Durante a primeira edição do Pactos pelo Piauí, um evento realizado pelo Governo do Estado nesta quinta-feira (21) para discutir com prefeitos eleitos e reeleitos o trabalho integrado na promoção das políticas públicas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) apresentou os principais projetos desenvolvidos pelo órgão, que podem ser potencializados por meio de parcerias com os municípios.

Entre as iniciativas, o secretário estadual de Saúde, Antonio Luiz, destacou os programas Piauí Saúde Digital, voltado ao acesso a consultas e exames especializados, com resultados em tempo oportuno e maior resolutividade na assistência à saúde por meio da telemedicina, e a Rede Alyne, que busca reduzir a mortalidade materna, infantil e neonatal, através de uma atenção integral, segura e humanizada para gestantes, bebês e puérperas.

"São programas que vão desenvolver a assistência à saúde em todos os 224 municípios, aumentar a qualidade e resolutividade dos serviços prestados, bem como reduzir gastos para as prefeituras e, acima de tudo, melhorar a qualidade de vida da população e dos serviços que ela necessitar", enfatizou o gestor, que ainda listou outras ações que estão sendo executadas pela Sesapi.

É o caso do Programa de Imunização, que busca o aumento da cobertura vacinal junto aos municípios e a redução da morbimortalidade por doenças imunopreveníveis; do Programa de Prevenção a Doenças e Agravos não Transmissíveis, que trabalha junto com os municípios na redução da mortalidade por doenças crônicas e agravos não transmissíveis, como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares, entre outras.

Ao apresentar o Pacto pelas Crianças do Piauí, a primeira-dama do estado, Isabel Fonteles, destacou os benefícios e resultados da Carretinha da Saúde, uma ação coordenada pela Sesapi, que leva atendimento oftalmológico, odontológico e audiométrico para crianças de 0 a 6 anos de idade, além de promover atualização da caderneta vacinal, fortalecimento da Rede Materno-Infantil e vacinação das crianças.

"São estratégias como essas que dependem da cooperação com os municípios, e que vão nos permitir fazer muito pela saúde do Piauí. Já temos atingido números impressionantes nas linhas de cuidados. Temos a linha do trauma para salvar essas pessoas com acidente de trânsito e vamos evoluir cada vez mais, com um trabalho voltado para o rastreamento de câncer e também as linhas de cuidados de diabetes", concluiu o governador Rafael Fonteles.

Sesapi

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aprovou a inclusão da vacina LC16m8 contra a mpox à lista de insumos de uso emergencial. Este é o segundo imunizante aprovado pela entidade para controle e prevenção da doença, declarada emergência global em agosto.

mpoxvirus

Dados da entidade revelam que, em 2024, foram notificados casos de mpox em pelo menos 80 países, incluindo 19 nações africanas. A República Democrática do Congo, país mais atingido, responde pela maioria de casos suspeitos.

Nas redes sociais, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, destacou que a vacina LC16m8 é a primeira aprovada para uso em crianças menores de 1 ano que vivem em localidades onde se registra surtos de mpox.

“Este é um passo vital para proteger populações vulneráveis, principalmente crianças, à medida em que a mpox continua a se espalhar”, escreveu.

Segundo Tedros, ao longo dos últimos dois meses, metade dos casos suspeitos contabilizados na República Democrática do Congo foram identificados entre menores de 12 anos. “O número total de casos suspeitos ultrapassou 40 mil este ano, com 1,2 mil mortes reportadas”.

No post, o diretor-geral da OMS alertou que os surtos da doença no Burundi e em Uganda estão em plena expansão. A entidade convocou para a próxima sexta-feira (22) uma reunião do comitê de emergência para reavaliar o cenário de mpox no mundo.

Agência Brasil

Foto: © REUTERS/Dado Ruvic/Proibida reprodução

 

O Muvalaplin é um medicamento inovador em fase de desenvolvimento que se mostrou promissor na redução dos níveis de uma forma genética de colesterol conhecido por aumentar significativamente o risco de doenças cardiovasculares, como ataques cardíacos e derrames.

Em estudos clínicos iniciais, o Muvalaplin reduziu os níveis da lipoproteína(a), ou Lp(a), que nada mais é que o colesterol considerado ruim, o LDL, somado a uma proteína chamada “a”.

Essa redução foi de até 86% em pacientes, superando as limitações de tratamentos anteriores, que geralmente envolvem injeções complexas ou não são eficazes para esse tipo específico de colesterol.

Os resultados puderam ser observados após 12 semanas de uso, cerca de três meses de tratamento e foram publicados na revista científica JAMA Network.

O remédio é um inibidor da lipoproteína(a), ou Lp(a), que nada mais é que o colesterol considerado ruim, o LDL, somado a uma proteína chamada “a”. O acúmulo dessa molécula no sangue é um fator de risco para doenças cardíacas por elevar a chance de problemas como a aterosclerose, quando são formadas placas que obstruem o fluxo sanguíneo nas artérias.

Como a medicação funciona? Este medicamento, administrado por via oral, representa uma solução mais acessível e prática para pacientes.

Ele atua inibindo a formação da Lp(a) no organismo, tornando-o um avanço significativo no controle de um fator de risco até então de difícil manejo, especialmente porque dietas e mudanças no estilo de vida têm pouco impacto nos níveis desse tipo de colesterol.

O medicamento foi testado em três doses (10 mg, 60 mg e 240 mg) entre 233 voluntários de 43 centros de pesquisa em diversos países, incluindo no Brasil. Os participantes foram acompanhados entre dezembro de 2022 e novembro de 2023.

Após três meses de tratamento, a dosagem mais baixa levou a uma redução de 47,6% dos níveis de Lp(a).

Já a de 60 mg reduziu em 81,7%, e a dose mais alta, resultou em uma redução de 85,8%.

Além da eficácia, o remédio foi considerado seguro. Os efeitos adversos dos participantes que receberam o medicamento foram semelhantes aos apresentados pelo grupo do placebo.

Catraca Livre

Os sintomas mais comuns de demência incluem perda de memória, confusão mental ou mudanças repentinas de humor. Contudo, estudo da Universidade de Toronto, no Canadá, aponta um sinal mais discreto, porém revelador: a lentidão na fala.

Para investigar essa hipótese, os pesquisadores usaram inteligência artificial para avaliar as habilidades linguísticas de 125 voluntários saudáveis, com idades entre 18 e 90 anos. O experimento mostrou que a velocidade na fala é um indicativo de saúde cerebral mais relevante do que a habilidade de lembrar palavras.

Publicado na revista Aging Neuropsychology and Cognition, o estudo sugere que uma desaceleração no ritmo da fala pode sinalizar mudanças sutis na função cerebral, vinculando-a a uma redução nas capacidades cognitivas.

Segundo o Dr. Jed Meltzer, coautor do estudo, “Testar a velocidade da fala nas avaliações cognitivas padrão pode ajudar os médicos a detectar o declínio mental precocemente e promover o envelhecimento saudável do cérebro.”

Vale ressaltar que, embora as dificuldades para encontrar palavras sejam normais no envelhecimento, elas nem sempre indicam declínio cognitivo.

Outras mudanças na fala que podem indicar demência Este estudo reforça a hipótese de que a demência afeta o discurso, podendo causar:

Dificuldade para encontrar palavras exatas Uso de termos próximos ou substituições (“a coisa de sentar” para “cadeira”) Expressões desconexas ou desordenadas Tratamento e prevenção Embora não haja cura definitiva para a demência, um diagnóstico precoce permite mitigar seus efeitos. Estilo de vida saudável, com alimentação equilibrada, peso adequado e exercícios regulares, têm sido associados à redução do risco de desenvolver demência em estudos recentes.

Catraca Livre