Gente, dia desses ouvi numa reunião de amigos uma discussão sobre o uso do Ozempic para o emagrecimento rápido. Para quem não conhece esse remédio, o Ozempic tem como princípio ativo a semaglutida, uma substância que reproduz ação do GLP-1, hormônio que regula a glicemia (nível de açúcar no sangue) e traz aquela sensação de saciedade.

bioberon

Originariamente surgiu para tratar o diabetes tipo 2 e a obesidade. Seria a caneta revolucionária que passou a ser indicada para quem quer perder peso também. O uso embora seguro sempre foi polêmico.

E como sou um sujeito questionador, pensei: tem algo similar que possa ser usado? A resposta veio com a minha amiga Leticia Diniz. Ela me apresentou o bioberon e especialistas que defendem o uso. Você não conhece? Então o DiFato, Tudo Importa desvenda os mistérios dessa substância.

O bioberon é um fitoterápico, proveniente do extrato de berberis aristata, complexado em uma matriz fosfolipídica que aumenta em 10 vezes a biodisponibilidade a absorção do medicamento. Diversos estudos apontam que ele pode ser um forte aliado ao emagrecimento e no combate à obesidade.

"A substância ajuda na regulação do perfil glicêmico e na redução da resistência à insulina, contribuindo para a perda de peso. Além disso, atua sobre enzimas que controlam o metabolismo de gorduras, potencialmente auxiliando na redução da gordura depositada e na inibição da formação de novas células adiposas. Ainda reduz o processo inflamatório de maneira efetiva, contribuindo para uma melhora global do quadro de obesidade”.

O suplemento surge da berberina, derivada de plantas como bérberis, corydalis chinesa, hidraste, cúrcuma-arbórea e uva-oregon, e é utilizada, por exemplo, na Medicina Tradicional Chinesa e Ayurvédica.

Aí você deve ter se perguntado (assim como eu): tá, mas isso ajuda mesmo a emagrecer?

Bem, o nutricionista Omar de Faria Neto ressalta que sim, mas aponta outros benefícios que vão além da balança com menos dígitos:

Reduz o colesterol ruim — É capaz de reduzir o colesterol total, os triglicérides e o colesterol LDL, aquele que é prejudicial para o coração. Além disso, pode ajudar a aumentar o HDL, considerado bom para a saúde.

Protege a saúde do cérebro — Por exemplo, ajuda a reduzir a produção de proteínas beta amiloides, relacionadas ao desenvolvimento de Alzheimer. Se for administrada logo após um AVC, outros estudos mostram que pode proteger os neurônios de danos causados pelo acidente.

Restaura a microbiota intestinal — Ajuda na recomposição do epitélio intestinal, evitando a passagem de bactérias nocivas para a circulação. Isso ocorre devido a sua ação anti-inflamatória.

Assim como o Ozempic, ele melhora a ação de medicamentos para diabetes — o efeito hipoglicemiante com essa associação é potencializado. No entanto, não dá para afirmar que ele seja tão ou mais eficiente do que a metformina, remédio mais usado por quem tem diabetes.

Mas todo mundo pode tomar mesmo sendo fitoterápico? A resposta é não. A farmacêutica Flávia Ribeiro ressalta que o medicamento é contraindicado para mulheres grávidas, pois as plantas de onde ele é retirado podem conter substâncias que estimulam o útero.

Bem, esse texto não quer estimular o uso de substâncias, apenas levar informação para que você tenha outras possibilidades de discutir com seu médico sobre o que pode ser melhor para você e para o seu bolso.

De fato tudo importa/R7

Foto: Freepik

Nesta terça-feira, 12/03, é celebrado o “Dia Mundial do Glaucoma”, uma data importante que visa conscientizar sobre este problema que atinge 900 mil pessoas por ano em todo o Brasil. Para esse tema, a médica oftalmologista e especialista em glaucoma clínico e cirúrgico, Nayana Braga, do Hospital Universitário do Piauí, (HU-UFPI), vinculado à Rede Ebserh, fala sobre a doença, tratamento e medidas de prevenção.

De acordo com a especialista, o glaucoma trata-se de uma doença inicialmente silenciosa que acomete o nervo óptico, e é causada principalmente pela elevação da pressão intraocular que, progressivamente, pode levar ao comprometimento da visão e até a cegueira. “Por se tratar de uma doença silenciosa, não existem sintomas iniciais que nos levem a desconfiar da doença, por isso, recomendamos, como medidas de prevenção, a avaliação oftalmológica periódica anual para verificarmos suspeita de glaucoma e iniciar a investigação e tratamento”, alerta a médica.

Ela explica que a base do tratamento consiste na redução da pressão intraocular para retardar a evolução da doença. “Na maioria das vezes lançamos mão do uso de colírios, porém em alguns casos específicos e refratários ao tratamento, podemos realizar tratamentos a laser e cirúrgicos”, comenta.

Atendimento no HU-UFPI/Ebserh

“Aqui no HU-UFPI/Ebserh temos todos os equipamentos necessários para propedêutica do glaucoma, desde o exame básico nos ambulatórios a exames complementares de diagnósticos como: tonometria, gonioscopia, fundoscopia, campimetria computadorizada, paquimetria, retinografia colorida, tomografia de coerência ótica. Também possuímos tratamento a laser de irodotomia”, informa a médica.

Como é o acesso?

De acordo com a especialista, para se ter acesso ao tratamento no HU-UFPI/Ebserh inicialmente o paciente deve agendar e realizar uma consulta ambulatorial pela regulação do SUS, nos Postos de Saúde, com o oftalmologista. Caso seja verificada a suspeita de glaucoma, por meio dos exames oftalmológicos, é solicitada a realização de exames complementares que podem ser marcados nos postos de saúde ou na marcação do HU-UFPI.

"Após a realização desses exames, o paciente é reavaliado em uma nova consulta, com os exames solicitados, tendo assim o seu diagnóstico e indicação de tratamento. A partir do diagnóstico e resposta terapêutica, o paciente deve seguir em acompanhamento terapêutico periódico de acordo com o tipo e o estadiamento da doença, visto que o glaucoma é uma doença crônica”, finaliza a médica.

Sobre a Ebserh

O HU-UFPI faz parte da Rede Ebserh desde novembro de 2012. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 41 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência. Como hospitais vinculados a universidades federais, essas unidades têm características específicas: atendem pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) ao mesmo tempo que apoiam a formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de pesquisas e inovação.

*Com informações HU-UFPI

O glaucoma, doença que acomete o nervo óptico do olho, é a principal causa de deficiência visual e cegueira irreversível no Brasil e no mundo. As informações são da SBO (Sociedade Brasileira de Oftalmologia). Nesta terça-feira (12), é comemorado o Dia Mundial do Glaucoma, data que relembra a importância de um acompanhamento médico para os cuidados contra a enfermidade.

glaucoma

"O glaucoma é uma doença silenciosa, na grande maioria das vezes, ela não traz sintomas e nem sinal, por isso, o paciente não percebe que está com a doença, pois não sente nada", diz o presidente da SBO, Ricardo Paletta.

Paletta também afirma que a grande mensagem do dia é a prevenção. "Quando detectado precocemente, o glaucoma tem tratamento e o tratamento é eficaz e consegue paralisar a doença antes que aconteça a deficiente de parte da visão", ressalta.

O presidente da SBO afirma que alguns fatores de risco podem contribuir para o aparecimento da doença. São eles:

  • Pressão alta nos olhos: 
  • Idade avançada;
  • Histórico familiar;
  • Miopia (principalmente miopia mais elevada);
  • Trauma ocular; e
  • Uso contínuo de medicamentos à base de corticoide

Ainda segundo o médico, o tipo mais comum da doença é o de ângulo aberto, no qual o dano é desencadeado por um aumento na pressão ocular "provocado por uma obstrução progressiva da via de escoamento do líquido que circula dentro do olho, chamado humor aquoso".

Causas

O diretor da Sociedade Brasileira de Glaucoma, Alberto Diniz, diz que a principal causa do glaucoma é a genética, ou seja, os pacientes já nascem com a tendência de devolver a doença. "A doença na maioria das vezes só se manifesta após os 40 anos", explica.

"A perda de campo de visão é inicialmente periférica. A pessoa enxerga nitidamente os objetos que estão à sua frente, porém não vê o que está nas laterais, podendo progredir para cegueira se não for diagnosticada e tratada adequadamente. Vale ressaltar que uma vez ocorrido, o dano visual é irreversível, e isso levou ao glaucoma a ser descrito como a 'doença silenciosa da cegueira'."

Diniz também explica que, por causa da falta de sintomas, a melhor forma de tratamento é a prevenção. "Por isso, é fundamental a realização de consultas oftalmológicas periódicas com a medida da pressão intraocular e o exame do fundo de olho", afirmou.

Tratamentos Segundo o médico, o tratamento é feito com colírios, laser e cirurgia, conforme recomendação médica. O tratamento é indicado conforme o tipo de glaucoma e estágio da doença, bem como a velocidade de progressão.

"Infelizmente não há cura para o glaucoma e a perda da visão é irreversível. No entanto, os colírios, o laser ou a cirurgia podem interromper ou retardar a perda de visão", concluiu.

R7

Foto: Marcelo Casal JR/Agência Brasil

 

O Ministério da Saúde iniciou nesta segunda-feira (11) a segunda fase da coleta de dados de um estudo de base populacional sobre a covid-19 no Brasil. Durante o mês de março, serão realizadas visitas domiciliares a 33.250 pessoas que tiveram a doença e que residem em 133 municípios brasileiros. O objetivo, segundo a pasta, é levantar dados para subsidiar a criação de políticas públicas direcionadas ao tratamento das chamadas condições pós-covid ou covid longa, classificadas como sequelas da doença.

O estudo, denominado Epicovid 2.0: Inquérito nacional para avaliação da real dimensão da pandemia de Covid-19 no Brasil, é coordenado pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente e encomendado à Universidade Federal de Pelotas. Em nota, o ministério destacou que, até o momento, não existem estimativas nacionais sobre o impacto da doença a longo prazo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontam que 20% das pessoas infectadas, independentemente da gravidade do quadro, desenvolvem condições pós-covid.

A expectativa do ministério é que o período de coleta dos dados dure entre 15 e 20 dias. A pesquisa usará informações de 250 cidadãos de cada um dos municípios selecionados que já fizeram parte das quatro rodadas anteriores do trabalho científico, em 2020 e 2021. Para isso, equipes de entrevistadores visitarão as residências para ouvir os moradores sobre questões centradas em pontos como vacinação, histórico de infecção, sintomas de longa duração e efeitos da doença sobre o cotidiano.

“Todos os participantes serão selecionados de forma aleatória, por sorteio. Somente uma pessoa por residência responderá ao questionário”, destacou a pasta, ao citar que, diferentemente das primeiras etapas do estudo, na fase atual, não haverá qualquer tipo de coleta de sangue ou outro teste de covid. Também participam da pesquisa a Universidade Católica de Pelotas, a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Entrevistadores identificados Todas as entrevistas serão realizadas pela empresa LGA Assessoria Empresarial, contratada pelo ministério. “Os profissionais que farão o contato direto com os moradores para a coleta dos dados receberam treinamento e estarão devidamente identificados com crachás da empresa e coletes brancos com as marcas da UFPel, da Fundação Delfim Mendes Silveira (FDMS) e da LGA”, destacou a pasta.

Para auxiliar com o processo de divulgação e esclarecimento da população, as prefeituras das 133 cidades envolvidas no estudo foram comunicadas do trabalho – por meio de suas secretarias municipais de Saúde – e participaram de reunião online com o epidemiologista Pedro Halla, coordenador da pesquisa, e integrantes do ministério. A orientação é que, em caso de dúvidas, os moradores entrem em contato com as prefeituras.

A empresa LGA também pode ser acionada através dos telefones (31) 3335-1777 e (31) 99351-2430. Informações sobre o Epicovid 2.0 também estão disponíveis nos sites do Ministério da Saúde e da Universidade Federal de Pelotas.

Primeiras fases Entre 2020 e 2021, o Epicovid-19 serviu para traçar um retrato da pandemia que auxiliou cientistas e autoridades em saúde pública a compreender melhor os efeitos e a disseminação do vírus no Brasil. Entre as principais conclusões, o estudo apontou que a quantidade de pessoas infectadas naquele momento era três vezes maior que os dados oficiais, com os 20% mais pobres tendo o dobro de risco de infecção em relação aos 20% mais ricos.

Memorial Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificava o cenário de covid-19 no mundo como uma pandemia. Quatro anos depois, também nesta segunda-feira, o Ministério da Saúde anunciou a criação de um memorial às vítimas da doença que matou 710 mil brasileiros. O local escolhido, de acordo com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, é o Centro Cultural do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro.

“Ao falarmos de um memorial e de uma política de memória, porque é isso que estamos propondo, não circunscrevemos a pandemia de covid-19 ao passado. Como todas as reflexões sobre memória, sabemos do componente presente, político, das ações de memória. E, ao mesmo tempo, lembramos que, a despeito de termos superado a emergência sanitária, nós não superamos a covid-19 como problema de saúde pública”.

Agência Brasil