dorDor frequente na região lombar nem sempre significa problemas ortopédicos. Entre as mulheres, a dor nessa região das costas pode ser causada pela endometriose, segundo o ginecologista Marco Aurelio de Oliveira, chefe do Ambulatório de Endometriose do Hospital Universitário Pedro Ernesto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (HUPE-UERJ).

De acordo com Oliveira, o problema ocorre porque o tecido endometrial que não é liberado junto a menstruação aparece em outros lugares do corpo e, nesse caso, se instala no ligamento uterossacro — ligação entre o útero e o osso sacro, localizado atrás do útero, ao final da coluna, na curvatura das costas para o bumbum. A instalação do endométrio nesse local faz, então, com que os nervos da região se inflamem, provocando a dor.
Embora o problema seja comum entre mulheres que têm endometriose, cerca de 30% delas passam antes em um ortopedista, suspeitando que seja algum problema na coluna, hérnia de disco ou bico de papagaio mas, ao realizar um exame, o médico não identifica qualquer distúrbio que explique aquela dor.

O ginecologista explica que a dor é pulsante e frequente, piorando durante o período menstrual, causando incômodo e, em alguns casos, variando de moderada para intensa, e tem anos de duração.
Oliveira afirma que a dor lombar causada pela endometriose pode também passar despercibida entre ginecologistas, já que o problema apresenta sintomas que podem ser classificados como "genéricos", o que faz com que o diagnóstico definitivo demore uma média de 8 a 10 anos para ser descoberto.

Pela demora na idetificação da origem das dores, muitos dos especialistas recomendam antiinflamatórios e analgésicos, sendo paliativos. "A principal diferença entre a dor lombar ortopédica e a dor por endometriose é a piora durante a menstruação e, se realmente for uma dor otopédica, os exames de imagem indicarão uma hérnia, por exemplo. Já a dor causada por pedras nos rins é bem diferente, sendo super aguda, emergencial, ocorrendo nas costas desde a parte mais alta até a bexiga", explica o médico.
Para diagnosticar a dor, o médico afirma que é importante observar se a paciente apresentas fortes cólicas menstruais, se toma muitos remédios para a dor e se a dor lombar piora no período pré-menstrual e menstrual. "É importante também que a paciente fale para o ginecologista se sente dores lombares, e desconfiar se a endometriose pode ser a causa", afirma o médico.

Em formas mais graves, a doença pode ser identificada por meio do exame de ressonância magnética.

Em estágios iniciais, a doença só pode ser diagnosticada por meio de uma laparoscopia, procedimento cirúrgico mimimamente invasivo, no qual, através de pequenas incisões, é introduzida uma câmera, que permite visão interna e coleta de material cirúrgico, caso necessário.
Entre as soluções oferecidas são o uso de pílulas anticoncepcionais que, enquanto utilizadas, "pausam" a liberação do endométrio no corpo, aliviando as dores. Se a mulher para de usar esses hormônios, a endometriose volta a se espalhar e as dores retornam.

O problema também pode ser resolvido por meio de cirurgia laparoscópica, no qual é retirado o tecido endometrial do local afetado. "A cirurgia, além de alivar a dor, melhora o processo de gravidez dessas pacientes", afirma Oliveira. A cirurgia laparoscópica é disponibilizada em hospitais da rede pública.
A endometriose é um processo inflamatório que ocorre pela liberação do endométrio, tecido que reveste o útero durante o ciclo menstrual, na direção contrária à menstruação, se instalando em órgãos e outras regiões do organismo. Os principais sintomas são dores intensas durante o período menstrual, nas relações sexuais, ao evacuar e urinar. A infertilidade também é uma queixa comum entre pacientes com endometriose.

 

R7

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O Rio de Janeiro pode enfrentar uma epidemia de chikungunya neste verão. Esse é o alerta feito pela Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e demais órgãos municipais e estaduais de saúde. De janeiro até outubro deste ano, já foram registrados cerca de 37 mil casos da doença no estado, no mesmo período de 2017 foram notificadas apenas 4.425 ocorrências.

Para o coordenador de Vigilância e Saúde do laboratório de referência da Fiocruz, Rivaldo Venâncio, o aumento de casos de chikungunya representa um desafio para o estado do Rio, que vem enfrentando dificuldades políticas e econômicas.

“Estamos falando de uma doença relativamente nova no Brasil e também no Rio de Janeiro. Boa parte dos profissionais de saúde formados há mais de cinco anos certamente não teve contato com informações relativas a chikungunya. Então, nós temos um desafio adicional que é capacitar esses profissionais de saúde de várias categorias que irão fazer o atendimento”, disse o coordenador.

 

Ele também explica que há uma preocupação com o aumento de casos de febre amarela durante o verão, já que a população do estado do Rio ainda não está devidamente vacinada. Neste ano, 268 casos já foram registrados.


“Estamos muito preocupados com a possibilidade de enfrentarmos, neste verão, os mesmos fatos que ocorreram com a febre amarela no mesmo período de 2017 para 2018. Por isso a Fundação Oswaldo Cruz, que é a fabricante da vacina contra febre amarela, faz o apelo para que a população não vacinada procure as unidades de saúde para se vacinar, que é a forma mais segura de evitar a doença”, explicou.

Prevenção

A chikungunya é uma doença viral, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, também vetor da dengue, zika e febre amarela. O subsecretário de Vigilância em Saúde, Alexandre Chieppe, explica que a Chikungunya pode ser prevenida, mas é importante estar atento aos sintomas. “É uma doença que se parece com a dengue. Ela atinge as articulações, juntas, e pode durar por semanas, meses e até anos”.

No Rio de Janeiro, o período de maior risco de transmissão é entre janeiro e maio. “A orientação é para a pessoa com febre súbita e elevada procure um posto de atenção à saúde para que seja feita avaliação. Os grupos de risco de chikungunya são: crianças e pessoas mais idosas, principalmente aquelas que têm doenças crônicas associadas”. completa Chieppe.

Para evitar a doença, a Secretaria de Saúde recomenda eliminar qualquer possibilidade de água parada e também investir em medidas de proteção pessoal, com o uso de repelente de forma regular.

“O Rio de Janeiro vem se preparando há algum tempo, desde as epidemias de dengue. Hoje, no estado do Rio de Janeiro, todas as secretarias municipais de saúde têm planos de contingência elaborados para dar assisitência ao aumento de casos. O desafio de uma epidemia de Chikungunya é enorme, mas, hoje, essas doenças, de certa forma, têm um plano de ação preparado”, acrescenta o subsecretário.

 

Agência Brasil

 

dorgargantaToda dor de garganta é amidalite? Não. Amidalite é inflamação ou infecção na região das amídalas. Faringite é a inflamação ou infecção na faringe e laringite é a inflamação ou infecção na laringe. Todas podem gerar febre, tosse e dor local. Já a laringite também pode provocar rouquidão. A faringe conecta o nariz e a boca, e a laringe, a boca ao esôfago, de acordo com definição do Ministério da Saúde.


Por que a gripe dá dor de garganta? A gripe é um quadro viral que atinge as vias aéreas superiores, transmitida por gotículas salivares ou secreções de pessoa para pessoa. Manifesta-se com febre, espirros, tosse, congestão nasal e dor muscular. A dor de garganta pode ocorrer pelo gotejamento nasal que gera irritação da garganta e, consequentemente, tosse e dor, ou porque o vírus também pode acometer essa região, no caso de amidalite ou faringite viral.


Quando uma dor de garganta pode ser considerada recorrente? Não há um número pré-estabelecido na literatura médica em relação a faringites de repetição. Em relação às amidalites, são considerados recorrentes 7 episódios de infecção em um ano ou 5 episódios em 2 anos consecutivos ou ainda 3 episódios de infecções em 3 anos consecutivos. Normalmente, é recorrente em pessoas suscetíveis, como crianças e adolescentes, expostos à fumaça do cigarro, com alergias ou baixa imunidade.


Qual a diferença da dor de garganta causada por vírus e por bactéria? Ambos os quadros podem apresentar febre, dor de garganta, tosse e dor no corpo. Quadros virais tendem a ser mais brandos, com menos dor e febre mais baixa. Quadros bacterianos tendem a ser mais severos, com dores mais intensas e febre mais alta.


Existe dor de garganta causada por fungo? Tomar água de filtro sujo pode provocar doença na garganta? Sim. É a chamada candidíase oral ou monilíase oral. Manifesta-se como placas brancas destacáveis em mucosa jugal (bochecha), na faringe ou na base da língua. Ela é causada por fungos que já habitam a flora bucal e que invadem esses tecidos no momento em que a pessoa tem alguma alteração imunológica, por exemplo, descompensação do diabetes, HIV, pessoas transplantadas ou que estão realizando tratamento oncológico com quimioterápicos. Portanto, o contato com filtros sujos tem pouca influência, já que o que vai ditar a doença é a imunidade da pessoa.


A dor de garganta está ligada à baixa resistência? Sim, pode estar. Pessoas que estão dormindo pouco, alimentando-se mal, tenha doenças como diabetes mal controlado, HIV e tumores, podem ter oscilação na imunidade e se tornarem mais susceptíveis a quadros infecciosos.


O que fazer se estiver ligada à baixa imunidade? Adequar o que está interferindo na imunidade. Dormir e acordar em horário correto, ingerir bastante líquido, alimentar-se de forma saudável, tratar as alergias respiratórias, se for o caso, além de procurar doenças que possam estar alterando a imunidade como diabetes e tumores.


Por que tem gente que tem dor de garganta ao dormir de cabelo molhado? A friagem corporal pode oscilar a imunidade e gerar aumento da chance de um quadro infeccioso viral. Esse quadro pode levar à tosse, espirros, coriza e dor de garganta.


Quais são as principais causas da dor de garganta? Infecções virais e bacterianas. Outras causas são alergias, refluxo e câncer.


Como prevenir que a dor de garganta volte? Ter um estilo de vida saudável. Beber bastante água, dormir e acordar em horário correto, manter locais arejados, evitar contato com pessoas doentes e lavar bem as mãos.


Como é o tratamento para quem tem dor de garganta recorrente? Além de todas as recomendações anteriores, é possível introduzir medicamentos imunoestimulantes e, nos casos das amidalites de repetição, é possível indicar cirurgia de remoção das amídalas.


Por que há casos em que a pessoa acabou de tomar antibiótico para infecção bacteriana e em poucos dias tem dor de garanta novamente? Ou a pessoa está desenvolvendo um quadro viral ou o antibiótico pode não ter sido efetivo para eliminar todas as bactérias. Neste caso, o paciente necessita de um antibiótico com maior espectro de ação. Há ainda uma outra hipótese: a de resistência bacteriana, ou seja, o antibiótico não foi suficiente para exterminar as bactérias, pois elas criaram mecanismos de defesa - nesses casos, devem ser utilizados antimicrobianos que combatam a resistência bacteriana.

 

R7

Foto: Pixabay

cordaoMuito se especula sobre o congelamento de cordão umbilical para usar as células-tronco em problemas futuros. Mas, afinal, vale realmente a pena congelá-lo e guardá-lo?

Segundo o hematologista Vanderson Rocha, coordenador médico da Unidade de Transplante de medula óssea do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e a bióloga Maristela Orellana, supervisora do laboratório de terapia celular do hemocentro da USP de Ribeirão Preto (USP-RP), a resposta é não.
Os especialistas explicam que as células-tronco encontradas no sangue do cordão umbilical estão presentes, também, na medula óssea e, assim, se houver necessidade do uso de tais células, elas podem ser extraídas de lá.

"As células-tronco congeladas não poderiam ser utilizadas pela própria pessoa pois, se ela precisar realizar um transplante de medula óssea, o procedimento deve ser realizado com células saudáveis. Transplantar as células-tronco em si mesmo significaria, então, colocar células que já estavam doentes no próprio corpo", afirma Maristela.

"O uso desse sangue, atualmente, só é destinado a transplantes de medula óssea durante o tratamento para leucemias", explica o hematologista.
Maristela complementa que, recentemente, foi aprovado o uso das células tronco do cordão umbilical para o tratamento de anemia falciforme, doença hereditária que provoca a alteração do formato dos glóbulos vermelhos, tornando-os parecidos com uma foice e, como a membrana dessas células é alterada, elas se tornam mais fáceis de serem rompidas, provocando anemia.

Critérios para congelamento são rigorosos

Embora o congelamento do cordão umbilical não valha a pena para uso próprio, sua doação é viável, ajudando no tratamento de outras pessoas, afirmam os especialistas. Mas, para isso, há uma preparação específica.

Para ser doado, o cordão umbilical deve vir de uma pessoa saudável, ou seja, o sangue desse cordão deve ser rico em células, não conter bactérias, e o doador não pode ter leucemia, doenças genéticas, anemia falciforme ou doenças genéticas do metabolismo. Devido a esses fatores, Rocha afirma que a cada 100 cordões umbilicais doados, 25 podem ser congelados por atenderem a todos os critérios.
Maristela afirma que a doação das células só pode ser realizada em uma das 12 maternidades autorizadas para o colhimento correto do cordão umbilical. O procedimento ocorre pela rede pública de saúde e os cordões são armazenados em bancos públicos, onde são congelados a 180°C negativos e tem a duração de até 30 anos.

Para esse sangue ser utilizado, é preciso que o cordão doado e o paciente a recebê-lo tenham uma compatibilidade genética de 70%. O receptor pode ser de qualquer idade e, dependendo da altura e do peso, pode precisar de transplante de medula óssea proveniente de dois cordões, devido à quantidade de células necessárias.

A doação de medula óssea oriunda de cordão umbilical entre irmãos também é possível. Entretanto, segundo a bióloga, a chance de compatibilidade é de 25%, sendo uma opção a ser tentada "na sorte".
Após a verificação de compatibilidade, a medula óssea é extraída do sangue do cordão, passando por um processo de aférese —procedimento que faz uma "centrifugação" no sangue doado, separando as células que serão injetadas no sangue do paciente.

Bancos públicos e privados apresentam diferenças

Rocha afirma que o armazenamento desses cordões é diferente entre bancos públicos e privados. De acordo com o médico, enquanto os bancos públicos seguem padrões internacionais de armazenamento, os bancos privados não possuem a creditação necessária.
Segundo Maristela, por ter padrões de armazenamento diferente, esses cordões não passam para armazenamento público, não podendo ser aproveitados. Em bancos privados, a doação desses cordões só pode ser realizada entre parentes da pessoa com o cordão congelado.

Bancos privados cobram anuidade para manter o cordão umbilical congelado. Caso os pais desistam de manter o cordão do filho congelado, ele será descartado, segundo a bióloga.

 

R7

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