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O tema divide opiniões. Há quem garanta que beber água durante as refeições faz com que a sensação de saciedade chegue mais rápido, enquanto outros argumentam que beber água pode interferir na digestão.

A revista Real Simple publicou um artigo explorando o assunto.

Como a água afeta a digestão quando ingerida com alimentos

A hidratação diária é importante para a saúde do organismo, e especialistas recomendam beber até dois litros de água por dia.

Mas será que beber água durante as refeições influencia a digestão dos alimentos?

Beber pequenos goles de água pode ter um impacto positivo na digestão, segundo a médica de família Arshpreet Saraan.

“Se você costuma beber água aos poucos durante as refeições, não deve haver necessariamente um aumento ou diminuição na digestão”, destacou. “Ao engolir os alimentos, o corpo os processa: eles descem pelo esôfago, chegam ao estômago e as enzimas digestivas atuam ali… a água apenas ajuda nesse processo.”

A água ajuda a manter tudo em movimento A nutricionista Mackenzie Blair defende que é positivo beber água em pequenas quantidades durante as refeições para ajudar a manter o fluxo digestivo.

“Gosto de pensar no sistema digestivo como um rio: se não houver comida ou água suficiente, nada flui”, afirma.

Na experiência clínica de Saraan, alguns pacientes já perguntaram se beber água durante as refeições poderia diluir as enzimas digestivas ou atrasar a digestão.

“Na verdade, isso não deveria acontecer. A água apenas amolece os alimentos que estão sendo consumidos e ajuda a impulsioná-los pelo trato digestivo”, explica.

Como a água pode contribuir para a sensação de saciedade Algumas pessoas acreditam que beber um copo de água antes das refeições ajuda a evitar comer em excesso. Mas será que isso é comprovado pela ciência?

Blair destaca que beber água durante as refeições “pode influenciar os sinais de saciedade” e ajudar a perceber que já se está satisfeito em um ritmo adequado.

Quem não deve beber água durante as refeições? Pessoas com problemas gastrointestinais Não é recomendado que pessoas com problemas gastrointestinais bebam água durante as refeições, pois a combinação de água com alimentos pode aumentar a pressão intra-abdominal, piorando os sintomas.

Quem acabou de fazer cirurgia bariátrica Se você passou por uma cirurgia bariátrica, é preciso ter cuidado extra. Beber água durante as refeições pode fazer com que a sensação de estômago cheio apareça mais rapidamente, o que pode interferir na quantidade de comida necessária.

“Isso pode causar saciedade precoce e afetar negativamente a quantidade de comida que a pessoa consegue ingerir”, alerta Saraan.

Quando você não bebeu água durante o dia Segundo Blair, o ideal é distribuir o consumo de água ao longo do dia, em vez de concentrá-lo apenas nas refeições. Isso ajuda a manter o corpo hidratado durante todo o dia e evita a necessidade de compensar bebendo água em excesso durante as refeições.

Noticias ao Minuto

A esteatose hepática, conhecida como gordura no fígado, atinge cerca de 20% da população brasileira e avança sem dar sinais. O fígado não dói quando está sobrecarregado, e é justamente essa característica silenciosa que torna a condição perigosa. Muitas vezes, o problema só é descoberto em exames de rotina, quando já existe acúmulo significativo de gordura nas células hepáticas. O que poucos percebem é que alguns hábitos aparentemente inofensivos do almoço do dia a dia podem estar contribuindo diretamente para esse quadro.

Por que o fígado acumula gordura sem aviso O fígado é responsável por mais de 500 funções no organismo, incluindo a metabolização de gorduras e açúcares. Quando a alimentação sobrecarrega esse órgão de forma contínua, ele começa a armazenar gordura em suas próprias células. O processo acontece gradualmente e, como o fígado não possui terminações nervosas que provocam dor, a pessoa não sente nada até que a situação se agrave. A gordura acumulada pode evoluir para inflamação, fibrose e, em casos mais sérios, cirrose ou câncer hepático.

O que a ciência diz sobre açúcar e fígado Uma das principais descobertas sobre a gordura no fígado está relacionada ao consumo excessivo de açúcar, especialmente a frutose presente em bebidas adoçadas. Segundo a revisão científica Fructose and sugar: A major mediator of non-alcoholic fatty liver disease, publicada no Journal of Hepatology, dietas ricas em açúcar aumentam não apenas o risco de esteatose, mas também de inflamação hepática avançada. O estudo explica que a frutose estimula a produção de gordura no fígado de forma mais intensa do que outros nutrientes, além de prejudicar a oxidação de gorduras já existentes. Os pesquisadores destacam que reduzir o consumo de bebidas açucaradas pode trazer benefícios significativos para diminuir o acúmulo de gordura hepática.

4 hábitos do almoço que prejudicam o fígado Alguns costumes muito presentes na rotina alimentar brasileira contribuem para o acúmulo silencioso de gordura no fígado:

Tomar refrigerante ou suco industrializado durante a refeição: essas bebidas são ricas em açúcar e frutose, que chegam rapidamente ao fígado e estimulam a produção de gordura local. Mesmo os sucos de caixinha considerados “naturais” podem conter altas doses de açúcar adicionado Exagerar no arroz branco e pular as fibras: carboidratos refinados em excesso elevam rapidamente a insulina, favorecendo o armazenamento de gordura no fígado. A ausência de fibras no prato acelera ainda mais esse processo Abusar de frituras e carnes gordurosas: bife à milanesa, batata frita e linguiça são escolhas frequentes que sobrecarregam o fígado com gorduras saturadas. Esse tipo de gordura está diretamente ligado à inflamação hepática Repetir sempre o mesmo padrão pesado: almoçar diariamente com combinações de carboidratos refinados, gorduras ruins e bebidas açucaradas cria uma sobrecarga constante que o fígado não consegue processar adequadamente Pequenas mudanças que fazem diferença A boa notícia é que o fígado possui grande capacidade de regeneração quando os hábitos mudam. Substituições simples no almoço podem reduzir a sobrecarga hepática de forma significativa:

Trocar o refrigerante por água ou chá sem açúcar Incluir mais vegetais e legumes no prato, aumentando a ingestão de fibras Preferir arroz integral ou reduzir a porção de arroz branco Escolher proteínas magras como frango grelhado, peixe ou ovos em vez de carnes gordurosas e frituras Usar azeite de oliva no tempero da salada, que possui ação protetora comprovada para o fígado

A perda de peso gradual, entre 7% e 10% do peso corporal, já é suficiente para reduzir a gordura hepática em muitos casos. Exercícios físicos regulares também ajudam o fígado a metabolizar gorduras de forma mais eficiente. Como a esteatose não costuma causar sintomas iniciais, pessoas com fatores de risco como obesidade, diabetes, colesterol alto ou histórico familiar devem fazer exames periódicos para avaliar a saúde do órgão. Saiba mais sobre a esteatose hepática e como identificá-la.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Se você apresenta fatores de risco ou deseja investigar a saúde do fígado, procure orientação médica para diagnóstico e acompanhamento adequados.

Tua Saúde

Um estudo publicado na revista científica ‘BJOG: An International Journal of Obstetrics & Gynaecology’ identificou diferenças nas bactérias presentes na boca, no intestino e na vagina de mulheres com endometriose, achado que pode abrir caminho para métodos de diagnóstico menos invasivos no futuro.

endometriose

A pesquisa analisou amostras do microbioma —o conjunto de microrganismos que vivem no corpo humano— de 64 mulheres, comparando três grupos: pacientes com endometriose confirmada, mulheres com outras condições ginecológicas e participantes saudáveis. As amostras foram coletadas na boca, no intestino (via fezes) e na vagina.

Os resultados mostraram diferenças na composição bacteriana principalmente na boca e no intestino. Um dos achados mais marcantes foi o aumento da bactéria Fusobacterium na cavidade oral de pacientes com endometriose moderada ou grave.

Essa bactéria é conhecida por estar associada à doença periodontal, uma inflamação crônica da gengiva.

Segundo os pesquisadores, as alterações bacterianas nesses diferentes locais do corpo podem refletir mudanças no ambiente inflamatório associado à doença e, no futuro, ajudar no desenvolvimento de testes diagnósticos baseados em amostras simples, como swabs.

Hoje, o diagnóstico definitivo da endometriose costuma exigir cirurgia laparoscópica, e muitas mulheres enfrentam anos de atraso até descobrir a doença.

O que o estudo encontrou A pesquisa identificou que a composição do microbioma varia entre mulheres com e sem endometriose em diferentes regiões do corpo.

Entre os principais resultados:

diferenças na composição bacteriana da boca e do intestino entre os grupos analisados; aumento da bactéria Fusobacterium na boca de pacientes com formas moderadas ou graves da doença; alterações em bactérias da vagina, incluindo maior presença de alguns microrganismos associados a processos inflamatórios; perfis bacterianos distintos entre mulheres saudáveis, pacientes sem endometriose e aquelas com diagnóstico confirmado. Segundo os autores, essas assinaturas microbianas podem futuramente servir como biomarcadores diagnósticos não invasivos, embora mais estudos sejam necessários.

Boca, intestino e vagina estão conectados Para a ginecologista e obstetra Márcia Fernanda Roque, doutoranda da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e professora da Faculdade Santa Marcelina, o estudo reforça uma linha de pesquisa crescente que investiga o papel do microbioma na endometriose.

Segundo ela, bactérias da cavidade oral podem desencadear processos inflamatórios sistêmicos.

“Elas podem liberar componentes bacterianos ou toxinas que entram na corrente sanguínea e estimulam o sistema imunológico, contribuindo para inflamações em diferentes partes do corpo”, explica a especialista.

Como a endometriose é considerada uma doença inflamatória, essas reações poderiam influenciar o ambiente onde a doença se desenvolve.

A médica afirma que pesquisas recentes também têm investigado alterações no microbioma vaginal. Em algumas pacientes com endometriose, já foram encontradas mudanças na composição das bactérias normalmente presentes na vagina.

Essas alterações podem afetar o equilíbrio da microbiota vaginal —normalmente dominada por lactobacilos, bactérias que ajudam a proteger contra infecções.

O papel do intestino O microbioma intestinal também pode ter influência sobre a doença.

Segundo Roque, algumas bactérias do intestino participam da regulação do metabolismo do estrogênio, hormônio diretamente relacionado à endometriose.

“Esse conjunto de microrganismos pode modificar a forma como o estrogênio circula no organismo. Como a endometriose é dependente desse hormônio, alterações no microbioma intestinal podem influenciar a progressão da doença”, afirma.

No estudo, os pesquisadores também identificaram diferenças na diversidade bacteriana das amostras de fezes entre os grupos analisados.

Doença inflamatória e sistêmica A ginecologista e obstetra Vanessa Cairolli explica que a endometriose envolve múltiplos fatores biológicos.

“A endometriose é uma doença inflamatória de predominância estrogênica, com vários mecanismos fisiopatológicos envolvidos. A imunidade e o microbioma intestinal podem participar desse processo”, explica.

Segundo ela, existe uma relação importante entre o intestino e a microbiota vaginal, devido à proximidade anatômica entre as duas regiões.

“Alterações no microbioma intestinal podem influenciar o microbioma vaginal”, afirma.

Cairolli destaca ainda que a doença pode evoluir silenciosamente.

“Muitas pacientes descobrem a endometriose apenas quando investigam infertilidade. Em cerca de 70% dessas mulheres, a doença nunca havia sido diagnosticada antes”, diz.

Possível diagnóstico mais simples Os autores do estudo apontam que, se confirmadas em pesquisas maiores, essas diferenças bacterianas poderiam permitir no futuro a criação de testes simples —como coleta com cotonete na boca ou na vagina— para ajudar a identificar a doença.

Para Roque, a ideia é promissora.

“Imagine um marcador diagnóstico menos invasivo para uma doença que pode levar até 8 ou 10 anos para ser diagnosticada”, diz.

Ainda é cedo para aplicação clínica Apesar dos resultados, os próprios pesquisadores ressaltam que o estudo é considerado piloto e tem limitações, como o número relativamente pequeno de participantes.

Além disso, fatores que influenciam o microbioma —como dieta, uso de antibióticos, hormônios e hábitos de vida— não foram totalmente controlados.

Por isso, especialistas afirmam que são necessários estudos maiores e multicêntricos para confirmar se essas assinaturas bacterianas realmente podem ser usadas como ferramenta diagnóstica.

O que é endometriose A endometriose ocorre quando tecido semelhante ao revestimento interno do útero cresce fora da cavidade uterina.

A doença afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva e pode causar dor pélvica intensa, alterações menstruais e infertilidade.

Como os sintomas variam e o diagnóstico muitas vezes depende de cirurgia, muitas pacientes levam anos até receber a confirmação da doença.

Por isso, pesquisas que buscam marcadores menos invasivos da doença são consideradas uma das principais frentes da investigação científica sobre endometriose.

G1

Foto: Foto: Freepik

O Dia Mundial do Rim, celebrado em 12 de março, chama atenção para o aumento da demanda por transplantes renais no Brasil. Segundo o Sistema Nacional de Transplantes, mais de 44 mil brasileiros estão na lista de espera. O número representa cerca de 92% da fila nacional para todos os tipos de órgãos.

Em entrevista ao Jornal da Record News desta quinta-feira (12), Hélady Sanders, diretora do Departamento de Transplante Renal da Sociedade Brasileira de Nefrologia e da ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos), explica por que vem aumentando o número de ocorrências e explica que, se houvesse mais doações de órgãos, essa lista diminuiria.

“Infelizmente, ainda é uma longa espera. A maioria dos transplantes são realizados com o que a gente chama de falecidos, e a família é chamada a optar se ela quer ou não doar os órgãos do seu ente querido. Infelizmente, essa é uma das formas, a maioria é realizada dessa forma. Então, se a gente tivesse mais doação de órgãos, a gente tinha mais transplantes”, comenta. Atualmente, o tempo de espera no Brasil pode chegar a quatro anos, devido à escassez de doadores.

A frequência da doença e a existência de terapias alternativas como hemodiálise contribuem para o número elevado na lista. Porém, apenas 30% a 40% dos pacientes em diálise são aptos ao transplante após avaliação.

Segundo Hélady, a quantidade de transplantes também está relacionada ao número de pessoas com a doença. “Ao contrário dos outros órgãos, por exemplo, fígado e coração, eles não têm esse tipo de terapia. A gente tem mais pacientes esperando o rim do que, por exemplo, o fígado e coração, porque, infelizmente, para esses pacientes, a única forma de substituir de forma mais em longo prazo seria o transplante”, comenta.

Além disso, ela destaca a importância do diagnóstico precoce, já que a doença é silenciosa nas fases iniciais, e a necessidade de exames, como a dosagem de creatinina para pessoas com hipertensão ou diabetes, que são os principais grupos de risco. Para ela, ainda há necessidade de refazer os transplantes ou realizar um retorno das terapias.

“O rim parou de funcionar ou funciona muito pouco, e ele precisa novamente ou de um novo transplante ou de voltar a uma fisiologia dialítica. É possível, sim, que ele possa fazer um segundo ou mesmo terceiro transplante. Isso vai depender de algumas condições clínicas que elas são avaliadas no momento que o paciente chega a essa condição”, finaliza.

Do R7, com RECORD NEWS