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Quem nunca foi pegar um alimento no armário e se deparou com a data de vencimento extrapolada? A situação é ainda pior quando o ingrediente em questão era o que faltava para a receita que já estava sendo preparada. E é nesse momento que surge aquela dúvida: será que faz mal usar o produto vencido, ainda que há pouquíssimos dias?

alimentovencido

Para saber a resposta, o MinhaVida entrou em contato com a Nathália Guimarães, nutricionista do Instituto Nutrindo Ideais, que explicou porque, de modo geral, não devemos comer alimentos fora do prazo de validade.

“As datas de validade são determinadas através de testes científicos com base no crescimento microbiano, degradação de nutrientes, alterações sensoriais, controle de temperatura e tipo de embalagem utilizada. Após essa data, o alimento pode ter pior qualidade devido à deterioração das propriedades do alimento, desenvolver bactérias nocivas ou perder seu valor nutricional”.

O que pode acontecer quando se come alimentos vencidos? O consumo de alimentos fora do prazo de validade pode levar a intoxicação alimentar, que gera diferentes sintomas como:

Náuseas Vômitos Diarreia Febre

A especialista alerta que em casos mais graves, a intoxicação causada pela ingestão de alimentos vencidos pode levar à hospitalização e ao óbito.

Os alimentos que costumam vencer rapidamente

Produtos lácteos: “pois têm um teor de proteína que é um bom meio de cultivo para a ação bacteriana. Normalmente, produtos lácteos duram uma semana na geladeira após abertos”;

Carnes frescas: “porque também tem validade curta. Depois que os pacotes de peru fatiado ou presunto fatiado são abertos, por exemplo, duram no máximo cinco dias”;

Vegetais vendidos fatiados e embalados em plástico: “como cogumelos ou pimentões, podem ser convenientes, mas, na verdade, tendem a estragar mais rápido. Eles acabam tendo metade do tempo de validade normal”;

Molho de tomate: “antes de ser aberto, ele é um campeão de prazo de validade. Sua alta acidez pode preservá-lo bem por mais de um ano – enquanto ainda está selado. Mas depois de aberto, ela dura apenas de três a cinco dias (mesmo na geladeira)”.

Nathália destaca também que existem alimentos específicos que podem ser consumidos poucos dias após o prazo de validade.

“Macarrão seco (desidratado), arroz cru do tipo branco, selvagem, arbóreo, jasmine e basmati, feijão cru, grão-de-bico cru e lentilha crua, leite em pó tem prazos bem maiores do que estipulados nos rótulos das embalagens se mantidos em local seco sem umidade. Assim como chás e ervas secas, melado de cana e mel”.

Os alimentos que não têm prazo de validade

Em relação a prazo de validade, com alguns alimentos não devemos nos preocupar tanto. A nutricionista lista 7:

1 - Feijões e leguminosas (secos e guardados em local sem umidade) “Mas quanto mais velho for o feijão, mais tempo ele precisará ficar de molho e mais tempo demora para cozinhar”.

2 - Mel (cru) “O teor alto natural de açúcar, a alta acidez e baixa umidade garantem que o mel dure para sempre. Mas, pode cristalizar com o tempo, se isso ocorrer, basta colocar o frasco em uma panela com água morna”.

3 - Sal “O sal não iodado (como o sal marinho natural) dura para sempre. Mas mesmo o sal de mesa iodado tem uma vida útil bastante longa — cinco anos”.

4 - Especiarias (secas) “Eles perderão seu aroma e sabor com o tempo, mas são seguros para comer indefinidamente”.

5 - Açúcar “Incluindo açúcar granulado, açúcar de confeiteiro e açúcar mascavo. O açúcar não estraga em termos de deterioração ou mofo, mas pode se degradar em qualidade e sabor. O açúcar vencido é seguro para comer, desde que seja bem armazenado”.

6 - Vinagre “A data de validade refere-se principalmente à diminuição do seu nível de acidez, tornando-o menos potente e eficaz, mas não menos seguro de consumir”.

7 - Extrato de baunilha (puro) “Tem validade indeterminada, porém começa a perder o aroma com o passar dos anos, mas ainda será um alimento seguro para ser ingerido”.

Minha Vida

Foto: © FG Trade/GettyImages

Circula nas redes sociais um post alegando que a Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu um "alerta para risco global de [vírus] Nipah após o Carnaval". É #FAKE.

Como é o post? O post foi publicado no Facebook sexta-feira (30), quatro dias após a OMS ser notificada sobre a confirmação de dois casos de contaminação por Nipah na Índia – os pacientes são profissionais de saúde. Autoridades do país também colocaram cerca de 110 pessoas em quarentena. O vírus pode causar infecções respiratórias agudas e encefalite (inchaço do cérebro) – a doença mata até 75% dos infectados. A transmissão ocorre entre humanos e por meio de animais como morcegos e porcos.

O conteúdo fake exibe uma imagem de microscópio de um vírus. O enunciado diz: "OMS alerta para risco global de Nipah após o Carnaval". O texto acrescenta: "[...] com o aumento de viagens internacionais e grandes aglomerações, especialistas alertam para o risco de proliferação de doenças. A OMS acompanha casos do vírus Nipah na Índia e, embora o risco global seja considerado baixo, reforça a importância da vigilância e do monitoramento sanitário. Até o momento, não há registros no Brasil, mas o período pós-carnaval exige atenção redobrada das autoridades de saúde".

Mas isso não é verdade. A OMS classificou que o risco para a saúde pública global é baixo e não fez qualquer recomendação para o período após o Carnaval no Brasil (leia mais abaixo). Não há registros da doença em nenhum país da América Latina. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, a preocupação maior fica restrita à Índia e a países vizinhos, que têm o hospedeiro principal do vírus, um tipo de morcego frutífero.

O Nipah foi identificado pela primeira vez em 1999 na Malásia. Desde então, países como Índia e Bangladesh já registraram surtos da doença. Ainda que tenha apontado um baixo risco de transmissão global, a OMS classifica o vírus como prioritário devido à sua capacidade de desencadear uma epidemia. Não há vacina para prevenir a infecção e nenhum remédio para curá-la.

Por que isso é mentira?

A OMS classificou que o risco da doença para a saúde pública global é baixo, segundo uma publicação de 30 de janeiro no site oficial da organização.

A entidade também dispensou medidas de restrição de viagens à Índia, por entender que há baixo risco de propagação do vírus. Também em 30 de janeiro, o Ministério da Saúde publicou em seu site oficial uma nota com o seguinte título: "Entenda por que o risco do vírus Nipah é baixo e não ameça o Brasil". O comunicado cita que não há "nenhuma evidência de disseminação internacional ou risco para a população brasileira".

G1

Um estudo recente da Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, reforça a importância da regularidade do sono para a saúde geral do organismo, alertando para o aumento do risco de aterosclerose e doenças cardiovasculares em indivíduos com padrões de descanso insatisfatórios.

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A pesquisa enfatiza que a qualidade do sono vai além do número de horas dormidas ou da quantidade de interrupções. A chave reside na regularidade: ir para a cama e acordar sempre nos mesmos horários, evitando dormir muito tarde. O ideal, segundo os especialistas, seria “desligar” por volta das onze da noite para despertar às sete da manhã com disposição.

Entre 2010 e 2013, o estudo acompanhou 2.032 participantes norte-americanos, com idade média de 69 anos, provenientes de diversas regiões e etnias. Todos utilizaram um dispositivo de pulso para monitorar o estado de sono e vigília, mantiveram um diário de sono por sete dias consecutivos e foram submetidos a polissonografias, exame que identifica distúrbios como a apneia noturna.

Os resultados revelaram que os participantes com um padrão de sono irregular apresentavam uma incidência significativamente maior de depósitos de cálcio nas artérias coronárias e de placas obstrutivas nas artérias carótidas. Essa condição, conhecida como aterosclerose sistêmica, estreita as artérias, comprometendo o fluxo sanguíneo e o transporte de oxigênio e nutrientes vitais para o corpo. Além disso, a ruptura dessas placas pode levar à formação de coágulos, que podem bloquear os vasos sanguíneos e causar eventos graves como infartos ou acidentes vasculares.

Para a epidemiologista Kelsie Full, professora da faculdade de medicina da Universidade Vanderbilt e principal autora do trabalho, a qualidade do sono deve ser uma prioridade nos consultórios e ambulatórios. “Quase todas as funções cardiovasculares, incluindo batimentos cardíacos, pressão arterial, tônus vascular e as funções das células endoteliais (que permitem a conexão entre componentes da circulação e sistemas do organismo), são reguladas pelos genes do relógio biológico. Disrupções do ritmo circadiano podem resultar num quadro de inflamação crônica”, explicou a equipe de pesquisadores, que contou com a colaboração de instituições renomadas como Harvard, Mount Sinai, Johns Hopkins e a Universidade da Califórnia, campus San Diego.

A pesquisa ressalta que um sono fragmentado e de curta duração – o período ideal varia entre sete e nove horas por noite – está diretamente associado ao surgimento de doenças cardiovasculares, hipertensão, obesidade e diabetes tipo 2.

Em reconhecimento a essa importância, a American Heart Association (AHA) incluiu recentemente o sono entre as oito recomendações essenciais para a manutenção da saúde cardíaca. As outras sete diretrizes abrangem alimentação saudável, atividade física regular, abstenção do tabagismo, controle de peso, monitoramento do colesterol, da pressão arterial e dos níveis de glicose no sangue.

Vanity Brasil - Saúde/R7

Créditos: Foto/Divulgação

 

Um novo estudo global da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) aponta que quase 40% dos casos de câncer registrados no mundo poderiam ser evitados com a redução de fatores de risco já conhecidos.

Na prática, isso significa que cerca de 7 milhões dos 18,7 milhões de novos diagnósticos feitos em 2022 estão ligados a causas preveníveis, como tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, infecções, poluição do ar e exposição excessiva ao sol.

A análise, considerada a mais abrangente já feita sobre o tema, avaliou 36 tipos de câncer em 185 países e, pela primeira vez, incluiu de forma sistemática nove infecções associadas ao desenvolvimento da doença, como o HPV, o vírus da hepatite B e a bactéria Helicobacter pylori.

O estudo foi publicado na prestigiada revista científica "Nature Medicine" e divulgado às vésperas do Dia Mundial do Câncer, celebrado no próximo dia 4 de fevereiro.

“Esta é a primeira análise global a mostrar quanto do risco de câncer decorre de causas que podem ser prevenidas”, afirmou André Ilbawi, líder da equipe de Controle do Câncer da OMS e autor do estudo.

Ao examinar padrões entre países e grupos populacionais, podemos oferecer a governos e indivíduos informações mais específicas para ajudar a prevenir muitos casos de câncer antes mesmo de eles surgirem — André Ilbawi, líder da equipe de Controle do Câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS). Ao todo, os pesquisadores estimam que 37,8% de todos os novos casos de câncer no mundo em 2022 podem ser atribuídos a 30 fatores de risco modificáveis.

ENTENDA:

Fatores de risco modificáveis são aqueles ligados ao estilo de vida, ao ambiente ou às condições de trabalho: situações que podem ser evitadas ou reduzidas com prevenção, políticas públicas e mudanças de comportamento, como fumar, consumir álcool em excesso, ter alimentação pouco saudável ou se expor a substâncias tóxicas.

A proporção, no entanto, varia bastante entre homens e mulheres. Entre os homens, 45,4% dos diagnósticos estão ligados a esses fatores, enquanto entre as mulheres o percentual cai para 29,7%.

Aliado a isso, o tabagismo segue como o principal fator de risco evitável no mundo, responsável por 15,1% de todos os novos casos de câncer, o equivalente a mais de 3,3 milhões de diagnósticos em um único ano.

Em seguida aparecem as infecções, associadas a 10,2% dos casos, cerca de 2,3 milhões, e o consumo de álcool, ligado a 3,2% dos diagnósticos, o que representa aproximadamente 700 mil novos casos.

Outros fatores relevantes incluem:

o excesso de peso, a inatividade física, a poluição do ar, a radiação ultravioleta e exposições ocupacionais no trabalho a substâncias cancerígenas.

G1