• prefeutura-de-barao.jpg
  • roma.png
  • SITE_BANNER.png
  • TV_ASSEMBLEIA.png
  • vamol.jpg

Definir o que causa a endometriose é um dos grandes desafios da ciência. Em todo o mundo, a doença afeta 176 milhões de mulheres, uma em cada dez. Além de ser responsável por fortes dores abdominais, a endometriose está no diagnóstico de 50% das mulheres que não conseguem ter filhos.

 

O que é endometriose?

 

Endométrio é o tecido que se forma ao longo do ciclo menstrual para revestir a parede interna do útero. Quando não acontece a fecundação, a mulher não engravida e este tecido é eliminado pelo organismo em forma de menstruação.

 

Nas mulheres que sofrem com a endometriose, esse tecido aparece em outras partes do organismo. O desafio é explicar como isso acontece.

 

Existem algumas teorias formuladas por pesquisadores, mas, até hoje, nenhuma foi comprovada cientificamente.

 

A médica ginecologista Bárbara Murayama, coordenadora da equipe de ginecologia do Hospital 9 de Julho, explica que uma das mais aceitas é a teoria da menstruação retrógrada. Ao invés do sangue sair pelo útero e ser totalmente eliminado pelo organismo, parte dele sai pelas trompas uterinas e adere a outros órgãos, causando lesões e inflamações.

 

A menstruação retrógrada é comum, mas a maioria das mulheres nem percebe que ela acontece, porque, normalmente, esse tecido que não é eliminado acaba sendo absorvido pelo organismo.

 

“Então, porque isso acontece em umas mulheres e em outras não, a gente não sabe ao certo. Parece haver uma pré-disposição genética, questões imunológicas, endócrinas, que a gente não sabe muito bem”, explica a ginecologista.

 

O que se sabe é que a endometriose tem relação com os hormônios femininos e é uma doença que acontece, principalmente, durante a fase reprodutiva da mulher.

 

Outras teorias sugerem que o problema aconteça na formação do embrião, desta forma, a criança já nasceria com alguns tecidos de endométrio fora do lugar – e estes tecidos seriam estimulados pelos hormônios a partir do primeiro ciclo menstrual. Mas ainda não existem informações concretas sobre esta possibilidade.

 

“O que a gente vem acreditando é que seja uma doença multifatorial, que tenha influência de todos esses fatores e outros que talvez a gente não conheça ainda. É uma doença bastante desconhecida”, afirma Bárbara.

 

Sintomas

Em algumas mulheres a doença é assintomática. Na maioria, o principal sintoma da endometriose é a dor muito forte durante o período menstrual, tão forte que chega a incapacitar para o trabalho ou qualquer outra atividade.

 

Ao longo da vida, esta dor é progressiva, ela aumenta com o passar dos anos. O que na adolescência era uma dor de um dia, chega a afetar a mulher adulta durante vários dias do mês.

 

Ainda é comum que a mulher tenha menstruação irregular, constipação intestinal, náuseas e dor intensa durante a relação sexual.

 

Tratamento da endometriose

 

A causa desconhecida afeta diretamente nas possibilidades de tratamento para a doença.

 

“A gente só vai conseguir ter um remédio, um tratamento bem certinho para a doença, a hora que a gente souber o que causa. Todos os grandes pesquisadores de endometriose no mundo buscam as reais causas para gente poder atacar a doença na base”, explica Bárbara Murayama.

 

Sem um medicamento definitivo, o que os médicos podem fazer é desenvolver, junto com uma equipe multidisciplinar, um tratamento clínico individualizado voltado para o alívio da dor.

 

Em alguns casos, o mais indicado é um tratamento hormonal que pode, ou não, bloquear a menstruação. Isso vai depender do desejo da paciente ter um filho.

 

A cirurgia pode ser feita durante várias vezes ao longo da vida da mulher. Mas, a intenção é que isso aconteça o menor número de vezes possível.

 

“A grande questão hoje é a gente conseguir achar o momento perfeito para conseguir fazer uma única cirurgia ao longo da vida desta paciente que tem uma doença crônica e que vai começar, provavelmente, na adolescência e vai durar até a menopausa. O que a gente vê são pacientes com cinco, até seis cirurgias, múltiplas cirurgias, mutiladas. O momento para se operar vai depender da quantidade de lesões, do grau da doença, do desejo gestacional, da idade da paciente, da reserva ovariana, de tudo isso para a gente poder definir em conjunto com a paciente e com a equipe multiprofissional, qual é o melhor momento”, defende a ginecologista.

 

Muitos fatores podem impedir um casal de ter filhos. Em 35% dos casos, essa causa é masculina e não está relacionada à saúde da mulher.

 

Em outros 35% dos casos, a causa está ligada à problemas das tubas uterinas, também chamadas de trompas de Falópio – os tubos que transportam o óvulo do ovário para o útero.

 

A endometriose é uma doença que afeta a tuba uterina porque pode levar ao surgimento de lesões ou obstrução na tuba – o que pode impedir o óvulo de ser fecundado e chegar ao útero.

 

Em 15% dos relatos de infertilidade, a causa é ovulatória. Estes casos também podem estar ligados à endometriose, já que a doença pode afetar os ovários e comprometer o estoque de óvulos da mulher.

 

Sendo assim, 50% das causas de infertilidade feminina podem ter origem na endometriose.

 

A médica ginecologista Marisa Samama, professora do programa de pós-graduação em reprodução assistida do Instituto São Paulo de Medicina Reprodutiva, explica que a mulher com endometriose pode engravidar depois de fazer um tratamento para controlar a doença.

 

A paciente deve deixar claro para o médico que pretende engravidar. Desta forma, o principal objetivo do tratamento vai ser restaurar a capacidade do aparelho reprodutivo. Uma das indicações é a cirurgia.

 

De acordo com a médica, “com o tratamento cirúrgico a gente pode desfazer as aderências que comprometeram a tuba uterina, tirar o cisto de endometriose que pode ter se formado dentro do ovário, consertar a tuba uterina, fazer cirurgias na cavidade uterina para tirar miomas, pólipos, e avaliar a condição de gestação natural”.

 

Se a paciente não puder engravidar sozinha, as técnicas de reprodução assistida podem ser utilizadas.

 

“Se a mulher tem comprometimento de uma das tubas, mas tem a outra tuba uterina boa, o médico pode lançar mão de uma inseminação intrauterina. Se as duas tubas estiverem comprometidas e se o estoque de óvulos está muito baixinho, pode-se usar a técnica de fertilização in vitro, onde o médico vai estimular esses ovários para a produção de óvulos que serão coletados no dia fértil, fecundados no laboratório e colocados no útero”, detalha Marisa.

 

R7

menopausaA Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) define menopausa como a data da última menstruação, quando os ovários deixam de fabricar o principal hormônio feminino, chamado estrógeno. Trata-se de um diagnóstico retrospectivo, ou seja, uma mulher está em menopausa após 1 ano sem menstruar. Antes disso, existe o período chamado de perimenopausa ou climatério.

 

Cerca de 70% das mulheres atingem a menopausa espontânea ao redor dos 50 anos, mas os sintomas podem aparecer antes disto, por volta dos 40 anos. Esta é a menopausa precoce. Ela acontece principalmente em mulheres com mãe ou irmãs que passaram pelo mesmo problema, mas também pode surgir devido a fatores como fumo, retirada do útero e dos ovários e uso de tratamentos como radioterapia e quimioterapia. Nestes casos, a terapia de reposição hormonal é o mais indicado, feito através do uso de medicamentos à base do hormônio estrogênio, responsável por regular o ciclo menstrual e prevenir complicações como osteoporose e doenças cardíacas, que são mais frequentes em mulheres com menopausa precoce.

 

De acordo com a médica endocrinologista e metabologista da SBEM Tassiane Alvarenga, o climatério pode ser acompanhado de sintomas como ondas de calor, insônia, depressão, variação de humor, falta de memória, ressecamento vaginal, ganho de peso e diminuição da libido. "Com o tempo, as mulheres também começam a perder, com maior rapidez, o cálcio dos ossos, além de se tornarem mais sujeitas a doenças do coração e doenças degenerativas do sistema nervoso, como o Mal de Alzheimer", explica a médica.

 

O tratamento pode ser feito com reposição hormonal, mas não necessariamente. A endocrinologista destaca que "o tratamento deve ser individualizado e de acordo com a sintomatologia de cada mulher". A SBEM indica a reposição quando o principal objetivo for aliviar os sintomas da menopausa, preservar a saúde dos ossos e da pele, melhorar o bem-estar geral e a sexualidade da mulher.

 

A própria Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia aponta algumas contra-indicações ao tratamento hormonal. Entre elas, estão a presença de tumores que dependam de estrogênios, como os de mama e endométrio, tromboembolismo agudo (obstrução de um vaso sanguíneo por um coágulo) ou tendência para a trombofilia, lesões do endométrio e doenças do fígado.

 

Muitas mulheres evitam o tratamento por medo de engordar. A vida depois da menopausa está associada a um aumento de casos de obesidade. Entre as mulheres que passam por esta fase, 44% estão acima do peso e 23% são obesas. Mas existem muitos fatores que contribuem para o ganho de peso. Entre eles, a diminuição da velocidade do metabolismo, sedentarismo e aumento da ingestão de comida.

 

A endocrinologista Tassiane Alvarenga destaca que o tratamento em si não engorda, o que acontece é que alguns tipos de progesterona usados podem levar à retenção de líquido. A menopausa muitas vezes é acompanhada de ganho de peso pela redução da velocidade do metabolismo e pelo gasto energético. Ansiedade e as oscilações de humor podem despertar fome e gula, principalmente o desejo de comer doces. Soma-se a isso a falta de ânimo para praticar atividades físicas. "Devemos, também, orientar as mulheres a terem um estilo de vida. mais saudável, sem tabagismo, com alimentação adequada, rica em cálcio e pobre em gorduras, e atividade física regular; pois isto é importantíssimo principalmente nas mulheres após a menopausa", orienta Tassiane.

 

R7

Foto: Nada Frágil - Moda e Beleza

Epilepsia é uma doença que provoca muito preconceito. As crises epiléticas são sinais e sintomas que ocorrem devido a uma descarga excessiva e anormal do cérebro. A convulsão é um tipo de crise. E o que causa essa crise?

 

Metade das pessoas com tumor no cérebro tem epilepsia.

 

Os tumores malignos geralmente aparecem em quem tem mais de 50 anos e as crises epiléticas são menos frequentes. Já os benignos costumam aparecer em crianças e adultos jovens e as crises são as únicas manifestações.

 

Existem também outras causas para a epilepsia: genética, AVC, infecções, lesões no cérebro, febre e sem causa definida. A crise pode se espalhar e se tornar generalizada, levando à perda da consciência e convulsão.

 

O que fazer nessas horas? Os especialistas alertam que é importante esperar a crise passar, afastar objetos que possam machucar e deixar a cabeça de lado. Se ela não passar em cinco minutos, deve-se levar a pessoa ao hospital.

 

G1/Bem Estar

Em 20 anos, entre 1990/1994 e 2010/2014, a taxa anual de aborto nas regiões desenvolvidas caiu significativamente, principalmente em países ricos onde a prática é legalizada – passou de 46 para 27 abortos para cada mil mulheres em idade reprodutiva. O mesmo não ocorreu em países em desenvolvimento: a taxa global se manteve quase estável, passando de 39 para 36 a cada mil mulheres.

 

Os dados são de relatório publicado nesta semana pelo Instituto Guttmacher, organização dos Estados Unidos parceira da Universidade Columbia e da Federação Internacional de Planejamento Familiar (IPPF).

 

Segundo o documento, o maior declínio nas taxas de aborto foi sentido na Europa Oriental, onde o uso efetivo de contraceptivos aumentou drasticamente. Os índices também caíram de forma significativa no Centro da Ásia – as duas regiões fizeram parte do antigo bloco da União Soviética e passaram a ter acesso aos métodos eficazes de prevenção.

 

Abortos ocorrem com a mesma frequência em duas categorias de países: onde o aborto é proibido ou quando é permitido apenas para salvar a vida da mulher - de 37 a 34 casos por mil mulheres, respectivamente.

 

Mulheres com idades entre 20 e 24 anos são as que mais abortam.

 

A maior parte (93%) dos países onde o aborto é proibido ou tem leis restritas à prática estão em desenvolvimento.

 

O contrário também é observado: os países onde o aborto é liberado são desenvolvidos.

 

No entanto, países com a prática legalizada estão impondo cada vez mais restrições de acesso à prática, como Estados Unidos e países da Europa Oriental.

 

Desde 2000, 28 países mudaram suas legislações - quase todos se tornaram mais liberais ao aborto.

 

De todos os abortos feitos no mundo, 55% são considerados seguros; 31% são menos seguros (atendem a pelo menos um critério); 14% são inseguros (não atendem a nenhum critério médico).

 

Em 14 países em desenvolvimento onde o aborto inseguro é prevalente, 40% das mulheres que escolheram tirar o bebê apresentaram complicações que necessitaram de cuidados médicos.

 

Dados regionais

Entre 2000 e 2014, o instituto estimou que 55,9 milhões de abortos foram feitos por ano em todo o mundo. Destes, 49,3 milhões ocorreram em regiões em desenvolvimento e 6,6 milhões em países já desenvolvidos.

 

Os países com os menores índices de aborto são Suíça (5 a cada mil mulheres), Cingapura (7 a cada mil mulheres) e Eslováquia (8 a cada mil mulheres). Na outra ponta, com as maiores taxas, está o Paquistão (50 a cada mil mulheres), Quênia (48 a cada mil mulheres) e Índia (47 a cada mil mulheres).

 

G1