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Os efeitos negativos da poluição em diversas funções do organismo já são conhecidos há algum tempo. Mas agora pesquisadores na China e no Reino Unido descobriram que a exposição prolongada a determinados poluentes do ar, mesmo que em baixas concentrações, aumenta a probabilidade de desenvolver depressão e ansiedade.

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A conclusão é resultado de um amplo estudo que envolveu 389.185 participantes residentes no Reino Unido. Os resultados foram publicados na terça-feira (31) em um artigo no periódico científico Jama Psychiatry, da Associação Médica Americana. Nenhum dos participantes tinha histórico de depressão nem ansiedade no início do estudo, em 2006. Eles foram acompanhados por quase 11 anos.

Durante o trabalho, cientistas fizeram estimativas da concentração de poluentes, como material particulado, dióxido de nitrogênio e óxido nítrico, e também calcularam qual seria a exposição daquelas pessoas.

"A exposição estimada em longo prazo a múltiplos poluentes atmosféricos foi associada ao aumento do risco de depressão e ansiedade", escreveram os autores. Nesse período, 13.131 participantes tiveram diagnóstico de depressão e 15.835, de ansiedade.

Os pesquisadores também encontraram algumas especificidades, como, por exemplo, o fato de o PM2,5 (material particulado fino) ter sido associado à incidência maior de ansiedade em homens do que em mulheres.

O PM2,5 é emitido por combustíveis fósseis e pode causar uma série de doenças no sistema respiratório.

Indícios de que a poluição do ar pode interferir de maneira significativa na saúde mental já haviam sido publicados no ano passado pela Associação Americana de Psicologia.

Pesquisadores verificaram que adolescentes que viviam em áreas com níveis relativamente altos de ozônio apresentaram aumento significativo nos sintomas depressivos ao longo do tempo.

"Isso realmente ressalta o fato de que mesmo baixos níveis de exposição ao ozônio têm efeitos potencialmente prejudiciais", disse em comunicado a principal autora do artigo, a professora Erika Manczak, da Universidade de Denver.

Ainda assim, cabe ressaltar que a depressão e a ansiedade, em qualquer faixa etária, podem ter diversas causas, como predisposição genética, vivências traumáticas e o momento de vida por qual cada um está passando.

É importante saber identificar os sintomas desses transtornos e buscar ajuda especializada de um psiquiatra ou psicólogo para iniciar o tratamento.

Muitos dos casos não requerem o uso de medicamento, e a pessoa pode voltar a ter qualidade de vida se houver a abordagem clínica correta.

R7

Foto: reprodução

O Ministério da Saúde divulgou esta semana o cronograma para 2023 do Programa Nacional de Vacinação. As ações começam em 27 de fevereiro, com a aplicação de doses de reforço bivalentes contra a covid-19 na população com maior risco de desenvolver formas graves da doença, como idosos acima de 60 anos e pessoas com deficiência.

Também está previsto para abril intensificar a campanha de vacinação contra a influenza, antes da chegada do inverno, quando as temperaturas mais baixas levam ao aumento nos casos de doenças respiratórias. Já em maio, deve ocorrer uma ação de multivacinação contra a poliomielite e o sarampo nas escolas.

As etapas, de acordo com o ministério, foram organizadas de acordo com os estoques de doses existentes, as novas encomendas realizadas pela pasta e os compromissos de entregas assumidos pelos fabricantes de vacinas.

O cronograma foi pactuado com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e pode ser alterado caso o cenário de entregas seja modificado ou tão logo novos laboratórios tenham suas solicitações aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Confira as cinco etapas do cronograma: Etapa 1 - fevereiro

Vacinação contra covid-19 (reforço com a vacina bivalente) Público-alvo:

Pessoas com maior risco de formas graves de covid-19; pessoas com mais de 60 anos; gestantes e puérperas; pacientes imunocomprometidos; pessoas com deficiência; pessoas vivendo em Instituições de Longa Permanência (ILP); povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas; trabalhadores da saúde.

Etapa 2 - março

Intensificação da vacinação contra covid-19 Público alvo:

Toda a população com mais de 12 anos.

Etapa 3 – março

Intensificação da vacinação contra covid-19 entre crianças e adolescentes Público alvo:

Crianças de 6 meses a adolescentes de 17 anos.

Etapa 4 – abril

Vacinação contra Influenza Público-alvo:

Pessoas com mais de 60 anos; adolescentes em medidas socioeducativas; caminhoneiros; crianças de 6 meses a 4 anos; Forças Armadas; forças de segurança e salvamento; gestantes e puérperas; pessoas com deficiência; pessoas com comorbidades; população privada de liberdade; povos indígenas, ribeirinhos e quilombolas; professores; profissionais de transporte coletivo; profissionais portuários; profissionais do Sistema de Privação de Liberdade; trabalhadores da saúde.

Etapa 5 - maio

Multivacinação contra poliomielite e sarampo nas escolas Baixa cobertura

O ministério destacou que o Brasil, apesar de ser considerado um país pioneiro em campanhas de vacinação, vem apresentando retrocessos nesse campo desde 2016. Praticamente todas as coberturas vacinais, segundo a pasta, estão abaixo da meta.

“Diante do cenário de baixas coberturas vacinais, desabastecimento, risco de epidemias de poliomielite e sarampo, além da queda de confiança nas vacinas, o Ministério da Saúde realizou, ao longo do mês de janeiro, uma série de reuniões envolvendo outros ministérios.”

“É importante ressaltar que, para todas as estratégias de vacinação propostas, as ações de comunicação e de comprometimento da sociedade serão essenciais para que as campanhas tenham efeito. A população precisa ser esclarecida sobre a importância da vacinação e os riscos de adoecimento e morte das pessoas não vacinadas.”

Agência Brasil

 

Um artigo publicado na terça-feira (31) no Journal of Alzheimer's Disease mostra que pessoas obesas sofrem neurodegeneração cerebral em níveis semelhantes aos de indivíduos com a doença de Alzheimer.

obesidade

Os achados, afirmam os autores do estudo, sugerem que a perda de peso pode retardar o declínio cognitivo e reduzir o risco de demência com o passar dos anos.

Para o estudo, os cientistas usaram amostras de mais de 1.300 pessoas e fizeram comparações entre obesos e não obesos, e pessoas diagnosticadas com Alzheimer e outras saudáveis.

Dessa forma, eles criaram mapas de atrofia da massa cinzenta do cérebro para cada grupo.

Ao analisar os dados, os pesquisadores constataram, por exemplo, que o afinamento no córtex temporoparietal direito e no córtex pré-frontal esquerdo foi semelhante em indivíduos obesos e naqueles com Alzheimer.

Essa descoberta mostra, segundo os autores, que a obesidade pode causar o mesmo tipo de degeneração encontrado em quem sofre com a doença de Alzheimer. Estudos anteriores já tinham relacionado a obesidade ao Alzheimer, mas do ponto de vista de danos cerebrovasculares e do acúmulo de proteína beta-amiloides no cérebro.

“Nosso estudo fortalece a literatura anterior, que aponta a obesidade como um fator significativo na doença de Alzheimer, e mostra que o afinamento cortical pode ser um dos mecanismos de risco em potencial. Nossos resultados destacam a importância de diminuir o peso em indivíduos obesos e com sobrepeso na meia-idade, para diminuir o risco subsequente de neurodegeneração e demência”, afirma em comunicado Filip Morys, pesquisador do The Neuro (Montreal Neurological Institute-Hospital) da Universidade McGill e primeiro autor da pesquisa.

No Brasil, um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais fez uma previsão de que, até 2023, haverá um recorde de pessoas obesas.

Atualmente, 22% da população brasileira está obesa, taxa que dobrou desde 2006, segundo o Ministério da Saúde. Mas o estudo calcula que, nos próximos sete anos, um terço terá obesidade.

O excesso de peso representa uma série de riscos à saúde, principalmente se permanecer por muitos anos.

Indivíduos obesos têm mais incidência de hipertensão e diabetes e maior chance de desenvolver alguns tipos de câncer.

R7

Foto: Pixabay