Conhecido por sintomas como perda de memória e confusão em idosos, o Alzheimer também pode se manifestar por meio de um sinal considerado precoce durante a alimentação. É o que destacam cientistas do Instituto Nacional do Envelhecimento nos EUA.

Segundo os especialistas, um sinal precoce da doença de Alzheimer, que é a forma mais comum de demência em todo o mundo, é a anosmia (perda do olfato) ou hiposmia (redução do olfato). Muitas vezes, estes podem aparecer antes de outros sintomas e, portanto, detectá-los precocemente pode desempenhar um papel importante no retardamento da progressão da doença.

Detalhes do estudo Com base em uma série de exames cerebrais, as descobertas mostraram que o declínio no sentido do olfato está ligado ao desenvolvimento mais rápido da patologia relacionada ao Alzheimer.

Ainda de acordo com estudo, pessoas na faixa dos 70 anos com maior dificuldade de identificar cheiros de rosas, limões e cebolas apresentavam maior probabilidade de desenvolver demência nos 10 anos seguintes.

A razão para essa constatação foi evidenciada nas palavras de Wila Brenowitch, principal autora do estudo e neurocientista: “O bulbo olfatório, que é fundamental para o olfato, é afetado bem no início do curso da doença.” “Pensa-se que o olfato pode ser um indicador pré-clínico de demência, enquanto a audição e a visão podem ter um papel mais importante na promoção da demência”, completou.

Além da alimentação: Outros sinais do Alzheimer Ainda sem cura, os sintomas da doença de Alzheimer pioram cada vez mais com o tempo, embora o prazo para o desenvolvimento dos sintomas seja diferente para cada pessoa.

De acordo com a Alzheimer’s Association, o principal sintoma do Alzheimer nos estágios iniciais são os lapsos de memória. Confira outras ocorrências associadas à doença:

Problemas para completar tarefas que antes eram fáceis Dificuldades para a resolução de problemas Mudanças no humor ou personalidade; afastamento de amigos e familiares Problemas com a comunicação, tanto escrita como falada Confusão sobre locais, pessoas e eventos Alterações visuais, como problemas para entender imagens Familiares e amigos podem notar os sintomas de Alzheimer e de outras demências progressivas antes da pessoa que está passando por essas mudanças. Nesse caso, é importante orientar a pessoa a buscar uma avaliação médica para encontrar a causa desses sintomas.

Catraca Livre

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, disse nesta segunda-feira (11) que, embora a Covid-19 não seja mais uma emergência sanitária global, a doença ainda não foi superada "como problema de saúde pública". "A Covid-19 permanece como importante problema de saúde pública, por essa razão várias medidas tem sido adotadas pelo ministério, pois ela segue uma preocupação", alertou Nísia durante evento em Brasília que marcou o anúncio do Memorial da Pandemia. No Brasil, ao menos 700 mil vidas foram perdidas devido à Covid-19.

De acordo com a ministra, a criação do memorial representa "um momento de reflexão, mas também de um agir ligado ao esforço reflexivo para construirmos uma memória de um evento que denota muito mais do que o abandono, mas a negação da ciência e da vida pelo governo anterior”, afirmou.

O anúncio do memorial aconteceu durante um seminário no Palácio Itamaraty. O evento acontece nesta segunda (11) e terça-feira (12) e vai promover um debate entre especialistas, autoridades e profissionais de diversas áreas que atuaram no combate a doença.

Segundo o Ministério da Saúde, o objetivo do evento é contribuir para a criação de um plano que vai escolher o monumento do memorial da pandemia e permitir que artistas, arquitetos e outros profissionais se engajem na proposta.

A expectativa é que o memorial abrigue uma exposição sobre os momentos marcantes da pandemia, como lockdown, estudos científicos, mapeamento genético do vírus e ações de solidariedade. "O memorial nos faz pensar essa história recente e projetar, de verdade, um novo futuro", destacou Nísia.

A ministra ainda acrescentou ser necessário um sistema de saúde forte e resiliente para fazer frente a "possíveis futuras pandemias que o mundo inteiro discute".

Neste ano, a Covid-19 voltou a ganhar força dentro do país. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre 25 de fevereiro e 2 de março, o Brasil ultrapassou a marca de 70 mil casos. Até o dia 7 de março, o país registrou 1.789 mortes pela doença em 2024.

R7

A Secretaria de Estado da Saúde(Sesapi), por meio da Coordenação de Imunização, vai trabalhar a Campanha de Vacinação nas Escolas, que começa no dia 18 de março e vai até 19 de abril de 2024, junto com os municípios a Secretaria de Estado da Educação e a Secretaria de Estadual da Assistência Social.

campanhcovid

O objetivo é priorizar a atualização das carteiras de vacinas de crianças e adolescentes de até 15 anos da Educação Básica, Fundamental e Médio.

“A orientação do ministério é que os municípios estejam nas escolas realizando a verificação de caderneta e fazendo a vacinação desse público, para mantermos nossas crianças e adolescentes protegidos de várias doenças. A Sesapi já está articulando ações com os municípios para efetivar também essa campanha’, lembra a coordenadora e Imunização da Sesapi, Bárbara Pinheiro.

As vacinas prioritárias para Educação Infantil são: VIP, VOP, tríplice viral, DTP e para o Ensino Fundamental e Médio: HPV, meningocócica ACWY, febre amarela, dupla adulto (dT).

De acordo com a superintendente de Atenção à Saúde e Municípios da Sesapi, Leila Santos, a secretaria está buscando articulação com a Seduc, Sasc e as pastas de Educação e Saúde dos municípios para trabalhar as estratégias que serão utilizadas para ampliar a vacinação desse público.

“A intenção é realizar um trabalho em conjunto com a educação, para unirmos forças e assim conseguirmos um número maior de crianças e adolescentes protegidos de diversas doenças”, lembra.

Sesapi

O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) um teste para detecção de HPV em mulheres classificado pela própria pasta como inovador. A tecnologia utiliza testagem molecular para detecção do vírus e o rastreamento do câncer do colo do útero. A portaria foi publicada nesta sexta-feira (8) no Diário Oficial da União.

Em nota, o ministério informou, em Brasília, ter investido R$ 18 milhões em um projeto piloto que utilizou o teste ao longo de 2023 em Pernambuco.

“A decisão de incorporar a estratégia para uso em todo o território nacional é um ganho para as mulheres, já que, além de ser uma tecnologia eficaz para detecção e diagnóstico precoce, traz a vantagem do aumento do intervalo de realização do exame”, explica a nota.

Segundo o Ministério da Saúde, enquanto a forma atual de rastreio do HPV, por meio do exame conhecido popularmente como Papanicolau, deve ser realizada a cada três anos e, em caso de detecção de alguma lesão, de forma anual, a testagem proposta pela tecnologia incorporada é recomendada para ser feita a cada cinco anos. “Essa mudança traz melhor adesão e facilita o acesso ao exame”.

Entenda O HPV é considerado atualmente a infecção sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo e o principal causador do câncer de colo de útero. A estimativa do ministério é que cerca de 17 mil mulheres sejam diagnosticadas com a doença no Brasil todos os anos.

Apesar de se tratar de uma enfermidade que pode ser prevenida, ela segue como o quarto tipo de câncer mais comum e a quarta causa de morte por câncer em mulheres - sobretudo negras, pobres e com baixos níveis de educação formal.

“Embora sejam ofertadas alternativas para prevenção - tanto por meio da vacinação contra o HPV, do uso de preservativos nas relações sexuais e da realização do rastreio para diagnóstico precoce - a doença segue como uma das principais causas de morte de mulheres em idade fértil por câncer no Brasil. Na região Norte do país, por exemplo, essa é a principal causa de óbito entre as mulheres”, destaca a pasta.

Testagem Recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a testagem de HPV é considerada padrão ouro para a detecção de casos de câncer de colo de útero e integra as estratégias propostas pela entidade para a eliminação da doença como problema de saúde pública até 2030.

A incorporação do teste na rede pública passou por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que considerou a tecnologia mais precisa que a atualmente ofertada no SUS.

Agência Brasil