• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • vamol.jpg

Todos nós já ouvimos o conselho: coma frutas e vegetais, tome suas vitaminas e mantenha-se saudável. Em geral, essa orientação faz sentido. Mas alguns nutrientes têm uma história mais complexa, e a vitamina B12 é um exemplo fascinante.

Também conhecida como cobalamina, a B12 é essencial para a vida. Ela ajuda o corpo a produzir glóbulos vermelhos, mantém o funcionamento do sistema nervoso e desempenha um papel central na forma como as células copiam e reparam o DNA.

A vitamina B12 é encontrada naturalmente em produtos de origem animal, como carne, peixe, ovos, leite e queijo. Alguns cereais e pães também são fortificados com ela, ajudando as pessoas que não comem carne a obter a quantidade necessária. A maioria das pessoas que segue uma dieta variada obtém a quantidade recomendada, mas veganos, pessoas com certas doenças intestinais e idosos, que absorvem nutrientes com menos eficiência, podem precisar de suplementos.

Sem vitamina B12 suficiente, podem aparecer problemas, às vezes graves, especialmente se a deficiência não for reconhecida e tratada. Nos últimos anos, porém, pesquisadores têm questionado se altos níveis de ingestão de vitamina B12 ou altos níveis de vitamina B12 no sangue poderiam estar associados ao câncer. Todos nós já ouvimos o conselho: coma frutas e vegetais, tome suas vitaminas e mantenha-se saudável. Em geral, essa orientação faz sentido. Mas alguns nutrientes têm uma história mais complexa, e a vitamina B12 é um exemplo fascinante.

Também conhecida como cobalamina, a B12 é essencial para a vida. Ela ajuda o corpo a produzir glóbulos vermelhos, mantém o funcionamento do sistema nervoso e desempenha um papel central na forma como as células copiam e reparam o DNA.

A vitamina B12 é encontrada naturalmente em produtos de origem animal, como carne, peixe, ovos, leite e queijo. Alguns cereais e pães também são fortificados com ela, ajudando as pessoas que não comem carne a obter a quantidade necessária. A maioria das pessoas que segue uma dieta variada obtém a quantidade recomendada, mas veganos, pessoas com certas doenças intestinais e idosos, que absorvem nutrientes com menos eficiência, podem precisar de suplementos.

Sem vitamina B12 suficiente, podem aparecer problemas, às vezes graves, especialmente se a deficiência não for reconhecida e tratada. Nos últimos anos, porém, pesquisadores têm questionado se altos níveis de ingestão de vitamina B12 ou altos níveis de vitamina B12 no sangue poderiam estar associados ao câncer.

Saiba qual a importância da vitamina B-12 para nosso organismo Saiba qual a importância da vitamina B-12 para nosso organismo

Mantendo o equilíbrio O corpo está constantemente produzindo novas células. Toda vez que uma célula se divide, ela precisa copiar seu DNA com precisão. A vitamina B12 é fundamental para esse processo. Quando os níveis estão muito baixos, o DNA pode ser copiado incorretamente, levando a mutações que, ao longo de muitos anos, podem aumentar o risco de certos tipos de câncer, particularmente o câncer de cólon. É por isso que a deficiência de vitamina B12 é levada a sério.

Um estudo de caso-controle de 2025 no Vietnã descobriu o que os pesquisadores descreveram como uma relação em forma de U entre a ingestão de vitamina B12 e o risco de câncer, com tanto a ingestão mais baixa quanto a mais alta associadas a um risco aumentado. Como esse tipo de estudo pode mostrar uma associação, mas não pode provar causa e efeito, a conclusão não é que a vitamina B12 seja perigosa. É que o equilíbrio é importante.

Pode parecer lógico que, se a vitamina B12 ajuda as células saudáveis a se desenvolverem, tomar doses extras deveria oferecer proteção adicional contra o câncer. Mas as pesquisas não corroboram totalmente essa ideia. A vitamina B12 ajuda no crescimento celular em geral, não apenas o crescimento de células saudáveis. Uma preocupação é que, se células pré-cancerosas já estiverem presentes, uma disponibilidade muito alta de nutrientes que ajudam no crescimento, como a vitamina B12, poderia, em teoria, apoiar o crescimento delas também. Mas isso continua sendo difícil de provar em seres humanos.

De modo geral, estudos sobre suplementos de altas doses de vitamina B tomados por longos períodos não demonstraram efeitos protetores claros contra a incidência de câncer ou mortes por câncer. Uma análise relatou uma redução no risco de melanoma, mas essa foi uma descoberta específica para esse tipo de câncer, e não uma evidência de que altas doses de vitaminas B previnem o câncer de maneira geral. Algumas pesquisas observacionais também sugeriram um ligeiro aumento no risco de câncer de pulmão associado à suplementação de longo prazo com altas doses de B6 e B12, particularmente entre homens e fumantes, embora esse tipo de estudo não possa provar que os suplementos causaram os cânceres.

Médicos também observaram que muitos pacientes com câncer apresentam níveis de vitamina B12 no sangue excepcionalmente elevados. Isso levanta uma questão importante: os níveis elevados de vitamina B12 contribuem para o câncer, ou o próprio câncer pode causar o aumento dos níveis de vitamina B12?

Uma pesquisa realizada em 2022 concluiu que níveis elevados de vitamina B12 em pacientes com câncer são frequentemente um “epifenômeno”. Em outras palavras, a vitamina aparece junto com a doença, mas não necessariamente a desencadeia. Outra pesquisa de 2024 chegou a uma conclusão semelhante.

Acredita-se que esse efeito envolva dois mecanismos principais. Primeiro, os tumores podem afetar o fígado, que armazena grandes quantidades de vitamina B12. Quando o fígado está danificado ou sob estresse, ele pode liberar mais vitamina B12 na corrente sanguínea. Segundo, alguns tumores podem aumentar as proteínas que se ligam à vitamina B12 no sangue. Isso pode elevar os resultados dos exames de sangue sem que isso signifique necessariamente que as células do corpo estejam recebendo ou utilizando mais vitamina B12.

Indicação útil Os pesquisadores também estão reconhecendo que níveis elevados de vitamina B12 podem não ser uma causa de câncer, mas podem ser um marcador útil para indicar se o câncer está presente ou progredindo. Um grande estudo de 2026 descobriu que pacientes com câncer de cólon com níveis muito altos de vitamina B12 sobreviveram por uma mediana de cerca de cinco anos, em comparação com quase 11 anos para aqueles com níveis normais.

Padrões semelhantes foram encontrados no câncer de boca e em pacientes em imunoterapia, onde níveis elevados de vitamina B12 foram associados a resultados mais desfavoráveis. Isso significa que níveis elevados e persistentes de vitamina B12, sem causa aparente, especialmente quando não são causados por suplementos, não devem ser ignorados. Isso pode indicar doença hepática, distúrbios sanguíneos ou um câncer subjacente que ainda não foi detectado.

Para a maioria das pessoas, isso não é motivo de preocupação. A vitamina B12 proveniente de uma dieta normal que inclua carne, peixe, ovos, laticínios ou alimentos fortificados geralmente não é o problema: é muito difícil consumir vitamina B12 em excesso apenas pela alimentação. A deficiência continua sendo um problema mais comum e melhor estabelecido do que o excesso.

A preocupação é a suplementação prolongada em altas doses sem orientação médica, ou um exame de sangue que mostre níveis persistentemente elevados de vitamina B12 quando a pessoa não está tomando suplementos.

A mensagem geral é simples: mais nem sempre é melhor. O câncer não pode ser prevenido com a ingestão excessiva de uma única vitamina. Os hábitos de longo prazo são mais importantes: ter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios regularmente, evitar o tabagismo, proteger a pele e realizar exames de saúde de rotina.

E quanto à vitamina B12? Obtenha a quantidade suficiente através da alimentação ou de suplementos, se necessário, especialmente se você for vegano, idoso ou tiver uma condição que afete a absorção. Mas deixe as megadoses na prateleira, a menos que um médico as recomende. Com a B12, assim como com muitos nutrientes, o objetivo não é o máximo possível. É a quantidade certa.

G1

O excesso de sal na alimentação continua sendo um dos maiores riscos silenciosos para a saúde cardiovascular dos brasileiros. Entre os dias 13 e 19 de maio, a Semana Mundial de Conscientização sobre o Sal reforça o alerta sobre os impactos do consumo elevado de sódio, associado ao aumento de casos de hipertensão, infarto, AVC e doenças renais.

perigosal

Mas deixa eu te perguntar: você costuma colocar sal em tudo? Ou acha que consome pouco só porque não exagera no saleiro? A verdade é que muita gente ingere sal demais sem perceber.

Segundo o Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares causam cerca de 400 mil mortes por ano no Brasil. Desse total, aproximadamente 46 mil estão relacionadas ao consumo excessivo de sal.

O chamado “sódio oculto” está presente em diversos alimentos industrializados consumidos diariamente — muitas vezes sem que a gente perceba.

“O brasileiro consome, em média, entre 9 e 12 gramas de sal por dia, praticamente o dobro do recomendado pelas diretrizes internacionais”, explica Marcio Sousa, cardiologista e chefe da Seção de Hipertensão Arterial, Tabagismo e Nefrologia do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda o consumo máximo de 5 gramas de sal por dia — o equivalente a uma colher de chá rasa, considerando toda a alimentação diária.

“Hoje, o principal vilão é o sódio oculto presente nos alimentos processados e ultraprocessados. Estima-se que mais de 70% do sódio consumido venha desses produtos”, afirma o doutor Sousa.

E é aí que mora o perigo. Porque o excesso de sódio não aparece só no macarrão instantâneo ou nos embutidos. Ele também pode estar escondido em alimentos que muita gente considera “do bem”.

“Existem produtos considerados ‘fitness’ ou aparentemente saudáveis que podem ter muito sódio, como barras proteicas, whey protein, granolas, isotônicos, águas saborizadas e refrigerantes zero ou diet”, destaca o cardiologista.

Sim, até aquele lanchinho “fit” da correria pode esconder mais sal do que você imagina. Já reparou na quantidade de sódio dos produtos que você consome todos os dias?

“O sódio faz o corpo reter mais líquido, aumentando o volume de sangue dentro dos vasos e sobrecarregando o coração. Com o tempo, isso favorece hipertensão, infarto, AVC, insuficiência cardíaca e doença renal crônica”, diz.

O problema é que, na maioria das vezes, o corpo não dá sinais tão claros no começo. E muita gente convive anos com pressão alta sem nem desconfiar.

A alimentação moderna também tem contribuído para que os problemas cardiovasculares apareçam mais cedo: “O consumo frequente de ultraprocessados, fast food, embutidos, energéticos e alimentos ricos em sódio faz com que muitos jovens desenvolvam pressão alta cada vez mais cedo”, alerta Marcio Sousa.

E não, isso não significa viver comendo comida sem graça.

Segundo o especialista, o paladar consegue se adaptar gradualmente à redução do sal: “Em média, essa adaptação leva de três a oito semanas. Depois desse período, alimentos naturais passam a ter mais sabor e produtos industrializados podem até parecer excessivamente salgados”, afirma.

O médico recomenda apostar em temperos naturais, como alho, cebola, ervas frescas, limão, páprica e cúrcuma. Aos poucos, o paladar muda — e muita gente passa até a estranhar alimentos muito salgados.

Outra dica importante? Começar a olhar os rótulos dos alimentos com mais atenção.

“Valores acima de 400 mg de sódio por porção já merecem cautela. Também é importante observar ingredientes como glutamato, bicarbonato, fosfato e conservadores, que indicam fontes de sódio oculto”, orienta.

No fim das contas, pequenas mudanças fazem diferença. Reduzir ultraprocessados, evitar exageros e provar a comida antes de adicionar mais sal já são passos importantes para cuidar da saúde do coração sem precisar virar a rotina de cabeça para baixo.

Como Ser Saudável|Renata Garofano

Foto: Imagem gerada por IA via ChatGPT

Os níveis de açúcar no sangue sempre foram um tema central no controle de diversas doenças, especialmente no dia a dia de pessoas com diabetes.

Mas, independentemente de ter ou não um diagnóstico, o que você faz para manter a glicemia estável?

Veja as orientações de nutricionistas do site Very Well Health:

Comece o dia com um café da manhã equilibrado

Os especialistas alertam que pular essa refeição ou consumir apenas carboidratos pode “provocar picos de açúcar no sangue, seguidos de quedas bruscas”. Em vez de optar por cereais açucarados ou doces, a recomendação é escolher alimentos que desacelerem a digestão e aumentem a saciedade por mais tempo.

Inclua proteína em todas as refeições e lanches

Mesmo em pequenos lanches, a proteína deve estar presente. “A proteína ajuda a retardar a velocidade com que os carboidratos e açúcares entram na corrente sanguínea, por isso, tente incluí-la em todas as refeições e lanches.”

Evite bebidas açucaradas

“Bebidas com adição de açúcar são absorvidas rapidamente e, em geral, não contêm fibras ou proteínas que desacelerem esse processo.” A recomendação é preferir água, água com gás ou chás sem açúcar.

Entre as bebidas que podem causar picos elevados de glicose estão:

Refrigerantes

Limonadas

Chás adoçados

Bebidas energéticas

Alguns sucos de frutas

Alimente-se regularmente ao longo do dia

“Ficar longos períodos sem comer pode causar quedas nos níveis de açúcar no sangue, levando ao cansaço.”

Prefira grãos integrais aos refinados

“Nem todos os carboidratos são iguais. Grãos integrais são digeridos mais lentamente do que produtos refinados, como pão branco, doces e cereais açucarados.”

Mantenha-se ativo

“A atividade física ajuda os músculos a utilizarem a glicose como fonte de energia, contribuindo para reduzir e estabilizar os níveis de açúcar no sangue.” Não é necessário fazer exercícios intensos, uma caminhada de 10 minutos após as refeições já pode trazer benefícios.

Cuide da qualidade do sono

“Dormir mal pode aumentar a resistência à insulina, ou seja, dificultar a absorção do açúcar pelas células, o que pode elevar a glicemia.” A orientação é dormir entre sete e nove horas por noite, com boa qualidade.

9 hábitos comuns que podem estar derrubando sua imunidade Estresse, alimentação inadequada, pouca exposição ao sol e até excesso de exercícios estão entre os fatores que enfraquecem o sistema imunológico; médica explica como pequenas mudanças na rotina podem ajudar a fortalecer as defesas do corpo.

Noticias ao Minuto

A hipertensão arterial avança em silêncio e raramente apresenta sintomas até causar complicações graves como infarto, acidente vascular cerebral e insuficiência renal. Conhecida como a doença que não dói, ela atinge milhões de adultos no mundo e muitos descobrem a condição apenas em consultas de rotina. A boa notícia é que existem formas eficazes de detectá-la e preveni-la antes que cause danos irreversíveis ao coração e aos vasos sanguíneos.

hipertensao

Por que a hipertensão é chamada de assassina silenciosa A pressão alta raramente provoca sinais evidentes nas fases iniciais. O corpo se adapta gradualmente ao aumento dos valores, e o coração continua trabalhando sob esforço sem que a pessoa perceba. Esse processo silencioso desgasta os vasos sanguíneos ao longo dos anos.

Quando os sintomas finalmente aparecem, geralmente já refletem danos significativos em órgãos importantes. Por isso, especialistas reforçam que a aferição periódica é a forma mais eficaz de identificar a condição antes que complicações graves se instalem.

Como detectar a hipertensão antes que cause danos A medição da pressão no consultório é o primeiro passo, mas muitas vezes pode não refletir o quadro real. Cardiologistas recomendam a monitorização residencial da pressão por sete dias consecutivos e, em casos específicos, a MAPA, exame que registra os valores durante 24 horas.

Esses métodos ajudam a identificar quadros como a hipertensão do jaleco branco e a hipertensão mascarada, condições que passam despercebidas em consultas isoladas. Aferir em diferentes momentos do dia oferece um retrato mais fiel da saúde cardiovascular.

Fatores que aumentam o risco de desenvolver pressão alta Diversas características genéticas e hábitos de vida podem favorecer o surgimento da hipertensão. Reconhecer esses fatores ajuda a antecipar cuidados preventivos e ajustar a rotina antes que a doença se instale.

Veja os principais fatores associados ao risco aumentado de pressão alta:

Histórico familiar de hipertensão ou doenças cardiovasculares

Sobrepeso, obesidade e acúmulo de gordura abdominal

Consumo elevado de sódio em alimentos ultraprocessados

Sedentarismo e ausência de exercícios regulares

Estresse crônico e privação prolongada de sono

Consumo excessivo de bebidas alcoólicas

Tabagismo ativo ou exposição passiva ao cigarro

Quem apresenta esses fatores deve realizar aferições mais frequentes e buscar acompanhamento médico periódico.

Estudo japonês confirma valor da medição residencial da pressão A importância de monitorar a pressão arterial fora do consultório vem sendo confirmada por pesquisas internacionais. Um estudo robusto avaliou como diferentes formas de medição se relacionam com o risco de eventos cardiovasculares ao longo dos anos, oferecendo orientações práticas para a prevenção.

Segundo o estudo Associação entre a pressão arterial domiciliar e ambulatorial com o prognóstico cardiovascular em pacientes hipertensos ambulatoriais na prática clínica, publicado na revista científica Hypertension em 2022, foram acompanhados 1.336 pacientes hipertensos durante quase sete anos. Os resultados mostraram que a medição residencial da pressão prevê eventos cardiovasculares com precisão semelhante ou superior à MAPA de 24 horas, reforçando seu papel na detecção precoce.

Hábitos que ajudam a prevenir a pressão alta no dia a dia A prevenção da hipertensão envolve escolhas consistentes ao longo do tempo, mais do que mudanças radicais e pontuais. Pequenos ajustes na rotina alimentar e no estilo de vida produzem efeitos importantes sobre os valores pressóricos.

Tua saude