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Uma cena curiosa (e, para muitos, desesperada) tomou as redes sociais: pessoas prendendo um pregador de roupa na sobrancelha para tentar aliviar crises de enxaqueca. O gesto promete reduzir a dor quase imediatamente, mas a resposta está longe de ser universal.

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Há quem relate melhora. Outros, como a própria reportagem testou, descrevem o oposto: aumento da dor e desconforto intenso. A diferença de efeito tem explicação e ajuda a entender por que o truque não deve ser visto como solução.

Pressão no rosto pode ‘enganar’ o cérebro Segundo a neurologista Sara Casagrande, especialista em cefaleia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e membro da International Headache Society, a ideia de pressionar a região dolorida não surge do nada. Muitas pessoas com dor de cabeça já fazem isso de forma intuitiva.

Mas, como isso pode aliviar a dor por alguns minutos? Entenda em etapas.

O mecanismo mais citado para explicar esse tipo de alívio é a chamada “teoria do portão da dor”. Parece complicado? O g1 te explica.

Funciona mais ou menos assim:

A dor não chega ao cérebro de forma automática. Para a dor ser percebida, o corpo precisa enviar sinais nervosos até o sistema nervoso central, que então interpreta aquele estímulo como dor. Esses sinais passam por uma espécie de “porta”. Os especialistas usam a ideia de um “portão” para explicar esse processo. Quando ele está mais “aberto”, os sinais dolorosos passam com mais facilidade e o cérebro percebe a dor com mais intensidade. Outros estímulos podem disputar espaço com essa mensagem. Quando a pessoa aperta, esfrega ou vibra uma região, ativa outro tipo de fibra nervosa —ligada ao toque, e não à dor. Esse novo estímulo pode atrapalhar a passagem do sinal doloroso. É como se o cérebro passasse a prestar atenção naquele toque ou naquela pressão, e a mensagem de dor perdesse força por alguns instantes. O resultado é um alívio temporário. A dor pode até parecer menor naquele momento, mas isso não significa que a crise foi interrompida. A causa da enxaqueca continua ali. Esse ponto é essencial: o estímulo pode modular a percepção da dor, mas não trata o mecanismo central da enxaqueca, que é uma doença neurológica.

Esse princípio ajuda a explicar, por exemplo, por que algumas pessoas apertam instintivamente a testa ou a têmpora quando estão com dor de cabeça.

Por que o efeito varia O ponto central, segundo a especialista, é que a enxaqueca não é uma dor localizada simples, mas uma doença do sistema nervoso central. A dor pode se manifestar em regiões específicas do rosto ou da cabeça, mas sua origem é mais profunda.

Isso explica por que cada pessoa sente a crise em pontos diferentes —como na testa, nas têmporas ou na nuca—, todos ligados a ramificações de um mesmo sistema nervoso.

Quando esses nervos estão mais inflamados ou sensíveis, o estímulo mecânico pode ter o efeito inverso: em vez de aliviar, intensifica a dor.

Foi o que a neurologista observou na prática clínica. Em alguns pacientes, estímulos como vibração ou pressão aumentam o desconforto, especialmente durante crises mais intensas.

Há também um efeito muscular envolvido Além da modulação da dor, outro fator pode contribuir para a sensação de alívio em alguns casos.

Ao prender o pregador, a pessoa acaba tracionando a pele e os músculos da região da sobrancelha. Isso pode gerar uma espécie de liberação miofascial —um relaxamento de estruturas musculares que, quando tensionadas, pressionam nervos locais.

Esse mecanismo é reconhecido em algumas abordagens terapêuticas, mas não é consenso entre especialistas e, novamente, tende a ter efeito limitado e passageiro.

O risco de trocar tratamento por improviso Apesar das possíveis explicações, o método não trata a enxaqueca.

A condição envolve alterações neurológicas complexas, com participação de processos inflamatórios e maior sensibilidade do sistema nervoso. Por isso, o manejo adequado vai além de intervenções pontuais.

A especialista ressalta que estratégias improvisadas podem até fazer parte do repertório de quem convive com a dor —especialmente em momentos de crise—, mas não devem substituir o acompanhamento médico.

Há também um risco indireto: adiar o diagnóstico e o tratamento corretos, mantendo um ciclo de dor frequente e uso excessivo de analgésicos.

O que tende a ajudar mais Entre as medidas que costumam ter melhor resposta, estão estratégias que reduzem estímulos sensoriais e ajudam a “acalmar” o sistema nervoso:

compressas frias ou máscaras geladas na cabeça, repouso em ambiente escuro e silencioso, hidratação adequada, evitar luz intensa e barulho durante a crise. Em alguns casos, técnicas complementares —como aromaterapia ou chás calmantes— podem contribuir, mas com efeito variável.

Tratamentos específicos, como medicamentos para interromper a crise ou terapias preventivas, devem ser indicados após avaliação médica.

G1

Foto: Reprodução/Instagram

A deficiência de potássio costuma ser atribuída apenas à alimentação pobre em frutas e vegetais, mas essa não é a única explicação. O consumo excessivo de sódio, presente em alimentos ultraprocessados, embutidos e temperos industrializados, favorece a perda contínua de potássio pela urina. Essa relação, pouco conhecida fora do universo da nefrologia, ajuda a entender por que tantas pessoas apresentam sintomas de desequilíbrio mineral mesmo sem uma dieta aparentemente ruim.

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Qual a função do potássio no organismo? O potássio é um mineral essencial para a contração muscular, a condução dos impulsos nervosos e o equilíbrio dos líquidos corporais. Ele também participa diretamente da regulação da pressão arterial e do funcionamento do coração.

Quando seus níveis caem, podem surgir sintomas como cansaço, câimbras, fraqueza muscular, palpitações e alterações de humor. Em casos mais graves, a deficiência de potássio pode comprometer o ritmo cardíaco e exigir atendimento médico imediato.

Como os rins regulam o equilíbrio mineral? Os rins são os principais responsáveis por manter o equilíbrio entre sódio e potássio no corpo. Em condições normais, eles filtram grandes quantidades desses minerais e reabsorvem a quantidade necessária, eliminando o excesso pela urina para garantir a estabilidade interna.

Esse processo ocorre em várias etapas do néfron, especialmente no túbulo contorcido distal, onde acontece o ajuste fino entre retenção de sódio e excreção de potássio. Qualquer desequilíbrio persistente na dieta interfere diretamente nesse mecanismo.

Como o excesso de sódio afeta o potássio? Quando a ingestão de sódio é muito alta, os rins precisam trabalhar mais para eliminá-lo. Esse esforço acaba estimulando a excreção conjunta de potássio, criando um efeito silencioso de perda desse mineral. Entre os principais mecanismos envolvidos estão:

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Como revisão científica confirma essa relação? A literatura nefrológica vem reforçando o papel do equilíbrio sódio-potássio na saúde renal e cardiovascular. De acordo com a revisão Dietary potassium and the kidney: lifesaving physiology, publicada no periódico Clinical Kidney Journal, estudos epidemiológicos mostram que maior excreção urinária de potássio está associada a menor pressão arterial, menor risco cardiovascular e melhores desfechos renais, reforçando que a dieta atual, rica em sódio e pobre em potássio, representa um fator relevante no adoecimento crônico.

Os autores destacam ainda que aumentar a ingestão de potássio pode ser tão importante quanto reduzir o sódio, já que os dois minerais competem em vias renais específicas, como o cotransportador tiazida-sensível, responsável pelo ajuste fino do equilíbrio entre eliminação e retenção desses eletrólitos.

Como equilibrar sódio e potássio na alimentação? Manter boas reservas de potássio depende tanto de aumentar o consumo de fontes naturais quanto de reduzir o sódio oculto em produtos industrializados. Incluir alimentos ricos em potássio diariamente é uma das estratégias mais eficazes. Algumas recomendações práticas incluem:

Consumir frutas frescas, como banana, laranja, melão e abacate Incluir vegetais folhosos, como espinafre, couve e acelga Priorizar leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico Reduzir ultraprocessados, embutidos, temperos prontos e fast food Ler rótulos para identificar fontes ocultas de sódio nos alimentos Este conteúdo tem caráter apenas informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde. Consulte sempre um médico ou nutricionista antes de fazer mudanças significativas no consumo de sódio e potássio, especialmente em casos de doença renal ou uso de diuréticos.

Tua Saúde

Visando melhor atender os pacientes que o procuram diariamente, o profissional na área da odontologia, Dr. Ricardo Granjeiro firmou uma parceria com o também profissional da área, Dr. Wemerson Castro.

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Especialista em facetas de resina e cirurgia, o Dr. Wemerson tem poucos anos de mercado, no entanto, é um dos melhores no que se propõe a fazer como ofício do dia a dia. "Trata-se de um excelente profissional e tem como foco atender bem seus pacientes com serviços de qualidade", destacou Dr. Ricardo.

A Clínica Dr. Ricardo tem agendamento para os pacientes em todos os dias úteis da semana e, com a chegada desse novo profissional, as atendentes qualificadas da empresa passam a fazer os agendamentos em acordo com a demanda de procura e sem que haja transtorno de horário.

O atendimento desses profissionais é auxiliado ainda por equipamentos de última geração e de forma que os pacientes fiquem à vontade.

Da redação

Mais do que ensinar a ler, incentivar hábitos saudáveis ou apoiar os primeiros passos, o papel dos pais vai muito além dessas funções. Especialistas alertam que há uma dimensão emocional frequentemente negligenciada, especialmente na criação de meninos.

O tema voltou a ganhar destaque após um artigo do The New York Times circular novamente nas redes sociais, levando psicólogos a comentarem a importância da educação emocional na infância.

"Os pais precisam dar aos filhos ferramentas adequadas para que eles entendam seus sentimentos, e isso precisa ser desenvolvido, assim como a compreensão de outros conceitos complexos e abstratos", afirma Steven Meyers, da Roosevelt University, em Chicago, ao comentar o texto de 2018.

No artigo "The Boys Are Not All Right", o comediante e escritor Michael Ian Black destaca que, quando um homem "se sente perdido, mas quer preservar sua masculinidade", acaba recorrendo a "duas únicas opções: fugir ou ativar o modo de fúria".

Segundo o autor, ambas as respostas "parecem arriscadas", mas estão diretamente ligadas à forma como meninos são ensinados a lidar com emoções desde a infância.

Especialistas explicam que a raiva, por si só, não é um problema. Trata-se de "uma resposta a uma ameaça percebida", que ativa reações físicas como a liberação de adrenalina, aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial.

O problema surge quando não há alternativas saudáveis para lidar com esse sentimento. "É quando essa raiva não é controlada de forma saudável que se torna problemática", alertam os psicólogos.

Embora não seja possível generalizar, estudos indicam diferenças na forma como meninos e meninas lidam com emoções. "Existem diferenças na maneira como meninos e meninas sentem e expressam a mesma raiva", apontam especialistas.

De modo geral, "os meninos externalizam", enquanto as meninas tendem a "acumular" esses sentimentos. Isso pode fazer com que os meninos direcionem a raiva para fora, com comportamentos agressivos, enquanto as meninas podem internalizar, o que pode levar a culpa, frustração ou até depressão.

"Por outro lado, as meninas tendem a direcionar a raiva e frustração para dentro de si mesmas, então isso pode se tornar culpa, frustração e até depressão", explica Meyers.

Para ajudar as crianças a lidar melhor com as emoções, o primeiro passo é identificar o que estão sentindo. Segundo a assistente social Kelsey Torgerson Dunn, evitar o problema pode trazer consequências no futuro.

"Para assumir o controle do estresse e da raiva, é preciso ajudar a criança a identificar o que está acontecendo, sem fugir disso", afirma. Isso é importante porque "crianças pequenas nem sempre reconhecem o que estão vivendo", o que pode resultar, mais tarde, em adultos com dificuldade de compreender os próprios sentimentos.

Meyers reforça que, ao trabalhar com meninos, costuma dizer que "eles podem sentir o que quiserem, mas nem sempre podem fazer o que quiserem".

Na prática, a orientação para os pais é adotar uma abordagem baseada em paciência e acolhimento. Segundo os especialistas, esse é o caminho para formar adultos mais equilibrados e "emocionalmente responsáveis".

Historicamente, meninos foram ensinados a reprimir emoções, mas a proposta atual é diferente. "Seja paciente e calmo. Deixe claro que você não está tentando sufocar ou negar a raiva deles no momento".

O objetivo final é que a criança aprenda a se autorregular. "O ideal é ajudar os filhos a chegar a um ponto em que consigam se acalmar sozinhos, talvez com técnicas de respiração, afastando-se psicologicamente da situação", para que consigam entender a origem do problema sem reagir de forma impulsiva.

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