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A tireoide é uma pequena glândula em forma de borboleta, localizada no pescoço, mas que comanda funções essenciais como metabolismo, energia e até a saúde da pele. Quando ela passa a trabalhar abaixo do ideal, os primeiros sinais costumam aparecer no rosto, em forma de mudanças sutis que muitas pessoas atribuem ao envelhecimento ou ao estresse. Reconhecer essas pistas pode antecipar em meses o diagnóstico do hipotireoidismo e evitar complicações.

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Por que a tireoide afeta diretamente o rosto? Os hormônios tireoidianos atuam em praticamente todas as células do corpo, mas a pele, os pelos e as mucosas estão entre os tecidos mais sensíveis. Quando a produção desses hormônios cai, a renovação celular diminui e há acúmulo de líquido e substâncias gelatinosas abaixo da pele.

O resultado é um rosto com aspecto inchado, opaco e envelhecido, mesmo em pessoas jovens, e alterações nos pelos das sobrancelhas, cílios e couro cabeludo, considerados marcadores clínicos clássicos da doença.

Quais são os 4 sinais no rosto que indicam disfunção da tireoide? Algumas alterações faciais são tão características que recebem nomes próprios na medicina. Quando aparecem em conjunto, reforçam a suspeita de hipotireoidismo e merecem investigação imediata.

Queda da parte externa das sobrancelhas, conhecida como sinal de Hertoghe ou sinal da Rainha Anne, considerada um marcador clássico do hipotireoidismo. Pele facial seca, áspera e sem brilho, com aspecto opaco e descamativo, que não melhora com hidratantes comuns. Inchaço ao redor dos olhos pela manhã, dando ao rosto uma aparência apagada e envelhecida. Queda de cabelo nas têmporas e afinamento difuso dos fios, com cabelos quebradiços e crescimento lento.

O que diz o estudo científico sobre os sinais faciais do hipotireoidismo Para entender a força dessas pistas no rosto, vale recorrer à literatura médica que vem documentando há anos a alta frequência de manifestações cutâneas em pacientes com a glândula tireoide funcionando abaixo do esperado.

Segundo o estudo Um estudo clínico das manifestações cutâneas do hipotireoidismo no Vale da Caxemira, publicado no Indian Journal of Dermatology, foram avaliados 460 pacientes com hipotireoidismo, e os sinais cutâneos mais frequentes foram pele seca e áspera (65,2%), queda de cabelo (42,6%), inchaço facial (38,5%) e perda dos pelos das sobrancelhas, reforçando que essas alterações são marcadores clínicos importantes do desequilíbrio hormonal.

Quem tem maior risco de desenvolver hipotireoidismo? Embora qualquer pessoa possa apresentar a alteração, alguns grupos têm maior probabilidade de receber esse diagnóstico ao longo da vida e devem ficar atentos aos sinais faciais e a outros sintomas.

Quando procurar ajuda médica para investigar a tireoide? Diante da presença de dois ou mais desses sinais faciais, especialmente se acompanhados de cansaço persistente, queda capilar acentuada ou alterações menstruais, é fundamental procurar um endocrinologista. O profissional pode solicitar exames como TSH, T4 livre e anticorpos antitireoidianos, que oferecem um panorama preciso do funcionamento da glândula.

O diagnóstico precoce permite tratamento adequado e reversão da maioria dos sinais visíveis em poucas semanas. Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação, o diagnóstico ou o tratamento realizado por um médico qualificado.

Tua Saúde

A ideia de que a vitamina D não funciona por causa da inflamação no fígado precisa de um ajuste importante. Na prática, o problema não costuma ser a vitamina “parar de funcionar”, mas sim o fígado ter mais dificuldade para processar, ativar e transportar essa vitamina quando está doente ou inflamado. Isso pode aumentar o risco de deficiência, mesmo em pessoas que tomam suplemento ou tentam se expor ao sol.

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O que o fígado tem a ver com a vitamina D O fígado participa de uma etapa central do metabolismo da vitamina D, transformando a vitamina em 25-hidroxivitamina D, que é a forma normalmente medida no exame de sangue. Quando há doença hepática crônica, esse processo pode ficar prejudicado.

Além disso, o fígado também participa da produção de proteínas que ajudam no transporte da vitamina D pelo organismo. Por isso, pessoas com esteatose avançada, hepatite, cirrose ou inflamação hepática persistente podem ter mais risco de níveis baixos.

Quando vale suspeitar desse risco Nem toda deficiência de vitamina D vem do fígado, mas alguns sinais e contextos merecem atenção, principalmente quando aparecem juntos.

Exame com vitamina D baixa apesar de reposição Cansaço, fraqueza muscular ou dor óssea frequente Histórico de gordura no fígado, hepatite ou cirrose Alterações em exames hepáticos Obesidade, má absorção intestinal ou uso de certos remédios Para complementar a leitura, este conteúdo do Tua Saúde sobre falta de vitamina D ajuda a reconhecer sintomas, causas e tratamento.

Vitamina D baixa com cansaço e histórico hepático pode exigir investigação mais completa. Vitamina D baixa com cansaço e histórico hepático pode exigir investigação mais completa. O que um estudo científico mostrou Uma revisão chamada Vitamin D in chronic liver disease, publicada na revista Liver International, explica que o fígado é crítico para a ativação metabólica da vitamina D e que a deficiência é muito comum em doenças hepáticas crônicas. Segundo os autores, níveis baixos de vitamina D aparecem com frequência em pessoas com doença hepática avançada e podem se associar a pior evolução clínica.

Esse tipo de evidência não quer dizer que toda pessoa com fígado inflamado terá deficiência, mas reforça que o fígado pode sim aumentar o risco de a reposição ser menos eficiente quando o problema de base não é tratado.

Como tratar esse risco de forma mais correta O tratamento não deve focar apenas no suplemento. O ideal é corrigir a deficiência e, ao mesmo tempo, investigar por que ela está acontecendo.

Confirmar os níveis com exame solicitado pelo médico Avaliar função hepática e possíveis doenças do fígado Usar a dose de vitamina D indicada para o seu caso Corrigir excesso de peso, alimentação ruim ou má absorção Evitar automedicação com doses altas por longos períodos A Endocrine Society reforça que suplementação e testagem devem ser individualizadas, especialmente fora de situações claras de risco. Isso é importante porque nem sempre aumentar a dose resolve quando existe um problema hepático ativo.

Vitamina D Baixa Mesmo com Reposição: Quando a Inflamação no Fígado Pode Estar por Trás Vitamina D Baixa Mesmo com Reposição: Quando a Inflamação no Fígado Pode Estar por Trás Quando procurar avaliação sem adiar Se a vitamina D segue baixa, se há fraqueza, dor nos ossos, quedas, pele ou olhos amarelados, inchaço abdominal ou exames do fígado alterados, a avaliação médica deve ser feita sem demora. Em alguns casos, é preciso tratar o fígado para melhorar também o aproveitamento da vitamina.

Este conteúdo é apenas informativo e não substitui a avaliação de um médico. Em caso de suspeita de deficiência de vitamina D ou doença no fígado, procure orientação médica profissional.

O post Como saber se a sua vitamina D não funciona devido à inflamação no fígado e como tratar esse risco apareceu primeiro em Tua Saúde.

Tua saude

Apenas 10 minutos de exercícios diários, ainda que feitos na posição deitada, ajudam a melhorar o equilíbrio, a flexibilidade e a agilidade. Isso é o que aponta um novo estudo publicado na revista científica "PLOS One".

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🏋🏻‍♀️Os pesquisadores analisaram os efeitos de um programa curto de exercícios em posição supina (quando a pessoa fica deitada com as costas encostadas no chão) feito todos os dias, ao longo de duas semanas.

"Os efeitos de curto prazo provavelmente são explicados por adaptações neuromusculares, e não por hipertrofia muscular. [...] Em outras palavras, o corpo pode se tornar mais eficiente na organização e coordenação dos movimentos, mesmo em um curto período de tempo", analisa Yoriko Atomi, uma das autoras principais do estudo, em entrevista ao g1.

Ela detalha que os benefícios na flexibilidade e no equilíbrio mostram que o programa de exercícios observado no estudo influenciou, principalmente, no controle motor.

A pesquisadora explica que, em comparação com treinos tradicionais em pé ou baseados em resistência, essa abordagem deitada envolve menor carga e é potencialmente mais segura.

Os benefícios da posição supina A posição supina foi escolhida pelo grupo porque ficar deitado reduz as "demandas posturais dos músculos antigravitacionais", comenta a pesquisadora.

Ou seja, isso permite que a pessoa foque mais especificamente na integração entre a estabilidade do tronco e a coordenação dos membros inferiores.

"Na prática, os exercícios não parecem ter aumentado a força máxima dos participantes. Em vez disso, podem ter melhorado a forma como o corpo organiza e controla o movimento, especialmente a coordenação entre o tronco e os membros inferiores", explica Atomi. Considerando as vantagens observadas, o grupo acredita que esse tipo de exercício pode trazer benefícios tanto para a melhora do desempenho esportivo como para a prevenção de quedas e a reabilitação.

Nesse contexto, os pesquisadores destacam dois principais tipos de ganho, para diferentes grupo:

Em atletas - pode ajudar a refinar o controle do tronco e a eficiência do movimento, favorecendo a agilidade. Em idosos ou pessoas em reabilitação - por serem exercícios de baixa carga e seguros, são úteis para o treino de equilíbrio e redução do risco de quedas. Yoriko pondera que a análise foi realizada em adultos jovens saudáveis e, portanto, os resultados não podem ser generalizados.

"No entanto, a natureza de baixa carga e a acessibilidade do programa sugerem potencial aplicação em idosos, pessoas em reabilitação e indivíduos sedentários que podem ter dificuldade em realizar exercícios intensos ou em pé", afirma. Limitações e próximos passos Além da limitação em termos de faixa etária, considerando que o estudo foi feito somente em adultos jovens, há também a questão da duração do período de treino analisado. Isto é, a pesquisa demonstrou melhorias após duas semanas, mas não avaliou a manutenção a longo prazo.

"Do ponto de vista neuromuscular, a prática contínua provavelmente é importante para manter ou ampliar esses efeitos. Estudos futuros são necessários para testar quanto tempo os benefícios duram e qual a frequência ideal de treinamento", projeta a pesquisadora. Ao mesmo tempo, novos estudos devem procurar entender também quem mais pode se beneficiar da prática de exercício em posição supina.

"Em última análise, queremos entender como os exercícios em posição supina podem ser aplicados de forma segura e eficaz em contextos clínicos e comunitários", afirma Yoriko.

G1

Foto: Freepik

Para evitar que as viagens de brasileiros para os jogos da Copa do Mundo se tornem uma brecha para a reintrodução do sarampo no Brasil, o Ministério da Saúde lançou nesta quarta-feira (29) a campanha Vacinar é muito Brasil.

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A ação convoca todos os viajantes a atualizarem suas cadernetas antes do embarque para os três países que vão receber a competição, Estados Unidos, Canadá e México. Juntos, os territórios concentram 67% dos casos de sarampo registrados nas Américas nos últimos anos.

Em 2026, até o dia 11 de abril foram confirmadas cerca de 17 mil infecções nas Américas, sendo mais de 10 mil no México, 1792 nos Estados Unidos e 907 no Canadá. Outro país em surto é a Guatemala.

O Brasil mantém o status de país livre da doença, reconquistado em 2024, apesar de casos esporádicos registrados. Este ano, 3 infecções foram confirmadas: uma bebê do estado de São Paulo contaminada na Bolívia; um homem da Guatemala, que apresentou sintomas também em São Paulo; e uma jovem do Rio de Janeiro, que trabalha em um hotel com grande trânsito de turistas internacionais.

Durante o lançamento da campanha, na sede do projeto social Gol de Letra, no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, esclareceu que o foco é nos viajantes internacionais neste momento, considerando o risco que os surtos em outros países representam.

"Primeiro esse público que está indo para Copa, porque são os três países que têm explosão de casos de sarampo no continente americano", ressaltou.

"E aqui no Brasil a gente está fazendo uma campanha muito intensa com todo mundo que tem contato com turista, trabalhadores de hotel, trabalhadores de restaurantes, de táxi, de transporte coletivo. Para continuar com a nossa defesa firme", completou.

Imunização O imunizante contra o sarampo é a vacina tríplice viral, que previne também a caxumba e a rubéola. No caso de quem vai viajar, o ideal é tomar a vacina pelo menos 15 dias antes do embarque, para garantir a chegada com o máximo de proteção.

Há duas semanas, o ministério instituiu outras adaptações para garantir a proteção desse público. Os bebês de 6 meses a 11 meses devem receber a chamada "dose zero", uma vacina extra antes da idade normal de imunização. Já pessoas entre 12 meses e 29 anos devem receber duas doses, com intervalo de um mês entre elas.

Adultos de 30 a 59 anos só precisam de uma dose. Os idosos normalmente não recebem a vacina, porque provavelmente já tiveram contato com o vírus selvagem ao longo da vida e desenvolveram imunidade. Mas podem ter acesso se forem viajar para as áreas de risco e estejam bem de saúde.

Apesar da preocupação especial com os viajantes, o ministro da Saúde salientou que todas as pessoas de 1 a 59 anos que não tiverem comprovante de vacinação devem procurar uma unidade de saúde. "O sarampo é o vírus que mais transmite entre os seres humanos. A vacina é para todos os brasileiros", ressaltou.

Padilha também reforçou a segurança do imunizante produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

"Eu sou médico infectologista e sou pai de uma criança de 11 anos anos de idade. Eu não vacinaria minha filha se eu não tivesse confiança na qualidade, na segurança e na importância da vacina contra o sarampo e de todas as vacinas que estão no SUS. Nós estamos vencendo o jogo contra o negacionismo e derrotando a turma da antivacina".

O ministro da Saúde também lembrou que o Brasil já havia se tornado área livre da doença em 2016, mas perdeu o certificado de área livre em 2019, após novos surtos que começaram com casos importados.

"Porque começou a ter campanha contra a vacina, teve corte nos investimentos na área da saúde, redução das coberturas vacinais, e só recuperamos em 2023. O sarampo é uma doença que pode progredir como uma espécie de pneumonia e gerar internação e óbito, como nós tivemos quando voltou a ter surto no Brasil", alertou.

Agência Brasil

Foto: © Rafael Nascimento/MS