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A relação entre o que comemos e nossa saúde é cada vez mais evidente, especialmente na prevenção de doenças crônicas como o câncer. Embora muitos saibam quais alimentos evitar — como carnes processadas e ultraprocessados —, escolher o que incluir na dieta nem sempre é simples. Felizmente, estudos recentes destacam certos alimentos que funcionam como verdadeiros aliados na proteção contra o câncer.

Três alimentos que ajudam a evitar o câncer Tomate

Rico em licopeno, um poderoso antioxidante, o tomate ganha ainda mais benefícios quando cozido ou picado, pois isso facilita a absorção do licopeno pelo organismo. Consumir tomate junto com gorduras saudáveis, como azeite de oliva, potencializa seus efeitos protetores, ajudando a reduzir o risco de vários tipos de câncer.

Vegetais crucíferos

Brócolis, couve-flor, repolho e couve-de-bruxelas são exemplos de vegetais que contêm compostos que auxiliam o corpo na desintoxicação e na reparação celular. O brócolis, em especial, destaca-se por conter sulforafano, substância associada à proteção contra diversos tumores. Consumir esses alimentos regularmente está ligado a uma menor incidência da doença.

Grãos integrais

Substituir alimentos refinados por grãos integrais é uma escolha importante para a saúde. Fontes de fibras, vitaminas, minerais e antioxidantes, os grãos integrais são especialmente eficazes na prevenção do câncer de cólon. Estudos indicam que o consumo diário de pelo menos três porções reduz significativamente o risco desse tipo de tumor.

O que pode aumentar o risco de câncer?

O câncer resulta da combinação de vários fatores de risco, como sedentarismo, alimentação inadequada, tabagismo, consumo excessivo de álcool, exposição a agentes químicos e radiação, além de predisposição genética. Essas condições podem danificar o DNA das células, provocando mutações que levam ao desenvolvimento do câncer. Por isso, um estilo de vida saudável é essencial.

Como prevenir o câncer?

Não existe uma receita infalível, mas a prevenção é possível por meio de escolhas conscientes. Alimentar-se de forma equilibrada, incluindo vegetais crucíferos, grãos integrais e outros alimentos nutritivos, praticar atividade física regularmente, limitar o álcool e proteger-se do sol são medidas eficazes. Além disso, realizar exames preventivos e manter o acompanhamento médico aumentam as chances de diagnóstico precoce e sucesso no tratamento.

Cuidar da saúde é um ato de amor próprio. Cada decisão saudável é um passo em direção a uma vida mais longa e com qualidade.

Catraca Livre

O Ministério da Saúde decidiu não incorporar a vacina para a prevenção de herpes-zóster ao Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão está em portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU).

herpeshoster

De acordo com relatório divulgado pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), disponível online, a vacina foi considerada cara diante do impacto que poderia ter em relação ao combate a doença.

A vacina recombinante adjuvada para prevenção do herpes-zóster é voltada para idosos com idade maior ou igual a 80 anos e indivíduos imunocomprometidos com idade maior ou igual a 18 anos.

“O Comitê de Medicamentos reconheceu a importância da vacina para a prevenção do herpes-zóster, mas destacou que considerações adicionais sobre a oferta de preço precisam ser negociadas, de modo a alcançar um valor com impacto orçamentário sustentável para o SUS”, afirma o relatório.

O relatório apresenta também um cálculo dos custos em relação a população que seria beneficiada pelo imunizante. “Ao vacinar 1,5 milhão de pacientes por ano, o custo seria de R$ 1,2 bilhão por ano e, no quinto ano, a vacinação dos 471 mil pacientes restantes com um custo de R$ 380 milhões. Ao final de cinco anos, o investimento total seria de R$ 5,2 bilhões. Dessa forma, a vacina foi considerada não custoefetiva”, diz o texto publicado.

Segundo a portaria publicada nesta semana, a matéria poderá ser submetida a novo processo de avaliação pela Conitec, caso sejam apresentados fatos novos que possam alterar o resultado da análise efetuada.

Herpes-zóster O herpes-zóster é uma condição de saúde causada pelo vírus varicela-zóster, o mesmo que causa a catapora. Quando a pessoa tem catapora, o vírus permanece no organismo e pode ser reativado ao longo da vida, ocasionando o herpes-zóster. Essa reativação é mais comum em pessoas idosas ou com a imunidade baixa.

Os primeiros sintomas são queimação, coceira, sensibilidade na pele, febre baixa e cansaço. Depois de um ou dois dias, surgem manchas vermelhas que evoluem para pequenas bolhas cheias de líquido. Essas bolhas podem secar e formar crostas. As lesões aparecem em apenas um lado do corpo e seguem o caminho de um nervo, o que dá ao herpes-zóster seu aspecto característico. As áreas mais afetadas costumam ser o tronco, a face, a lombar e o pescoço. Esse processo dura cerca de duas a três semanas.

Segundo informações do relatório divulgado pela Conitec, o herpes-zóster geralmente melhora sozinho, mas em alguns casos pode causar complicações graves, como alterações na pele, no sistema nervoso, nos olhos e nos ouvidos.

Tratamento no SUS Nos casos leves e sem risco de agravamento, o SUS oferece tratamento sintomático com remédios para aliviar a dor, febre e coceira, além de orientações de higiene e cuidados com a pele. Quando o risco é maior, como em pessoas idosas, imunocomprometidas ou com doença grave, recomenda-se o uso do antiviral aciclovir.

De acordo com dados dos Sistemas de Informações Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS) e hospitalares (SIH/SUS), entre 2008 a 2024, foram registrados 85.888 atendimentos ambulatoriais e 30.801 internações de pacientes com herpes-zóster no Brasil.

Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade do SUS, entre os anos de 2007 e 2023, 1.567 pessoas morreram por herpes-zóster no país, o que representou uma taxa de mortalidade pela doença de 0,05 óbitos por 100 mil habitantes no período. Do total de óbitos registrados, 90% foram de pessoas com idade maior ou igual a 50 anos, sendo 53,4% em idosos mais de 80 anos de idade.

Agência Brasil

Foto: © Paulo Pinto/Agência Brasil

O vínculo entre a COVID-19 e os problemas respiratórios é bem conhecido, mas sua influência no cérebro é objeto de pesquisas aprofundadas. Uma publicação científica recente indica que o vírus poderia modificar de forma duradoura a arquitetura cerebral, e isso inclusive nas pessoas que se percebem como totalmente recuperadas.

Para explorar essa pista, uma equipe da Universidade Griffith, na Austrália, recorreu a métodos avançados de imagem por ressonância magnética (IRM). Esses trabalhos permitiram analisar o cérebro de pessoas que contraíram a COVID-19, comparando-o ao de indivíduos que nunca foram infectados. O objetivo era captar as eventuais consequências prolongadas da doença.

As observações revelam alterações marcantes na substância cinzenta e na substância branca. Essas transformações afetam tanto a microestrutura dos tecidos quanto os perfis neuroquímicos, sinalizando uma marca duradoura da COVID-19 na saúde cerebral. A pesquisa foi conduzida com uma metodologia rigorosa para afastar qualquer viés, e os dados foram examinados com precisão.

Um ponto notável reside no fato de que essas modificações são constatadas não apenas nos pacientes com COVID longa, mas também naqueles que se consideram curados e não apresentam mais sintomas. Essa constatação indica que os efeitos do vírus poderiam subsistir de maneira discreta, sem sinais perceptíveis para o indivíduo, o que questiona a necessidade de um acompanhamento após a infecção.

Esses elementos lançam luz sobre alguns distúrbios cognitivos relatados após a doença, como problemas de memória ou atenção. O documento, publicado na Brain, Behavior, & Immunity - Health, relaciona essas dificuldades com as alterações cerebrais observadas, abrindo assim caminhos para estudar os mecanismos neurológicos em jogo.

A compreensão dessas mudanças cerebrais é importante para elaborar abordagens de acompanhamento e cuidado adequadas.

Techno-Science

Fonte: Brain, Behavior, & Immunity - Health

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acaba de dar um passo histórico no cenário da saúde pública brasileira. A agência aprovou o uso do Lenacapavir, um medicamento injetável inovador destinado à prevenção da infecção pelo HIV.

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​A grande novidade deste tratamento é a posologia, que promete transformar a rotina de prevenção: ao contrário dos métodos tradicionais que exigem a ingestão diária de comprimidos, o novo fármaco requer apenas uma aplicação a cada seis meses. A aprovação contempla adultos e adolescentes a partir de 12 anos de idade, mediante apresentação de teste negativo para o vírus.

​Os resultados que embasaram a decisão são extremamente otimistas. Estudos clínicos realizados com o Lenacapavir demonstraram uma eficácia de até 100%, posicionando o medicamento como uma das ferramentas mais robustas e promissoras já desenvolvidas para a profilaxia pré-exposição no combate à epidemia.

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Foto: Vanity Brasil - Saúde