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Mais de três meses depois de aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o lenacapavir — uma injeção semestral com eficácia próxima de 100% na prevenção do HIV — ainda não tem perspectiva definida de chegada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O principal obstáculo, por ora, é regulatório: o medicamento precisa ter seu preço máximo fixado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) antes de qualquer avaliação de incorporação ao sistema público.

A Anvisa confirmou ao g1 que o prazo para essa definição vai até o próximo dia 3 de junho, "caso não ocorram interrupções" (veja TODAS as notas na íntegra ao final deste texto).

A Gilead Sciences, farmacêutica responsável pelo medicamento, protocolou o pedido de precificação em março.

O prazo regulatório é de até 90 dias a partir da submissão do protocolo completo, mas pode ser interrompido em caso de exigências técnicas.

Só após essa definição de preço pela CMED é que o lenacapavir poderá percorrer um possível caminho até o SUS.

Justamente por isso, até o momento, não há pedido de análise do medicamento na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

A submissão de demandas à comissão exige, além do registro na Anvisa — já obtido —, o preço máximo estabelecido pela CMED, etapa ainda pendente.

"O medicamento lenacapavir ainda não conta com essa última etapa e, com isso, não pode ser amplamente comercializado no Brasil nem ser avaliado pela Conitec", informou o Ministério da Saúde (MS) em nota. A Conitec avalia critérios como eficácia, segurança e custo-efetividade antes de emitir parecer ao Ministério da Saúde. Apenas após esse processo o governo pode decidir pela incorporação.

Rico Vasconcelos é médico infectologista e pesquisador do Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP), especialista em HIV/ISTs e prevenção (PrEP), avalia que, mesmo que a precificação avance em junho, o custo do lenacapavir deve ser o principal obstáculo à sua oferta gratuita.

“Hoje, o principal limitante é o preço. O lenacapavir é vendido por valores muito altos fora do Brasil — cerca de 28 mil dólares por pessoa por ano — o que torna inviável a implementação no SUS em larga escala", avalia o médico. Nos Estados Unidos, o tratamento custa cerca de US$ 25,3 mil por pessoa ao ano — o equivalente a aproximadamente R$ 136 mil. Em algumas situações, o valor pode chegar a US$ 44,8 mil (cerca de R$ 241 mil).

No Brasil, a Gilead afirmou que a precificação seguirá os critérios técnicos da CMED e que "quaisquer estimativas de preço são especulativas neste momento".

A empresa acrescentou que "o preço é apenas um dos componentes do acesso" e que mantém diálogo com o Ministério da Saúde para discutir caminhos que possibilitem a disponibilização do medicamento no país.

Pela regra de regulação, o valor aprovado pela CMED não pode superar o menor preço observado em uma cesta de países de referência, e pode ser ainda mais restringido caso o medicamento não represente avanço clínico significativo em relação às alternativas já disponíveis.

"A Conitec deve considerar preço, evidências científicas e a experiência brasileira, que começa a ser construída com esses estudos em andamento no país", relembra Rico. Há ainda outro ponto que complica a equação: o Brasil não foi incluído nos acordos de licenciamento que permitem a produção de versões genéricas do lenacapavir.

A Gilead firmou esses acordos com 120 países considerados mais vulneráveis economicamente — mas o Brasil ficou de fora.

Um estudo publicado na revista "The Lancet", contudo, estimou que uma versão genérica poderia custar algo entre US$ 25 e US$ 47 por ano.

O que é o lenacapavir O lenacapavir é um antirretroviral inovador com ação prolongada para a prevenção do HIV.

Ele é um medicamento injetável (ou seja, aplicado por injeção, mas não se trata de uma vacina) usado como profilaxia de pré-exposição (PrEP) ao vírus e administrado apenas duas vezes por ano, o que representa uma mudança significativa em relação aos comprimidos de uso diário.

ENTENDA: Disponível no SUS desde 2018, esses remédios são tomados (PrEP diária e sob demanda) antes da relação sexual, o que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV. Atualmente, cerca de 140 mil pessoas utilizam a PrEP diariamente no país.

O principal diferencial do lenacapavir, contudo, está na duração da proteção. Enquanto a PrEP oral exige uso frequente e contínuo, o medicamento injetável mantém níveis de proteção elevados por vários meses após a aplicação, o que pode facilitar a adesão e reduzir falhas no uso.

"Uma coisa é ensaio clínico, outra coisa é a vida real. Como seria implementar uma medicação aplicada a cada seis meses no SUS? A gente ainda não sabe se as pessoas vão conseguir manter as aplicações em dia e se, fora do estudo, a eficácia vai se manter", pondera Vasconcelos.

Estudos clínicos de grande porte mostraram sua eficácia próxima de 100% na prevenção do HIV, inclusive entre mulheres, grupo que historicamente enfrenta mais limitações com os métodos disponíveis.

Por esses resultados, a Organização Mundial da Saúde passou a recomendar o lenacapavir como opção adicional de PrEP e o classificou como a melhor alternativa disponível enquanto ainda não existe uma vacina contra o vírus.

Um passo concreto desde a sua aprovação na Anvisa foi o início de um estudo de implementação coordenado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) da Fiocruz.

O projeto, chamado de ImPrEP LEN Brasil, acontece em sete cidades — São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Florianópolis (SC), Manaus (AM), Campinas (SP) e Nova Iguaçu (RJ) — e tem como meta incluir 1.500 participantes.

Diferente dos estudos clínicos anteriores, a pesquisa avalia como o lenacapavir funciona na rotina real dos serviços de saúde.

Por isso, a adesão é espontânea: são incluídas no programa pessoas que chegam por conta própria aos centros de saúde em busca de proteção contra o HIV.

O público-alvo são gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens, homens e mulheres transgênero e pessoas não-binárias, entre 16 e 30 anos.

A pesquisa é liderada pela médica Beatriz Grinsztejn, chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em HIV, Aids, IST e Hepatites do INI e presidente da Sociedade Internacional de Aids (IAS).

Segundo ela, o estudo vai gerar informações cruciais sobre como a PrEP de longa duração pode fortalecer o acesso à prevenção como um direito.

“É importante lembrar, contudo, que a PrEP oral segue disponível no SUS e é uma estratégia consolidada de prevenção”, afirma Grinsztejn em janeiro ao g1.

G1

Manter o intestino funcionando bem depende de uma combinação de fatores que vão muito além do consumo de fibras. Hidratação, movimento corporal, qualidade do sono, controle do estresse e regularidade dos horários influenciam diretamente o trânsito intestinal. Pequenas mudanças na rotina diária podem transformar a forma como o organismo digere, absorve e elimina os resíduos, prevenindo desconfortos como inchaço, gases, constipação e sensação de esvaziamento incompleto.

intestino

Como a hidratação influencia o trânsito intestinal?

A água é fundamental para a formação e a passagem do bolo fecal pelo intestino. A baixa ingestão deixa as fezes ressecadas, dificulta a evacuação e favorece o aparecimento de constipação e fissuras anais.

O ideal é consumir cerca de 35 ml de água por quilo de peso ao longo do dia, o que equivale a aproximadamente 2 litros para um adulto. Chás sem açúcar e alimentos ricos em água, como melancia e pepino, também contribuem para a hidratação.

Por que o exercício físico melhora a função intestinal? A atividade física estimula a motilidade intestinal, aumenta o fluxo sanguíneo para o trato digestivo e fortalece os músculos abdominais, que ajudam na eliminação das fezes. Caminhada, corrida, bicicleta e ioga são opções acessíveis e eficazes.

O movimento também atua sobre o eixo intestino-cérebro, reduzindo o estresse e modulando a microbiota intestinal. O ideal é praticar pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana, distribuídos em diferentes dias.

O que diz a ciência sobre exercício e regularidade intestinal?

A relação entre atividade física e saúde do intestino tem sido demonstrada em revisões sistemáticas com grandes amostras populacionais. Segundo o estudo Physical activity and constipation: A systematic review of cohort studies, revisão sistemática revisada por pares publicada na revista Journal of Global Health em 2024, níveis mais elevados de atividade física foram associados a uma redução de cerca de 31% no risco de constipação em comparação com indivíduos sedentários.

A análise reuniu dados de 13 estudos com mais de 119 mil participantes e concluiu que mesmo intensidade moderada já oferece benefícios consistentes, especialmente em adultos com queixas frequentes de intestino preso.

Como o sono e o estresse afetam o intestino?

O sono insuficiente desorganiza o ritmo circadiano que regula a motilidade intestinal e altera a composição da microbiota. Já o estresse crônico ativa o eixo intestino-cérebro, eleva o cortisol e pode tanto acelerar quanto desacelerar o trânsito.

Quais são os 6 hábitos essenciais para o intestino?

Adotar mudanças simples e consistentes na rotina é a forma mais segura de manter o intestino funcionando bem ao longo dos anos. A regularidade é mais importante do que a intensidade das estratégias adotadas.

Aumente o consumo de fibras, atingindo 25 a 38 gramas por dia com frutas, vegetais, leguminosas e alimentos para prisão de ventre como mamão, ameixa e aveia.

Beba água ao longo do dia, com pelo menos 1,5 a 2 litros distribuídos em pequenas porções entre as refeições.

Pratique atividade física regular, especialmente caminhada após as refeições para estimular o peristaltismo.

Mantenha horários regulares de evacuação, indo ao banheiro de 15 a 45 minutos depois do café da manhã ou do almoço.

Durma de 7 a 9 horas por noite, respeitando horários consistentes para regular o ritmo circadiano intestinal.

Gerencie o estresse com meditação, respiração profunda, ioga ou pausas regulares ao longo do dia.

Quando alterações no funcionamento intestinal persistem por mais de duas semanas, ou quando há perda de peso sem causa, sangue nas fezes, dor abdominal intensa ou mudança brusca no padrão habitual, é fundamental procurar um gastroenterologista para avaliação. Em casos persistentes de prisão de ventre, o acompanhamento médico ajuda a investigar causas e definir o tratamento adequado.

Tua saúde

A esofagite severa vem ganhando espaço nas consultas médicas e nas conversas entre especialistas em aparelho digestivo. Trata-se de uma inflamação intensa do esôfago, o tubo que leva o alimento da boca ao estômago, capaz de comprometer a alimentação, o bem-estar diário e, em casos avançados, causar complicações graves. Mesmo sendo um problema relativamente comum, ainda é pouco reconhecido por parte da população, o que atrasa o diagnóstico e o início do tratamento adequado.

Na prática, muitos pacientes convivem com azia frequente, dor ao engolir ou sensação de bolo na garganta e não associam esses sinais à esofagite severa. Outros interpretam o desconforto apenas como má digestão ou gastrite nervosa, automedicando-se por longos períodos. Profissionais de saúde chamam atenção para esse cenário, pois a persistência da inflamação no esôfago pode gerar lesões, sangramentos, estreitamentos e até aumentar o risco de alterações pré-cancerígenas ao longo do tempo.

O que é esofagite severa e como ela afeta o esôfago? A expressão esofagite severa se refere a um grau avançado de inflamação da mucosa esofágica, geralmente visível ao exame de endoscopia. Nesses casos, a parede interna do esôfago pode apresentar erosões, úlceras, sangramentos ou áreas bastante irritadas. A inflamação intensa dificulta a função do órgão, que é justamente conduzir os alimentos e líquidos de forma segura e confortável até o estômago.

Entre as causas mais frequentes, está o refluxo gastroesofágico, situação em que o conteúdo ácido do estômago volta repetidamente para o esôfago, agredindo sua mucosa. Também podem provocar esofagite grave o uso prolongado de alguns medicamentos ingeridos sem água suficiente, ingestão acidental de substâncias corrosivas, infecções (como por fungos ou vírus, especialmente em pessoas com imunidade baixa) e alergias alimentares específicas. Em todos esses cenários, o resultado final é o mesmo: uma superfície esofágica inflamada e vulnerável.

Quais são os sintomas de esofagite severa? Os sintomas da esofagite grave tendem a ser mais intensos e persistentes do que nos quadros leves. O mais citado pelos pacientes é a dor ao engolir, conhecida como odinofagia. Essa dor pode surgir ao consumir alimentos sólidos, líquidos muito quentes ou até ao beber água, e às vezes é descrita como sensação de queimadura ou de arranhão no peito.

Outros sinais relevantes incluem:

Azia recorrente, especialmente após refeições volumosas ou ao deitar; Sensação de alimento parado na garganta ou no meio do peito; Arroto frequente, queimação retroesternal e gosto amargo na boca; Tosse crônica, rouquidão ou pigarro, principalmente à noite; Perda de peso involuntária, quando a dor dificulta a alimentação. Em casos mais avançados, podem ocorrer vômitos com sangue, fezes escurecidas (indicando sangramento digestivo) e dificuldade real para a passagem do alimento, sinalizando estreitamento do esôfago. Esses quadros exigem avaliação médica rápida.

Patrocinado Como a esofagite severa é diagnosticada e tratada? O diagnóstico da esofagite severa envolve, em geral, uma combinação de relato clínico e exames. O principal é a endoscopia digestiva alta, que permite visualizar diretamente o revestimento do esôfago, do estômago e do duodeno. Durante o exame, o especialista consegue identificar o grau da inflamação, localizar possíveis lesões, coletar fragmentos para biópsia e afastar outras doenças, como infecções específicas ou alterações pré-malignas.

O tratamento costuma ser individualizado, mas alguns pilares são comuns:

Medicamentos que reduzem a acidez, como inibidores de bomba de prótons, que diminuem a agressão ácida ao esôfago; Protetores de mucosa, indicados em alguns casos para favorecer a cicatrização das lesões; Ajustes de medicamentos em uso, quando comprimidos específicos estão associados ao quadro; Tratamento de causas infecciosas, com antifúngicos, antivirais ou antibióticos, quando necessário; Orientação nutricional, com mudanças na alimentação para reduzir o refluxo e a irritação local. Em situações de esofagite complicada, com estreitamentos importantes, sangramentos recorrentes ou suspeita de transformação celular, podem ser necessários procedimentos endoscópicos adicionais e, em menor número de casos, intervenção cirúrgica. O acompanhamento com gastroenterologista é fundamental para definir a melhor estratégia em cada fase.

Quais são os riscos de não tratar a esofagite severa? Ignorar sintomas compatíveis com inflamação intensa do esôfago pode trazer consequências relevantes. A agressão repetida à mucosa favorece a formação de úlceras, cicatrizes e estreitamentos (estenoses). Esses estreitamentos dificultam a passagem de alimentos, levando a engasgos, perda de peso, desnutrição e necessidade de dilatações endoscópicas.

Outro ponto de atenção é o chamado esôfago de Barrett, uma alteração da mucosa que pode surgir após anos de refluxo intenso e inflamação persistente. Essa condição é considerada uma lesão pré-maligna, aumentando o risco de câncer de esôfago em uma parcela dos pacientes. Por isso, especialistas ressaltam a importância de controlar a esofagite por refluxo e seguir os exames de rotina indicados.

Patrocinado Entre os exemplos do dia a dia, estão pessoas que deitam logo após o jantar pesado, profissionais que passam muitas horas sentados, indivíduos que fumam e consomem álcool regularmente e pacientes que tomam anti-inflamatórios por longos períodos sem orientação. Em todos esses perfis, a combinação de fatores de risco emociona a chance de surgimento ou agravamento da esofagite severa.

Cuidados diários para proteger o esôfago e prevenir esofagite severa Profissionais de saúde especializados em aparelho digestivo costumam reforçar algumas recomendações simples, mas eficazes, para reduzir o risco de inflamação esofágica e evitar a progressão para quadros severos. Entre as orientações mais citadas estão:

Fazer refeições menores e mais frequentes, evitando grandes volumes de uma só vez; Aguardar pelo menos duas a três horas antes de se deitar após comer; Reduzir alimentos que favorecem o refluxo, como frituras, embutidos, excesso de café, bebidas alcoólicas e refrigerantes; Manter o peso corporal adequado, pois o excesso de peso aumenta a pressão abdominal e o refluxo; Evitar cigarros, já que o tabagismo afeta o bom funcionamento da válvula entre esôfago e estômago; Beber água ao ingerir comprimidos, para que não fiquem parados no esôfago; Procurar ajuda médica em caso de dor ao engolir, engasgos frequentes ou azia constante. Em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, a atenção deve ser ainda maior, pois esses grupos têm maior risco de complicações. Em pacientes com imunidade comprometida, por exemplo, infecções esofágicas podem evoluir rapidamente e exigir tratamento específico.

Onde buscar ajuda médica e informações confiáveis? Diante de sintomas sugestivos de inflamação no esôfago, o caminho mais indicado é procurar atendimento com clínico geral ou gastroenterologista. Esses profissionais podem avaliar o quadro, solicitar exames complementares e indicar o tratamento adequado. Serviços de pronto-atendimento são recomendados quando há dor intensa no peito, dificuldade importante para engolir, sangue no vômito ou nas fezes.

Para esclarecer dúvidas e obter informações atualizadas sobre esofagite severa, fontes confiáveis incluem sociedades médicas de gastroenterologia, hospitais universitários, portais de instituições públicas de saúde e centros de referência em doenças digestivas. Esses canais costumam disponibilizar materiais educativos, orientações sobre prevenção e detalhes sobre exames, tratando o tema com linguagem acessível, porém alinhada ao conhecimento científico mais recente.

Ao reconhecer os sinais precoces, seguir as orientações de especialistas e manter hábitos que protejam o aparelho digestivo, torna-se possível reduzir o impacto da esofagite severa e preservar a saúde do esôfago ao longo dos anos.

EM.comBrasil

Com o passar dos anos, o corpo passa por mudanças que afetam diretamente o metabolismo das gorduras e a saúde cardiovascular. Após os 60 anos, manter o colesterol dentro de faixas saudáveis continua sendo importante, mas os valores considerados preocupantes podem variar conforme o perfil de risco de cada pessoa. Entender quais números merecem atenção ajuda a tomar decisões mais informadas sobre a própria saúde.

Quais são os valores de referência do colesterol? O colesterol é uma gordura essencial para o funcionamento do organismo, mas quando está em excesso pode se acumular nas artérias e prejudicar a circulação. O exame de sangue chamado lipidograma avalia as diferentes frações do colesterol e permite identificar se os níveis estão adequados.

De forma geral, os valores considerados desejáveis para adultos são: colesterol total abaixo de 200 mg/dL, LDL (colesterol ruim) inferior a 130 mg/dL e HDL (colesterol bom) acima de 40 mg/dL para homens e acima de 50 mg/dL para mulheres. Quando o LDL ultrapassa 160 mg/dL, existe maior risco de formação de placas de gordura nas artérias.

O que muda no colesterol após os 60 anos? Com o envelhecimento, o organismo sofre alterações hormonais que influenciam os níveis de colesterol. Nas mulheres, a queda do estrogênio após a menopausa pode elevar o colesterol total em até 25%. Nos homens, a redução do testosterona também afeta o metabolismo das gorduras. Além disso, o fígado tende a funcionar de forma mais lenta, dificultando a eliminação do excesso de colesterol do sangue.

As artérias também se tornam menos elásticas com a idade, o que aumenta o risco de acúmulo de placas de gordura, condição conhecida como aterosclerose. Por isso, o acompanhamento médico regular se torna ainda mais importante nessa fase da vida.

Estudo revela relação entre colesterol e longevidade em idosos A relação entre colesterol e saúde em pessoas mais velhas tem sido objeto de diversas pesquisas científicas. Segundo a revisão sistemática “Lack of an association or an inverse association between low-density-lipoprotein cholesterol and mortality in the elderly: a systematic review”, publicada no BMJ Open em 2016, foram analisados 19 estudos de coorte envolvendo mais de 68 mil pessoas acima de 60 anos.

Os resultados mostraram que a relação entre colesterol LDL e mortalidade em idosos é mais complexa do que em adultos jovens. Os pesquisadores concluíram que a avaliação do risco cardiovascular nessa faixa etária deve considerar múltiplos fatores, e não apenas os valores isolados de colesterol. Isso reforça a importância de uma análise individualizada por parte do médico.

Quais são os sinais de alerta e fatores de risco?

O colesterol alto geralmente não provoca sintomas perceptíveis, sendo descoberto apenas por meio de exames de sangue. Os principais valores de alerta incluem:

Quais são os sinais de alerta e fatores de risco?

Outros fatores como diabetes, hipertensão, sedentarismo e histórico familiar de doenças cardíacas também devem ser considerados na avaliação do risco.

Como manter o colesterol saudável após os 60 anos? A adoção de hábitos saudáveis é fundamental para controlar os níveis de colesterol. Algumas medidas são especialmente importantes nessa fase:

Manter alimentação rica em fibras, frutas e peixes, consumindo alimentos para baixar o colesterol Reduzir o consumo de gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados Praticar atividade física regularmente Evitar o tabagismo e moderar o consumo de álcool Realizar exames de sangue periódicos Quando as mudanças no estilo de vida não são suficientes, o médico pode indicar medicamentos como as estatinas. A decisão de iniciar o tratamento para colesterol deve ser individualizada, considerando o perfil de risco de cada pessoa. Em caso de dúvidas, consulte um cardiologista ou clínico geral.

Tua Saúde