A tecnologia das vacinas de RNA mensageiro (mRNA), usada nos imunizantes contra a Covid-19 durante a pandemia, foi utilizada com sucesso para a reposição de colágeno, com ação antirrugas, a fim de amenizar os efeitos do tempo na pele. A descoberta foi publicada na revista Nature Biomedical Engineering, especializada na cobertura dos avanços das ciências e da medicina.
Pesquisadores americanos e chineses desenvolveram um adesivo de mRNA que tem agulhas microscópicas para estimular as células a produzirem colágeno naturalmente. A diminuição da presença dessa proteína na pele é um dos principais fatores para a formação das marcas de envelhecimento.
O estudo utilizou ratos sem pelo para simular os efeitos da radiação UV na pele humana e a consequente formação de rugas. Para efeito de comparação, os roedores foram divididos em dois grupos de quatro; metade recebeu o tratamento experimental, e a outra, não.
Após 28 dias, o resultado alcançado animou os estudiosos, que verificaram que a pele dos ratos voltou a ter uma aparência mais uniforme, como era antes do início do teste.
Os pesquisadores conseguiram constatar o efeito do novo tratamento já nos primeiros sete dias depois da aplicação do adesivo. Além da diminuição das marcas, a pele dos ratos demonstrou maior elasticidade e firmeza. O experimento foi realizado só em laboratório e em cobaias, mas a técnica estimuladora da produção de colágeno pode ser uma alternativa promissora para recuperar a pele e até para adiar o surgimento das rugas.
O efeito alcançado, porém, não é permanente. Os animais que tiveram a pele estimulada pela luz UV e depois receberam o novo adesivo voltaram a ter rugas uma semana depois que o tratamento foi suspenso.
O Piauí voltou a ficar em estabilidade no número de casos de covid-19, em virtude do represamento de dados em alguns municípios, que só agora foram colocados no sistema.
Alguns municípios só encerraram as notificações de janeiro a setembro de 2022 agora. Isso gerou uma variação negativa, em relação aos últimos 14 dias, de -9%. A média móvel de 7 dias contabilizou 264 casos, contra 224 da semana anterior.
Dos novos casos registrados, 73,3% são referentes ao período de janeiro a setembro de 2022.
Já a variação de óbitos por covid nos últimos 14 dias teve uma queda de 37%.
O represamento impacta também na taxa de transmissibilidade que passou a ser de 0,94. Na semana anterior o índice era de 0,89.
Leitos
O número de pacientes internados em UTIs teve queda e agora chegou a 08. Na semana anterior eram 09 leitos ocupados. A ocupação de leitos clínicos caiu de 15 para 12.
Os casos de COVID seguem se agravando ao redor do mundo e principalmente na China. Na última semana o vasto pais asiático registrou um alarmante e preocupante número de 13 mil novos casos de mortes envolvendo a doença apenas na última semana.
O Centro para o Controle e Prevenção de Doenças da China, que monitora a COVID no país, informou que cerca de 13 mil pessoas morreram em decorrência (direta ou indireta) da doença entre os dias 13 e 19 de janeiro. As autoridades ainda salientaram que boa parte da população chinesa já contraiu ou teve contato com o vírus (estima-se que o percentual seja algo em torno de 80% da população que já foi infectada), o que pode aumentar devido ao fato da China comemorar o Ano Novo Lunar, que é quando muitos locais viajam para outras partes do país para estarem com seus entes.
O comunicado das autoridades que monitoram a doença informaram que 681 pacientes morreram de insuficiência respiratória enquanto que outros 11.977 faleceram de forma direta devido ao vírus. Os números podem ser ainda maiores já que as autoridades não precisaram quantas pessoas morreram devido a doença ainda em suas respectivas casas. Um dos motivos para o novo crescimento da COVID na China se dá por conta da flexibilização das restrições sanitárias (com isso cerca de 60 mil mortes já foram confirmadas entre 08 de dezembro de 2022 e 12 de janeiro de 2023).
Uma das mais importantes tradições do país, o Ano Novo Lunar (ou Festa da Primavera) simboliza não só um período de união familiar como também reforça os votos de boa fortuna para o ano que está começando. Além da China, países como Tailândia, Vietnã, Tibete, Coreia e Japão também celebram a data (que se desenrola por longos 40 dias) que é conhecida como uma das maiores migrações humanas anuais do mundo. O ano de 2023 no calendário lunissolar éo ano de 4721, o ano do coelho.
As gêmeas Elis e Eloá Lima Carneiro, de 1 ano e 7 meses, foram diagnosticadas com a rara síndrome de Hutchinson-Gilford, que causa envelhecimento precoce e afeta o desenvolvimento, esse pode ser o primeiro caso em gêmeas do mundo.
Elas são o primeiro caso da síndrome atendido pela rede pública de saúde de Roraima e segundo o Instituto americano Progeria Research Foundation (PRF), a dupla pode ser o primeiro caso da síndrome em gêmeos no mundo. Atualmente, existem 400 pessoas que vivem com a condição no mundo e que são estudadas pelo Instituto.
Já no Brasil, além de Elis e Eloá, há outros sete casos. O Ministério da Saúde foi questionado sobre os dados da síndrome, mas não deram uma resposta e não há dados públicos disponíveis.
Elis e Eloá nasceram de parto normal em maio de 2021, em Boa Vista. Elas são as filhas caçulas de Elismar Lima Carneiro, de 39 anos, que teve 10 filhos. Já o pai das meninas abandou a família assim que surgiu a suspeita da condição rara – ele sequer registrou as meninas. As gêmeas moram com a mãe e dois irmãos: o estudante de Marketing, Guilherme Lago, de 20 anos, que é o braço direito da mãe nos cuidados com as meninas, e a jovem, Maria Lima, de 14 anos, em apartamento nos fundos do quintal da avó no bairro Asa Branca, na Zona Oeste de Boa Vista. A família sobrevive com o salário de Guilherme, que começou a pouco tempo um trabalho com carteira assinada. A mãe concerta roupas para ajudar na renda.
As gêmeas foram diagnosticadas quando completaram nove meses de vida, no momento as características da progéria começaram a ficarem mais visíveis. O laudo foi dado no dia 28 de dezembro de 2022, no Centro de Referência de Saúde da Mulher, uma unidade pública do governo, onde são acompanhadas pela neuropediatra, Charlote Briglia.
Até chegar no diagnóstico, Elis e Eloá fizeram uma série de exames para descartar outros problemas de saúde. O caso delas chegou a ser tratado como subnutrição, já que o baixo peso é uma das características da síndrome, o que foi descartado mais à frente.
Quando a família recebeu a primeira suspeita que poderia ser progéria, Guilherme buscou as famílias brasileiras que lidam com crianças com a condição e conseguiu contactar o Progeria Research Foundation pela internet. O instituto sem fins lucrativos, está aguardando o material genético das irmãs para estudá-los e confirmar se de fato é o primeiro caso de progéria identificado em Roraima e o único em gêmeas no mundo.
De acordo com a organização americana, a intenção é ajudá-las a obter “tratamentos adequados que comprovadamente proporciona a essas crianças uma vida mais longa e saudável”.
A mãe, Elismar, conta que engravidou em um garimpo ilegal, onde conheceu o pai das meninas, e ficou por lá até os 5 meses de gestação. Elis e Eloá nasceram prematuras, quando a mãe estava completando 7 meses de gestação. “Tive uma gestação de 7 meses. Então, pequenos detalhes como o narizinho, a orelha, eu achava que era por conta da prematuridade. Só com 4 meses que os médicos notaram que tinha alguma síndrome. Elas não estavam ganhando peso, começou a cair os cabelos”, lembra Elismar.
A médica que cuida das gêmeas tem orientado a família a buscar atendimento para prevenir doenças comuns a pessoas mais velhas, tendo em vista que a síndrome acelera o processo de envelhecimento em cerca de sete vezes, em relação à taxa normal. Uma dificuldade da família é manter a frequência das consultas. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça serviços gratuitamente, os hospitais ficam distantes da residência e eles não tem dinheiro para manter essa rotina, já que por conta da doença, as gêmeas não conseguem usar o transporte público devido ao calor e para levá-las, o custo seria em torno de R$200 por mês.
Com isso, amigos da família publicaram um vídeo nas redes sociais contando a história das meninas para pedir ajuda. A mãe afirma que está recebendo auxílio de muitas pessoas desde a postagem do vídeo e que agora, a intenção deles é colocar as meninas como pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).