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Se você anda rolando na cama antes de conseguir dormir, saiba que não está sozinho. Segundo a pesquisa “O sono dos brasileiros”, do Ibope, cerca de 65% da população tem baixa qualidade de sono. O estudo apontou que a média de sono é de 6,4 horas/noite, abaixo do recomendado, com destaque para a insônia, apneia e fatores como estresse e sedentarismo como grandes vilões. Um problema que vai muito além do cansaço no dia seguinte e impacta diretamente a saúde física e mental das pessoas.

sonoacademia

Ansiedade, estresse, depressão, dores no corpo e até doenças respiratórias e cardiovasculares estão entre os principais vilões por trás das noites mal dormidas. Mas existe um hábito simples que pode ajudar — e muito — a virar esse jogo: a prática regular de atividade física.

Sendo assim, a qualidade do sono é um dos principais sinais de que o corpo e a mente estão funcionando bem — e isso melhora ainda mais quando há uma rotina de exercícios. Dormir bem não é só “apagar”, mas passar por todas as fases do sono. Uma das mais importantes é o sono REM (Rapid Eye Movement), etapa em que o cérebro fica mais ativo, ajudando na memória, no aprendizado e até no controle das emoções. Segundo a National Sleep Foundation, noites mal dormidas podem impactar desde o humor até a saúde do coração. Por isso, manter uma rotina ativa pode ajudar o corpo a entrar mais facilmente nesses estágios profundos e ter um descanso de verdade.

Sim, mexer o corpo durante o dia pode ser o segredo para dormir melhor à noite!

Isso porque o exercício ajuda a regular o organismo, reduzindo os níveis de estresse e estimulando a produção de hormônios ligados ao relaxamento e ao bem-estar, como a melatonina, essencial para o sono.

Na prática, isso se traduz em noites mais tranquilas, com um sono mais profundo e menos interrupções. “O corpo humano foi feito para se movimentar. Ao gastar energia de forma eficiente durante o dia, você prepara o terreno para um desligamento natural e profundo à noite”, explica o professor Anderson Teu, da Academia Gaviões 24h.

E se você já ouviu que treinar à noite pode atrapalhar, vale um alerta: isso não é regra. O mais importante é a consistência. Ainda assim, especialistas recomendam dar um intervalo de pelo menos 90 minutos entre o fim do treino e a hora de dormir — principalmente se a atividade for mais intensa. “Um dos maiores mitos é que treinar à noite seja prejudicial. O importante é respeitar esse intervalo para que o corpo consiga relaxar”, ressalta o especialista.

Outro ponto importante é escolher um exercício que faça sentido para você. Caminhada, corrida, musculação, ioga… tudo conta. Atividades aeróbicas ajudam na respiração e podem aliviar sintomas da apneia do sono. Já práticas mais relaxantes contribuem para reduzir a ansiedade, enquanto os treinos de força também favorecem um descanso mais reparador.

No fim das contas, dormir bem não é um luxo — é necessidade. “O descanso não está relacionado apenas à quantidade de horas dormidas, mas principalmente à qualidade do sono. Pessoas que se exercitam regularmente tendem a ter um sono menos fragmentado, mais profundo e com melhor recuperação para o dia seguinte”, conclui.

Como Ser Saudável

Foto: InteligênciaArtificial/ChatGPT

Um post nas redes sociais, com milhões de visualizações e centenas de comentários, chamou a atenção de mulheres ao mostrar sinais da chamada fimose feminina. Apesar do nome, a condição não é exclusiva dos homens: ela também pode ocorrer em mulheres, afetando o clitóris. Os médicos explicam que ela pode aparecer quando criança e desaparecer ou até evoluir na vida adulta.

Apesar da repercussão nas redes, a chamada fimose feminina não é uma doença nova. O termo costuma ser usado para descrever duas situações: a fusão dos pequenos lábios ou a aderência do capuz do clitóris — uma fina camada de pele que recobre a região.

Essas alterações anatômicas podem variar bastante. Em alguns casos, são discretas e passam despercebidas; em outros, formam uma espécie de “pele aderida” que cobre parcialmente o clitóris e pode afetar a sensibilidade na região.

Ela pode não causar nenhuma disfunção ou impacto na vida adulta ou dificultar o prazer sexual e prejudicar a higiene feminina -- nesses casos, precisa de tratamento. No entanto, os médicos explicam que muitas vezes o clitóris acaba sendo negligenciado e nem sempre mulheres sabem das doenças que podem afetá-lo.

Por que isso acontece? A forma mais comum aparece na infância. O quadro é mais frequente entre bebês de três meses a três anos, podendo se estender até por volta dos dez anos.

A principal explicação está nos hormônios: nessa fase da vida, há baixa concentração de estrogênio, o que deixa o tecido vulvar mais fino e vulnerável a irritações. Com a chegada da puberdade, esse cenário costuma mudar.

“Quando os hormônios começam a aumentar, o estrogênio sobe e a genitália externa também se desenvolve. Como é uma pele muito fina, muitas vezes isso se resolve espontaneamente”, explica a ginecologista Vanessa Cairolli.

E na vida adulta? Na maioria das mulheres, essas alterações desaparecem com o desenvolvimento hormonal. Mas há casos em que persistem ou surgem depois.

Segundo o ginecologista Marcelo Steiner, aderências nessa região podem aparecer ao longo da vida por diferentes motivos, como lesões locais, doenças dermatológicas ou processos inflamatórios.

Nesses casos, a condição pode formar uma espécie de “capa de pele” sobre o clitóris.

Quando é preciso tratar? Nem toda alteração exige intervenção. Se não houver sintomas, o acompanhamento pode ser suficiente. Mas a avaliação médica é importante, principalmente quando há:

dificuldade de higiene íntima acúmulo de secreções dor ou desconforto redução da sensibilidade ou impacto no prazer sexual “Se essa pele começa a interferir na higiene ou na sensibilidade, pode ser necessário tratamento”, explica Steiner. Por que muitas mulheres nunca ouviram falar disso? Nos comentários do post que viralizou, várias mulheres relataram ter identificado algo semelhante ao fazer o autoexame — sem nunca terem sido alertadas em consulta.

Segundo especialistas, isso pode acontecer porque a região do clitóris nem sempre recebe uma avaliação detalhada no exame ginecológico de rotina.

“Para esse diagnóstico, é preciso um olhar mais atento para a região. O clitóris ainda é um órgão muitas vezes negligenciado nas consultas”, afirma o ginecologista Marcelo Steiner.

A orientação é procurar avaliação ginecológica sempre que houver qualquer alteração percebida na região íntima.

Mesmo nos casos mais simples, o diagnóstico correto ajuda a diferenciar variações anatômicas normais de situações que podem exigir acompanhamento ou tratamento.

G1

De acordo com a pesquisa liderada por pesquisadores da Harvard Medical School e do Broad Institute, e publicada na revista científica Nature, registros de sangue e saliva de mais de 917 mil indivíduos fora analisados para entender por que certos vírus permanecem latentes no organismo sem necessariamente progredir para uma doença imediata.

viruscorpo

De acordo com o comunicado oficial da Harvard Medical School, a pesquisa utilizou dados de três grandes biobancos para calcular a “carga viral” – uma medida que indica a quantidade de DNA viral circulante e a eficiência do sistema imunológico em mantê-lo sob controle.

A investigação revelou que a genética desempenha um papel crucial em determinar se os efeitos desses vírus se estendem muito além da infecção inicial, segundo informações divulgadas pelo ScienceAlert. Os dados identificaram 82 locais específicos no genoma humano diretamente associados à carga de DNA viral, com destaque para o Complexo de Histocompatibilidade Principal (MHC), descrito no estudo como o centro de comando mestre para as defesas do corpo.

“Estamos chegando ao ponto em que podemos usar a genética humana para tentar responder a perguntas fundamentais sobre a patologia resultante de vírus”, afirmou o geneticista Nolan Kamitaki, autor principal do estudo, em nota à imprensa.

Bossa News Brasil

©Foto: iStock

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Está muito quente, você andou o dia todo e decide: um sorvete é a melhor solução para aliviar o calor. Mas comer sem ter como lavar as mãos nem sempre é uma boa ideia. E aquele álcool em gel que você leva por precaução na bolsa parece outra ótima escolha para higienizar as mãos antes de se lambuzar no sorvete.

germes

Muitas vezes sem ter como usar água para lavar as mãos na correria da rua, lenços, sprays e outros produtos "mata-germes" surgem como soluções ideais para evitar qualquer contaminação.

Mas, ainda que esses produtos possam ser muito úteis em uma emergência, seu uso constante pode levar a um problema sério: a resistência antimicrobiana.

Um novo artigo publicado na revista científica "Environmental Science & Technology" alerta que esses itens utilizados no cotidiano estão contribuindo silenciosamente para o aumento global da resistência das bactérias.

"Estratégias globais contra a RAM têm focado em hospitais e fazendas, deixando de lado produtos de uso cotidiano nas casas que também podem contribuir para a resistência", afirma a autora sênior do estudo e professora da Universidade de Toronto, Miriam Diamond. Ela detalha que, diariamente, resíduos de sabonetes antigermes, desinfetantes e lenços umedecidos são descartados incorretamente e acabam nos sistemas de esgoto.

Isso cria condições ideais para que bactérias se adaptem e se tornem mais difíceis de serem eliminadas, o que agrava um problema de nível de saúde global.

Entre 1990 e 2021, infecções resistentes a medicamentos causaram mais de 1 milhão de mortes por ano – número que pode chegar a 2 milhões anuais até 2050.

Benefícios limitados e impactos para o ambiente O trabalho destaca que, ainda que esses produtos sejam vendidos frequentemente como boas opções para reforçar a proteção contra germes, é preciso chamar a atenção para a falta de benefício comprovado para a saúde pública em muitos casos.

Por outro lado, o que vem se confirmando a cada novo estudo são os impactos das substâncias que compõem esses artigos no meio ambiente.

O cloreto de benzalcônio, uma dessas substâncias, por exemplo, pode levar a:

Alteração da estrutura de comunidades microbianas

Favorecimento de espécies resistentes

Resistência cruzada a importantes antibióticos

De acordo com os pesquisadores, atualmente, ele já é detectado em esgoto, águas superficiais, solos, sedimentos e alimentos em todo o mundo.

Eles ainda alertam que as evidências mostram que muitos dos chamados biocidas persistem no ambiente, promovem a resistência antimicrobiana e facilitam a disseminação de genes de resistência.

Necessidade de ações globais Diante do cenário identificado pelo grupo, eles recomendam uma série de ações para tentar reduzir os riscos dessas substâncias à saúde.

Entre as medidas, estão:

Reconhecimento global: incluir biocidas de produtos de consumo nos planos globais contra a RAM, com metas claras de redução e monitoramento ambiental.

Políticas nacionais: restringir o uso desses ingredientes quando não houver evidência de eficácia.

Transformação da indústria: incentivar formulações mais seguras e sustentáveis, evitando biocidas desnecessários.

Ações individuais: quando necessário desinfetar, optar por alternativas como álcool ou peróxido de hidrogênio, que têm menor potencial de promover resistência e são igualmente eficazes.

Rebecca Fuoco, autora principal e doutoranda na Universidade Johns Hopkins, afirma que o uso excessivo de biocidas nesses produtos é uma oportunidade fácil de agir no combate à resistência antimicrobiana.

"Ao eliminar aditivos antibacterianos desnecessários, podemos reduzir a poluição química, proteger a saúde pública e ajudar a desacelerar a disseminação de superbactérias", destaca.

G1

Foto: Freepik