O hábito aparentemente inofensivo de consumir uma lata de refrigerante por dia pode trazer consequências sérias para a saúde hepática. A ingestão frequente de açúcar, especialmente em forma líquida, está diretamente associada ao acúmulo de gordura no fígado, condição conhecida como Esteatose hepática — muitas vezes sem sintomas evidentes.
Um dos principais vilões é a frutose, metabolizada quase exclusivamente pelo fígado. Em excesso, ela favorece o depósito de gordura no órgão, abrindo caminho para quadros mais graves, como a Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica. Com o tempo, o problema pode evoluir para inflamação, fibrose, cirrose e até câncer.
Mesmo versões sem açúcar, como refrigerantes “zero”, exigem cautela. O consumo exagerado pode interferir no metabolismo e afetar o equilíbrio da microbiota intestinal, trazendo impactos indiretos à saúde.
Especialistas recomendam mudanças simples para reduzir os riscos: priorizar o consumo de água, evitar bebidas açucaradas, manter uma alimentação rica em fibras, frutas e vegetais, além de praticar atividades físicas regularmente. O fígado desempenha funções essenciais de forma contínua, e cuidar da alimentação diária é um passo importante para preservar a saúde a longo prazo.
Não é preciso abandonar as redes sociais para proteger a saúde mental, mas a forma de uso faz toda a diferença, segundo um estudo da Universidade de British Columbia, no Canadá, publicado no Journal of Experimental Psychology: General.
A pesquisa mostra que tanto a abstinência total quanto o uso intencional podem trazer benefícios, mas em dimensões diferentes.
Parar de usar redes sociais reduziu sintomas como ansiedade e estresse, enquanto aprender a usá-las de maneira mais consciente diminuiu sentimentos de solidão e o receio de estar perdendo algo, também conhecido pela sigla em inglês FOMO, que significa fear of missing out, ou “medo de ficar de fora”, em tradução livre.
“Essa redução da solidão e do FOMO aconteceu porque as pessoas foram incentivadas a agir e se conectar com os outros na vida real, fora da internet”, analisa o psicólogo clínico Vitor Koichi Iwakura Fugimoto, do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental, do Einstein Hospital Israelita. “O problema não é o uso por si só, mas como fazemos esse uso.”
A pesquisa acompanhou 393 jovens adultos canadenses, entre 17 e 29 anos, que relataram preocupação com o impacto das redes sociais em seu bem-estar. Os participantes foram distribuídos aleatoriamente em três grupos ao longo de seis semanas.
Um deles manteve o uso habitual das plataformas, outro interrompeu totalmente e o terceiro assistiu a aulas sobre como modificar a forma de interação, com foco em reduzir comparações sociais, diminuir o uso passivo e priorizar conexões mais significativas.
Ao longo do experimento, os pesquisadores avaliaram tanto mudanças no comportamento digital quanto indicadores de saúde mental.
Foram analisados tempo de uso, intensidade e padrão de engajamento (como rolagem passiva versus interação ativa), além de medidas de solidão, FOMO, estresse, ansiedade e sintomas depressivos. As avaliações foram feitas em diferentes momentos durante as seis semanas, permitindo comparar a evolução dos três grupos e identificar efeitos distintos entre parar completamente e aprender a usar de maneira intencional.
Os autores concluíram que as redes sociais operam de forma ambivalente: ao mesmo tempo em que ampliam pressões de comparação e autoapresentação, também oferecem oportunidades reais de conexão.
“Nem todo uso da rede social é danoso, é importante isso ser discriminado”, frisa Fugimoto. “Um padrão que costuma piorar o bem-estar é o uso passivo, quando as pessoas abrem as plataformas sem propósito definido. Além disso, o tipo de interação importa: se a pessoa consome sobretudo conteúdos de famosos ou páginas de fofoca e não se engaja com amigos e familiares, isso tende a aumentar a sensação de desconexão.”
Os efeitos sobre a saúde mental estão diretamente ligados ao modo de uso. A comparação social é um dos principais fatores envolvidos.
Trata-se de um comportamento humano natural, mas que se intensifica nas plataformas digitais, onde predominam recortes positivos e idealizados da vida cotidiana. “Muitas vezes, o que é mostrado não é uma realidade compatível com a vida da grande maioria da população”, observa o psicólogo.
O que mostram as pesquisas Outro fator relevante é a intensidade do uso. Quanto maior o tempo gasto nas plataformas, mais intensa tende a ser a sensação de perda de controle, o que pode contribuir para a piora do bem-estar.
Esse ciclo costuma se retroalimentar: ao perder a noção do tempo e do conteúdo consumido, o usuário permanece conectado por mais tempo do que pretendia.
“De uma forma ou de outra, isso leva a uma intensidade maior de uso, geralmente porque a pessoa perde a noção do tempo e do que está consumindo”, alerta Vitor Fugimoto.
Esses padrões de uso encontram respaldo na literatura científica. Uma revisão sistemática com meta-análise publicada em 2022 na JMIR Mental Health reuniu dados de 18 pesquisas com mais de 9 mil adolescentes e jovens adultos, e identificou correlações moderadas entre uso problemático de redes sociais — caracterizado por padrões semelhantes a comportamento aditivo — e sintomas de depressão, ansiedade e estresse.
Os autores observaram que esse hábito foi um preditor mais consistente de sofrimento psicológico do que o simples tempo de exposição.
Já um estudo longitudinal publicado em 2025 na JAMA Network Open, que acompanhou quase 12 mil crianças e adolescentes ao longo de quatro anos nos Estados Unidos, mostrou que aumentos individuais no tempo de uso de redes sociais estavam associados à elevação posterior de sintomas depressivos.
Outra pesquisa, feita com mais de 3 mil jovens e publicada em 2019 na JAMA Pediatrics, identificou associação entre maior tempo dedicado às redes e aumento de sintomas depressivos, efeito parcialmente explicado por mecanismos como comparação social ascendente e redução da autoestima.
Dados populacionais dos Estados Unidos, divulgados em 2025 pelo CDC (Centers for Disease Control and Prevention), também indicam que adolescentes com quatro horas diárias ou mais de tempo de tela apresentam maior risco de relatar sintomas de depressão, ansiedade, pior qualidade do sono e menor percepção de suporte social.
A relação se estende à autoimagem. Uma meta-análise publicada em 2025 na revista Body Image, que analisou dados de estudos envolvendo mais de 55 mil participantes, mostrou que níveis mais elevados de comparação social online estão associados a maiores preocupações com imagem corporal, sintomas de transtornos alimentares e imagem corporal positiva inferior.
Uso consciente No estudo canadense, os participantes que passaram pela intervenção do “uso intencional” foram orientados a reduzir comparações sociais, deixar de seguir ou silenciar contas que provocavam sentimentos negativos, diminuir a rolagem passiva e priorizar interações ativas — como comentar, enviar mensagens diretas e fortalecer vínculos com pessoas próximas.
A proposta não era apenas reduzir o tempo de tela, mas transformar a qualidade do engajamento.
“Acho que, no dia a dia, o que a gente pode fazer para reduzir essa comparação social e fazer isso intencional é de fato ter um propósito do porquê estar abrindo aquele aplicativo, seja o Instagram, o TikTok, o WhatsApp ou o Facebook”, propõe o psicólogo do Einstein.
Para ele, o primeiro passo é criar um filtro ativo das próprias redes: revisar as contas seguidas e refletir sobre o impacto real de cada uma delas.
Perfis que estimulam comparação constante, exibem rotinas idealizadas ou reforçam padrões inalcançáveis podem ser silenciados ou deixados de lado.
No entanto, é bom ter em mente que o controle nunca é absoluto. Mesmo após ajustes, os algoritmos continuam sugerindo conteúdos que podem reacender comparações ou distrações.
Daí a importância de manter uma postura consciente diante do que aparece no feed e avaliar continuamente se aquele conteúdo contribui ou não para o bem-estar.
Outra medida é estabelecer limites de tempo e evitar o uso automático.
Desativar alertas constantes ou habilitar ferramentas de monitoramento do próprio celular pode ajudar o usuário a visualizar quanto tempo passa nas plataformas e a identificar padrões de acesso impulsivo.
O objetivo não é impor metas rígidas, mas desenvolver percepção sobre o próprio comportamento digital.
Como o Hemocentro de Floriano, órgão responsável por receber e distribuir sangue para pacientes de Floriano-PI, região e parte do Maranhão, tem uma grande demanda de procura, nesse começo do mês de abril o estoque está abaixo do esperado.
Nos últimos meses, algumas organizações e empresas têm tido a atitude de reativar campanhas, mas o estoque que tem aparecido não tem dado para atender a todos.
Existem alguns tipos de sangue que são mais procurados que outros. Veja o que externou a coordenadora do órgão, a servidora Elyomara Feitosa.
O colesterol alto está associado a diversos problemas de saúde, e o ideal é manter os níveis sob controle. Para isso, alguns alimentos podem ajudar de forma significativa. Eles podem funcionar como aliados naturais, com efeito semelhante ao de certos medicamentos e ainda com baixo custo.
Muita gente acredita que só é possível reduzir o colesterol com remédios, mas a verdade é que uma alimentação adequada também pode contribuir para controlar os níveis e evitar complicações futuras.
O médico Eric Berg afirmou ao Mirror que existem alimentos acessíveis capazes de trazer benefícios importantes, incluindo a redução do colesterol. Segundo ele, não é necessário gastar muito para obter resultados positivos.
Colesterol: o que consumir
“As estatinas são medicamentos altamente eficazes para baixar o colesterol e devem ser tomadas conforme prescrição médica. Além da medicação, uma dieta equilibrada, exercícios físicos regulares e a manutenção de um peso saudável são essenciais para o controle dos níveis de colesterol”, explicou o médico.
Veja o que consumir para ajudar a reduzir o colesterol:
Aveia
“Um estudo recente da Universidade de Bonn descobriu que consumir aveia durante dois dias ajuda significativamente a reduzir o colesterol. A aveia é rica em uma fibra solúvel que é fundamental para suas propriedades de redução do colesterol. Quando consumida, a aveia retém os ácidos ricos em colesterol e impede sua absorção pela corrente sanguínea. A aveia é rica em fibras, que reduzem os níveis de colesterol, contribuem para a saúde do coração e melhoram o bem-estar geral.”
Leites e iogurtes
“Alguns desses produtos são enriquecidos com esteróis e estanóis vegetais, também conhecidos como fitosteróis, que ajudam a reduzir o colesterol. Uma revisão de 124 estudos publicada no British Journal of Nutrition em 2014 revelou que o consumo de até 3,3 gramas de fitosteróis por dia pode diminuir gradualmente o colesterol ruim em apenas algumas semanas. Os esteróis e estanóis vegetais têm semelhanças com o colesterol, o que permite que compitam pela absorção intestinal e reduzam a quantidade de colesterol que entra na corrente sanguínea.”
Colesterol alto: sinais silenciosos que você pode ignorar
O site HealthShots ouviu o cardiologista Swarup Swaraj para identificar sintomas que podem passar despercebidos.
"São silenciosos e fáceis de ignorar, mas podem ser sinais que o corpo está dando. Por isso, ficar atento aos sintomas e agir precocemente pode fazer toda a diferença, não apenas para a saúde do coração, mas para o bem-estar geral", afirmou o especialista.
Sinais nos olhos
O surgimento de pequenos pontos amarelados nas pálpebras ou nas articulações pode indicar colesterol elevado. "Pequenos depósitos de colesterol sob a pele, embora não sejam perigosos por si só, podem ser um sinal de que o corpo está lidando com níveis altos de colesterol."
Cansaço frequente
"Se você está constantemente cansado, mesmo após uma boa noite de sono, pode não ser apenas estresse. A fadiga persistente pode ser um sintoma sutil de colesterol alto. Quando o colesterol se acumula nas artérias, o fluxo sanguíneo é prejudicado."
Um estudo publicado no Journal of Psychosomatic Research apontou relação entre redução do fluxo sanguíneo, artérias obstruídas e sensação de cansaço. "Se o cansaço é constante, vale investigar e verificar os níveis de colesterol."
Dor no peito
"Se você sente aperto, pressão ou desconforto no peito durante esforço, como subir escadas ou caminhar rápido, não ignore. Essa sensação, conhecida como angina, pode indicar que o coração não está recebendo oxigênio suficiente, geralmente por causa de artérias estreitas ou obstruídas."
O especialista reforça a importância de atenção a esse sinal. "Se esses sintomas parecerem familiares, especialmente se houver histórico de doença cardíaca na família, não espere. Procure um médico e avalie os níveis de colesterol."