Engordar entre o Natal e o Ano Novo não é inevitável — embora exija algum esforço.

Um estudo feito pela Universidade de Birmingham em parceria com a Universidade de Loughborough, ambas no Reino Unido, indicou que prestar atenção a algumas dicas simples para não exagerar ao beber e comer pode evitar que as pessoas ganhem peso no fim do ano — mesmo frequentando dezenas de eventos com comida em abundância.

Os voluntários do estudo que conseguiram escapar do ganho de peso receberam uma lista de dez dicas para controle de peso e outra com quanta atividade física é necessária para queimar certos pratos e bebidas muito populares no Natal.

Por exemplo, seria preciso cerca de 25 minutos andando de bicicleta para queimar as calorias de uma fatia de 100g de tender (132 kcal).

As dicas que eles receberam foram tiradas de um artigo publicado em 2008 no International Journal of Obesity 32.

As regras
As dicas passadas para os voluntários do estudo são medidas simples, nada parecidas com as dietas mirabolantes que costumam circular por aí nessa época do ano:

1. Tente manter sua rotina alimentar → Mantenha os mesmos horários de alimentação que tem em sua rotina normal, ou ao menos tente manter os horários o mais próximo possível disso.

2. Evite alimentos gordurosos → Prefira as carnes magras (como o peru), fuja dos molhos de saladas mais gordurosos, evite os patês prontos

3. Caminhe → Você pode usar um aplicativo no celular que conte os seus passos ao longo do dia, e vá aumentando o número de passos progressivamente. Pequenas mudanças na rotina, pelo menos durante o período de festas, podem ajudar: subir a escada em vez de pegar o elevador, fazer a pé pequenos percursos, etc.

4. Escolha petiscos saudáveis → Se você gosta de petiscar, compre ou prepare opções saudáveis, como frutas, iogurtes de baixas calorias etc.

5. Leia o rótulo → Cuidado com a propaganda, principalmente em produtos light e diet (nem sempre eles têm menos calorias). Estar ciente de quanto açúcar, sódio e gordura vai nos alimentos industrializados ajuda a tornar a alimentação mais saudável.
6. Cuidado com as porções → Não encha o prato de comida (a não ser que a comida seja legumes e verduras). E pense duas vezes antes de repetir, principalmente se você costuma comer rápido: dê um tempo para seu cérebro perceber que você está saciado.

7. Fique de pé → Evite ficar muito tempo sem se levantar. Para cada hora sentado, levante por dez minutos. Essa é uma dica útil de ter na cabeça durante viagens, que são muito comuns no fim do ano. Em voos, ande no corredor. Se estiver viajando de carro, faça paradas em estabelecimentos ao longo da estrada para esticar as pernas.

8. Pense no que vai beber → Prefira água ou refrescos sem açúcar. Até mesmo suco de fruta tem o açúcar natural da planta, então limite a quantidade a um copo de suco por dia. O álcool também é bem calórico, então tente compensar evitando repetir a refeição nos dias em que for beber mais.

9. Foque na comida → Aproveite o feriado para diminuir o ritmo. Não coma na frente da TV ou fazendo outras atividades; coma na mesa se possível. Curta sua refeição.

10. Não esqueça a regra dos 5 → Coma ao menos cinco porções de fruta, legumes ou verduras por dia (400g no total).

Como foi feito o estudo
O estudo, chamado "Winter Weight Watch Study" (Estudo de Observação de Peso no Inverno, em inglês) envolveu 272 voluntários, que foram divididos aleatoriamente em dois grupos: um grupo de controle e um grupo de intervenção.

Os voluntários no grupo de intervenção foram orientados a se pesar todo dia, ou, no mínimo duas vezes por semana.

Eles receberam dez dicas (acima) sobre como evitar ganho de peso, uma lista de atividades físicas com quantas calorias elas queimam, e o que essas calorias correspondem em alimentos comuns no fim do ano.
O grupo de controle recebeu apenas um panfleto com informações breves sobre ter um estilo de vida saudável, sem nenhuma dica alimentar.

O resultados mostraram que, na média, os participantes do grupo de controle ganharam peso durante a época do Natal, mas os do grupo de intervenção mantiveram o peso.

O estudo, publicado nesta segunda (10), no periódico científico britânico The BMJ (antigo British Medical Journal). A pesquisa foi conduzida entre 2016 e 2018, com os pacientes sendo medidos e pesados em novembro e dezembro de 2016 e 2017, e novamente em janeiro e fevereiro dos anos seguintes.

"Os feriados de fim de ano coincidem com folgas coletivas em muitos países, oferecendo oportunidade para consumo excessivo de comida e comportamento sedentário por um tempo prolongado", afirma a nutricionista Frances Mason, pesquisadora da Universidade de Birmingham e uma das autoras do estudo.

"Só no dia de Natal as pessoas chegam a consumir 6 mil calorias - três vezes o recomendado", diz ela, em um comunicado da universidade sobre a pesquisa.

"Intervenções leves como as feitas no estudo Winter Weight Watch poderiam ser levadas em consideração por quem faz políticas públicas para evitar ganho de peso da população em épocas mais sensíveis, como as férias", afirma Mason.

A professora Amanda Daley, co-autora do estudo, afirma que o peso adquirido durante as festas não costuma ser acompanhado por perda de peso no início do ano.

"Embora sejam ganhos pequenos, ao longo de dez anos podem significar um aumento considerável no peso", explica.

 

BBC

 

licopenoVocê conhece o licopeno? Ele é um antioxidante vermelho como os enfeites de Natal. Além de combinar com esta época do ano, ajuda a prevenir câncer e ainda faz bem para o coração. O cardiologista e consultor Roberto Kalil e a nutricionista Roberta Lara mostraram no Bem Estar desta terça-feira (11) os benefícios dos alimentos vermelhos para a saúde.

O tomate, por exemplo, possui bastante licopeno, mas para ter todos os benefícios é melhor consumir cru, assado ou no molho? Os molhos de tomate apresentam maior biodisponibilidade de licopeno por causa do aquecimento que rompe a parede celular e libera mais o oxidante.

E para matar a vontade de doce? A solução é geleia caseira, que pode ser feita de melancia, fruta rica em licopeno. Dá para misturar com iogurte, queijo ou colocar direto na torrada.

Polifenois, Licopeno e Carotenoides
Dentro dos polifenois temos dois importantes antioxidantes nas frutas natalinas, o resveratrol, que está presente nas uvas vermelha e roxa - quanto mais escura a casca, mais antioxidante - e a antocianina, presente na amora, ameixa e cereja.

Os carotenoides são substâncias responsáveis pela cor natural das frutas e vegetais (amarela, laranja e vermelha). Os mais comuns são o licopeno, luteína, betacaroteno, alfa-caroteno, alfa-criptoxantina e zeaxantina.

Nós não temos capacidade de produzir essas substâncias. Por isso, precisamos consumir. Sugere-se de 5 a 6 mg/dia de carotenoides total, equivalente a 4 a 6 porções de frutas e vegetais por dia.

O licopeno é o responsável pela pigmentação vermelha. Por ser uma substância lipossolúvel tem maior absorção quando consumido junto com gordura. Está presente em alimentos de cores avermelhadas como tomate, melancia e pitanga.
Licopeno e o coração
O licopeno, por ser um antioxidante, promove a redução do estresse oxidativo, combatendo os radicais-livres e o processo inflamatório. Só por isso, já melhora a qualidade do envelhecimento celular. Mas ele tem outras funções comprovadas que estão ligadas diretamente com o sistema cardiovascular.

Para acontecer um infarto, as artérias são obstruídas por placas de gordura formadas pela oxidação do colesterol LDL. O licopeno consegue evitar essa oxidação, ou seja, previne a formação das placas e também o infarto.

A redução da inflamação também melhora a qualidade dos vasos sanguíneos.

Vale ressaltar que esses benefícios só são possíveis quando a pessoa tem uma alimentação equilibrada e hábitos saudáveis.
Licopeno e o câncer de próstata
A relação do licopeno na prevenção do câncer de próstata foi feita após a revisão de mais de 650 artigos. A explicação é que a junção do licopeno à outras substâncias presentes no organismo o torna um agente quimiopreventivo, que previne a ação cancerígena. Além disso, autores observaram que o consumo diário de uma porção de tomates ou seus derivados eleva a resistência de determinadas células contra quebras de DNA, ou seja, ficam mais resistentes às mutações que poderiam levar ao câncer.

 

G1

Foto: Augusto Carlos/TV Globo

 

 

pomadadermusEla é pequena, com um tamanho que varia de 0,6 mm a 2 cm, mas pode causar um estrago considerável. Todos os anos, a aranha-marrom (Loxosceles sp) pica cerca de 7 mil pessoas no Brasil - 7.441, em 2016, último dado disponível do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

O veneno dela pode causar necrose da pele, falência renal e até a morte das vítimas - seis, naquele ano.

Para diminuir esses problemas, cientistas do Instituto Butantan (IB) desenvolveram uma pomada, cujos efeitos curativos já foram comprovados em testes realizados em cultura celular e animais.

 

Segundo a pesquisadora do IB, Denise Tambourgi, principal responsável pelo trabalho, a pomada desenvolvida é feita à base de tetraciclina, substância conhecida e já usada como antibiótico. "Utilizamos numa concentração abaixo da que seria microbicida, no entanto", explica.

"Ou seja, menor do que a necessária para ser considerado antibiótico. Mas a empregamos em uma dosagem capaz de interferir na atividade da esfingomielinase D, proteína que é o componente principal do veneno da aranha e que está envolvida no processo de inflamação e de destruição do tecido (necrose) e outros efeitos."

Além de lesão cutânea - que ocorre em 80% dos casos e pode levar meses para ser curada -, a picada da Loxosceles também pode provocar, nos outros 20% das vítimas, efeitos sistêmicos, como hemólise (alteração, dissolução ou destruição dos glóbulos vermelhos do sangue), agregação plaquetária (que causa coágulos nos vasos sanguíneos, que dificultam ou impedem a circulação), inflamação e falência renal, que podem levar à morte.

Origem da pomada

A história das pesquisas de Denise que levaram à criação da pomada é longa. Ela começou o trabalho para decifrar os principais componentes da toxina da aranha-marrom em 1994. Para isso, ela e sua equipe lançaram mão da engenharia genética.

Como cada Loxosceles produz muito pouco veneno - apenas cerca de 30 microgramas - seria muito difícil conseguir a quantidade necessária para os estudos. Então, os pesquisadores inseriram um gene dela na bactéria Escherichia coli, criando assim uma biofábrica da esfingomielinase D, passando a produzi-la em volume suficiente para as pesquisas.

Ao longo do trabalho, Denise e sua equipem descobriram que o veneno da aranha-marrom pode causar, além de efeitos já conhecidos, reações secundárias, que são desencadeadas principalmente pela proteína esfingomielinase D.
"Costumo dizer que o veneno só dá o 'start' e a proteína altera as células", explica. "Depois, ocorre uma desregulação do organismo, que leva à produção de proteases - enzimas cuja função é quebrar as ligações químicas de outras proteínas, o que, por sua vez, causa a morte celular e a necrose. São essas proteases, portanto, que devem ser inibidas pela pomada."

Resumindo, o estudo coordenado por Denise decifrou o mecanismo de ação do veneno lançado pela aranha-marrom e também a forma sistêmica e cutânea da doença.

Testando o antídoto na pele

Os primeiros testes, realizados em cultura de células de pele humana, mais especificamente queratinócitos e fibroblastos, e em animais começaram a ser feitos em 2005 e se estenderam até agosto de 2018.

"Realizamos vários experimentos, aplicando o veneno da aranha-marrom nas culturas", explica Denise. "Como esperávamos, as células morriam. Depois, as expomos à toxina e à tetraciclina, em várias dosagens, ao mesmo tempo. Constatamos, então, que o veneno não era mais capaz de matar as células."

Os pesquisadores passaram, então, para o passo seguinte do trabalho, que foi o teste em animais. "Os coelhos foram escolhidos por serem um bom modelo para o estudo da necrose de pele causada pela toxina da Loxosceles", explica Denise. "A lesão deste animal é parecida com a que se forma no ser humano. Injetamos o veneno na pele deles e depois de algumas horas começamos a tratá-los com uma pomada que continha tetraciclina e lanolina. Esta última entrou na composição porque é capaz de levar a droga para as camadas mais profundas da pele."

Os resultados foram animadores. Nos coelhos tratados com tetraciclina, a lesão regrediu rapidamente. "A pomada reduziu o tamanho da lesão em cerca de 80%", conta Denise. "Diante desses resultados, partimos para os testes clínicos em seres humanos."

 

BBC News Brasil

Rafael Marques Porto / BBC NEWS BRASIL

O verão é a época em que as mulheres precisam ficar mais atentas com a saúde íntima. Os fungos e bactérias, naturalmente presentes na flora vaginal, proliferam com mais rapidez em ambientes úmidos.

saude

Segundo a ginecologista, obstetra e sexóloga Dra. Erica Mantelli há um desequilíbrio no PH vaginal. “Esse fator associado à baixa imunidade do corpo, faz com que haja um aumento nas secreções, corrimentos e até algumas doenças como, por exemplo, a candidíase”, explica a médica.

Para evitar os problemas, a ginecologista alerta que o principal erro está nos hábitos mais simples. “O biquíni molhado, por exemplo, é o principal vilão da vagina no verão. As mulheres entram no mar ou na piscina e continuam com a parte íntima úmida. Isso acarreta no desenvolvimento de fungos e bactérias. O ideal é sempre levar uma troca na bolsa e se manter seca durante o dia.”, ressalta.

O uso incorreto de absorventes diários também são um erro. “Como são feitos de algodão, a vagina fica ainda mais úmida e isso pode desencadear secreções e corrimentos. Absorventes diários são apenas adequados para situações de emergência ou durante o ciclo menstrual, deixando claro que o recomendável é trocá-lo de quatro em quatro horas, mesmo se o fluxo sanguíneo for baixo”, completa Dra. Erica.

Cuidados simples fazem com que o verão seja mais proveitoso e sem desagrados. O sabonete íntimo é indicado para o uso sem exageros. “Todo e qualquer medicamento, sendo natural ou não, deverá passar pela avaliação médica”, conclui.

 

Dra. Erica Mantelli

Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Dra. Erica Mantelli tem pós-graduação em Medicina Legal e Perícias Médicas e Sexologia/Sexualidade Humana pela Universidade de São Paulo (USP). É formada também em Programação Neurolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute).

 

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