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A ideia de que a vitamina D não funciona por causa da inflamação no fígado precisa de um ajuste importante. Na prática, o problema não costuma ser a vitamina “parar de funcionar”, mas sim o fígado ter mais dificuldade para processar, ativar e transportar essa vitamina quando está doente ou inflamado. Isso pode aumentar o risco de deficiência, mesmo em pessoas que tomam suplemento ou tentam se expor ao sol.

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O que o fígado tem a ver com a vitamina D O fígado participa de uma etapa central do metabolismo da vitamina D, transformando a vitamina em 25-hidroxivitamina D, que é a forma normalmente medida no exame de sangue. Quando há doença hepática crônica, esse processo pode ficar prejudicado.

Além disso, o fígado também participa da produção de proteínas que ajudam no transporte da vitamina D pelo organismo. Por isso, pessoas com esteatose avançada, hepatite, cirrose ou inflamação hepática persistente podem ter mais risco de níveis baixos.

Quando vale suspeitar desse risco Nem toda deficiência de vitamina D vem do fígado, mas alguns sinais e contextos merecem atenção, principalmente quando aparecem juntos.

Exame com vitamina D baixa apesar de reposição Cansaço, fraqueza muscular ou dor óssea frequente Histórico de gordura no fígado, hepatite ou cirrose Alterações em exames hepáticos Obesidade, má absorção intestinal ou uso de certos remédios Para complementar a leitura, este conteúdo do Tua Saúde sobre falta de vitamina D ajuda a reconhecer sintomas, causas e tratamento.

Vitamina D baixa com cansaço e histórico hepático pode exigir investigação mais completa. Vitamina D baixa com cansaço e histórico hepático pode exigir investigação mais completa. O que um estudo científico mostrou Uma revisão chamada Vitamin D in chronic liver disease, publicada na revista Liver International, explica que o fígado é crítico para a ativação metabólica da vitamina D e que a deficiência é muito comum em doenças hepáticas crônicas. Segundo os autores, níveis baixos de vitamina D aparecem com frequência em pessoas com doença hepática avançada e podem se associar a pior evolução clínica.

Esse tipo de evidência não quer dizer que toda pessoa com fígado inflamado terá deficiência, mas reforça que o fígado pode sim aumentar o risco de a reposição ser menos eficiente quando o problema de base não é tratado.

Como tratar esse risco de forma mais correta O tratamento não deve focar apenas no suplemento. O ideal é corrigir a deficiência e, ao mesmo tempo, investigar por que ela está acontecendo.

Confirmar os níveis com exame solicitado pelo médico Avaliar função hepática e possíveis doenças do fígado Usar a dose de vitamina D indicada para o seu caso Corrigir excesso de peso, alimentação ruim ou má absorção Evitar automedicação com doses altas por longos períodos A Endocrine Society reforça que suplementação e testagem devem ser individualizadas, especialmente fora de situações claras de risco. Isso é importante porque nem sempre aumentar a dose resolve quando existe um problema hepático ativo.

Vitamina D Baixa Mesmo com Reposição: Quando a Inflamação no Fígado Pode Estar por Trás Vitamina D Baixa Mesmo com Reposição: Quando a Inflamação no Fígado Pode Estar por Trás Quando procurar avaliação sem adiar Se a vitamina D segue baixa, se há fraqueza, dor nos ossos, quedas, pele ou olhos amarelados, inchaço abdominal ou exames do fígado alterados, a avaliação médica deve ser feita sem demora. Em alguns casos, é preciso tratar o fígado para melhorar também o aproveitamento da vitamina.

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico. Em caso de suspeita de deficiência de vitamina D ou doença no fígado, procure orientação médica profissional.

O post Como saber se a sua vitamina D não funciona devido à inflamação no fígado e como tratar esse risco apareceu primeiro em Tua Saúde.

Tua saude

Apenas 10 minutos de exercícios diários, ainda que feitos na posição deitada, ajudam a melhorar o equilíbrio, a flexibilidade e a agilidade. Isso é o que aponta um novo estudo publicado na revista científica "PLOS One".

exercicios

🏋🏻‍♀️Os pesquisadores analisaram os efeitos de um programa curto de exercícios em posição supina (quando a pessoa fica deitada com as costas encostadas no chão) feito todos os dias, ao longo de duas semanas.

"Os efeitos de curto prazo provavelmente são explicados por adaptações neuromusculares, e não por hipertrofia muscular. [...] Em outras palavras, o corpo pode se tornar mais eficiente na organização e coordenação dos movimentos, mesmo em um curto período de tempo", analisa Yoriko Atomi, uma das autoras principais do estudo, em entrevista ao g1.

Ela detalha que os benefícios na flexibilidade e no equilíbrio mostram que o programa de exercícios observado no estudo influenciou, principalmente, no controle motor.

A pesquisadora explica que, em comparação com treinos tradicionais em pé ou baseados em resistência, essa abordagem deitada envolve menor carga e é potencialmente mais segura.

Os benefícios da posição supina A posição supina foi escolhida pelo grupo porque ficar deitado reduz as "demandas posturais dos músculos antigravitacionais", comenta a pesquisadora.

Ou seja, isso permite que a pessoa foque mais especificamente na integração entre a estabilidade do tronco e a coordenação dos membros inferiores.

"Na prática, os exercícios não parecem ter aumentado a força máxima dos participantes. Em vez disso, podem ter melhorado a forma como o corpo organiza e controla o movimento, especialmente a coordenação entre o tronco e os membros inferiores", explica Atomi. Considerando as vantagens observadas, o grupo acredita que esse tipo de exercício pode trazer benefícios tanto para a melhora do desempenho esportivo como para a prevenção de quedas e a reabilitação.

Nesse contexto, os pesquisadores destacam dois principais tipos de ganho, para diferentes grupo:

Em atletas - pode ajudar a refinar o controle do tronco e a eficiência do movimento, favorecendo a agilidade. Em idosos ou pessoas em reabilitação - por serem exercícios de baixa carga e seguros, são úteis para o treino de equilíbrio e redução do risco de quedas. Yoriko pondera que a análise foi realizada em adultos jovens saudáveis e, portanto, os resultados não podem ser generalizados.

"No entanto, a natureza de baixa carga e a acessibilidade do programa sugerem potencial aplicação em idosos, pessoas em reabilitação e indivíduos sedentários que podem ter dificuldade em realizar exercícios intensos ou em pé", afirma. Limitações e próximos passos Além da limitação em termos de faixa etária, considerando que o estudo foi feito somente em adultos jovens, há também a questão da duração do período de treino analisado. Isto é, a pesquisa demonstrou melhorias após duas semanas, mas não avaliou a manutenção a longo prazo.

"Do ponto de vista neuromuscular, a prática contínua provavelmente é importante para manter ou ampliar esses efeitos. Estudos futuros são necessários para testar quanto tempo os benefícios duram e qual a frequência ideal de treinamento", projeta a pesquisadora. Ao mesmo tempo, novos estudos devem procurar entender também quem mais pode se beneficiar da prática de exercício em posição supina.

"Em última análise, queremos entender como os exercícios em posição supina podem ser aplicados de forma segura e eficaz em contextos clínicos e comunitários", afirma Yoriko.

G1

Foto: Freepik

Para evitar que as viagens de brasileiros para os jogos da Copa do Mundo se tornem uma brecha para a reintrodução do sarampo no Brasil, o Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (29) a campanha Vacinar é muito Brasil.

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A ação convoca todos os viajantes a atualizarem suas cadernetas antes do embarque para os três países que vão receber a competição, Estados Unidos, Canadá e México. Juntos, os territórios concentram 67% dos casos de sarampo registrados nas Américas nos últimos anos.

Em 2026, até o dia 11 de abril foram confirmadas cerca de 17 mil infecções nas Américas, sendo mais de 10 mil no México, 1792 nos Estados Unidos e 907 no Canadá. Outro país em surto é a Guatemala.

O Brasil mantém o status de país livre da doença, reconquistado em 2024, apesar de casos esporádicos registrados. Este ano, 3 infecções foram confirmadas: uma bebê do estado de São Paulo contaminada na Bolívia; um homem da Guatemala, que apresentou sintomas também em São Paulo; e uma jovem do Rio de Janeiro, que trabalha em um hotel com grande trânsito de turistas internacionais.

Durante o lançamento da campanha, na sede do projeto social Gol de Letra, no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esclareceu que o foco é nos viajantes internacionais neste momento, considerando o risco que os surtos em outros países representam.

"Primeiro esse público que está indo para Copa, porque são os três países que têm explosão de casos de sarampo no continente americano", ressaltou.

"E aqui no Brasil a gente está fazendo uma campanha muito intensa com todo mundo que tem contato com turista, trabalhadores de hotel, trabalhadores de restaurantes, de táxi, de transporte coletivo. Para continuar com a nossa defesa firme", completou.

Imunização O imunizante contra o sarampo é a vacina tríplice viral, que previne também a caxumba e a rubéola. No caso de quem vai viajar, o ideal é tomar a vacina pelo menos 15 dias antes do embarque, para garantir a chegada com o máximo de proteção.

Há duas semanas, o ministério instituiu outras adaptações para garantir a proteção desse público. Os bebês de 6 meses a 11 meses devem receber a chamada "dose zero", uma vacina extra antes da idade normal de imunização. Já pessoas entre 12 meses e 29 anos devem receber duas doses, com intervalo de um mês entre elas.

Adultos de 30 a 59 anos só precisam de uma dose. Os idosos normalmente não recebem a vacina, porque provavelmente já tiveram contato com o vírus selvagem ao longo da vida e desenvolveram imunidade. Mas podem ter acesso se forem viajar para as áreas de risco e estejam bem de saúde.

Apesar da preocupação especial com os viajantes, o ministro da Saúde salientou que todas as pessoas de 1 a 59 anos que não tiverem comprovante de vacinação devem procurar uma unidade de saúde. "O sarampo é o vírus que mais transmite entre os seres humanos. A vacina é para todos os brasileiros", ressaltou.

Padilha também reforçou a segurança do imunizante produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

"Eu sou médico infectologista e sou pai de uma criança de 11 anos anos de idade. Eu não vacinaria minha filha se eu não tivesse confiança na qualidade, na segurança e na importância da vacina contra o sarampo e de todas as vacinas que estão no SUS. Nós estamos vencendo o jogo contra o negacionismo e derrotando a turma da antivacina".

O ministro da Saúde também lembrou que o Brasil já havia se tornado área livre da doença em 2016, mas perdeu o certificado de área livre em 2019, após novos surtos que começaram com casos importados.

"Porque começou a ter campanha contra a vacina, teve corte nos investimentos na área da saúde, redução das coberturas vacinais, e só recuperamos em 2023. O sarampo é uma doença que pode progredir como uma espécie de pneumonia e gerar internação e óbito, como nós tivemos quando voltou a ter surto no Brasil", alertou.

Agência Brasil

Foto: © Rafael Nascimento/MS

Mais de três meses depois de aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o lenacapavir — uma injeção semestral com eficácia próxima de 100% na prevenção do HIV — ainda não tem perspectiva definida de chegada ao Sistema Único de Saúde (SUS).

O principal obstáculo, por ora, é regulatório: o medicamento precisa ter seu preço máximo fixado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) antes de qualquer avaliação de incorporação ao sistema público.

A Anvisa confirmou ao g1 que o prazo para essa definição vai até o próximo dia 3 de junho, "caso não ocorram interrupções" (veja TODAS as notas na íntegra ao final deste texto).

A Gilead Sciences, farmacêutica responsável pelo medicamento, protocolou o pedido de precificação em março.

O prazo regulatório é de até 90 dias a partir da submissão do protocolo completo, mas pode ser interrompido em caso de exigências técnicas.

Só após essa definição de preço pela CMED é que o lenacapavir poderá percorrer um possível caminho até o SUS.

Justamente por isso, até o momento, não há pedido de análise do medicamento na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

A submissão de demandas à comissão exige, além do registro na Anvisa — já obtido —, o preço máximo estabelecido pela CMED, etapa ainda pendente.

"O medicamento lenacapavir ainda não conta com essa última etapa e, com isso, não pode ser amplamente comercializado no Brasil nem ser avaliado pela Conitec", informou o Ministério da Saúde (MS) em nota. A Conitec avalia critérios como eficácia, segurança e custo-efetividade antes de emitir parecer ao Ministério da Saúde. Apenas após esse processo o governo pode decidir pela incorporação.

Rico Vasconcelos é médico infectologista e pesquisador do Hospital das Clínicas da FMUSP (HC-FMUSP), especialista em HIV/ISTs e prevenção (PrEP), avalia que, mesmo que a precificação avance em junho, o custo do lenacapavir deve ser o principal obstáculo à sua oferta gratuita.

“Hoje, o principal limitante é o preço. O lenacapavir é vendido por valores muito altos fora do Brasil — cerca de 28 mil dólares por pessoa por ano — o que torna inviável a implementação no SUS em larga escala", avalia o médico. Nos Estados Unidos, o tratamento custa cerca de US$ 25,3 mil por pessoa ao ano — o equivalente a aproximadamente R$ 136 mil. Em algumas situações, o valor pode chegar a US$ 44,8 mil (cerca de R$ 241 mil).

No Brasil, a Gilead afirmou que a precificação seguirá os critérios técnicos da CMED e que "quaisquer estimativas de preço são especulativas neste momento".

A empresa acrescentou que "o preço é apenas um dos componentes do acesso" e que mantém diálogo com o Ministério da Saúde para discutir caminhos que possibilitem a disponibilização do medicamento no país.

Pela regra de regulação, o valor aprovado pela CMED não pode superar o menor preço observado em uma cesta de países de referência, e pode ser ainda mais restringido caso o medicamento não represente avanço clínico significativo em relação às alternativas já disponíveis.

"A Conitec deve considerar preço, evidências científicas e a experiência brasileira, que começa a ser construída com esses estudos em andamento no país", relembra Rico. Há ainda outro ponto que complica a equação: o Brasil não foi incluído nos acordos de licenciamento que permitem a produção de versões genéricas do lenacapavir.

A Gilead firmou esses acordos com 120 países considerados mais vulneráveis economicamente — mas o Brasil ficou de fora.

Um estudo publicado na revista "The Lancet", contudo, estimou que uma versão genérica poderia custar algo entre US$ 25 e US$ 47 por ano.

O que é o lenacapavir O lenacapavir é um antirretroviral inovador com ação prolongada para a prevenção do HIV.

Ele é um medicamento injetável (ou seja, aplicado por injeção, mas não se trata de uma vacina) usado como profilaxia de pré-exposição (PrEP) ao vírus e administrado apenas duas vezes por ano, o que representa uma mudança significativa em relação aos comprimidos de uso diário.

ENTENDA: Disponível no SUS desde 2018, esses remédios são tomados (PrEP diária e sob demanda) antes da relação sexual, o que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o HIV. Atualmente, cerca de 140 mil pessoas utilizam a PrEP diariamente no país.

O principal diferencial do lenacapavir, contudo, está na duração da proteção. Enquanto a PrEP oral exige uso frequente e contínuo, o medicamento injetável mantém níveis de proteção elevados por vários meses após a aplicação, o que pode facilitar a adesão e reduzir falhas no uso.

"Uma coisa é ensaio clínico, outra coisa é a vida real. Como seria implementar uma medicação aplicada a cada seis meses no SUS? A gente ainda não sabe se as pessoas vão conseguir manter as aplicações em dia e se, fora do estudo, a eficácia vai se manter", pondera Vasconcelos.

Estudos clínicos de grande porte mostraram sua eficácia próxima de 100% na prevenção do HIV, inclusive entre mulheres, grupo que historicamente enfrenta mais limitações com os métodos disponíveis.

Por esses resultados, a Organização Mundial da Saúde passou a recomendar o lenacapavir como opção adicional de PrEP e o classificou como a melhor alternativa disponível enquanto ainda não existe uma vacina contra o vírus.

Um passo concreto desde a sua aprovação na Anvisa foi o início de um estudo de implementação coordenado pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI) da Fiocruz.

O projeto, chamado de ImPrEP LEN Brasil, acontece em sete cidades — São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Florianópolis (SC), Manaus (AM), Campinas (SP) e Nova Iguaçu (RJ) — e tem como meta incluir 1.500 participantes.

Diferente dos estudos clínicos anteriores, a pesquisa avalia como o lenacapavir funciona na rotina real dos serviços de saúde.

Por isso, a adesão é espontânea: são incluídas no programa pessoas que chegam por conta própria aos centros de saúde em busca de proteção contra o HIV.

O público-alvo são gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens, homens e mulheres transgênero e pessoas não-binárias, entre 16 e 30 anos.

A pesquisa é liderada pela médica Beatriz Grinsztejn, chefe do Laboratório de Pesquisa Clínica em HIV, Aids, IST e Hepatites do INI e presidente da Sociedade Internacional de Aids (IAS).

Segundo ela, o estudo vai gerar informações cruciais sobre como a PrEP de longa duração pode fortalecer o acesso à prevenção como um direito.

“É importante lembrar, contudo, que a PrEP oral segue disponível no SUS e é uma estratégia consolidada de prevenção”, afirma Grinsztejn em janeiro ao g1.

G1