Ver alguém demonstrando desgosto ao comer vegetais pode reduzir seu gosto de comer esses alimentos. É o que sugere um experimento realizado com um pouco mais de 200 mulheres jovens no Reino Unido. Os resultados foram publicados na quinta-feira (11) no periódico Frontiers in Psychology.

As participantes do estudo assistiram a um vídeo contendo trechos de diferentes adultos consumindo brócolis cru. Ao comer, os indivíduos das gravações exibiam expressões faciais positivas (sorrindo), neutras ou negativas (semelhantes a desgosto).

Os pesquisadores examinaram apenas as reações de mulheres para evitar diferenças de gênero nos resultados. Eles observaram que aquelas que assistiram a expressões faciais negativas apresentaram uma redução maior nas avaliações de gostar de brócolis.

O oposto, contudo, não se confirmou. "Ver outras pessoas comendo um vegetal cru com uma expressão facial positiva não aumentou o gosto ou o desejo de comer vegetais em adultas", expllicou Katie Edwards, pesquisadora da Escola de Psicologia da Aston University, em Birmingham, e autora principal do estudo, em comunicado.

Os resultados foram parcialmente contra pesquisas anteriores, que mostraram que os comportamentos são mais propensos a serem imitados se as consequências positivas forem observadas. Enquanto isso, comportamentos negativos eram menos prováveis diante de resultados negativos.

Mas por que as mulheres não pareceram ser influenciadas pelas expressões faciais positivas dos comedores de brócolis? Uma explicação possível pode ser que evitar qualquer alimento que pareça nojento pode nos proteger de comer algo que tenha gosto ruim ou seja prejudicial. Outro motivo pode ser que sorrir ao comer é percebido como uma exibição atípica de gostar de determinada comida.

"Isso pode implicar que assistir alguém comer um vegetal cru com expressões faciais positivas não parece ser uma estratégia eficaz para aumentar o consumo de vegetais em adultos", disse Edwards.

Modelagem social em crianças A tendência humana de aprender comportamentos ao observar os outros é chamada de modelagem social que, de acordo com a pesquisa, "é uma influência social poderosa e robusta no comportamento alimentar".

Apesar do experimento ter sido feito em mulheres adultas, os especialistas acreditam que os resultados poderiam se aplicar a crianças, que tendem a ser menos dispostas a experimentar vegetais. "Por exemplo, se uma criança vê um dos pais mostrando desgosto ao comer vegetais, isso poderia ter consequências negativas na aceitação de vegetais pelas crianças", apontou Edwards.

A pesquisa conclui que, no futuro, é importante examinar o efeito de assistir ao vivo ao prazer alimentar — e não apenas em vídeos, como foi feito desta vez. "Além disso, precisamos de mais pesquisas para ver se os resultados deste estudo se traduzem no consumo real de vegetais pelos adultos."

Revista Galileu

Nos dias mais quentes do ano os cuidados com a hidratação precisam ser redobrados, já que ficamos mais expostos ao sol e a temperaturas mais elevadas. A ingestão de água é essencial para evitar desidratação e manter o organismo funcionando corretamente.

Além disso, o consumo de frutas ricas em água, como melancia e abacaxi, também ajudam a manter o corpo hidratado. Nós conversamos com a nutricionista e biomédica Camila Monteiro, que deu algumas dicas para se manter bem hidratado no verão. Vem ver!

Olha, olha, olha a água mineral A primeira dica da nutricionista é calcular a quantidade de água que o seu organismo precisa diariamente. Para isso, basta multiplicar o número 35 pelo seu peso atual. Um adulto pesando 60 kg, por exemplo, precisara beber aproximadamente 2.100 mililitros de água por dia.

Outra dica é não esperar a sede chegar. "Se a sede chegar é um indício de que já tem coisa errada. Se acostume a ter uma garrafinha ao seu lado, coloque o celular para despertar, mas beba água frequentemente", sugere a especialista em alimentação.

Caso tenha dificuldade em beber água, Camila Monteiro orienta: "Se você não tem o costume ou acha que não vai conseguir beber tanta água, tenta saborizar a água com frutas picadas ou folhas de hortelã."

O importante é não deixar de ingerir a água, já que ela evita a desidratação, que causa náusea, fadiga e constipação.

Evite alimentos gordurosos Nos dias mais quentes, vale apostar no consumo de frutas que são ricas em água, como a melancia, melão, abacaxi e laranja, e deixar de lado os pratos mais pesados e gordurosos. "Na hora das refeições, o interessante é [comer] comidas leves. Uma salada com mix de folhas, legumes variados com um bom grelhado ou uma boa proteína são opção", acrescenta a nutricionista.

Globo alimentação e saúde

O uso, sem previsão na bula (off label), de hidroxicloroquina para tratar pacientes hospitalizados com covid-19 na primeira onda da pandemia pode estar relacionado a cerca de 17 mil mortes em seis países: Bélgica, França, Itália, Espanha, Estados Unidos e Turquia. A maior parte das mortes estimadas, cerca de 7,5 mil, foi nos Estados Unidos.  

A estimativa foi feita por pesquisadores da França e do Canadá em um estudo que reúne dados coletados com diferentes metodologias, e teve as conclusões publicadas com ressalvas neste ano no periódico científico Biomedicine & Pharmacotherapy.

Os cientistas estimaram ainda que o uso do medicamento pode ser associado a um aumento de 11% na taxa de mortalidade de pacientes hospitalizados.

Limitações

Os autores afirmam que, apesar das limitações do estudo e de suas imprecisões, ele ilustra o perigo de, no manejo de futuras emergências, mudar a recomendação de um medicamento com base em evidências fracas. O número de mortes estimado, de 16.990, pode estar tanto sub como superestimado, mas certamente seria muito maior se houvesse dados disponíveis para mais países, ponderam.

"Esse estudo ilustra as limitações de extrapolar tratamentos de condições crônicas para condições agudas sem dados precisos, e a necessidade de produzir rapidamente evidência de alto nível em testes clínicos randomizados para doenças emergentes", diz o artigo. 

Originalmente, a hidroxicloroquina é indicada para o tratamento de doenças como malária, lúpus e artrite, mas, durante a pandemia de covid-19, seu uso foi defendido por autoridades políticas, como ex-presidente Jair Bolsonaro, mesmo depois de evidências científicas mostrarem ineficácia e riscos.

Já nos primeiros meses da pandemia, a Organização Mundial da Saúde suspendeu os testes para tratamento da covid-19 com a hidroxicloroquina, para preservar a segurança dos pacientes e por reconhecer sua ineficácia.

O estudo publicado neste ano pelos pesquisadores franceses e canadenses reforça que o uso prolongado do medicamento aumenta o risco de problemas cardiovasculares. Os pesquisadores ainda citam um estudo de colegas brasileiros que relaciona a hidroxicloroquina a efeitos colaterais no coração e no fígado.

Agência Brasil

Com a chegada de um novo ano, a cor roxa se destaca no cenário de conscientização e prevenção a uma doença secular: a hanseníase. Em Floriano, a Secretaria Municipal de Saúde dedica o mês de janeiro à temática e convida a população a refletir sobre os desafios e avanços na prevenção dessa doença tão negligenciada.

janeiroroxo

Conhecida antigamente como lepra, a hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Suas características principais são lesões na pele - que podem ser confundidas com outras dermatites nas fases iniciais -, nervos periféricos e mucosas, podendo levar a danos neurológicos, deformidades e estigmatização social, se não tratada precocemente.

A secretária de Saúde, Caroline Reis, destaca que o tema foi escolhido com base na prevenção, onde a pasta vai promover ao longo do mês de janeiro campanhas educativas e informativas junto à comunidade. “Sem informação, a população não sabe onde e quando recorrer ao serviço de saúde. Sem informação, a pessoa acometida pela doença não fica sabendo que essa enfermidade tem cura e o tratamento é gratuito. Informação é cura”, disse.

A transmissão ocorre principalmente por meio de gotículas respiratórias durante contato prolongado com indivíduos infectados não tratados. O tratamento eficaz é possível com antibióticos multidrogas, e a detecção precoce é crucial para evitar complicações e interromper a transmissão.

A diretora de Combate à Hanseníase e Tuberculose, Milena Portela, afirma que as unidades de saúde estarão promovendo rodas e conversas e palestras nesse período. “Neste ano, nossa missão é clara - disseminar informações vitais sobre a hanseníase, uma doença que afeta milhares em todo o mundo. Vamos transformar informação em ação, visando um futuro onde a hanseníase seja detectada precocemente e onde todos tenham acesso ao tratamento necessário. Juntos, podemos fazer deste Janeiro Roxo um marco na nossa luta contra a hanseníase”, afirma Portela.

Secom