clesioEstudo da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com crianças e adolescentes entre 7 e 20 anos de idade, indicou que a suplementação oral de magnésio promove o fortalecimento dos músculos envolvidos na respiração, melhorando o funcionamento pulmonar dos portadores de fibrose cística. A tese do pediatra Clésio Gontijo do Amaral (foto) deu origem a artigo publicado recentemente pela revista The American Journal of Clinical Nutrition.

 

O mineral já havia sido objeto de estudo do autor em pesquisa desenvolvida durante seu curso de mestrado, concluído em 2004, no qual investigou os benefícios do magnésio para crianças com asma. Ele concluiu que o magnésio promove o relaxamento da musculatura lisa brônquica e se mostrou eficiente no tratamento da doença. Com a resposta positiva, Clésio decidiu testar o nutriente também no combate à fibrose cística, que, assim como a asma, envolve a função respiratória. A fibrose cística, doença genética que afeta os sistemas digestivo e respiratório, provoca má absorção de nutrientes e problemas broncopulmonares.

 

Cruzamento de dados

Para verificar a eficácia do magnésio nesse caso, o autor optou pelo método conhecido como estudo cruzado. " Quando fazemos um experimento paralelo, temos um grupo que ingere o nutriente e outro que não ingere, e avaliamos o antes e o depois de cada um deles. Já no estudo cruzado os dois grupos recebem as doses por um período e passam algum tempo sem tomá-las" , esclarece.

 

Segundo ele, o método escolhido fornece dados mais confiáveis, uma vez que os resultados de cada paciente sob efeito da substância são comparados às condições dele próprio quando não está ingerindo as doses. " Na prática, é como se eu examinasse dois grupos distintos, com a vantagem de que o cruzamento é feito com os resultados dos mesmos pacientes em diferentes momentos, o que garante maior probabilidade de acerto" , avalia Clésio do Amaral.

 

O pesquisador formou grupo de 44 crianças e adolescentes portadores de fibrose cística, divididos em dois subgrupos: 22 pessoas ingeriram magnésio durante dois meses, e as outras 22 não fizeram uso do nutriente. A esse período seguiu-se o intervalo de um mês sem que nenhum dos pacientes ingerisse a substância - técnica de " limpeza" do organismo conhecida como washout. A partir daí, iniciou-se a segunda etapa do tratamento, com a inversão dos grupos. O magnésio oral foi administrado às 22 pessoas que ainda não haviam ingerido as doses, enquanto o restante dos pacientes não recebeu o mineral.

 

Capacidade respiratória

Dois tipos de medição foram usados para avaliar a capacidade respiratória: manovacuometria e teste da função pulmonar. Ambos se destinam a medir a força muscular envolvida nas ações de inspiração e expiração, com a diferença de que o teste da função pulmonar fornece resultados mais detalhados. Nas duas avaliações, os pacientes apresentaram diferença estatisticamente significativa nas pressões inspiratória e expiratória máximas, e no VF1, que é o volume expiratório forçado. Foi realizada, também, a antropometria dos pacientes, por meio de avaliação do peso corporal. Nesse caso, não se observou diferença estatística entre os dois grupos. Para o autor, é provável que o resultado se deva à curta duração do período em que os pacientes fizeram uso da substância.

 

 

com informções da UFMG

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), em parceria com o Centro de Assistência Integral à Saúde da Polícia Militar (CAIS/PMPI), irá promover, nos dias 21 e 22 de agosto, no auditório do Ceir, o I Simpósio de Prevenção do Stress e Relações Humanas no Trabalho. O objetivo é proporcionar recursos para que os participantes administrem melhor sua qualidade de vida, tornando-se mais motivados na execução de suas atividades profissionais e pessoais e mais eficientes nos seus relacionamentos.

 

O evento, que será dividido em dois momentos, é voltado para profissionais da Sesapi (superintendentes, gerentes, coordenadores, diretores administrativos e de hospitais etc) e para a corporação da Polícia Militar.

 

Na primeira parte do Simpósio, no dia 21, os profissionais das duas instituições irão participar da palestra de Ana Maria Rossi, PHD e doutora em Psicologia Clínica e Comunicação Verbal. Rossi também é representante da ISMA-BR, International Stress Management Association e representante no Brasil da Divisão de Saúde Ocupacional da Associação Mundial de Psiquiatria.

 

Na ocasião, a doutora fará a aferição do nível de stress dos participantes. Para isso, aplicará testes e técnicas durante o evento. “A postura do indivíduo diante dos incessantes estímulos diários (problemas de comunicação, responsabilidades, falta de motivação, comportamento de outras pessoas, etc.) é o que determinará sua qualidade de vida. Talvez ele não possa controlar o que lhe causa stress, mas poderá controlar a maneira que reage à situação. Ter controle sobre sua qualidade de vida significa manter-se energizado e motivado para expandir seu potencial preservando seu equilíbrio físico e mental”, afirma Ana Maria Rossi.

 

O segundo momento do simpósio - dia 22 - será dedicado ao Curso de Capacitação em Prevenção do Stress e aprimoramento das relações humanas no trabalho. Apenas profissionais da PM terão acesso. “Durante o curso vamos lançar o programa de qualidade de vida da PM”, diz a coordenadora clínica do CAIS, psicóloga Aderlane Maia.

 

Durante o simpósio, o secretário da Saúde, Ernani Maia, fará o lançamento do programa de gerenciamento de stress da Sesapi. “O stress hoje é uma das maiores causas de doenças no ser humano. Saber lidar com situações de stress só traz benefícios, por isso a importância desse curso”, afirma.

 

Para o comandante geral da PM, coronel Gerardo Rebelo, o Simpósio é de extrema importância, principalmente para a Polícia Militar, já que conviver com situações de stress é rotina.

 

“O policial, no seu dia a dia, convive com situações de elevado stress o tempo topo. Ele sabendo lidar com o assunto, através de técnicas especificas, auxilia no desempenho de suas atividades. Precisamos de um policial equilibrado nas ruas”, diz o comandante.

 

Das inscrições

As inscrições para o I Simpósio de Prevenção do Stress e Relações Humanas no Trabalho serão feitas através do site da Sesapi e da PM. Basta baixar a ficha de inscrição, preencher os dados e enviar para o email: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até o dia 20 de agosto. (baixe a ficha de inscrição)

 

Governo do estado

Você sofre de enxaqueca e não aguenta mais o desconforto da dor e dos remédios alopatas? Experimente tomar chá de hortelã para combater o mal. Pesquisadores norte-americanos concluíram através de um estudo que a planta é tão eficiente quanto a aspirina no alívio das dores.

 

A hortelã possui óleos essenciais com capacidade analgésica e antiinflamatória que ajuda a aliviar as crises de enxaqueca e as dores de cabeça comuns. Pessoas que estejam sofrendo de dores musculares igualmente são beneficiadas ao fazer uso do chá.

 

A planta também possui uma substância conhecida como mentol, que tem um componente antibacteriano. O chá pode ser preparado num processo de infusão que preserva suas propriedades medicinais. A bebida tem um aroma e sabor muito agradável e pode ser consumida quente ou fria. O vapor do chá ajuda a aliviar a tosse e até a emagrecer.

 

Outro estudo realizado pela Whelling Jesuit University, Virgínia, Estados Unidos, acompanhou 27 adultos durante cinco dias e descobriu que aqueles que inalavam o óleo de menta a cada duas horas consumiam cerca de 350 calorias a menos na alimentação diária. Isso serve também para aqueles que mascam folhas ou chicletes com aroma de hortelã.

 

 

Agência Estado

Pesquisa realizada no Reino Unido revela que um terço das pessoas não reconhece os sintomas do câncer de pele. O estudo mostra ainda que 49% dos participantes analisados acreditam que seu risco de desenvolver a doença é baixo ou inexistente.

 

A equipe da Instituição de caridade Nuffield Health realizou a pesquisa com cerca de 2 mil pessoas no Reino Unido. Segundo os pesquisadores, a falta de conhecimento sobre o perigo da exposição em excesso aos raios solares sugere que as pessoas estão colocando si mesmas e a família em risco de câncer de pele.

 

Eles acreditam que "estar familiarizado com o que está na sua pele torna possível notar quaisquer alterações pequenas e procurar tratamento precoce, se necessário."

 

Os resultados mostraram que metade das pessoas analisadas acredita que seu risco pessoal de câncer de pele é baixo ou inexistente.

 

Mais de um terço afirmaram não ser capazes de identificar os sintomas de câncer de pele, tais como novas verrugas, verrugas com coceira ou sangramento, ou pintas e sinais que mudam de cor e forma.

 

Apesar das advertências de que as queimaduras solares podem levar ao câncer de pele, um terço dos pesquisados relataram ser queimados pelos raios solares uma ou mais vezes por ano.

 

Quase um quarto dos pais com filhos em idade escolar dizem que o filho é queimado pelo sol ao menos uma vez por ano e 26% dos pais mais jovens com idades entre 16 e 34 anos afirmam que o filho sofre queimaduras solares pelo menos três vezes por ano.

 

"Há uma ingenuidade inerente entre as pessoas no Reino Unido sobre os riscos de câncer de pele porque vivemos em um clima com sol relativamente pouco e muita chuva, as pessoas acreditam que não estão em risco. Mas isso é uma mentira. O maior preditor de câncer de pele mais tarde na vida é queimadura solar quando você é jovem, aos 20 anos de idade e que aparecem aos 60 anos", afirma o cirurgião Paulo Banwell, no Hospital Nuffield em Brighton.

 

Segundo os pesquisadores, a verificação da pele por um médico é indolor e rápida e deve fazer parte da rotina de quem passa muito tempo fora. Estar familiarizado com o que está na sua pele significa que você vai notar quaisquer alterações pequenas e procurar tratamento precoce.

 

 

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