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É comum presumir que, se beber pouco durante a semana ou o mês, o consumo excessivo episódico de álcool (conhecido como binge drinking), feito geralmente às sextas ou aos sábados, não causará danos ao fígado. No entanto, isso também pode ser perigoso para a saúde.

doençahepatica

Uma nova pesquisa publicada em abril no periódico Clinical Gastroenterology and Hepatology, chamada “Episodic Heavy Drinking and Implications for Steatotic Liver Disease Nomenclature: A National Cross-Sectional Study“, mostra que pessoas com doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (DHEM), a doença hepática mais comum no país, que afeta um em cada três adultos, enfrentam um risco significativamente maior de fibrose hepática, ou cicatrizes prejudiciais no fígado, se praticarem o binge drinking.

“O consumo excessivo episódico de álcool é definido como quatro ou mais doses em um único dia para mulheres e cinco ou mais doses em um único dia para homens, pelo menos uma vez por mês. A doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica (MASLD) está entre as principais causas de doença hepática crônica no mundo, com risco elevado de cirrose e carcinoma hepatocelular (o tipo mais comum de câncer de fígado)”, afirma o Dr. Ramon Andrade de Mello, oncologista do Centro Médico Paulista High Clinic Brazil (São Paulo) e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Cancerologia.

O médico destaca que se trata de uma doença silenciosa, já que a maior parte dos pacientes não apresenta sintomas até que ela esteja em fases mais avançadas.

Doença pode atingir mesmo pacientes magros Não é só quem está acima do peso que corre risco. Muitas pessoas aparentemente saudáveis podem ter essa doença sem apresentar sintomas. “Outro ponto que contraindica o excesso de bebida, mesmo que ocasionalmente, é que até pacientes magros (dentro do IMC) podem ter doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica, ou seja, muitos pacientes têm a doença e nem imaginam”, acrescenta a endocrinologista Dra. Deborah Beranger, com pós-graduação em Endocrinologia e Metabologia pela Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro (SCMRJ). Perigos de beber muito em um único dia De acordo com os resultados do estudo publicado no Clinical Gastroenterology and Hepatology, aqueles que consomem grandes quantidades de álcool em um único dia, pelo menos uma vez por mês, têm três vezes mais probabilidade de desenvolver fibrose hepática avançada do que indivíduos que distribuem a mesma ingestão total de álcool ao longo do tempo.

“Adultos mais jovens e homens eram mais propensos a relatar consumo excessivo episódico de álcool, e quanto maior a quantidade de bebidas consumidas de uma só vez, maior a tendência de fibrose hepática. Este estudo é um grande alerta, porque tradicionalmente os médicos tendem a analisar a quantidade total de álcool consumida, e não a forma como é consumida, ao determinar o risco para o fígado”, diz o Dr. Ramon Andrade de Mello.

O consumo de bebidas alcoólicas é perigoso e deve ser evitado. “A pesquisa sugere que o público precisa estar muito mais consciente do perigo do consumo excessivo ocasional de álcool e deve evitá-lo, mesmo que beba moderadamente no resto do tempo”, completa a Dra. Deborah Beranger.

Fatores de risco e danos ao fígado No estudo, os pesquisadores incluíram dados de mais de 8.000 adultos, coletados entre 2017 e 2023. Em particular, analisaram a relação entre o consumo excessivo episódico de álcool e a fibrose hepática avançada para entender como os padrões de consumo, e não apenas o número total de doses, podem causar danos até mesmo a bebedores moderados, definidos como sete doses por semana para mulheres e 14 ou menos para homens.

“A MASLD geralmente afeta pessoas com excesso de peso e obesidade, mas outras condições metabólicas, como diabetes tipo 2, hipertensão ou colesterol alto, também têm relação com o problema, que está em ascensão. Além disso, embora a MASLD não seja relacionada ao álcool, o objetivo do estudo era explorar se o álcool de fato desempenhava algum papel na piora da condição”, diz o Dr. Ramon Andrade de Mello.

O fígado sofre danos graves e contínuos ao longo do tempo. “A cicatrização extensiva e permanente distorce a estrutura interna do fígado e compromete gravemente suas funções, resultando em cirrose. Isso provoca insuficiência hepática (perda da capacidade do fígado de metabolizar toxinas e nutrientes) e aumenta o risco de desenvolvimento de hepatocarcinoma, especialmente em fases avançadas”, completa o oncologista.

Álcool em excesso prejudica o fígado direta e indiretamente Mais da metade dos adultos incluídos no estudo relataram consumo excessivo episódico de álcool e quase 16% dos pacientes com MASLD eram bebedores excessivos episódicos. “O consumo excessivo episódico de álcool pode prejudicar o fígado tanto direta quanto indiretamente. Ingerir grandes quantidades de álcool de uma só vez pode sobrecarregar o fígado e aumentar a inflamação, o que leva à formação de cicatrizes e danos”, explica a Dra. Deborah Beranger.

Conforme a médica, embora o estudo tenha analisado especificamente pessoas com MASLD, os resultados encontrados não se limitam apenas a esse grupo. “O consumo excessivo episódico de álcool é um problema grave no Brasil, atingindo cerca de 34,7% dos adultos bebedores, que consomem 6 ou mais doses em uma única ocasião. A prática é mais comum entre homens, jovens e está associada à cerveja e ao aumento de comportamentos de risco. Por isso, essa questão merece mais atenção tanto de médicos quanto de pesquisadores para ajudar a entender, prevenir e tratar melhor as doenças hepáticas”.

Por Maria Claudia Amoroso

Portal Edicase

Foto: Studio Romantic | Shutterstock)

De acordo com o Boletim Epidemiológico de Tuberculose 2025, o Piauí contabilizou 821 casos de tuberculose. O resultado faz o estado o segundo com menor volume de casos da doença em todo o Nordeste, à frente apenas de Sergipe (787). Mesmo assim, o cenário ainda exige atenção. Isso porque, mesmo com números relativamente mais baixos em nível regional, a doença permanece altamente incidente no país e no mundo.

De acordo com o mesmo levantamento, o Brasil segue registrando mais de 85 mil novos casos por ano e cerca de seis mil mortes. Já globalmente, a tuberculose ainda lidera como a principal causa de óbito por um único agente infeccioso, com mais de 10 milhões de registros anuais.

Transmitida pelo ar, a tuberculose se espalha principalmente quando uma pessoa com a forma ativa da doença tosse, fala, espirra ou até canta, liberando no ambiente partículas microscópicas que podem ser inaladas por outras pessoas. O risco de transmissão é maior em locais fechados, pouco ventilados e de permanência prolongada, como residências, transporte coletivo ou ambientes de trabalho. Vale destacar que a doença não é transmitida por objetos, como copos, talheres ou roupas, nem pelo contato físico, como apertos de mão.

Após o contágio, a bactéria pode permanecer no organismo em estado latente, isto é, sem sintomas e transmissão, ou evoluir para a forma ativa, que é quando surgem os sinais clínicos. O sintoma mais característico é a tosse persistente por três semanas ou mais, que pode ser seca ou acompanhada de secreção e, em alguns casos, com presença de sangue. Também são comuns febre baixa, geralmente no fim do dia, suor noturno intenso, cansaço excessivo, perda de peso sem causa aparente e diminuição do apetite.

“A tosse prolongada é um alerta que não pode ser ignorado. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de cura e menor o risco de transmissão”, explica o infectologista da Hapvida, Matheus Rocha.

Tratamento O diagnóstico precoce e a adesão correta ao tratamento são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão. O tratamento da tuberculose é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, na maioria dos casos, é feito com uma combinação específica de antibióticos, que devem ser tomados diariamente.

O esquema padrão tem duração mínima de seis meses. Nos dois primeiros meses, o paciente utiliza uma combinação de medicamentos mais potente para reduzir rapidamente a carga bacteriana. Em seguida, há uma fase de continuidade, com menos medicamentos, mas igualmente essencial para eliminar completamente o bacilo e evitar recaídas.

Embora os sintomas comecem a melhorar nas primeiras semanas e o risco de transmissão diminua bastante, isso não significa que a doença esteja curada. Os médicos alertam que a interrupção do tratamento antes de completar todo o ciclo pode levar a recaídas e, em casos mais graves, ao desenvolvimento de formas resistentes da bactéria, que são mais difíceis de tratar. “O tratamento é eficaz e, quando seguido corretamente, reduz rapidamente o risco de transmissão para outras pessoas”, reforça o especialista.

Com infomações do cidade verde

A temporada de gripe no Brasil começou mais cedo e com mais intensidade em 2026.

Segundo levantamento do Instituto Todos pela Saúde, com base em dados de diversos laboratórios, os casos de síndrome respiratória aguda grave causados pelo vírus influenza quase dobraram entre janeiro e meados de março, na comparação com o mesmo período de 2025.

gripe

Em 2026: 3.584 casos Em 2025: 1.838 casos Nesse mesmo período, mais de 800 pessoas morreram em decorrência de vírus respiratórios no país, segundo dados do Ministério da Saúde. Ainda segundo a pasta, até meados de março, o Brasil registrou cerca de 14 mil casos de síndrome respiratória aguda grave.

A antecipação da circulação do vírus da gripe já provoca impactos em cidades brasileiras. Em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, foi decretada situação de emergência por causa do aumento das doenças respiratórias.

A auxiliar administrativa Bianca precisou levar o filho ao hospital após o agravamento dos sintomas.

“Tá muito gripado. Tem umas duas semanas. É, dois dias para cá veio tendo febre, piorou”, contou. Especialistas apontam que a pandemia de Covid-19 alterou o comportamento dos vírus respiratórios.

“O que a gente tem observado é que a sazonalidade, ou seja, o período onde os vírus respiratórios costumavam mais estar presente, que era ali em torno do inverno, né, se modificou muito após a chegada da pandemia de Covid-19. O que acontece é que aquele isolamento que a gente fez durante a pandemia alterou o ciclo sazonal da maioria dos vírus”, explicou o virologista Anderson Brito. Para conter o avanço da gripe, a principal recomendação é a vacinação.

O governo federal antecipou a campanha de imunização neste ano. A meta é vacinar 90% dos grupos prioritários até o dia 30 de maio. Até agora, cerca de 6 milhões de vacinas já foram aplicadas no país.

Crianças, idosos, gestantes, profissionais de saúde, professores, povos indígenas e pessoas com comorbidades estão entre os públicos que podem receber a dose gratuitamente nos postos de saúde. A infectologista Miriam Dalben alerta para a gravidade da doença.

“As pessoas acabam banalizando um pouco a gripe, achando que é uma coisa muito besta, que não pode evoluir com gravidade. Isso não é verdade. Tem gente que só descobre quando fica doente de maneira grave, igual tem paciente agora internado com gripe muito grave. Tem paciente inclusive na UTI agora.”

G1

Foto: Reprodução/TV Globo

O oftalmologista com especialização em glaucoma, Dr. David Sena Freitas, que veio de um outro centro do Maranhão para Barão de Grajaú, foi o responsável por uma equipe atender cerca de 270 pessoas, entre homens e mulheres, nessa manhã de quinta-feira, 09, no Mutirão do Glaucoma.

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O projeto é uma parceria que está envolvendo o Governo do Maranhão e a Prefeitura de Barão de Grajaú, por meio da Secretaria de Saúde.

Os atendimentos foram realizados no Colégio Domingo Machado, região Central da cidade, no periodo das 8:00h às 11:00h, e estavam presentes servidores do município e do estado, muitos que vieram de outros centros para os atendimentos.

Os pacientes eram das mais diversas partes da cidade baronense. Toda a coordenação estava sob a responsabilidade do médico oftalmologista especialista na área de glaucoma, Dr. David Freitas que foi entrevistado pelo Piauí Notícias e veja o que colocou sobre as ações de atendimento do projeto.

 

Da redação