O Ministério da Educação (MEC) estuda formas de liberar a abertura de novas vagas e ampliar a oferta de cursos de medicina em instituições de ensino superior em todo o país. A intenção, segundo o diretor de Regulação da Educação Superior da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) do MEC, Marco Aurélio de Oliveira, é que uma proposta seja apresentada para a aprovação do governo no segundo semestre deste ano.

“Não é abrir de forma indiscriminada, mas permitir a ampliação da oferta de vagas de medicina. Hoje têm faculdades com níveis excelentes que não têm mecanismo para aumentar o número de vagas. A ideia seria permitir essa ampliação de forma racional e bem discutida, para que não seja sem controle”, explicou Oliveira.

A abertura de novos cursos está suspensa desde o ano passado, quando o governo do ex-presidente Michel Temer decidiu que era necessário avaliar e adequar a formação médica no Brasil. A medida, ainda em vigor, vale pelo período de cinco anos, e se estende a instituições públicas federais, estaduais e municipais e privadas, que não podem nem ampliar vagas nem criar novos cursos.

“Hoje nós não temos mecanismos para poder aumentar a quantidade de vagas nos cursos de medicina já existentes ou para abrir novas faculdades de medicina. A gente percebe que há demanda em algumas localidades e que isso poderia acontecer”, disse Oliveira.

Mais Médicos

O MEC também estuda rever os mecanismos para a abertura de novos cursos de medicina. Atualmente, a oferta de cursos de medicina é regida pela lei que instituiu o Programa Mais Médicos (Lei nº 12.871/2013). Com a lei o governo passou a definir em quais cidades os cursos deveriam ser abertos e a selecionar, de acordo com parâmetros de qualidade, as instituições que poderiam ofertar as vagas. Cursos de medicina só podem ser abertos mediante chamamento público.

A pasta da Educação em parceria com o Ministério da Saúde reúne dados para avaliar se é necessário revogar a suspensão de abertura de novos cursos e, ainda, se é preciso modificar a lei do Mais Médicos. Oliveira não detalhou que medidas estão sendo discutidas nem quais as modificações legais que a secretaria pretende sugerir. Em maio, o Ministério da Saúde enviou um estudo ao MEC com um panorama de locais onde potencialmente poderiam ser abertos novos cursos.

Setor privado

O principal foco da discussão no MEC, de acordo com o diretor, são as instituições privadas, “até porque as federais têm sua autonomia”, justificou. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), as particulares são responsáveis pela oferta de 65% das vagas de medicina no Brasil.

“Sou favorável que medicina tramite dentro das regras atuais [para os demais cursos], mesmo que com critérios mais rigorosos”, defendeu o diretor presidente da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), Celso Niskier. Segundo ele, cabe ao governo garantir que a oferta cumpra também um critério social de atender as demandas de determinadas regiões.

"O governo pode, a qualquer momento, na análise dos processos que forem solicitados, ter os seus próprios critérios de análise social. Nada impede que o MEC façam um parecer saneador dizendo esses cursos todos fizeram solicitação, mas vamos dar encaminhamento a esses porque entendemos que são áreas prioritárias para a oferta. Não fica impedido que o MEC utilize critérios de necessidade social".

Niskier posiciona-se contrário ao congelamento das vagas, que, segundo ele, pode levar a um apagão da área médica. “Sou contra qualquer tipo de cancelamento ou embarreamento da oferta. Acho que a gente tem que deixar que pessoas ofereçam naturalmente, deixando claro que medicina merece análise diferente dos outros cursos dada a complexidade”, disse.

Oferta

Medicina está entre os cursos mais concorridos e mais procurados pelos estudantes brasileiros. Atualmente, são 289 escolas de medicina distribuídas em todo o território nacional, que ofertam 29.271 vagas, de acordo com o estudo Demografia Médica 2018, do Conselho Federal de Medicina.

Apesar do Brasil já atender a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de ter, pelo menos, um médico para cada 1 mil habitantes - em 2018, eram em média, 2,18 médicos para cada 1 mil - ainda há desigualdade na distribuição dos profissionais no território nacional, o que faz com que muitas pessoas não recebam o atendimento adequado, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.

O diretor de Regulação da Educação Superior da Secretaria de Regulação e Supervisão da Educação Superior (Seres) participou hoje (7) do XII Congresso Brasileiro da Educação Superior Particular, em Belo Horizonte.

 

Agência Brasil

 

 

Interessados em pleitear vagas em instituições públicas de ensino do país devem realizar as inscrições para o Sistema de Seleção Unificada 2019.2 até hoje (7), às 23h59 (horário de Brasília) napágina do SiSU. O candidato pode se inscrever em até duas opções de vagas. O sistema também permanece disponível para quem deseja alterar as escolhas cadastradas.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Educação (MEC) na manhã desta sexta-feira (7), mais de 575 mil pessoas já realizaram a inscrição no processo seletivo O SiSU 2019.2 E, de acordo com balanço por estado divulgado na tarde de ontem, os estados que apresentavam o maior número de candidatos eram o Rio de Janeiro (74.730), Minas Gerais (68.133), Bahia (52.048), São Paulo (48.626) e Maranhão (35.276). Do outro lado do ranking, Roraima tem o menor número de inscritos (1.052).

thum

Como funciona o SiSU 2019

Esta edição oferece 59 mil vagas em 76 instituições de ensino superior espalhadas entre as cinco regiões do país. São 1.731 cursos ofertados no SiSU, que tem apenas uma etapa de inscrição. O candidato deve escolher as opções de vaga por ordem de preferência e informar se concorrerá às oportunidades pela ampla concorrência ou por meio de reserva de vagas.

Com o encerramento da inscrição, os candidatos são selecionados automaticamente, em chamada única, por ordem decrescente de pontuação alcançada nas provas do Enem 2018 (Exame Nacional do Ensino Médio) acrescida de eventuais pesos ou bônus. A classificação acontece no limite das vagas ofertadas em curso, por modalidade de concorrência.

Se a nota do Enem permitir a aprovação em ambas as vagas cadastradas, o estudante será selecionado apenas na primeira opção. Candidatos que são bolsistas do Programa Universidade para Todos também podem se inscrever, mas, em caso de aprovação no SiSU, devem optar pelas bolsas de estudo do Prouni ou pela vaga na universidade pública em que foi aprovado.

 

Agência Educa Mais Brasil

No Brasil, cerca de 56% dos estudantes que ingressaram em uma universidade acabaram desistindo no meio do caminho ou trocaram de curso no decorrer da graduação, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Anísio Teixeira (Inep), com base no Censo de Educação Superior. Os cursos que apresentam maior evasão: Administração (182.591), Direito (128.728), Pedagogia (100.743), Ciências Contábeis (59.002), Enfermagem (43.429), Serviço Social (34.498) e Ciências Contábeis (59.002).

thumbn

Com a aproximação das provas do Enem 2019, muitos estudantes começam a se questionar sobre que área devem seguir para a construção da carreira profissional. Nesse momento, devem ser colocadas em questão fatores além dos sonhos e idealizações para uma futura profissão. Pensar, por exemplo, se você tem aptidão, se sua personalidade se encaixa ou não são pontos que surgem nesse momento. Os testes vocacionais podem oferecer indicações de bons caminhos a serem seguidos com base nos nossos interesses na vida.

Psicólogos, coachs e orientadores são aptos para fazer os testes vocacionais, avaliações com o objetivo de trazer clareza para quem está em busca de qual curso escolher. O objetivo dos testes é analisar o conjunto de características específicas da personalidade para conseguir apontar áreas ou profissões mais adequadas.

Mas, por que somente os testes vocacionais não são suficientes?

Quando você fizer o teste vocacional, talvez saia de lá com sua carreira quase escolhida mas, se isso não ocorrer, é normal. Os profissionais são aptos a te ajudar mas pode ser que algumas perguntas não consigam alcançar o seu perfil – incluindo sonhos, medos, valores, ambições e propósito.

A decisão da escolha do curso envolve muitos fatores: interesses, habilidades, talento, objetivo financeiro, entre outros. É possível, por exemplo, listar alguns pontos importantes da sua personalidade. Coloque tudo que te importa e te move no papel da forma que achar melhor. Assim, você pode visualizar o que deve ser levado em conta. Com isso, faz sentido listar áreas, cursos e profissões que se encaixem com o que você busca.

Agência Educa Mais Brasil