Quando uma pessoa descobre que tem pressão alta logo já recebe do médico uma série de orientações sobre o que deve ou não consumir no dia a dia. Diante disso, será que hipertenso pode tomar creatina?
Ao longo dos últimos anos, a suplementação com creatina tem ganhado atenção nos estudos clínicos, principalmente considerando seus benefícios não só para atletas, mas para a população em geral. Inclusive, os idosos podem também ganhar com isso. Portanto, hoje, aqui no SaúdeLAB, vamos discutir se hipertenso pode tomar creatina.
Hipertenso pode tomar creatina? Não, hipertenso não pode tomar creatina, antes de ser devidamente autorizado pelo seu médico. Principalmente se não estiver com sua pressão controlada e seu tratamento em dia. Além disso, é fundamental discutir com o médico sobre o uso de qualquer suplemento, não só creatina, mas todos os outros disponíveis no mercado.
Afinal, muitos deles podem sim interferir negativamente no controle da pressão arterial.
Aliás, a conexão entre a creatina e a hipertensão tem sido extensivamente examinada por pesquisadores e profissionais da saúde. Até o momento, os resultados desses estudos não forneceram evidências conclusivas que proíbam de forma categórica o uso da creatina por pessoas com hipertensão.
Mas, o que já se sabe é que a creatina possui como efeito colateral o acúmulo de líquidos, que está diretamente ligada ao controle da pressão arterial.
Embora não haja uma proibição clara quanto ao uso de creatina por hipertensos, é crucial destacar que qualquer decisão deve ser tomada em conjunto com um profissional de saúde qualificado. Assim, poderá haver um monitoramento mais seguro do suplemento.
Suplementos e hipertensão: todo cuidado é pouco Para pessoas com pressão alta, é essencial ter cautela ao considerar o uso de diversos suplementos além da creatina, pois alguns deles podem impactar significativamente o sistema cardiovascular. São eles:
Estimulantes, como Cafeína: Os estimulantes, notavelmente a cafeína, são um exemplo claro. Primeiramente, a cafeína é conhecida por seu potencial de elevar temporariamente a pressão arterial. Embora seu efeito varie de pessoa para pessoa, indivíduos com hipertensão devem estar cientes de que o consumo de cafeína, especialmente em doses elevadas, pode desencadear um aumento na pressão sanguínea. Portanto, é recomendável limitar o consumo de cafeína ou procurar opções de baixo teor de cafeína para mitigar esse impacto.
Suplementos de Pré-Treino: Os suplementos pré-treino merecem atenção especial para pessoas com pressão alta. Assim, muitos desses suplementos contêm uma combinação de ingredientes destinados a aumentar a energia, a resistência e o foco durante o exercício. No entanto, alguns desses ingredientes podem afetar o sistema cardiovascular.
Substâncias como beta-alanina, N-nitroso, e ingredientes estimulantes como a taurina ou a sinefrina podem ter efeitos sobre a frequência cardíaca e a pressão arterial. Por isso, o uso desses suplementos por indivíduos com hipertensão deve ser abordado com cautela, preferencialmente com orientação médica, para evitar complicações cardiovasculares indesejadas.
A supervisão de um profissional de saúde é fundamental ao considerar a inclusão desses suplementos na rotina de uma pessoa com pressão alta. Essa orientação individualizada pode ajudar a minimizar os riscos e a maximizar os benefícios potenciais desses produtos, mantendo a saúde cardiovascular como prioridade principal.
Creatina aumenta a pressão arterial no indivíduo saudável? Embora não haja um consenso definitivo sobre a capacidade direta da creatina de causar pressão alta em indivíduos saudáveis, o seu uso em pessoas com hipertensão requer considerações especiais.
Conforme já dissemos, a creatina tem a capacidade de reter líquidos no corpo. Desta forma, o acúmulo de líquidos no corpo pode sobrecarregar o sistema cardiovascular, potencialmente elevando a pressão arterial.
Por isso, é essencial enfatizar a importância de buscar orientação médica antes de iniciar o uso de creatina, especialmente para aqueles que lidam com a hipertensão. Um profissional de saúde pode avaliar cuidadosamente o perfil de saúde de cada indivíduo, levando em consideração suas condições médicas existentes, incluindo a pressão arterial, e oferecer orientações específicas.
Agora você sabe se hipertenso pode tomar creatina Embora a relação entre creatina e pressão arterial em hipertensos não seja totalmente esclarecida, a orientação médica é crucial antes de considerar o uso desse suplemento.
A supervisão profissional pode avaliar os riscos e benefícios individuais, oferecendo uma abordagem personalizada para os hipertensos que buscam melhorar seu desempenho físico.
A busca por maneiras seguras de potencializar os treinos é importante, mas a saúde cardiovascular deve sempre ser priorizada. O diálogo com um profissional de saúde é essencial para uma decisão informada sobre o uso da creatina ou de qualquer suplemento para quem enfrenta a hipertensão.
A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico especializado com o intuito de retirar o volume de gordura corporal em áreas localizadas, como abdômen, culotes, pernas, braços, costas e pescoço, visando criar contornos mais harmônicos e uma definição corporal mais acentuada.
No cenário da cirurgia plástica, a lipoaspiração e a lipoescultura são amplamente reconhecidas e procuradas no Brasil.
De acordo com dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (Isaps), desde 2010, uma média de 217.481 brasileiros decide se submeter ao procedimento a cada ano.
Esse número expressivo coloca o Brasil em uma posição de destaque no cenário internacional, ocupando o segundo lugar em cirurgias plásticas.
Geralmente indicada para remodelar áreas específicas do corpo e como um método para perda de gordura. Ela de maneira nenhuma substitui práticas saudáveis, como dieta equilibrada e exercícios físicos, que são fundamentais para alcançar e manter um peso corporal saudável.
Continue a leitura para saber mais sobre essa cirurgia tão procurada!
Índice:
Como é feita a lipoaspiração? Tipos de procedimentos Qual é a diferença entre lipoaspiração e lipoescultura? Locais para lipoaspiração Principais benefícios Riscos Como é feita a lipoaspiração? A lipoaspiração é um procedimento que demanda cuidados específicos e deve ser conduzido em um ambiente adequado, como um hospital ou clínica especializada, equipados com as condições necessárias para garantir a segurança do paciente durante todo o processo.
O tipo de anestesia aplicada varia de acordo com o tamanho da cirurgia e a condição de saúde do paciente. Essa decisão é tomada em conjunto com o médico responsável.
De maneira geral, na maioria dos procedimentos é removido o excesso de gordura por meio de cânulas que alcançam o tecido adiposo, aspirando a gordura localizada.
A duração da cirurgia pode variar de 1 a 4 horas, dependendo do tamanho da intervenção e da quantidade de gordura a ser removida.
Em relação às cicatrizes, geralmente são mínimas e estrategicamente posicionadas em locais do corpo que não ficarão visíveis. Esse cuidado contribui para que as marcas se tornem praticamente imperceptíveis ao longo do tempo.
A recuperação pós-cirúrgica e o retorno às atividades cotidianas estão diretamente relacionados ao tamanho da cirurgia. Em procedimentos de média complexidade, por exemplo, é comum que a recuperação leve em torno de 7 dias.
É fundamental seguir as orientações do cirurgião plástico para garantir uma recuperação tranquila e otimizada, incluindo repouso adequado e o uso de peças de compressão, quando recomendado.
Tipos de procedimentos Existem vários tipos de lipoaspiração, cada uma recomendada de acordo com as necessidades específicas de cada pessoa. Alguns exemplos do procedimento cirúrgico são:
Lipoaspiração tradicional Trata-se do método mais convencional e amplamente praticado. Durante o procedimento, pequenas incisões são feitas, por meio das quais é inserida uma solução líquida para modificar a textura da gordura localizada e controlar o sangramento.
Pequenas cânulas são então utilizadas para aspirar as células de gordura. Geralmente é feito no contorno corporal em áreas como abdômen, flancos, dorso, coxas, pescoço, braços e joelhos.
Lipoescultura Aqui são utilizadas cânulas específicas conectadas a uma seringa para coletar células gordurosas.
Após um processo de decantação e filtração, essas células são reintroduzidas em áreas deprimidas, moldando o contorno corporal ou facial. Indicada para melhorar o contorno do rosto e do corpo, a lipoescultura envolve a remoção de gordura de uma região, sua purificação e o enxerto em áreas como face, queixo e glúteos.
A gordura enxertada, sendo da própria pessoa, tem uma baixa taxa de rejeição.
Lipo LAD Abreviação para Lipoaspiração de Alta Definição, é uma variação avançada do procedimento de lipoaspiração tradicional.
Neste método, as cânulas utilizadas são notavelmente mais estreitas em comparação com as da lipoaspiração convencional. Essa característica singular oferece ao cirurgião um maior nível de controle e precisão durante o processo de aspiração de gordura.
A redução do diâmetro das cânulas não apenas permite um manuseio mais refinado, mas também contribui para mitigar os riscos potenciais de complicações associadas ao procedimento.
O cirurgião plástico, ao empregar cânulas mais estreitas, consegue esculpir contornos mais precisos e atingir resultados estéticos mais refinados.
Vibrolipoaspiração A vibrolipoaspiração é especialmente indicada para pacientes com fibroses ou gorduras espessas, comuns em casos de múltiplas lipoaspirações prévias.
A vibração da cânula facilita a penetração eficiente na camada de gordura, tornando a remoção do excesso mais rápida e com menos complicações.
Lipoaspiração ultrassônica Conhecida também como Vaser lipo, utiliza ondas de alta frequência para quebrar as células de gordura, facilitando sua aspiração subsequente. Indicado para obter uma definição mais acentuada do contorno corporal, com uma recuperação potencialmente mais suave.
Utilizado em procedimentos de lipoaspiração e lipoescultura, sendo segura e podendo ser combinada com outras cirurgias plásticas, como mamoplastia e abdominoplastia.
Minilipo Também chamada de lipo light ou hidrolipo, é um procedimento menos complexo e possui resultados mais limitados. A minilipo retira a gordura em períodos espaçados e em menor quantidade. Utiliza anestesia local e foca em áreas específicas, como cintura e papada. Qual é a diferença entre lipoaspiração e lipoescultura? Como já dito, a lipoaspiração tem como objetivo primário a remoção da gordura presente em áreas específicas do corpo.
Na lipoescultura, o foco vai além da simples remoção de gordura, permitindo ao cirurgião plástico não apenas reduzir a quantidade de gordura localizada em áreas específicas, como os flancos, mas também realizar o preenchimento dessas regiões.
A técnica de lipoenxertia é frequentemente utilizada, onde a gordura aspirada é purificada e, em seguida, reinjetada em outras áreas para criar contornos mais definidos.
Por exemplo, é possível diminuir a gordura nos flancos e, ao mesmo tempo, realizar um preenchimento na região glútea ou glúteo-trocantérica para aprimorar a transição entre o glúteo e o quadril.
Locais para lipoaspiração
A lipoaspiração é um procedimento cirúrgico versátil que pode ser aplicado em diversas regiões do corpo onde há acúmulo de gordura. As regiões corporais frequentemente tratadas incluem: Abdome; Flancos; Culotes; Braços; Axilas Coxas; Glúteos; Monte de vênus; Papadas; Mamas.
Principais benefícios Quando o procedimento é bem sucedido e realizado com um profissional qualificado, a lipoaspiração proporciona diversos benefícios significativos, proporcionando não apenas melhorias físicas visíveis, mas também impactos positivos na autoestima e no controle do peso.
Algumas vantagens notáveis incluem:
Redução do inchaço: a região tratada tende a ficar inchada nos estágios iniciais do pós-operatório. Contudo, à medida que o tempo passa, ocorre uma recuperação gradual. Em geral, é após o segundo ou terceiro mês que se observa uma sensível redução do edema, permitindo ao paciente ter uma noção mais clara do resultado final;
Remoção de células de gordura: não apenas remodela o corpo, mas também remove efetivamente as células de gordura das áreas tratadas, dificultando o reganho de peso nessas áreas específicas;
Resultado rápido: embora o processo completo de recuperação leve alguns meses para que o inchaço diminua e o resultado final se torne mais evidente, é notável que a lipoaspiração oferece resultados relativamente rápidos em comparação com métodos não cirúrgicos;
Aumento da autoestima: um dos benefícios mais destacados da lipoaspiração é o impacto positivo na autoestima do paciente. Ao visualizar o corpo de forma transformada, livre das áreas que anteriormente causavam desconforto, o paciente experimenta uma melhoria significativa na autoimagem.
Riscos Contudo, assim como em qualquer procedimento cirúrgico, a lipoaspiração não está isenta de complicações, tanto locais quanto sistêmicas.
Dentro da categoria de complicações locais, destacam-se uma série de eventos adversos, incluindo irregularidades visíveis e palpáveis na pele,
Irregularidades da pele: pode afetar a textura e a aparência da região tratada, incluindo ondulações ou áreas desiguais que comprometem a suavidade desejada;
Edema ou inchaço: é uma resposta natural do corpo à cirurgia. No entanto, quando o edema persiste por um período prolongado, pode resultar em desconforto e comprometer a visualização imediata dos resultados, requerendo paciência no período pós-operatório;
Equimoses: as manchas roxas na pele são frequentemente observadas após a lipoaspiração devido ao trauma nos vasos sanguíneos. Embora sejam temporárias, sua extensão pode variar, afetando a estética imediata da região tratada;
Hiperpigmentação: refere-se ao escurecimento da pele em certas áreas, podendo ocorrer como resposta à cicatrização. Essa complicação pode impactar a uniformidade do tom de pele na região tratada;
Sensibilidade da pele: o procedimento pode causar alterações temporárias na sensibilidade da pele, resultando em áreas de dormência ou hipersensibilidade. Embora geralmente reversíveis, essas alterações podem causar desconforto durante o processo de recuperação;
Formação de seromas (acúmulo de líquido) e hematomas (acúmulo de sangue): são condições que podem ocorrer, exigindo, em alguns casos, a drenagem desses fluidos para evitar complicações adicionais;
Correção insuficiente da lipodistrofia: pode resultar na persistência de irregularidades no contorno corporal, impactando a eficácia do procedimento;
Úlceras e necroses da pele: em casos raros, a ocorrência de úlceras e necroses da pele pode representar complicações mais graves, exigindo intervenção imediata para preservar a saúde da pele na região tratada;
Dermatites de contato e cicatrizes inestéticas: irritação da pele e cicatrizes inestéticas são complicações que podem afetar a aparência final da região tratada, exigindo cuidados específicos para minimizar seu impacto. Já as complicações sistêmicas associadas a cirurgia são variadas e incluem:
Perfurações viscerais: lesões nos órgãos internos que podem ocorrer durante o procedimento. Essas complicações exigem uma resposta imediata para prevenir danos adicionais e garantir a integridade dos órgãos;
Reações alérgicas a medicações intra e pós-operatórias: pode desencadear respostas imunológicas adversas, requerendo intervenção rápida e modificação do plano terapêutico;
Reação febril: pode indicar a presença de infecção ou inflamação sistêmica, demandando investigação imediata;
Infecções sistêmicas: podem resultar em complicações graves e, se não tratadas prontamente, podem levar a condições mais severas, incluindo sepse;
Complicações cardiovasculares: como arritmias cardíacas e taquicardias, são preocupações potenciais que requerem monitoramento contínuo e intervenção especializada;
Choque hipovolêmico: uma complicação crítica que ocorre quando há uma perda significativa de fluidos, demandando uma abordagem imediata para reestabelecer o equilíbrio hídrico e hemodinâmico;
Tromboembolismo pulmonar e trombose venosa: a formação de coágulos sanguíneos, como tromboembolismo pulmonar e trombose venosa profunda, apresenta complicações sérias que podem ter implicações potencialmente fatais;
Embolia gordurosa: ocorre quando partículas de gordura entram na corrente sanguínea, podendo causar bloqueios nos vasos sanguíneos;
Óbito: em casos extremos, as complicações sistêmicas podem culminar em um desfecho fatal. A ocorrência de óbito destaca a necessidade de medidas preventivas e protocolos de segurança rigorosos durante o procedimento. A conscientização acerca dos potenciais riscos associados à lipoaspiração é um ponto importante ao considerar a decisão de se submeter a esse procedimento. A avaliação cuidadosa se torna essencial para determinar se o benefício desejado justifica os possíveis riscos envolvidos.
Caso a escolha seja seguir adiante, busque um profissional qualificado e experiente. Compreender plenamente os aspectos relacionados à segurança e aos cuidados pós-operatórios é vital.
A comunicação aberta entre cirurgiões plásticos e pacientes desempenha um papel fundamental nesse processo. Essa troca de informações contribui significativamente para alinhar as expectativas dos resultados.
Quase um ano após o início da aplicação no Brasil, a vacina bivalente contra a Covid-19 ainda tem baixa procura.
Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, a cobertura nacional estagnou em 17%.
As maiores taxas de vacinação são do estado de São Paulo, com 23%, seguido pelo Distrito Federal e Piauí, ambos com 20%. Por outro lado, Pará, Mato Grosso do Sul e Alagoas têm apenas 11% da população imunizada. Atualmente, a vacina bivalente é aplicada em todos os adultos acima de 18 anos e em adolescentes acima de 12 anos com comorbidades, que fazem parte de grupos de risco. A bivalente só pode ser tomada por quem recebeu pelo menos duas doses da monovalente.
Mesmo com o fim da emergência sanitária declarada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a Covid-19 ainda mata, principalmente pessoas mais suscetíveis.
As novas cepas continuam surgindo, e há muitas variantes sob preocupação ou em monitoramento com o potencial de desencadear novos surtos. Uma delas, em particular, a JN.1, está se espalhando pela Europa e já causou um surto no Ceará desde que foi detectada no país, no mês passado.
Embora a OMS afirme que essa cepa apresenta baixo risco para a saúde global, no Ceará os casos vêm aumentando desde a segunda quinzena de novembro, e 80% das amostras sequenciadas correspondem a essa variante. A cepa JN.1 já foi identificada também em São Paulo e Mato Grosso do Sul, e alguns casos não tinham histórico de viagem ao exterior, sugerindo que ela já esteja em circulação no país.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde estabeleceu um reforço da vacina bivalente para pessoas com mais de 60 anos e para imunocomprometidos com mais de 12 anos que tenham recebido a última dose há mais de seis meses. Segundo a pasta, mesmo que a Covid-19 não apresente comportamento sazonal, há preocupação com as festas de fim de ano e férias, períodos de grande mobilidade e aglomerações que, em anos anteriores, resultaram em ondas da doença no início do ano seguinte.
Para os especialistas, vários fatores estão por trás da baixa procura. “Com a queda do número de óbitos, as pessoas estão menos preocupadas”, observa a infectologista Emy Akiyama Gouveia, do Hospital Israelita Albert Einstein. “Também falta divulgação”, opina a especialista. A vacina não evita a doença, mas continua efetiva na prevenção das formas graves.
Bivalente fará parte do calendário nacional de vacinação Em 2024, a vacina bivalente será incluída no calendário nacional de vacinação para crianças com idade entre 6 meses e 5 anos. Nessa faixa etária, o esquema de vacinação contará com três doses. Aqueles que já receberam as vacinas em 2023 não precisarão repeti-las.
Além desse público, a vacina também será destinada a grupos de risco, que incluem: idosos, imunocomprometidos, gestantes e puérperas, trabalhadores de saúde, indígenas, ribeirinhos e quilombolas, pessoas com deficiência permanente, pessoas em situação de rua, pessoas privadas de liberdade e jovens cumprindo medidas socioeducativas, além de pessoas que vivem em instituições de longa permanência e seus trabalhadores.
Neste ano, até 25 de novembro, o Brasil registrou 1.747.130 casos e 13.936 mortes pela Covid-19.
O que fazer em caso de sintomas gripais?
• Manter o isolamento e usar máscara em casa e no trabalho, evitando ao máximo contato com pessoas de risco;
• Procurar deixar os ambientes bem ventilados e adotar medidas de limpeza, principalmente das superfícies mais tocadas (como maçanetas, mesa, interruptor etc.);
• Lavar as mãos com água e sabonete se estiverem visivelmente sujas ou usar de álcool gel quando não apresentam sujidade;
• Aplicar a etiqueta respiratória, ou seja, cobrir a tosse ou o espirro com lenço descartável ou o dorso dos braços se não estiver utilizando máscara num ambiente em que mais pessoas estejam presentes;
• Buscar atendimento médico e fazer o teste no segundo dia de sintomas. Se o resultado for negativo, considerar repetir no quarto ou quinto dia.
Qual é a recomendação se testar positivo para Covid-19?
• Manter isolamento domiciliar por 7 dias, com possibilidade de redução para 5 dias se estiver sem febre nas últimas 24 horas e testar negativo ao final do 5º dia;
• Monitorar os sinais de agravamento e procurar um serviço de saúde em caso de piora;
• Usar máscara até completar dez dias após o início dos sintomas;
• Idosos e imunocomprometidos devem procurar uma unidade de saúde para receber antiviral.
O Piauí totalizou 5.343 casos confirmados de dengue na 49ª Semana Epidemiológica de 2023. O número corresponde a uma redução de 80% quando comparado aos 27.713 casos registrados no mesmo período de 2022. Considerado os casos prováveis, que também engloba pacientes com diagnósticos inconclusivos, ignorados/brancos e com sintomas de alarme e grave de dengue, o Boletim Epidemiológico revela que a queda superou os 76% se comparado com o ano passado.
Teresina lidera a lista de municípios piauienses com o maior número de casos prováveis de dengue em 2023, com 4.852 notificações. Em seguida aparece a cidade de Parnaíba (752), seguida por Luís Correia (270), Oeiras (94) e Valença do Piauí (75).
Os dados ainda mostram que o Piauí manteve uma redução de 73% em relação aos óbitos em decorrência da dengue. Até o momento foram contabilizadas quatro mortes pela doença, quando no mesmo período de 2022 haviam 15 vítimas.
Sobre os casos de Febre Chikungunya, o Boletim Epidemiológico manteve a tendência de queda de 64% em 2023 (3.365) em relação à 49ª Semana Epidemiológica do ano passado (9.369). Até o momento foram confirmadas duas mortes pela doença confirmadas.
Levantamento
De acordo com dados da Pesquisa Entomológica do Aedes aegypti e do Aedes albopictus (LIRAa/LIA), o Piauí não possui municípios classificados com situação de risco para ocorrência de surto/epidemia de arboviroses.
Ao todo, a Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) consolidou informações repassadas por 223 municípios. Desse total, 198 foram classificados como “satisfatório” para a ocorrência de surto/epidemia de arboviroses e 25 foram classificados como “alerta”.