Pesquisas internacionais são muito ricas e uma recente nos impressionou pelo tema. O estudo avaliou pessoas com problemas crônicos de saúde e com graus variados de depressão, que melhoraram seu humor ao praticar exercícios físicos aeróbicos. Nessa publicação no British Journal of Sports Medicine, de fevereiro de 2019 e liderada pelo Dr. Simon Bacon, da Universidade Concordia, em Montreal, Canadá, foram analisadas detalhadamente 24 pesquisas que somaram um total de 4.111 pacientes com doenças crônicas e claros sintomas de depressão.
Os pesquisadores concluíram que os pacientes com problemas médicos há muito tempo, têm duas a três vezes mais risco de desenvolver depressão psicológica do que a população geral sem doenças crônicas. A depressão, nesses pacientes com doenças crônicas, aumenta o risco de morte, aliás, como todos nós sempre ouvimos como “dito popular”. Pacientes que se exercitaram pelo menos duas a três vezes por semana eram mais propensos a ver uma redução nos sintomas de depressão do que as pessoas que não fizeram exercícios aeróbicos. Houve um efeito mais pronunciado quando as pessoas se exercitaram de quatro a cinco vezes por semana.
As atuais diretrizes sobre atividade física recomenda 150 a 300 minutos por semana (ao redor de uma hora por dia) de exercícios aeróbicos de intensidade moderada, para evitar ganho de peso ou para obter uma modesta perda de peso. Os sintomas de depressão diminuíram em uma quantidade semelhante, independentemente das pessoas terem cumprido as diretrizes de atividade de pelo menos 150 minutos por semana. Os programas de exercícios duraram de 4 a 24 semanas e metade deles tinham pelo menos 12 semanas de duração.
Metade dos programas de treino também envolveu pelo menos três sessões por semana. Cada treino durou em média 42 minutos, embora as sessões tenham variado de 20 a 80 minutos. Alguns estudos incluíram apenas exercícios supervisionados em academias, enquanto outros começaram com essa abordagem e, em seguida, fizeram a transição dos pacientes para os exercícios em casa.
Os pesquisadores não conseguiam determinar se algum programa de treinamento específico poderia ser ideal para pacientes com base em seus problemas médicos específicos. Ainda assim, os resultados somam evidências que sugerem que o exercício pode melhorar a saúde mental e minimizar o risco de desenvolver problemas psiquiátricos. O exercício por 30 a 60 minutos, 03 a 04 vezes por semana é a meta, mas as pessoas também se beneficiam de programas de exercícios mais leves, que podem ser mais curtos ou de menor intensidade.
Se as pessoas por alguma razão específica não são capazes de se exercitar na forma aeróbica como caminhar ou correr ou nadar, ainda existem muitas maneiras de ajudar sua saúde mental, combatendo a terrível depressão. Podem-se usar outras opções, como sessões de terapia com um profissional psicólogo ou sessões e utilização de medicamentos com um médico psiquiatra, que pode prescrever medicamentos que podem ajudar a reduzir os sintomas que deterioram a qualidade de vida.
Eu atleta
A obesidade é um problema de saúde pública que vem aumentando em todo o mundo. Entre as causas da doença estão fatores, como genética, doenças endócrinas, excesso de alimentação, falta de atividade física e problemas para dormir. Outra possível causa para o excesso de peso é o horário das refeições, especialmente as realizadas à noite, indica estudo preliminar apresentado neste fim de semana durante a ENDO 2019, uma conferência médica realizada nos Estados Unidos. De acordo com os pesquisadores, indivíduos que jantam tarde têm maior risco de apresentar níveis mais altos de gordura corporal e, consequentemente, maior índice de massa corporal (IMC) – fator de risco para a obesidade.
Há cerca de dez dias, o jornal americano “The New York Times” publicou reportagem a respeito de mais uma ameaça que ronda os idosos: o consumo excessivo de antibióticos. Além de estarem sendo prescritos sem necessidade, seus efeitos colaterais podem ser especialmente perigosos para os mais velhos. Isso acontece, por exemplo, com as fluoroquinolonas, que causam danos às articulações.
Um tratamento inovador contra o câncer de próstata utiliza um recurso da natureza - a porfirina, "prima" da clorofila, de uma bactéria marinha - para matar o tumor. Com ação dirigida ao câncer, ainda evita efeitos colaterais severos, como a incontinência urinária e a impotência sexual.