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O Alzheimer é uma doença caracterizada pela perda lenta e progressiva das funções cognitivas e tem se tornado cada vez mais frequente com o envelhecimento da população, fase em que costumam surgir os primeiros sinais.

“Os sintomas geralmente aparecem a partir dos 65 anos, o que faz com que a doença seja mais comum em idosos. O Alzheimer ocorre com mais frequência em mulheres e provoca alterações no comportamento do paciente”, explicou o neurologista João Carlos Lobato Moraes ao site Metrópoles.

Kit 2 Lentes Externa 116x96mm Para Máscara De Solda Com Escurecimento Automático A doença costuma evoluir em três estágios. Na fase inicial, surgem lapsos de memória e mudanças de personalidade. No estágio intermediário, o paciente passa a ter dificuldade para realizar tarefas simples e coordenar movimentos. Já na fase avançada, aparecem limitações para executar atividades básicas, como cuidados de higiene pessoal.

Sintomas iniciais de Alzheimer

Alguns sinais exigem atenção especial, entre eles:

perda de memória recente

dificuldade para realizar tarefas do dia a dia

trocar objetos de lugar com frequência

repetir a mesma pergunta várias vezes

dificuldade para dirigir ou percorrer caminhos já conhecidos

problemas para encontrar palavras e expressar ideias ou sentimentos

alterações de comportamento, como irritabilidade, desconfiança sem motivo, agressividade, passividade, interpretações equivocadas de estímulos visuais ou auditivos e tendência ao isolamento

Embora o Alzheimer não tenha cura, o diagnóstico precoce é fundamental, pois permite retardar a progressão da doença e garantir melhor qualidade de vida ao paciente.

Como prevenir o Alzheimer

Segundo especialistas, alguns fatores de risco, como envelhecimento e histórico familiar, não podem ser evitados. No entanto, certos hábitos ajudam a reduzir as chances de desenvolvimento da doença, como:

praticar atividade física regularmente

prevenir e tratar doenças cardiovasculares, com atenção especial ao controle da pressão arterial

controlar diabetes e obesidade

evitar o tabagismo

Primeiros sinais que indicam que uma pessoa está com Doença de Parkinson O Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo, atrás apenas do Alzheimer. No Brasil, sua prevalência aumenta de forma expressiva a partir dos 60 anos. A pesquisa da UFRGS revela que a taxa chega a quase 3 por cento entre pessoas com 80 anos ou mais e é maior entre homens.

Noticias ao Minuto

O Brasil acaba de atualizar o retrato do câncer no país. A nova estimativa do Instituto Nacional de Câncer projeta cerca de 781 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028 e reforça que a doença já ocupa um lugar central nos desafios de saúde pública nacionais.

Por trás desse número, médicos começam a notar um movimento que, até pouco tempo atrás, parecia distante da realidade brasileira: o aumento de casos de câncer em adultos mais jovens, especialmente entre 18 e 50 anos. O fenômeno já preocupa países como Estados Unidos e nações europeias e, embora ainda não apareça com a mesma força nas estatísticas nacionais, vem sendo observado na prática clínica —sobretudo em tumores como o colorretal.

Em entrevista ao g1, o diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer, Roberto de Almeida Gil, explica por que esses casos têm surgido mais cedo, quais são os limites dos dados disponíveis hoje no Brasil e o que está em debate quando se fala em rastreamento, gargalos do Sistema Único de Saúde e o desafio de transformar leis em cuidado efetivo. Veja a entrevista:

g1: O câncer tem aumentado entre adultos jovens no Brasil? Roberto Gil: A gente tem, sim, uma percepção clara de aumento da incidência em pacientes mais jovens, e essa percepção corresponde aos números que temos hoje. É verdade que trabalhamos com estimativas e não com números absolutos, mas, mesmo assim, o aumento existe. Talvez não na dimensão que às vezes aparece no debate público, mas ele é real.

O que ajuda a explicar esse avanço mais precoce da doença? Há vários fatores. Um deles é a melhora da sobrevida dos cânceres hereditários e do câncer infantil. Pessoas que antes não sobreviviam hoje vivem, tornam-se adultas, têm filhos, e isso mantém a presença dessas mutações ao longo do tempo. Mas isso, sozinho, não explicaria o aumento. O principal ponto é que entre 30% e 50% dos cânceres estão associados a fatores de risco conhecidos, e o que estamos vendo é que as pessoas estão sendo expostas a esses fatores cada vez mais cedo.

Quais são hoje os fatores de risco mais relevantes nesse cenário? O mais conhecido é o tabagismo. A indústria investe deliberadamente para atrair jovens, seja pelo cigarro tradicional, seja por vapes, narguilé e outros dispositivos, com design e estratégias voltadas à sedução. Quando alguém começa a fumar mais cedo, aqueles cerca de 20 anos de processo de carcinogênese se completam mais rapidamente, e o câncer aparece antes.

A alimentação também tem peso importante? Tem, e muito. A obesidade e o consumo de ultraprocessados são fatores bem estabelecidos. Hoje, mais de 60% da população brasileira está acima do peso. As crianças também estão mais expostas a esses produtos desde cedo. Quanto mais precoce o contato, mais cedo o câncer tende a se manifestar. Isso tem ficado muito claro no caso do câncer colorretal.

O câncer colorretal é hoje o principal sinal de alerta? Ele chama muita atenção, sim. Diferentemente de outros tumores, a gente tem observado aumento da incidência em populações mais jovens, e não um comportamento estável. Isso nos obriga a repensar estratégias de rastreamento.

Que mudanças estão em discussão nesse rastreamento? Estamos estudando reduzir a idade de início do rastreamento, hoje recomendada a partir dos 50 anos, para 45 ou até 40 anos. Essa é uma discussão técnica em andamento, ainda em avaliação. Mas é importante esclarecer: rastreamento populacional não é colonoscopia para todo mundo. Ele começa com o teste imunológico de sangue oculto nas fezes. A colonoscopia entra como exame confirmatório, quando esse teste dá positivo.

Essa mudança já vale no SUS? Ainda não. A proposta está sendo submetida à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no SUS. Só depois disso ela pode se transformar em política pública do Ministério da Saúde.

Outros tipos de câncer também ajudam a explicar esse cenário precoce? Sim. O câncer de colo do útero, por exemplo, ainda tem incidência alta no Brasil. Ele está fortemente associado ao HPV, que pode infectar muito cedo, inclusive por contato manual. Quando essa infecção ocorre na infância ou adolescência, cerca de 20 anos depois o câncer pode surgir ainda em idade jovem.

E o álcool entra nessa equação? Entra. Hoje a ciência mostra que não existe dose segura de álcool em relação ao câncer. Mesmo pequenas quantidades aumentam o risco. Embora o consumo seja proibido para menores de 18 anos, sabemos que ele começa cedo em algumas populações.

Que mudanças estão em discussão nesse rastreamento? Estamos estudando reduzir a idade de início do rastreamento, hoje recomendada a partir dos 50 anos, para 45 ou até 40 anos. Essa é uma discussão técnica em andamento, ainda em avaliação. Mas é importante esclarecer: rastreamento populacional não é colonoscopia para todo mundo. Ele começa com o teste imunológico de sangue oculto nas fezes. A colonoscopia entra como exame confirmatório, quando esse teste dá positivo.

Essa mudança já vale no SUS? Ainda não. A proposta está sendo submetida à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no SUS. Só depois disso ela pode se transformar em política pública do Ministério da Saúde.

Outros tipos de câncer também ajudam a explicar esse cenário precoce? Sim. O câncer de colo do útero, por exemplo, ainda tem incidência alta no Brasil. Ele está fortemente associado ao HPV, que pode infectar muito cedo, inclusive por contato manual. Quando essa infecção ocorre na infância ou adolescência, cerca de 20 anos depois o câncer pode surgir ainda em idade jovem.

E o álcool entra nessa equação? Entra. Hoje a ciência mostra que não existe dose segura de álcool em relação ao câncer. Mesmo pequenas quantidades aumentam o risco. Embora o consumo seja proibido para menores de 18 anos, sabemos que ele começa cedo em algumas populações.

A obesidade também influencia outros tumores além do colorretal? Sim. A obesidade está associada, por exemplo, ao câncer de mama, porque altera o metabolismo e o perfil hormonal. Isso pode contribuir para o surgimento da doença, inclusive em mulheres mais jovens.

No câncer de mama, há aumento entre jovens? Cerca de 20% dos casos ocorrem abaixo dos 50 anos, e esse percentual tem se mantido relativamente estável. Esses casos chamam atenção porque afetam mulheres em plena fase produtiva, mas, diferentemente do colorretal, não observamos crescimento dessa proporção ao longo do tempo.

A lei dos 60 dias garante início rápido do tratamento? É uma lei importante, mas o tratamento do câncer depende de uma rede organizada. Antes do tratamento, há etapas como diagnóstico, confirmação e estadiamento. Se essa rede não funciona de forma integrada, cumprir um prazo legal não significa, necessariamente, cuidado oportuno.

A lei falha, portanto? A lei, sozinha, não resolve. Ela atua em uma etapa do processo, mas os grandes desafios estão antes disso. As etapas iniciais —especialmente o acesso ao diagnóstico e à confirmação da doença— ainda são gargalos estruturais do sistema.

Por que ainda há tantas limitações nos dados de câncer no Brasil? Existe uma distância entre o que a lei estabelece e o que acontece na prática. A notificação compulsória é um avanço, mas ainda não é plenamente cumprida. Estamos investindo em capacitação, fortalecimento dos registros hospitalares e de base populacional para melhorar essa realidade.

As estimativas do Inca são confiáveis? São. Elas são validadas por organismos internacionais. Não são números absolutos, mas são muito próximas da realidade e fundamentais para planejar políticas públicas.

O que muda com a digitalização da saúde? A saúde digital é inevitável. Prontuários integrados melhoram a qualidade e a agilidade da informação, permitindo planejamento mais preciso e respostas mais rápidas.

Com populações vulneráveis, essa melhoria ainda é escassa? Ainda é, mas tende a ajudar mais no futuro. Hoje temos dificuldade de registrar dados de populações como indígenas e grupos de difícil acesso. Com sistemas mais integrados, a expectativa é reduzir essa invisibilidade.

G1

Quem cuida de toda a parte de prevenção, diagnóstico precoce, investigação de alterações benignas e acompanhamento ao longo das diferentes fases do câncer de mama na vida da mulher, é o mastologista.

mamografia

A Dra. Roberta Miziara, mastologista do Hospital Moriah, explica que a mastologia é a área da medicina que realiza o cuidado integral das mamas: “O câncer é apenas uma parte do cuidado mastológico, embora seja a mais conhecida”.

E o dia 5 de fevereiro marca o papel essencial que esse profissional tem na vida das pessoas que se deparam com o tumor que mais atinge mulheres no Brasil e no mundo.

Segundo a doutora, assim que for percebida qualquer queixa mamária ou alteração nos exames, principalmente quando se tem um histórico familiar, é necessário começar imediatamente o acompanhamento.

Foi o que fez Mariana, paciente e fundadora da Comunidade Anjo Rosa. Mari Anjo Rosa, como é conhecida nas redes sociais, percebeu o nódulo durante o autoexame de suas mamas. “Eu tinha 35 anos e vivia o que eu considerava o auge da minha vida. Eu me sentia super saudável, feliz, jamais imaginava que isso poderia acontecer comigo[...]. Foi um misto de descrença com um senso de urgência. Eu precisava correr atrás de um médico imediatamente”, conta ela.

Após procurar sua ginecologista, e assim que saiu o resultado da mamografia, o mastologista já entrou no seu processo patológico. Ela conta que receber o diagnóstico foi desesperador, mas como já era fisioterapeuta especializada em câncer de mama, a doença já fazia parte do seu cotidiano, assim como a mastologia.

A comunicadora ressalta ainda que só quando esteve do outro lado da história percebeu como era indispensável o acompanhamento desse profissional: “Me senti muito mais segura. Ter um especialista em mama ali, mostrando os caminhos, explicando os próximos passos, me deu direção”.

No entanto, essa rapidez não é a realidade da maioria das pacientes. Segundo a Dra. Giovanna Gabriele, mastologista da Comissão de Genética e Alto Risco da Sociedade Brasileira de Mastologia, procurar primeiro por um ginecologista pode retardar o diagnóstico e o início do tratamento.

Dra. Giovanna afirma que o mastologista é capaz de reconhecer alterações iniciais, muitas vezes ainda sem sintomas. Isso aumenta as chances de um diagnóstico precoce do câncer de mama, que é exatamente o que vai permitir que o tratamento seja menos agressivo e tenha maior possibilidade de cura.

Ela recomenda que toda mulher seja consultada aos 25 anos para uma avaliação de cálculo de risco: “Orientamos sobre fatores de risco, mudanças de estilo de vida e, em alguns casos, medidas preventivas específicas”.

A médica, que também atua nos hospitais Sírio-Libanês, 9 de Julho e São Camilo Pompeia, conscientiza que, além das pacientes, atende homens em doenças benignas, como a ginecomastia, e no tratamento cirúrgico do câncer de mama. “Sim, gente! Câncer de mama em homem é raro, mas existe! Qualquer carocinho na mama de um homem merece atenção especial!”, adverte a médica.

R7 com Record News

Foto: Arquivo pessoal/Dra. Giovanna Gabriele

Quem nunca foi pegar um alimento no armário e se deparou com a data de vencimento extrapolada? A situação é ainda pior quando o ingrediente em questão era o que faltava para a receita que já estava sendo preparada. E é nesse momento que surge aquela dúvida: será que faz mal usar o produto vencido, ainda que há pouquíssimos dias?

alimentovencido

Para saber a resposta, o MinhaVida entrou em contato com a Nathália Guimarães, nutricionista do Instituto Nutrindo Ideais, que explicou porque, de modo geral, não devemos comer alimentos fora do prazo de validade.

“As datas de validade são determinadas através de testes científicos com base no crescimento microbiano, degradação de nutrientes, alterações sensoriais, controle de temperatura e tipo de embalagem utilizada. Após essa data, o alimento pode ter pior qualidade devido à deterioração das propriedades do alimento, desenvolver bactérias nocivas ou perder seu valor nutricional”.

O que pode acontecer quando se come alimentos vencidos? O consumo de alimentos fora do prazo de validade pode levar a intoxicação alimentar, que gera diferentes sintomas como:

Náuseas Vômitos Diarreia Febre

A especialista alerta que em casos mais graves, a intoxicação causada pela ingestão de alimentos vencidos pode levar à hospitalização e ao óbito.

Os alimentos que costumam vencer rapidamente

Produtos lácteos: “pois têm um teor de proteína que é um bom meio de cultivo para a ação bacteriana. Normalmente, produtos lácteos duram uma semana na geladeira após abertos”;

Carnes frescas: “porque também tem validade curta. Depois que os pacotes de peru fatiado ou presunto fatiado são abertos, por exemplo, duram no máximo cinco dias”;

Vegetais vendidos fatiados e embalados em plástico: “como cogumelos ou pimentões, podem ser convenientes, mas, na verdade, tendem a estragar mais rápido. Eles acabam tendo metade do tempo de validade normal”;

Molho de tomate: “antes de ser aberto, ele é um campeão de prazo de validade. Sua alta acidez pode preservá-lo bem por mais de um ano – enquanto ainda está selado. Mas depois de aberto, ela dura apenas de três a cinco dias (mesmo na geladeira)”.

Nathália destaca também que existem alimentos específicos que podem ser consumidos poucos dias após o prazo de validade.

“Macarrão seco (desidratado), arroz cru do tipo branco, selvagem, arbóreo, jasmine e basmati, feijão cru, grão-de-bico cru e lentilha crua, leite em pó tem prazos bem maiores do que estipulados nos rótulos das embalagens se mantidos em local seco sem umidade. Assim como chás e ervas secas, melado de cana e mel”.

Os alimentos que não têm prazo de validade

Em relação a prazo de validade, com alguns alimentos não devemos nos preocupar tanto. A nutricionista lista 7:

1 - Feijões e leguminosas (secos e guardados em local sem umidade) “Mas quanto mais velho for o feijão, mais tempo ele precisará ficar de molho e mais tempo demora para cozinhar”.

2 - Mel (cru) “O teor alto natural de açúcar, a alta acidez e baixa umidade garantem que o mel dure para sempre. Mas, pode cristalizar com o tempo, se isso ocorrer, basta colocar o frasco em uma panela com água morna”.

3 - Sal “O sal não iodado (como o sal marinho natural) dura para sempre. Mas mesmo o sal de mesa iodado tem uma vida útil bastante longa — cinco anos”.

4 - Especiarias (secas) “Eles perderão seu aroma e sabor com o tempo, mas são seguros para comer indefinidamente”.

5 - Açúcar “Incluindo açúcar granulado, açúcar de confeiteiro e açúcar mascavo. O açúcar não estraga em termos de deterioração ou mofo, mas pode se degradar em qualidade e sabor. O açúcar vencido é seguro para comer, desde que seja bem armazenado”.

6 - Vinagre “A data de validade refere-se principalmente à diminuição do seu nível de acidez, tornando-o menos potente e eficaz, mas não menos seguro de consumir”.

7 - Extrato de baunilha (puro) “Tem validade indeterminada, porém começa a perder o aroma com o passar dos anos, mas ainda será um alimento seguro para ser ingerido”.

Minha Vida

Foto: © FG Trade/GettyImages