O Centro de Testagem e Aconselhamento – CTA, realizou na manhã desta sexta-feira (18), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, uma ação que busca prevenir e combater os casos de sífilis, uma doença sexualmente transmissível (IST) e curável, mediante tratamento adequado. O vice-prefeito Antônio Reis esteve presente no evento.
Cerca de 300 testes gratuitos estão sendo oferecidos durante a ação “Sífilis Não”, que recebeu os visitantes logo cedo com um belíssimo café da manhã.
A coordenadora do CTA, Hérica Amarante, disse que a ação busca sensibilizar a população e incentivar a testagem, principalmente em mulheres grávidas. “A intenção é compartilhar informações e atrair o maior número de pessoas para a realização do teste que traz o diagnóstico da doença”, finalizou.
Essa semana, em que foi comemorado o Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) divulgou um novo relatório dedicado à saúde alimentar e à nutrição das crianças em todo o mundo. O documento Situação Mundial da Infância 2019: Crianças, alimentação e nutrição traz dados preocupantes, como por exemplo, que há 250 milhões de crianças sofrendo de desnutrição ou sobrepeso no mundo.
Dados de 2018 do Unicef mostram que 149 milhões de crianças menores de 5 anos sofrem de déficit de crescimento ou estão muito baixas para a idade. E 50 milhões delas estão com baixo peso para a sua altura.
Além disso, metade das crianças com menos de 5 anos (340 milhões) sofrem de fome oculta, caracterizada pela falta de nutrientes essenciais, como vitamina A e ferro, o que prejudica a capacidade de crescerem e desenvolverem todo o seu potencial. O levantamento também aponta que 40 milhões delas estão obesas ou com sobrepeso.
Atualmente, a má alimentação é o principal fator de risco para doenças. Uma dieta pobre em nutrientes mas alta em calorias é a realidade de milhões de pessoas em todo o mundo e afeta, principalmente, as populações mais pobres. De acordo com as Nações Unidas, é preciso que as crianças tenham acesso a alimentos nutritivos, seguros, acessíveis e sustentáveis.
Dados Mundiais
Entre 2000 e 2016, a proporção de crianças de 5 a 19 anos com excesso de peso aumentou de 10% para quase 20%. O sobrepeso pode levar ao aparecimento precoce de diabetes tipo 2 e depressão.
O número de crianças com crescimento atrofiado diminuiu em todas as regiões, exceto na África, enquanto o número de crianças com excesso de peso aumentou em todas as regiões, incluindo a África.
Nas áreas rurais e entre as famílias mais pobres, apenas uma em cada 5 crianças de até 2 anos de idade recebe o mínimo de nutrientes para um desenvolvimento cerebral adequado. Cerca de 45% das crianças entre 6 meses e 2 anos não consomem frutas ou legumes e 60% não consomem ovos, leite, peixe ou carne.
Apenas 40% das crianças com menos de 6 meses são alimentadas exclusivamente com leite materno. A amamentação pode salvar a vida de 820 mil crianças por ano ao redor do planeta.
Um número crescente de bebês é alimentado com fórmulas infantis. As vendas de fórmula à base de leite cresceram 72% entre 2008 e 2013 em países de renda média-alta, como Brasil, China e Turquia, em grande parte devido a propagandas inadequadas e políticas ineficientes para estimular e apoiar a amamentação.
Muitos adolescentes consomem regularmente alimentos processados: 42% bebem refrigerante pelo menos uma vez por dia e 46% consomem fast food pelo menos uma vez por semana. Essas taxas sobem para 62% e 49%, respectivamente, para adolescentes em países de renda alta.
Brasil
De acordo com o Unicef, o Brasil reduziu a taxa de desnutrição crônica entre menores de 5 anos de 19%, em 1990, para 7%, em 2006. No entanto, ainda é um sério problema para indígenas, quilombolas e ribeirinhos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2018, a prevalência de desnutrição crônica entre crianças indígenas menores de 5 anos era de 28,6%. Os números variam entre etnias, alcançando 79,3% das crianças ianomâmis.
No Brasil, o consumo de alimentos ultraprocessados (com baixo valor nutricional e ricos em gorduras, sódio e açúcares) vem crescendo, assim como as taxas de sobrepeso e obesidade. Uma em cada três crianças de 5 a 9 anos possui excesso de peso. Entre os adolescentes, 17% estão com sobrepeso e 8,4% são obesos.
Na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de crianças menores de 5 anos têm desnutrição crônica (baixo crescimento para a idade), 0,7 milhão têm desnutrição aguda (baixo peso para a altura) e 4 milhões têm excesso de peso, incluindo obesidade.
A deficiência de cálcio e magnésio pode causar insônia, um problema de grande relevância que pode vir a provocar muitos acidentes de trânsito devido ao cansaço e ao baixo nível de atenção.
Assim como revelado em vários estudos clínicos, a deficiência de cálcio e magnésio pode causar insônia. Nossa dieta, cada vez mais deficitária devido à falta de qualidade dos alimentos e aos nossos hábitos de vida, afeta de forma direta o nosso descanso noturno.
Levar isso em consideração e satisfazer as necessidades nutricionais desses minerais no dia a dia vai nos fazer ganhar em bem-estar.
Longe de ser um problema pontual ou de se resumir unicamente a um transtorno do sono, há um aspecto que devemos considerar. Alguns estudos, como o realizado no Departamento de Neurociência da Universidade de Gênova, na Itália, afirmam que boa parte dos acidentes de trânsito teriam como fundo comum esse problema: a insônia, a falta de atenção.
O índice de sinistros ocorridos se situaria entre 10 e 20%. No entanto, além desse problema de evidente gravidade, também há outros fatores. Caso a insônia seja crônica, também podemos sentir alterações do humor. Seríamos, portanto, mais vulneráveis a diferentes distúrbios, como a depressão. A falta de uma boa qualidade de sono, como vemos, pode ser perigosa. Levar em consideração os fatores que estão por trás desse problema pode ser de grande ajuda. Portanto, devemos cuidar da nossa alimentação, sem esquecer dois minerais essenciais: o cálcio e o magnésio.
Dormir menos de seis horas por dia pode provocar sérios déficits cognitivos. A deficiência de cálcio e magnésio pode causar insônia Há uma série de nutrientes que, por seus efeitos e pelos processos que mediam, favorecem o sono noturno. No entanto, assim como afirmado por nutricionistas, muitos de nós consideramos como certo que estamos nos alimentando de forma correta.
Pensamos que satisfazemos todas as necessidades nutricionais do nosso corpo quando, na verdade, não é bem assim.
Um exemplo, nossos solos, as terras onde são cultivados frutas e vegetais, estão cada vez menos ricos em magnésio. Ao mesmo tempo, há outro aspecto essencial a se levar em consideração: o modo como cozinhamos os alimentos pode nos fazer perder muitos minerais essenciais que eles têm.
Seria positivo, portanto, aumentar o consumo de verduras, sementes e frutas de maneira integral e sem que sejam processados. No entanto, a maioria de nós não está acostumada a isso.
Comer de forma saudável parece ser mais trabalhoso e acabamos optando, simplesmente, por outras propostas. Essas decisões, no dia a dia, acabam por fazer com que nosso organismo passe a receber menos nutrientes. Os efeitos dessas escolhas aparecem pouco a pouco.
A falta de magnésio O doutor James F. Balch, médico cirurgião, especialista em alimentação e divulgador de livros sobre saúde, explica em vários de seus trabalhos que a deficiência de cálcio e magnésio pode causar insônia.
Ele nos alerta sobre esse fato em suas publicações por uma simples razão. Por vezes, tendemos a recorrer aos medicamentos sem saber que nossa qualidade de vida melhoraria simplesmente se cuidássemos da nossa alimentação.
A falta de magnésio figura atualmente como um problema muito recorrente. Esse mineral é um relaxante muscular e um potente indutor de sono profundo. O magnésio aumenta o GABA, um aminoácido que promove o relaxamento e o sono. As pessoas que têm um déficit em magnésio, além de insônia, também costumam apresentar a síndrome das pernas inquietas. Quem está submetido a maiores níveis de estresse costuma apresentar um maior déficit de magnésio. O déficit de cálcio Estudos, como o publicado pelo Centro de Sono e Neurobiologia Circadiana, da Universidade da Pensilvânia, mostram o seguinte:
O cálcio está relacionado com nossos ciclos de sono. Precisamos desse mineral para poder chegar ao sono REM, fase do sono que induz um descanso mais profundo e reparador. Além disso, é nessa fase que o cérebro realiza importantes tarefas para garantir nosso bem-estar físico e psicológico.
Ao mesmo tempo, o cálcio é essencial para a produção de triptofano. Esse aminoácido nos permite fabricar melatonina, hormônio que, como sabemos, é fundamental para induzir o sono. Uma boa dieta é o melhor tratamento Sabemos que a deficiência de cálcio e magnésio pode causar insônia. Mas, então, como podemos suprir essas carências? A primeira coisa que nos vem à mente é ir a uma farmácia para comprar suplementos. No entanto, essa nem sempre é a melhor resposta.
Vamos ver quais passos devemos seguir. Pontos-chave para combater a insônia por meio da dieta A primeira coisa que devemos fazer é procurar nosso médico de confiança. Por meio de alguns exames clínicos adequados, poderemos saber efetivamente se temos ou não uma carência desses nutrientes.
Ao mesmo tempo, também não podemos deixar de lado o fato de que a insônia também é influenciada por outros fatores: dor crônica, diabetes, estresse, menopausa, má higiene do sono…
Outro fator importante é prestar atenção aos nossos níveis de vitamina D. Esse nutriente também pode estar por trás da deficiência de cálcio e magnésio. Consumir alimentos ricos em magnésio: Vegetais de folhas verdes Banana. Nozes Amêndoas. Sementes de chia, sementes de linhaça, sementes de abóbora… Cítricos. Tomates maduros Cacau e chocolate amargo. Centeio e cevada. Quinoa. Alimentos ricos em cálcio: Laticínios. Sardinha. Bebidas de amêndoa, soja e arroz. Sementes de girassol. Leguminosas. Brócolis. Couve. Figo. Algas. Para concluir, como temos consciência de que a deficiência de cálcio e magnésio pode causar insônia, o ideal é consultar um médico antes de começar a consumir qualquer complemento.
Ainda que seja apenas para melhorar a nossa dieta, sem necessidade de “extras”, o ideal é sempre seguir as orientações de um especialista. Ser certeiro quando se trata de complementar a dieta vai nos permitir poupar uma boa quantidade de recursos, como tempo e dinheiro.
Cientistas americanos e ingleses descobriram que a velocidade em que uma pessoa anda no dia a dia pode acelerar no processo do envelhecimento. Quem caminha em ritmo lento, além de aparentar mais velho, tem o organismo afetado: pulmões, e o sistema imunológico tendem a não trabalhar de modo a contento. O estudo foi publicado no periódico JAMA Network Open.
“Este estudo descobriu que caminhar de modo mais lento é um sinal de problema décadas antes da velhice”, disse Terrie. E Moffitt, principal autora da pesquisa, à BBC. Os médicos costumam medir a velocidade de caminhada para verificar a saúde em geral, especialmente em pessoas acima dos 65 anos, pois os resultados ajudam a avaliar força muscular, equilíbrio, qualidade da visão e força pulmonar e da coluna.
Ainda não se sabe exatamente o porquê, mas uma das suspeitas é em relação à própria atividade física. Quem anda mais devagar tende a fazer menos movimentos com o corpo.
Trabalhos anteriores já haviam mostrado que pessoas que andam mais rápido tendem a viver mais, pois reduz o risco de morte por qualquer causa em até 24%. Outros trabalhos revelaram que quem anda devagar está mais propenso a desenvolver demência.
Lentidão no andar
Para chegar a esses resultados, os pesquisadores da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, e da King’s College London, na Inglaterra, acompanharam 904 participantes da Nova Zelândia desde a década de 1970. Muitos dos participantes começaram a ser avaliados a partir dos 3 anos de idade e continuaram sendo acompanhados até os 45.
Todos eles realizaram testes de função cerebral durante a infância e responderam a avaliações cognitivas a cada dois anos. Também foram avaliados os resultados de teste de QI (que ajuda a medir a inteligência do indivíduo), incluindo velocidade de processamento, memória de trabalho, raciocínio perceptivo e compreensão verbal. A equipe também mediu a velocidade de caminhada de cada participante e realizou exames físicos, incluindo ressonância magnética do cérebro, níveis de colesterol, aptidão cardiorrespiratória e quantidade de glóbulos brancos – biomarcadores que ajudam a medir o envelhecimento.
Os resultados mostraram que os participantes que andavam mais devagar apresentaram volume cerebral menor e pareciam mais velhos do que sua idade biológica. Em exames físicos, eles também tiveram resultados piores em comparação com aqueles que andavam mais rápido. “Os médicos sabem que pessoas com marcha mais lenta aos 70 ou 80 anos tendem a morrer mais cedo. Mas ficamos surpresos de ver esses resultados em pessoas na casa dos 40”, disse Terrie ao Medical News Today.
Pesquisas anteriores indicam que andar mais rápido beneficia a saúde cardiovascular, reduzindo o risco de doenças do coração. Ou seja, quem anda devagar pode não ter essa proteção e está mais exposto a problemas de saúde.
Velocidade ideal A análise mostrou que o andar mais lento atinge um média de velocidade de 1,2 metro por segundo (m/s). Já quem anda mais rápido tende a atingir a velocidade média de 1,75 metro por segundo.
Pessoas que andam devagar também apresentaram resultado de QI 12 pontos mais baixo em relação a quem caminha mais rápido.