Pode até te soar estranho, mas um estudo realizado pela Universidade de Manchester observou que pessoas que trabalham à noite tem até três vezes mais chances de desenvolverem covid-19 e serem hospitalizadas. A explicação é simples. Segundo os pesquisadores, com horários irregulares, a qualidade do sono não é a mesma e isso prejudica o sistema imunológico e consequentemente sua capacidade de combater infecções.
Estudos anteriores já tinham constatado que trabalhadores noturnos podem ter o ritmo circadiano do sono desequilibrado, aumentando suas chances de desenvolver doenças cardiovasculares, problemas cognitivos, diabetes e obesidade, entre outras condições.
Mas não é só esse o ponto. Os pesquisadores também destacaram que esses trabalhadores do período noturno podem estar mais cansados e, portanto, menos atentos às medidas de prevenção ao coronavírus.
Os cientistas também disseram que esses locais em que há pessoas trabalhando 24 horas podem ter menos tempo para limpeza ou desinfecção.
O estudo de Manchester foi realizado com 6 mil pessoas cadastradas em um banco de dados do Reino Unido. Nesses dados, eles identificaram pessoas que tinham sido testadas para covid-19 entre março e agosto do ano passado.
Ao todo, 498 pessoas tiveram o diagnóstico positivo para a doença. Dessas, 182 trabalhavam em período noturno e 316 não.
Como havia menos trabalhadores noturnos no grupo como um todo, os pesquisadores consideraram que eles tinham uma probabilidade desproporcional de estar no hospital com o vírus.
Então, eles observaram que pacientes hospitalizados que trabalhavam por turnos tinham duas vezes mais probabilidade de ter covid-19 do que alguém que trabalhava normalmente das 9h às 17h, por exemplo.
Já trabalhadores com rotina de trabalho irregular, ou seja, que trabalham à noite apenas alguns dias da semana tinham três vezes mais probabilidade de ter a forma grave da doença.
Os pesquisadores reforçam que os riscos para esses grupos de trabalhadores podem ser reduzidos por regras mais rígidas no local de trabalho ou por vacinação direcionada com base em empregos.
Catraca Livre
Foto: DragonImages/istock
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou, na tarde dessa quarta-feira (5), uma nota em que responde, segundo ela, aos ataques que têm recebido, desde que recusou a importação da vacina anticovid Sputnik V, que seria feita pelo Consórcio do Nordeste.
Os fundadores do laboratório alemão BioNTech, responsável pelo desenvolvimento da vacina comercializada pela Pfizer, acreditam que a pandemia pode durar até meados de 2022, quando esperam que todas as regiões tenham alcançado alto índice de vacinação e imunidade de rebanho.
O programa Covax, que favorece a distribuição equitativa de vacinas, assinou um acordo com a empresa Moderna para adquirir 500 milhões de doses de sua vacina anticovid. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (3), pela Aliança das Vacinas (Gavi).