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O café é uma bebida popular no mundo todo e muita gente tem o hábito de consumi-la diariamente. Porém, há quem acredite que ele deva ser cortado da dieta, por oferecer alguns prejuízos à saúde.

Mas, afinal, será que beber café todos os dias faz bem ou o ideal é evitá-lo completamente? A resposta, segundo estudos recentes, não é tão radical quanto parece e pode até surpreender algumas pessoas!

Café todo dia: bom ou ruim? Durante muito tempo, o café foi visto com desconfiança. Por um lado, ele é associado à energia e ao foco; por outro, há preocupações com seus efeitos na ansiedade e na qualidade do sono. No entanto, pesquisas mais recentes mostram um cenário mais “equilibrado”.

Um estudo realizado com mais de 40 mil adultos nos Estados Unidos indica que pessoas que consomem café regularmente podem ter até 31% mais chances de viver por mais tempo em comparação com quem não consome a bebida. Ou seja, eliminar totalmente o café pode não ser a escolha mais vantajosa quando se fala em longevidade.

Só que mais importante do que apenas beber café é quando ele é ingerido. Esse mesmo estudo identificou um padrão importante: quem consome café pela manhã tem uma taxa de mortalidade 16% menor. Isso sugere que concentrar o consumo nas primeiras horas do dia pode ser mais vantajoso para a saúde.

Existe uma quantidade ideal? Outro ponto importante para usufruir dos benefícios do café é a quantidade. Em uma pesquisa que analisou os hábitos de mais de 170 mil pessoas no Reino Unido, observou-se uma redução significativa no risco de morte em pessoas que tinham um consumo moderado da bebida, indicado entre 1,5 e 3,5 xícaras por dia.

Em contrapartida, o excesso de café no dia a dia pode trazer alguns efeitos negativos, como insônia, ansiedade e aumento da pressão arterial em algumas pessoas. Por isso, é muito importante não ultrapassar a medida de 4 xícaras por dia.

Café pode ajudar a envelhecer melhor? Além da longevidade, o café também pode influenciar a qualidade de vida na velhice. Em um estudo recente, pesquisadores da National University of Singapore observaram que idosos que consomem cafeína tendem a apresentar: menor risco de perda de peso involuntária, menos fadiga ao longo do tempo, melhor mobilidade ao caminhar e maior força muscular (especialmente nas mãos).

Esses fatores estão diretamente ligados a um envelhecimento mais saudável e independente. Claro que o café por si só não faz “milagre”, mas pode ser um aliado importante dentro de um estilo de vida saudável – independentemente da idade.

Tudo Gostoso

Se sentir sozinho com frequência muitas vezes faz o coração ficar apertado e provoca batimentos acelerados, irregulares. É como se a solidão tivesse um efeito direto no órgão mais vital do corpo. E uma nova pesquisa mostra que esses sintomas não são somente uma impressão.

Um estudo publicado na revista científica "Journal of The American Heart Association" mostrou que adultos que relatam sentir solidão ou não conseguem confiar em alguém próximo têm mais risco de desenvolver doença degenerativa das valvas cardíacas.

As doenças degenerativas das valvas cardíacas (estruturas que controlam o fluxo de sangue entre as câmaras cardíacas) acontecem quando uma ou mais dessas estruturas deixam de funcionar corretamente. A condição é comum com o envelhecimento, uma vez que as válvulas se tornam mais espessas, calcificadas ou flácidas e prejudicam o fluxo sanguíneo.

Segundo os pesquisadores, essa é uma das primeiras pesquisas em larga escala a examinar a relação entre a solidão e o risco de doenças cardíacas.

Zhaowei Zhu, professor da Central South University e autor do estudo, explica que a doença está se tornando cada vez mais comum à medida que a população envelhece. E que o sentimento de solidão pode ser um fator determinante nesse contexto.

"Nossos achados sugerem que a solidão pode ser um fator de risco independente e potencialmente modificável para a doença valvar degenerativa", analisa o pesquisador. O grupo analisou informações de cerca de 463 mil pessoas. Os participantes responderam a perguntas para avaliar a solidão e o nível de isolamento social. Eles foram acompanhados por uma média de 14 anos e foram analisados registros médicos para rastrear novos diagnósticos da doença.

Solidão e problemas cardíacos Durante o acompanhamento, os pesquisadores observaram o diagnóstico de mais de 11 mil novos casos de doença valvar degenerativa.

O estudo diferenciou os níveis de risco para distintos problemas relacionados a doenças do coração – quando comparados a pessoas que não sentem solidão:

19% maior risco de doença valvar degenerativa 21% maior risco de estenose aórtica (condição em que a válvula que permite a saída do sangue do coração se estreita, restringindo o fluxo sanguíneo) 23% maior risco de regurgitação mitral (condição em que a válvula entre as câmaras esquerdas do coração não se fecha corretamente, permitindo o refluxo do sangue) Os pesquisadores ainda destacam que a solidão pareceu aumentar a chance de desenvolver problemas cardíacos, independentemente da predisposição genética.

Outro ponto importante reforçado pela pesquisa é que estilos de vida não saudáveis podem ajudar a explicar parcialmente a relação entre a solidão e doenças do coração.

Entre os hábitos que podem contribuir para essa associação estão:

Obesidade Tabagismo Consumo excessivo de álcool Sono inadequado Atividade física irregular Segundo os especialistas, a solidão é um estressor para o corpo e tem influência direta no organismo.

"Nossos resultados sugerem que abordar a solidão pode ajudar a retardar a progressão da doença, adiar intervenções cirúrgicas como a substituição valvar e, em última análise, reduzir o impacto clínico e econômico a longo prazo", disse o coautor Cheng Wei, M.D., doutorando em medicina cardiovascular. Limitações e próximos passos Entre as principais limitações do estudo, os autores lembram que a pesquisa é observacional, ou seja, não pode provar causalidade. Os resultados trazem apenas uma associação entre os dois fatores.

Além disso, a diversidade dos participantes também foi uma limitação, já que a maioria era composta por adultos brancos, o que pode comprometer a generalização dos resultados.

Nas conclusões, os pesquisadores destacam a importância de rastrear a doença valvar degenerativa em pessoas que relatam solidão.

Eles ainda projetam que estudos futuros são necessários para confirmar os achados em populações mais diversas, entender os mecanismos biológicos envolvidos e testar se intervenções que reduzam os sintomas da solidão podem diminuir o risco de doenças cardíacas.

G1

O Ministério da Saúde decidiu não incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina contra meningite do tipo B para crianças menores de 1 ano. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira (17).

Com isso, o imunizante permanece fora do calendário público infantil, apesar de proteger contra o sorogrupo mais frequente da doença meningocócica no país.

Vacina segue disponível apenas de forma paga Sem a incorporação, famílias que desejarem imunizar seus filhos contra a meningite B terão de recorrer à rede privada.

Cada dose custa, em média, entre R$ 600 e R$ 750. Como o esquema inclui duas a três aplicações no primeiro ano de vida, além de reforço, o valor total pode ultrapassar R$ 2 mil.

Hoje, o SUS oferece vacinas contra outros sorogrupos da bactéria —como o tipo C e o ACWY—, mas não contempla o tipo B.

Decisão envolve cálculo entre impacto e orçamento A escolha segue recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que avalia a inclusão de novas vacinas com base em eficácia, segurança, impacto epidemiológico e custo.

Segundo o infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a análise vai além da importância da doença em si.

Ele explica que entram na conta fatores como número de casos, gravidade, custo da vacina, capacidade de produção e até a logística de distribuição em um país com milhões de nascimentos por ano.

Embora a meningite B seja causada pelo sorogrupo mais prevalente, explica Kfouri, a doença não é considerada frequente o suficiente para justificar, neste momento, a vacinação universal diante do alto custo do imunizante.

Sistema precisa definir prioridades entre novas vacinas O orçamento do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é limitado e disputa espaço com outras possíveis incorporações.

Kfouri destaca que decisões desse tipo envolvem escolhas: ampliar a cobertura de vacinas já existentes ou incluir novos imunizantes com impacto potencial menor em termos populacionais.

Ainda segundo o infectologista, diante desse cenário, o preço atual da vacina contra meningite B é um dos principais entraves para sua adoção no SUS.

Espaço para uso em grupos específicos Apesar da negativa para uso universal, há avaliação de que a vacina poderia ter espaço em situações mais direcionadas.

Entre as possibilidades citadas pelo infectologista estão o uso em pessoas imunossuprimidas ou em contextos de surtos localizados, onde o risco de transmissão e gravidade pode ser maior.

Essa estratégia intermediária, segundo o especialista, permitiria ampliar a proteção sem gerar o mesmo impacto orçamentário de uma vacinação em massa.

A portaria prevê que a vacina poderá ser reavaliada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) caso surjam novas evidências ou mudanças que alterem o cenário atual —como redução de preço ou novos dados de impacto.

Doença rara, mas grave A meningite meningocócica é uma infecção que pode evoluir rapidamente e levar à morte ou deixar sequelas importantes, especialmente em crianças pequenas.

A vacinação é a principal forma de prevenção. No caso do tipo B, no entanto, o acesso segue limitado a quem pode pagar.

G1

Foto: Freepik

Quando o cabelo cai mais do que o normal, a deficiência de nutrientes como ferro, zinco, biotina, vitamina D e vitaminas do complexo B costuma estar entre as principais causas. Esses micronutrientes participam diretamente do crescimento dos fios e da saúde do folículo capilar, e a falta deles enfraquece a raiz, prolonga a fase de queda e dificulta o surgimento de novos fios. Entenda como cada nutriente atua e quando o exame de sangue é indicado.

Como o ferro influencia a saúde do cabelo? O ferro é essencial para o transporte de oxigênio até as células dos folículos capilares, que estão entre as estruturas que mais se multiplicam no corpo. Quando seus estoques estão baixos, o crescimento dos fios é prejudicado e a queda aumenta.

A deficiência de ferro é uma das causas mais comuns de queda capilar, especialmente em mulheres em idade fértil. Em casos mais avançados, pode evoluir para anemia ferropriva, que costuma vir acompanhada de cansaço, palidez e unhas frágeis.

Qual o papel do zinco e da biotina nos fios? O zinco participa da síntese de proteínas e da divisão celular no folículo capilar, além de ajudar a regular as glândulas sebáceas do couro cabeludo. Sua deficiência pode levar ao afinamento dos fios e ao aumento da queda.

Já a biotina, conhecida como vitamina B7, é cofator na produção de queratina, a principal proteína do cabelo. Embora a deficiência seja rara, pode ocorrer em pessoas com alterações intestinais, uso prolongado de antibióticos ou dietas muito restritivas, comprometendo a estrutura dos fios.

Outras vitaminas que influenciam a queda capilar Além do ferro, do zinco e da biotina, outros nutrientes também são fundamentais para manter o ciclo de crescimento dos fios em equilíbrio. A falta deles pode contribuir para uma queda mais intensa, mesmo quando outros exames estão normais.

Os principais micronutrientes envolvidos são:

O que dizem os estudos sobre vitaminas e queda capilar? Diversos pesquisadores têm avaliado quais nutrientes realmente fazem diferença no tratamento da queda capilar e em quais situações a suplementação se justifica.

Segundo a revisão The Role of Vitamins and Minerals in Hair Loss, publicada na revista Dermatology and Therapy, há boas evidências de que a suplementação de ferro e vitamina D pode beneficiar pessoas com alopecia androgenética e eflúvio telógeno que apresentem deficiência confirmada, enquanto o uso indiscriminado de biotina e zinco sem deficiência comprovada não traz benefícios e ainda pode interferir em exames laboratoriais.

Quando fazer exame de sangue para investigar a queda? O exame de sangue é indicado quando a queda persiste por mais de três meses, é acompanhada de outros sintomas como cansaço, unhas fracas ou alterações de pele, ou quando há histórico de dietas restritivas, cirurgia bariátrica ou doenças intestinais. A avaliação inclui geralmente ferritina, hemograma, vitamina D, vitamina B12, zinco e função da tireoide.

Identificar a causa exata da queda capilar é fundamental para um tratamento eficaz, e isso só é possível com avaliação individualizada. Antes de iniciar qualquer suplementação por conta própria, é essencial buscar a orientação de um médico dermatologista ou nutricionista, que poderá indicar os exames adequados e o tratamento mais seguro para o seu caso.

Tua Saúde