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A deficiência de potássio costuma ser atribuída apenas à alimentação pobre em frutas e vegetais, mas essa não é a única explicação. O consumo excessivo de sódio, presente em alimentos ultraprocessados, embutidos e temperos industrializados, favorece a perda contínua de potássio pela urina. Essa relação, pouco conhecida fora do universo da nefrologia, ajuda a entender por que tantas pessoas apresentam sintomas de desequilíbrio mineral mesmo sem uma dieta aparentemente ruim.

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Qual a função do potássio no organismo? O potássio é um mineral essencial para a contração muscular, a condução dos impulsos nervosos e o equilíbrio dos líquidos corporais. Ele também participa diretamente da regulação da pressão arterial e do funcionamento do coração.

Quando seus níveis caem, podem surgir sintomas como cansaço, câimbras, fraqueza muscular, palpitações e alterações de humor. Em casos mais graves, a deficiência de potássio pode comprometer o ritmo cardíaco e exigir atendimento médico imediato.

Como os rins regulam o equilíbrio mineral? Os rins são os principais responsáveis por manter o equilíbrio entre sódio e potássio no corpo. Em condições normais, eles filtram grandes quantidades desses minerais e reabsorvem a quantidade necessária, eliminando o excesso pela urina para garantir a estabilidade interna.

Esse processo ocorre em várias etapas do néfron, especialmente no túbulo contorcido distal, onde acontece o ajuste fino entre retenção de sódio e excreção de potássio. Qualquer desequilíbrio persistente na dieta interfere diretamente nesse mecanismo.

Como o excesso de sódio afeta o potássio? Quando a ingestão de sódio é muito alta, os rins precisam trabalhar mais para eliminá-lo. Esse esforço acaba estimulando a excreção conjunta de potássio, criando um efeito silencioso de perda desse mineral. Entre os principais mecanismos envolvidos estão:

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Como revisão científica confirma essa relação? A literatura nefrológica vem reforçando o papel do equilíbrio sódio-potássio na saúde renal e cardiovascular. De acordo com a revisão Dietary potassium and the kidney: lifesaving physiology, publicada no periódico Clinical Kidney Journal, estudos epidemiológicos mostram que maior excreção urinária de potássio está associada a menor pressão arterial, menor risco cardiovascular e melhores desfechos renais, reforçando que a dieta atual, rica em sódio e pobre em potássio, representa um fator relevante no adoecimento crônico.

Os autores destacam ainda que aumentar a ingestão de potássio pode ser tão importante quanto reduzir o sódio, já que os dois minerais competem em vias renais específicas, como o cotransportador tiazida-sensível, responsável pelo ajuste fino do equilíbrio entre eliminação e retenção desses eletrólitos.

Como equilibrar sódio e potássio na alimentação? Manter boas reservas de potássio depende tanto de aumentar o consumo de fontes naturais quanto de reduzir o sódio oculto em produtos industrializados. Incluir alimentos ricos em potássio diariamente é uma das estratégias mais eficazes. Algumas recomendações práticas incluem:

Consumir frutas frescas, como banana, laranja, melão e abacate Incluir vegetais folhosos, como espinafre, couve e acelga Priorizar leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico Reduzir ultraprocessados, embutidos, temperos prontos e fast food Ler rótulos para identificar fontes ocultas de sódio nos alimentos Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Consulte sempre um médico ou nutricionista antes de fazer mudanças significativas no consumo de sódio e potássio, especialmente em casos de doença renal ou uso de diuréticos.

Tua Saúde

Visando melhor atender os pacientes que o procuram diariamente, o profissional na área da odontologia, Dr. Ricardo Granjeiro firmou uma parceria com o também profissional da área, Dr. Wemerson Castro.

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Especialista em facetas de resina e cirurgia, o Dr. Wemerson tem poucos anos de mercado, no entanto, é um dos melhores no que se propõe a fazer como ofício do dia a dia. "Trata-se de um excelente profissional e tem como foco atender bem seus pacientes com serviços de qualidade", destacou Dr. Ricardo.

A Clínica Dr. Ricardo tem agendamento para os pacientes em todos os dias úteis da semana e, com a chegada desse novo profissional, as atendentes qualificadas da empresa passam a fazer os agendamentos em acordo com a demanda de procura e sem que haja transtorno de horário.

O atendimento desses profissionais é auxiliado ainda por equipamentos de última geração e de forma que os pacientes fiquem à vontade.

Da redação

Mais do que ensinar a ler, incentivar hábitos saudáveis ou apoiar os primeiros passos, o papel dos pais vai muito além dessas funções. Especialistas alertam que há uma dimensão emocional frequentemente negligenciada, especialmente na criação de meninos.

O tema voltou a ganhar destaque após um artigo do The New York Times circular novamente nas redes sociais, levando psicólogos a comentarem a importância da educação emocional na infância.

"Os pais precisam dar aos filhos ferramentas adequadas para que eles entendam seus sentimentos, e isso precisa ser desenvolvido, assim como a compreensão de outros conceitos complexos e abstratos", afirma Steven Meyers, da Roosevelt University, em Chicago, ao comentar o texto de 2018.

No artigo "The Boys Are Not All Right", o comediante e escritor Michael Ian Black destaca que, quando um homem "se sente perdido, mas quer preservar sua masculinidade", acaba recorrendo a "duas únicas opções: fugir ou ativar o modo de fúria".

Segundo o autor, ambas as respostas "parecem arriscadas", mas estão diretamente ligadas à forma como meninos são ensinados a lidar com emoções desde a infância.

Especialistas explicam que a raiva, por si só, não é um problema. Trata-se de "uma resposta a uma ameaça percebida", que ativa reações físicas como a liberação de adrenalina, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.

O problema surge quando não há alternativas saudáveis para lidar com esse sentimento. "É quando essa raiva não é controlada de forma saudável que se torna problemática", alertam os psicólogos.

Embora não seja possível generalizar, estudos indicam diferenças na forma como meninos e meninas lidam com emoções. "Existem diferenças na maneira como meninos e meninas sentem e expressam a mesma raiva", apontam especialistas.

De modo geral, "os meninos externalizam", enquanto as meninas tendem a "acumular" esses sentimentos. Isso pode fazer com que os meninos direcionem a raiva para fora, com comportamentos agressivos, enquanto as meninas podem internalizar, o que pode levar a culpa, frustração ou até depressão.

"Por outro lado, as meninas tendem a direcionar a raiva e frustração para dentro de si mesmas, então isso pode se tornar culpa, frustração e até depressão", explica Meyers.

Para ajudar as crianças a lidar melhor com as emoções, o primeiro passo é identificar o que estão sentindo. Segundo a assistente social Kelsey Torgerson Dunn, evitar o problema pode trazer consequências no futuro.

"Para assumir o controle do estresse e da raiva, é preciso ajudar a criança a identificar o que está acontecendo, sem fugir disso", afirma. Isso é importante porque "crianças pequenas nem sempre reconhecem o que estão vivendo", o que pode resultar, mais tarde, em adultos com dificuldade de compreender os próprios sentimentos.

Meyers reforça que, ao trabalhar com meninos, costuma dizer que "eles podem sentir o que quiserem, mas nem sempre podem fazer o que quiserem".

Na prática, a orientação para os pais é adotar uma abordagem baseada em paciência e acolhimento. Segundo os especialistas, esse é o caminho para formar adultos mais equilibrados e "emocionalmente responsáveis".

Historicamente, meninos foram ensinados a reprimir emoções, mas a proposta atual é diferente. "Seja paciente e calmo. Deixe claro que você não está tentando sufocar ou negar a raiva deles no momento".

O objetivo final é que a criança aprenda a se autorregular. "O ideal é ajudar os filhos a chegar a um ponto em que consigam se acalmar sozinhos, talvez com técnicas de respiração, afastando-se psicologicamente da situação", para que consigam entender a origem do problema sem reagir de forma impulsiva.

Noticias ao Minuto

Pela primeira vez, pesquisadores conseguiram observar em tempo real como os danos associados ao Alzheimer ocorrem, acompanhando minuto a minuto o processo químico que leva à doença.

O estudo, conduzido por cientistas da Oregon State University, foi publicado na revista científica ACS Omega em 7 de fevereiro de 2026. A descoberta oferece uma compreensão mais detalhada do desenvolvimento do Alzheimer, potencialmente abrindo portas para tratamentos mais eficazes no futuro.

Para realizar a pesquisa, os cientistas utilizaram uma técnica avançada que monitorou, em laboratório, o comportamento de proteínas beta-amiloides, diretamente ligadas ao Alzheimer.

Essas proteínas podem se acumular no cérebro, formando aglomerados que prejudicam a comunicação entre as células nervosas — um dos principais mecanismos da doença.

A novidade do estudo é que, até então, os cientistas só conseguiam observar o resultado final. Agora, é possível ver o processo ocorrer em tempo real.

De acordo com a pesquisadora Marilyn Rampersad Mackiewicz, o método permite compreender "como e quando" as reações acontecem — e não apenas se elas funcionam.

O estudo também revelou a influência de metais, como o cobre, no processo. Os pesquisadores observaram que níveis desequilibrados de certos metais podem interagir com as proteínas beta-amiloides, favorecendo a formação dos aglomerados tóxicos.

Em outras palavras, o problema não está apenas nas proteínas, mas também no ambiente químico ao redor delas. Uma descoberta importante do estudo é que o processo pode ser interrompido.

Outro ponto relevante foi a observação de moléculas chamadas quelantes. Essas substâncias conseguem se ligar aos metais e, em alguns casos, impedir ou até reverter a formação dos aglomerados de proteínas.

Os cientistas identificaram que um tipo específico de quelante foi capaz de agir de forma mais precisa, especialmente sobre o cobre — considerado um dos principais envolvidos no processo.

A principal contribuição do estudo é oferecer uma visão mais detalhada de como o Alzheimer começa e evolui no nível molecular. Até hoje, muitos tratamentos falharam justamente por não compreender totalmente esse processo.

Com a possibilidade de observar as reações em tempo real, os pesquisadores acreditam que será possível desenvolver medicamentos mais direcionados, que atuem no momento certo e com maior precisão.

Apesar dos resultados promissores, os cientistas reforçam que os testes foram feitos em ambiente de laboratório. A próxima etapa será avaliar os achados em sistemas mais complexos, como células e modelos pré-clínicos.

Ainda assim, a descoberta representa um avanço importante para entender exatamente como o dano acontece e pode ser a chave para, no futuro, conseguir interromper ou até reduzir os efeitos do Alzheimer.

Pai Pee