Em janeiro de 2023, as notificações de dengue caíram 84% e os de chikungunya aumentaram 25% entre os dias 1 e 28. Os resultados dos do monitoramento foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) no dia 1° de fevereiro.
As doenças causadas através da transmissão pelo Aedes aegypti também tiveram redução em comparação ao mesmo período do ano passado. Com relação à dengue, houve a notificação de 1.394 casos em 73 municípios, o que resulta em uma queda de 84,2% em relação a 2022, que registrou 8.808 suspeitas.
Em 2023, 335 casos foram confirmados em 14 cidades. Destes, 10 casos tiveram sinais de alarme. Com os 4.315 casos de 2022, a queda é de 92,2%, segundo o levantamento. Quanto à chikungunya, 528 pacientes apresentaram sintomas e foram notificados à SES. Em 2022, houveram 422 notificações, resultando em um aumento de 25,1 % nos períodos.
As confirmações também tiveram queda. A redução é de 12% nos casos de chikungunya. Os casos estão em sete cidades tocantinenses.
No primeiro mês de 2023 não houve óbito em decorrência das doenças. No ano de 2022, oito pessoas morreram após apresentarem sintomas graves de dengue.
Para combater as doenças, o Ministério da Saúde orienta evitar água parada, esvaziar garrafas, não estocar pneus em áreas descobertas, não acumular água em lajes ou calhas, colocar areia nos vasos de planta e cobrir bem tonéis e caixas d’água são algumas iniciativas básicas para evitar a proliferação do vetor. Todo local de água parada deve ser eliminado, pois é lá que o mosquito transmissor coloca os seus ovos. Além disso, a recomendação é que a população procure a unidade ou serviço de saúde mais próxima de sua residência assim que surgirem os primeiros sintomas.
Determinado a trabalhar em favor da prevenção da gravidez na adolescência, o médico cardiologista Marcus Vinícius Kalume lidera uma intensa campanha nesta Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. Ele foi a Brasília (DF) pedir apoio às autoridades para implementar às ações que visam reduzir o número de gestações adolescentes. “A visita a Brasília foi muito importante. Conversei longamente com o ministro Wellington Dias [Desenvolvimento Social] sobre a preocupação com a incidência de gestação na adolescência”, disse o médico.
“Ele ficou sensibilizado e garantiu que vai nos apoiar em tudo que precisarmos.” A campanha, nesta semana, passa pela educação por meio da divulgação de informações e dados precisos e conscientização. “É importante ter um diálogo franco, aberto e ao mesmo tempo real com as adolescentes que têm vida sexual e não pretendem ser mães”, disse. Métodos Marcus Vinícius ressalta que, ao iniciar a vida sexual, todas as adolescentes devem consultar regularmente um édico.
“A vida muda e os hábitos também, então é preciso que a jovem tenha consciência disso”, afirmou. Para os especialistas, o método mais eficiente é a comisinha ou preservativo. É o único que oferece dupla proteção: protege contra doenças sexualmente transmissíveis, AIDS e da gravidez não planejada. Há, ainda, as opções das pílulas combinadas e da injeção mensal que podem ser usadas na adolescência, desde a primeira menstruação.
O DIU também pode ser usado pelas adolescentes, mas se não tiveram filhos correm risco maior de expulsá-lo. Os médicos, geralmente, são contrários à ligadura de trompas para as adolescentes e a vasectomia para os rapazes. Também costumam rejeitar a minipílula e a injeção trimestral antes dos 16 anos. De acordo com certas religiões, o melhor é associar métodos naturais, como a tabelinha, que leva em conta o período mais fértil do mês conforme a menstruação, o muco cervical e a temperatura basal. Estes são métodos que exigem disciplina e planejamento, o que nem sempre é possível. “O importante é escolher um método, segui-lo, e estar sempre em contato com o médico”, afirmou Marcus Vinícius. “A maternidade é linda, mas tem de ser uma escolha.”
Distribuição Para prevenção da gravidez, o Ministério da Saúde distribui pílula combinada, anticoncepção de emergência, minipílula, anticoncepcional injetável mensal e trimestral, e diafragma, assim como preservativo feminino e masculino. Também há oferta de DIU de cobre nas maternidades públicas. Dados No Brasil, um em cada sete bebês é filho de mãe adolescente.
A cada hora nascem 48 bebês, filhos de mães adolescentes. Os percentuais, de acordo com dados de 2020, aumentam no Nordeste (16,9%) e Norte (21,3%) do país seguidos pelo Centro-Oeste (13,5%), Sudeste (11%) e Sul (10,5%), segundo os do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. Um dado preocupante é o número de bebês com mães de até 14 anos que contabilizou 19.330 nascimentos no ano de 2019, o que significa que a cada 30 minutos, uma menina de 10 a 14 anos torna-se mãe, conforme o Ministério da Saúde (2023). Das gestações que ocorrem na adolescência, 66% são não intencionais, o que significa que sete em cada 10 adolescentes que engravidam sem planejamento e de forma inesperada.
O mundo passa por uma verdadeira revolução nos últimos anos, com uma digitalização cada vez maior, com o avanço tecnológico. Tudo isso foi potencializado com a pandemia, isso tudo também tem impactos negativos, como é o caso da pressão cada vez maior nas empresas e busca por altas metas. Isso se potencializa nos períodos de fim de ano, com muitas frustrações por parte das pessoas.
“O fim de ano representa fim de um ciclo, para o qual muitas pessoas se planejaram e estabeleceram metas. Além disso, se observa que as pessoas ficam muito mais sentimentais e sensíveis nesse período. Isso, em conjunto com questões que vivemos recentemente, podem ser gatilhos para esses problemas de ordem psiquiátrica”, explica Vicente Beraldi Freitas, médico e consultor e gestor em saúde da Moema Assessoria em Medicina e Segurança do Trabalho.
Ele conta que neste ano ainda existiram fatores com as eleições e sua polarização e a Copa do Mundo, com sua euforia, que potencializam os impactos nas pessoas. Com isso, em relação a saúde do trabalhador grande parte dos problemas deixaram de ser de ordem física passando a atingir o psicológico.
"Há 20 anos, o maior número de afastamentos era por conta de acidentes do trabalho, de trajeto ou por problemas ortopédicos. Hoje, a situação se inverteu. Em uma rápida análise, percebemos que na Unidade da Moema 70% são de pacientes com problemas psiquiátricos. Em seguida vêm os problemas ortopédicos", aponta Tatiana Gonçalves, sócia da Moema Medicina do Trabalho. Tatiana Gonçalves acrescenta que nestes 70% entre as doenças que acometem as pessoas se destacam o transtorno de ansiedade, a depressão e a Síndrome de Burnout. Essas doenças e os transtornos que as permeiam correspondem a um conjunto de doenças psiquiátricas, caracterizadas por preocupação excessiva ou constante de que algo negativo vai acontecer.
Quais as principais causas?
Esses problemas podem surgir a partir de grande competitividade no local de trabalho, pressão inadequada ou por ser a atividade exercida muito intensa, sujeita a riscos. Veja algumas das principais causas:
Estresse na atividade profissional que abranja áreas de conflito como competência(s), autonomia, relação com os clientes, realização pessoal e falta de apoio social de colegas e superiores; Fatores organizacionais como a elevada sobrecarga de trabalho, o desalinhamento entre os objetivos da instituição e os valores pessoais dos profissionais e o isolamento social no trabalho. E ainda há fatores de ordem pessoal, entre os quais estão as relações familiares e as amizades.
Como combater
Para combater esses problemas existem caminhos para empresas, um desses passa pela intensificação de ações relacionadas a medicina do trabalho que trabalhem o lado de bem-estar. “Uma alternativa é que as empresas podem fazer grupos para vivenciamentos, onde se aprenda a lidar com situações e pessoas. Além disso, as vezes o que falta nas empresas é um setor para prepara a equipe e acompanhe a situação”, explica Vicente Beraldi Freitas.
Cristine Pereira, gerente de Recursos Humanos da Confirp Contabilidade, conta que tem desenvolvido diversas ações para combater esse problema. “A área de recursos humanos da empresa busca cada vez mais próxima aos colaboradores. Fazendo um acompanhamento desde a contratação. Caso se observe algo que posso direcionar a esse quadro já iniciamos uma ação mais aprofundada”, detalha.
Como estes problemas estão mais frequentes, um caminho é sempre repensar situações que podem originar esses males. Com melhores condições de trabalho e das relações profissionais com diminuição do isolamento.
Pode ser importante um afastamento temporário do local de trabalho da pessoa impactada, a reorganização das suas atividades, um adequado investimento em outros interesses, como no maior convívio com família e amigos, a prática de exercício físico ou de atividades relaxantes.
Pode ainda ser necessário ter ajuda médica, nomeadamente, quando a pessoa tem sintomas como a depressão, crise do pânico, Burnout e ansiedade. A psicoterapia também pode ajudar a compreender melhor as razões que o levaram a situação e a evitar procedimentos semelhantes no futuro.
O Piauí continua em estabilidade no número de casos de covid-19, pela terceira semana consecutiva, mesmo com represamento de dados em alguns municípios, que só agora foram colocados no sistema.
Alguns municípios só encerraram as notificações de janeiro a outubro de 2022 agora. Isso gerou uma variação negativa, em relação aos últimos 14 dias, de -15%. A média móvel de 7 dias contabilizou 225 casos, contra 264 da semana anterior.
Dos novos casos registrados, 80,2% são referentes ao período de janeiro a outubro de 2022.
Já a variação de óbitos por covid nos últimos 14 dias teve uma queda de 60%.
Mesmo com o represamento dos casos, a taxa de transmissibilidade teve uma leve queda e passou a ser de 0,85. Na semana anterior o índice era de 0,94.
Leitos
O número de pacientes internados em UTIs permanece em 09. Na semana anterior também eram 09 leitos ocupados. A ocupação de leitos clínicos caiu de 12 para 10.
A Sesapi reforça para a necessidade de completar o esquema vacinal contra a Covid-19 e, desta forma, evitar o aumento de casos.