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cheiroA solução para controlar seu desejo por alimentos calóricos pode estar em uma “fungada”. A empresária britânica Alex Fontaine inventou um spray com mau cheiro, chamado Stink Yourself Slim, que promete tirar o apetite e ajudar a emagrecer. Especialistas discordam da possível eficácia. Os dados são do jornal Daily Mail.

 

Alex, que viu seu peso subir de 60 kg para 82 kg em cinco anos, descobriu que o fedor era a única maneira de conter seu desejo por comida.  “Estava em um evento elegante, em que o jantar ia ser servido em uma tenda. Meu amigo e eu estávamos sentados do lado de fora. Então, fomos imediatamente atingidos por um cheiro nojento. Um dos pratos, uma espécie de ensopado, estava emitindo um odor desagradavelmente forte, que meu amigo e eu não conseguimos comer nem um pedaço”, contou.

 

Ela começou a procurar evidências de que o cheiro afeta o apetite e encontrou muitas informações na internet, incluindo que comemos cerca de 10% menos quando submetidos a um mau odor antes da refeição, o que levaria com o tempo à perda de cerca de 1 kg por semana. Alex entrou em contato com empresas de fragrâncias e encomendou algumas com que combinassem cheiros desagradáveis. Testou várias por meses até encontrar uma que considerou ideal.

 

“Toda vez em que me sentia tentada a comer alimentos ruins, dava uma fungada. A repulsa me deu aquele empurrão extra para dizer não. Ao longo dos próximos seis meses, perdi quase 10 kg. Sim, era lento, mas era prático e me sinto mais leve e melhor”.

 

Laura Millar, do Daily Mail, decidiu testar. Pesa 75 kg e seu IMC (índice de massa corporal) indica sobrepeso. Comprou o frasco de 250 ml por £ 29,99 (cerca de R$ 110), que dura por dois a três meses. De acordo com as instruções, não se deve pulverizá-lo em público ou diretamente sobre a pele, cabelo ou roupa, porque leva um tempo para o cheiro desaparecer. O ideal é usá-lo em casa. Se precisar fazer isso em público, a dica é pulverizar em um lenço e guardá-lo em um recipiente, que deve ser aberto em um local afastado dos outros. 

 

“Na primeira noite, peguei a minha arma secreta e levei para uma festa com bebidas, canapés e petiscos. Testei pela primeira vez na rua, bem longe de multidões de pessoas. Imediatamente, virou meu estômago, tanto que eu não consegui falar por alguns minutos. Ele me colocou fora de todos os pensamentos de alimentos, saudáveis ​​ou não, por toda a noite.” Nos outros dias, cheirou apenas a tampa e já era o suficiente. “Um dia, esqueci o spray e acabei comendo metade de um doce e um punhado de batatas fritas no escritório. Eu me senti totalmente culpado e desesperadamente tentei me lembrar do cheiro, mas parece que minha memória nasal tinha esquecido.” De qualquer forma, até o fim da primeira semana, conseguiu eliminar 2 kg.

 

O professor Tim Jacob, especialista em ciência do cheiro da Faculdade de Biociências da Universidade de Cardiff, na Inglaterra, disse que 70 a 80% do sabor é relacionado ao cheiro. “Quando você tem um resfriado, por exemplo, você mal pode provar o que você está comendo. E, se alguma coisa cheira mal, evoluímos para não comê-lo, no caso que nos faz mal ou nos mata”. No entanto, afirma que os receptores de cheiro se acostumam em pouco tempo com o mau odor. “Em minha pesquisa, descobri que o ser humano se adaptar a cheiros ruins rapidamente. Acabamos desligando nossos sentidos para eles. É por isso que os patologistas podem, ao longo do tempo, conduzir confortavelmente autópsias ou cientistas forenses podem examinar cenas de assassinato”.

 

 

O especialista em perda de peso Louise Parker também não considera os resultados sustentáveis. “Para desfrutar da perda de peso duradoura e permanente, você tem que estabelecer hábitos que duram uma vida inteira”, acrescentou. Fora isso, lembrou que, se a pessoa tem muita vontade de comer, basta não usar o spray para se render à tentação.

 

 

Ponto a ponto ideias

A lorcaserina, substância suspensa pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nesta quarta-feira, 6, é uma droga para emagrecer considerada segura, segundo a endocrinologista Maria Edna de Melo, diretora da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica). A preocupação da entidade, no entanto, era em relação à procedência do princípio ativo, que vinha sendo comercializado por algumas farmácias, mesmo sem o registro da agência.

 

"A gente não entendia muito bem como funcionava a importação do princípio ativo. Ele não tinha sido aprovado na Anvisa, mas estava sendo importado há mais de um mês e a nossa preocupação era com a origem, quem estava fornecendo esse medicamento", explica Melo.

 

"Entramos em contato com a ouvidora da Anvisa para obter mais informações sobre a importação do medicamento, que, até onde eu sei, nunca foi submetido à análise na agência", completa a diretora da Abeso.

 

"Essa inversão nos causou estranheza, pois, primeiro, o medicamento tem que ser aprovado, e só depois de dez anos a patente é quebrada e ele pode ser manipulado pelas farmácias. É papel da Anvisa fiscalizar a entrada dessa droga", complementa o endocrinologista Márcio Mancini, chefe do grupo de obesidade do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo).

 

Melo reconhece que o mercado brasileiro é muito carente de drogas para emagrecer - especialmente após a proibição recente de derivados da anfetamina -, mas mesmo assim ela ressalta que é preciso haver uma preocupação com a origem dos medicamentos para não colocar a segurança dos pacientes em jogo.

 

A lorcaserina, conhecida comercialmente como Belviq nos EUA, foi aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration), agência que regula alimentos e remédios naquele país, em 2012, mas só passou a ser comercializado em 2013 devido a problemas de logística.

 

De acordo com a endocrinologista, o remédio age de forma parecida com a sibutramina, pois melhora o fluxo de serotonina no cérebro. Um efeito colateral comum, que é o aumento da frequência cardíaca, se mostrou mais fraco nesse medicamento. "Ele se mostrou muito seguro, pois age num receptor específico no cérebro, que não existe no coração, o que diminui o risco de comprometimento das válvulas cardíacas. É um medicamento superior à sibutramina", pondera Melo.

 

"Ele é um medicamento bem tolerado e com poucos efeitos colaterais. Alguns pacientes se queixaram de dores de cabeça e infecções de vias áreas superiores, mas não teve nenhum efeito muito sério", finaliza Mancini.

 

 

UOL

O Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que estava  certo de estar no Piauí nessa sexta-feira, 8, não poderá mais realizar a viagem ao estado piauiense. Compromissos inadiáveis, de acordo com informações, o impedem de estar em  Teresina.

 

Da redação

Começaram nesta semana os testes em macacos da vacina contra o HIV, que está sendo desenvolvida pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em parceria com o Instituto Butantan. Os quatro animais começaram a ser imunizados com a vacina que contém partes do vírus. Depois, os macacos receberão um vírus modificado que causa o resfriado como parte dos estudos para desenvolver o imunizante.

 

Segundo Edecio Cunha Neto, um dos pesquisadores responsáveis por conduzir o projeto, o diferencial da vacina é usar partes do vírus que não se alteram. “Um dos grandes problemas de se fazer uma vacina contra o HIV é que ele é hipervariável”, ressalta ao explicar que o genoma do vírus pode varia até 20% entre dois pacientes. “Nos componentes que nós escolhemos para colocar na vacina estão somente as regiões mais conservadas do vírus, ou seja, aquelas que não variavam de um HIV para o outro”, destacou.

 

Além de ter pouca variação, as partes do vírus foram selecionadas por provocarem forte reação no organismo da maioria das pessoas. “Nós fizemos o que chamamos de desenho racional, para embutir dentro da nossa vacina mecanismos para que ela fosse capaz de dar uma resposta que funcionasse para os HIVs mais variados possíveis e que funcionasse em um número grande de pessoas”.

 

Após os testes com os quatro animais, serão feitos experimentos com um grupo de 28 macacos e três tipos de vírus diferentes, todos modificados com partes do HIV. “As combinações desses três vírus são, até hoje, as melhores combinações para gerar respostas imunes potentes em primatas. Então, o que a gente vai fazer é escolher, de quatro combinações diferentes, aquela que deu resposta mais forte. E usar essa combinação para teste em humanos”, detalhou o pesquisador.

 

Caso seja bem sucedida, a vacina vai aumentar a reação dos imunizados ao vírus, diminuindo a capacidade de transmissão e melhorando a qualidade de vida do paciente. “O que ela vai fazer é reduzir muito a quantidade de vírus, matar as células que estão infectadas. Mas ela dificilmente vai erradicar a infecção. Vai bloquear a transmissão para outra pessoa, porque a quantidade de vírus vai ser muito baixa”.

 

Atento aos recentes protestos contra o uso de animais em pesquisas, que levaram inclusive ao fechamento de um instituto no interior paulista, Cunha fez questão de dizer que os animais são bem tratados. “Os animais neste estudo não sofrem de maneira nenhuma. Até mesmo para o procedimento de colher sangue ou vacinar, eles estão anestesiados”, enfatizou.

 

 

O pesquisador defendeu ainda o uso de animais em experimentos. “Não é possível substituir um teste com animais por um teste de cultura ou teste de laboratório mais simples. O teste em animais vai observar a repercussão de uma nova vacina, uma nova droga, no organismo inteiro”, argumentou.

 

 

Agenciabrasil