morarsozinhoMorar sozinho pode não ser tão bom quanto parece. Segundo um estudo finlandês, torna a pessoa 80% mais propensa a sofrer de depressão. Os dados são do jornal Daily Mail.



Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram dados de 1695 homens e 1776 mulheres entre 30 e 65 anos, sendo que 14% moravam sem companhia. Ao longo dos sete anos de monitoramento, os solitários também apresentaram 1,8 vezes mais chances de lançar mão de antidepressivos.



Os investigadores atribuíram essas diferenças a várias razões. Falta de apoio social se mostrou um importante fator de risco para os homens e, pobreza, para as mulheres.



“O estresse (do trabalho) é extremamente aliviado se você tem alguém em casa com quem você pode rir ou se queixar”, disse o psiquiatra Adrian Winbow, do Fitzroy Square Hospital, em Londres, Inglaterra. “O casamento traz um risco diminuído para todos os problemas psiquiátricos”, completou.



Se vive sozinho, as dicas do consultor do jornal para evitar problemas são ir à academia e se juntar a algum grupo com o intuito de melhorar a vida social. Fora isso, é interessante adotar um animal de estimação e, quem sabe, dividir a casa com um amigo.





Ponto a Ponto ideias

campvcacinTermina na próxima sexta-feira, 25, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. No Piauí, ainda é baixa a cobertura nos grupos prioritários, que são pessoas com mais de 60 anos, trabalhadores de saúde, crianças entre seis meses e menores de dois anos, gestantes e povos indígenas.  O alerta é da Coordenação Estadual de Imunização. O Piauí tem como meta vacinar no mínimo 80% das pessoas de cada um dos grupos.

 

O índice de crianças de 6 meses a menores de 2 anos vacinadas é de 59,65%. Foram imunizadas 45.741, das 76.685 crianças previstas. Já as gestantes, a cobertura vacinal neste grupo é de apenas 44,22%. Foram vacinadas 16.946, de 38.322 grávidas. Quanto aos idosos, a cobertura é de 54,83%. A meta é imunizar 331.877 pessoas, mas até agora, só 181.964 idosos procuraram os postos. Com relação aos profissionais da saúde, a situação é ainda mais preocupante. Apenas 17.983 dos 40.888 profissionais receberam a vacina. A cobertura é de 43,98%.

 

“Dia 25 de maio é o prazo oficial para encerramento e, mesmo na última semana de campanha, a situação do estado e do Brasil de forma geral, tratando-se de coberturas vacinais, está preocupante”, afirma Doralice Lopes, coordenadora de Imunização da Sesapi.

 

“A preocupação é maior, pois para os grupos de idosos e crianças, o estado tinha facilidade em atingir cobertura recomendada antes do encerramento da campanha. Outro problema importante é que, muitos municípios, apesar da recomendação sobre a obrigatoriedade de informar os dados de doses aplicadas  todas as sextas-feiras não estão cumprindo esses prazos, o que também prejudica o acompanhamento da campanha”, alerta a coordenadora.

 

Municípios como Luís Correia, Parnaíba, Caracol, Caxingó, Redenção do Gurguéia, Uruçuí, Patos do Piauí só informaram dados no dia D (5 de maio).

 

Municípios com cobertura total muito baixa:

•    Buriti dos Lopes 20,99%

•    Cajueiro da Praia 22,77%

•    Luís Correia 13,71%

•    Morro do Chapéu 23,75%

•    Lagoa do Piauí 14,87%

•    Palmeirais 29,43%

•    Alto Longá 29,23%

•    São Pedro do Piauí 23,56%

•    Wall Ferraz 25,87%

•    Jerumenha 22,19%

•    São lourenço 23,24%

•    Corrente 19,51%

•    Pio IX 9,18%

•    Patos 13,58%

•    São João da Fronteira 4,88%

 

A finalidade da vacina é proteger a população que está mais vulnerável às complicações decorrentes da gripe (como a pneumonia, por exemplo) e reduzir as mortes e internações associadas a esse agravo nesse período do ano em que a transmissão e circulação do vírus costumam ser maiores, devido às condições climáticas.

 

“Por isso é importante que todos os que fazem parte desses grupos procurem o posto de saúde mais próximo para se vacinar até sexta feira. Já houve um óbito por influenza esse ano no Sul do Brasil, de uma criança, não queremos que o mesmo aconteça no Piauí. Proteger é cuidar: vacinação contra gripe”, finaliza Doralice.


Piaui.pi.gov

 

A Gerência de Atenção à Saúde Mental, da Secretaria de Estado da Saúde promoverá, no dia 31 de maio, no Auditório da Associação Piauiense de Municípios (APPM), o I Fórum Estadual de Saúde Mental, álcool e outras Drogas. O objetivo é ampliar e diversificar os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecendo uma rede de serviços de saúde integrada, articulada e efetiva nos diferentes pontos de atenção para atender as pessoas com demanda decorrente do consumo de crack, álcool e outras drogas.


Segundo Leda Trindade, gerente de saúde mental da Sesapi, o fórum servirá ainda para divulgar a Portaria nº 3.088, de 26 de dezembro de 2011, que institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde. “Isso é devido à gravidade epidemiológica e social dos agravos à saúde relacionados ao uso do crack, álcool e outras drogas”, ressalta.


O evento deve qualificar 200 profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial - CAPS, Núcleo de Apoio a Saúde da Família - NASF, Hospital Geral e Estratégia Saúde da Família – ESF, Serviço Hospitalar de Referência para atenção a pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades de saúde decorrentes do uso de álcool, crack e outras drogas e Secretários Municipais de Saúde.


A Gerência de Saúde Mental da Sesapi tem como compromisso a consolidação da Rede de Atenção Psicossocial- RAPs para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do SUS.


Veja a programação:

MANHÃ
8:00h - ACOLHIMENTO DOS PARTICIPANTES

8:30h - ABERTURA

09:30h - PANORAMA NACIONAL DA ATENÇÃO PSICOSSOCIAL NO BRASIL E O CONTEXTO DA RAPS (REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL)NO PIAUÍ: NOVOS CONCEITOS E NOVOS RUMOS

•    Apoiadores da Rede de Atenção Psicossocial do Estado do Piauí/Ministério da Saúde, Jozenir Alves de Oliveira e Giselle Sodré de Souza Santos

•    Gerente de Atenção à Saúde Mental do Estado do Piauí – Leda Trindade
10:30h - NOVOS CONCEITOS, NOVOS RUMOS: O DESAFIO DO ENFRENTAMENTO DAS INIQUIDADES NA SAÚDE MENTAL

•    Psiquiatra - Dr. Edmar Oliveira

11:20h - DEBATE

12:00h - INTERVALO PARA ALMOÇO

TARDE
14:00h - ASPECTOS HISTÓRICOS/FILOSÓFICOS DA CONSTRUÇÃO DO “CONCEITO/PRECONCEITO” SOBRE O CONSUMO DE DROGAS

•    Domiciano José Ribeiro Siqueira - Consultor em Direitos Humanos/ Presidente da ABORDA- Associação Brasileira de Redutores de Danos

14:30h - REDUÇÃO DE DANOS: UM NOVO OLHAR SOBRE O USO-USUÁRIO DE DROGAS COMO POLÍTICA DE ATENÇÃO INTEGRAL

•    Domiciano José Ribeiro Siqueira - Consultor Em Direitos Humanos/ Presidente da ABORDA- Associação Brasileira de Redutores de Danos

15:30h - DEBATE

16:30h - APRESENTAÇÃO DOS COMPONENTES  DO GRUPO CONDUTOR E DA CÂMARA TÉCNICA DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL - RAPS PIAUÍ

17:00h - AGENDA PACTUADA

•    GRUPO CONDUTOR DA REDE DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL - RAPS PIAUÍ

18:00h - ENCERRAMENTO




Sesapi

roncoPessoas que roncam muito e sofrem de graves distúrbios respiratórios durante o sono têm uma probabilidade quase cinco vezes maior de morrer de câncer, segundo uma pesquisa americana.



Cientistas da Universidade de Wisconsin-Madison acreditam que a correlação pode ser explicada pelo suprimento inadequado de oxigênio durante a noite nos pacientes com o problema.



Testes de laboratório já haviam mostrado que a interrupção intermitente da respiração leva a um crescimento mais acelerado de tumores, já que a falta de oxigênio estimula o crescimento de vasos sanguíneos que nutrem os tumores.



'Sem ar'

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 1,5 mil pacientes que participaram de um estudo sobre Distúrbios Respiratórios Obstrutivos do Sono (DROS) ao longo de 22 anos.



A forma mais comum de DROS é a apneia obstrutiva do sono, na qual a respiração é bloqueada deixando a pessoa sem ar. Isso provoca ronco e a interrupção do sono e o problema é geralmente associado a obesidade, diabetes, pressão alta, ataques cardíacos e derrames.



Os participantes do estudo nos Estados Unidos passaram por testes a cada quatro anos que incluíam análises de sono e respiração.



Os resultados mostraram que a probabilidade de morte por câncer aumentava drasticamente de acordo com a gravidade do distúrbio.



Enquanto pacientes com uma forma leve de DROS tinham apenas 0,1 vez mais chance de morrer de câncer que aqueles não sofrem com o problema, nos pacientes com uma forma moderada de DROS a chance de morte por câncer dobrava. Já naqueles com distúrbios graves de respiração, o risco aumentava 4,8 vezes.



Diagnóstico e tratamento

O estudo - apresentado na conferência internacional da American Thoracic Society, em San Francisco, e que será publicado no American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine - fez ajustes para levar em conta outros fatores como idade, sexo, índice de massa corporal e fumo, que poderiam influenciar o resultado.



"A consistência dos indícios dos experimentos com animais e deste novo estudo epidemiológico em humanos é muito convincente", disse o líder do estudo Javier Nieto, da Escola de Medicina e Saúde Pública da Universidade de Wisconsin.



Agora, os cientistas querem ampliar os estudos sobre a questão e examinar a relação entre DROS, obesidade e mortalidade por câncer.



"Se a relação entre DROS e mortalidade por câncer for confirmada em outros estudos, o diagnóstico e tratamento de DROS em pacientes com câncer pode ser indicado para aumentar a sobrevida."




BBC Brasil