças cardiovasculares. O mais preocupante é que esses efeitos ocorrem mesmo em pessoas que praticam exercícios regularmente, já que o sedentarismo prolongado é hoje considerado um fator de risco independente para o coração.

Como o corpo reage a horas seguidas de inatividade Quando uma pessoa permanece sentada por períodos longos, o fluxo de sangue nas pernas diminui de forma significativa. Essa redução do retorno venoso favorece o acúmulo de sangue nos membros inferiores e cria condições para a formação de coágulos, um problema conhecido como trombose venosa profunda. Além disso, a falta de contração muscular reduz a produção de uma enzima chamada lipase lipoproteica, responsável por ajudar o organismo a processar as gorduras presentes no sangue.

Em poucas horas de imobilidade, o corpo já apresenta mudanças mensuráveis na forma como responde à insulina. A resistência a esse hormônio aumenta, o que significa que o organismo precisa de mais esforço para controlar os níveis de açúcar no sangue. Com o tempo, esse ciclo contribui para a elevação de marcadores inflamatórios e para o enrijecimento das artérias, uma condição que antecede a hipertensão.

Estudo confirma que ficar sentado por muito tempo eleva o risco cardiovascular A relação entre tempo sentado e problemas no coração tem respaldo em grandes investigações científicas. Segundo a revisão sistemática e meta-análise “Sedentary behaviour and risk of all-cause, cardiovascular and cancer mortality, and incident type 2 diabetes: a systematic review and dose response meta-analysis”, publicada no European Journal of Epidemiology por Patterson e colaboradores em 2018, o risco de morte por doença cardiovascular cresce de forma expressiva a partir de seis a oito horas diárias de comportamento sedentário. A análise reuniu dados de 34 estudos com mais de 1,3 milhão de participantes e identificou que, acima desse limite, cada hora adicional sentado elevava o risco em aproximadamente 4%, mesmo após ajuste para a prática de atividade física.

Outro estudo de coorte publicado no JAMA Network Open em 2024 reforçou esses achados ao mostrar que trabalhadores que passam a maior parte do expediente sentados apresentam risco aumentado de mortalidade por todas as causas e por doenças cardiovasculares em comparação com aqueles que alternam entre sentar e ficar em pé durante o trabalho.

Pausas curtas fazem diferença real na saúde A boa notícia é que interromper o tempo sentado com breves momentos de movimento já é suficiente para quebrar o ciclo metabólico negativo. Ensaios clínicos demonstraram que caminhadas leves de dois a três minutos a cada 20 ou 30 minutos reduzem significativamente os níveis de glicose e insulina após as refeições, quando comparadas à permanência contínua na cadeira.

Entre as estratégias mais eficazes para quem passa muito tempo sentado estão:

Levantar e caminhar por dois a três minutos a cada hora, mesmo que seja até o bebedouro ou o banheiro Alternar entre a posição sentada e em pé durante o expediente de trabalho Fazer alongamentos simples nas pernas e nos tornozelos enquanto estiver na cadeira Usar lembretes no celular ou no computador para não deixar passar longos períodos sem se movimentar Sinais de alerta que exigem atendimento de urgência Alguns sintomas relacionados ao tempo prolongado sentado precisam de atenção imediata, pois podem indicar a formação de um coágulo sanguíneo. É fundamental procurar atendimento médico de urgência ao notar:

Dor ou cãibra persistente na panturrilha sem causa aparente Inchaço assimétrico em apenas uma das pernas, com mudança de cor ou temperatura Falta de ar súbita ou dor no peito, que podem indicar embolia pulmonar Esses sintomas podem estar ligados à trombose venosa profunda, uma condição em que coágulos se formam nas veias das pernas e podem se deslocar para os pulmões. Para entender melhor essa condição, seus sintomas e formas de prevenção, confira o conteúdo completo do Tua Saúde sobre trombose.

Pequenas mudanças na rotina protegem o coração a longo prazo Reduzir o tempo sentado não exige grandes transformações no dia a dia. Incorporar movimentos leves entre as atividades cotidianas, optar por reuniões em pé quando possível e criar o hábito de pausas regulares ao longo do trabalho são atitudes simples que, somadas, fazem diferença significativa para a saúde do coração e da circulação. O importante é não depender apenas do exercício da manhã para compensar um dia inteiro de imobilidade.

Tua Saúde

Uma nova variante da covid-19 tem atraído atenção de autoridades sanitárias ao redor do mundo depois de ser identificada em mais de 20 países, incluindo Estados Unidos, China e Alemanha. Batizada de BA.3.2 e apelidada de “Cicada”, essa linhagem apresenta um número elevado de mutações, suscitando preocupações sobre sua possível habilidade de escapar da resposta imunológica. Pesquisadores destacam a necessidade de análise contínua de amostras para verificar a rapidez de transmissão e o perfil de gravidade dos casos relacionados a essa cepa.

covidvariantba

A variante BA.3.2 foi detectada pela primeira vez na África do Sul, em novembro de 2024. Após um período inicial de circulação limitada, o vírus voltou a se espalhar com mais intensidade a partir do final de 2025. Até o momento, houve confirmação de registros da cepa em ao menos 23 países. No Brasil, ainda não há comprovação oficial de contaminação pela BA.3.2. O apelido “Cicada” faz alusão às cigarras, insetos que passam longos períodos sem serem notados antes de surgirem em grandes números.

Uma das características mais marcantes da BA.3.2 é o elevado número de alterações genéticas em comparação a variantes anteriores. Estimativas de especialistas apontam entre 70 e 75 mutações, muitas delas localizadas na região da proteína spike, responsável pela entrada do vírus nas células. Essas modificações podem influenciar a chamada “zona de encaixe” das vacinas, diminuindo parcialmente a neutralização pelos anticorpos. Apesar desse cenário, os imunizantes disponíveis continuam a demonstrar eficácia significativa na prevenção de hospitalizações e mortes provocadas pela infecção.

Os sintomas descritos em pacientes infectados pela BA.3.2 não diferem substancialmente dos observados em casos anteriores de covid-19. Os sinais mais frequentes incluem dor de garganta, tosse seca, cefaleia, febre e sensação de cansaço. Alguns infectados também relataram episódios de náuseas e diarreia, mas não há indicações de manifestações clínicas inéditas ou particularmente graves associadas a essa cepa. Ainda assim, recomenda-se atenção aos primeiros sintomas e busca rápida por orientação médica.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que, até o momento, não existem evidências de que a nova linhagem provoque quadros clínicos mais graves ou reduza de forma significativa a proteção contra casos severos oferecida pelas vacinas. Segundo a entidade, manter os esquemas vacinais atualizados segue sendo a principal estratégia para diminuir o impacto da doença, sobretudo entre grupos considerados de maior risco, como idosos e pessoas com comorbidades. Autoridades de saúde internacionais continuam monitorando a situação e podem emitir novas recomendações conforme surgirem dados adicionais.

Jetss

(Foto: Instagram)