O I "Seminário sobre estigma no estado do Piauí - Estigma e Hanseníase: ainda uma realidade?", está sendo realizado no auditório da Universidade Federal do Piauí - campus de Floriano. Promovido pela NHR Brasil (Netherlands Hanseniasis Relief - Brasil), em parceria com as Secretarias Municipais de Saúde e de Educação. O evento busca refletir acerca do preconceito sofrido por quem é vítima da doença. 

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A NHR Brasil é o escritório no Brasil, da ONG holandesa NLR, que tem como objetivo erradicar a hanseníase. Segundo a diretora da NHR Brasil Solange Paiva, o Brasil é o segundo no mundo em incidência da doença. 

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A secretária de Saúde Thais Braglia fez um breve histórico da luta contra a hanseníase no estado e ressaltou a importância deste evento para Floriano. O vice - prefeito, Antônio Reis, que representou o prefeito Joel Rodrigues no evento, garantiu o apoio do município na luta contra os estigmas que envolvem o assunto.  

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Diversas instituições que lutam contra a hanseníase, estiveram presentes.  O deputado eleito Dr. Francisco Costa, secretários municipais, médicos e demais membros da Saúde, poder legislativo, profissionais da UFPI, acadêmicos de cursos da Saúde  e a comunidade de modo em geral, estiveram presentes neste evento.

Da redação

ortorexiaDezembro chegou. Logo depois do pisca-pisca das luzes do Natal e dos fogos do Ano Novo vêm as férias e as viagens para as nossas praias. Todo mundo já está se preparando para estar com o corpo “em dia” para os biquínis, sungas, shorts, vestidos e bermudas que lotam nossa paisagem brasileira. Tudo certo.

Só que muitas pessoas podem demonstrar uma preocupação excessiva com a alimentação saudável e com o corpo sarado e cheio de músculos. Quando esta preocupação se torna quase que uma “obsessão” com a alimentação e/ou com o corpo e ultrapassa os limites do bom senso, impedindo a convivência social normal, podemos estar diante de um quadro de ortorexia ou vigorexia. Vamos entender a diferença e os riscos para a saúde destas duas condições.

A ortorexia trata-se de uma condição em que a pessoa fica obcecada por uma alimentação que considera “pura e saudável”. Os nutrientes escolhidos como apropriados pelos ortoréxicos não tem, necessariamente, relação com as calorias neles contidas. Trata-se mais de uma preocupação com a qualidade dos mesmos. Devem ser isentos de quaisquer produtos considerados “impuros” ou tóxicos. Dentro desta perspectiva, as escolhas podem ser feitas com base em critérios de cunho cultural, filosófico ou religioso.

O grande problema é que as pessoas com ortorexia privam-se, muitas vezes, de nutrientes essenciais necessários ao bem estar e qualidade de vida. Além disso, tendem a se isolar socialmente pois adquirem uma série de restrições alimentares impeditivas do convívio social rotineiro. Algumas vezes preferem ficar sem comer, caso não haja alimentos que consideram apropriados. Não se trata de comer saudável. Trata-se de uma situação extrema e obsessiva em que a alimentação passa a dominar os pensamentos e condutas.

A vigorexia, por sua vez, consiste em uma situação onde há preocupação excessiva com a imagem corporal. É classificada como um distúrbio psíquico pois ocorre uma distorção da própria imagem, semelhante ao que ocorre nos casos de anorexia. Os vigoréxicos – em sua maioria homens- tendem a passar horas e horas malhando na academia, olham-se no espelho e se enxergam com poucos músculos. Aí voltam compulsivamente a malhar mais e mais. O uso de anabolizantes é comum. Os prejuízos para a saúde são vários: desde fadiga, lesões, irritabilidade, distúrbios na esfera sexual, ou hipertrofia do músculo cardíaco, predispondo a distúrbios cardiovasculares graves, por exemplo.

Alimentação saudável e exercícios fazem bem para a saúde física e emocional. Porém, o segredo da vida com qualidade, muitas vezes, está no equilíbrio e bom senso.

 

G1

Foto: divulgação

superfungosAs infecções hospitalares causadas por fungos multirresistentes devem se tornar cada vez mais comuns, segundo o pesquisador do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo João Nóbrega de Almeida Jr. “Se existe a superbactéria, existe o superfungo também”, disse o especialista que atua também no Hospital da Clínica de São Paulo ao comparar os fungos resistentes à superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase).

Recentemente, Almeida publicou um artigo no jornal científico Transplant Infectious Disease sobre o primeiro caso de um paciente contaminado pelo fungo Lomentospora prolificans na América do Sul. O rapaz havia feito transplante de medula há cerca de um mês quando foi infectado pelo fungo e acabou morrendo em decorrência da contaminação.

Segundo o pesquisador, o fungo só é capaz de afetar pessoas com o sistema imunológico comprometido. No entanto, caso a contaminação aconteça, a letalidade é de mais de 80%. Como ainda existem poucos laboratórios preparados para identificar esse tipo de infecção, Almeida acredita que possa haver casos não registrados. “Esse fungo não deve ter em grande quantidade no ambiente, como em outros países, mas também porque os nossos laboratórios não são habilitados para fazer o diagnóstico”, afirma.

Existem, entretanto, outros fungos que apresentam uma ameaça maior por poderem infectar não só pacientes com o sistema imunológico fragilizado, mas em situação delicada de internação, como em unidades de tratamento intensivo. Esse é o caso do Cândida auris.

Surtos na América do Sul

Em março de 2017, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou um comunicado de risco para o fungo, responsável por surtos em diversas partes do mundo. Foram registradas ocorrências no Japão, na Coreia do Sul, na Índia, no Paquistão, na África do Sul, no Quênia, no Kuwait, em Israel, na Venezuela, Colômbia, no Reino Unido, nos Estados Unidos e no Canadá. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos tem emitido alertas para o fungo.

As ocorrências em países da América do Sul indicam, de acordo com o pesquisador, que em algum momento o Brasil terá de lidar com o Cândida auris. “A gente está se preparando com uma força-tarefa nacional com vários pesquisadores para quando chegar esse fungo no país a gente fazer o diagnóstico correto”, ressalta.

Agrotóxicos e mudanças climáticas

As infecções hospitalares por fungos têm se tornado mais comuns devido ao aumento da resistências de algumas variedades desses organismos. Segundo Almeida, há indícios que o surgimento dos fungos multirresistentes está ligado ao uso de defensivos agrícolas. “A gente acredita [que o surgimento dos fungos multirresistentes acontece] principalmente pelo uso de antifúngicos fora do ambiente hospitalar. Na agricultura, por exemplo, nas plantações, os fungos são os principais biodecompositores, vão destruir verduras, plantas”, destaca.

As mudanças climáticas também parecem ter, de acordo com o pesquisador, uma contribuição para o aparecimento de espécies que não são afetadas pela medicação existente. “O aquecimento global. As alterações climáticas vão favorecer o aparecimento de fungos que crescem em temperaturas maiores. E os fungo que crescem em temperaturas maiores são os potencialmente patogênicos, porque o nosso corpo tem temperatura de 36 graus”, acrescentou.

Apesar da expansão do problema, Almeida enfatiza que não há risco para a população em geral. São os sistemas de saúde que precisam se preparar para lidar com as novas possibilidades de infecção dentro dos hospitais.

 

 

O término da parceria entre Brasil e Cuba tem prolongado o sofrimento de pacientes que precisam de atendimento no interior do Piauí. Alguns terão que percorrer mais de 100 km e enfrentar quase 3 horas de viagem para conseguir uma consulta. Essa é a realidade, por exemplo, na cidade de Guaribas onde o médico cubano era o único profissional de saúde. Com isso, quem precisa atendimento no município tem que viajar até São Raimundo Nonato, trajeto que inclui estrada de chão batido.

"Se uma pessoa adoecer será necessário ir para outra cidade mais próxima que pode ser de 2 a 3 horas de viagem. Isso é a realidade de municípios distantes como Morro Cabeça no Tempo, Redenção do Gurgueia [...] quem mora em Guaribas terá que ir para São Raimundo Nonato que são cerca de 3 horas, sendo que 50 km desse trajeto não tem asfalto", explica Idivani Braga, coordenadora do Mais Médicos no Piauí.

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De acordo com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Piauí (Cosems-PI) e a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), a situação tende a piorar porque alguns profissionais de saúde inscritos no novo edital do Mais Médicos já demonstraram interesse de não atuar no interior do estado. Além disso, médicos que atuavam pelo Programa Saúde da Família (PSF) estão abandonando os postos de trabalho para se inscreverem no Mais Médicos deixando assim a população desassistida.

"Muitos médicos estão deixando o PSF para se inscrever no Mais Médicos em outra cidade. Pelo PSF, o valor pago é menor. Já pelo Mais Médicos o valor é maior e eles nã precisam pagar imposto de renda, pois recebem como bolsa o valor integral. Um problema se resolve e outros são criados", disse Leopoldina Cipriano, presidente do Cosems.

No total, 202 cubanos deixaram o Piauí. O novo edital abriu inscrições para 199 médicos em 100 municípios piauienses. Contudo, o déficit geral é de 38 profissionais porque além das três vagas a menos no novo edital, e um caso particular na cidade de União, na Grande Teresina, 34 médicos já haviam abandonado postos do PSF no ano passado.

"Essas 34 vagas que ficaram em aberto eram de brasileiros que faziam parte do PSF e abandonaram porque foram fazer residência médica, ou mesmo, por outro motivo. Essa situação é a mesma desde o início do ano, porque eles saíram e não foi aberto outro edital para preencher essas vagas. Os municípios ficaram se virando para fazer contratos temporários", explica Idivani Braga, coordenadora do Mais Médicos no Piauí.

CIDADES QUE PERDERAM MÉDICOS DO PSF
Pajeú do Piauí, Beneditinos, Assunção do Piauí, Água Branca, São Pedro do Piauí, União, Amarante

maismedicos

NOVO EDITAL
As 199 vagas abertas no novo edital foram preenchidas e os médicos têm até o dia 14 de dezembro para se apresentarem nas cidades para onde fizeram a inscrição. Apesar disso, as representantes do Cosems e da Sesapi acreditam que o íncide de desistência será alto e pacientes de algumas cidades continuarão sem atendimento médico.

"Dois médicos já ligaram para mim informando que não têm interesse. Eles se inscreveram, foram aprovados, mas não querem ir porque acharam distante da Capital. Daí, as cidades continuarão sem médicos", acrescenta Cipriano.

O total de desistentes só poderá ser contabilizada após o dia 14. Até o momento, apenas a médica inscrita para União, na Grande Teresina, se apresentou no município.

SEM NEGOCIAÇÃO
Leopoldina Cipriano avalia que o fim da parceria do Brasil com Cuba "criou mais problemas". Ela relata que alguns dos novos profissionais que vão atuar no Mais Médicos não querem cumprir as regras do edital e tentam negociar, por exemplo, a redução da carga horária.

"Alguns médicos estão ligando, perguntando quantos dias são de trabalho e informamos que são quatro dias. Daí, eles querem negociar a carga horária e também não querem ir para os locais mais distantes e, por isso, manifestam desejo de desistir. Para mim, não resolvemos um problema, criamos mais. Os médicos não vão conseguir se vincular, nós não vamos aceitar redução de carga horária porque a portaria determina que são 32 horas e vamos exigir isso", disse Cipriano.

A presidente do Cosems frisa ainda que a situação reflete diretamente em perigo de vida a pacientes.
"Gestantes, hipertensos e diabéticos estão desassistidos, correndo o rsico de ter um AVC, por exemplo, porque não há quem faça um acompanhamento rigoroso. Se tiver necessidade de mudar uma medicação, não há quem mude porque não tem médico", alerta Leopoldina Cipriano.

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