Você sabe o que acontece com o músculo durante um treinamento de força, como a musculação, por exemplo? De acordo com o estudo recente da Universidade de Basel, na Suíça, as fibras do músculos de resistência diminuem porque são transformadas em fibras de músculos de força.
Isso acontece devido ao fator neurotrófico derivado do cérebro conhecido como BDNF, que é uma proteína produzida pelo próprio músculo e age diretamente na formação dessas fibras.
Ele remodela as sinapses neuromusculares (junção entre os neurônios motores do nosso cérebro e os músculos) e não apenas faz com que os músculos da força se desenvolvam e cresçam (hipertrofia muscular).
Ao mesmo tempo, ele faz com que "o crescimento do músculo de força ocorra em detrimento das fibras de resistência. Mais precisamente, através da liberação do BDNF, os músculos de resistência são transformados em músculos de força", esclarece o autor da pesquisa, Christoph Handschin.
Essa correlação já está sendo levada em consideração no plano de treinamento para esportes de alto desempenho. Principalmente em modalidades esportivas, como o remo, voltadas para força e resistência.
Além dessas descobertas, os resultados publicados no revista científica da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos (PNAS) também fornecem novas idéias sobre a atrofia muscular relacionada à idade. Influência na atrofia muscular
A diminuição da musculatura de resistência já era observada antes depois dos treinos de força e a conclusão da pesquisa oferece uma possível explicação para essa questão.
Além disso, o estudo de acompanhamento mostrou que no músculo sem BDNF, a diminuição dos músculos de resistência relacionado à idade é reduzido.
"Isso também torna os achados interessantes para abordagens de tratamento para atrofia muscular em idosos", aponta Handschin.
Algumas doenças comuns em crianças no passado ressurgiram nos últimos anos, atingindo principalmente adultos. Entre elas, está o sarampo, com mais de 2.300 casos no Brasil nos últimos três meses.
Uma das explicações dos médicos para os casos de sarampo e caxumba no Brasil tem relação com a vacina tríplice viral (contra sarampo, caxumba e rubéola).
Pessoas que nunca tomaram e também nunca tiveram contato com esses vírus podem ser infectadas na idade adulta, assim com aqueles que foram vacinados em um esquema incompleto (não tomaram todas as doses).
"Os adolescentes e adultos jovens de hoje tomaram apenas uma dose depois dos 12 meses, sendo que eram necessárias duas doses para a proteção", explica o médico infectologista Francisco de Oliveira Junior, do Instituto Emílio Ribas. Ele acrescenta que é por isso que o público até 29 anos é foco da campanha de imunização do governo em São Paulo.
O infectologista explica ainda que a circulação dos vírus que causam doenças como sarampo e caxumba reduziu no Brasil nas últimas décadas, mas que continuava no mundo.
"Antigamente, pessoas vacinadas contra o sarampo não ficavam doentes. Contatos periódicos [com os vírus] faziam com que elas não adoecessem. A partir do momento em que deixa de ter contato com o vírus, porque ele não circulava mais, essas pessoas perdem a imunidade ou têm a imunidade enfraquecida."
A reintrodução do vírus do sarampo no Brasil se deu em um momento de crescimento dos casos em nível global, pontua o médico infectologista Carlos Fortaleza, professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho), em Botucatu.
"Os casos de sarampo em todo o mundo mais do que triplicaram. Existe surto de sarampo na Europa, Estados Unidos, Ásia. É uma doença que demora três semanas para se manifestar, o que favorece a transferência de um país para o outro. A epidemia de sarampo em São Paulo está associada ao grande trânsito de pessoas vindas de outros países."
Oliveira Júnior ressalta o fato de as possíveis falhas na vacinação com a tríplice viral refletirem em surtos de caxumba, além do sarampo.
"No caso da caxumba, há outra particularidade. Apesar de ser tríplice viral, a proteção que ela [vacina] dá para cada uma dessas doenças não é idêntica. A eficácia do componente da caxumba é um pouco menor do que a eficácia contra o vírus do sarampo, embora a caxumba seja menos transmissível que o sarampo."
Diante dos surtos de determinadas doenças infecciosas em todo o mundo, os médicos passam a rever orientações antigas, como a necessidade de reforços das doses para determinadas vacinas.
"Nos últimos anos, em que as pessoas deixaram de ter contato natural com o vírus do sarampo, talvez seja necessário que recebam a vacina com determinados intervalos, como é feito com a vacina do tétano", acrescenta o infectologista do Emílio Ribas.
Ele ressalta que a vacina contra a coqueluche, difteria e tétano é tomada quando criança (nessa faixa etária é oferecida pela rede pública), mas poucas pessoas repetem as doses a cada dez anos, como deve ser feito.
Atualmente, o SUS (Sistema Único de Saúde) oferece gratuitamente a imunização para adultos apenas contra difteria e tétano. A chamada tríplice bacteriana, que inclui a coqueluche, para adultos, é encontrada na rede privada.
Em 2016, o Ministério da Saúde registrou 1.314 casos de coqueluche, caracterizada por uma tosse seca, de longa duração. A doença é preocupante em bebês até 12 meses, mas pode ter complicações em adolescentes e adultos.
Segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), 33% dos indivíduos adultos apresentaram perda de peso, 6% desmaios e 4% fraturas de costela.
O médico do Emílio Ribas afirma ter havido surtos recentes de difteria em países da Europa e na Rússia que atingiram adultos.
"A difteria era tida como uma doença comum em crianças, que não eram vacinadas quando bebês. Mas essa vacina precisa ser repetida a cada dez anos. [...] Ainda existe uma percepção falsa de que a vacina precisa ser dada apenas para criança."
O Ministério da Saúde informou nesta quarta-feira (28) que nos últimos 90 dias, entre 2 de junho e 24 de agosto, 2.331 casos de sarampo foram confirmados em 13 estados. Em São Paulo, a Secretaria Estadual da Saúde anunciou nesta tarde a primeira morte provocada pelo sarampo na cidade e no estado de São Paulo desde o início do surto da doença neste ano. Segundo a secretaria, é a primeira morte no estado desde 1997.
Nesse período de 90 dias, foram notificados 14.480 casos suspeitos no Brasil. Destes, 2.331 foram confirmados (16%), 10.855 estão em investigação (75%) e 1.294 foram descartados (9%).
Casos por estados São Paulo - 2.299 casos Rio de Janeiro - 12 Pernambuco - 5 Santa Catarina - 4 Distrito Federal - 3 Bahia - 1 Paraná - 1 Maranhão - 1 Rio Grande do Norte - 1 Espírito Santo - 1 Sergipe - 1 Goiás - 1 Piauí - 1
O sarampo é uma doença extremamente contagiosa causada por um vírus do gênero Morbillivirus, da família Paramyxoviridae. A transmissão pode ocorrer por meio da fala, tosse e/ou espirro. O quadro de infecção pode ser grave, com complicações principalmente em crianças desnutridas ou com sistema imunológico debilitado.
O Ministério da Saúde diz que, nos primeiros meses de 2019, conseguiu interromper a circulação do vírus no norte do Brasil. Mas casos importados de Israel, Malta e Noruega iniciaram uma nova cadeia de transmissão no Brasil. Por isso o governo considera como "transmissão ativa" os casos relacionados aos surto que começou em junho.
Surto no Brasil Antes considerado um país livre do sarampo, o Brasil perdeu o certificado de eliminação da doença concedido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) em fevereiro deste ano, após registrar mais de 10 mil casos em 2018. O surto aconteceu principalmente nos estados de Amazonas e Roraima.
Durante as décadas de 1970 e 80, o sarampo ainda era umas das principais causas de mortalidade infantil no Brasil. Até que, a partir de 1999, o país não registrou mais mortes pela doença, o que só voltou a ocorrer em 2018.
Cerca de 10% dos brasileiros têm incontinência urinária e ela atinge pessoas de todas as idades. Durante a atividade física pode ocorrer a incontinência urinária de esforço, muito comum entre as mulheres.
Corridas longas e exercícios repetitivos com saltos são os mais comuns de ocorrer o escape de xixi.
E infelizmente muitas mulheres desistem da atividade física por causa desse xixi. O preparador físico Márcio Atalla explica que é preciso adaptar os treinos: diminuir os exercícios de alto impacto, fazer um tratamento de fortalecimento do CORE e orientar a pessoa a procurar um médico e fisioterapeuta.
Veja outras dicas:
Não deixe de tomar líquido Faça xixi antes do treino Não desista da atividade física Procure orientação médica Faça fortalecimento muscular
Causas O escape pode acontecer em qualquer idade. Alguns fatores de risco aumentam a chance: mudanças hormonais, consequências de partos e gestações, menopausa, sobrepeso/obesidade, idade.
Algumas mudanças de hábitos no estilo de vida podem ajudar a prevenir a perda de urina. Isso inclui o controle de ingestão de líquidos, programação para urinar, treinamento da bexiga e programação de intervalo de micções, perda de peso, parar de fumar, controlar hipertensão e diabetes.
O tratamento pode ser feito através de fisioterapia, cones vaginais, estimulação elétrica, cirurgia ou toxina botulínica.