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Acordar com um incômodo no lado direito da barriga, logo abaixo das costelas, é algo que muitas pessoas atribuem a uma noite mal dormida ou à refeição pesada do dia anterior. No entanto, quando esse desconforto se repete com frequência, ele pode ser um sinal de que o fígado está sobrecarregado. Entender exatamente onde essa dor aparece e quais outros sintomas a acompanham é fundamental para agir a tempo e evitar que o problema avance de forma silenciosa.

A localização exata da dor quando o fígado está comprometido O fígado ocupa boa parte do lado direito do abdômen, protegido pelas costelas inferiores. Na verdade, o próprio fígado não possui terminações nervosas em seu interior, por isso muitas doenças hepáticas avançam sem causar dor. Porém, quando o órgão incha por conta de inflamação ou acúmulo de gordura, ele pressiona uma membrana que o envolve, rica em nervos, e é essa pressão que provoca a sensação de peso ou dor na região.

Diferente de uma pontada aguda ou de uma cólica, o desconforto hepático costuma ser descrito como uma pressão contínua que não melhora com mudanças de posição. Em alguns casos, pode irradiar para o ombro direito ou para as costas do mesmo lado. A dor tende a piorar após refeições gordurosas ou consumo de álcool, momentos em que o fígado precisa trabalhar mais para processar as substâncias ingeridas.

Outros sinais que acompanham o fígado sobrecarregado O desconforto na região das costelas do lado direito raramente aparece de forma isolada. Quando o fígado está comprometido, o corpo costuma apresentar outros sinais que merecem atenção:

Fadiga persistente e sensação de cansaço que não melhora com o repouso. Barriga estufada e sensação de pressão abdominal, que pode indicar acúmulo de líquidos. Pele e olhos amarelados, sinal de que o fígado não está eliminando a bilirrubina corretamente. Urina escura e fezes esbranquiçadas, que revelam dificuldade do órgão em processar substâncias. Náuseas e perda de apetite, principalmente após refeições ricas em gordura. Quando dois ou mais desses sinais surgem junto com o desconforto no lado direito, a investigação médica se torna ainda mais importante.

Revisão científica mostra que doenças do fígado são frequentemente silenciosas O fato de o fígado poder estar significativamente comprometido antes de qualquer dor aparecer é amplamente documentado na literatura médica. Segundo a revisão sistemática e meta-análise “Symptom prevalence and quality of life of patients with end-stage liver disease: A systematic review and meta-analysis”, publicada no periódico Palliative Medicine em 2019, a dor aparece em 30% a 79% dos pacientes com doença hepática avançada. Porém, o estudo revelou que sintomas como distúrbios do sono, cãibras musculares, falta de ar e depressão são igualmente frequentes, muitas vezes surgindo antes de qualquer dor perceptível. Os autores analisaram 80 estudos e concluíram que a qualidade de vida dos pacientes com doença hepática avançada é significativamente prejudicada, reforçando a importância do diagnóstico precoce. A pesquisa completa pode ser consultada em: PubMed – PMID 30345878.

O que pode sobrecarregar o fígado no dia a dia Diversas situações cotidianas contribuem para o acúmulo de trabalho sobre o fígado sem que a pessoa perceba. As causas mais comuns incluem:

Alimentação rica em ultraprocessados, frituras e açúcar refinado, que favorece o acúmulo de gordura no órgão. Consumo excessivo ou frequente de bebidas alcoólicas, que causa inflamação progressiva. Uso prolongado de medicamentos sem orientação médica, como analgésicos e anti-inflamatórios, que sobrecarregam o metabolismo hepático. Obesidade, sedentarismo e diabetes descontrolado, fatores que aumentam o risco de esteatose hepática.

A melhor forma de proteger o fígado é adotar hábitos que reduzam o esforço do órgão. Manter uma alimentação equilibrada, limitar o álcool, evitar a automedicação e praticar atividade física regularmente são medidas simples que fazem grande diferença. Para entender melhor todas as possíveis causas da dor no lado direito da barriga, confira o guia completo do Tua Saúde sobre dor no lado direito do abdômen.

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento indicado por um profissional de saúde. Se você sente desconforto persistente na região das costelas do lado direito, percebe alterações na cor da pele ou da urina, ou nota cansaço que não melhora com o repouso, procure um gastroenterologista ou hepatologista para uma investigação adequada.

Tua Saúde

Seu fone de ouvido pode estar mexendo nos seus hormônios.

Um estudo europeu analisou 81 modelos comprados em cinco países: República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Eslovênia e Áustria.

E encontrou substâncias como BPA e BPS na maioria deles – químicos usados para endurecer o plástico.

Para você ter uma ideia, em alguns casos, a concentração desses componentes chegou a ser 35 vezes o valor limite sugerido pela Agência Europeia de Químicos – que é de apenas 10 miligramas por quilo.

O problema? Esses compostos podem imitar o estrogênio no corpo e causar desequilíbrios hormonais.

E as consequências, segundo o estudo, poderiam ser desde a feminização de homens e puberdade precoce em meninas até o desenvolvimento de câncer.

Mas calma: a pesquisa afirma que não há risco imediato. O maior perigo seria a exposição contínua a essas substâncias ao longo do tempo, somando com outros produtos do dia a dia.

Ou seja: o fone sozinho não é o vilão – mas a exposição em excesso àqueles materiais pode ser.

Após a divulgação do estudo, os fabricantes dos fones analisados questionaram os métodos da pesquisa para chegar aos números apresentados.

E alguns disseram à imprensa que seus produtos estão, sim, de acordo com os requisitos legais de segurança da região.

Por Deutsche Welle

A gordura no fígado se tornou uma das condições de saúde mais comuns do mundo, afetando cerca de uma em cada quatro pessoas adultas. Embora muita gente associe o problema apenas ao consumo de álcool, a verdade é que a maioria dos casos está ligada a hábitos alimentares inadequados, sedentarismo e excesso de peso. O mais preocupante é que essa condição costuma evoluir sem sintomas por anos, podendo progredir para inflamação, fibrose e até cirrose quando não é identificada e tratada a tempo.

O que está por trás do aumento de casos no mundo? O crescimento acelerado da gordura no fígado nas últimas décadas acompanha diretamente as mudanças no estilo de vida da população. O consumo cada vez maior de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar adicionado e gorduras de baixa qualidade, somado à redução da atividade física diária, criou o cenário ideal para o acúmulo de gordura nas células do fígado.

A frutose, presente em grande quantidade em refrigerantes, sucos industrializados e diversos produtos processados, merece atenção especial. Diferente da glicose, a frutose em excesso é processada quase exclusivamente pelo fígado, que a converte em gordura quando recebe mais do que consegue utilizar. Esse mecanismo explica por que pessoas que não bebem álcool e não estão acima do peso também podem desenvolver o problema.

Fatores de risco que favorecem o acúmulo de gordura no fígado A gordura hepática resulta da combinação de diversos fatores, alguns mais conhecidos e outros que costumam passar despercebidos. Veja os principais elementos que aumentam o risco:

ULTRAPROCESSADOS

Alimentos industrializados sobrecarregam o metabolismo do fígado e favorecem o acúmulo de gordura.

FRUTOSE

O excesso de açúcares adicionados é convertido em gordura pelo fígado.

SEDENTARISMO

A falta de atividade física reduz a queima de gordura e favorece o acúmulo hepático.

INSULINA

A resistência à insulina estimula o fígado a armazenar mais gordura.

GORDURA ABDOMINAL

O acúmulo na região da cintura está ligado ao aumento de gordura no fígado.

Metanálise confirma a dimensão global da gordura no fígado A proporção de pessoas afetadas pela gordura no fígado é alarmante e continua crescendo. Segundo a metanálise Global epidemiology of nonalcoholic fatty liver disease — Meta-analytic assessment of prevalence, incidence, and outcomes, conduzida por Younossi e colaboradores e publicada na revista Hepatology, a prevalência global da doença hepática gordurosa não alcoólica foi estimada em aproximadamente 25% da população adulta. A pesquisa, que reuniu dados de estudos realizados entre 1989 e 2015 e indexados no PubMed, também demonstrou que a condição está fortemente associada à obesidade, ao diabetes tipo 2 e à síndrome metabólica, reforçando que a epidemia de gordura no fígado caminha lado a lado com os hábitos modernos de vida.

Recomendações baseadas em evidências para proteger o fígado A ciência mostra que a gordura no fígado pode ser revertida em seus estágios iniciais com mudanças no estilo de vida. As medidas mais eficazes incluem:

Reduzir o consumo de açúcar e ultraprocessados: diminuir a ingestão de refrigerantes, sucos industrializados e produtos com açúcar adicionado alivia diretamente a carga sobre o fígado. Praticar exercícios físicos regularmente: pelo menos 150 minutos semanais de atividade moderada ajudam a reduzir a gordura hepática, mesmo sem perda significativa de peso. Perder de 5% a 10% do peso corporal: estudos mostram que essa faixa de redução já é suficiente para diminuir a gordura no fígado e melhorar os marcadores de inflamação. Priorizar alimentos naturais e ricos em fibras: frutas inteiras, verduras, legumes, grãos integrais e peixes contribuem para um metabolismo hepático mais saudável. Para entender melhor o que é a gordura no fígado, seus graus e formas de tratamento, consulte o guia completo sobre esteatose hepática do Tua Saúde.

Quando procurar um médico e quais exames realizar? Como a gordura no fígado raramente causa sintomas nas fases iniciais, pessoas com fatores de risco como excesso de peso, diabetes ou histórico familiar devem realizar exames periódicos. A ultrassonografia abdominal é o exame mais utilizado para detectar o acúmulo de gordura, e exames de sangue como as transaminases hepáticas ajudam a avaliar se já existe inflamação. O acompanhamento com gastroenterologista ou hepatologista é fundamental para definir a melhor conduta e evitar a progressão do quadro.

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um médico. Consulte sempre um profissional de saúde qualificado para orientações sobre a saúde do fígado.

A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28) em meio ao aumento de casos de doenças respiratórias no país. Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam mais de 14 mil registros de síndrome respiratória aguda grave neste ano, com a influenza entre os principais vírus associados aos quadros mais críticos.

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Com mais de 15 milhões de doses de vacina já distribuídas, a estratégia prioriza públicos mais vulneráveis, como idosos, crianças e gestantes, e busca reduzir casos graves, internações e mortes associadas à influenza.

A seguir, entenda o que é influenza, como ela se manifesta e por que a vacinação anual é recomendada.

O que é a influenza?

A influenza é uma infecção respiratória causada por vírus da família Orthomyxoviridae, principalmente os tipos A e B, responsáveis pelos quadros em humanos.

Na prática, é o que se convencionou chamar de gripe —diferente do resfriado comum, provocado por outros vírus respiratórios, como rinovírus e adenovírus.

Qual a diferença entre gripe e resfriado?

Embora possam começar de forma parecida, gripe e resfriado não têm o mesmo impacto no organismo. A influenza costuma provocar febre mais alta, dor no corpo, cansaço intenso e uma queda mais evidente do estado geral.

Segundo a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) Flávia Bravo, esse comprometimento sistêmico mais marcado é o que diferencia a gripe das infecções respiratórias leves, geralmente associadas a outros vírus.

Nos quadros iniciais, a distinção nem sempre é clara, mas a evolução dos sintomas, sobretudo a piora progressiva, é o principal sinal de alerta.

Quando a gripe deixa de ser leve e exige atenção?

O alerta está na progressão dos sintomas.

Falta de ar, febre persistente ou muito alta, cansaço intenso e piora do quadro respiratório indicam necessidade de avaliação médica.

Casos mais graves podem evoluir para comprometimento do trato respiratório inferior, como pneumonia —seja pelo próprio vírus ou por infecções bacterianas associadas.

Quem deve se vacinar na campanha?

A vacinação pelo SUS é direcionada prioritariamente a grupos com maior risco de complicações. Entre eles:

crianças de seis meses a menores de seis anos, idosos com 60 anos ou mais, gestantes, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde e educação, entre outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde. A priorização leva em conta o maior risco de hospitalização e morte nesses públicos.

Por que a vacina precisa ser tomada todos os anos?

Dois fatores explicam a recomendação anual segundo a infectologista Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).

O primeiro é a capacidade de mutação do vírus influenza, que muda de um ano para outro —o que exige atualização da fórmula da vacina com base nos vírus mais circulantes no mundo. O segundo é a duração da proteção, que diminui ao longo dos meses, especialmente em idosos e pessoas com doenças crônicas.

A vacina pode causar gripe?

Não. As vacinas disponíveis são feitas com fragmentos do vírus, incapazes de se multiplicar no organismo. O objetivo é estimular a produção de anticorpos sem provocar a doença.

Mesmo vacinado, posso pegar gripe?

Sim, nenhuma vacina tem eficácia de 100% para impedir infecção.

Ainda assim, a principal função da vacina é evitar formas graves da doença, reduzindo internações e mortes, especialmente entre os mais vulneráveis.

Quem não está nos grupos prioritários pode se vacinar?

Pessoas fora do público-alvo do SUS podem receber a vacina na rede privada.

Eventualmente, doses remanescentes podem ser liberadas ao restante da população ao fim da campanha, mas isso depende de estoque e não deve ser aguardado como estratégia.

Posso me vacinar gripado?

Depende da intensidade dos sintomas. Quadros leves, como coriza e mal-estar discreto, não impedem a vacinação. Já em casos com febre ou sintomas mais intensos, a recomendação é adiar até a recuperação.

Quem teve Covid ou gripe recentemente pode tomar a vacina?

Sim, desde que já tenha se recuperado da fase aguda e esteja sem sintomas importantes.

Por que é importante se vacinar agora?

Segundo as especialistas, a campanha ocorre antes do pico de circulação do vírus, justamente para garantir que a população esteja protegida no momento de maior risco.

"Adiar a vacinação aumenta a chance de infecção em um período em que a influenza tende a se espalhar com mais intensidade", afirma Ballalai.

G1

Foto: Leo Munhoz/Secom/Divulgação