Você sabe para que serve o bicarbonato de sódio? Essa é uma pergunta que é feita por muita gente. Antes de tudo, saiba que ele é um ingrediente cheio de uso, desde a saúde até o dia a dia.

O bicarbonato de sódio é um ingrediente popular desde os tempos mais antigos. Na Grécia, ele era usado como sabão e fermento e, aos poucos, foi ficando cada vez mais conhecido, sendo utilizado de diversas formas por vários povos.

Atualmente, sua versatilidade continua a impressionar. Além de ser um ingrediente valioso de se ter na cozinha, pode ser usado em tratamentos de beleza, na confecção de produtos de limpeza caseiros e até como remédio natural para algumas doenças.

Identificado na embalagem dos produtos com a sigla E500, esse condimento é tão conhecido que está entre os principais componentes dos antiácidos de farmácia e entre os aditivos mais populares na preparação de alimentos embalados.

Quais os benefícios do bicarbonato de sódio?

A popularidade do bicarbonato de sódio acompanha seus diversos benefícios para o organismo. Por ter um pH alto, o condimento é indicado para neutralizar substâncias ácidas.

Esse potencial de neutralização está associado a vários efeitos positivos, como a redução da acidez bucal (que leva ao clareamento e à diminuição da sensibilidade dos dentes), o combate a problemas de digestão, o tratamento do mal hálito, a redução de pedras nos rins e a prevenção de tumores cancerígenos.

Além disso, a combinação da água e do bicarbonato de sódio pode ser aplicada na pele para amenizar irritações, feridas e picadas de inseto.

Dose diária de bicarbonato e água

Para usufruir de todos os benefícios associados ao consumo do bicarbonato de sódio, o ideal é adotar o hábito de tomar doses diárias do condimento. Ainda que o sabor não seja o mais agradável, os efeitos são rápidos e poderão ser sentidos em pouco tempo.

A receita é simples: basta misturar meia colher (de chá) do bicarbonato em um copo com 200ml de água. A combinação pode ser ingerida após cada refeição principal (café da manhã, almoço e jantar) e também é utilizada como remédio natural para gripes, resfriados e alergias.

Nesses casos, o ideal é que as doses sejam maiores e diminuam gradativamente, sendo cinco no primeiro dia, três no segundo e duas no terceiro.

Como utilizar o bicarbonato na cozinha

Além de fazer o consumo diário do bicarbonato com água, é possível utilizar o condimento no preparo de outras receitas. Entre as suas utilidades na cozinha, estão a capacidade de eliminar o cheiro de peixe e de facilitar a remoção da casca de ovo.

Também é possível utilizá-lo como fermento natural ou como ingrediente para deixar o frango empanado mais crocante.

 

remediocaseiro

Atividades físicas, sociais e de lazer praticadas por idosos e pacientes com doença de Alzheimer podem ajudar a preservar funções cognitivas e a retardar a perda da memória, mostra novo estudo desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) e na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo. Os estímulos promovem mudanças morfológicas e funcionais no cérebro, que protegem o órgão de lesões que causam as perdas cognitivas.

A descoberta foi feita por meio de um experimento com camudongos transgênicos, os quais foram alterados geneticamente para ter uma super expressão das placas senis no cérebro. Essas placas são uma das características da doença de Alzheimer. Os animais foram separados em três grupos: os transgênicos que receberiam estímulos, os transgênicos que não receberiam e os animais-controle que não têm a doença.

“Quando eles estavam um pouquinho mais velhos, por volta de 8 a 10 meses, colocamos parte desses animais em um ambiente enriquecido, que é uma caixa com vários brinquedos, e fomos trocando os brinquedos a cada dois dias”, explicou Tânia Viel, professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP e coordenadora do projeto.

O experimento durou quatro meses e, após esse período, eles foram submetidos à avaliação de atividade motora, por meio de sensores, e de memória espacial, com um teste chamado labirinto de Barnes. Os resultados mostram que os camudongos transgênicos que foram estimulados com os brinquedos tiveram uma redução de 24,5% no tempo para cumprir o teste do labirinto, na comparação com os animais que não estiveram no ambiente enriquecido.

Também foram analisados os cérebros dos camundongos. Ao verificar as amostras do tecido cerebral, os pesquisadores constataram que os animais transgênicos que passaram pelos estímulos apresentaram uma redução de 69,2% na densidade total de placas senis, em comparação com os que não foram estimulados.

Além da diminuição das placas senis, eles tiveram aumento de uma proteína que ajuda a limpar essa placa. Trata-se do receptor SR-B1, que se expressa na célula micróglia. O receptor faz com que essa célula se ligue às placas e ajude a removê-las. “Os animais-controle, sem a doença, tinham essa proteína que ajuda a limpar a placa, inclusive todo mundo produz essa proteína. Os animais com Alzheimer tiveram uma redução bem grande dessa proteína e os animais do ambiente enriquecido [que tiveram estímulos] estavam parecidos com os animais-controle”, explicou Viel.

A pesquisadora diz que o trabalho comprova hipóteses anteriores e que agora o grupo trabalha para ampliar a verificação em cães e seres humanos. Para isso, será necessário, inicialmente, descobrir marcadores no sangue que apontem a relação com a doença de Alzheimer.

“Em ratos, a gente analisa o cérebro e o sangue para ver se esses biomarcadores estão tanto no cérebro quanto no sangue. Quando a pessoa perde a memória, há algumas proteínas que aumentam no cérebro e outras que diminuem. Nos cães e nos seres humanos, a gente está vendo só no sangue”, justificou. Com a descoberta desses marcadores no sangue, será possível fazer experimentos similares ao do camundongo, com testes motores e de memória, para confirmar ou descartar as alterações em cães e seres humanos após os estímulos.

Para Tânia Viel, como não se sabe qual ser humano desenvolverá a doença, quanto mais aumentar a estimulação na vida dele, melhor vai ser para a proteção do cérebro. “É mudar a própria rotina. Muita gente fala que não teve tempo para fazer outras coisas, mas se a pessoa tiver condições e puder passear no quarteirão, já começa por aí, fazer uma atividade física e uma atividade lúdica, passear com cachorro, com filho, curso de idiomas, de dança. Isso ajuda a preservar o cérebro”, sugere.

O estudo foi publicado na revista Frontiers in Aging Neuroscience e recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

 

Agência Brasil

imunedenguePacientes que foram diagnosticados com dengue podem ficar imunes contra o vírus da Zika, de acordo com um estudo científico divulgado à comunidade acadêmica nesta quinta-feira (7).

A pesquisa foi elaborada pela Famerp, Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (SP), a Universidade Federal da Bahia e universidades do Texas, Pittsburgh e Califórnia, nos Estados Unidos.


Quando o vírus da Zika e a microcefalia explodiram no Brasil, principalmente no nordeste, em 2015, pesquisadores acreditavam que a dengue facilitaria a infecção por Zika.

Os pesquisadores utilizaram dados de 1.453 moradores da comunidade Pau de Lima, em Salvador (BA), que convive como vírus da dengue há pelo menos 30 anos e foi uma das principais áreas afetadas pelo vírus da Zika em 2015.


“Era uma hipótese razoável, mas a realidade em Rio Preto mostrava que não porque era para ter casos de Zika gravíssimos aqui e não tivemos. Nesse estudo específico, acompanhamos uma comunidade na Bahia e percebemos que a Zika explodiu lá, mas a distribuição não era uniforme”, afirma o pesquisador da Famerp, Maurício Lacerda Nogueira.

De acordo com o pesquisador, ao perceber a distribuição da Zika na Bahia descobriram que o anticorpo antidengue protegia contra o vírus.

"Quanto mais anticorpo antidengue a pessoa tinha, mais protegida ela estava. Diferentemente do que se achava, ao invés da dengue facilitar a Zika, a dengue estava protegendo contra a Zika", afirma.

Este foi o primeiro estudo a relacionar as duas doenças com seres humanos. Antes uma pesquisa da Famerp já havia indicado que uma infecção por dengue não necessariamente leva a um quadro mais grave de Zika.

"O momento ainda é de entender o que aconteceu, até hoje não se explica com detalhes porque tivemos aquele grande número de casos de microcefalia no nordeste. A próxima etapa agora é estudar o quanto ela protege, por quanto tempo, de que forma, isso terá grande influência no desenvolvimento de vacinas tanto para dengue como para a Zika.”

Mas o pesquisador afirma que nem toda a pessoa que teve dengue está totalmente imune ao vírus da Zika.

“Não significa necessariamente que quem teve dengue não vai ter Zika. Quanto mais anticorpos a pessoa tem, mais protegida está. A maioria das pessoas infectadas por Zika tinha anticorpos e não desenvolveu a doença. Existe uma proteção, não é absoluta, mas é muito relevante.”

 

G1

Foto: Fernando Daguano/TV TEM

bolsonaroO presidente Jair Bolsonaro teve febre (38ºC) na noite desta quarta-feira e, após ser submetido a exames, apresentou quadro compatível com pneumonia . A informação foi confirmada através do boletim médico do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ele está internado desde a semana passada, e também pelo porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros. A origem do quadro é bacteriana.


Ontem, Bolsonaro foi submetido a uma tomografia de tórax e abdome evidenciou boa evolução do quadro intestinal após a reversão da colostomia ( o procedimento foi realizado no dia 27 de janeiro ). Para tratar o quadro de pneumonia, os médicos ajustaram a dose de antibióticos que está sendo administrada ao presidente e mantiveram os demais tratamentos.


No sábado, Bolsonaro apresentou quadro de náusea e vômitos devido ao acúmulo de líquido no estômago e passou a utilizar uma sonda neogástrica para fazer a drenagem do conteúdo. De lá para cá, nos últimos quatro dias, os boletins médicos constataram a estabilidade da saúde dele. Há dois dias, Bolsonaro chegou a utilizar as redes sociais para criticar o que chamou de "militância maldosa" em torno da própria recuperação, que, segundo ele, estava em "evolução plena" . No domingo, com o início do tratamento com antibióticos, ficou confirmado que a internação deveria durar pelo menos mais uma semana .

 

O porta-voz da Presidencia, Otávio do Rêgo Barros, explicou que a pneumonia é bacteriana e não viral e confirmou o reajuste na dose do medicamento.

— Os médicos introduziram novo antibiótico de amplo espectro para debelar essa pneumonia.
Barros não soube dizer se a pneumonia vai ampliar o período de internação. Inicialmente, a previsão era que Bolsonaro deixasse a unidade de saúde cerca de 10 dias após a cirurgia — a alta deveria ter acontecido na quarta ou na quinta-feira desta semana.
— Não sei se esse antibiótico agregado ao pacote (de tratamento) vai aumentar o prazo de permanência do presidente aqui.

O porta-voz não quis entrar em detalhes sobre as possíveis causas da pneumonia.

— Eles (médicos) têm algumas possibilidades identificadas mas não gostaria de avançar por se tratar de possibilidades.

Também revelou que Bolsonaro tem apresentado dificuldade para dormir.

— O presidente tem tido alguma dificuldade de dormir. Desde ontem os médicos estão pensando em auxiliá-lo de alguma forma — disse, negando que Bolsonaro esteja tomando medicamentos para adormecer.


Ainda de acordo com o porta-voz, o presidente manifestou a vontade de comer bife com batata frita quando deixar a dieta.

O porta-voz afirmou, por fim, que o presidente está confiante em sua cura.

— O estado de ânimo do presidente é de uma pessoa que está agarrada em sua cura"

Bolsonaro segue sem dor e utiliza a sonda nasogástrica, um dreno no abdome e se alimenta por líquidos recebidos via oral. As visitas seguem restritas. Nesta quinta-feira, ele realizou exercícios respiratórios e andou pelo hospital.


Logo após a divulgação do novo boletim médico, Bolsonaro utilizou as redes sociais para tranquilizar os seguidores. Ele compartilhou o vídeo com a íntegra da coletiva de Otávio do Rêgo Barros e pediu para que a informação sobre a pneumonia não seja motivo para "sensacionalismos".

"Estamos muito tranquilos, bem e seguimos firmes", diz o presidente em trecho da mensagem.

 

O Globo

Foto: reprodução