As varizes são uma das doenças vasculares mais comuns, atingindo principalmente as mulheres. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 70% da população apresenta dilatação dos vasos em menor ou maior grau, sendo mais da metade, do sexo feminino.

No verão, a estação mais quente do ano, as varizes costumam incomodar mais: as mulheres, principalmente, querem usar roupas mais curtas e leves e o aumento das temperaturas pode levar a piora dos sintomas das varizes. "Devido à dilatação venosa, especialmente dos membros inferiores, o que favorece também por esse mesmo motivo o aparecimento de inchaço e sensação de peso nas pernas", explica o cirurgião vascular e endovascular, doutor Adjaldes Ribeiro de Moraes Júnior.

Não existe um momento ideal para tratar varizes. Na verdade, quanto mais se posterga o tratamento dessa doença, mais ela pode progredir e necessitar de condutas mais invasivas. ‘’O momento ideal é o quanto antes", reforça doutor Adjaldes.

Cuidar das varizes no verão é um pouco mais complicado. "Como a maioria dos tratamentos de escleroterapia, laser transdérmico, laser endovenoso e a própria cirurgia envolvem uma restrição a exposição solar nos primeiros dias de pós-procedimento, é necessária uma atenção maior dos pacientes nesse período."

Por se tratar de uma doença crônica, a prevenção é um fator muito importante. O cirurgião vascular, doutor Moraes Júnior, listou as principais coisas que precisamos fazer para evitar o surgimento da doença:

  • Atividade Física Regular com foco no fortalecimento da bomba muscular da panturrilha;
  • Uso de meia elástica em pacientes com atividades de trabalho em que exige muitas horas parado em uma mesma posição em pé ou sentado;
  • Se manter dentro do peso ideal;
  • Evitar uso, sem orientação médica, de pílula anticoncepcional e reposição hormonal;
  • Pessoas com histórico de varizes, mesmo que já tratadas, devem realizar acompanhamento regular com o Cirurgião Vascular.           

R7

O Alzheimer é uma das doenças neurodegenerativas correspondentes a mais da metade dos casos de demência, segundo o Ministério da Saúde, e, de acordo com cientistas, a dieta adotada por cada um pode influenciar em maior ou menor grau o risco de desenvolver o problema.

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O estudo, publicado no científico Journal of Alzheimer's Disease, traz uma má notícia para o churrasco de domingo — ele está entre os alimentos que aumentam o risco da doença.

No páreo, estão inclusos, também, hambúrgueres, cachorros-quentes, gorduras saturadas, alimentos ricos em açúcar, carnes (em especial as vermelhas), grãos refinados e carnes e alimentos processados. Segundo os especialistas, esse estilo de alimentação se enquadra no padrão ocidental.

Já dietas tradicionais seguidas na China, no Japão e na Índia, além da dieta mediterrânea, todas com grande consumo de vegetais, mostraram que poderiam reduzir o risco de desenvolver a doença.

O estudo afirma, ainda, que as taxas de Alzheimer aumentaram progressivamente conforme esses países passaram a adotar o modelo ocidental.

Os autores do trabalho observaram que a carne foi o principal alimento a intensificar o risco desse tipo de demência, aumentando fatores como inflamação, resistência a insulina, estresse oxidativo, gordura saturada.

Isso se relaciona, também, aos ultraprocessados, pobres em vitaminas e componentes anti-inflamatórios e antioxidantes, que pioram os riscos de desenvolvimento de obesidade e diabetes, fatores predisponentes para o Alzheimer.

Os autores classificam a pobreza como um fator de risco, visto que tais opções ajudam a fornecer a energia ao organismo de forma mais barata, em detrimento de alimentos mais nutritivos, que podem ser mais caros.

Enquanto isso, vegetais coloridos e com folhas verdes, frutas, legumes, nozes, ácidos graxos ômega-3 e grãos integrais seriam responsáveis pela proteção contra o surgimento da doença.

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Foto: EDU GARCIA/R7

 

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) realiza, nesta quarta-feira (06) e quinta-feira (07), a oficina do Plano de Vinculação da Gestante ao Local do Parto no Piauí. O objetivo é trabalhar com as áreas técnicas da pasta para a conclusão do mapa da identificação das maternidades de referência para o baixo e alto risco por município.

Esse instrumento foi elaborado em parceria com o projeto QualiNeo, do Ministério da Saúde, que promove a qualificação da atenção e do acolhimento na unidade neonatal do Instituto Fernandes Figueira da Fiocruz, conforme explica a diretora de Vigilância em Saúde da Sesapi, Cristiane Moura Fé.

“Estamos trabalhando durante esses dois dias definindo os locais de nascimento e parto seguro, dentro do Piauí, com qualidade e humanização. Organizando esses pontos de atenção para que essas unidades estejam devidamente organizadas, com qualidade para atendimento, com escala de plantão de profissionais, medicamentos, transportes e todo o processo envolvido. A partir daí, esse mapa será publicado e os gestores terão acesso aos locais que podem encaminhar essas gestantes”, pontua.

O mapa de vinculação para o local de parto trata-se da identificação das maternidades de referência para o baixo e alto risco por município, região e macrorregião de saúde, segundo análise do fluxo de gestantes e de acordo com o número de nascidos vivos, capacidade instalada e malha viária mais adequada.

“Para a elaboração do Mapa de Vinculação, a Sesapi considerou ainda o investimento nas maternidades já reconhecidas como estratégicas na Rede de Atenção à Saúde Materna e Infantil, a concentração dos partos e nascimentos em maternidades que garantam qualidade, segurança e humanização, com número de partos maior ou igual a 500 e descentralização de ambulatórios especializados em gestante e criança”, lembra Cristiane Moura Fé.

A assessora técnica do Instituto Fernandes Figueira da Fiocruz, Luíza Acioli, destaca que a instituição vem trabalhando com a Sesapi desde 2019 para o fortalecimento da rede materno-infantil no estado do Piauí.

“Estamos trabalhando juntos no apoio à gestão, qualificação das práticas clínicas, dos profissionais e gestores, além do monitoramento de ações da rede de saúde e articulações entre os pontos de atenção. Isso tudo referenciado na perspectiva do alcance da integralidade no cuidado para diminuição dos índices de mortalidade materna e infantil, que culminou agora no final de 2023, na elaboração de um documento técnico sobre o plano de vinculação da gestante e, consequentemente, uma rede de atenção à saúde materno-infantil com qualidade”, destaca a pesquisadora.

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Pesquisadores da escola de pós-graduação em medicina da Universidade de Tohoku, no Japão, descobriram um método capaz de fazer as chamadas células beta do pâncreas aumentarem a produção de insulina, melhorando o controle do diabetes.

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Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Nature Biomedical Engineering.

A insulina é o principal hormônio responsável pelo controle de açúcar presente no sangue. Sua falta ou resistência à substância podem levar ao diabetes.

Nesse experimento, os pesquisadores descobriram que estimular os nervos vagos autônomos, que atuam na secreção de líquidos digestivos ligados ao pâncreas, pode aumentar a produção de insulina proveniente das células β.

Para tal, os pesquisadores utilizaram a optogenética (técnica que combina luz, genética e bioengenharia) em camundongos diabéticos, estimulando individualmente o nervo vago que leva ao pâncreas.

Segundo os cientistas, esse estímulo resultou em um aumento expressivo de insulina no sangue dos animais no momento em que eles administraram açúcar, de modo a verificar a eficácia do teste. O resultado mostrou uma melhora na função e produção das células β.

Também foi atestado que manter o método durante duas semanas resultou em uma elevação mais que duplicada de insulina, ativando as células β em termos de qualidade e quantidade.

Com a descoberta, os pesquisadores esperam que possam ser desenvolvidas novas estratégias e métodos de prevenção do diabetes, assim como para estimular o funcionamento e a regulação das células β.

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Foto: Freepik