Transtornos dissociativos são aqueles que envolvem a redução ou perda de funções relacionadas à consciência, identidade, memórias, percepções, emoções e ações.

Dissociações por si só podem ocorrer ocasionalmente, um momento em que ocorre um distanciamento da realidade, como em uma situação rotineira feita sem a devida consciência ou uma conversa que é esquecida logo depois.

Isso ocorre por conta de uma falha na integração das memórias e sentidos, mas nesse caso, é considerada uma dissociação não patológica, pois não atrapalha a pessoa acometida por ela.

Todavia, os transtornos são mais complexos e geram prejuízos à pessoa que os têm, atrapalhando sua vida cotidiana, suas relações interpessoais e mesmo sua forma de ver o mundo.

Entre os principais tipos, se destaca a amnésia dissociativa (CID: F44.0), que pode acarretar na perda de memórias importantes.

Índice

O que é a amnésia dissociativa? Causas Quais são os sintomas? Tratamento da amnésia dissociativa Tem cura? O que é a amnésia dissociativa? Esse transtorno tem como principal característica a perda da memória referente a acontecimentos específicos ou algum período da vida, que pode ser curto ou extenso.

Neste caso, a amnésia não tem relação com alguma doença ou outra condição física. Ela também não é como um esquecimento comum, pois em contextos gerais, essa informação perdida não seria esquecida.

A maioria dos indivíduos que possuem esse transtorno não têm plena consciência de que existe esse episódio que foi apagado da mente. Por vezes, essa noção surge apenas quando há a necessidade de trazer à lembrança a tona ou surge algum gatilho relacionado.

A amnésia dissociativa pode ser separada em alguns tipos, sendo estes três os principais: localizada, seletiva e generalizada.

Localizada Se refere a perda da memória de algum evento ou período de tempo em particular, criando lacunas na mente não apenas do acontecimento, mas também de lembranças associadas ou de todo o período de tempo no qual ele se encaixa.

Seletiva Esse tipo de amnésia dissociativa apaga memórias específicas, mas a pessoa acometida pelo transtorno ainda é capaz de se lembrar de alguns fragmentos relacionados.

Generalizada É o tipo mais raro, e consiste em um esquecimento amplo. Pode ocorrer de o indivíduo não se recordar de sua identidade, história, habilidades aprendidas e informações gerais sobre o mundo e seu contexto. Causas A amnésia dissociativa é muito associada a eventos traumáticos ou estressantes, embora essa não seja uma regra.

Alguns exemplos de situações que podem resultar nesse tipo de amnésia são:

Luto; Acidentes; Abusos físicos ou sexuais; Desastres naturais; Experiências em guerras. O esquecimento ocorre de forma inconsciente, como uma defesa psicológica que protege a pessoa dos sentimentos e dores ligados a essas experiências. Quais são os sintomas? O principal sintoma é o esquecimento, que pode vir acompanhado de pensamentos confusos. Isso depende do tipo de amnésia dissociativa que cada indivíduo enfrenta - se é a localizada, seletiva ou generalizada. Em algumas pessoas ainda podem ocorrer episódios de flashbacks.

Um outro sintoma é a influência inconsciente de comportamentos. Por exemplo, ainda que a pessoa não se lembre de um episódio traumático vivenciado, ela pode apresentar medos e bloqueios relacionados, mesmo sem entender o porquê.

Para chegar a um diagnóstico, é necessário avaliar os sintomas cuidadosamente, junto com o histórico do(a) paciente.

Com análise médica e psicológica, deve-se buscar a presença de outras possíveis causas para a amnésia, como episódios de convulsão, AVC, uso de medicamentos, álcool ou drogas, tumores cerebrais, alzheimer e outros tipos de demência.

Se essas possibilidades forem descartadas, a amnésia dissociativa pode ser constatada.

Tratamento da amnésia dissociativa A condição geralmente é tratada por meio de um acompanhamento psicoterápico. Muitas vezes, em casos de transtornos dissociativos, a abordagem adotada é a terapia cognitivo-comportamental, que possibilita auxiliar o(a) paciente a entender seus pensamentos e sua condição em geral e direcionar uma autoavaliação.

Entretanto, o método de tratamento deve ser adaptado de acordo com o estado da pessoa que possui o transtorno. Por vezes, é necessário retirar o indivíduo do contexto relacionado ao problema, evitando também situações de conflito e estresse que podem dificultar sua melhora.

É preciso ter muito cuidado na abordagem, visto que as lembranças que anteriormente foram apagadas podem estar relacionadas com situações traumáticas. À medida que essas lacunas na memória vão sendo preenchidas, devem ser aplicadas as terapias que ajudam a pessoa a lidar com essas questões.

Por isso, é fundamental que se tenha um ambiente de suporte que seja o mais completo possível, oferecendo o acolhimento necessário.

Tem cura? A amnésia dissociativa pode ser curada. Porém, isso depende de uma série de fatores, como o tipo do transtorno, sua gravidade e a eficácia do tratamento. Cada caso deve ser analisado individualmente e tratado da melhor forma, visando o melhor para o(a) paciente.

A amnésia dissociativa é um transtorno complexo e que merece um cuidado empático e livre de julgamentos ou imposições.

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A China garantiu nesta terça-feira (28) que "não há razões para se preocupar" com o crescente surto de infecções respiratórias que assola o país asiático e que, segundo Pequim, se deve a "patógenos conhecidos"

Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin disse em coletiva de imprensa que as autoridades chinesas "mantiveram contato com a Organização Mundial de Saúde (OMS)" sobre a situação na China.

"Posso garantir que viajar e fazer negócios na China é seguro e não há razões para se preocupar", disse Wenbin, que anteriormente havia se recusado a comentar essa questão e chegou a mandar os jornalistas procurarem as agências de saúde competentes.

Na semana passada, representantes da Comissão de Saúde da China realizaram uma reunião por videoconferência com responsáveis ​​da OMS, na qual os responsáveis ​​chineses apresentaram dados sobre vigilância e detecção de agentes patogênicos causadores de doenças respiratórias, bem como protocolos de diagnóstico e tratamento.

A notificação ocorreu depois de a OMS ter solicitado à China informações detalhadas sobre o recente aumento de casos de doenças respiratórias e surtos de pneumonia infantil. Segundo a comissão, o surto deve-se a "patógenos conhecidos", como a gripe sazonal, bem como o rinovírus, o Mycoplasma pneumoniae, o vírus sincicial respiratório e o adenovírus, e atingirá seu pico em uma a duas semanas, segundo especialistas locais.

As autoridades chinesas já pediram na semana passada o reforço dos cuidados primários e da coordenação entre hospitais para fazer frente ao aumento de casos de infecções respiratórias. A comissão emitiu essas recomendações após as autoridades de saúde chinesas terem relatado um aumento na incidência de doenças respiratórias no país, algo que atribuíram em parte à suspensão das medidas preventivas contra a Covid-19 no início deste ano.

Agência EFE

O Brasil deve registrar 704 mil novos casos de câncer ao ano entre 2023 e 2025, com destaque para as regiões Sul e Sudeste, que concentram cerca de 70% da incidência da doença. A previsão é do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Na segunda-feira (27), foi lembrado o Dia Nacional de Combate ao Câncer.

casoscancer

"A estimativa é a principal ferramenta de planejamento e gestão na área oncológica no Brasil, fornecendo informações fundamentais para a definição de políticas públicas", destacou o Inca, ao se referir à publicação "Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil". O material traz estimativas para a ocorrência dos 21 tipos de câncer mais incidentes no país.

O levantamento mostra que o tumor maligno mais incidente no Brasil é o de pele não melanoma (31,3% do total de casos), seguido pelos de mama feminina (10,5%), próstata (10,2%), cólon e reto (6,5%), pulmão (4,6%) e estômago (3,1%).

Em homens, o câncer de próstata é predominante em todas as regiões, totalizando 72 mil casos novos estimados a cada ano no triênio fixado, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma.

Nas regiões de maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), os tumores malignos de cólon e reto ocupam a segunda ou a terceira posição, sendo que, nas de menor IDH, o câncer de estômago é o segundo ou o terceiro mais frequente entre a população masculina.

Já entre as mulheres, o câncer de mama é o segundo mais incidente (atrás apenas do câncer de pele não melanoma), com 74 mil casos novos previstos por ano até 2025. Nas regiões mais desenvolvidas, em seguida, vem o câncer colorretal. Mas, nas de menor IDH, o câncer do colo do útero ocupa a terceira posição.

Entenda o câncer Segundo o Ministério da Saúde, câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, essas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo.

A doença surge a partir de uma mutação genética, ou seja, de uma alteração no DNA da célula, que passa a receber instruções erradas para suas atividades. Quando os casos começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominados carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo ou cartilagem, são chamados sarcomas.

O câncer não tem uma causa única. Há, segundo a pasta, diversas causas externas (presentes no meio ambiente) e internas (como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas), sendo que entre 80% e 90% dos casos estão associados a causas externas. Mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, hábitos e estilo de vida podem aumentar o risco.

Agência Brasil

Tânia Rêgo/ Agência Brasil