A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi), através do Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Costa Alvarenga (Lacen), confirma que as variantes Ômicron e Delta estão circulando no Piauí, com a possível predominância da Ômicron. Os exames de sequenciamento genômico para detectar as variantes do Sars-Cov 2 foram feitos no próprio Lacen e validado pelo Ministério da Saúde, através da CGLab.

omicrom

Os técnicos do Laboratório Central analisaram oito amostras de pacientes das cidades de Teresina e Pedro II. Foram identificadas duas linhagens diferentes do Sars-Cov 2 no estado: a variante Delta B.1.617.2/AY e a variante Ômicron B.1.1.529/BA. Das oito amostras, cinco são de Teresina com a Ômicron e três Delta, sendo duas de Teresina e uma de Pedro II.

Segundo o Superintendente de Atenção à Saúde e Municípios, Herlon Guimarães, foram feitos apenas oito sequenciamentos porque era o treinamento da equipe para a utilização do equipamento novo do Lacen. “A partir de agora, já podemos fazer numa quantidade maior. Mas já é sugestivo falar que a variante Ômicron é predominante no Estado”, afirma.

O sequenciamento genômico completo é o teste capaz de determinar com precisão a linhagem do vírus. A variante Ômicron é mais transmissível que a variante Delta, mas aparentemente menos grave que outras ondas, sobretudo por conta da grande cobertura vacinal no Piauí, que possui 77,31% da população totalmente imunizada. O estado ocupa o segundo lugar nacional entre os estados que mais vacinaram e o primeiro lugar no Nordeste.

“É importante destacar que os quadros de covid têm sido leves, mas temos milhares de piauienses com a segunda dose atrasada e outros que não retornaram aos postos de saúde para a dose de reforço", afirma o secretário de Saúde, Florentino Neto. " Se as pessoas não buscarem as vacinas que estão disponíveis nas unidades de saúde, novas variantes vão surgir e casos mais graves vão acontecer", completa.

Segundo ele, nesse cenário de transmissibilidade da ômicron, a importância da vacinação ganha ainda mais sentido. "A variante ômicron está conseguindo contaminar de forma recorrente até mesmo as pessoas que já estão vacinadas. Mas, mesmo que a vacina não nos deixe livres da infecção, a doença em não vacinados tem um impacto muito mais grave”, frisa Florentino.

Sesapi

Os estudos que ajudam no combate ao HIV chegam em uma fase muito importante no mundo e uma tremenda evolução para a saúde da população de uma forma geral. A farmacêutica americana Moderna segue com testes de um imunizante utilizando a tecnologia de RNA mensageiro. A vacina experimental é aplicada nos primeiros pacientes de um ensaio que está conhecido como IAVI G002, o qual está sendo realizado em cooperação com a International AIDS Vaccine Initiative (IAVI), uma instituição de estudos científicos.

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HIV é conhecido mundialmente pela sigla que vem da língua inglesa. Ele é o vírus que provoca a aids, atacando o sistema imunológico, e as defesas do organismo contra doenças. As células mais afetadas são os linfócitos, onde ele altera o DNA da célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Após a sua multiplicação, ele rompe os linfócitos e procura outros para perpetuar a infecção.

Segundo os cientistas e a fabricante, o estudo atual é feito testando a versão inicial da vacina já descoberta em outros estudos e também uma versão de reforço, empregando a tecnologia de RNA mensageiro da Moderna, mesma base de estudo usada para criar uma vacina contra a Covid-19.

“Estamos extremamente empolgados em avançar nessa nova direção no design de vacinas contra o HIV com a plataforma de mRNA da Moderna. A busca por uma vacina contra o HIV tem sido longa e desafiadora, e ter novas ferramentas em termos de imunógenos e plataformas pode ser a chave para progredir rapidamente em direção a uma vacina eficaz e urgentemente necessária”, disse a Moderna através de um comunicado.

As infecções por HIV são entendidas como uma demanda da saúde pública no mundo todo. Diante disso, com o aumento da informação e da busca pelo diagnóstico da doença, em conjunto com a eficácia do tratamento, a epidemia de HIV se tornou gerenciável, fazendo com que as pessoas que carregam o vírus tenham uma vida saudável e normal.

R7

O Estado do Piauí já aplicou a primeira dose das vacinas contra a Covid-19 em 16.957 crianças piauienses entre 5 e 11 anos, os dados são do vacinômetro da Secretaria de Estado da Saúde, de 10h35 desta segunda-feira (31). O número corresponde a 5,12% da população dessa faixa etária.

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Para o secretario Florentino Neto, o avanço da vacinação infantil no estado é uma prioridade assim como a continuidade da imunização da população em geral. “Nós fomos o segundo estado do país a solicitar a aprovação da vacinação para as nossas crianças e estamos levando isso a sério. Mais de 16 mil crianças piauienses já foram imunizadas com a primeira dose das vacinas contra a Covid-19 e queremos que todas tenham acesso a vacina. Dessa forma estaremos protegendo todos os piauienses e dando um passo importante para vencer a pandemia”, colocou o gestor.

O Ministério da Saúde estima que cerca de 332.000 crianças de 5 a 11 anos devem ser vacinadas no Piauí. O Secretário Florentino Neto destaca ainda que o ideal e evoluir a vacinação das crianças o para o mesmo avanço que a população geral atingiu. “Hoje temos 77,04% de nossa população geral completamente imunizada. Queremos que a imunização pediátrica chegue a esse mesmo nível, nossas equipes estão capacitadas e a medida que os imunizantes forem chegando, vamos garantir que os nossos municípios os recebem no menor tempo possível para dar continuidade a campanha de imunização”, coloca Florentino Neto.

Herlon Guimarães, superintendente de Atenção à Saúde e Municípios da Sesapi, aponta que imunizar as crianças leva mais segurança para os piauienses. “Agora teremos as crianças também vacinadas, e isso da mais segurança para todos. A saúde das crianças está sendo protegida e também daqueles que tem um contato direto com elas. Precisamos agora que todos mantenham a busca pela vacina e completem seu ciclo vacinal, além de manter os cuidados e medidas higiênico sanitários, dessa forma estaremos avançando juntos para sair dessa pandemia”, disse o superintendente.

As informações sobre a vacinação no estado estão disponíveis no Vacinômetro e podem ser conferidos através do link. https://datastudio.google.com/reporting/a6dc07e9-4161-4b5a-9f2a-6f9be486e8f9/page/p_xg0ja6cdrc.

Sesapi

Foto: divulgação Paulo Hannessy/sopa images/Sipa USA

Imagine conseguir detectar um tumor maligno por meio de um tipo de bafômetro, parecido com o usado para descobrir se o motorista bebeu. Em vez de passar por longos exames, o paciente assopra durante dez segundos em um aparelho e em dez minutos sai o resultado.

bafometro

Pode parecer coisa de filme ou novela. Mas é a vida real e o Hospital AC Camargo, referência no Brasil no tratamento de câncer, faz parte de um estudo que verifica a efetividade de um aparelho criado em Israel e que está sendo testado no mundo. A princípio, o foco é a detecção de tumores no estômago. De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer), a doença é o terceiro tipo mais frequente entre homens e o quinto entre as mulheres. Na maioria dos casos a descoberta da doença não é precoce.

“O câncer do estômago é uma doença silenciosa, não tem sintomas muito específicos. A pessoa começa a sentir algum desconforto na região abdominal, no estômago, e demora um tempo até ser encaminhado para um exame endoscópico”, explica Emmanuel Dias-Neto, biólogo molecular do Centro Internacional de Pesquisas do A.C. Camargo Cancer Center.

O processo é longo e tem custo alto, uma vez que são necessários profissionais especializados, desde o endoscopista até um patologista oncológico. A maioria das pessoas que passam por uma endoscopia tem problemas leves e os pesquisadores propõem o uso do aparelho para facilitar o diagnóstico e diminuir o custo da saúde, principalmente no SUS (Sistema Único de Saúde). “O conceito é interessante, que é a biopsia gasosa, da respiração. Ele é um avanço da biopsia líquida, em que o sangue é usado para achar alguma doença. Agora, queremos achar algum marcador presente na respiração”, diz o biólogo.

“Em vez de pegar um fragmento de tecido e ver se ele parece morfologicamente um câncer ou não, o que fazemos é pegar uma amostragem de moléculas na respiração e buscar padrões que são característicos de pessoas com câncer ou sem câncer”, acrescenta Dias-Neto.

O aparelho está sendo criado há quatro anos pelo Instituto de Tecnologia de Israel, com o apoio de profissionais na Finlândia, Suécia e Alemanha. O hospital brasileiro está entre os parceiros clínicos do projeto. “Levamos a máquina a campo para ver a capacidade de ela dar o diagnóstico correto”, conta o cientista. O "bafômetro" ficará em São Paulo por pelo menos seis meses e o objetivo do hospital é usar em mais de 300 indivíduos, entre doentes e saudáveis. Os pesquisadores precisam registrar o maior número de perfis para ter a base de comparação.

“Ao soprar no caninho, o ar é aquecido, distribuído por um sistema de bombas internas e é avaliado por três detectores. Essa avaliação vai gerar um espectro de padrões de respiração, como se fosse o perfil de um eletrocardiograma, com uma linha em movimento. Sabemos que cada um dos vales ou picos da linha é fruto da presença de determinadas moléculas”, observa Dias-Neto.

O espectro pronto é colocado em uma nuvem do projeto, servidor digital que pode ser acessado pela internet, e todos os médicos e cientistas podem consultar os modelos de pessoas saudáveis e doentes. Além do Brasil, Chile e na Letônia têm hospitais que estão fazendo o cadastro de perfis na base de dados. A expectativa é que em um ano o estudo já tenha respostas suficientes para pôr o aparelho para funcionar. Viabilidade econômica

Sempre que surgem novidades tecnológicas vem junto a dúvida: é possível termos esse benefício no SUS? Como está em fase experimental, o aparelho não tem custo estipulado. “Mas os valores dos componentes não são assustadores e o processo de realização do teste praticamente não tem custo”, comemora Dias-Neto.

Além disso, a possibilidade de detectar os tumores em estágio inicial torna mais fácil e rápido o tratamento e consequentemente menos oneroso aos serviços de saúde, tanto o público quanto o particular.

“Eu acredito muito na viabilidade da implementação disso. Até pelo próprio interesse que as autoridades de saúde vão ter em permitir o diagnóstico muito mais precoce, além de possibilitar fazer uma varredura em toda a população, já que é barato, rápido e indolor”, completa o pesquisador. Futuro promissor

Além do uso para detecção de tumores no estômago, o hospital brasileiro propôs e lidera outros dois estudos com o uso da máquina durante o tratamento do câncer. É importante lembrar que após cirurgias, quimioterapias, radioterapias e imunoterapias os pacientes seguem rotinas de exames para checar a cura ou não da doença.

“Acreditamos que será fantástico na avaliação após cirurgia e tratamento, porque provavelmente com esse aparelho vai ser possível detectar muito precocemente o retorno da doença ou que está tudo bem”, diz Dias-Neto.

O terceiro ensaio propõe o uso do aparelho antes mesmo da cirurgia, nos chamados tratamentos neoadjuvantes, protocolo mais moderno na busca da cura do câncer usado no AC Camargo. "Ao compararmos o paciente que fez o tratamento prévio à operação com quem não o fez, a sobrevida do primeiro é maior".

Caso o aparelho funcione nessas análises, os médicos vão saber se o tratamento está sendo eficaz ou não e a necessidade de encaminhá-lo para a operação mais rapidamente.

“Pretendemos usar o aparelho para ver se o paciente está respondendo ao tratamento prévio. Essas ações são prova da importância da pesquisa científica, principalmente quando está lado a lado com a clínica, que é o caso do hospital”, ressalta o pesquisador. Diagnóstico de outros tumores

Pode ficar a sensação de que o aparelho é bom, mas será um gasto para detectar um único tipo da doença. Porém, Dias-Neto acredita ser apenas o primeiro passo.

“Detectamos a respiração. Até no projeto há pessoas que confundem, estou detectando pela boca, então é fácil determinar uma doença no estômago. Não é bem por aí, já que o ar está vindo do pulmão. São compostos que as células tumorais liberam no sangue, que é filtrado no pulmão, e esses compostos saem na respiração. Por que estou dizendo isso? Porque muito provavelmente esse aparelho vai servir para câncer de mama, próstata e todos os tumores que imaginarmos”, conclui o biólogo brasileiro.

R7