No Brasil, mais da metade da população tem excesso de peso e mais de 41 milhões de pessoas sofrem com a obesidade. Segundo o endocrinologista João Salles, a obesidade é a segunda causa de morte evitável, perdendo só para o cigarro.
Além disso, a doença é um fator de risco importante para o câncer de mama e para outras doenças, como hipertensão arterial, diabetes, AVC e infarto.
A obesidade é uma doença multifatorial e precisa ser tratada em vários aspectos, principalmente o emocional. O preconceito, o estigma social, é um grande problema para o obeso por causa do julgamento. A compulsão alimentar e a obesidade são doenças que podem (ou não) estar associadas.
Fatores que levam à obesidade:
Consumir mais do que se gasta; Sedentarismo; Alimentos calóricos disponíveis e em grande quantidade; Genética; Mecanismos metabólicos: quando a gente emagrece, a fome aumenta e o gasto energético diminui; Sono ruim; Remédios. Mas como emagrecer? O primeiro passo é procurar um profissional de saúde e não ter vergonha de falar das dificuldades para emagrecer. O médico precisa prescrever uma estratégia de emagrecimento de acordo com o caso. O tratamento pode ser mudança na alimentação, exercício físico e em alguns casos uso de medicamentos e cirurgia. As chamadas receitas milagrosas não dão certo e podem causar prejuízos para a saúde.
Pesquisadores brasileiros identificaram pela primeira vez uma molécula que pode reduzir a agressividade de tumores embrionários do sistema nervoso central, responsáveis por uma espécie de câncer mais comum em crianças.
A bióloga da Universidade de São Paulo (USP) Carolini Kaid é uma das responsáveis pela descoberta da molécula chamada microRNA-367, que foi publicada em agosto pela revista europeia "Molecular Oncology".
"O que eu descobri é uma maneira de inibir a agressividade do tumor", disse Kaid. "Quando a gente tratou o inibidor dessa molécula, alguns camundongos não geraram tumor; e os que geraram, foram tumores benigno, pequenos, que poderiam ser tratados com quimio ou radioterapia."
A bióloga explicou que os resultados foram "impressionantes" nas cobaias que receberam células de crianças com câncer. Ela defendeu que este processo pode ser rapidamente aplicado em hospitais para direcionar o tratamento de câncer pediátrico.
Entretanto, antes de começar os estudos clínicos, os pesquisadores explicam que são necessários testes sobre a toxicidade desta molécula em sua versão sintética. Além disso, precisam entender melhor como ela é metabolizada e quanto tempo pode permanecer no organismo.
Investimento público
A pesquisadora destacou que a descoberta aconteceu após seis anos de dedicação exclusiva a este projeto, e que só foi possível seguir por conta da oferta de bolsas de mestrado e doutorado, que são o salário dos cientistas.
"Se não tivesse a bolsa eu teria que parar o estudo no meio do caminho, e talvez essa tecnologia nunca chegaria pra favorecer pacientes na clínica", disse Kaid sobre o cenário atual de redução nos investimentos para a ciência.
A cientista Mayana Zatz, chefe do centro responsável pela descoberta, defendeu a importância do investimento contínuo na ciência.
"A gente descobriu um tratamento pra câncer brasileiro, isso vai ser acessível aos pacientes num custo infinitamente menor se a gente tiver que importar", disse. "É isso que o governo tem que olhar: investir hoje pra colher daqui a quatro, cinco anos. Mas isso não pode parar."
A reportagem entrou em contato com o Ministério da Ciência e Tecnologia para perguntar sobre os investimentos em pesquisa no Brasil. Leia o que respondeu a pasta em nota:
"Diante das restrições orçamentárias o Ministério tem dado prioridade ao pagamento das bolsas do Cnpq e atuado junto ao Ministério da Economia e ao Congresso para aumentar os recursos."
Por Graziela Azevedo, Bruno Azevedo e Walter Barroso, TV Globo
Ao pensar em começar uma dieta, uma parcela das pessoas fica em dúvida sobre qual é a melhor. Entre as favoritas do momento estão as dietas low carb, como a cetogênica e a paleolítica, e o jejum intermitente. Os dois tipos provocam efeitos semelhantes no organismo, incluindo redução de insulina e de açúcar no sangue, além de promover a cetose — processo metabólico que favorece a queima de gordura. Apesar disso, para algumas pessoas escolher uma ou outra pode trazer mais ou menos benefícios, considerando as razões pelas quais está se fazendo a dieta.
Pensando nisso, o site especializado Medical Daily preparou uma lista explicando em quais casos é melhor optar pela dieta low carb ou pelo jejum intermitente.
1. Perda de peso Um dos principais motivos para as pessoas iniciarem uma dieta é a perda de peso. Se você estiver preocupado com a balança, as duas dietas podem ser uma escolha adequada já que promovem a queima de gordura. A low carb é excelente para promover a redução de calorias. Já o jejum intermitente é bom para limitar o consumo de refeições durante o dia.
Embora as duas sejam eficientes, especialistas indicam que reduzir o consumo de carboidratos pode ser melhor do que fazer jejum. Isso porque nem todo mundo consegue ficar sem comer por muitas horas, o que as deixa mais propensas a não seguir rigorosamente o cronograma dietético. Portanto, se você está ciente de que pertence a este grupo, prefira a low carb, pois ela retira uma parcela dos carboidratos diários, mas consegue atender as necessidades alimentares e controlar a fome.
2. Controle do diabetes Para quem tem diabetes tipo 2 ou foi diagnosticado com pré-diabetes fazer dieta é fundamental. Na hora de escolher, o jejum intermitente pode trazer mais benefícios. Uma pesquisa descobriu que os níveis de açúcar no sangue são menores entre aqueles que deixavam de comer por longos períodos.
Além disso, outro estudo apontou que restringir a alimentação entre a manhã e a tarde melhora a sensibilidade à insulina, o que favorece o controle da diabetes. Outra vantagem do jejum intermitente para diabéticos e pré-diabéticos é a redução da fome durante a noite, assim como diminuição dos níveis de insulina em jejum.
3. Vida esportiva Entre os atletas é comum manter uma dieta low carb durante os períodos de treino e aumentar o consumo de carboidratos antes das competições. Essa técnica ensina o organismo a utilizar a gordura armazenada para geração de energia e, consequentemente, melhora o desempenho físico durante a prática esportiva.
Apesar disso, há alguns esportistas utilizando o jejum intermitente. E como funciona para eles? Eles deixam de comer durante um período para que possam ingerir volumes maiores de carboidrato para reabastecer as reservas de glicogênio (estoque de energia rápida armazenada nos músculos) perdidas durante o treino.
4. Prevenção convulsiva Embora muitas dietas sejam utilizadas apenas com o intuito de emagrecimento, algumas delas também podem ser utilizadas para manejo de problemas de saúde, como a convulsão. Aliás, a dieta cetogênica — que faz parte das dietas low carb — foi criada nas primeiras décadas do século XX como tratamento para esse problema de saúde.
Para tratar a convulsão, a dieta low carb e o jejum intermitente são recomendados. O último, no entanto, não é aconselhável para crianças, pois o jejum pode interferir no crescimento e desenvolvimento. Em adultos, ambas as dietas são benéficas, pois promovem a cetose, que desempenha importante papel na prevenção de convulsões.
Apesar de ajudar no controle de convulsões, realizar a dieta cetogênica pode interferir no funcionamento regular do organismo, segundo a Associação Brasileira de Epilepsia (ABE). Entre os problemas mais comuns estão prisão de ventre, diarreia, náusea e vômito, além de aumento da concentração de colesterol e/ou triglicérides no sangue. Outros efeitos colaterais incluem cálculo renal e acúmulo de gordura no fígado.
Cuidados É importante lembrar que qualquer dieta só deve ser feita com orientação médica. Por mais benefícios que o controle alimentar possa ter na saúde e no peso do indivíduo, quando não são realizadas adequadamente podem ter o efeito oposto e trazer sérios prejuízos.
Estudo recente mostrou que o consumo excessivo de proteínas pode acelerar o envelhecimento. Em dietas low carb é muito comum substituir os carboidratos por proteínas e acabar exagerando na dose. Além disso, consumir proteínas demais pode provocar degradação muscular — processo caracterizado pela perda da força muscular. Isso tudo prejudica o desempenho físico, causando fraqueza e cansaço.
Já o jejum intermitente causa dores de cabeça, tontura, fraqueza, irritabilidade e fome. Além disso, pode aumentar o risco de desenvolver transtornos alimentares, como bulimia, anorexia e compulsão alimentar.
Um estudo publicado no periódico científico New England Journal of Medicine na quarta-feira mostrou que os danos nos pulmões de algumas pessoas que adoeceram depois de usar cigarro eletrônico se assemelham a queimaduras químicas. Pesquisadores da Mayo Clinic encontraram sinais de danos semelhantes aos que ocorreriam após a exposição a produtos químicos tóxicos, gases ou outras substâncias.
“Todos os 17 casos mostram um padrão de lesão no pulmão que parece uma exposição química tóxica, uma exposição a fumaça química tóxica ou uma queimadura química “Para ser honesto, eles se parecem com o tipo de mudança que você esperaria ver em um trabalhador infeliz em um acidente industrial onde um grande barril de produtos químicos tóxicos derrama, e essa pessoa é exposta a vapores tóxicos e há queimadura química nas vias aéreas. ”disse Brandon T. Larsen, patologista cirúrgico da Clínica Mayo, ao jornal americano The New York Times. Ainda segundo Larsen, os ferimentos também parecem aqueles vistos em pessoas expostas a venenos como gás mostarda, uma arma química usada na Primeira Guerra Mundial.
As amostras analisadas vieram de 13 homens e quatro mulheres com idades entre 19 e 67 anos. Cerca de 70% usavam produtos de maconha ou óleo de cannabis no vaporizador. Até o momento, mais de 800 casos de doença pulmonar e 16 mortes foram associadas ao uso de cigarro eletrônico. A maioria vaporizou THC, o ingrediente psicoativo da maconha, mas alguns dizem que só ingeriram nicotina. Os resultados não se aplicam necessariamente a todos os pacientes do surto, já que um estudo anterior mostrou diversos danos pulmonares associados ao uso de cigarro eletrônico. O estudo também não foi capaz de esclarecer a principal dúvida das autoridades de saúde: o que está causando o dano pulmonar ou quantas substâncias nocivas estão envolvidas.
Mas a descoberta é significativa, pois enfraquece a principal teoria sobre o que estaria causando a doença. A preocupação inicial se concentrou na possibilidade de os pulmões estarem entupidos por óleos vaporizados, como o próprio óleo de THC, ou o acetato de vitamina E, que às vezes é usados para diluir ou “cortar” o THC. No entanto, os pesquisadores do novo estudo afirmam que não viram sinais de acúmulo de óleo no tecido pulmonar.
Também não se sabe se a fonte do problema são os líquidos que estão sendo vaporizados ou uma toxina liberada pelos materiais usados para fabricar vaporizadores. Diante disso, vários estados americanos proibiram cigarros eletrônico com sabor e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC, na sigla em inglês) pede que as pessoas parem de usar vaporizadores e cigarro eletrônico até que seja determinado o que está causando o crescente número de doenças.