O Ministério da Saúde decidiu ampliar os serviços de radioterapia oferecidos a pacientes com câncer no país. A medida deve atingir 80 hospitais em 58 cidades de 20 estados brasileiros até o início de 2013.

 

Desse total, 48 unidades vão começar a oferecer o atendimento e 32 vão incrementar o que já existe. Veja a lista das unidades beneficiadas a partir da página 92 deste documento.

 

A meta do governo é aumentar em 32% o total de atendimentos por ano no Sistema Único de Saúde (SUS), o que deve passar de 149 mil para 197 mil. O investimento será de R$ 505 milhões: R$ 325 milhões em infraestrutura e R$ 175 milhões para a compra de 80 equipamentos de alta tecnologia – chamados aceleradores lineares – e outros acessórios.

 

Com isso, a população passará a contar com 328 equipamentos em todo o Brasil, o que deve cobrir 196.800 casos por ano, ou seja, 600 por aparelho. O ministério estima que a ampliação desse parque também deve reduzir em 59% o deficit dos serviços de radioterapia no país.

 

Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a assistência aos pacientes com câncer é uma das prioridades do governo.

 

Uma audiência pública sobre a aquisição de novos equipamentos de radioterapia foi convocada pelo ministério para o dia 10 de agosto, em Brasília. Nessa data, os fornecedores vão conhecer o edital para a contratação da empresa que ficará encarregada das duas fases dessa implantação. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União de quinta-feira, 26.

 

Após a audiência, o ministério deverá publicar em até 15 dias úteis o edital definitivo, que dará início à apresentação das propostas e a outros trâmites.


G1

 

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A estudante de direito Lívia Almeida se lembra bem de um dos episódios mais difíceis de quando fez dieta para perder peso. Um dia, uma terça-feira, seu namorado trouxe uma porção de batatas fritas. Mas Lívia só se permitia comer batatas fritas, seu prato predileto, nos fins de semana. Chorou muito, mas resistiu à tentação.

 

Hoje Lívia conta o caso rindo e já abre mão da regra para comer uma batata frita ou outra nos dias de semana. Se agora ela se dá esse luxo, é porque a dieta funcionou. Ao longo de dez meses, a jovem de Floriano-PI perdeu 40 kg.

 

Aliás, Lívia não “perdeu”, e sim “eliminou” 40 kg. “Porque quem perde acha, e eu não queria achá-los mais de forma alguma”, brincou.

 

 A piauiense começou a dieta há cerca de dois anos, quando chegou a seu peso máximo, que foi 98 kg. Lívia, que mede 1,74 m, estava com 58 kg dez meses mais tarde. Desde então, um ano se passou, e a jovem agora tem 60 kg – a diferença são 2 kg de massa magra, segundo ela. “Eu estou curada, [a obesidade] é uma doença”, afirmou.

 

Viagem foi motivação

liviaalmeida2872012Lívia se orgulha de nunca ter recorrido a medicamentos – ela só precisou de motivação. Os amigos da faculdade iam para uma praia no Rio Grande do Norte, e a jovem quis perder peso para melhorar o visual.

 

O objetivo inicial era eliminar 5 kg. A gordura foi embora, mas a vontade ficou. Só no primeiro mês, a diferença foi de 9 kg. “Eu já tinha ido ao endocrinologista várias vezes. Ele queria me dar o incentivo, mas eu não tinha o incentivo de mim mesma”, contou.

 

A mudança de hábitos começou pelos alimentos. Lívia reduziu as porções nas principais refeições, cortou as frituras do dia a dia, parou de tomar refrigerantes e passou a comer de três em três horas – com frutas ou barras de cereais preenchendo os intervalos. Os exercícios físicos, como caminhada e aeróbica, também fizeram parte do processo de reeducação. “Sua autoestima aumenta que eu não tenho nem palavras. A balança, que era sua inimiga, passa a ser sua aliada”, disse.







G1- Bem Estar

Neste sábado, 28, é celebrado o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais e para marcar a data a hepatologista Débora Dourado, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, alerta:

 

— O contágio pode acontecer de maneira simples, com o compartilhamento do alicate na manicure, do aparelho de barbear ou de agulhas para a produção de tatuagens e inserção de piercing.

 

Para afastar o risco de contaminação, a hepatologista orienta seguir as recomendações abaixo:

 

- Tomar a vacina contra a doença

- Pessoas que receberam transfusão de sangue antes de 1992 devem checar se estão infectadas

- Ingerir somente água tratada e alimentos higienizados

- Fazer sexo sempre com proteção

- Não ingerir medicamentos sem orientação médica

- Evitar o compartilhamento de seringas e materiais cortantes

- Usar o material da manicure esterilizado ou carregar o próprio kit

 

Entenda a doença

A hepatite é caracterizada por uma inflamação no fígado e costuma não apresentar sintomas. Muitas vezes, quando diagnosticada, já está em estágio avançado. Segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), mais de 2 bilhões de pessoas são infectadas a cada ano, sendo que cerca de 1 milhão morrem em decorrência da doença. Apesar dos números alarmantes, a médica enfatiza:

 

— A hepatite tem tratamento que leva à cura, mas é fundamental que o diagnóstico seja feito de forma precoce. Por isso, a recomendação é incluir o exame de sangue para detecção da doença no check-up anual.

 

Embora as hepatites sejam provocadas por cinco tipos de vírus diferentes (A B, C, D e E), as mais comuns são as três primeiras. Segundo Denise, o tipo A acomete principalmente crianças e jovens já que a transmissão de dá pela ingestão de água e alimentos contaminados.

 

— Apesar de não ter medicação específica para a hepatite A, o organismo por si só é capaz de eliminar o vírus e a chance de cura é de 100%.

 

Já as hepatites B e C, conforme explica a médica, são mais comuns em adultos porque as formas de transmissão acontecem por meio de contato sexual, transfusão de sangue, via placenta da mãe para o bebê, compartilhamento de agulhas, seringas e materiais cortantes, como alicates de unha e barbeador.

 

— No caso do vírus B, 50% dos casos precisam de medicamentos específicos e a outra metade o próprio organismo se encarrega de eliminar a doença. Já a hepatite C precisa de tratamento adequado, mas o percentual de cura é de 70% a 80%.


R7

A partir desta sexta-feira, 27, 2,3 mil produtos isentos de prescrição médica, como analgésicos e antitérmicos, voltam a ser expostos nas prateleiras das farmácias e drogarias brasileiras. A medida foi tomada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que alterou a Resolução nº 44 de 2009, sobre a proibição da venda desses medicamentos fora do balcão.

 

A Anvisa realizou consultas públicas e estudos para medir o impacto da medida junto ao consumidor final, e concluiu que a resolução não atingiu o objetivo de reduzir o número de intoxicações por esses tipos de medicamentos no país. O levantamento apontou também uma maior concentração de mercado, o que prejudica o direito de escolha do consumidor no momento da compra desses produtos. Nos últimos meses, 11 estados tentaram reverter a decisão da Anvisa por liminares judiciais.

 

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a antiga decisão não beneficiava a população. “O direito que o consumidor tem de escolher qual o medicamento gostaria de comprar estava reduzido. Então, estavam reduzidas as opções de escolha do medicamento mais barato ou de sua preferência”, afirma.

 

A partir de agora, as farmácias deverão expor na área destinada aos medicamentos cartazes com a orientação: “medicamentos podem causar efeitos indesejados. Evite a automedicação: informe-se com o farmacêutico”, além de expor, no mesmo local, os remédios de mesmo princípio ativo, para facilitar a identificação dos produtos pelo usuário. A portaria estabelece ainda que os medicamentos isentos de prescrição médica devem ficar isolados da área destinada aos produtos correlatos, como cosméticos e dietéticos.

 

De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, as informações obtidas pela agência mostraram que a retirada dos medicamentos de venda livre das gôndolas fez com que o consumidor ficasse alijado de qualquer possibilidade de escolha.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), esses medicamentos são os que tiveram aprovação das autoridades sanitárias para tratar sintomas e males menores, disponíveis sem prescrição ou receita médica, devido à sua segurança e eficácia, desde que utilizados conforme as orientações disponíveis nas bulas e rotulagens.

 

Esses medicamentos normalmente são indicados para dores de cabeça, acidez estomacal, azia, febre, tosse, prisão de ventre, aftas, dores de garganta, assaduras, hemorróidas e congestão nasal. Os medicamentos isentos de prescrição médica correspondem a 30% do volume de vendas nas farmácias.


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