A vitamina D, que atua como um hormônio no organismo humano, produzida através da exposição solar e também pode ser obtida por meio da alimentação e suplementação.
Um novo estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) em parceria com a University College London, no Reino Unido, por sua vez, revelou que essa deficiência pode causar problemas de mobilidade na velhice.
Segundo a pesquisa, idosos com deficiência de vitamina D apresentam maior risco de lentidão na caminhada, e essa condição é verificada quando a velocidade de marcha é menor do que 0,8 metro por segundo.
Durante o estudo, foram analisadas 2.815 pessoas com 60 anos ou mais. Nenhum participante apresentava problemas relacionados à velocidade de marcha no início da pesquisa, que durou um total de seis anos. Os níveis de vitamina D no sangue foram avaliados no início e ao fim do trabalho.
Os dados mostraram um aumento de 22% dos casos de lentidão nos participantes que tinham deficiência de vitamina D (menos de 30 nmol/L). “Como a lentidão da caminhada está associada ao maior risco de dependência funcional e desfechos adversos, o monitoramento dos níveis de vitamina D, principalmente em pessoas idosas, também deve ser priorizado nos diversos contextos clínicos e serviços de saúde”, declarou Tiago da Silva Alexandre, professor da UFSCar e autor do estudo.
Festas de fim de ano significam reencontros, calor, comida farta —e muitas vezes mais álcool do que o habitual. Nesse cenário, uma orientação aparece de forma quase intuitiva: beber água entre os drinks e manter o corpo hidratado para evitar mal-estar no dia seguinte. Mas isso realmente funciona? E até que ponto a hidratação interfere na digestão, na ressaca e na pressão arterial?
O g1 ouviu especialistas para responder às perguntas. As respostas convergem: a água não impede os efeitos do álcool, mas reduz danos, melhora sintomas e ajuda o organismo a lidar melhor com os excessos típicos da temporada.
Por que a hidratação importa mais nas festas Segundo a médica nutróloga integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer Andrea Pereira, o conjunto de fatores das festas —excesso de açúcar, gordura, calor e álcool— representa um pacote de desafios metabólicos.
“Nesse período, a ingestão calórica aumenta muito, especialmente a de carboidratos simples. A água ajuda a diluir a concentração de glicose no sangue e a manter o corpo em equilíbrio”, explica. Andrea relembra que o organismo tem uma perda natural de cerca de 2 litros de água por dia, diferença entre o que produz e o que absorve. “Por isso a recomendação diária gira em torno de 2 litros. É o mínimo para manter as funções fisiológicas operando bem —e durante as festas, essa necessidade fica ainda mais evidente.”
O cardiologista e médico do esporte Bruno Sthefan, detentor de títulos reconhecidos pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) e pela Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), reforça a ideia:
“Nas festas, somamos três fatores que desidratam o organismo: álcool, calor e refeições ricas em sal, gordura e açúcar. Isso piora a circulação, sobrecarrega o coração e aumenta o risco de tontura, dor de cabeça e mal-estar.”
Intercalar água com álcool ajuda? Sim, e por mais de um motivo O álcool tem efeito diurético: aumenta a urina, acelera a perda de líquidos e contribui para sintomas clássicos da ressaca, como boca seca, dor de cabeça e sonolência.
Por isso, segundo a nutróloga Andrea Pereira, alternar água entre os drinks ajuda de duas maneiras: compensa parte da desidratação e reduz a velocidade de ingestão alcoólica, o que já diminui a intensidade dos sintomas no dia seguinte.
Nutricionista do Hospital Samaritano Higienópolis, da Rede Américas, Thais Fernanda reforça que essa estratégia não impede os efeitos do álcool, mas atenua tontura, cefaleia e mal-estar. é um hábito simples e eficaz:
“A água não evita a embriaguez, mas ameniza náuseas e boca seca. É uma forma de proteger o organismo.” Embora não exista recomendação oficial, Sthefan sugere uma regra prática fácil de seguir: um copo grande de água para cada drink alcoólico. Em festas longas ou ambientes muito quentes, ele orienta aumentar a reposição para cerca de 500 ml por hora.
Hidratação não ‘protege’ o fígado, mas reduz estrago Um mito comum é imaginar que beber água acelera o metabolismo do álcool. Não é verdade. “A água não afeta a metabolização do álcool pelo fígado”, ressalta Andrea. “O que ela faz é reduzir sintomas e ajudar o corpo a lidar melhor com os efeitos da desidratação.”
O processo de quebra do álcool continua acontecendo no ritmo do organismo —principalmente no fígado—, independentemente da quantidade de água ingerida. Ou seja: água ajuda na ressaca, não na eliminação do álcool.
Os pratos típicos de fim de ano, recheados de gordura, sal e carboidratos, exigem mais do sistema digestivo. Uma pessoa desidratada tem digestão mais lenta e maior chance de azia, estufamento e desconforto.
Thaís explica que “beber água em quantidade adequada auxilia na digestão e evita sintomas como azia e estufamento”. Andrea acrescenta que a hidratação ajuda indiretamente ao reduzir a ingestão de bebidas calóricas durante as refeições.
Os efeitos da desidratação A desidratação gera sintomas físicos, como tontura, dor de cabeça e mal-estar. A explicação para eles é simples: sangue é, em grande parte, água. Com menos líquido circulando, diminui o volume sanguíneo e chega menos oxigênio ao cérebro e a outros órgãos.
“Isso piora a irrigação cerebral, causando tontura, fraqueza e dor de cabeça, especialmente no calor”, diz Sthefan.
Além disso, o corpo também precisa de água para regular a temperatura; por isso, os sintomas ficam mais fortes nas festas ao ar livre ou sob sol intenso.
Quem precisa de atenção redobrada? Idosos, hipertensos, pessoas que usam diuréticos, quem tem enxaqueca, doenças cardiovasculares quem faz atividade física. Água de coco, isotônicos e outras bebidas ajudam? Água é sempre a primeira escolha.
Água de coco e isotônicos entram em situações específicas, como sudorese intensa, atividade física prolongada ou exposição ao calor por muitas horas. “Eles ajudam a repor eletrólitos perdidos no suor, como sódio e potássio”, explica Thaís. Mas, para o dia a dia das festas, água é suficiente.
O ideal é beber aos poucos ao longo do dia, dizem os três especialistas. Grandes volumes de uma só vez não corrigem a desidratação e podem causar desconforto.
“O corpo funciona melhor com reposição contínua”, resume Sthefan.
Guia rápido para sobreviver às festas sem desidratar Comece o dia hidratado. Beba 6 a 8 copos de água por dia como base. Intercale 1 copo de água por drink alcoólico. No calor, aumente a ingestão para compensar o suor.
Dor na lombar e demais problemas na coluna são relatados por muitas pessoas diariamente. Esse fato faz com que a maioria possa pensar que é o incômodo sem solução. Porém, há como se prevenir! Nesse sentido, o ortopedista Dr. Luiz Felipe Carvalho vai citar a técnica para melhora da coluna:
O método para o bem da sua coluna “Explico do que se trata: existe um tratamento que nós profissionais utilizamos, que a gente chama de alta tecnologia biológica, que é quando a gente usa elementos do próprio corpo do paciente para fazer ele se recuperar das dores, das lesões e regenerar ao mesmo tempo”, afirma o médico.
Luiz Felipe destaca que técnica consiste no uso de enxerto autólogo de medula óssea, conhecida como “tutano do osso”. O uso desse tutano do osso, que é super seguro por ser material do próprio paciente, dá para recuperar o disco, a articulação, cartilagens, ossos e intensificar a recuperação de lesões, exemplos: as fraturas e lesões crônicas.
“Tudo isso porque nesse tutano do osso existe uma série de elementos, como fatores de crescimento, estímulo à neovascularização, anti-inflamatórios, fatores regenerativos, que proporcionam essa recuperação da qualidade articular da coluna, do disco e demais componentes do sistema músculo esquelético. Onde já existem trabalhos com comprovações científicas de alto impacto, que comprovam essa eficiência e eficácia deste tratamento”, reforçou.
Praticamente, todos os atletas da elite do futebol e do tênis passam por esse procedimento. É a técnica que consegue trazer uma maior performance por meio da diminuição direta das dores através de efeitos anti-inflamatórios e regenerativos dessas regiões em atletas que praticam esportes que exigem uma alta carga de trabalho do corpo.
Uma pausa de uma semana nas redes sociais — ou, pelo menos, um corte forte no uso — foi associada a reduções de sintomas de ansiedade, depressão e insônia em jovens adultos, segundo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Harvard.Sublead.
O trabalho, liderado por John Torous, professor associado da Harvard Medical School e diretor de psiquiatria digital do Beth Israel Deaconess Medical Center, acompanhou participantes nos EUA com dados do celular e questionários e foi publicado na revista científica “JAMA Network Open”.
O que o estudo encontrou Na amostra, reduzir o uso de redes sociais por sete dias foi associado a:
16,1% menos sintomas de ansiedade; 24,8% menos sintomas de depressão; 14,5% menos sintomas de insônia. Já a solidão não teve mudança significativa, um resultado que os autores apontam como possível reflexo do papel social de algumas plataformas.
Menos rede social, mas não menos celular Um achado “contraintuitivo” é que o corte nas redes não virou, necessariamente, um corte na tela: durante o detox, o tempo diário médio em redes caiu de 1,9 hora para 0,5 hora, mas o tempo total de uso do celular ficou parecido (as pessoas preencheram o tempo com outras atividades no aparelho).
Na entrevista ao Harvard Gazette, Torous resume essa ideia ao dizer que a história “real” é que, em muitos estudos, a média esconde as respostas individuais — e que um detox pode ser um instrumento “grosseiro”, que talvez precise ser personalizado.
A reação não foi igual para todo mundo Os dados sugerem que há grande heterogeneidade: algumas pessoas relatam melhora mais forte, outras quase nenhuma — e isso pode depender do estado de saúde mental de partida e do tipo de relação com as plataformas.
No artigo, os autores também indicam que os ganhos foram mais pronunciados em quem tinha sintomas depressivos mais intensos no início.
Metodologia: pontos fortes e ressalvas
Os pesquisadores recrutaram jovens de 18 a 24 anos e acompanharam 373 participantes por três semanas: duas semanas de linha de base e, depois, um detox opcional de uma semana, focado em cinco apps (Facebook, Instagram, Snapchat, TikTok e X).
Eles combinaram uso de apps reportado nas configurações do celular, sinais coletados por sensores (como tempo em casa e padrões de tela) e escalas clínicas (como PHQ-9, GAD-7 e índice de insônia). Entre os pontos fortes estão o uso de dados mais objetivos e medidas padronizadas; entre as ressalvas, o fato de o detox ser voluntário (sem randomização), a amostra ser pouco diversa (predomínio de universitárias e usuárias de iPhone) e a ausência de follow-up, o que impede afirmar por quanto tempo a melhora duraria.
O que dá (e o que não dá) para concluir O estudo reforça a hipótese de que reduzir redes sociais pode ajudar parte dos jovens — mas não sustenta a ideia de uma receita universal do tipo “delete tudo e pronto”. Os próprios autores resumem assim: reduzir o uso por uma semana foi associado a melhora em três sintomas, mas a “durabilidade” desses efeitos ainda precisa de mais estudo.
Em outras palavras: pode funcionar — mas, como quase tudo em saúde, depende de como você usa, do que você vê e de quem você é (infelizmente não dá para colocar isso em um botão de “configurações”).