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O Sistema Único de Saúde (SUS) passou a incorporar um teste rápido para diagnóstico de dengue, capaz de identificar a infecção logo nos primeiros dias de sintomas. A medida foi publicada nesta quinta-feira (26) no Diário Oficial da União e permite que o exame seja ofertado de forma mais ampla na rede pública.

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Na prática, o teste entra na tabela nacional de procedimentos do SUS —o que viabiliza seu registro, financiamento e uso regular em unidades básicas de saúde, ambulatórios e hospitais.

O que é o teste rápido de dengue O exame incluído é conhecido como teste de antígeno NS1.

Ele detecta uma proteína específica do vírus da dengue que circula no sangue logo no início da infecção. Diferentemente de outros exames, que dependem da resposta do organismo (como a produção de anticorpos), o NS1 consegue identificar o vírus de forma mais precoce.

Na prática, isso significa que o teste pode dar positivo já nos primeiros dias de febre —fase em que o diagnóstico costuma ser mais difícil.

Como funciona O teste é feito a partir de uma amostra de sangue e utiliza uma tecnologia chamada imunocromatografia, semelhante à de testes rápidos já usados para outras doenças.

Após a coleta, o material é colocado em um dispositivo que reage à presença do antígeno do vírus. O resultado costuma sair em poucos minutos.

Por ser simples e rápido, o exame pode ser realizado em diferentes níveis de atendimento, inclusive na atenção básica.

As vantagens do diagnóstico precoce A dengue pode começar com sintomas inespecíficos —como febre alta, dor no corpo e mal-estar—, semelhantes aos de outras infecções virais.

Identificar a doença cedo ajuda a orientar o acompanhamento do paciente, especialmente para detectar sinais de agravamento, como queda de plaquetas e risco de formas graves, incluindo a dengue hemorrágica.

Além disso, o diagnóstico mais rápido também melhora a vigilância epidemiológica, permitindo que as autoridades de saúde acompanhem a circulação do vírus com mais precisão.

Quem pode fazer e onde Segundo a norma, o teste poderá ser solicitado por diferentes profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e biomédicos, e está indicado para pessoas de todas as idades.

O exame poderá ser realizado tanto em unidades básicas quanto em serviços hospitalares, sem custo direto para o paciente.

Quando começa a ser oferecido A inclusão do teste já está em vigor, mas a oferta depende da organização dos serviços e da atualização dos sistemas do SUS.

Na prática, a expectativa é que o exame passe a ser incorporado progressivamente na rotina da rede pública, especialmente em períodos de maior circulação da dengue.

G1

Foto: Freepik

A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa neste sábado (28) nas regiões Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul. A mobilização segue até 30 de maio e prioriza os grupos mais suscetíveis a formas graves da doença: crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou mais e gestantes.

O Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de doses da vacina contra a gripe, e a orientação da pasta é que estados e municípios intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários.

O Dia D nacional será realizado também neste sábado, com vacinação gratuita nas unidades básicas de Saúde (UBS). Algumas unidades da federação já anteciparam o início da campanha, como o Distrito Federal, que começou a vacinar a população nesta quarta-feira (25). Na cidade do Rio de Janeiro, a imunização teve início nessa terça-feira (24).

“Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil enviará, até quinta-feira (26), 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a vacinação”, explicou o Ministério da Saúde.

Dados preliminares de 2026 apontam aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo os da influenza. Até 14 de março, foram notificados 14,3 mil casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza responde por 28,1% das infecções identificadas.

A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Na Região Norte do país, a campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da doença.

Vacina atualizada A vacina influenza trivalente integra o Calendário Nacional de Vacinação e, neste ano, protege contra as variantes Influenza A/Missouri/11/2025 (H1N1) pdm09, Influenza A/Singapore/GP20238/2024 (H3N2) e Influenza B/Austria/1359417/2021 (B/linhagem Victoria).

A proteção é realizada anualmente para acompanhar as novas cepas do vírus em circulação. Por isso, o Ministério da saúde reforça a importância da imunização periódica para assegurar uma proteção eficaz.

A imunização ainda é ofertada como estratégia especial para outros grupos prioritários, como profissionais de saúde, indígenas, população em privação de liberdade e pessoas com doenças crônicas.

Para crianças de 6 meses a 8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas anteriormente recebem uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com intervalo mínimo de quatro semanas.

A aplicação pode ser realizada de forma simultânea a outras vacinas do calendário nacional, como a da covid-19.

Agência Brasil

Após uma infecção por COVID-19, algumas pessoas levam meses, ou até mais, para recuperar o paladar. Para entender esse fenômeno persistente, um estudo recente examinou diretamente as papilas gustativas dos pacientes, trazendo elementos concretos de resposta.

Esta pesquisa, publicada na Chemical Senses, focou-se em 28 pessoas que relataram alterações no paladar mais de um ano após contraírem COVID-19, sem terem sido hospitalizadas. Entre elas, quase um terço apresentava escores anormais em testes de paladar, com uma perda notável para os sabores doces, amargos e umami, enquanto o salgado e o ácido geralmente eram preservados. Para entender esses sintomas persistentes, amostras de papilas gustativas foram analisadas.

Os cientistas descobriram que algumas células receptoras do paladar continham menos ARN mensageiro necessário para a produção de uma proteína chamada PLCβ2. Esta desempenha um papel essencial na amplificação dos sinais para os sabores doces, amargos e umami antes de sua transmissão ao cérebro. Sua redução pode enfraquecer esses sinais, explicando por que esses sabores são particularmente afetados. Em contrapartida, os mecanismos de detecção do salgado e do ácido funcionam de maneira diferente e não dependem dessa proteína.

Além desses aspectos moleculares, a observação ao microscópio mostrou modificações estruturais nas papilas gustativas de alguns participantes. Enquanto vários tinham tecidos de aparência normal, outros apresentavam uma desorganização visível. Essas mudanças arquitetônicas, combinadas com as perturbações moleculares, poderiam contribuir em conjunto para os disfuncionamentos gustativos prolongados após a infecção.

Normalmente, as células das papilas gustativas se renovam a cada duas a quatro semanas. No entanto, o estudo indica que as alterações nas vias de sinalização podem persistir por muito mais tempo em algumas pessoas. Os autores observam que pesquisas adicionais são necessárias para determinar se essas mudanças são reversíveis e se tratamentos poderiam ajudar a restabelecer uma sinalização normal do paladar.

A renovação das células do paladar As papilas gustativas na nossa língua são compostas por células que não vivem muito tempo. Elas se renovam regularmente, aproximadamente a cada duas a quatro semanas, a partir de células-tronco localizadas em sua base. Esse processo constante permite manter uma percepção fresca e funcional dos sabores, mesmo após danos menores causados por alimentos quentes ou infecções temporárias.

Quando essa renovação é perturbada, por exemplo, por uma infecção viral como a COVID-19, as novas células podem não se formar corretamente ou apresentar defeitos. Isso pode levar a uma alteração duradoura do paladar, pois as células danificadas não são substituídas eficazmente. O vírus pode afetar os sinais que regulam essa regeneração, levando a papilas gustativas menos funcionais.

Este estudo mostra que mesmo após a desaparecimento do vírus, alguns indivíduos mantêm anomalias em suas células gustativas. Isso aponta para o fato de que a COVID-19 poderia deixar marcas duradouras nos mecanismos celulares, além da simples infecção aguda. Compreender como o vírus interfere com essa renovação pode ajudar a desenvolver abordagens para estimular a recuperação do paladar nos pacientes afetados.

Fonte: Chemical Senses

Se você costuma jantar tarde e logo em seguida deitar, talvez já tenha percebido que o sono não rende como deveria. A ciência tem mostrado que permitir um intervalo adequado entre a última refeição e a hora de dormir favorece processos biológicos essenciais que só acontecem quando o sistema digestivo está em repouso. Esse hábito simples pode melhorar a qualidade do sono, a disposição ao acordar e até a saúde do coração a longo prazo.

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Como o repouso digestivo melhora a qualidade do sono? Quando o estômago está em processo de digestão, o corpo gera calor e mantém ativo um nível de energia que dificulta o relaxamento necessário para o sono profundo. Ao dar uma pausa na alimentação antes de deitar, o organismo consegue reduzir a temperatura corporal, um gatilho essencial para a liberação da melatonina e para o início das fases mais restauradoras do descanso noturno.

Além disso, com o estômago em repouso, os níveis de insulina diminuem naturalmente. Essa condição favorece a produção do hormônio do crescimento, que é fundamental para a renovação dos tecidos, a recuperação muscular e a sensação de disposição ao acordar. Em outras palavras, o corpo aproveita melhor as horas de sono quando não está ocupado digerindo alimentos.

Os riscos de deitar com o estômago cheio Ir para a cama logo após uma refeição pesada traz consequências que vão além da simples sensação de peso no abdômen. Os principais riscos envolvem:

REFLUXO Deitar após comer favorece o retorno do ácido, causando azia e queimação.

SONO FRAGMENTADO A digestão ativa provoca microdespertares e reduz a qualidade do sono.

CICLO DESREGULADO Refeições pesadas à noite atrapalham o ritmo biológico do sono.

RISCO CARDIOVASCULAR O sono ruim pode aumentar o risco de pressão alta ao longo do tempo.

Estudo com mais de 7 mil pessoas confirma o impacto do horário das refeições no sono A relação entre o momento em que comemos e a qualidade do descanso noturno já conta com respaldo científico sólido. Segundo o estudo “Chronobiological perspectives: Association between meal timing and sleep quality”, publicado na revista PLOS One em 2024, pessoas que realizam a última refeição do dia em horários mais tardios apresentam pontuações significativamente piores em indicadores de qualidade do sono. A pesquisa analisou dados de mais de 7 mil participantes e concluiu que o horário da última refeição, a duração total do período alimentar e a frequência de refeições ao longo do dia são fatores que influenciam diretamente o descanso noturno.

Estratégias práticas para não sentir fome antes de dormir Sentir fome excessiva à noite pode ser um sinal de que a alimentação ao longo do dia está insuficiente ou desequilibrada. De acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde, uma dieta rica em fibras e alimentos naturais ajuda a manter a saciedade por mais tempo. Algumas estratégias que facilitam o repouso digestivo sem passar fome incluem:

Jantar entre 2 a 3 horas antes de deitar: esse intervalo permite que a digestão avance o suficiente para não interferir no sono. Priorizar alimentos leves no jantar: carboidratos complexos como arroz integral ou batata-doce, proteínas leves como frango ou peixe e uma porção de vegetais formam uma refeição nutritiva e de fácil digestão. Aumentar fibras nas refeições do dia: incluir frutas, verduras e cereais integrais no café da manhã e no almoço reduz a fome noturna de forma natural. Evitar gorduras saturadas e frituras à noite: esses alimentos tornam a digestão mais lenta e aumentam o desconforto ao deitar. Para conhecer mais dicas para melhorar a qualidade do sono, vale consultar orientações complementares sobre o tema.

O equilíbrio entre alimentação e descanso como aliado da saúde Permitir que o estômago descanse antes de dormir não significa passar fome ou pular o jantar. O segredo está em encontrar o equilíbrio entre o horário, a qualidade e a quantidade do que se come à noite. Pequenos ajustes na rotina alimentar podem resultar em noites mais tranquilas, manhãs com mais energia e uma melhora significativa na saúde de forma geral. Quem enfrenta dificuldades persistentes para dormir bem deve procurar orientação de um médico ou nutricionista para avaliar possíveis causas e encontrar a melhor abordagem individual.

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento de um médico ou profissional de saúde qualificado. Diante de qualquer dificuldade persistente com o sono, procure orientação médica profissional.

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