Gatos são geralmente animais dóceis, mas podem apresentar comportamentos agressivos e inesperados quando se sentem provocados ou incomodados. Podem reagir com mordidas ou arranhões em quem consideram uma ameaça, seja uma pessoa, seja outro animal. Enquanto, no caso de mordidas de cachorro, automaticamente pensamos na vacinação antirrábica, o que devemos fazer quando a mordida ou arranhão é de um gato? Segundo a infectologista Emy Akiyama Gouveia, do Hospital Israelita Albert Einstein, em casos de ataques de gatos, seja por mordedura, seja por arranhão, a primeira medida a ser tomada é a completa higienização do local, lavando o ferimento com água e sabonete neutro. Em seguida, é crucial tentar identificar se o animal está vacinado e se existe alguma suspeita de raiva — nem sempre isso é possível, porque esse ataque pode ter acontecido com um animal que vive na rua. Depois, a recomendação é buscar atendimento de emergência, quando a administração de profilaxia com antibióticos pode ser considerada.

“A boca de cães e de gatos possui muitas bactérias, mas uma delas em especial é mais preocupante: a Pasteurella multocida. Uma infecção causada por essa bactéria, se não for adequadamente tratada, pode evoluir com lesões infectadas graves, acometimento ósseo e, eventualmente, ser faGouveia ressalta, entretanto, que a vacinação de gatos e cachorros previnem algumas doenças específicas próprias desses animais, que são transmitidas entre eles, ou deles para os humanos, como o vírus da raiva. “As infecções bacterianas transmitidas pelas bactérias da boca do animal não são prevenidas por vacinas. Por isso, é preciso procurar um serviço de saúde”, orientou.tal. Por isso, é essencial que haja uma avaliação médica para orientar os cuidados com a ferida e avaliar a necessidade de prescrição ou não de antibióticos”, alertou a infectologista. Segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), apesar de a maioria das ocorrências de mordeduras ser causada por cães, acidentes com gatos, ratos e coelhos também aparecem na lista. Na maioria das vezes, a mordida de cachorro não costuma causar maiores complicações, mas, segundo a entidade, pelo menos 50% das feridas causadas pelos gatos (por mordidas ou arranhões) vão infectar e, por isso, precisam de tratamento adequado.

Há pouco mais de quatro anos, a dona de casa Vanessa Godoi Romero, de 54 anos, foi mordida na mão por um gato que ela havia resgatado da rua após um atropelamento. Ela cuidava do animal em casa, mas ele se assustou com os cachorros no quintal e quando ela tentou separá-los foi mordida. Ela procurou o hospital imediatamente, iniciou um tratamento com antibióticos, mesmo assim teve uma infecção grave e perdeu a mobilidade do dedo.

“Eu deveria ter recebido antibiótico endovenoso e não oral. Não sei qual foi a bactéria responsável, mas a infecção foi muito grave. O meu dedo ficou muito inchado e rompeu o tendão. Demorei muito para conseguir atendimento com um especialista em mão por causa da pandemia. Fiz uma cirurgia, mas não recuperei totalmente o movimento do dedo”, contou. Ela faz fisioterapia duas vezes na semana para tentar recuperar a mobilidade do dedo.

‘Doença da arranhadura do gato’ Uma das principais doenças causadas pelo arranhão do gato é a bartonelose, uma infecção causada por bactérias do gênero Bartonella, conhecida como “doença da arranhadura do gato”. Ela pode provocar desde uma pequena inflamação no local da ferida, inchaço nos gânglios e febre, até quadros graves que afetam os nervos e o coração. Em geral, os gatos jovens têm mais probabilidade de transmitir a infecção, e a doença se manifesta de forma mais intensa em pessoas com imunidade reduzida, como idosos ou crianças.

A esporotricose é outra doença que pode acometer gatos e, eventualmente, contaminar os humanos. Também é conhecida popularmente como “doença do jardineiro”, pois ao cuidar de plantas e remexer a terra, a pessoa pode se contaminar. Isso porque trata-se de um fungo que está presente no solo e no ambiente, que pode acometer a pele dos gatos. A transmissão se dá pelo contato de algum tipo de lesão de pele ou mucosa com o fungo, causando lesões que evoluem de forma progressiva. No caso dos humanos, é possível adquirir esporotricose pela mordedura, arranhadura ou contato da nossa pele lesada com o fungo que está presente na pele do gato.

“Esta é uma doença de difícil diagnóstico e é um problema de saúde pública. A boa notícia é que pode ser tratada com antifúngicos. No município de São Paulo, essa é uma doença de notificação compulsória, tanto quando ocorre nos gatos ou quando ocorre em humanos”, explica a infectologista, que ressalta que essa é uma enfermidade que não se apresenta logo no dia da mordedura ou do contato com o gato doente — pelo contrário, tem uma evolução lenta.

Ao procurar atendimento, também haverá a checagem do status da vacinação antitetânica, já que os ferimentos causados por mordidas de animais também podem causar tétano (uma infecção aguda e grave). Se o esquema vacinal da pessoa estiver em dia, ela deve receber uma dose de reforço. Se a pessoa não souber a sua história vacinal, deverá receber as três doses da vacina.

Outra medida possível é a aplicação da vacina ou da imunoglobulina antirrábica, caso haja suspeita de o animal estar contaminado pelo vírus da raiva. A raiva, uma zoonose, apresenta um período de incubação do vírus que pode variar de dias a anos, sendo que, em média, leva cerca de 45 dias para que os sintomas se manifestem no corpo humano. Entretanto, em crianças, os sintomas podem surgir mais rapidamente. A evolução da doença depende do tipo de exposição, seja por mordedura, lambedura, seja por arranhão. Fatores como a profundidade e o local da lesão, juntamente com a carga viral transmitida, também influenciam. Por essa razão, é fundamental monitorar o animal por um período de dez dias.

“Independentemente de conhecer ou não o animal, devemos procurar um pronto atendimento, já que somente o médico conseguirá avaliar as condições da lesão, verificar a necessidade de antibiótico e de profilaxia de raiva. Há risco de infecções e pode haver extensão para o osso, e tanto a doença da arranhadura do gato quanto a infecção após a mordida podem ter consequências fatais se não tratadas adequadamente”, completou a infectologista.

Fique atento e evite acidentes Segundo dados da Vigilância de Zoonoses da Prefeitura de São Paulo, os animais podem interpretar algumas atitudes simples como provocativas e seguir os seus instintos de defesa — e a reação natural é morder ou arranhar. Por isso, a orientação é nunca mexer em gatos não conhecidos, soltos na rua ou mesmo presos atrás de portões, pois faz parte do instinto do animal proteger o território onde está, seja dentro de casa, em um terreno, seja solto na rua.

Tocar de forma inesperada também pode ser perigoso. Em geral, se o animal estiver dormindo ou se alimentando e se sentir ameaçado, é provável que ele reaja com movimentos rápidos e agressivos.

De acordo com a Vigilância de Zoonoses, o animal apresenta sinais de irritação, sendo importante saber identificá-los. Quando um gato está irritado, por exemplo, ele tende a dobrar as orelhas para trás, balançar a cauda, arrepiar os pelos, rosnar e abrir a boca. Além disso, pode começar a emitir sons, encolher-se e, eventualmente, pular e atacar.

Se um gato se aproximar e não for possível evitá-lo, a recomendação é permanecer imóvel e proteger a cabeça, o rosto e o pescoço com mãos e braços. Não olhe diretamente e, se possível, não grite nem corra. Tente identificar o animal mordedor para que o acidente não volte a acontecer. Entre as principais orientações, estão:

  • preste atenção nas características do animal, como tamanho, tipo de pelo, idade aproximada; • procure identificar e localizar o dono do animal para saber onde ele vive e quais suas condições de saúde; • se for um gato que tenha dono, solicite ao tutor que observe o animal por dez dias e acompanhe a sua evolução — se nesse período o animal adoecer ou mudar de comportamento, o serviço de saúde deve ser acionado; • caso seja um animal desconhecido e sua observação for impossível, relate o ocorrido ao procurar o serviço de saúde para que sejam tomadas as medidas preventivas.

Agência Einstein

A ansiedade é caracterizada pela sensação de nervosismo. Um sentimento comum a todos os humanos, principalmente em algumas situações especiais para a pessoa, como uma entrevista de emprego, uma prova importante ou uma viagem.

No entanto, se essa sensação for exacerbada, causando desconfortos, medos e preocupações exageradas e/ou se for constante, ela pode representar algo mais sério.

A ansiedade pode estar presente como sintoma de condições psiquiátricas, como o transtorno de ansiedade generalizada.

Mas além do tratamento medicamentoso e da psicoterapia com psicólogo(a) ou com médico(a) psiquiatra, terapias alternativas também podem ser indicadas para alívio dos sintomas.

A acupuntura é uma das opções de terapia complementar que podem ser utilizadas para tratar a ansiedade.

Quer saber mais sobre esse tratamento e como ele pode ajudar a melhorar a ansiedade? Então continue a leitura do artigo!

Índice — Neste artigo, você encontrará:

O que é a acupuntura? Como é feita a acupuntura para ansiedade? Quais pontos são usados para tratar essa condição? Em quanto tempo a acupuntura faz efeito? A acupuntura possui alguma contraindicação? O que é a acupuntura? A acupuntura é uma prática terapêutica milenar que se originou na medicina tradicional chinesa. Consiste na inserção de agulhas extremamente finas em pontos específicos do corpo, chamados de “pontos de acupuntura".

Acredita-se que esses pontos estejam localizados ao longo de canais energéticos conhecidos como meridianos, pelos quais flui a energia vital chamada “qi” ou “chi".

O objetivo da acupuntura é restabelecer o equilíbrio do qi no corpo, promovendo a saúde e aliviando diversos problemas de saúde.

Através do estímulo dos pontos de acupuntura é possível regular o fluxo de energia, melhorar a circulação sanguínea e ativar o sistema nervoso. Isso pode contribuir para aliviar dores, reduzir o estresse e melhorar o bem-estar geral.

A acupuntura é frequentemente utilizada para tratar dores musculares e articulares, enxaquecas, problemas digestivos, distúrbios do sono, ansiedade, depressão e outras muitas condições. Como é feita a acupuntura para ansiedade? A acupuntura é uma opção não medicamentosa e integrativa, sendo definida como um tratamento complementar para aliviar os sintomas de ansiedade.

É importante ressaltar que a acupuntura não é a única solução para a ansiedade. Geralmente, ela é utilizada em conjunto com outras abordagens terapêuticas, como terapia cognitivo-comportamental, medicação, exercícios e técnicas de gerenciamento do estresse.

Inicialmente, o profissional acupunturista realiza uma entrevista detalhada para traçar o melhor plano de tratamento. O mesmo é personalizado e direcionado para amenizar as queixas e sintomas.

Existem muitas possibilidades de associações de pontos e técnicas dentro da Medicina Tradicional Chinesa. Veja alguns exemplos a seguir:

Regulação do sistema nervoso A estimulação dos pontos de acupuntura pode influenciar o sistema nervoso autônomo, ajudando a equilibrar a atividade entre o sistema nervoso simpático (responsável pela resposta de "lutar ou fugir") e o sistema nervoso parassimpático (responsável pela resposta de "descansar e digerir").

Isso pode ajudar a reduzir a hiperatividade do sistema nervoso simpático, comum em pessoas com ansiedade.

Liberação de endorfinas A acupuntura pode estimular a liberação de endorfinas, substâncias químicas naturais do corpo que têm efeitos analgésicos e promovem uma sensação de bem-estar. Isso pode ajudar a aliviar a tensão e o desconforto associados à ansiedade.

Redução do estresse Essa terapia é conhecida por auxiliar na redução dos níveis de cortisol, o hormônio do estresse, no corpo. Isso pode ajudar a diminuir a resposta ao estresse e, consequentemente, reduzir a ansiedade.

Melhora do sono Muitas pessoas com ansiedade sofrem de distúrbios do sono. A acupuntura pode ajudar a melhorar a qualidade do sono, o que, por sua vez, pode reduzir os sintomas de ansiedade.

Foco na mente e corpo Ela promove a conscientização do corpo e da mente, o que pode ajudar as pessoas a se conectarem com seus sentimentos e preocupações, promovendo um maior entendimento e controle das emoções.

Quais pontos são usados para tratar essa condição? Os pontos comumente utilizados para melhorar os sintomas de ansiedade são:

C7: pulso; P9: pulso; CS6: pulso; E36: próximo ao joelho; R3: tornozelo; VB44: pé; F3: pé; IG4: mão; VG20: cabeça; Yitang: testa. Em quanto tempo a acupuntura faz efeito? O tempo que leva para a acupuntura fazer efeito pode variar de pessoa para pessoa e depende de vários fatores, como:

Condição que está sendo tratada; Gravidade dos sintomas; Frequência das sessões de acupuntura; Resposta individual do paciente. Aqui estão algumas considerações gerais quanto ao efeito da acupuntura a curto, médio e longo prazo:

Alívio imediato Algumas pessoas relatam alívio imediato dos sintomas após uma sessão de acupuntura. Isso pode ser particularmente comum em casos de dor aguda, como dores musculares e articulares.

Efeitos cumulativos Para muitas condições, como ansiedade, depressão, insônia e problemas crônicos, pode ser necessária uma série de sessões de acupuntura para se obter resultados significativos. Os efeitos tendem a ser cumulativos, melhorando gradualmente ao longo do tempo.

Variação individual A resposta à acupuntura varia de pessoa para pessoa. Algumas pessoas podem ver resultados notáveis após apenas algumas sessões, enquanto outras podem precisar de um tratamento a longo prazo para alcançar os benefícios desejados.

Plano de tratamento O acupunturista geralmente desenvolve um plano de tratamento personalizado com base no diagnóstico e nas necessidades do paciente. Isso pode incluir a determinação da frequência das sessões, que pode variar de algumas vezes por semana a menos frequentemente, dependendo da situação.

Persistência A consistência e a aderência ao plano de tratamento são importantes. Seguir as recomendações do acupunturista e comparecer às sessões agendadas é fundamental para obter os melhores resultados.

A acupuntura possui alguma contraindicação? As contraindicações da acupuntura podem variar de acordo com a situação individual de cada paciente, mas aqui estão algumas considerações gerais:

Distúrbios hemorrágicos: pessoas com distúrbios de sangramento, como hemofilia, devem evitar a acupuntura, uma vez que a inserção de agulhas pode aumentar o risco de hemorragias;

Risco de infecção: se houver uma infecção ativa na área em que as agulhas seriam inseridas, a acupuntura deve ser adiada até que a infecção esteja resolvida.

Gravidez de alto risco: mulheres grávidas devem estar sob acompanhamento de seu obstetra antes de consultar um acupunturista;

Medo extremo de agulhas: pessoas que sofrem de fobia severa de agulhas podem não ser bons candidatos para a acupuntura, a menos que possam superar esse medo;

Marcadores anatômicos específicos: alguns pontos de acupuntura estão localizados em áreas sensíveis, como próximo a nervos, vasos sanguíneos ou órgãos vitais. Nestes casos, o acupunturista deve ter extrema precaução;

Infecção ou alergia a agulhas: pessoas com infecções crônicas de pele ou alergias a materiais usados em agulhas devem informar seu acupunturista;

Pacientes com transtornos mentais e agitação;

Condições médicas graves não controladas: em alguns casos, pacientes com condições médicas graves, como insuficiência cardíaca grave, insuficiência renal terminal ou câncer avançado, podem não ser candidatos ideais para a acupuntura, a menos que sob a supervisão e aprovação de seus médicos.

Além disso, certas situações individuais e condições médicas podem requerer avaliação e supervisão cuidadosa antes de prosseguir com a acupuntura.

A acupuntura é uma terapia complementar que pode ser muito útil no tratamento de diversas condições, inclusive da ansiedade.

Caso tenha interesse nesse procedimento não deixe de conversar com seu médico(a) a respeito. Também é importante procurar por um profissional acupunturista habilitado.

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O organismo de mulheres vítimas de estupro e acometidas por transtorno de estresse pós-traumático (Tept), mesmo diante de melhora nos sintomas de depressão e ansiedade após tratamento, continuou apresentando uma resposta ao estresse.

estresseestupro

A conclusão é de uma pesquisa realizada no ambulatório do Programa de Pesquisa e Atenção à Violência e ao Estresse Pós-traumático (Prove), da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Um ano depois do início do tratamento, quando os pesquisadores avaliaram o cortisol – hormônio que ajuda a controlar o estresse – e as citocinas inflamatórias – que conduzem a resposta inflamatória –, eles tinham uma alteração considerada importante.

"Essa questão de continuar, depois de um ano, com o cortisol alto, mostrando que tem uma reação ao estresse ainda ali acontecendo, e essas citocinas inflamatórias ainda altas e alteradas, corrobora com essa nossa hipótese de que, sim, existe uma neuro-progressão", explicou Andrea Feijó de Mello, professora do Departamento de Psiquiatria da Unifesp.

"O trauma sexual é algo tão grave que mesmo melhorando a sintomatologia clínica, o organismo continua tendo uma resposta ao estresse alterado", completou a especialista.

As alterações constatadas no estudo estão ligadas, em geral, a doenças do sistema imunológico e do estresse. "A alteração crônica do cortisol é ligada a várias doenças, então [há] risco maior para diabete, para doenças cardíacas, para doenças autoimunes, como psoríase, lúpus, artrite reumatoide". "Se isso perdura, provavelmente vai causar consequências, tanto psíquicas, como a pessoa não ter uma melhora dos sintomas de estresse pós-traumático, quanto clínicas, como talvez desenvolvimento de doenças ligadas a alterações do cortisol cronicamente ou das citocinas inflamatórias", disse.

As mulheres que integraram o estudo foram atendidas inicialmente no Hospital Pérola Byington, centro de referência em saúde da mulher na cidade de São Paulo, e depois foram encaminhadas ao Prove, onde receberam tratamento para o estresse pós-traumático. Segundo Andrea Mello, em torno de 45% das vítimas de estupro vão desenvolver Tept.

Foram 74 mulheres iniciadas no estudo, mas 49 terminaram o protocolo. Uma parte recebeu tratamento medicamentoso, enquanto outra passou por terapia interpessoal. Ambas tiveram melhora nos sintomas clínicos após as intervenções, relacionados a depressão e ansiedade, por exemplo.

"O nosso tratamento foi suficiente para os sintomas psíquicos relacionados a isso [Tept], mas não [foi eficaz] com a alteração biológica que está acontecendo por trás desse processo", disse Andrea Mello.

"Pesquisas futuras seriam necessárias para seguir essas pessoas por mais tempo do que um ano para entender o que acontece nesse sistema. O que a gente entendeu nesse momento é que esse sistema está hiperativado e que isso pode causar consequências danosas ao longo do tempo", pontuou a pesquisadora.

Estatística A cada 8 minutos, uma menina ou mulher foi estuprada no primeiro semestre de 2023 no Brasil, maior número da série iniciada em 2019 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). Foram registrados 34 mil estupros e estupros de vulneráveis de meninas e mulheres de janeiro a junho, o que representa aumento de 14,9% em relação ao mesmo período de 2022.

Os dados de violência compilados correspondem aos registros de boletins de ocorrência em delegacias de Polícia Civil de todo o país. Como há subnotificação de casos de violência sexual, os números de estupro podem ser ainda maiores.

Agência Brasil

Foto: AGÊNCIA BRASIL/ARQUIVO

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) segue monitorando os casos de Covid-19 registrados no Piauí. Segundo dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificações (Sinan) e números do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), os casos da doença continuam dentro da normalidade no Piauí.

De acordo com o levantamento da Gerência de Vigilância em Saúde, da Sesapi, o último aumento registrado foi na Semana Epidemiológica 42, correspondente ao período de 15 a 21 de outubro de 2023, onde 70 casos foram registrados. As semanas seguintes registraram quedas como a semana 43 (48 casos), 44 (31 casos), 45 (19 casos) e 9 casos na semana 46. O ano de 2023 registrou até o momento 11.709 casos de covid-19.

“A Sesapi continua monitorando a cada Semana Epidemiológica o número dos casos registrados de Covid-19, nos sistemas oficiais. E o que percebemos é uma oscilação semana após semana, contudo, em nenhum momento, até agora, nós observamos um aumento expressivo, que nos traga preocupação quanto a situação da doença em nosso estado”, pontua Ester Miranda, Gerência de Vigilância em Saúde.

As internações pela doença também não tiveram crescimento, porém, a Sesapi lembra que o vírus continua circulando e que medidas de prevenção à doença como manter a vacinação em dia, com as doses de reforço necessárias são essenciais.

“Lembramos nossa população, principalmente aquela de risco, que tomem sua dose de reforço, procurem um posto de saúde mais próximo, e tomem sua vacina, para contribuir com a diminuição da circulação do vírus, e consequentemente e internações por Covid-19”, lembra Ester Miranda.