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htnDas 170 crianças atendidas neste último sábado, 18, no Hospital Regional Senador Dirceu Arcoverde, em Uruçuí, mais de 40 serão submetidas a uma intervenção cirúrgica pelo Mutirão de Cirurgias Pediátricas, da Secretaria de Estado da Saúde. As crianças serão encaminhadas para o Hospital Regional Tibério Nunes, em Floriano, e devem passar pelo procedimento a partir de abril.

 

De acordo com a diretora geral do Hospital Dirceu Arcoverde, Nazaré da Silva, “o Hospital teve uma grande mobilização durante todo o dia de sábado. Vieram pacientes não só de Uruçuí, mas dos municípios circunvizinhos, que passaram por consultas por cirurgiões pediátricos, que foram especialmente (pro Hospital) para atender nossos pacientes”, relata.

 

As crianças passarão por diversos procedimentos, de pequeno e médio porte, como hérnia, fimose e exérese. Essas cirurgias representam em torno de 60 a 70% da demanda por cirurgias pediátricas, que serão feitas obedecendo ao calendário do Hospital de Floriano.

 

O Mutirão de Cirurgias Eletivas Pediátricas é uma iniciativa do Governo do Piauí, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, para reduzir, de forma significativa e ágil, a fila por procedimentos cirúrgicos.

 

Nesta etapa, a meta é atender, em dois meses, mais de mil crianças, entre 0 a 15 anos de idade, com realização de consultas e cirurgias, em diversos tipos de procedimentos, de média e alta complexidade.

 

 

Ascom Sesapi

remedioA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou nesta terça-feira (20) a importação de três remédios usados no tratamento de doenças raras por uma empresa que não possui registro nem autorização de funcionamento, a Global Gestão em Saúde.

 

Esta liberação aconteceu depois de uma decisão do desembargador Souza Prudente, do Tribunal Federal da 1ª Região.

 

A Anvisa foi obrigada a cumprir a decisão judicial, mas, em comunicado publicado em seu portal nesta segunda-feira (19), a agência manifesta preocupação. De acordo com o texto, a partir de agora, a empresa está apta para importar os medicamentos e fornecer ao Ministério da Saúde, apesar de estar “irregular junto à Anvisa por não possuir a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) para a atividade de importação e distribuição de medicamentos e tampouco a Declaração do Detentor do Registro (DDR)”.

 

Isso significa que uma empresa que não possui as qualidades necessárias para importar, transportar e armazenar tais medicamentos, a partir de agora, pode fazer.

 

De acordo com a Anvisa, esses documentos são mais do que mera burocracia. São as licenças que garantem que as empresas cumpram as exigências legais para garantir a qualidade, eficácia e segurança dos medicamentos.

 

“Na ausência da DDR, não há como assegurar sequer que os medicamentos não sejam falsificados. Uma empresa que também não é capaz de receber uma AFE para importar e distribuir medicamentos não tem como garantir que eles sejam armazenados e transportados de forma adequada. Ou seja, poderá haver sério risco à saúde das pessoas que tomarem esses medicamentos”, declarou a Anvisa.

 

O advogado Gustavo Morais, especialista em direito regulatório e professor da Fundação Getúlio Vargas, explica que, de acordo com as regras da Anvisa, conseguir este registro não é fácil. É preciso ser capaz de atestar a segurança e eficácia do produto, além de conseguir se adequar ao preço do medicamento que, no Brasil, é regulamentado pela Cmed (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos).

 

Quem possui esse registro vai ser o responsável pelo produto no Brasil.

 

“São produtos delicados, que podem apresentar um defeito se não forem transportados da forma correta, na temperatura ideal. Se o medicamento causar qualquer problema, é o importador e o distribuidor registrados que vão responder. Por isso a Anvisa não permite que um importador sem registro faça esse transporte”, explica Morais.

 

Decisão preocupa famílias de pacientes

 

A Global Gestão em Saúde recebeu autorização para importar e fornecer ao Ministério da Saúde três medicamentos. O Myozyme é usado no tratamento da doença de pompe, também conhecida como glicogenose tipo II, um distúrbio neuromuscular hereditário raro que afeta um em cada 40 mil bebês nascidos vivos. Causa fraqueza muscular progressiva e não tem cura.

 

O Aldurazyme ajuda a controlar os sintomas das mucopolissacaridoses, um conjunto de 11 doenças raras metabólicas hereditárias que causa danos aos órgãos devido à falta de enzimas responsáveis pela digestão de açúcares complexos. Entre os sintomas mais comuns estão a rigidez nas articulações, problemas nos ossos, coração, olhos, ouvidos e no sistema nervoso central.

 

O Fabrazyme é usado para tratar a doença de fabry, que afeta cerca de 200 pessoas no Brasil. É uma doença rara, genética e hereditária que causa a falta de uma enzima e leva a problemas em vários órgãos. O frasco do remédio custa R$ 9.500. Cada paciente usa de dois a seis frascos por mês.

 

O fato de uma empresa que obedece às determinações legais poder importar e fornecer ao Ministério da Saúde esses medicamentos preocupa quem depende deles para viver.

 

A presidente da Associação Gaúcha de Fabry e doenças graves, Adriana Coronetti Slongo, explica que esta decisão é perigosa porque pode abrir um precedente para outras empresas que queiram trazer medicamentos para o Brasil sem cumprir as condições legais.

 

Adriana tem uma filha de 28 anos, Munique, que tem a doença de fabry e precisa dos medicamentos. Eles estão em falta no Sistema Único de Saúde (SUS) desde outubro. Mesmo assim, ela conta que teria medo de dar para a filha remédios comprados desta forma.

 

“Antes iria rastrear para sabe tudo certinho, ver de onde veio, quem fabricou. É um risco porque a Anvisa tem essas regras para garantir a segurança dos medicamentos. Se a empresa não cumpre, quem garante que é seguro?”, questiona Adriana.

 

A vice-presidente do Instituto Vidas Raras, Regina Próspero, também questiona a decisão da justiça que obrigou a Anvisa a liberar a importação: “É uma decisão assustadora. Quem nos garante a qualidade desses produtos, se a ANVISA, nosso órgão regulador, que nos garante a qualidade do que consumimos, foi totalmente arremessada no abismo e, o pior, pelo Ministério da Saúde, que a criou para nos proteger? Se esta empresa quer operar no Brasil, porque não segue as regras exigidas pelo próprio governo?”.

 

Ministério da Saúde x farmacêuticas

 

Os três medicamentos já fazem parte da lista de remédios para doenças raras disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS), mas estão em falta desde o ano passado.

 

Recentemente, o Ministério da Saúde classificou o problema como um “imbróglio jurídico”. Isto porque as empresas que venceram os processos de licitação para a compra desses remédios não possuíam as licenças exigidas pela Anvisa, por isso, não poderiam importar a medicação, entre elas a Global Gestão em Saúde.

 

O Ministro da Saúde, Ricardo Barros, chegou a se pronunciar sobre o assunto. Ele declarou que exigir estes registros – dados a apenas um laboratório – pode ser considerado monopólio.

 

"Não concordamos com essa manutenção do monopólio. Vai ter desabastecimento dos remédios se não conseguirmos isso”, afirmou o ministro.

 

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que as compras são realizadas com base na lei de licitações, que determina que o vencedor deve ser o que apresentar o menor preço. De acordo com o ministério, a decisão da Justiça mostra que “as medidas adotadas pela Anvisa prejudicam a concorrência” e que “trata-se de uma disputa por monopólio de mercado. São os mesmos produtos oferecidos por distribuidoras diferentes”.

 

Também em nota, a Global Saúde afirmou que é uma empresa que opera no modelo de Assistência Farmacêutica, modelo de operação baseado em diminuição de custos, com segurança e qualidade:

 

“Neste modelo de negócio, amplamente utilizado por grandes empresas do Brasil, a empresa não é obrigada a ter a AFE (...) A empresa atua com empresas parceiras e/ou controladas que possuem as devidas licenças e estão absolutamente em linha com as autorizações sanitárias”

 

A empresa disse ainda que “está absolutamente dentro das normas e legislação e não sofreu impugnação” já que “o edital não exigia a AFE”.

 

Sobre a DDR, a empresa disse que possui a licença “por meio de distribuidora controlada/parceira. Mesmo assim, o fabricante se recusou a entregar o medicamento para a distribuidora que a Global Saúde controla. Por isso, a Global Saúde ingressou na Justiça. Tanto a 21ª Vara Civil do Tribunal de Justiça do Distrito Federal quanto o Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) já decidiram que a DDR não pode ser exigida e determinaram a imediata emissão da Licença de Importação”.

 

r7

Thinkstock

O padrão de beleza no Ocidente são mulheres altas e magras.

 

No entanto, segundo uma pesquisa realizada no departamento de psicologia da Universidade Nacional Autônoma do México, os homens devem rever essa ideia de querer namorar apenas mulheres magrinhas.

 

O doutor Edgardo Morales e o doutor Filemón Alvarado descobriram que as pessoas que se relacionam amorosamente com mulheres gordas costumam ser muito mais felizes.

 

Ou seja, sorriem mais e resolvem os problemas mais facilmente.

 

Além disso, são as gordinhas que costumam ter gravidezes mais tranquilas.

 

Acha que isso não passa de conversa fiada?

 

Veja o que os voluntários disseram a respeito de um relacionamento com mulheres acima do peso:

 

Não pressionam o parceiro o tempo todo para que fique em forma

 

- Não se importam em sair para comer e sempre fazem pedidos saborosos

 

- Elas são melhores para abraçar

 

- Geralmente cozinham melhor

 

- Costumam ser mulheres mais carinhosas

 

Dizem que o excesso de gordura é falta de saúde.

 

Mas isso nem sempre é verdade.

 

Também ouvimos que as magras são mais bonitas.

 

Mas isso também é relativo.

 

Afinal, há mulheres lindas magras e também há mulheres belíssimas acima do peso.

 

Enfim, o que o estudo nos mostra é que quem tem preconceito com mulheres acima do peso não sabe o que está perdendo…

 

curapelanatureza

Já sabemos que nossas células morrem ao longo da vida e muitas pesquisas se concentram no porquê isso ocorre. Um estudo publicado na "Nature Cell Biology", no entanto, focou em outros questionamentos: o que será que ocorre com os restos mortais de nossas células? Eles estão associados a outras doenças e disfunções do corpo?

 

Pesquisadores associados ao estudo explicam que, quando uma célula morre, normalmente outras células descem para limpar os seus restos mortais. Elas são chamadas de "fagócitos" e têm o papel de aspirar os restos celulares.

 

Há, no entanto, outros processos de morte celular ainda por serem descobertos. Cientistas sabem que a morte de células mais elaboradas, como os neurônios, são um verdadeiro desafio para os fagócitos.

 

Para descobrir outros processos de "limpeza" de restos mortais de células, cientistas estudaram as células específicas de um verme, o C. elegans. Essa célula fornece suporte estrutural durante a formação da cauda. Depois de formada a estrutura, a célula entendeu que cumpriu o seu papel e se autodestroi.

 

Por que as células morrem?

O processo de morte celular é definido como "apoptose" e há dois tipos principais: o natural e o patológico

 

Há as mortes celulares "naturais": para esculpir os dedos das mãos dos fetos, por exemplo, algumas células vão se autodestruindo.

 

As células também morrem por doenças e problemas ambientais - como infecções por vírus e radiação.

 

Fonte: Hemocentro/Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP)

 

Com imagens de alta resolução, cientistas observaram que os restos mortais dessa célula vai ser eliminado de duas maneiras:

 

A parte central vai se enrolando até virar uma espécie de bolinha, que vai ser eliminada por uma célula vizinha. Os extremos da célula são dissolvidos por uma substância específica, a EF-1, um achado importante da pesquisa.

 

De fato, as imagens capturadas pela equipe revelam que o processo começa com a parte central da célula sendo separada de sua extensão. Também os pesquisadores observaram que a limpeza de neurônios mortos ocorrem de forma similar.

 

O achado dos cientistas é importante para processos de imunidade. Algumas doenças autoimunes (quando o sistema imunológico começa a atacar tecidos saudáveis pensando que estão "doentes") estão associadas a esse processo.

 

A hipótese é que quando uma célula morta "vaga" pelo corpo, ela pode chamar a atenção desenfreada do sistema imunológico. Ao estudar maneiras de fazer com quê essas células sejam eliminadas, novos tratamentos para essas condições podem surgir.

 

Exemplos de doenças autoimunes são, por exemplo, o Lupus. Dentre vários sintomas, a doença provoca uma inflamação nos vasos sanguíneos que podem culminar na necessidade de um transplante de rim.

 

G1