• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • vamol.jpg

Ter um sorriso radiante é o desejo de quase todos, mas é frustrante perceber que, mesmo com a escovação em dia, os dentes podem ganhar aquele tom amarelado persistente. Entender que causa os dentes amarelados não é apenas uma questão de estética, mas um reflexo dos seus hábitos e da estrutura interna dos seus dentes, é o primeiro passo para recuperar a confiança ao sorrir e adotar cuidados que realmente funcionam.

Por que ficamos com os dentes amarelados? A ciência nos mostra que o amarelamento ocorre por dois processos distintos: o manchamento extrínseco (na superfície) e o intrínseco (dentro do dente). Especialistas explicam que, com o passar dos anos, o esmalte, a camada externa branca, sofre desgaste, revelando a dentina, que possui uma coloração naturalmente mais amarela.

De acordo com evidências do estudo “Clareamento dental: o que sabemos agora”, as causas mais frequentes para essa mudança de cor incluem:

Alimentação cromogênica: Consumo frequente de café, chás pretos, vinhos tintos e refrigerantes de cola. Tabagismo: A nicotina e o alcatrão aderem ao esmalte, criando manchas amareladas ou acastanhadas profundas. Acúmulo de placa e tártaro: A falta de higiene adequada permite que colônias bacterianas endureçam e escureçam. Envelhecimento natural: O desgaste fisiológico do esmalte torna a dentina subjacente mais visível. Uso de medicamentos: O uso de antibióticos como a tetraciclina durante a formação dos dentes pode causar manchas. Traumas dentários: Pancadas que afetam a polpa do dente podem escurecer a estrutura de dentro para fora. Excesso de flúor (Fluorose): Quando consumido em excesso na infância, pode gerar manchas e alterações na cor.

Como o esmalte dentário é afetado? Especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) explicam que a erosão ácida causada por sucos cítricos e refrigerantes é um dos maiores vilões da brancura dental moderna. A ciência nos mostra que a desmineralização do esmalte cria porosidades onde os pigmentos dos alimentos se alojam com muito mais facilidade, acelerando o processo de manchamento.

Evidências do guia de Saúde Bucal do Ministério da Saúde confirmam que a saliva atua como um protetor natural, ajudando na remineralização. No entanto, se o pH da boca permanece ácido por muito tempo devido à dieta, o esmalte perde a batalha, tornando o sorriso visualmente opaco e mais sensível a estímulos térmicos.

Quais são os tratamentos profissionais indicados? Para quem busca reverter o tom amarelado, a ciência avançou para oferecer métodos seguros que preservam a integridade dos dentes sob supervisão clínica. Especialistas explicam que o clareamento profissional, seja de consultório ou caseiro supervisionado, utiliza peróxidos que penetram no dente para quebrar as moléculas de pigmento acumuladas.

As opções mais eficazes e seguras para recuperar a cor original são:

Consultório Géis de alta concentração e luz para resultados imediatos.

Caseiro Moldeiras personalizadas e gel suave por algumas semanas.

Profilaxia Limpeza técnica que remove manchas e tártaro acumulado.

Facetas Resina ou porcelana para casos que não clareiam com gel.

Microabrasão Remoção mecânica de manchas brancas ou localizadas.

Como prevenir dentes amarelados no dia a dia? A ciência nos mostra que pequenos ajustes na rotina podem retardar significativamente o desgaste do esmalte e o acúmulo de manchas externas. Especialistas recomendam o uso de canudos para bebidas pigmentadas e o bochecho com água logo após o consumo de alimentos ácidos para neutralizar o ambiente bucal.

Evidências das diretrizes de Prevenção Bucal indicam que a escovação deve ocorrer cerca de 30 minutos após as refeições, especialmente as ácidas, para não desgastar o esmalte fragilizado. Além disso, o uso de fios dentais e escovas de cerdas macias garante a remoção da placa sem agredir a superfície protetora dos seus dentes.

Qual é o momento de consultar um dentista? Se você notou que o amarelamento surgiu de forma súbita em apenas um dente ou se está acompanhado de dor e sensibilidade, é fundamental buscar uma avaliação. Muitas vezes, o tom amarelo pode ser apenas a “ponta do iceberg” de problemas maiores, como a exposição da raiz ou o início de processos inflamatórios na gengiva.

Investir na saúde bucal é, acima de tudo, cuidar da sua saúde sistêmica, prevenindo desde cáries até problemas periodontais que afetam o organismo como um todo. Um sorriso saudável é o resultado de uma parceria entre bons hábitos domésticos e o suporte técnico de profissionais que garantem a segurança do seu tratamento.

O acompanhamento com um médico é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.

Tua Saúde 

Cientistas descobriram um fenômeno até então desconhecido no corpo humano: estruturas do sistema imune conseguem invadir o núcleo de tecidos em colapso e extrair seu DNA. Esse material genético, uma vez internalizado, ativa um poderoso alarme inflamatório.

dna

O mecanismo foi descrito por pesquisadores em estudo publicado na revista científica Nature Communications. Os autores deram um nome ao processo: nucleocitose.

A descoberta ajuda a explicar como o próprio DNA do corpo pode desencadear inflamação —algo que intriga a ciência há anos, especialmente em doenças autoimunes.

O que os cientistas descobriram Até hoje, os cientistas sabiam que o sistema imune tem sensores capazes de identificar DNA estranho dentro das células, como o material genético de um vírus. Quando isso acontece, a célula entende que está sob ataque e aciona um mecanismo de defesa. Esse mecanismo leva à produção de interferon, uma substância que funciona como um sinal de alerta e ajuda o corpo a combater infecções.

A dúvida era outra: como o DNA do próprio corpo —liberado quando uma estrutura está morrendo— poderia ativar esse mesmo alarme?

O estudo mostrou que os macrófagos, um tipo de célula de defesa, fazem algo inesperado. Em vez de apenas engolir restos celulares, eles podem estender estruturas parecidas com “braços” e alcançar diretamente o núcleo da estrutura em colapso. Ali, retiram fragmentos de DNA.

Uma vez dentro do macrófago, esse material genético ativa o mesmo sensor usado para detectar vírus. O resultado é a produção de interferon e o disparo de uma resposta inflamatória.

Não é fagocitose O processo é diferente da fagocitose, mecanismo clássico em que a célula de defesa engole completamente a célula morta.

Na nucleocitose:

A célula imune se conecta ao núcleo da célula moribunda. Estruturas protrusivas penetram no núcleo. O DNA é extraído. A célula de defesa ativa a via inflamatória. Os pesquisadores conseguiram filmar o fenômeno em tempo real. O papel da hidroxicloroquina Outro resultado chamou atenção dos pesquisadores: A hidroxicloroquina —medicamento usado no tratamento de doenças autoimunes como lúpus e artrite reumatoide— foi capaz de provocar esse fenômeno em laboratório.

Segundo o estudo, a droga interfere no funcionamento dos lisossomos, estruturas que atuam como o “sistema de reciclagem” da célula. Quando essas estruturas deixam de funcionar adequadamente, a célula entra em colapso e começa a morrer.

Nesse processo, proteínas que normalmente ficam dispersas passam a se acumular no núcleo. Essa alteração parece sinalizar para as células de defesa que há algo errado.

É nesse momento que ocorre a nucleocitose: os macrófagos se conectam ao núcleo da célula moribunda, extraem seu DNA e ativam a via inflamatória.

Os autores sugerem que parte dos efeitos imunológicos da hidroxicloroquina pode estar ligada a esse mecanismo indireto de ativação do interferon.

O que isso pode significar A descoberta pode ter implicações importantes em diferentes doenças porque todas elas envolvem, de alguma forma, ativação inadequada ou exagerada do interferon.

Nas doenças autoimunes, como lúpus, o sistema imune passa a reagir contra componentes do próprio corpo. Em muitos pacientes, médicos detectam uma “assinatura de interferon” —ou seja, níveis elevados de genes ativados por essa molécula inflamatória.

O que nem sempre estava claro era: de onde vinha o estímulo inicial para ativar essa via? A nucleocitose oferece uma hipótese. Se células que estão morrendo liberam DNA e esse material é ativamente extraído por macrófagos, o próprio DNA do paciente pode estar alimentando a inflamação.

Nas inflamações crônicas, como ocorre em algumas doenças intestinais ou pulmonares, há morte celular contínua. Quanto maior o número de células em colapso, maior pode ser a disponibilidade de DNA nuclear para ativar o sistema imune por esse mecanismo.

No câncer, o cenário é ambíguo. A ativação da via do interferon pode ajudar o sistema imune a reconhecer e combater tumores. Por outro lado, inflamação persistente também pode favorecer crescimento tumoral em certos contextos. Entender como o DNA de células tumorais mortas é processado pode ajudar a modular essa resposta.

Já nas infecções virais, o interferon é essencial para conter a replicação do vírus. Se drogas ou processos naturais induzirem nucleocitose, isso pode amplificar a resposta antiviral de forma indireta.

Em várias dessas condições, pesquisadores já observavam essa “assinatura de interferon” —sinais de que a via inflamatória estava ativa —sem compreender exatamente qual era o gatilho inicial. A nucleocitose surge agora como uma possível peça desse quebra-cabeça.

Um novo capítulo na imunologia O DNA não consegue atravessar livremente a membrana celular. Por isso, sempre foi um desafio entender como o material genético liberado por células mortas poderia alcançar sensores internos da célula imune.

O estudo mostra que o processo não é passivo. É ativo, direcionado e envolve reorganização estrutural da célula de defesa.

Ao revelar como o próprio DNA pode ativar o sistema imune, a descoberta abre caminho para novas estratégias terapêuticas —tanto para estimular respostas antivirais quanto para controlar inflamações excessivas.

G1

 Foto: Banco de imagens

A quantidade ideal de água por dia não é a mesma para todo mundo. Ao contrário da recomendação popular de dois litros diários, o volume adequado varia conforme o peso corporal de cada pessoa. A referência mais utilizada por profissionais de saúde é de 35 ml de água por quilograma de peso, o que significa que uma pessoa de 70 kg deve consumir aproximadamente 2,45 litros por dia. Esse cálculo simples permite personalizar a hidratação e garantir que o corpo receba o que realmente precisa para funcionar bem.

Como calcular a quantidade de água ideal para o seu peso? O cálculo é direto e pode ser feito por qualquer pessoa. Basta multiplicar o peso corporal em quilogramas por 35 ml. Uma pessoa de 60 kg, por exemplo, precisa de cerca de 2,1 litros por dia, enquanto alguém de 80 kg deve consumir aproximadamente 2,8 litros. Essa conta serve como ponto de partida e pode ser ajustada conforme a rotina de cada um.

A faixa etária também influencia no cálculo. Para jovens até 17 anos, a recomendação sobe para 40 ml por quilo. Já para idosos, o valor indicado fica entre 25 e 30 ml por quilo, considerando que a função renal tende a se modificar com a idade. Em climas quentes, como é comum em boa parte do Brasil, a ingestão pode subir para 45 ml por quilo para compensar a perda de líquidos pela transpiração.

O que acontece quando o corpo não recebe água suficiente? A desidratação, mesmo em grau leve, pode afetar funções importantes do organismo sem que a pessoa perceba. A água corresponde a cerca de 70% do corpo humano e participa de processos essenciais como o transporte de nutrientes, a regulação da temperatura, o funcionamento dos rins e a lubrificação das articulações. Quando a ingestão é insuficiente, o corpo dá sinais que muitas vezes passam despercebidos. Entre os principais estão:

URINA ESCURA Cor intensa e cheiro forte são sinais claros de que o corpo precisa de mais líquidos.

DOR DE CABEÇA A falta de água pode causar cefaleia e dificuldade de concentração devido à redução da hidratação cerebral.

PELE SECA A perda de elasticidade e o ressecamento indicam baixa hidratação interna.

INTESTINO PRESO A água é essencial para a formação adequada das fezes e o bom funcionamento intestinal.

CANSAÇO FÍSICO A desidratação pode causar queda no desempenho e sensação de fadiga durante esforços.

Revisão sistemática confirma os benefícios do aumento da ingestão de água Os efeitos positivos de beber mais água foram avaliados de forma ampla pela ciência recente. Segundo a revisão sistemática “Outcomes in Randomized Clinical Trials Testing Changes in Daily Water Intake”, publicada no JAMA Network Open em 2024, o aumento da ingestão diária de água esteve associado a uma maior perda de peso e a menos episódios de cálculos renais em comparação com grupos que mantiveram o consumo habitual. A revisão analisou 18 ensaios clínicos randomizados e identificou também indicações de benefícios relacionados à prevenção de enxaqueca, ao controle da glicemia e à redução de infecções urinárias.

Dicas práticas para manter a hidratação ao longo do dia Saber a quantidade ideal é o primeiro passo, mas transformar isso em hábito exige algumas estratégias simples que facilitam o consumo regular de água. Entre as mais eficazes estão:

Ter uma garrafa por perto no trabalho, em casa ou durante deslocamentos, para lembrar de beber água com frequência

Beber um copo ao acordar para repor os líquidos perdidos durante a noite

Incluir frutas ricas em água como melancia, melão e laranja, que complementam a hidratação pela alimentação

Saborizar a água com frutas naturais uma alternativa para quem tem dificuldade em beber água pura

Usar aplicativos de lembrete que ajudam a distribuir o consumo de forma equilibrada ao longo das horas

Quando a ingestão de água precisa de acompanhamento médico?

Embora beber água seja essencial para a saúde, existem situações em que o consumo precisa ser controlado. Pessoas com insuficiência renal, problemas cardíacos ou que utilizam medicamentos diuréticos podem precisar de restrição hídrica. O excesso de água em curto período de tempo também pode ser prejudicial, levando a um quadro raro, porém grave, de redução do sódio no sangue.

Gestantes e lactantes têm necessidades aumentadas e devem ajustar o consumo com orientação do obstetra. Da mesma forma, atletas e trabalhadores expostos ao calor precisam repor líquidos de forma mais intensa. Em qualquer caso, consultar um médico ou nutricionista é a melhor forma de adequar a hidratação à realidade de cada pessoa, garantindo segurança e benefícios reais para a saúde.

Tua Saúde

Um estudo científico apontou diferenças cruciais entre os efeitos de longo prazo da Covid-19 e da gripe, sugerindo que apenas o SARS-Cov-2 desencadeia inflamação cerebral.

A pesquisa, feita pela Universidade de Tulane, publicada na revista científica Frontiers in Immunology, indicou que mesmo quando a febre cessa e o vírus deixa de ser detectado no organismo, a Covid-19 pode continuar provocando alterações no corpo.

Durante 28 dias, pesquisadores compararam os efeitos da Covid-19 e da gripe. As duas infecções provocaram inflamação prolongada e sinais de fibrose pulmonar. No entanto, apenas o SARS-CoV-2 desencadeou mudanças significativas no cérebro.

De acordo com o microbiologista Xuebin Qin, autor principal do trabalho, embora ambas as doenças tenham causado lesões pulmonares duradouras, os efeitos cerebrais de longo prazo foram exclusivos do coronavírus.

Semanas após a infecção, não existia mais traços do vírus no cérebro dos animais que tiveram Covid-19. Ainda assim, os camundongos apresentaram inflamação persistente, micro-hemorragias e ativação contínua de células inflamatórias do sistema nervoso. A investigação também identificou mudanças na expressão gênica do tecido cerebral.

Nos pulmões, tanto a gripe quanto a Covid-19 deixaram um cenário semelhante de inflamação e acúmulo de colágeno, proteína ligada à formação de cicatrizes. Esse processo pode tornar o tecido pulmonar mais rígido e comprometer a respiração mesmo após a recuperação clínica.

Bossanews Brasil