No início de uma dieta, é fácil resistir às mais variadas tentações, mas, com o passar dos dias, delícias como chocolate, queijo e vinho passam a ser verdadeiros objetos de desejo. Para quem se identificou com essa cena, algumas pesquisas trazem grandes esperanças. A informação é do jornal britânico Daily Mail. Veja alguns alimentos que, quando consumidos com moderação, podem até ser benéficos para o seu regime.


Vinho tinto

Cientistas americanos identificaram um componente no vinho tinto que pode ajudar no emagrecimento. Chamado de piceatanol, ele pode tornar mais lento o crescimento das células de gordura, alterando a forma como elas se desenvolvem. Normalmente, são necessários dez dias para que elas atinjam a maturidade, e, uma vez que cheguem a este estágio, fica mais difícil eliminá-las com dieta ou exercícios. No entanto, quando o piceatanol cai no sangue, as células de gordura são impedidas de amadurecer. Cientistas acreditam que, se isolarem este componente, ele também poderá ser usado em remédios antiobesidade. Mas nada de exageros: uma taça por dia é o suficiente para causar o efeito.


Curry

Tirar da alimentação alimentos picantes - incluindo o curry - é um dos primeiros passos de quem está de dieta. Mas pesquisadores canadenses descobriram que um componente encontrado na pimenta pode impulsionar a queima de gordura e frear o apetite. Isso porque a capsaicina, substância química presente na malagueta, pimenta de caiena e páprica fazem com que alguns alimentos ingeridos sejam transformados em calor, isto significa queimar mais calorias, ao invés de armazená-las. Foi descoberto também que a pimenta pode reduzir o apetite. Sendo assim, seria importante incluir no café da manhã um omelete apimentado, ou então consumir sua doce picante no fim do dia, em algum prato preparado com curry.


Nozes, amêndoas, amendoins, avelãs

Especialistas em nutrição acreditam que esta categoria de alimento pode ser uma boa pedida para quem está de dieta. Pesquisas mostram que pessoas que beliscam nozes tendem a ser mais magras do que as que não o fazem. Um estudo mostrou que um grupo de 15 pessoas com peso normal que adicionou 500 calorias de amendoins a sua rotina alimentar diária demonstrou consumir menos de nas refeições subsequentes. Elas também aceleraram seu metabolismo em 11%, queimando mais calorias - mesmo quando estavam relaxando. Pesquisadores da Universidade de Barcelona explicam que isso se dá porque o alimento estimula o hormônio da serotonina, que aumenta a sensação de felicidade, diminui o apetite e melhora a saúde do coração


Óleo de coco

O óleo de coco tem uma má reputação porque é rico em gordura saturada. Mas estudos sugerem que seus ácidos graxos podem diminuir o risco de doenças cardíacas e ajudar na perda de peso, porque o corpo queima estes ácidos mais rapidamente do que outros tipos de gordura. Para incluí-lo na dieta, basta usá-lo no lugar de manteiga ou de outros óleos pouco saudáveis.


Queijo

Estudos mostram que, ao contrário do que as dietas restritivas ditam, o queijo pode sim ajudar na perda de peso - especialmente na região do abdômen. Queijo contém proteína, que traz a sensação de saciedade mais rapidamente. Os cientistas acreditam que o cálcio presente no alimento também ajuda o corpo a queimar gordura. Os melhores queijos, neste caso, são o Feta ou o Edam, porque tem menor teor de gordura, mas mantenha-se distante dos mais cremosos como o Camembert.


Chocolate

Apesar do fato de ser carregado de calorias, o chocolate amargo contém antioxidantes e ingredientes e ingredientes como bioflavonóides que os cientistas acreditam serem fatores que contribuem para a perda de peso. Um estudo feito na Universidade da Califórnia mostrou que pessoas que comem chocolate regularmente tendem a ser mais magras do que as que não o fazem. Elas também são menos propensas a sofrerem de doenças ou ataques cardíacos. Escolha a versão amarga com maior porcentagem de cacau - em torno de 70% - que têm os nutrientes importantes e ajudam a reduzir o apetite.




Terra

curryAlém de saboroso, o curry é um tempero muito saudável. De acordo com novas pesquisas, a curcumina, uma substância encontrada no curry, pode combater câncer no intestino, além de trazer uma série de benefícios para a saúde. As informações são do site da BBC.


Pesquisas já comprovaram que o curry é eficaz contra células cancerígenas desenvolvidas em laboratório. Agora, um hospital de Leicester, na Grã-Bretanha, vai estudar o uso da substância acompanhada de tratamentos quimioterápicos.


Se a doença se espalha pelo corpo, os pacientes normalmente recebem uma combinação de três remédios de quimioterapia, mas cerca de metade não reagem ao câncer. A expectativa é que o efeito dos medicamentos melhore com a curcumina, que será administrada sete dias antes do início do tratamento.


"A perspectiva de que a curcumina aumente a sensibilidade das células cancerígenas à quimioterapia é interessante porque pode significar uma redução nas doses, o que permitiria aos pacientes manter o tratamento por mais tempo e com menos efeitos colaterais", explica o professor William Steward, responsável pelo estudo.




Terra

olho casPessoas com olhos castanhos têm menor risco de desenvolver melanoma, um tipo agressivo de câncer de pele. A conclusão é de um estudo publicado nesse domingo, 06, pela revista científica “Nature Genetics”.

 

O objetivo da equipe liderada por Richard Spritz, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, era estudar o vitiligo, uma doença que causa perda de pigmentos e, portanto, manchas claras na pele e nos cabelos. Na pesquisa, eles descobriram que as pessoas com olhos claros correm menor risco de ter essa doença.

 

“Geneticamente, o vitiligo e o melanoma são opostos polares. Algumas das variações genéticas que aumentam a probabilidade de que uma pessoa tenha vitiligo diminuem a do melanoma, e vice-versa”, explicou Spritz, em material de divulgação da universidade.

 

O estudo analisou pouco menos de 3 mil pessoas com ascendência europeia nos Estados Unidos, com diferentes cores de olhos, e identificou 13 novos genes relacionados ao vitiligo.

 

O vitiligo é uma doença autoimune, ou seja, o próprio sistema de defesa do corpo provoca a perda de pigmento. Pessoas com vitiligo também têm maior risco desenvolver outras doenças autoimunes, como diabetes tipo 1 e lúpus. Isso reforça a importância do estudo da genética do vitiligo, pois ele poderia explicar mais também sobre essas outras doenças.

 

 G1

porcoO motivo pelo qual algumas pessoas têm, e outra não, aversão à carne de porco pode ser genético, de acordo com um novo estudo feito na Universidade Norueguesa de Ciências da Vida e publicada no site do jornal britânico Daily Mail.

 

Segundo os pesquisadores, a presença de um gene que permite que um indivíduo sinta um odor típico de carnes como a de porco pode determinar a repulsa pelo alimento.

 

De acordo com um dos autores do estudo, Hiroaki Matsunami, os indivíduos mais sensíveis ao odor da androsterona, um hormônio esteroide encontrado em grandes concentrações nos porcos machos, são aqueles que possuem as duas cópias do gene OR7D4, que é justamente o gene ligado aos receptores capazes de detectar o hormônio. Ou seja, devem herdar o gene tanto do pai quanto da mãe.

 

"Para essas pessoas, o cheiro da carne realmente é repugnante, e lembra suor ou odor de urina", explica o pesquisador. No entanto, como o autor indica, há pessoas com somente uma cópia do gene (e uma variante) que, mesmo sentindo o odor do hormônio, não se incomodam tanto com ele. "Esses indivíduos não acham o cheiro da carne tão desagradável, e muitas vezes o odor é tão fraco que chega perto de se tornar imperceptível", diz.

 

Terra