O Laboratório Central de Saúde Pública Dr. Costa Alvarenga (Lacen-PI) recebeu mais uma certificação de excelência. Desta vez foi do Programa de Avaliação Externa da Qualidade para Laboratórios da Rede do Departamento de DST Aids e Hepatites Virais. A certificação abrange uma ampla gama de testes, incluindo sorológicos para hepatites virais, HIV e sífilis, testes moleculares de carga viral do HIV, vírus das hepatites B e C, genotipagem do HIV e contagem de células CD4/CD8.
O objetivo desta certificação é avaliar o desempenho dos laboratórios em relação à qualidade dos procedimentos e resultados obtidos para testes cruciais, como carga viral (HIV, HCV e HBV), genotipagem (HIV e HCV) e contagem de linfócitos TCD4/CD8.
Segundo o diretor do Lacen, Fabrício Amaral, a certificação representa um ganho significativo para a população assistida e para a saúde pública do Estado do Piauí. "O resultado, divulgado em dezembro de 2023 com a classificação 'Excelente', evidencia que nossas análises são confiáveis, de qualidade, e nos posiciona como laboratório de referência na área dentro dos Laboratórios da Rede Nacional de laboratórios de quantificação da carga viral do HIV, Hepatites e biologia molecular para detecção de Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae", destaca Amaral.
O diretor explica ainda, que uma serie de investimentos estão sendo feitas pelo Governo do Estado através da Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) para que o laboratório possa realizar exames com maior precisão nos resultados. “A certificação veio por conta de um novo equipamento dedicado à detecção de carga viral por biologia molecular para diagnóstico de HIV, HBV e HCV. Este equipamento também incorporou exames para Chlamydia trachomatis (clamídia) e Neisseria gonorrhoeae (gonorreia), fortalecendo assim a capacidade de diagnóstico de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) na atenção primária e na rede de saúde pública do estado do Piauí”, explica.
A implementação do novo equipamento foi seguida por uma auditoria do Ministério da Saúde, conduzida pelo setor responsável da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVSA)/Coordenação Geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis. Essa auditoria teve como objetivo verificar se os exames e laudos gerados pelo Lacen-PI estão em conformidade com os padrões de qualidade, assegurando a confiabilidade dos resultados.
Além dessa certificação, o Lacen também conquistou o certificado em qualidade pelo Programa Nacional de Controle de Qualidade (PNCQ) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC). O PNCQ avalia anualmente, por meio de testes de proficiência, mais de 5.700 laboratórios brasileiros e cerca de 130 instituições em 11 países da América Latina e Europa. Dos 27 Lacens do Brasil, 14 alcançaram a excelência pelo PNCQ, sendo o do Piauí um deles.
"Este destaque reforça o compromisso do estado em oferecer serviços de saúde da mais alta qualidade à população por meio de nossos hospitais e laboratórios, como o Lacen”, comentou a superintendente de Atenção aos municípios da Sesapi, Leila Santos.
É cientificamente comprovado que a absorção adequada de vitaminas e minerais desempenha certa importância no desenvolvimento do nosso organismo.
Assim, é indispensável que adotemos hábitos alimentares e um estilo de vida saudável para prevenir deficiências nutricionais e potenciais patologias.
Deixando claro aqui que não há um alimento mágico capaz de conferir imunidade completa. O fortalecimento do sistema imunológico é um processo que está ligado a diversos fatores relacionados a um estilo de vida saudável em geral.
A alimentação, portanto, é apenas um componente desse panorama mais amplo. Manter uma vida saudável envolve hábitos como a prática regular de atividade física, a gestão do estresse, o sono adequado e, evidentemente, escolhas alimentares equilibradas.
Continue lendo para saber quais alimentos ajudam na imunidade, dicas de cardápio e muito mais!
Índice:
O que é imunidade? Qual sua importância? Alimentos que aumentam a imunidade Dicas de cardápio para aumentar a imunidade O que diminui a imunidade O que é imunidade? A imunidade, um componente essencial do nosso corpo, é o sistema responsável por assegurar a proteção contra invasões de substâncias estranhas e patógenos, preservando assim a integridade da nossa saúde.
Este sistema, também conhecido como sistema imune, constitui uma rede composta por órgãos, células e moléculas, trabalhando de para manter a homeostase, equilíbrio interno, do organismo e combater agressões de forma eficaz.
Composto por duas principais linhas, a inata e adaptativa, cada uma possui características específicas que desempenham papéis complementares.
Inata É a primeira linha de defesa, atuando de maneira imediata diante de agressões, sem depender de estímulos prévios. Sua resposta rápida e generalizada é fundamental para neutralizar potenciais ameaças ao organismo.
Composto por barreiras físicas, químicas e biológicas. Estas barragens incluem, por exemplo, a pele como barreira física, secreções mucosas que contêm enzimas e células fagocitárias prontas para combater invasores.
Adaptativa Por sua vez, é mais específica e desenvolve uma resposta mais especializada ao reconhecer antígenos específicos.
Essa linha de defesa possui uma "memória imunológica", o que significa que, uma vez exposta a um patógeno, o sistema cria uma resposta mais eficiente em futuros encontros com o mesmo agente invasor.
Formado principalmente por órgãos como o timo e médula óssea, células como linfócitos, macrófagos e moléculas como anticorpos, confere ao sistema imunológico a capacidade de proteger o organismo contra uma ampla gama de ameaças à saúde.
Qual sua importância? Indispensável na proteção do organismo contra uma variedade de agentes infecciosos, incluindo vírus, fungos, bactérias e parasitas. A imunidade é a principal linha de defesa, sendo essencial para preservar a saúde.
Desde o nascimento o sistema imune oferece uma defesa inicial, com uma adaptação e resposta rápida a estímulos diversos.
Infelizmente, mesmo quando o sistema imunológico opera em pleno funcionamento, não há garantia absoluta de que uma pessoa não desenvolverá doenças.
Existem fatores que podem tornar uma pessoa mais suscetível a patologia, resultando no que é comumente conhecido como imunidade baixa. Este estado pode ser observado através de sintomas, como:
Cansaço e fadiga; Sono excessivo; Queda de cabelo; Olhos secos; Ter doenças frequentes, como resfriado e infecções respiratórias; Extremidades corporais frias, por conta da má circulação, compromete a entrega eficiente de oxigênio e nutrientes; Ocorrência frequente de viroses; Constipação ou diarreia podem ocorrer frequentemente por causa da vulnerabilidade do sistema digestivo.
Alimentos que aumentam a imunidade
Diversos alimentos são reconhecidos por suas propriedades benéficas que contribuem para a melhoria da resposta imunológica. Entre eles, destacam-se: Vegetais verdes escuros Geralmente, alimentos com essa coloração são ricos em ferro e ácido fólico, brócolis, rúcula, couve, escarola, folhas de beterraba, nabo e espinafre.
O ácido fólico é fundamental para a formação de leucócitos, as células de defesa do organismo. Esses leucócitos são essenciais para a eliminação de bactérias e outros microrganismos invasores, fortalecendo a resposta natural do corpo contra infecções.
Frutas Cítricas Por sua alta concentração de vitamina C que é um poderoso antioxidante, estimulando a produção de células brancas do sangue e aumentando a produção de anticorpos. Esses elementos são cruciais para reforçar o sistema imune.
Alguns exemplos mais conhecidos são laranjas, limões, tangerinas, abacaxis e acerolas.
Alho Além de ser um grande destaque na culinária, também é uma fonte valiosa de alicina, um composto reconhecido por suas propriedades antioxidantes, anti-inflamatórias e bactericidas, capaz de oferecer diversos benefícios à saúde.
Também demonstra uma capacidade de impactar positivamente a saúde cardiovascular ao contribuir para a regulação da pressão arterial. Essa propriedade pode ser especialmente relevante na promoção da saúde do coração.
Própolis O própolis, seja na versão alcoólica ou não alcoólica, é reconhecido por suas propriedades bactericidas e ação anti-inflamatória. Pode ser utilizado em inalações, gargarejos, diluído em chás ou consumido puro.
Contudo, é importante considerar as restrições ao álcool em determinados grupos.
Gengibre Além de seu reconhecido papel no alívio de náuseas, também possui propriedades antieméticas, com efeitos antimicrobianos e anti-inflamatórios.
Opte pela raiz fresca de gengibre, ele não apenas acentua seu sabor característico, mas também maximiza a entrega de seus benefícios terapêuticos.
Sementes Sementes de girassol e de abóbora são alimentos ricos em antioxidantes e ácidos graxos ômega-3, constituindo uma combinação poderosa para promover a saúde.
Os antioxidantes ajudam na redução da inflamação no corpo, contribuindo para uma resposta imunológica mais eficaz.
Mel Além de adoçar de forma natural, ele também contribui nas propriedades antimicrobianas e anti-inflamatórias, um aliado na prevenção e tratamento de gripes e resfriados. Muito usado aliviar tosse e combater desconfortos respiratórios sazonais.
Peixes Um ótimo exemplo é o salmão, que além de ser uma opção saborosa é fonte natural e excepcional de ácidos graxos ômega 3, que ajudam na regulação das células de defesa do organismo, contribuindo para a manutenção de um sistema imunológico equilibrado.
Além disso, também tem propriedades anti-inflamatórias que proporcionam benefícios significativos para o sistema cardiovascular.
Cúrcuma Uma especiaria rica em antioxidantes, a cúrcuma contribui na proteção contra os danos causados por radicais livres, que podem comprometer a saúde celular.
Além de estimular a produção de células T, fundamentais na resposta imunológica ao atacar áreas infectadas do organismo.
Qual é a melhor vitamina para aumentar a imunidade? Não existe uma resposta única para essa pergunta, pois a melhor vitamina para aumentar a imunidade depende de uma série de fatores, incluindo a idade, o estado de saúde geral e a dieta da pessoa.
No entanto, algumas vitaminas e minerais são particularmente importantes para a função imunológica, incluindo:
Vitamina D: essencial para absorção de cálcio e fósforo; Vitamina C: um antioxidante que ajuda a proteger as células do corpo contra danos de infecções, por exemplo; Vitamina A: importante para a visão, crescimento e desenvolvimento. Também desempenha papel na função imunológica, ajudando a proteger o corpo contra infecções; Zinco: um mineral essencial para o crescimento, desenvolvimento e função de muitas células do corpo, incluindo as células imunológicas; Selênio: é um mineral antioxidante que ajuda a combater infecções. Para garantir que você está recebendo todos os nutrientes necessários para manter uma boa imunidade, é importante seguir uma dieta equilibrada e rica em frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e laticínios.
Também é importante limitar o consumo de alimentos processados, açúcares e gorduras saturadas.
O Hospital da Polícia Militar do Piauí (HPMPI) apresentou alta conformidade com as práticas de Segurança do Paciente, segundo o Relatório da Avaliação Nacional das Práticas de Segurança do Paciente em Serviços de Saúde-2023.
Publicado este mês de janeiro pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o documento aponta a qualidade dos serviços de saúde. A avaliação é realizada nos hospitais de todo o Brasil.
O Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) do Hospital da Polícia Militar (HPMPI), tem conseguido reduzir os riscos associados à assistência em saúde, implementando as melhores práticas.
"O Núcleo de Segurança do Paciente está diretamente vinculada a Direção Técnica do Hospital, temos reuniões mensais onde discutimos todos os indicadores e estudamos melhorias. Ter alta conformidade é algo que nos deixa bastante feliz", disse o diretor técnico, Miguel Teixeira.
Para o superintendente de média e alta complexidade da Sesapi, Dirceu Campêlo, o objetivo é sempre alcançar os melhores resultados possíveis para o paciente.
“A Segurança do Paciente é hoje o principal direcionador das boas práticas hospitalares e no HPMPI o Núcleo de Segurança do Paciente faz a diferença com profissionais preparados e comprometidos”, afirma.
Há pouco mais de um mês, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina contra a dengue no Sistema Único de Saúde (SUS). Antes disso, o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório japonês Takeda, passou pelo crivo da Comissão Nacional de Incorporações de Tecnologias (Conitec) no SUS, que recomendou a incorporação priorizando regiões do país com maior incidência e transmissão do vírus, além de faixas etárias de maior risco de agravamento da doença.
A partir do parecer favorável da Conitec, o ministério reforçou que a vacina não seria utilizada em larga escala em um primeiro momento, já que o laboratório informou ter capacidade restrita de fornecimento de doses. A vacinação contra a dengue na rede pública, portanto, será focada em públicos específicos e em regiões consideradas prioritárias. “Até o início do ano, faremos a definição dos públicos-alvo levando em consideração a limitação da empresa Takeda do número de vacinas disponíveis. Faremos priorizações”, disse a ministra Nísia Trindade à época.
O próximo passo seria um trabalho conjunto entre o Programa Nacional de Imunizações (PNI) e a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização (CTAI), programado para as primeiras semanas de janeiro, com o intuito de definir a melhor estratégia de utilização do quantitativo disponível da vacina. Segundo o laboratório Takeda, a previsão é que sejam entregues 5.082 milhões de doses entre fevereiro e novembro de 2024, sendo que o esquema vacinal da Qdenga é composto por duas doses, com intervalo de 90 dias entre elas.
A avaliação de especialistas da CTAI é que o ministério deve seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e priorizar a vacinação contra a dengue na faixa etária entre 6 e 16 anos, conforme preconizou o Grupo Consultivo Estratégico de Peritos (SAGE, na sigla em inglês). A pasta, entretanto, informou que definiria, em conjunto com estados e municípios, qual a idade a ser priorizada dentro dessa janela, diante do quantitativo reduzido de doses.
A vacina
De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBim), a Qdenga é uma vacina tetravalente que protege, portanto, contra os quatro sorotipos do vírus da dengue – DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. Feita com vírus vivo atenuado, ela interage com o sistema imunológico no intuito de gerar resposta semelhante àquela produzida pela infecção natural. O imunizante deve ser administrado em esquema de duas doses, com intervalo de três meses entre elas, independentemente de o paciente ter tido ou não dengue previamente.
Infecções prévias
Quem já teve dengue, portanto, deve tomar a dose. Segundo a SBim, a recomendação, nesses casos, é especialmente indicada por conta da melhor resposta imune à vacina e também por ser uma população classificada como de maior risco para dengue grave. Para quem apresentou a infecção recentemente, a orientação é aguardar seis meses para receber o imunizante. Já quem for diagnosticado com a doença no intervalo entre as doses deve manter o esquema vacinal, desde que o prazo não seja inferior a 30 dias em relação ao início dos sintomas.
Contraindicações
Conforme especificado na bula, o imunizante é indicado para pessoas de 4 a 60 anos. Como toda vacina de vírus vivo, a Qdenga é contraindicada para gestantes e mulheres que estão amamentando, além de pessoas com imunodeficiências primárias ou adquiridas e indivíduos que tiveram reação de hipersensibilidade à dose anterior. Mulheres em idade fértil e que pretendem engravidar devem ser orientadas a usar métodos contraceptivos por um período de 30 dias após a vacinação.
Eficácia
Ainda de acordo com a SBim, a vacina demonstrou ser eficaz contra o DENV-1 em 69,8% dos casos; contra o DENV-2 em 95,1%; e contra o DENV-3 em 48,9%. Já a eficácia contra o DENV-4 não pôde ser avaliada à época devido ao número insuficiente de casos de dengue causados por esse sorotipo durante o estudo. Também houve eficácia contra hospitalizações por dengue confirmada laboratorialmente, com proteção geral de 84,1%, com estimativas semelhantes entre soropositivos (85,9%) e soronegativos (79,3%).
Demais arboviroses
A SBim destaca que a Qdenga é exclusiva para a proteção contra a dengue e não protege contra outros tipos de arboviroses, como zika, chikungunya e febre amarela. Vale lembrar que, para a febre amarela, no Brasil, estão disponíveis duas vacinas: uma produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), utilizada pela rede pública, e outra produzida pela Sanofi Pasteur, utilizada pelos serviços privados de imunização e, eventualmente, pela rede pública. As duas têm perfis de segurança e eficácia semelhantes, estimados em mais de 95% para maiores de 2 anos.
Registro
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro da Qdenga em março de 2023. A concessão permite a comercialização do produto no país, desde que mantidas as condições aprovadas. O imunizante, contudo, segue sujeito ao monitoramento de eventos adversos, por meio de ações de farmacovigilância sob responsabilidade da própria empresa fabricante.
Outros imunizantes
A Qdenga é a primeira vacina contra a dengue aprovada no Brasil para um público mais amplo, já que o imunizante aprovado anteriormente, Dengvaxia, do laboratório francês Sanofi- Pasteur, só pode ser utilizado por quem já teve dengue. A Dengvaxia não foi incorporada ao SUS e é contraindicada para indivíduos que nunca tiveram contato com o vírus da dengue em razão de maior risco de desenvolver quadros graves da doença.