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Sentir a barriga estufada após o almoço é mais comum do que parece e, muitas vezes, está ligado à digestão lenta ou à combinação de alimentos pesados.

Nesse contexto, escolher a fruta certa para consumir após a refeição pode fazer toda a diferença. Algumas opções ajudam o sistema digestivo a funcionar melhor, reduzem gases e promovem uma sensação de leveza ao longo do dia. Além de serem fontes naturais de vitaminas, fibras e antioxidantes, determinadas frutas possuem enzimas e compostos que facilitam a digestão.

A seguir, veja quais são as melhores frutas para comer depois do almoço e como cada uma contribui para evitar o estufamento.

Mamão

O mamão é uma das frutas mais indicadas para o pós-almoço, pois contém papaína, uma enzima que auxilia na digestão das proteínas. Além disso, suas fibras ajudam a regular o intestino, prevenindo a sensação de barriga inchada e desconforto abdominal.

Abacaxi

Rico em bromelina, o abacaxi favorece a digestão e reduz a sensação de peso após refeições mais fartas. Consumido com moderação, ele contribui para diminuir gases e ainda possui ação anti-inflamatória, beneficiando todo o sistema digestivo.

Melão

Por ser composto majoritariamente por água, o melão é uma fruta leve e refrescante. Ele ajuda na hidratação, facilita o trânsito intestinal e evita a fermentação excessiva dos alimentos no estômago, o que reduz o estufamento.

Maçã

A maçã é rica em fibras solúveis, como a pectina, que auxiliam no equilíbrio da flora intestinal. Quando consumida após o almoço, ela contribui para uma digestão mais lenta e eficiente, evitando gases e desconfortos.

Pera

Assim como a maçã, a pera possui fibras que favorecem o funcionamento do intestino. Além disso, é uma fruta de fácil digestão, ideal para quem sente inchaço com frequência após as refeições.

Kiwi

O kiwi contém enzimas que ajudam a quebrar proteínas e facilita a digestão. Seu consumo após o almoço pode reduzir a sensação de peso no estômago e melhorar o conforto digestivo ao longo da tarde.

Ao incluir essas frutas na rotina pós-almoço, é possível perceber melhora na digestão e redução do estufamento de forma natural. Ainda assim, vale lembrar que cada organismo reage de maneira diferente, e o ideal é observar quais opções trazem mais conforto para o seu dia a dia.

Saúde em Dia

Dormir pouco faz mal ao coração —isso a ciência já reconhece há anos. O que vem ficando cada vez mais claro é que dormir demais também pode ser um sinal de risco.

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Estudos populacionais e pesquisas com exames de imagem mostram que a relação entre sono e saúde cardiovascular segue uma curva em “U”: o risco de infarto, AVC e outras doenças cresce tanto entre quem dorme pouco quanto entre quem dorme em excesso.

No ponto mais baixo dessa curva, onde o risco é menor, aparecem de forma consistente as pessoas que dormem entre 7 e 8 horas por noite. É nesse intervalo que o organismo consegue manter melhor controle da pressão arterial, do metabolismo da glicose, da inflamação e do funcionamento das artérias.

Cardiologista do Hospital Quali Ipanema e membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), João Luiz Frighetto explica que o impacto do sono sobre o coração não é direto, mas cumulativo.

“Dormir mal aumenta o risco cardiovascular porque se associa a hipertensão, diabetes e obesidade. Esses fatores acabam se somando ao longo dos anos”, afirma.

Sono entrou de vez na prevenção cardiovascular Durante décadas, dieta e atividade física dominaram o debate sobre prevenção de doenças do coração. Esse cenário começou a mudar nos anos 2000, quando grandes estudos populacionais passaram a mostrar que a má qualidade do sono se associava a maior risco de hipertensão, infarto, AVC e arritmias.

Professora livre-docente de Cardiologia pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein, Fatima Dumas Cintra explica que um marco importante foi um estudo publicado em 2005 que acompanhou pacientes com apneia obstrutiva do sono ao longo do tempo.

“Os autores demonstraram que indivíduos com apneia não tratada apresentavam maior incidência de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, como infarto e AVC”, detalha.

A consolidação desse conhecimento levou, em 2022, à inclusão do sono como um dos pilares da saúde cardiovascular no conceito Life’s Essential 8, da American Heart Association —ao lado de alimentação, atividade física, controle da pressão, do colesterol, da glicemia, do peso e do tabagismo.

Dormir pouco: um ataque silencioso às artérias Dormir menos de seis horas por noite provoca uma série de alterações biológicas que sobrecarregam o sistema cardiovascular. Há aumento da atividade do sistema nervoso simpático, maior liberação de hormônios do estresse, elevação sustentada da pressão arterial e pior controle do açúcar no sangue.

Esses mecanismos ajudam a explicar os achados de um estudo publicado em 2019 no Journal of the American College of Cardiology, que identificou maior presença de aterosclerose subclínica —placas de gordura nas artérias antes do surgimento de sintomas— em pessoas que dormiam pouco, mesmo sendo aparentemente saudáveis.

Para Elzo Mattar, cardiologista e coordenador geral da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp), o problema é que esses danos costumam evoluir de forma silenciosa.

“O sono curto pode elevar pressão, inflamação e alterar o metabolismo mesmo em pessoas jovens. Os efeitos não aparecem de imediato, mas se acumulam ao longo dos anos”, diz. Por que dormir demais também entra na curva de risco Se dormir pouco faz mal, dormir demais não significa, necessariamente, proteção. Uma meta-análise publicada em 2022 na revista Frontiers in Cardiovascular Medicine, que reuniu dados de cerca de 3,8 milhões de participantes, mostrou que o sono prolongado —acima de nove horas por noite— também se associa a maior risco de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, quando comparado ao intervalo de 7 a 8 horas.

Na avaliação dos especialistas, esse excesso raramente é a causa direta do problema. “Na maioria das vezes, dormir demais é um marcador de outras condições, como depressão, sedentarismo, inflamação crônica ou distúrbios do sono, especialmente a apneia”, explica Fatima.

Os estudos apontam alguns caminhos mais concretos para essa associação. Um deles é a maior prevalência de apneia obstrutiva do sono entre pessoas que dormem muitas horas.

Nesses casos, o sono é longo, mas não é reparador: há múltiplas interrupções da respiração, quedas repetidas de oxigenação, picos de pressão arterial e ativação inflamatória durante a noite —mecanismos diretamente ligados ao risco cardiovascular.

Outra explicação consistente é o vínculo entre sono prolongado e inflamação sistêmica. Pesquisas observacionais mostram que pessoas que dormem mais de nove horas tendem a apresentar níveis mais elevados de marcadores inflamatórios, como proteína C-reativa, inflamação que contribui para a disfunção endotelial e o avanço da aterosclerose.

Além disso, o sono excessivo aparece com mais frequência em indivíduos com menor nível de atividade física, maior fragilidade clínica e mais doenças crônicas, fatores que, isoladamente, já aumentam o risco de eventos cardiovasculares.

Em idosos, por exemplo, dormir muito pode refletir perda de autonomia, sarcopenia e pior condição cardiometabólica.

Há ainda evidências de associação entre sono prolongado e alterações do sistema nervoso autônomo, com maior predominância do tônus parassimpático, o que pode favorecer arritmias, como a fibrilação atrial, especialmente em populações vulneráveis —um fenômeno descrito em estudos observacionais sobre sono e ritmo cardíaco.

Qualidade e regularidade também contam A ciência do sono vem mostrando que não basta olhar apenas para o número de horas dormidas. A fragmentação do sono —acordar várias vezes à noite— pode ser tão prejudicial quanto dormir pouco.

Cardiologista e presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, Cristiano Pisani explica que cada despertar noturno provoca um pequeno “choque” no sistema cardiovascular.

“Há surtos repetidos de ativação do sistema nervoso simpático, com aumento da frequência cardíaca e da pressão. A longo prazo, isso se associa a hipertensão e arritmias, como a fibrilação atrial”, afirma. Além disso, dormir e acordar em horários muito irregulares desorganiza o ritmo circadiano —o relógio biológico— e se associa a maior inflamação e pior controle da pressão arterial, mesmo em quem dorme um número aparentemente adequado de horas.

Os especialistas são unânimes em dizer que problemas persistentes de sono não devem ser normalizados. Ronco alto, pausas respiratórias durante a noite, sonolência excessiva durante o dia, cansaço ao acordar e insônia frequente são sinais de alerta.

“Nessas situações, investigar o sono pode fazer diferença real na prevenção de infarto e AVC”, diz Elzo Mattar.

Checklist básico de sono saudável para o coração Dormir, em média, de 7 a 9 horas por noite. Manter horários regulares para dormir e acordar. Evitar telas, cafeína e álcool à noite. Dormir em ambiente escuro, silencioso e confortável. Procurar avaliação médica em caso de ronco, apneia ou sonolência excessiva.

G1

Foto: Adobe Stock

Durante o Janeiro Branco e as reflexões sobre cuidados com a saúde mental, o cirurgião do aparelho digestivo André Augusto Pinto explica como se dá a relação da saúde mental com o funcionamento do nosso intestino.

Em entrevista ao News 19 horas, o especialista esclarece que alguns hormônios produzidos pelo cérebro, como cortisol e adrenalina, podem prender ou soltar o intestino e que por isso, se o paciente tiver doenças endocrinológicas — distúrbios hormonais causados por mau funcionamento de glândulas —, ou transtornos como ansiedade, estresse e depressão, é necessário um tratamento especializado com acompanhamento de psiquiatra, realização de atividades físicas e mudança de hábitos alimentares.

O especialista acrescenta que sintomas como dores abdominais, alteração do hábito intestinal - mais preso ou mais solto - cólicas intestinais, náuseas, vômitos, distensão abdominal ou empachamento pós-prandial podem ser sinais de síndrome do intestino irritável.

O diagnóstico da SII (Síndrome do Intestino Irritável) é feito por exclusão das outras doenças que compartilham dos mesmos sintomas: “É importante que você procure um especialista”, reitera o profissional.

Do R7, com RECORD NEWS

Homens não apenas desenvolvem câncer do sangue com mais frequência do que mulheres, como também tendem a receber o diagnóstico em fases mais avançadas da doença. É o que aponta um estudo internacional que analisou pacientes recém-diagnosticados com mieloma múltiplo, um tipo de câncer hematológico que afeta a medula óssea.

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A pesquisa, publicada na revista científica Cancer, avaliou dados de 850 pacientes atendidos em um grande centro de referência nos Estados Unidos. Mesmo após ajustes para fatores como idade, raça, renda, escolaridade, índice de massa corporal, tabagismo e consumo de álcool, o sexo masculino permaneceu associado a uma apresentação mais grave da doença.

Na prática, os homens chegaram ao diagnóstico com maior carga tumoral e sinais mais evidentes de que o câncer já havia provocado danos ao organismo.

O que é o mieloma múltiplo O mieloma múltiplo é um tipo de câncer do sangue que se origina nas células plasmáticas, responsáveis pela produção de anticorpos. Essas células ficam na medula óssea, no interior dos ossos. Quando se tornam cancerígenas, passam a se multiplicar de forma desordenada, comprometendo a produção normal do sangue e causando danos a diferentes órgãos.

Com o avanço da doença, essas células podem provocar lesões nos ossos, anemia, queda da imunidade e alterações nos rins, além de dor óssea intensa e fraturas. Por isso, o mieloma é considerado uma doença sistêmica, que pode afetar várias partes do organismo ao mesmo tempo.

Apesar de ainda não ter cura, o mieloma múltiplo é hoje tratado como doença crônica, com terapias que permitem controlar o câncer por longos períodos e manter qualidade de vida —especialmente quando o diagnóstico é feito de forma precoce.

O que o estudo encontrou De acordo com a análise, homens, em comparação às mulheres, apresentaram com mais frequência:

estágio mais avançado da doença no momento do diagnóstico; maior carga tumoral, indicada por níveis mais altos de proteína monoclonal no sangue; mais lesões ósseas, associadas a dor intensa e risco aumentado de fraturas; maior comprometimento da função renal, o que pode tornar o tratamento inicial mais complexo. Segundo os autores, essas diferenças persistiram mesmo quando foram considerados fatores socioeconômicos e comportamentais, o que reforça a hipótese de que o sexo masculino atua como um fator de risco independente.

Biologia e comportamento podem atuar juntos Ainda não existe uma explicação única para essas diferenças. Para especialistas ouvidos pelo g1, os dados sugerem que fatores biológicos e comportamentais podem se somar.

“Os homens de fato desenvolvem mieloma múltiplo com um pouco mais de frequência no mundo todo, mas as causas exatas ainda não são totalmente conhecidas”, explica a hematologista Mariana Kerbauy, do Einstein Hospital Israelita .

“Existem hipóteses relacionadas a diferenças hormonais, à resposta do sistema imunológico, à maior exposição a fatores ambientais ao longo da vida e também ao comportamento de procura por atendimento médico.”

O estudo mostra que homens chegam ao diagnóstico com maior carga tumoral, mais lesões ósseas e maior comprometimento renal. Para Kerbauy, isso sugere uma combinação de fatores.

“Provavelmente os dois atuam juntos: uma biologia possivelmente mais agressiva do mieloma nos homens e um atraso maior no diagnóstico, já que eles tendem a minimizar sintomas ou procurar menos atendimento médico”, afirma.

O papel dos hormônios e do sistema imune Uma das principais linhas de investigação envolve a influência dos hormônios sexuais sobre o sistema imunológico e o comportamento das células tumorais.

Segundo a onco-hematologista Mariana Serpa, do Hospital Sírio-Libanês, estudos experimentais indicam que hormônios masculinos podem interferir em processos como inflamação, reparo do DNA e regulação do ciclo celular.

“Esses mecanismos podem favorecer o surgimento de alterações genéticas associadas a um mieloma mais agressivo já no momento do diagnóstico”, explica.

Já hormônios femininos, como o estrogênio, parecem exercer um efeito mais protetor sobre a resposta imune.

“Isso, sozinho, não explica tudo, mas ajuda a entender por que a incidência e a gravidade são maiores nos homens, não só no mieloma, mas em outros tipos de câncer”, diz.

Sintomas que merecem atenção Especialistas alertam que alguns sinais do mieloma múltiplo costumam ser subestimados, especialmente entre homens:

dor óssea persistente, principalmente na coluna ou nas costelas; cansaço intenso ou perda de disposição sem causa aparente; fraturas espontâneas ou após traumas leves; infecções frequentes; alterações em exames simples, como anemia ou creatinina elevada “Muitos homens atribuem esses sinais ao estresse, à idade ou ao trabalho físico, o que pode atrasar o diagnóstico”, explica Kerbauy.

Na prática clínica, essa apresentação mais grave se traduz em sintomas mais intensos. Lesões ósseas extensas podem causar dor importante, fraturas espontâneas e perda de mobilidade, enquanto o comprometimento renal torna o tratamento mais complexo desde o início.

Segundo o radioterapeuta Tiago Pereira de Leão, membro da Sociedade Brasileira de Radioterapia, o estudo ajuda a entender por que muitos homens já chegam com limitações importantes no dia a dia.

“Quando há lesões ósseas mais extensas, o impacto funcional é grande. Esses pacientes podem precisar de intervenções específicas para controle da dor e prevenção de fraturas, além do tratamento sistêmico do câncer”, afirma.

Doença não é exclusiva de idosos Embora o risco aumente com a idade, o estudo também mostrou que homens mais jovens podem apresentar a doença em estágio avançado. Isso reforça a necessidade de atenção mesmo fora da faixa etária considerada clássica.

“No Brasil, o mieloma ainda é visto como uma doença predominantemente de idosos, mas sabemos que adultos mais jovens também podem desenvolver a doença”, afirma Kerbauy. “Essa percepção precisa ser revista para evitar atrasos no diagnóstico.”

Estudos nacionais indicam, inclusive, que a idade média ao diagnóstico no Brasil é cerca de dez anos menor do que a observada nos Estados Unidos.

E no Brasil? Apesar de o estudo ter sido realizado nos Estados Unidos, especialistas avaliam que os achados são, em grande parte, aplicáveis à realidade brasileira. As diferenças biológicas entre homens e mulheres são universais, mas fatores como acesso ao sistema de saúde, tempo para realização de exames e desigualdade socioeconômica podem agravar o cenário.

“No Brasil, os homens tendem a procurar menos atendimento preventivo, e os exames podem demorar mais a ser realizados”, diz Kerbauy. “Isso pode fazer com que eles cheguem ainda mais tarde ao diagnóstico.”

Diagnóstico e tratamento O diagnóstico do mieloma múltiplo envolve exames de sangue e urina para detectar proteínas anormais, exames de imagem —como tomografia ou ressonância— e avaliação da medula óssea. Os principais sintomas incluem dor nos ossos, cansaço intenso, fraturas espontâneas, infecções frequentes e alterações renais.

Embora ainda não seja considerado curável, o mieloma é hoje tratado como uma doença crônica. “Com os avanços das terapias, muitos pacientes vivem anos ou até décadas com boa qualidade de vida, especialmente quando o diagnóstico é feito precocemente”, explica Kerbauy.

O tratamento pode incluir combinações modernas de quimioterapia e imunoterapia, transplante autólogo de medula óssea em pacientes elegíveis e, em casos selecionados, terapias celulares mais recentes.

G1

Foto: Frepik