O Ministério da Saúde estendeu até o dia 07 de julho o prazo para que municípios solicitem vagas com coparticipação no programa Mais Médicos, por meio do Sistema de Informação e Gestão da Atenção Básica e-Gestor AB.
De acordo com a pasta, todos os municípios piauienses poderão solicitar novas vagas nessa expansão. Para saber sobre suas vagas os municípios devem acessar o sistema com a senha e o login do gestor municipal.
“Nos foi repassado pelo ministério que a solicitação deve ser feita até o dia 07 de julho. E para a destinação dos profissionais será aplicado o índice de vulnerabilidade social desenvolvido pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) para estabelecer limites do total de equipes que já existem nos municípios para definir o percentual de expansão que podem solicitar”, explica a coordenadora do programa Mais Médicos, na Secretaria de Estado da Saúde, Idivani Braga.
Após os municípios manifestarem o interesse de coparticipação haverá um novo edital para médicos. As vagas são para ampla concorrência e concorrência internacional. No total, somando a bolsa e o benefício de auxílio-moradia e alimentação, a remuneração total do médico pela participação no programa pode chegar a R$ 15 mil, aproximadamente, variando de acordo com o valor definido pelo município no auxílio pecuniário para alimentação e moradia.
Cientistas da Stanford Medicine, nos EUA, descobriram um novo tipo de depressão que, segundo o estudo, afeta 27% dos pacientes. Os pesquisadores estão se referindo ao subtipo recém-identificado como o ‘subtipo cognitivo’.
A descoberta mostrou ainda que os tratamentos medicamentosos com antidepressivos comuns nem sempre são eficazes para esse subtipo da doença. Créditos: kitzcorner/istock
A nova categoria de depressão é diferente dos outros subtipos conhecidos porque é marcada por déficits cognitivos de atenção, memória e autocontrole.
Os testes cognitivos mostraram que esses pacientes têm dificuldade com a capacidade de planejar com antecedência, exibir autocontrole, manter o foco apesar das distrações e suprimir comportamentos inadequados.
Para esses sintomas, muitas vezes, os antidepressivos não funcionam, já que eles visam a serotonina, como Lexapro (escitalopram) ou Zoloft (sertralina). Ensaio com pacientes
A amostra do estudo de 1.008 adultos não medicados que tinham depressão receberam tratamentos comuns de serotonina como Lexapro, Zoloft e Effexor.
Apenas cerca de 38% do novo subconjunto de depressão viu os sintomas entrarem em remissão, em oposição aos quase 48% sem ela. Os pacientes com Zoloft observaram a diferença mais drástica em 35,9% contra 50%.
Os pesquisadores disseram que direcionar essas disfunções cognitivas com antidepressivos menos usados ou outros tratamentos pode aliviar os sintomas e ajudar a restaurar as habilidades sociais e ocupacionais.
O estudo, publicado em 15 de junho no JAMA Network Open, faz parte de um esforço mais amplo de neurocientistas para encontrar tratamentos que visam os biótipos da depressão. Tratamentos em estudo
Em Stanford, os pesquisadores estão estudando outra opção de tratamento para esse tipo de depressão, a guanfacina. O fármaco atinge particularmente o córtex pré-frontal dorsolateral do cérebro – uma área de conhecimento onde os pacientes mostravam uma “atividade significativamente menor”.
Outro tratamento potencial para isso poderia ser a estimulação magnética transcraniana, onde os campos magnéticos estimulam as células nervosas. A terapia cognitivo-comportamental também é uma sugestão dos pesquisadores.
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Yale (EUA) sugere que mulheres que ofereçam a amamentação no peito tendem a apresentar uma melhora na produção de células de insulina no pâncreas e a aumentar a sensibilidade a elas. Os resultados foram apresentados nesta quinta-feira (15) no encontro anual da Sociedade de Endocrinologia, a ENDO 2023, em Illinois.
Para atestar o efeito, os pesquisadores compararam os efeitos metabólicos da amamentação ou do não fornecimento do leite, de modo a entender as mudanças metabólicas da lactação entre as mães.
No experimento, foram utilizados camundongos que recém-pariram, divididos entre os que amamentaram seus filhotes e os que foram separados deles, sem poder oferecer o alimento. A partir disso, os cientistas passaram a comparar os resultados do primeiro grupo logo após o desmame dos filhotes, e do segundo, que não amamentou.
Embora os animais de ambos os grupos tivessem um peso corporal parecido, o grupo que não amamentou apresentou o aumento de um tipo de gordura metabolicamente ativa, parecida com a gordura visceral (do abdômen) humana. Esse tipo de gordura é conhecido pelo aumento do risco de desenvolver diabetes.
Ainda, foi constatado que os camundongos que não amamentaram tinham menor quantidade de células produtoras de insulina no pâncreas, outro fator que predispõe ao quadro, visto que não haverá insulina suficiente na reserva. Além disso, eles também demonstraram maior resistência ao hormônio.
“Muitas vezes se supõe que a amamentação leva a um menor risco de diabetes porque está associada à perda de peso, o que melhora o metabolismo. No entanto, estudos em mulheres mostraram que esse efeito protetor é independente da perda de peso. Nosso estudo em camundongos também corrobora essas descobertas e sugere que o efeito protetor da amamentação pode estar relacionado a efeitos tanto para aumentar as reservas de células produtoras de insulina quanto para diminuir a resistência de todo o corpo aos efeitos da insulina”, alega Julie Hens, pesquisadora principal.
Os casos de diabetes em todo o mundo podem chegar a 1,3 bilhão em 2050, mais do que o dobro dos números de 2021, se não forem implementadas estratégias eficazes, de acordo com novos estudos, que alertam que o racismo estrutural e a desigualdade geográfica estão acelerando uma crise global.
Além disso, espera-se que as taxas padronizadas de diabetes aumentem em todos os países nas próximas três décadas, de acordo com uma série de estudos, com participação da Espanha, publicados nos periódicos científicos The Lancet e The Lancet Diabetes and Endocrinology. Estima-se que o aumento dos casos dessa doença se deva ao crescimento do diabetes tipo 2, que será causado por um aumento na prevalência da obesidade e por mudanças demográficas.
Em 2021, havia 529 milhões de pessoas vivendo com diabetes, e o do tipo 2 era responsável por 90% de toda a prevalência, o que também deverá ser responsável pelo aumento potencial de até 1,3 bilhão de casos até 2050.
“Além disso, o racismo estrutural entre grupos étnicos minoritários e a desigualdade geográfica em países de baixa e média renda (LMICs) estão acelerando o aumento das taxas de diabetes, doenças e mortes em todo o mundo", diz o The Lancet.
As taxas de diabetes entre os grupos de minorias étnicas em países de alta renda, por exemplo, nos Estados Unidos, são uma vez e meia mais altas do que as de seus pares brancos.
Além disso, as taxas de mortalidade da doença em países de baixa e média renda são duas vezes maiores do que nos países de alta renda, diz a série de estudos, da qual o Instituto de Saúde Carlos 3º da Espanha, entre outros, participou.
"O racismo estrutural e a desigualdade geográfica amplificam e exacerbam os determinantes sociais da saúde e afetam os cuidados e o tratamento disponíveis às pessoas com diabetes", observa o The Lancet em editorial.
"Isso se traduz em uma maior prevalência de diabetes tipo 2 e piores resultados clínicos em populações que sofrem racismo e opressão atuais e históricos."
A pandemia de Covid-19 também ampliou a desigualdade no diabetes, e as pessoas com a enfermidade têm 50% mais chances de desenvolver uma infecção grave e duas vezes mais chances de morrer, especialmente se pertencerem a grupos étnicos minoritários.
As estimativas indicam que mais de três quartos dos adultos com diabetes viverão em LMICs até 2045, dos quais menos de um em cada dez receberá atendimento abrangente baseado em diretrizes.
As estimativas mais recentes e abrangentes mostram que a taxa de prevalência global atual é de 6,1%, tornando o diabetes uma das dez principais causas de morte e incapacidade.
Por região, a taxa mais alta é de 9,3%, no norte da África e no Oriente Médio, e a projeção é de que aumente para 16,8% até 2050; na América Latina e no Caribe, estima-se que aumente para 11,3%.
O diabetes foi particularmente evidente em pessoas com 65 anos ou mais em todos os países, com uma taxa de prevalência de mais de 20% para esse grupo demográfico em todo o mundo.
"A rápida taxa de crescimento do diabetes não é apenas alarmante, mas também um desafio para todos os sistemas de saúde do mundo, especialmente porque a doença também aumenta o risco de doença cardíaca isquêmica e derrame", diz Liane Ong, signatária da Universidade de Washington.
O público pode acreditar que o diabetes tipo 2 está simplesmente associado à obesidade, à falta de exercícios ou à má alimentação, mas outros fatores, como genética, barreiras logísticas, sociais e financeiras dentro do sistema estrutural de um país, desempenham um papel importante, especialmente em países de baixa e média renda.
Essas desigualdades afetam o acesso à triagem e ao tratamento e a disponibilidade de serviços de saúde, diz Lauryn Stafford, da mesma universidade.
Outro estudo se concentra em possíveis intervenções e destaca a importância das parcerias equitativas, do desenvolvimento da capacidade e da confiança da comunidade, da mudança do ecossistema e da melhoria do ambiente da prática clínica.
Essas iniciativas permanecem limitadas e, muitas vezes, difíceis de ser financiadas, portanto, "é necessária uma agenda muito mais ampla e ambiciosa para enfrentar séculos de injustiças que seguiram os caminhos desgastados do poder e da colonização", acrescenta o editorial.