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cafeO café faz parte da rotina de muitos brasileiros. O Bem Estar já mostrou que ele pode ajudar na prevenção de doenças e também pode ser aliado na perda de peso. Mas quais os efeitos do café no nosso coração e corpo?

"O café em doses usuais não faz mal. Existem vários estudos, como um de 2012, que mostrou que o café não aumenta o risco de doença cardíaca (arritmia, infarto)", explica o cardiologista e consultor do Bem Estar Roberto Kalil.

Já em relação a pressão arterial, a Sociedade Americana de Cardiologia recomenda de três a quatro xícaras de café por dia, não mais que isso. A associação do café com o aumento da pressão vem de estudos feitos com a cafeína, já que ela aumenta a pressão arterial se consumida em exagero.

"Hipertenso pode tomar café, sem exagerar. Dose moderada não tem problema. Agora, se você tomar 10 xícaras por dia, alguns estudos sugerem que você pode sim ter uma alteração na pressão arterial", alerta o cardiologista.


Café: aliado ou um vilão?
Estudos apontam que o café pode reduzir o AVC em mulheres, reduzir em 10% as doenças cardiovasculares (como infarto, morte cardiovascular). Já pesquisas feitas em ratos mostram que ele também protege contra o mal de Parkinson e Alzheimer.

A cafeína é conhecida por seus efeitos estimulantes e geralmente é associada a melhora no estado de alerta, na capacidade de aprendizado e de concentração e no aumento de energia (ou resistência ao esforço físico).

Mas o cafezinho pode fazer mal para as pessoas que tem sensibilidade à cafeína. Pode atrapalhar o sono, atacar a gastrite, ser prejudicial pra quem tem arritmia.

E atenção: o risco maior do café não é para pessoas que consomem com frequência, mas para quem nunca bebe e de uma só vez resolve tomar em grande quantidade. O organismo não está acostumado com as substâncias estimulantes e o café pode causar convulsão, aumento do batimento cardíaco, pressão, infarto.

Quanto consumir?
Tudo depende. A maioria dos estudos é feita com o consumo de três xícaras por dia. Porém, deve ser considerada a individualidade de cada um, além da tolerância e aceitação do café. O ideal, segundo o cardiologista, é moderação. Fica a sugestão: até quatro xícaras por dia tá tudo bem!

 

G1

Foto: Augusto Carlos/TV Globo

 

O Ministério da Saúde informou, nesta quinta-feira, 30, que o Brasil segue com nove casos suspeitos de coronavírus em todo o país. São três casos em São Paulo, dois no Rio Grande do Sul, um no Rio de Janeiro, um em Minas Gerais, um no Ceará, um no Paraná.

Na última divulgação de casos, na quinta, 29, também eram 9 pacientes com a suspeita da infecção. Desde ontem, quatro casos foram descartados e outros quatro foram incluídos no monitoramento. Um paciente do Rio Grande do Sul chegou a ser descartado, mas voltou ao número de casos suspeitos. Ainda não há qualquer confirmação sobre o contágio da doença no país.

O levantamento das notificações de casos suspeitos considera o período entre às 12h de ontem, 29, até as 12h de hoje, 30.

 

Veja

coronvA Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta quinta-feira (30) que os casos do novo coronavírus 2019 n-CoV são uma emergência de saúde pública de interesse internacional. São milhares de infecções na China e em 18 países. Com isso, uma ação coordenada de combate à doença deverá ser traçada entre diferentes autoridades e governos.


Até o momento, a OMS havia usado a denominação "emergência de saúde pública de interesse internacional" apenas em casos raros de epidemias que exigem uma vigorosa resposta internacional, como a gripe suína H1N1 (2009), o zika vírus (2016) e a febre ebola, que devastou parte da população da África Ocidental de 2014 a 2016 e ainda atinge a República democrática do Congo desde 2018.

Na semana passada, nos dias 22 e 23 de janeiro, a comissão especial passou dois dias em discussão e acabou decidindo que "ainda era cedo" para declarar emergência. Com a alta contínua no número de casos, o órgão de saúde ligado à Organização das Nações Unidas (ONU) elevou a avaliação de risco de "moderado" para "elevado" 5 dias depois das reuniões.

 

Nome oficial
A OMS também divulgou o nome oficial da doença causada pelo novo coronavírus: "Doença Respiratória de 2019-nCoV". Até então, são 7.818 casos confirmados pelo mundo, sendo 7.736 na China. São 170 mortes devido à infecção.

Mais cedo, os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos confirmaram que o país registrou o primeiro caso de transmissão interna do novo coronavírus.

De acordo com o CDC, trata-se de uma pessoa que conviveu com uma mulher de Chicago que tinha viajado para Wuhan, na província de Hubei, na China. A maioria das mortes e pessoas infectadas está nesta região, epicentro do surto. O caso registrado nos EUA não é o primeiro do tipo no mundo.

 

G1

Foto: Amanda Paes e Cido Gonçalves/Arte G1

Cientistas norte-americanos trabalham para desenvolver a vacina que poderá barrar o coronavírus que, até o momento, já infectou quase 8 mil pessoas em vários países e matou quase duas centenas de pessoas. Se tudo correr bem, dentro de poucos meses a vacina poderá começar a ser testada.

O laboratório da farmacêutica Inovio, na cidade de San Diego, na Califórnia, é neste momento um dos locais onde a vacina está sendo desenvolvida. Os cientistas da Inovio esperam ter o produto pronto para ser testado em humanos no início do verão e já lhe deram um nome: “INO-4800”.

O fato de as autoridades chinesas terem sido rápidas ao divulgar o código genético do vírus ajudou os cientistas a determinar a origem, as mutações que pode sofrer à medida que o surto se desenvolve e a perceber a melhor forma de proteger a população mundial do contágio.

“Assim que a China forneceu a sequência do DNA do vírus, conseguimos colocá-lo na tecnologia dos nossos computadores e desenvolver o protótipo de uma vacina em apenas três horas”, explicou à BBC Kate Broderick, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento da Inovio.

Caso os testes iniciais sejam bem-sucedidos, serão feitos testes em maior escala, principalmente na China, o que pode ocorrer até o fim deste ano. Se a cronologia prevista pela Inovio se confirmar, esta será a vacina desenvolvida e testada mais rapidamente em um cenário de surto.

Da última vez que um vírus semelhante surgiu, em 2002 – a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) -, a China demorou a partilhar informações com o mundo e, por isso, a epidemia já estava perto do fim quando uma vacina foi desenvolvida.

Como funciona a vacina contra o coronavírus

A equipe responsável pelo desenvolvimento da vacina utiliza uma nova tecnologia de DNA e trabalha com uma empresa de biotecnologia de Pequim.

“As nossas vacinas são inovadoras pois utilizam as sequências de DNA do vírus para atingir partes específicas do agente patogênico”, organismo capaz de produzir doenças infecciosas aos seus hospedeiros, explicou a responsável pela empresa norte-americana.

“Depois, utilizamos as células do próprio paciente como uma fábrica para a vacina, fortalecendo os mecanismos de resposta naturais do corpo”.

O trabalho desse e de outros laboratórios é financiado pela Coligação para Inovações de Preparação para Epidemias (CEPI, na sigla original), uma organização não governamental que apoia o desenvolvimento de vacinas que previnam surtos.

“A nossa missão é garantir que os surtos não sejam uma ameaça para a humanidade”, explicou Melanie Saville, uma das diretoras da organização, que foi criada depois do surto de ébola na África Ocidental.

A Organização Mundial da Saúde (OMS), uma das entidades que participam da procura global por uma vacina que combata o coronavírus, diz que não existem garantias de que qualquer um dos projetos em desenvolvimento seja suficientemente seguro e eficaz para que possa vir a ser utilizado.

“Os especialistas vão considerar vários critérios, incluindo a segurança da vacina, as respostas imunológicas e a disponibilidade dos laboratórios para fabricarem doses suficientes no tempo necessário”, explicou a OMS.

 

Agência Brasil *Emissora pública de televisão de Portugal