Grávidas que se exercitam podem gerar bebês com cérebros melhor desenvolvidos do que gestantes sedentárias. Foi o que descobriu um novo estudo da Universidade de Montreal, no Canadá, apresentado nesta semana no encontro anual da Sociedade para Neurociência dos Estados Unidos, em San Diego.
A pesquisa avaliou dezoito mulheres grávidas e, depois, analisou a atividade cerebral de seus bebês até eles completarem doze dias de vida. Parte das gestantes foi orientada a praticar atividade física a partir do segundo trimestre da gravidez. Elas faziam ao menos 20 minutos de exercícios cardiovasculares de intensidade moderada (caminhada, passeio de bicicleta ou natação, por exemplo) três vezes por semana. O restante das mulheres não se exercitou ou praticou pouca atividade (menos do que 12 minutos por semana) ao longo da gestação.
Segundo o estudo, quando as crianças tinham apenas dez dias de vida, já era possível observar que o cérebro daquelas cujas mães praticaram atividade física durante a gravidez era mais desenvolvido do que o dos bebês cujas mães não se exercitaram ao longo da gestação. Em testes que monitoraram a atividade cerebral das crianças, os filhos de mães fisicamente ativas foram capazes de reconhecer um novo som com menos esforço do que os outros, mostrando que o órgão deles era mais eficiente.
A catarata é uma patologia dos olhos que consiste na opacidade parcial ou total do cristalino ou de sua cápsula. O problema atinge principalmente idosos e pode ser tratado através de cirurgia. O médico oftalmologista Doutor Walter Bucar Junior, concedeu uma entrevista ao piauinoticias.com e falou que o problema faz parte do envelhecimento do olho e atinge principalmente pessoas acima dos 55 anos.
Disse ainda que os sintomas são de fácil identificação e o problema só é resolvido com cirurgia. “As pessoas começam a sentir um embasamento, uma pasta na vista, uma fumaça, uma neve e este embasamento realmente é a catarata e só resolve com cirurgia”, disse.
Segundo ainda o profissional em saúde ocular, a doença não causa dor e o principal problema é realmente a baixa na visão. A patologia não atinge só idosos, podendo aparecer no nascimento, bem como ser causada por traumas, pancadas no olho, queimaduras, choques elétricos, glaucomas e sendo facilitada em pacientes diabéticos.
O médico finalizou dizendo que pessoas que apresentarem sintomas de catarata devem procurar imediatamente um oftalmologista para que o mesmo possa indicar os procedimentos a serem tomados. A doença pode ser tratada mais facilmente quando ainda está no início.
O botox é famoso na área estética para suavizar rugas e marcas de expressão. Agora, acredita-se que possa ajudar no tratamento de câncer de próstata, de acordo com cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos. Os dados são do jornal Daily Mail.
A pesquisa conta com 15 homens que terão de passar por prostatectomia radical (cirurgia para remover a próstata). Metade da glândula dos pacientes recebeu injeção de botox e, a outra, de solução salina. Após a cirurgia, as células cancerosas serão comparadas para medir os efeitos do botox.
Os primeiros resultados de três voluntários mostram que o tumor do lado que recebeu a toxina botulínica encolheu significativamente. Os especialistas acreditam que o botox age bloqueando o efeito dos nervos e, portanto, possa ser usado nas terminações que abastecem os tumores.
O botox também tem se mostrado benéfico no tratamento de hiperplasia prostática benigna (aumento da próstata relacionado à idade). Estudo da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, descobriu que 75% dos homens que tiveram a subtância injetada relataram alívio de seus sintomas. A teoria é que relaxa os nervos e músculos da próstata, aliviando a pressão sobre a uretra, o que torna o fluxo urinário mais fácil.
O item também pode reduzir sintomas de síndrome de dor miofascial pélvica (dor pélvica crônica) em mulheres. Segundo a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, 79,3% das voluntárias experimentaram melhora na dor após uma injeção, isso por que o Botox reduziria a pressão nos músculos do assoalho pélvico.
O transplante de medula é um tratamento que pode beneficiar diversas doenças em diferentes estágios, como leucemias, linfomas, anemias graves, hemoglobinopatias, imunodeficiências congênitas, erros inatos de metabolismo, mieloma múltiplo e doenças autoimunes, por exemplo. O procedimento consiste em substituir uma medula óssea deficiente por células normais de medula óssea, com a finalidade de reconstituir uma medula saudável, como explicou o hematologista e diretor do Centro de Transplante de Medula Óssea do INCA Luis Fernando Bouzas no Bem Estar desta terça-feira, 12.
No entanto, para quem precisa, não é tão simples assim encontrar um doador – estima-se que a chance de achar alguém compatível é de 1 a cada 100 mil, mas esse número pode aumentar ainda mais, dependendo da miscigenação. No Brasil, por exemplo, a mistura de raças dificulta um pouco a localização de doadores compatíveis, mas dados mostram que hoje existem mais de 3 milhões cadastrados no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).
Para quem quer ser doador, existem alguns requisitos, como ter uma boa saúde (sem doenças infecciosas, como hepatite, Chagas, HIV, sífilis e outros problemas como diabetes, câncer e doenças específicas do sangue) e ter entre 18 e 55 anos para fazer o cadastro, mas ele pode ser chamado até os 60 anos, como lembrou o hematologista Luis Fernando Bouzas.
Como explicou a pediatra Ana Escobar, a compatibilidade não tem relação com o tipo sanguíneo, como no caso da doação de sangue, mas sim com a genética. É importante que as características sejam compatíveis para evitar a rejeição, ou seja, o ideal é que a compatibilidade seja total, mas existem casos em que o transplante é feito sem essa totalidade e pode dar certo.
Em Curitiba, a repórter Paola Manfroi mostrou a história do estudante Mayckel Douglas Machado, que aos 10 anos, descobriu que tinha uma doença rara, a anemia de Fanconi.
Ele precisava de um transplante de medula óssea e conseguiu. A doadora topou encontrá-lo depois da cirurgia, como mostrou a reportagem.
Segundo o diretor Luis Fernando Bouzas, durante o procedimento, são retiradas células de acordo com o peso do doador e do receptor. É muito mais fácil um adulto doar para uma criança, por exemplo, do que o contrário justamente por causa da diferença de peso. Normalmente, é retirado de 10% a 15% da medula óssea, o que não faz falta para o doador e logo se regenera em cerca de 15 dias.
Confira abaixo como é o processo para ser doador:
1. A pessoa precisa comparecer a um hemocentro para fazer um cadastro com seus dados pessoais e a coleta de uma amostra de sangue para realizar os testes genéticos. Nesse momento, não são feitos exames para verificar doenças e a informação válida é a dada pelo doador. Depois de feito o cadastro, ele pode ser chamado em 5, 10 ou 15 anos, dependendo da necessidade de um paciente pela compatibilidade do doador. É preciso, no entanto, manter o cadastro atualizado para que a pessoa seja encontrada.
2. Se for selecionado, são feitos testes no doador para verificar se há doenças e se ele tem condições de doar.
3. Se ele estiver em condições, a coleta da medula pode ser feita por dois métodos. O mais tradicional é o que retira da bacia, com uma agulha, com anestesia geral ou peridural. O outro é através da veia, onde retira-se células tronco do sangue do paciente - essas células têm a capacidade de se regenerar em 20 dias. A decisão de qual método usar é do médico, que saberá qual método vai melhor proteger doador e beneficiar o receptor.
Ferro no cordão umbilical
Além da doação da medula óssea, o sangue do cordão umbilical do bebê também pode ser doado, como lembrou a pediatra Ana Escobar.
De acordo com a médica, esse sangue tem hemoglobina fetal, rica em ferro, que vai ajudar a manter a reserva do mineral nos primeiros meses de vida e consequentemente prevenir a anemia na criança.
Nos primeiros minutos de vida, o bebê está ligado à mãe através do cordão umbilical – nesse momento, ele continua recebendo nutrientes, sangue e oxigênio pela placenta. Por isso, a recomendação é que o cordão seja cortado depois de 2 a 3 minutos do nascimento, para a criança receber uma dose extra de sangue, como mostrou a reportagem da Natália Ariede.
Herpes zoster
O vírus que causa a catapora, o varicela zoster, causa também uma outra doença: a herpes zoster, como mostrou a reportagem da Helen Sacconi, de Sumaré, no interior de São Paulo. A Letícia, mostrada na reportagem, teve catapora aos 3 anos de idade e herpes zoster aos 7 anos. A doença atingiu o lado esquerdo do rosto da menina, os olhos incharam e a ferida se espalhou para a bochecha e parte da boca.
O tratamento foi feito com pomadas, colírio nos olhos para evitar riscos à visão e também um medicamento oral. Depois de um mês de repouso em casa para evitar marcas causadas pelo sol, a estudante conseguiu se recuperar e ficar sem nenhuma mancha. Preocupada, a mãe da Letícia foi ao dermatologista saber se havia o risco da doença voltar, mas o médico disse que quem teve herpes zoster uma vez, não tem mais chances de ter novamente. Por isso, a vacina é uma maneira de proteger quem nunca teve, como alertou a reportagem.