• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • vamol.jpg

Uma nova variante da Covid-19 voltou a chamar a atenção de autoridades de saúde. Identificada como BA.3.2, ela tem apresentado aumento de casos nos últimos meses, especialmente nos Estados Unidos, e já foi detectada em diversos países.

De acordo com informações divulgadas pela Fox News, ao menos 23 países registraram casos da variante até fevereiro. Dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC) indicam que a BA.3.2 possui entre 70 e 75 mutações na proteína spike, estrutura do vírus responsável por sua entrada nas células humanas.

O que se sabe sobre a nova variante

A BA.3.2 foi inicialmente identificada em amostras de águas residuais e também em resíduos coletados em aeronaves, em diferentes regiões dos Estados Unidos. A presença da variante foi confirmada no país ainda no verão passado.

Na Europa, países como Dinamarca, Holanda e Alemanha registraram crescimento expressivo de casos entre novembro e janeiro, com aumento semanal de cerca de 30%.

Apesar da rápida disseminação, autoridades de saúde afirmam que, até o momento, não há indícios de maior gravidade associada à variante. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o risco como baixo.

Ainda assim, especialistas alertam para o número elevado de mutações, que pode, em tese, impactar a eficácia das vacinas atuais. Por isso, o monitoramento da evolução da variante segue em curso.

Sintomas seguem padrão conhecido

Os sintomas associados à BA.3.2 são semelhantes aos já observados em outras variantes da Covid-19. Entre os mais comuns estão dor de cabeça, dores musculares, tosse, falta de ar, além de náuseas e diarreia.

“No passado, sempre que surgiam novas variantes, havia dúvidas sobre sintomas diferentes, mas com o tempo e mais dados, percebe-se que não há mudanças significativas. Esses sintomas já foram observados antes”, explicou o médico William Schaffner ao HuffPost.

Prevenção continua a mesma

As recomendações de prevenção não mudaram. Especialistas reforçam a importância de medidas já conhecidas, como evitar ambientes fechados e com aglomeração, especialmente para pessoas mais vulneráveis.

“As mesmas precauções discutidas durante toda a pandemia continuam válidas. Trata-se de um vírus respiratório que se transmite pelo ar, então é preciso cautela, principalmente em locais fechados”, afirmou a médica Leana Wen.

Ela também recomenda que pessoas com maior risco de complicações priorizem o uso de máscara e evitem exposições desnecessárias, como forma de reduzir não apenas o risco de Covid-19, mas também de outras doenças respiratórias.

Cansaço repentino pode ser sinal de alerta entenda o que está por trás Fadiga intensa que surge de forma inesperada pode indicar desde estresse até problemas de saúde. Especialistas apontam sintomas, causas e quando é hora de procurar ajuda médica para evitar complicações.

Noticias ao Minuto

O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a incorporar um teste rápido para diagnóstico de dengue, capaz de identificar a infecção logo nos primeiros dias de sintomas. A medida foi publicada nesta quinta-feira (26) no Diário Oficial da União e permite que o exame seja ofertado de forma mais ampla na rede pública.

vacinadeng

Na prática, o teste entra na tabela nacional de procedimentos do SUS —o que viabiliza seu registro, financiamento e uso regular em unidades básicas de saúde, ambulatórios e hospitais.

O que é o teste rápido de dengue O exame incluído é conhecido como teste de antígeno NS1.

Ele detecta uma proteína específica do vírus da dengue que circula no sangue logo no início da infecção. Diferentemente de outros exames, que dependem da resposta do organismo (como a produção de anticorpos), o NS1 consegue identificar o vírus de forma mais precoce.

Na prática, isso significa que o teste pode dar positivo já nos primeiros dias de febre —fase em que o diagnóstico costuma ser mais difícil.

Como funciona O teste é feito a partir de uma amostra de sangue e utiliza uma tecnologia chamada imunocromatografia, semelhante à de testes rápidos já usados para outras doenças.

Após a coleta, o material é colocado em um dispositivo que reage à presença do antígeno do vírus. O resultado costuma sair em poucos minutos.

Por ser simples e rápido, o exame pode ser realizado em diferentes níveis de atendimento, inclusive na atenção básica.

As vantagens do diagnóstico precoce A dengue pode começar com sintomas inespecíficos —como febre alta, dor no corpo e mal-estar—, semelhantes aos de outras infecções virais.

Identificar a doença cedo ajuda a orientar o acompanhamento do paciente, especialmente para detectar sinais de agravamento, como queda de plaquetas e risco de formas graves, incluindo a dengue hemorrágica.

Além disso, o diagnóstico mais rápido também melhora a vigilância epidemiológica, permitindo que as autoridades de saúde acompanhem a circulação do vírus com mais precisão.

Quem pode fazer e onde Segundo a norma, o teste poderá ser solicitado por diferentes profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e biomédicos, e está indicado para pessoas de todas as idades.

O exame poderá ser realizado tanto em unidades básicas quanto em serviços hospitalares, sem custo direto para o paciente.

Quando começa a ser oferecido A inclusão do teste já está em vigor, mas a oferta depende da organização dos serviços e da atualização dos sistemas do SUS.

Na prática, a expectativa é que o exame passe a ser incorporado progressivamente na rotina da rede pública, especialmente em períodos de maior circulação da dengue.

G1

Foto: Freepik

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado (28) nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul. A mobilização segue até 30 de maio e prioriza os grupos mais suscetíveis a formas graves da doença: crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes.

O Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a gripe, e a orientação da pasta é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários.

O Dia D nacional será realizado também neste sábado, com vacinação gratuita nas unidades básicas de Saúde (UBS). Algumas unidades da federação já anteciparam o início da campanha, como o Distrito Federal, que começou a vacinar a população nesta quarta-feira (25). Na cidade do Rio de Janeiro, a imunização teve início nessa terça-feira (24).

“Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil enviará, até quinta-feira (26), 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação”, explicou o Ministério da Saúde.

Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo os da influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Na Região Norte do país, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.

Vacina atualizada A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e, neste ano, protege contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria).

A proteção é realizada anualmente para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação. Por isso, o Ministério da saúde reforça a importância da imunização periódica para assegurar uma proteção eficaz.

A imunização ainda é ofertada como estratégia especial para outros grupos prioritários, como profissionais de saúde, indígenas, população em privação de liberdade e pessoas com doenças crônicas.

Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas anteriormente recebem uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.

A aplicação pode ser realizada de forma simultânea a outras vacinas do calendário nacional, como a da covid-19.

Agência Brasil

Após uma infecção por COVID-19, algumas pessoas levam meses, ou até mais, para recuperar o paladar. Para entender esse fenômeno persistente, um estudo recente examinou diretamente as papilas gustativas dos pacientes, trazendo elementos concretos de resposta.

Esta pesquisa, publicada na Chemical Senses, focou-se em 28 pessoas que relataram alterações no paladar mais de um ano após contraírem COVID-19, sem terem sido hospitalizadas. Entre elas, quase um terço apresentava escores anormais em testes de paladar, com uma perda notável para os sabores doces, amargos e umami, enquanto o salgado e o ácido geralmente eram preservados. Para entender esses sintomas persistentes, amostras de papilas gustativas foram analisadas.

Os cientistas descobriram que algumas células receptoras do paladar continham menos ARN mensageiro necessário para a produção de uma proteína chamada PLCβ2. Esta desempenha um papel essencial na amplificação dos sinais para os sabores doces, amargos e umami antes de sua transmissão ao cérebro. Sua redução pode enfraquecer esses sinais, explicando por que esses sabores são particularmente afetados. Em contrapartida, os mecanismos de detecção do salgado e do ácido funcionam de maneira diferente e não dependem dessa proteína.

Além desses aspectos moleculares, a observação ao microscópio mostrou modificações estruturais nas papilas gustativas de alguns participantes. Enquanto vários tinham tecidos de aparência normal, outros apresentavam uma desorganização visível. Essas mudanças arquitetônicas, combinadas com as perturbações moleculares, poderiam contribuir em conjunto para os disfuncionamentos gustativos prolongados após a infecção.

Normalmente, as células das papilas gustativas se renovam a cada duas a quatro semanas. No entanto, o estudo indica que as alterações nas vias de sinalização podem persistir por muito mais tempo em algumas pessoas. Os autores observam que pesquisas adicionais são necessárias para determinar se essas mudanças são reversíveis e se tratamentos poderiam ajudar a restabelecer uma sinalização normal do paladar.

A renovação das células do paladar As papilas gustativas na nossa língua são compostas por células que não vivem muito tempo. Elas se renovam regularmente, aproximadamente a cada duas a quatro semanas, a partir de células-tronco localizadas em sua base. Esse processo constante permite manter uma percepção fresca e funcional dos sabores, mesmo após danos menores causados por alimentos quentes ou infecções temporárias.

Quando essa renovação é perturbada, por exemplo, por uma infecção viral como a COVID-19, as novas células podem não se formar corretamente ou apresentar defeitos. Isso pode levar a uma alteração duradoura do paladar, pois as células danificadas não são substituídas eficazmente. O vírus pode afetar os sinais que regulam essa regeneração, levando a papilas gustativas menos funcionais.

Este estudo mostra que mesmo após a desaparecimento do vírus, alguns indivíduos mantêm anomalias em suas células gustativas. Isso aponta para o fato de que a COVID-19 poderia deixar marcas duradouras nos mecanismos celulares, além da simples infecção aguda. Compreender como o vírus interfere com essa renovação pode ajudar a desenvolver abordagens para estimular a recuperação do paladar nos pacientes afetados.

Fonte: Chemical Senses