O Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi) realizou na manhã desta quinta-feira, (05), treinamento sobre “Assistência de enfermagem ao paciente portador de coagulopatias e uso de hemoderivados no ambiente hospitalar “ para os profissionais de enfermagem que atuam nas unidades hospitalares públicas e privadas de Teresina.

A enfermeira Evoneide Gomes, do Serviço Ambulatorial do Hemopi, foi a ministrante e explicou sobre o objetivo desse encontro. “Sabemos que a maioria das pessoas, incluindo os profissionais de saúde, ainda desconhecem as coagulopatias. Então, neste encontro abordamos quais as coagulopatias são atendidas no Serviço Ambulatorial do Hemopi, como é o preparo da medicação para os pacientes com hemofilia e também como funciona a assistência a esses pacientes. É importante que as unidades hospitalares e os profissionais estejam preparados para fazer o atendimento desses pacientes. Esse curso foi voltado especificamente para os profissionais da enfermagem que atuam na assistência à saúde nos hospitais municipais, estaduais e privados que podem, eventualmente, fazer o atendimento de um paciente hemofílico ou falcêmico, por exemplo”, diz.

A enfermeira Samara Leite, supervisora de Hemovigilância do Hemopi, lembrou que os enfermeiros precisam atuar também como educadores dessas práticas. “Muitas pessoas nem sabem que podem ter uma doença de coagulação, como a hemofilia, até acontecer algo grave, um acidente, por exemplo.

E aqui chamamos atenção para a necessidade do exame pré-analítico, para que haja um resultado preciso desses casos, resultando assim em um diagnóstico e atendimento adequados. É por isso, que os enfermeiros precisam entender essas especificidades relacionadas às coagulopatias”, afirma.

Participaram do encontro Equipes de Enfermagem e das Agências Transfusionais do Hospital Getúlio Vargas (HGV), Hospital Universitário da Universidade Federal do Piauí (HU-UFPI), Hospital Infantil Lucídio Portela (HILP), Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER) e Hospital de Urgência de Teresina (HUT), além de profissionais que atuam na rede privada como a Patrícia Tito, que falou sobre a importância dessa capacitação e como ela pode impactar no atendimento aos pacientes.

“Nós temos um número considerável de pacientes que são atendidos pelo Hemopi, então, essa atualização é muito importante. A nossa unidade é responsável por dar assistência aos pacientes do Plamta, o maior plano de saúde do Estado voltado para os servidores estaduais e seus dependentes”.

A enfermeira Maria Clara Aquino, que atua na Agência Transfusional do Hospital Getúlio Vargas, corrobora com a opinião da colega. “Esses treinamentos são muito importantes para a nossa assistência de enfermagem, assim conseguimos saber qual a melhor conduta a ser seguida quando chegar um paciente com alguma coagulopatias em nosso serviço”.

Educação Permanente

Através da supervisão de Educação Permanente, o Hemopi promove ao longo do ano, capacitações, treinamentos e palestras tanto para os profissionais que atuam no serviço quanto em outras unidades hospitalares que atuam em parceria com o Hemopi.

“Temos um calendário anual de atividades de capacitação profissional voltado para os profissionais de saúde com foco nos temas que são pertinentes ao trabalho que realizamos, porque o Hemopi atua em consonância com diversas outras unidades de saúde. Essas atualizações precisam ser feitas de forma continuada e constante para manter a excelência dos serviços prestados à população”, afirma a supervisora Josélia Reis.

Sesapi

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi), através da Diretoria de Atenção à Saúde Mental (Dasm), lançou a programação oficial para a Campanha Setembro Amarelo de 2024. A iniciativa, que ocorre durante todo o ano, sempre considerando as interseccionalidades e outros aspectos fundamentais, visa a um diálogo aberto sobre saúde mental com a população.

setembroamarelo

Este ano, o tema da campanha é "Setembro Amarelo: se precisar, peça ajuda!" e busca conscientizar a população sobre a importância de pedir auxílio em momentos de dificuldade emocional.

A campanha contará com uma série de atividades ao longo do mês, com o objetivo de aproximar a discussão da comunidade. De acordo com Juliane Alencar, diretora de Atenção à Saúde Mental da Sesapi, a ideia é aproximar as pessoas. "Criamos uma programação que tivesse um pouco mais de aproximação com as pessoas", disse.

As atividades começam no dia 11 de setembro, com uma palestra sobre "Saúde Mental, Espiritualidade e Bem-Estar", seguida de conversas acolhedoras direcionadas aos servidores do Centro Administrativo. No dia 13 de setembro, será realizado o primeiro de uma série de três webinários, com o tema "Gerenciamento do Estresse e Ansiedade". A série continua no dia 20, com uma discussão sobre o "Impacto das Redes Sociais na Saúde Mental", e encerra no dia 27, abordando "Apoio Social e Saúde Mental".

No dia 17 de setembro, será realizado o Circuito Multiprofissional de Saúde, em parceria com o Centro Integrado de Atenção ao Servidor Público do Estado do Piauí (CIASPI), que oferecerá atendimento em diversas áreas de saúde para os servidores e colaboradores da Sesapi. Além disso, a campanha contará com o "Minuto Itinerante", uma série de intervenções em locais estratégicos de Teresina, como a Avenida Marechal Castelo Branco, o Shopping da Cidade e o Terminal Rodoviário de Teresina.

Com essa programação diversificada, a Sesapi espera alcançar um público amplo e promover um ambiente de apoio e acolhimento, reforçando a importância de pedir ajuda quando necessário.

Sesapi

A Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi), por meio da Coordenação de Vigilância Ambiental, realizou capacitação com técnicos da rede municipal de saúde de Piripiri sobre o manejo clínico de casos suspeitos de raiva humana e animal. A ação também será realizada em outras macrorregiões de saúde do estado.

A qualificação dos técnicos, promovida após a confirmação de um caso de raiva humana em um paciente da zona rural de Piripiri, mobilizou médicos e enfermeiros dos hospitais da rede municipal, além de equipes assistenciais de vigilância ambiental e zoonoses, que receberam atualizações sobre o tema.

“A capacitação é uma das medidas adotadas em razão do momento epidemiológico enfrentado, tendo em vista a possibilidade de circulação do vírus da raiva em animais diferentes, assim como pontos diferentes do estado”, pontua Walterlene de Carvalho, coordenadora de Vigilância Ambiental da Sesapi.

Além desta ação, a Sesapi já havia realizado o envio de novas doses da vacina antirrábica para Piripiri no último mês de agosto, para que o município conseguisse antecipar a realização da sua campanha de vacinação de cães e gatos nas zonas urbana e rural ainda em agosto.

O último registro de raiva humana no Piauí tinha sido em 2013, em Pio IX e Parnaíba. Além de adotar uma série de ações para reforçar o enfrentamento e prevenção da doença, a Sesapi reforça a orientação para que a população procure imediatamente o atendimento médico em caso de sintomas suspeitos e incidentes com animais.

Em casos de acidentes com animais silvestres e também com cães e gatos, a assistência médica deve ser procurada o mais rápido possível. Quanto ao ferimento, deve-se lavar abundantemente com água e sabão, o mais rápido possível.

O esquema de profilaxia da raiva humana deve ser prescrito pelo médico ou enfermeiro, que avaliará o caso indicando a aplicação de vacina e/ou soro. Nos casos de agressão por cães e gatos, quando possível, observar o animal por 10 dias para ver se ele manifesta a doença ou morre.

Sesapi

Um estudo conduzido por uma equipe internacional de pesquisadores identificou quatro fatores que podem ser os preditores mais confiáveis de declínio cognitivo em pessoas com Alzheimer.

De acordo com as análises, esses fatores são idade, sexo, ritmos cardíacos irregulares e níveis de atividade diária.

Detalhes do estudo Os pesquisadores começaram com um grupo de 500 pacientes de Alzheimer, acompanhando-os ao longo de dois anos.

A taxa de abandono foi relativamente alta, no entanto, com apenas 169 pacientes ainda envolvidos com o estudo ao final daquele período de dois anos.

A equipe do estudo coletou dados sobre diversos fatores demográficos, de saúde e funcionais, incluindo histórico de dor, depressão e sintomas neuropsiquiátricos.

Todos os participantes apresentaram medidas significativas de declínio cognitivo, embora a variação nos resultados tenha permitido a identificação de algumas relações.

Ser mais velho, do sexo feminino, ter dificuldades com atividades diárias e possuir histórico de fibrilação atrial (irregularidades no ritmo cardíaco) foram apontados pelos pesquisadores como preditores de maiores quedas na capacidade cognitiva.

Esses quatro fatores, avaliados no início do estudo, explicaram cerca de 14% da variação no funcionamento cognitivo dos pacientes durante o último trimestre do período de dois anos de acompanhamento.

Os impactos não afetam apenas os pacientes. Como esperado, a carga sobre os cuidadores aumentou conforme as habilidades cognitivas dos pacientes diminuíram.

Alzheimer é a forma mais comum de demência De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), atualmente, mais de 55 milhões de pessoas têm demência no mundo todo, sendo o Alzheimer a forma mais comum de demência.

Demência é uma síndrome que pode ser causada por uma série de doenças que, com o tempo, destroem células nervosas e danificam o cérebro, geralmente levando à deterioração da função cognitiva (ou seja, a capacidade de processar o pensamento).

Sinais e sintomas Alterações no humor e no comportamento às vezes acontecem antes mesmo de problemas de memória ocorrerem. Os sintomas pioram com o tempo. Eventualmente, a maioria das pessoas com demência precisará de outras pessoas para ajudar com as atividades diárias.

Os primeiros sinais e sintomas são: perda de memória recente perder ou extraviar coisas se perder ao caminhar ou dirigir estar confuso, mesmo em lugares familiares perder a noção do tempo dificuldades em resolver problemas ou tomar decisões problemas para acompanhar conversas ou dificuldade para encontrar palavras dificuldades em executar tarefas familiares julgar mal as distâncias dos objetos visualmente.

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