Desde a adolescência, a psicóloga Kátia Cruvinel Arrais, 28 anos, sente que durante alguns pesquisadora usp172012dias do mês seu rosto fica mais inchado e o cabelo, cacheado, mais liso. Ela sabia que as mudanças tinham relação com o ciclo menstrual, mas só teve certeza disso quando foi convidada a ser voluntária em uma pesquisa da USP de Ribeirão Preto (SP). Kátia descobriu que as mulheres no período fértil são consideradas mais atraentes pelos homens. “Confirmei porque me sinto tão feminina nessa época”, disse.

 

O estudo, desenvolvido pela pesquisadora colombiana Lina María Perilla Rodríguez, comprovou que as mulheres emitem sinais de fertilidade em mudanças sutis, mas perceptíveis na face. Para isso, Lina fotografou 18 mulheres entre 18 e 42 anos durante o período de ovulação – fase fértil – e de menstruação – menos fértil. Todas elas não tomavam anticoncepcional.

 

 As imagens foram apresentadas a 64 julgadores voluntários, maiores de 18 anos. O resultado apontou que 62% dos rostos fotografados na fase fértil foram escolhidos como mais atraentes, contra 38% no período infértil.

 

“Provamos que no ser humano ainda é relevante a influência biológica nas escolhas, ou seja, essas alterações permitem aos homens reconhecer a mulher mais apta a garantir o sucesso da reprodução, que em última instância é o objetivo da espécie”, explicou Lina.

 

A pesquisadora explicou que analisando os rostos mais detalhadamente, percebeu que durante o período de ovulação os lábios ficam mais volumosos e a região da bochecha mais arredondada e simétrica. “Características que podem atrair mais os homens.”

 

Anticoncepcional

Lina destaca, porém, que o uso do anticoncepcional pode influenciar nos sinais que deixam as mulheres mais atraentes. Outra etapa do estudo realizada com 18 mulheres que tomam esse tipo de medicamento regularmente não apontou diferenças significativas: 52% dos homens tiveram preferência pelos rostos fotografados na fase fértil e 48% pelos registrados no período infértil.

 

“Uma das razões é que essas mulheres não sofrem as mudanças hormonais de fase menstrual. Isso não quer dizer que basta tomar o hormônio manipulado. Não existe uma fórmula para ser mais atraente, é natural”, disse a pesquisadora.


G1

Pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, desenvolvem uma técnica que pode trazer bons resultados para o combate à dengue. Por meio de radiação, eles tornam o mosquito transmissor do vírus da doença, o Aedes aegypti, estéril.

 

Em parceria com a empresa Bioagri, que fica em Charqueada (SP), os pesquisadores jogam radiação na pupa, como é chamada a fase jovem do inseto, tornando o macho estéril. Com uma baixa dosagem de radiação gama, que tem como fonte o Cobalto 60, o inseto macho fica incapaz de fecundar a fêmea. “O macho copula com a fêmea 'normal' e ela põe os ovos, mas esses ovos não eclodem”, explica o coordenador da pesquisa, professor Valter Arthur.

 

Ao liberar massivamente os mosquitos estéreis (produzidos em laboratório) na natureza, de preferência em localidades onde a infestação é maior, os pesquisadores esperam reduzir a quantidade de machos com capacidade de copular, assim eles entrariam em competição. “A ideia é diminuir a probabilidade do macho normal cruzar com a fêmea normal”, disse.

 

Segundo Valter, a radiação no Aedes aegypti ainda tem a vantagem de se tratar de um método limpo, ao contrário de técnicas nocivas ao meio ambiente, como o uso indiscriminado de inseticidas.

 

Na primeira fase do estudo, concluída em três meses, os pesquisadores conseguiram determinar o nível de radiação para impedir a proliferação do mosquito. O próximo passo será o 'teste de compatibilidade', quando tentarão o cruzamento dos insetos. “Não adianta você liberar o inseto estéril e ele não procurar a fêmea ou a fêmea não aceitar o inseto estéril”, explica. A expectativa de Valter é que toda a pesquisa seja concluída em aproximadamente dois anos. Ele destaca que há mais de 30 anos são feitos estudos com radiação em insetos.

 

O pesquisador esclarece, porém, que a técnica não será capaz de erradicar totalmente a transmissão da doença, “apenas diminuir a um nível que não seja tão epidêmico.” Por isso, ele alerta que a prevenção à dengue deverá ser mantida. A população, segundo ele, deverá continuar eliminando os criadouros do mosquito, formados em água parada em vasos, garrafas, pneus, caixas d'água, calhas, entre outros.

 

Levantamento mais recente do Ministério da Saúde aponta 472.973 casos confirmados da doença de janeiro ao dia 4 de julho no país. No período, foram registradas 154 mortes.

 

Agência Brasil

No último sábado, 28, o primeiro transplante de ovário do país foi realizado com sucesso no Hospital São Marcos, em Maringá, no Paraná. A paciente de 29 anos, Mariana Gerep de Morais, que sofria de menopausa precoce desde os 19, recebeu uma parte do ovário da irmã gêmea, Elisa Gerep de Morais.

 

O Dr. Carlos Gilberto Almodin, pesquisador especializado em reprodução humana da Universidade Federal de São Paulo, foi responsável pelo trabalho que possibilitou Mariana recuperar sua vida sexual e hormonal, inclusive a chance de engravidar.

 

— O mérito da nossa pesquisa foi transplantar apenas uma parte do tecido, porque até então, todo mundo estava tentando transplantar um ovário inteiro, havendo assim uma maior chance de rejeição. Nós separamos somente a parte necessária para o procedimento e implantamos, e o resultado foi maravilhoso. Esse foi um grande avanço científico e tecnológico. Serão 8 meses para avaliarmos o resultado do implante. Assim que for notada a aceitação do ovário e a recuperação da Mariana, podemos planejar que ela engravide.

 

O médico iniciou as pesquisas em 1999 para restaurar a fertilidade de mulheres com câncer que tiveram os ovários comprometidos devido ao tratamento oncológico — que figuram o público principal do estudo.

 

No entanto, Mariana pôde se beneficiar do trabalho de Almodin porque tinha uma irmã gêmea univitelina, ou seja, o transplante não seria rejeitado.

 

Ele explica que o número de mulheres que sofrem de menopausa precoce ou que têm irmã gêmea-idêntica apta para um transplante bem sucedido é muito pequeno, mas a ideia é avançar nos métodos de reprodução para pacientes que fazem tratamento para câncer e, futuramente, permitir que mulheres possam fazer a própria reposição hormonal quando entrarem na menopausa — diminuindo os efeitos do uso medicamentos.

 

Se comprovada a eficácia do procedimento, este tipo de transplante poderá ser acessível ao público.

 

— Em pouquíssimo tempo este tipo de procedimento será muito corriqueiro, inclusive pelo SUS. Nós já temos bons serviços públicos de reprodução, como o Pérola Bayton, em São Paulo. Já temos equipe técnica competente e temos tudo para isso acontecer no ano que vem.


R7

bebe copy copy copyO Ministério da Saúde, em parceria com as Secretarias de Estado da Saúde (SES), realiza de 1º a 07 de agosto a Semana Mundial de Amamentação (SMAM), com o objetivo de mostrar ao país a importância do aleitamento materno para a saúde de mulheres e crianças. Mobilizações serão feitas em todo o país, a fim de difundir os benefícios importantes gerados pela amamentação, em especial, para a criança.

 

Este ano, a Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno (Waba, a sigla em inglês) escolheu como tema da SMAM a comemoração dos 10 anos da “Estratégia Global para a Alimentação de Lactentes e Crianças de Primeira Infância”, desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo UNICEF, com objetivo de aprimorar as práticas alimentares, melhorando o impacto na sobrevivência, no crescimento e no desenvolvimento das crianças, como um todo.

 

Dentro desse tema, a campanha elaborada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) traz como slogan “Amamentar hoje é pensar no futuro”. A madrinha é a cantora Wanessa Camargo, mãe de José Marcus, nascido em janeiro deste ano. Para complementar a ideia do tema, as peças trarão ainda a frase “Amamente e alimente um futuro com mais saúde para seus filhos”.

 

A Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), através da Coordenação de Atenção à Saúde da Criança e Adolescente, em parceria com o Comitê Estadual de Incentivo ao Aleitamento Materno, promoverá um evento científico alusivo à SMAM no dia 02, quinta-feira próxima, no auditório do Instituto de Perinatologia Social, ao lado da Maternidade Dona Evangelina Rosa.



Sesapi