sarampoNovo boletim epidemiológico divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério da Saúde mostra que o surto de sarampo já atinge 16 estados brasileiros. Três novos estados apresentaram casos da doença desde a divulgação do boletim anterior. São eles: Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul.

Nos últimos 90 dias foram confirmados 3.339 casos de sarampo. A maioria dos casos confirmados continua em São Paulo, que concentra 97,5% dos registros, seguido pelo Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Maranhão, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Piauí, Rio Grande do Norte, Bahia e Sergipe.


O atual boletim aponta a notificação de 24.011 casos suspeitos, sendo que 17.713 (73,8%) estão em investigação e 2.957 (12,3%) foram descartados. Os casos confirmados, neste último levantamento, representam 89% do total de 2019. Não houve novos registros de óbitos, além dos quatro confirmados anteriormente. Três deles ocorreram em crianças menores de 1 ano de idade e houve um óbito em um indivíduo de 42 anos. Nenhuma das vítimas era vacinada contra a doença

Campanha de vacinação
As crianças são as mais suscetíveis às complicações e óbitos por sarampo. A incidência de casos em menores de 1 ano é 9 vezes maior em relação à população em geral. A segunda faixa etária mais atingida é de 1 a 4 anos. O Ministério da Saúde realizará em 2019 a Campanha Nacional de Vacinação contra a o Sarampo para interromper a circulação do vírus no país.

No período de 7 a 25 de outubro, crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade devem ser vacinas. O dia D – dia de mobilização nacional – acontecerá em 19 de outubro. Já a segunda etapa, de 18 a 30 de novembro, o foco é a população de 20 a 29 anos. O dia D ocorrerá em 30 de novembro.

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tempsecoO tempo seco e as altas temperaturas que tomaram conta do Brasil nos últimos dias, além de incomodarem fisicamente, também podem causar alguns problemas de saúde, principalmente nas vias aéreas.

O pneumologista Elie Siss, do hospital Oswaldo Cruz, afirma que, no calor, as pessoas perdem mais líquido, tanto pela transpiração quanto pela respiração, o que pode resultar em desidratação. Com o ar seco o quadro fica pior.

"A umidade relativa do ar abaixo de 30% causa irritação nas vias aéreas, olho seco, nariz seco, brônquio seco. O aparelho respiritório inflama e, com a inflamação, pode aparecer tosse, bronquioespasmo, bronquite", explica. "Pessoas que têm asma correm mais riscos, pois podem ter crises. As pessoas se esquecem que a asma tem óbitos no brasil, cerca de 3 a 5 mortes por dia".

O otorrinolaringologista Fausto Nakandakari, do Hospital Sírio Libanês, ainda ressalta sintomas como irritação (vermelhidão e coceira) nos olhos, garganta e nariz, além de sangramento nasal, e chama a atenção para um outro problema: a poluição do ar. "Principalmente nas grandes cidades. Com a poluição, a gente tem um aumento das doenças respiratórias agudas, tais como as doenças infecciosas e alérgicas", afirma.

Mudanças bruscas na temperatura também são um problema

Em São Paulo, por exemplo, os termômenos registraram temperaturas acima dos 35 graus nos últimos dias, mas, com a chegada de uma frente fria, devem sofrer uma mudança radical no fim de semana. Isso também é um problema para a saúde.

"Quando a gente fala em queda brusca da temperatura, além das doenças alérgicas, os cuidados maiores são com as doenças infecciosas. Nesse sentido, é bom evitar que pessoas que estejam doentes,espirrem perto, tussam perto. É importante e sempre lavar as mãos e evitar o compartilhamento de copos e talheres", orienta o dr. Fausto Nakandakari.

Como se cuidar?

Dicas como manter uma bacia de água no quarto, utilizar umidificador de ar e beber muita água, por exemplo, realmente funcionam. Mas há outras medidas que podem ajudar. "Aplicar soro fisiológico no nariz e nos olhos e manter sempre a pele hidratada são cuidados importantes, bem como evitar praticar exercícios físicos nos horários mais quentes", diz o pneumologista.

O otorrino Nakandakari afirma que medicamentos, como corticoides nasais e orais, também podem ser utilizados. "Porém, é imprescindível a avaliação de um especialista antes", alerta.

Quando é a hora de procurar um médico?

"A partir do momento em que o paciente tem tosse, chiado, falta de ar, tontura, mal estar e sangramento nasal tem de procurar um pronto socorro", diz dr. Elie Siss.

 

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escleroseA Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (9) um novo tratamento para esclerose múltipla. A cladribina oral é o primeiro tratamento oral de curta duração e eficácia prolongada contra a doença. O medicamento é administrado por no máximo 20 dias e seu efeito dura por quatro anos.

Funciona da seguinte forma: no início do tratamento, o paciente toma a dose recomendada por cinco dias. Um mês depois, repete a dose por mais cinco dias. No ano seguinte, o mesmo esquema é repetido e o efeito se prolonga por cerca de quatro anos. “Os estudos mostram que, em princípio, o paciente não precisa repetir o tratamento por quatro anos, mas pode ser que o efeito dure por um período maior ainda.”, explica o neurologista Jefferson Becker, presidente executivo do Comitê Brasileiro de Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla e Doenças Neuroimunológicas (BCTRIMS).

A maioria dos tratamentos disponíveis atualmente exigem dosagens regulares, contínuas e muitas vezes injetáveis. A forma de administração da cladribina, contribui para a aderência do paciente ao tratamento e permite que ele leve uma vida normal.

O Mavenclad, nome comercial da nova terapia, é indicado para pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente. Isso é, pessoas que têm um surto inicial da doença, se recuperam e depois apresentam novos surtos – o que representa cerca de 85% dos pacientes com a doença.


Mecanismo de ação
A cladribina oral é uma terapia de reconstituição da resposta imune (IRT) que age com ação seletiva sobre os linfócitos B e T. Na esclerose múltipla, os linfócitos B e T (células de defesa) atacam as células do sistema nervoso central e destroem a mielina e o axônio. A cladribina age diretamente sobre esses linfócitos.

“A grande vantagem do medicamento é que ele trata diretamente a doença ao reduzir o número desses linfócitos e, consequentemente, a agressão ao sistema nervoso”, afirma Becker. A cladribina age no DNA desses linfócitos e causa sua morte, sem suprimir o sistema nervoso. “Ela causa a morte apenas dos linfócitos circulantes e não daqueles que estão nos órgãos”, ressalta o neurologista.

Além disso, com o passar do tempo, esses linfócitos voltam a ser produzidos. Quando isso acontece, eles estão menos reativos, ou seja, agridem menos o sistema nervoso. No programa de ensaios clínicos, que totalizou 9.509 pacientes-ano, acompanhados por um período de cinco a oito anos, o medicamento reduziu em 58% a taxa de surto anual, em 33% o risco de progressão de incapacidade confirmada em três meses, diminuiu o número médio de lesões cerebrais e acabou com os surtos em 81% dos pacientes após dois anos de tratamento. Todos esses fatores são critérios importantes ao avaliar a eficácia de um tratamento contra a esclerose múltipla.

As reações adversas mais frequentes foram infecção do trato respiratório superior, cefaleia e linfopenia. As reações adversas graves notificadas no programa clínico incluíram aumento no risco de infecção por herpes zoster e herpes oral e no risco de de câncer. A única contraindicação do tratamento é durante a gestação.

Ele já está aprovado em 68 países, incluindo Estados Unidos, União Europeia, México e Argentina. A expectativa agora é que o Mavenclad esteja disponível no Brasil nos próximos três meses. Ainda não há previsão de preço do tratamento.

Esclerose múltipla
A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica e autoimune do sistema nervoso central. Ela afeta principalmente adultos jovens e é extremamente incapacitante. Estima-se que aproximadamente 2,3 milhões de pessoas no mundo têm EM – 35.000 só no Brasil.

Os sintomas mais comuns são visão turva, dormência ou formigamento dos membros, sensação de membros pesados, dificuldade para caminhar, confusão mental e problemas com força e coordenação. As formas reincidentes de EM são as mais comuns.

 

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A gestão municipal do Prefeito Valdemar Santos e do vice-prefeito Lindon Átila, está colhendo mais um fruto da eficiente equipe que possui, a saúde municipal de São José do Peixe, recebeu nota de “Efetiva“, em avaliação realizada pelo Índice de Efetividade da Gestão Municipal – IEGM, do Tribunal de Contas do Estado do Piauí.

valdemar

 O IEGM é um mecanismo implantando pelo Tribunal de Contas do Estado do Piauí – TCE-PI para avaliar a qualidade dos gastos, políticas e atividades municipais, acompanhando, assim, a evolução das necessidades sociais.

Os dados analisados referem-se ao exercício de 2018.

O IEGM considera sete dimensões da execução do orçamento público: Educação, Saúde, Planejamento, Gestão Fiscal, Meio Ambiente, Cidades Protegidas e Governança em Tecnologia da Informação.

 

Da redação