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A gastroenterologista Elaine Moreira ressalta que reconhecer cedo os indícios de um possível comprometimento do pâncreas pode fazer diferença no diagnóstico e no tratamento. Segundo a médica, muitos pacientes desconhecem a importância desse órgão responsável pela produção de enzimas digestivas e hormônios que regulam o nível de glicose no sangue. A identificação precoce de sintomas sutis, associada a exames de imagem e laboratoriais, oferece uma janela de oportunidade para intervenções menos invasivas e com melhores prognósticos.

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O pâncreas atua de forma dupla: como glândula exócrina, libera enzimas essenciais para a digestão de gorduras, proteínas e carboidratos; e como glândula endócrina, produz insulina e glucagon para o equilíbrio glicêmico. Elaine Moreira enfatiza que quaisquer alterações em sua função podem desencadear manifestações clínicas que, se desconsideradas, evoluem para condições mais graves, como pancreatite crônica ou até câncer de pâncreas. A complexidade anatômica e o papel crítico desse órgão tornam a vigilância médica ainda mais relevante.

Entre os sintomas de alerta, a gastroenterologista Elaine Moreira cita dor abdominal superior que pode irradiar para as costas, associada a náuseas e vômitos. A sensação de plenitude gástrica após refeições leves e a presença de fezes gordurosas ou de cor acinzentada indicam má digestão de lipídeos, sugerindo redução da secreção enzimática. Além disso, episódios de diarreia persistente e desconforto abdominal frequente não devem ser ignorados, pois podem sinalizar inflamação ou obstrução dos ductos pancreáticos.

Outros sinais descritos por Elaine Moreira envolvem flutuações nos níveis de glicemia, hiperglicemia ou hipoglicemia recorrentes, mesmo em pessoas sem histórico prévio de diabetes. A perda de peso involuntária, a fadiga crônica e alterações nos exames de sangue, como elevação das enzimas amilase e lipase, também são indicadores importantes. A interpretação adequada desses resultados, em conjunto com exames de imagem como ultrassonografia ou tomografia computadorizada, orienta o plano terapêutico.

Para prevenir o agravamento de eventuais disfunções pancreáticas, a especialista Elaine Moreira recomenda a adoção de hábitos saudáveis: manter uma dieta balanceada com baixo teor de gorduras saturadas, praticar atividade física regularmente, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e abandonar o tabagismo. A hidratação adequada e o acompanhamento médico periódico, principalmente em indivíduos com histórico familiar de doenças pancreáticas, reforçam a estratégia de detecção precoce.

PaiPee

© Foto: Instagram

Manter uma boa circulação sanguínea é fundamental para que o oxigênio e os nutrientes cheguem a todos os órgãos do corpo. Embora existam diversas vitaminas que contribuem para a saúde vascular, quatro delas se destacam pelo impacto direto no fluxo sanguíneo e na proteção dos vasos: as vitaminas C, E, B3 e K. Cada uma atua de forma diferente, mas todas ajudam a prevenir problemas como varizes, coágulos e má circulação nas pernas e extremidades.

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A vitamina C fortalece as artérias e melhora o fluxo sanguíneo?

A vitamina C é uma das mais importantes para a saúde dos vasos sanguíneos. Ela contribui para a formação de colágeno, uma proteína que dá estrutura e resistência às paredes das artérias e veias. Além disso, possui ação antioxidante que protege as células do sistema circulatório contra danos causados por radicais livres.

Outro benefício relevante é sua capacidade de ajudar na prevenção de coágulos e no fortalecimento dos vasos, facilitando o fluxo do sangue pelo corpo. Frutas como laranja, kiwi, acerola e morango são excelentes fontes naturais dessa vitamina.

Revisão científica confirma o papel da vitamina C na saúde vascular

Os efeitos positivos da vitamina C sobre a circulação já foram amplamente estudados pela ciência. Segundo a revisão Vitamin C and Cardiovascular Disease: An Update, publicada na revista Antioxidants (indexada no PubMed Central), níveis baixos de vitamina C no organismo estão associados a problemas como pressão alta, endurecimento das artérias e disfunção dos vasos sanguíneos.

A mesma revisão destaca que a vitamina C auxilia na produção de óxido nítrico, uma substância que relaxa os vasos e permite que o sangue circule com mais facilidade. Esses achados reforçam a importância de manter uma alimentação rica nesse nutriente para proteger o sistema cardiovascular.

Vitaminas E, B3 e K também favorecem a circulação

Além da vitamina C, outras três vitaminas desempenham papéis complementares na saúde circulatória. Cada uma age de forma específica nos vasos sanguíneos e no sangue:

VITAMINA E

Atua como anticoagulante natural e ajuda a dilatar os vasos sanguíneos.

VITAMINA B3

A niacina favorece o fluxo sanguíneo e fortalece as paredes vasculares.

VITAMINA K

Essencial para a coagulação adequada e proteção dos vasos.

Alimentos e hábitos que potencializam a circulação sanguínea

Além de garantir a ingestão adequada dessas vitaminas, alguns hábitos do dia a dia fazem diferença significativa na qualidade da circulação. Incorporar essas práticas à rotina pode ajudar a manter o sangue fluindo de forma saudável:

ANTIOXIDANTES

Frutas vermelhas e folhas escuras protegem os vasos sanguíneos.

ATIVIDADE FÍSICA

O exercício estimula o bombeamento do sangue e fortalece o coração.

EVITE IMOBILIDADE

Ficar muito tempo sentado ou em pé prejudica o retorno venoso.

HIDRATAÇÃO

Beber água mantém o sangue com melhor fluidez.

Quando a má circulação exige atenção médica?

Sintomas como inchaço nas pernas, formigamento nas mãos e pés, sensação de peso nos membros e pele fria podem indicar problemas circulatórios que vão além da falta de vitaminas. Nesses casos, o acompanhamento de um médico é indispensável para investigar as causas e definir o tratamento adequado.

Embora as vitaminas C, E, B3 e K sejam aliadas importantes da circulação, a suplementação só deve ser feita com orientação de um profissional de saúde. Cada organismo tem necessidades específicas, e o excesso de determinadas vitaminas pode trazer efeitos indesejados. Consultar um médico ou nutricionista é sempre o caminho mais seguro para cuidar da saúde vascular.

Tua Saúde

Para muitos, a água com gás é a alternativa perfeita para abandonar os refrigerantes e manter a hidratação com um toque de refrescância. No entanto, surge uma dúvida frequente que pode gerar ansiedade: será que as bolhas e o sódio presentes nessas bebidas podem prejudicar o funcionamento dos rins a longo prazo ou causar as temidas pedras?

A água com gás causa pedras nos rins? A ciência nos mostra que, ao contrário do que muitos acreditam, a água gaseificada não é uma vilã direta na formação de cálculos renais. Especialistas da National Kidney Foundation no “Hidratação saudável e seus rins” explicam que o fator determinante para a saúde renal é o volume total de líquidos ingeridos, e não a presença do gás carbônico.

Evidências do “Variações no teor mineral da água engarrafada com gás na Europa: uma comparação de 126 marcas em 10 países”, confirmam que a água com gás pode até aumentar a excreção de citrato. Essa substância é uma aliada natural que ajuda a impedir a cristalização de sais de cálcio nos rins.

Qual é o papel do sódio nessa bebida? Embora o gás não seja o problema, a ciência nos alerta para as versões que contêm altos teores de sódio adicionado. Especialistas da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) explicam que o excesso de sal pode elevar a pressão arterial e aumentar a carga de trabalho dos néfrons.

Muitas marcas comerciais variam drasticamente em sua composição mineral, o que exige atenção redobrada do consumidor ao ler os rótulos:

Sódio Natural: Presente em águas minerais gaseificadas na fonte, geralmente em níveis seguros para consumo diário. Sódio Adicionado: Comum em águas “club soda”, que podem ultrapassar a recomendação para hipertensos. Equilíbrio Hídrico: A prioridade deve ser sempre a água natural, usando a com gás apenas como complemento.

O gás altera a acidez do seu sangue? Existe um mito comum de que o ácido carbônico da bebida poderia acidificar o sangue e prejudicar o metabolismo renal. A ciência nos mostra que o corpo humano possui sistemas de tamponamento extremamente eficientes, onde os pulmões e rins neutralizam o excesso de CO2 rapidamente.

Evidências da fisiologia renal confirmam que o pH do estômago e do sangue não sofre alterações significativas pelo consumo de água com gás. O máximo que pode ocorrer é um leve desconforto gástrico ou distensão abdominal em pessoas mais sensíveis.

Como escolher a melhor opção para hidratar? A escolha ideal depende do equilíbrio entre o prazer da bebida e a pureza de seus ingredientes, evitando aditivos químicos desnecessários. Especialistas do Ministério da Saúde explicam que a água com gás saborizada artificialmente pode conter edulcorantes e fosfatos que, esses sim, são prejudiciais à saúde renal.

Para manter seus rins saudáveis enquanto desfruta da refrescância das bolhas, considere as seguintes orientações práticas:

Prefira Naturais Escolha águas mineralizadas na fonte, sem adição de açúcares, conservantes ou processos industriais pesados.

Aromatização Caseira Use fatias de limão, hortelã ou gengibre para dar sabor sem comprometer a saúde renal com edulcorantes.

Moderação no Sódio Verifique o rótulo: prefira marcas com teor de sódio inferior a 30mg por litro para o consumo diário.

< 30mg/L Como melhorar sua saúde renal a partir de agora? Você pode começar trocando os refrigerantes açucarados pela água com gás pura, o que reduz drasticamente a ingestão de fósforo e frutose. A ciência nos mostra que essa substituição diminui o risco de doenças metabólicas que, indiretamente, acabam sobrecarregando o sistema de filtragem do seu corpo.

Pequenos ajustes na rotina de hidratação, fundamentados em evidências científicas, garantem que você cuide dos seus rins sem abrir mão do que gosta. Priorize sempre a água mineral como fonte principal e utilize a versão gaseificada como um recurso para tornar o hábito de beber água mais prazeroso e constante.

O acompanhamento com um médico é fundamental para um diagnóstico preciso e tratamento seguro.

Tua Saúde

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em Ribeirão Preto, identificaram um comportamento até então desconhecido do rinovírus (RV), principal causador do resfriado comum. O estudo mostrou que o vírus não apenas circula nas vias aéreas, mas também infecta e se multiplica dentro de células de defesa linfócitos B e T CD4, localizadas nas amígdalas e adenoides de crianças.

A descoberta foi publicada na revista científica "Journal of Medical Virology" e muda a percepção sobre o vírus. Até então, acreditava-se que o rinovírus se limitava principalmente às células da superfície da mucosa respiratória.

"Nossa hipótese é que isso seja algo positivo. Funciona como um reforço da memória imunológica, o que faz com que anticorpos continuem a ser produzidos mesmo após longos períodos da exposição inicial”, avaliou Enrico de Arruda, coordenador da investigação, em entrevista à Agência Fapesp.

O “esconderijo” do vírus A equipe analisou amostras de 293 crianças que passaram por cirurgia para retirada das amígdalas ou adenoides devido ao crescimento excessivo desses tecidos. Quase metade delas (46,7%) apresentava o vírus, mesmo sem ter tido sintomas de resfriado por pelo menos um mês antes da operação.

Ao examinar os tecidos em laboratório, os pesquisadores confirmaram que o vírus estava em processo ativo de replicação.

“Nossos achados demonstram que o rinovírus infecta linfócitos T e B, sugerindo que as tonsilas (amígdalas e adenoides) podem servir como sítios de infecção prolongada”, aponta o estudo.

Essas células têm vida longa e guardam a chamada “memória imunológica”. Em vez de destruí-las, o rinovírus pode permanecer dentro delas por longos períodos, em um estado de persistência semelhante à latência observada em vírus como herpes, HPV e citomegalovírus.

“Tenho a impressão de que qualquer vírus comum que formos procurar vamos encontrar. E não só nas amígdalas e adenoides, mas também em outros tecidos linfoides do organismo, como linfonodos e gânglios. Já temos algumas evidências preliminares de que os tecidos linfoides são uma espécie de ‘horta’ de vírus”, avaliou Enrico de Arruda, coordenador da investigação, em entrevista à Agência Fapesp.

O que é o rinovírus? O rinovírus é responsável pela maioria dos resfriados comuns. Os primeiros sintomas costumam ser coceira no nariz ou irritação na garganta. Depois de algumas horas, surgem espirros e secreção nasal.

A congestão nasal também é frequente. Diferentemente da gripe, no entanto, a maioria dos adultos e crianças não apresenta febre ou tem apenas febre baixa.

Por que isso é importante? A capacidade do vírus de permanecer em tecidos do sistema linfático pode ajudar a explicar dois fenômenos.

Transmissão silenciosa:

Crianças sem sintomas podem continuar eliminando o vírus e infectando outras pessoas, funcionando como reservatórios silenciosos. O estudo não incluiu acompanhamento para avaliar a transmissão secundária. No entanto, a detecção do rinovírus em tecidos tonsilares de crianças assintomáticas levanta a possibilidade de que esses indivíduos possam servir como fontes de excreção viral silenciosa. Relação com a asma:

A presença do vírus nessas células de defesa estimula a produção de substâncias inflamatórias, como as citocinas IL-17 e TNF-α. Isso pode estar associado ao agravamento de crises de asma em crianças. Segundo os pesquisadores, a retirada cirúrgica desses tecidos costuma resultar em melhora significativa do quadro asmático em alguns pacientes, o que reforça a hipótese de que o vírus possa contribuir para a inflamação das vias respiratórias. Metodologia Para garantir a precisão dos resultados, os cientistas adotaram critérios rigorosos. Crianças com sintomas de resfriado ou que haviam usado antibióticos no mês anterior à cirurgia foram excluídas do estudo, assegurando que os casos analisados eram assintomáticos.

Durante os procedimentos cirúrgicos, foram coletados fragmentos das amígdalas e adenoides, além de amostras da nasofaringe por meio de swabs.

O diferencial do trabalho foi o uso de técnicas avançadas de microscopia e biologia molecular para demonstrar que o vírus estava vivo e infectante dentro das células de defesa. Para evitar confusão com vírus semelhantes, os pesquisadores também excluíram amostras que continham enterovírus, isolando especificamente o efeito do rinovírus.

G1

(*Estagiária, sob supervisão de Ardilhes Moreira)