leite1812“Quanto leite de vaca devo oferecer ao meu filho?”. Se já se fez essa pergunta, eis a resposta: duas xícaras por dia. De acordo com uma pesquisa financiada pelo Instituto Canadense de Pesquisa em Saúde e o Hospital St. Michael, ambos no Canadá, essa é a quantidade ideal para manter níveis saudáveis de vitamina D e ferro, dois dos mais importantes nutrientes da iguaria. Os dados foram divulgados pela publicação online Pediatrics.

 

Os cientistas analisaram mais de 1,3 mil crianças com idades entre 2 e 5 anos. “Vimos que duas xícaras de leite de vaca por dia são suficientes para manter níveis adequados de vitamina D para a maioria das crianças, assim como estoques de ferro”, disse o pediatra Jonathon Maguire.

 

O estudo também sugere que os voluntários com pigmentação de pele mais escura podem não ter quantidade suficiente de vitamina D durante os meses de inverno. A sugestão, então, é investir em suplementação de vitamina D no frio em vez de consumir mais leite, para aumentar o estoque e ainda preservar as reservas de ferro. “A deficiência de vitamina D em crianças tem sido associada a problemas de saúde óssea e a deficiência de ferro, à anemia e atrasos no desenvolvimento cognitivo”, concluiu Maguire.

 

Ponto a Pontp Ideias

Cientistas americanos identificaram pela primeira vez o que eles acreditam que seja um tipo ainda desconhecido de divisão celular. A divisão celular é um fenômeno comum no corpo humano, e é por meio desse processo que novas células são geradas.

 

 Basicamente, dois tipos de divisão acontecem no corpo humano. A meiose dá origem aos gametas – óvulos e espermatozoides –, que têm apenas metade dos cromossomos. Nos demais casos, o processo ocorrido é a mitose, na qual as células reproduzem o material genético completo.

 

O processo descoberto por Mark Burkard, da Universidade de Wisconsin, é uma variação da mitose e recebeu o nome de “clerocinese”. O achado foi consequência de um experimento feito com células humanas retiradas da retina.

 

Na experiência, a equipe de Burkard permitiu que as células iniciassem o processo de mitose, com a duplicação do núcleo, onde ficam os cromossomos. No entanto, os cientistas bloquearam a fase seguinte, que concluiria a divisão. Isso levou à criação de uma célula com dois núcleos – “binucleada”, no jargão científico.

 

Os cientistas então observaram a evolução dessas células e perceberam que essas células binucleadas deram origem a células comuns da retina. Eles descobriram que isso aconteceu porque os dois núcleos esticaram demais a célula e conseguiram concluir a divisão, mesmo sem as proteínas necessárias na mitose. Por isso, eles concluíram que esse é um novo tipo de divisão celular, ao qual deram o nome de clerocinese.

 

A descoberta pode melhorar a compreensão de como as células se multiplicam no corpo humano. Isso é importante para entender, por exemplo, como o câncer avança no organismo, logo pode ter aplicações no combate à doença.

 

O trabalho foi apresentado nessa segunda-feira, 17, durante o encontro da Sociedade Americana de Biologia Celular, que acontece na cidade de São Francisco.

 

G1

raps18122012Como forma de melhorar a oferta do serviço para a população que necessita do atendimento de Saúde Mental em todo o Estado, se realizou, nessa segunda-feira, 17, a reunião do Grupo Condutor da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O encontro foi sediado na IV Coordenação Regional de Saúde e reuniu técnicos da Secretaria de Estado da Saúde e representantes de todas as regionais do Piauí.

 

Na ocasião foram apresentados diretrizes, componentes e fases executadas, como também a inclusão da agenda RAPS na 1ª reunião da Comissão Intergestora Regional (CIR). Na oportunidade, ficou acordado até a primeira quinzena de janeiro de 2013, os nomes dos  mobilizadores das Regionais de Saúde na implantação da Rede de Atenção Psicossocial.

 

Para Vinícius Oliveira, coordenador da IV Regional de Saúde, é preciso estabelecer uma rede ampliada e qualificada. “Essa reunião do grupo condutor é um marco importante para a Atenção Psicossocial, porque estabelece uma articulação entre os serviços de saúde mental e os outros serviços de saúde. Então, o grupo tem o papel de implantar essa rede, monitorar e acompanhar todo o processo, realizando os ajustes necessários para qualificar cada vez mais o serviço ofertado à população”, apontou.

 

A gerente de Saúde Mental, da Secretaria de Saúde (Sesapi), Deusa Fernandes, ressaltou que a implantação da Rede de Atenção Psicossocial passa pela sensibilização dos gestores municipais, que precisam tratar a questão do transtorno mental como prioridade. “Nosso objetivo é levar as atribuições dessa Rede para cada Regional do Estado com a intenção de unirmos forças e poder disseminar as informações desse importante projeto do Governo Federal, que somará com nossas atividades voltadas à saúde mental”, analisa.

 

Ainda segundo Deusa, o encontro representa um esforço do Estado em responder às recomendações do Ministério da Saúde, que vem garantir o fortalecimento do trabalho. “O Estado já passou por vários avanços, mas o serviço demanda sempre uma reformulação. O objetivo maior é melhorar a qualidade do atendimento à população, ou seja, facilitar para os usuários os caminhos dentro dessa estrutura que é a Rede de Atenção”, finaliza.

 

govpi

Cientistas suíços conseguiram reprogramar o sistema imunológico de cobaias para eliminar a diabetes tipo 1, que geralmente surge na infância ou na adolescência e responde por cerca de 10% dos casos de diabetes. Segundo os pesquisadores, a técnica aplicada também abre caminho para o tratamento de outras doenças autoimunes -- que ocorrem quando as próprias células de defesa atacam o organismo --, como a esclerose múltipla.

 

Em uma experiência com ratos, os cientistas conseguiram atacar os linfócitos T, que têm a chave da imunidade celular. No caso da diabetes tipo 1, eles atacam as células beta do pâncreas, produtoras de insulina, o que compromete a digestão de açúcares. Para eliminar a agressividade destes glóbulos brancos, os biólogos da Escola Politécnica Federal de Lausanne utilizaram uma proteína modificada que permitiu eliminar totalmente os sintomas da doença.

 

Os primeiros testes clínicos deverão ocorrer em 2014 para tratar, em primeiro lugar, os efeitos colaterais induzidos no sistema imunológico para o tratamento da gota, uma doença crônica vinculada ao metabolismo do ácido úrico.

"Escolhemos começar com esta aplicação antes da diabetes ou da esclerose para que possamos dominar e compreender todos os parâmetros", explicou Jeffrey Hubbell, um dos co-autores do estudo publicado nesta segunda-feira, 17, pela "PNAS", revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos

 

Segundo Stephan Konton, outro co-autor, o principal aporte deste novo trabalho é sua extrema precisão.

 

"Nosso método comporta poucos riscos e não deve produzir importantes efeitos colaterais, na medida em que não atacamos o sistema imunológico de forma conjunta, mas unicamente o tipo de linfócitos T implicados nesta doença", explicou em um comunicado.

 

Os pesquisadores criaram uma empresa, Anokion SA, para realizar os testes clínicos.

 

O grupo começou a fazer experimentos no laboratório para demonstrar o potencial deste novo tratamento para a esclerose múltipla, uma doença em que os linfócitos T destroem as células da mielina que formam uma camada protetora ao redor das fibras nervosas.

 

Além disso, os cientistas estudam o potencial de sua técnica com outro tipo de glóbulos brancos, os linfócitos B, que desempenham um papel importante em muitas outras doenças autoimunes.

 

AFP