No Piauí, a luta contra o câncer de mama ganhou um forte aliado em maio, quando seis caminhões da mamografia, adaptados para a realização de exames, começaram a percorrer os 224 municípios do estado. A iniciativa, conduzida pela Secretaria Estadual de Saúde (SESAPI), através da Diretoria de Unidade de Controle, Avaliação, Regulação e Auditoria (Ducara), visa atingir áreas com vazios assistenciais identificados pelas equipes técnicas, fortalecendo a atenção básica voltada para a população feminina.

Em um período de sete meses, os caminhões da mamografia realizaram mais de 66 mil exames em 187 municípios. Até o dia 06 de dezembro foram realizados 66.931 exames, demonstrando a eficiência do projeto em atender a demanda da população feminina piauiense. Os veículos têm capacidade diária para realizar 80 mamografias cada, totalizando 480 exames diários.

Descentralização e rapidez no atendimento

A estratégia de utilizar seis veículos permite o atendimento simultâneo em diferentes regiões de saúde do Piauí, garantindo uma resposta ágil e eficaz à população. A descentralização dos serviços contribui para a redução de vazios assistenciais e fortalece a prevenção do câncer de mama.

Para ter acesso aos serviços dos caminhões da mamografia, as mulheres com idade entre 40 e 69 anos devem procurar a atenção básica de seu município, para serem encaminhadas e realizar o exame. Os resultados são disponibilizados às secretarias municipais, onde os médicos realizam os encaminhamentos necessários para cada paciente atendido.

Aos 48 anos, Ana Lúcia Rodrigues compartilha que, seguindo a recomendação de sua médica devido à sua idade, optou por utilizar o Caminhão da Mamografia para realizar o exame. "Realizei a mamografia pela primeira vez, conforme orientação da médica, como medida preventiva devido à minha idade. O processo foi ágil e descomplicado, realizado no Caminhão da Mamografia no bairro Memorare, em Teresina. Agora, aguardo ansiosamente pelos resultados. Embora não haja histórico de câncer de mama em minha família, considero importante buscar assistência de forma precoce", conta.

"Esses exames são essenciais para ajudar na prevenção ao câncer de mama", enfatizou o superintendente de média e alta complexidade da Sesapi, Dirceu Campelo, ressaltando a importância do projeto na detecção precoce e no combate efetivo à doença.

Próximos passos e retorno em 2024

Os atendimentos dos caminhões da mamografia em 2023 ocorreram até o dia 20 de dezembro, com um breve recesso. As atividades serão retomadas no dia 03 de janeiro de 2024, dando continuidade a essa importante iniciativa de prevenção e cuidado com a saúde das mulheres piauienses.

“Estamos encerrando esse primeiro ciclo de exames comemorando os resultados alcançados até o momento. Com os Caminhões da Mamografia estamos proporcionando um olhar humano sobre a iniciativa e seu impacto na vida das mulheres atendidas. Para 2024 a Sesapi pretende dar continuidade ao projeto ampliando ainda mais a oferta de exames de mamografia”, destaca Rodrigo Martins diretor da Ducara.

Sesapi

Um estudo publicado na Translational Psychiatry, revista médica da Nature, sugere que indivíduos propensos a apresentar comportamento suicida podem ser identificados por meio de substâncias presentes no sangue.

suicida

Segundo a pesquisa, elaborada por médicos e cientistas da Universidade de Pittsburgh e da Universidade da Califórnia, ambas nos Estados Unidos, o resultado foi obtido a partir da observação de marcadores biológicos de produção de energia, presentes nas células do corpo humano. A análise sugere uma conexão entre depressão e disfunções metabólicas.

O teste contou com cerca de 200 participantes, dos quais metade apresentava quadros depressivos intensos e ideações suicidas, e a precisão de detecção foi de cerca de 90%.

O estudo revela que pessoas com comportamento suicida em potencial costumam apresentar disfunções mitocondriais, com deficiências significativas em carnitina (metabólito que participa da produção de energia dentro das células), CoQ10 (que converte alimento em energia), ácido fólico (que regula a expressão genética), citrulina (que auxilia na remoção de toxinas), vitamina D (ligada à absorção de cálcio) e luteína (de propriedades anti-inflamatórias).

O médico-cientista Robert Naviaux, da Universidade da Califórnia, afirma ao portal ScienceAlert que nenhum desses metabólitos reverte a depressão de um indivíduo. "No entanto, nossos resultados mostram que talvez haja coisas que possamos fazer para orientar o metabolismo na direção certa e ajudar os pacientes a responder melhor a um tratamento [...]. No contexto do suicídio, isso pode ser o suficiente para evitar que as pessoas cruzem esse limiar."

O estudo demonstra que a depressão pode estar ligada ao chamado "estresse redutor" nas células do corpo, fenômeno que faz com que as células acelerem seu metabolismo. Quando isso não é controlado, no entanto, causa um excesso de energia celular que ativa vias de proteção do próprio corpo.

"Nossa hipótese é que as tentativas de suicídio podem, na verdade, ser parte de um impulso fisiológico maior para acabar com uma resposta ao estresse que se tornou insuportável em nível celular", complementa Naviaux.

R7

Foto: Freepik

O verão chegou e, com ele, a temporada de praia, quando inúmeras pessoas aproveitam o dia com o pé na areia e se refrescando na água. Por lá, o que não faltam são opções de comidinhas para beliscar. Mas consumir alimentos mal armazenados traz riscos — e consequências imediatas.

"Comer na praia pode ser seguro, mas é necessário ter atenção. O risco principal está na conservação e na higiene dos alimentos. Quando temos uma exposição a alta temperatura, o sol pode acelerar a deterioração dos alimentos, especialmente aqueles perecíveis", explica a nutricionista Edvânia Soares.

Embora não seja o ideal para uma alimentação rotineira, na praia, as comidas mais seguras são as industrializadas. Isso porque os produtos já estão embalados e dispensam a necessidade de manipulação, o que traz segurança alimentar.

Entre os alimentos perecíveis, o mais seguro seria o consumo de frutas com casca, segundo Edvânia. Mas, dependendo da temperatura em que estão expostas, elas também podem se estragar.

A endocrinologista Tassiane Alvarenga, membro da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia), diz também que sanduíches com alimentos de boa procedência, e bem acondicionados, podem ser opções mais seguras do que comer na praia.

Já a nutricionista Natalia Barros cita opções que podem ser adquiridas com segurança no local, como pipoca, frutas secas, amendoim e milho cozido na espiga, além de água e bebidas embaladas, lembrando sempre de se atentar a temperatura, higiene e condições de armazenamento.

Edvânia reitera que os alimentos menos seguros para consumo na praia são aqueles que exigem refrigeração, exatamente por não ser possível garantir a temperatura. É o caso dos frutos do mar, de margarinas, manteigas e maioneses, itens em que são comuns a contaminação e a proliferação de bactérias.

Pontos de atenção para a alimentação na praia Entre os pontos que devem ser levados em consideração antes de consumir algo na praia, Natalia destaca:

  • controle da temperatura: o calor na praia pode acelerar a multiplicação de bactérias em alimentos perecíveis. Certifique-se de que os alimentos perecíveis sejam mantidos em temperaturas seguras. Leve um cooler com gelo para manter alimentos frios, especialmente se você estiver passando um longo período na praia;
  • proteção contra contaminação: evite a contaminação cruzada, garantindo que utensílios e mãos estejam limpos ao manusear alimentos. Use tábuas de corte separadas para carne crua e alimentos prontos para comer;
  • alimentos preparados adequadamente: certifique-se de que os alimentos estejam completamente cozidos. A carne, em particular, deve ser cozida a uma temperatura interna segura para evitar a transmissão de doenças por alimentos;
  • higiene pessoal: lave as mãos regularmente, especialmente antes de lidar com alimentos. Se não houver acesso a água corrente, use desinfetante para as mãos;
  • proteção contra insetos: mantenha os alimentos cobertos para evitar a contaminação por insetos;
  • escolha de alimentos não perecíveis: opte por alimentos que não se deterioram facilmente, como frutas secas, nozes, biscoitos e sanduíches embalados;
  • evite alimentos crus ou sensíveis: fuja de alimentos que possam estragar rapidamente, como maionese não refrigerada, mariscos crus, ovos crus etc.

Consequências do consumo de alimentos na praia O consumo de alimentos mal armazenados ou contaminados pode gerar problemas gastrointestinais.

Uma intoxicação alimentar pode ocasionar náusea, vômito, cólica e diarreia em razão da transmissão de vírus, parasitas e bactérias. Já alimentos malcozidos ou crus podem carregar bactérias como Salmonella, Escherichia coli (E. coli) ou Vibrium, causadoras de várias doenças.

Em decorrência desses problemas, somados à exposição solar prolongada, também pode ocorrer desidratação.

Nesses casos, a recomendação é buscar atendimento médico prontamente, repor a hidratação, descansar e evitar alimentos suspeitos que possam ter ocasionado o problema ou que possam piorá-lo.

Caso haja a hipótese ou suspeita de que os desconfortos gastrointestinais tenham sido ocasionados devido à má higienização de um alimento ou do estabelecimento que o forneceu, é importante acionar as autoridades competentes para ser feita uma investigação.

O que levar para a praia • Frutas frescas e cortadas: maçãs, bananas, uvas e melancias são boas opções. Certifique-se de lavar as frutas antes de cortá-las.

  • Vegetais cortados: cenouras baby, pepinos e pimentões cortados são fáceis de transportar e podem ser acompanhados por molhos ou homus.
  • Sanduíches: prepare sanduíches com recheios que não estragam facilmente, como queijos duros, presunto ou frango grelhado. Evite maionese e alimentos perecíveis.
  • Barras de cereais e snacks saudáveis: são convenientes e não requerem refrigeração.
  • Frutas secas e nozes: passas, damascos secos, amêndoas e nozes são opções de lanches nutritivos e duráveis.
  • Saladas em potes: montar saladas em potes é uma maneira organizada de levar vegetais, proteínas e molhos separadamente, evitando que os ingredientes fiquem murchos.
  • Bebidas esportivas: podem repor eletrólitos perdidos, especialmente em dias quentes.
  • Coquetéis pré-preparados: se desejar bebidas alcoólicas, considere levar coquetéis pré-preparados em recipientes seguros e não quebráveis.
  • Smoothies: prepare smoothies em casa e leve-os em garrafas isoladas, para uma opção refrescante e nutritiva.

R7

Embora sejam elementos tradicionalmente usados nas comemorações de fim de ano, no Natal e no Réveillon, os fogos de artifício oferecem perigo potencial se não forem manuseados com a devida atenção. O alerta é da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM).

Dados do Ministério da Saúde revelam que, de 2019 a 2022, o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 1.548 internações por ferimentos causados por fogos de artifício — média de um caso por dia. Em 2023, informações preliminares do ministério mostram um total de 266 internações com esse mesmo perfil, efetuadas entre janeiro e setembro.

O diretor de comunicação da SBCM, Sérgio Augusto Machado da Gama, disse à Agência Brasil que, nesta época do ano, os fogos constituem grande preocupação da entidade devido aos acidentes que provocam. As mãos, principalmente, são as partes do corpo mais expostas, além do punho, rosto e olhos. “São os lugares onde a gente vê mais acidentes com fogos de artifício”.

Cuidados O cirurgião defende que os fogos de artifício sejam admirados de longe e não em lugares privados por pessoas não preparadas para isso. Ele indicou, porém, que cuidados podem ser tomados para mitigar efeitos danosos, como queimaduras graves, lesões e até amputações. Uma das dicas é que, para soltar rojão, devem ser usados prolongadores que mantenham distância entre a mão e o artefato.

Os fogos de artifício devem ser comprados somente em lojas especializadas e não de fabricação caseira e não devem ser reutilizados quando não acendem. Evitar beber antes de acender fogos de artifício é outra recomendação dada pelo médico, porque isso aumenta a chance de acidentes.

Em relação às crianças, os cuidados se redobram. “Crianças não devem soltar nada e devem ficar longe, a uma distância segura de qualquer foguete ou fogo de artifício”, afirmou. “Infelizmente, não são só queimaduras que resultam de fogos de artifício. Às vezes são amputações de dedos. Eu já peguei até amputação de mão inteira por explosão de rojões”.

Queimaduras Queimaduras graves necessitam de atendimento urgente. Para queimaduras mais leves, sem ferimento, a indicação é lavar com água corrente, proteger com um pano úmido e limpo e procurar um serviço médico. “São medidas que se faz de imediato”, explicou o diretor da SBCM.

Por outro lado, alertou que não se deve passar no local queimado pasta de dente, clara de ovo ou manteiga, porque esses produtos podem trazer infecção no local. “Algumas vezes se formam bolhas, mas somente o médico pode estourar”, advertiu.

No caso de ferimentos em que haja fraturas e amputações, o procedimento é lavar, proteger o local e, se estiver sangrando, fazer uma compressão com um pano limpo e seguir para o pronto-socorro. “Porque o grau de gravidade de uma queimadura, após uma explosão, é muito variado. Vai desde o primeiro grau até amputações terríveis”. Sem falar nas pessoas que ficam cegas, com lesão de retina ou de tímpano. “É bom comemorar, mas com precaução”.

Sérgio Augusto Machado da Gama comentou, ainda, que já existem cidades no mundo, como Praga, capital da República Tcheca, que proibiram a prática de queima pública de fogos, por conta da poluição, de risco de acidentes e de aglomerações. Além disso, os fogos, em especial os rojões, provocam estresse em criaturas com sensibilidade auditiva, como bebês, crianças, idosos, autistas e animais.

Agência Brasil