O Piauí registrou 3.812 novos casos de HIV/Aids em adultos entre os anos de 2018 e 2022. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi). Só no ano passado foram 533 novos casos diagnosticados. Ao todo, de 1980 até 2022, o estado do Piauí já registrou 8.736 casos de Aids. Com a chegada da folia de momo, a Sesapi inicia a Campanha de Prevenção as Infecções Sexualmente Transmissíveis no período do Carnaval.
O evento acontece nesta terça-feira (14), no pátio da Sesapi, com a presença do rei e rainha do carnaval de Teresina, distribuição de preservativos, e apresentação musical.
Karinna Amorim, coordenadora de IST’s da Sesapi, destaca que as ações de prevenção das infecções sexualmente transmissíveis devem ser algo presente na rotina de todas as pessoas, no entanto, o carnaval se mostra como um período oportuno para a intensificação do trabalho de prevenção e conscientização da população.
“A orientação principal é a disponibilização para a população dos meios de prevenção como os preservativos ou a profilaxia após o relacionamento sem proteção, além dos serviços de testagem, acompanhamento e a difusão de informação e orientações. É essencial garantir que todos tenham o acesso aos serviços em todas as etapas e assim tenham a garantia dos serviços adequados e de qualidade”, explica à coordenadora.
Ainda aproveitando a temática de prevenção, a Sesapi participará de ações voltadas para a prevenção de acidentes de trânsito, importunação sexual e prevenção da gravidez na adolescência.
Outros dados O informe epidemiológico aponta ainda que de 2018 até o ano de 2022, a faixa etária com a maior proporção de casos de Aids é a de 35 a 49 anos de idade, com 32,5% dos casos. No mesmo período, o sexo masculino foi o mais acometido pela infecção com um percentual de 74% dos casos. Teresina, Floriano, Picos, Piripiri e Campo Maior são os cinco municípios piauienses com maior número de notificações de casos de Aids no período de 2018 a 2022.
Cada vez mais populares, apesar de proibidos, no Brasil, os cigarros eletrônicos não têm o fedor dos tradicionais, mas nem por isso são inofensivos. Muito pelo contrário. O uso desses dispositivos pode representar diversos malefícios à saúde. Veja a seguir alguns dele.
Facilita o surgimento de cáries
Uma das descobertas mais recentes relacionada ao consumo de cigarros eletrônicos, ou e-cigaretts, como também são conhecidos, mostrou que o uso do produto aumenta a probabilidade de o indivíduo desenvolver cáries dentárias.
A conclusão foi feita por pesquisadores da universidade de Tufts School of Dental Medicine. De acordo com eles, isso ocorre porque o teor de açúcares e a viscosidade do líquido usados nesses produtos, para produzir o vapor, aderem aos dentes e formam uma espécie de camada.
Essa camada altera o microbioma da boca e facilita a proliferação de bactérias bucais. Não apenas isso, os cientistas concluíram que o vaporizador estimula a incidência de cáries em áreas onde ela, comumente, não ocorreria, como as bordas inferiores dos dentes da frente.
Evali
Evali é a sigla em inglês para lesão pulmonar induzida pelo cigarro eletrônico, uma condição relatada pela primeira vez em 2019, nos Estados Unidos. Há indícios de que as substâncias presentes no líquido dos vapers afetam diretamente o pulmão e ocasionam uma reação inflamatória no órgão.
Entre os sintomas descritos pelos pacientes, estão "sensação de desmaio, dor muito forte no meio peito, pensava que estava infartando." Em um entrevista ao R7 em junho de 2022, o pneumologista Flávio Arbex alertou que a doença é imprevisível, já que não está ligada ao tempo de uso dos cigarros eletrônicos.
"Não é uma questão de tempo, às vezes pode ser a substância. Tem substâncias que a pessoa fuma que estão mais ligadas à Evali, tipo acetato de vitamina E, até o THC [o principal componente da maconha], que muitas pessoas usam. É uma grande armadilha", exemplificou
Câncer
A ilegalidade do cigarro eletrônico em território brasileiro, visto que a comercialização, importação e propaganda do produto é proibida pela Anvisa, abre margem para que ele seja composto por diversas substâncias, até mesmo tóxicas e cancerígenas.
No documento "Cigarros eletrônicos: o que sabemos", a Anvisa listou 21 elementos que estão presentes no vapor dos produtos, dentre eles estão o chumbo, cromo e ferro - apontados como agentes cancerígenos para o pulmão.
Cada vez mais populares, apesar de proibidos, no Brasil, os cigarros eletrônicos não têm o fedor dos tradicionais, mas nem por isso são inofensivos. Muito pelo contrário. O uso desses dispositivos pode representar diversos malefícios à saúde. Veja a seguir alguns deles
Em entrevista à Agência Brasil em agosto de 2022, o cirurgião oncológico e diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni também alertou que essas substâncias podem causar cânceres de pulmão, esôfago, boca, pâncreas, bexiga, entre outros.
"Ele não é inócuo, mas produz uma série de doenças e agravos", advertiu Maltoni.
Arritmia
Em um estudo publicado em setembro de 2022, pesquisadores da Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, descobriram que a exposição aos produtos químicos dos cigarros eletrônicos pode causar quadros de arritmia (batimentos irregulares do coração) e disfunção elétrica cardíaca.
Ao expor modelos animais a líquidos que compõem esses produtos, os cientistas perceberam que os batimentos, antes normais, se tornavam prematuros e pulados.
"O uso de cigarros eletrônicos com certos sabores ou veículos solventes pode interromper a condução elétrica do coração e provocar arritmias", disse o coordenador do estudo, professor Alex Carll, em comunicado.
Vício
Os cigarros eletrônicos foram disseminados como uma possibilidade de as pessoas abandonarem o tabagismo. Porém, ele exerce função contrária.
"O dispositivo eletrônico para fumar foi realmente criado para ser a porta de entrada para o tabagismo" alegou ao R7 a chefe da Divisão de Controle do Tabagismo do Inca (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva), Andréa Reis, em junho de 2022.
Isso ocorre porque os e-cigarettes são vendidos em diversos formatos, aromas e sabores, que mascaram as concentrações de nicotina – substância que induz ao vício – do produto e que, muitas vezes, são muito maiores do que o cigarro convencional.
Por norma, o cigarro tem de ter até uma grama de nicotina. Já os cigarros eletrônicos chegam a ter sete gramas por unidade.
Fumo passivo
Além de ser um malefício ao usuário, o cigarro eletrônico pode ser prejudicial às pessoas ao redor, já que elas podem respirar cargas de metais pesados presentes no vapor do produto, como níquel, arsênio e acetato de vitamina E.
Essas substâncias são extremamente danosas e não se dissipam apenas na fumaça, segundo o pneumologista Flávio Arbex."As substâncias que estão no cigarro eletrônico podem se depositar em superfícies também. Quanto mais fechado o lugar, maior o depósito em objetos e mesas, que a pessoa pode tocar, levar a mão ao olho e isso pode causar complicações", disse ao R7
Apesar de ainda não haver dados conclusivos sobre os danos causados aos fumantes passivos, a melhor forma de prevenção é evitar o contato.
Bronquite e bronquiolite
Quem fuma um cigarro comum, leva, geralmente, de 1 a 5 minutos para terminar o produto. Isso faz com que a pessoa tenha controle do tempo e da quantidade de nicotina consumida no dia. A situação é totalmente diferente com os cigarros eletrônicos, já que eles podem ser usados continuamente.
"Em dez minutos [de uso do cigarro eletrônico], são 30 mg de nicotina, ou seja, o equivalente a um maço e meio de cigarro comum, em um cálculo conservador", relatou o pneumologista Francisco Mazon, ao R7, em 2022.
Além do mais, as cápsulas usadas nos vaporizadores são feitas de um derivado do petróleo. A combinação dessa substância com o alto tempo de uso do produto pode contribuir com a incidência de problemas respiratórios como bronquite e bronquiolite.
O verão é a estação associada às férias e destinos refrescantes como praias, cachoeiras e piscinas. Mas é nessa época que o mergulho é a segunda maior causa de lesão medular segundo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).
Segundo os especialistas, os impactos de um mergulho mal sucedido ou em áreas inadequadas podem causar lesões em todo corpo, desde luxações e torções, até traumatismos cranianos e lesões causadoras de paraplegia e tetraplegia. Além disso, circunstâncias inesperadas, como correntezas, podem causar outras formas de acidentes.
Como acontece
Presença de obstáculos: Em qualquer tipo de ambiente de mergulho, principalmente em águas rasas, pode haver obstáculos, inclusive ocultos. A presença de pedras escorregadias e pontudas e troncos de árvores podem causar acidentes durante saltos, principalmente se não forem vistos pelos banhistas;
Circunstâncias inesperadas: Se o banho é em águas profundas, como no mar e em cachoeiras, é possível que as pessoas passem por situações inesperadas, como redemoinhos, trombas d’água e correntezas, além da possibilidade de encontrar ter um mal estar ou encontrar animais grandes e bravos. Essa situação é ainda mais comum se o banhista for turista, já que pode não conhecer os perigos típicos da região;
Formas arriscadas de saltar: No contexto de descontração é comum que as pessoas tentem fazer acrobacias na hora de saltar para a água. No entanto, elas podem causar lesões pela forma como o indivíduo vai atingir a água. Não é recomendado que indivíduos sem experiência com mergulho realizem saltos de lugares altos, como trampolins;
Pular de pé é arriscado pois o ângulo perpendicular do corpo, quase reto, pode causar fraturas nos pés e pernas, luxações e torções; Pular de cabeça, principalmente em locais rasos, com a presença de obstáculos ocultos, pode causar lesões na coluna, o que pode provocar paraplegia, que ocasiona a perda da função muscular na parte inferior do corpo. Quando o impacto atinge a medula, há possibilidade de ser acometido por uma tetraplegia, quando os movimentos são perdidos do pescoço pra baixo.
Como evitar
Evitar águas turvas, com baixa visibilidade da profundidade e presença de objetos;
Não mergulhar após ingerir bebida alcoólica ou substâncias que afetem o raciocínio; Não correr na borda de piscinas;
Não saltar de locais altos;
Não saltar com cambalhos, de pé, de cabeça ou de costas;
Não empurrar outras pessoas para mergulhar na água;
Não provoque outros a pular, nem pule por ser provocado;
Observar a presença de objetos ou materiais que podem causar acidentes, como pedras e troncos de árvores.
Em janeiro de 2023, as notificações de dengue caíram 84% e os de chikungunya aumentaram 25% entre os dias 1 e 28. Os resultados dos do monitoramento foram divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES) no dia 1° de fevereiro.
As doenças causadas através da transmissão pelo Aedes aegypti também tiveram redução em comparação ao mesmo período do ano passado. Com relação à dengue, houve a notificação de 1.394 casos em 73 municípios, o que resulta em uma queda de 84,2% em relação a 2022, que registrou 8.808 suspeitas.
Em 2023, 335 casos foram confirmados em 14 cidades. Destes, 10 casos tiveram sinais de alarme. Com os 4.315 casos de 2022, a queda é de 92,2%, segundo o levantamento. Quanto à chikungunya, 528 pacientes apresentaram sintomas e foram notificados à SES. Em 2022, houveram 422 notificações, resultando em um aumento de 25,1 % nos períodos.
As confirmações também tiveram queda. A redução é de 12% nos casos de chikungunya. Os casos estão em sete cidades tocantinenses.
No primeiro mês de 2023 não houve óbito em decorrência das doenças. No ano de 2022, oito pessoas morreram após apresentarem sintomas graves de dengue.
Para combater as doenças, o Ministério da Saúde orienta evitar água parada, esvaziar garrafas, não estocar pneus em áreas descobertas, não acumular água em lajes ou calhas, colocar areia nos vasos de planta e cobrir bem tonéis e caixas d’água são algumas iniciativas básicas para evitar a proliferação do vetor. Todo local de água parada deve ser eliminado, pois é lá que o mosquito transmissor coloca os seus ovos. Além disso, a recomendação é que a população procure a unidade ou serviço de saúde mais próxima de sua residência assim que surgirem os primeiros sintomas.