O Brasil registrou 170 mil novos casos e 20 mortes causadas por dengue durante o fim de semana. Segundo dados do Ministério da Saúde, desde o começo do ano já foram 1.212.263 casos e 278 mortes confirmadas, sendo que outras 744 seguem em investigação. O coeficiente de incidência é de 597 casos por 100 mil habitantes.

O Distrito Federal é a região com o maior coeficiente de incidência no país, seguido por Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Goiás. A faixa etária mais acometida é a de 30 a 39 anos, seguida por aqueles que têm entre 40 a 49 e 50 a 59. Mulheres são as mais infectadas pela dengue (55,5%).

No sábado (2), durante a mobilização do Dia D da dengue, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, anunciou que na segunda quinzena deste mês o governo federal vai dar início à vacinação infantil contra várias doenças nas escolas de todo o país, entre elas a dengue.

Segundo ela, o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação preparam uma ação para que crianças e adolescentes sejam imunizados nos colégios em que estudam.

"Estamos organizando uma ação pelo programa ‘Saúde nas Escolas’, que é uma ação conjunta do Ministério da Saúde com o Ministério da Educação e um programa muito apoiado pelo presidente Lula. A vacinação vai ocorrer, prevista para a segunda quinzena de março. De todas as vacinas”, declarou.

“A vacinação será de todas as vacinas, com a atualização da caderneta de vacinação das nossas crianças e adolescentes. As escolas também estão com várias ações para dengue, a comunidade escolar unida, e terá materiais para os professores, no caso específico de dengue”, acrescentou Nísia.

No evento, a ministra ressaltou a importância da imunização contra a dengue. Atualmente, o público-alvo da vacina são crianças de 10 e 11 anos de idade. “Pais e responsáveis pelas crianças de 10 e 11 anos: a vacinação para dengue já começou no seu estado. Então, esse público não pode desperdiçar essa chance. Nós, há 40 anos, lutamos por uma vacina contra a dengue, aqui no Espírito Santo, e em todo Brasil. Mas quem toma a vacina de dengue somente está protegido com a segunda dose, que é aplicada depois de três meses.”

R7

Conhecido por sintomas como perda de memória e confusão em idosos, o Alzheimer também pode se manifestar por meio de um sinal considerado precoce durante a alimentação. É o que destacam cientistas do Instituto Nacional do Envelhecimento nos EUA.

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Segundo os especialistas, um sinal precoce da doença de Alzheimer, que é a forma mais comum de demência em todo o mundo, é a anosmia (perda do olfato) ou hiposmia (redução do olfato). Muitas vezes, estes podem aparecer antes de outros sintomas e, portanto, detectá-los precocemente pode desempenhar um papel importante no retardamento da progressão da doença.

Detalhes do estudo Com base em uma série de exames cerebrais, as descobertas mostraram que o declínio no sentido do olfato está ligado ao desenvolvimento mais rápido da patologia relacionada ao Alzheimer. Ainda de acordo com estudo, pessoas na faixa dos 70 anos com maior dificuldade de identificar cheiros de rosas, limões e cebolas apresentavam maior probabilidade de desenvolver demência nos 10 anos seguintes.

A razão para essa constatação foi evidenciada nas palavras de Wila Brenowitch, principal autora do estudo e neurocientista: “O bulbo olfatório, que é fundamental para o olfato, é afetado bem no início do curso da doença.”

“Pensa-se que o olfato pode ser um indicador pré-clínico de demência, enquanto a audição e a visão podem ter um papel mais importante na promoção da demência”, completou.

Além da alimentação: Outros sinais do Alzheimer Ainda sem cura, os sintomas da doença de Alzheimer pioram cada vez mais com o tempo, embora o prazo para o desenvolvimento dos sintomas seja diferente para cada pessoa.

De acordo com a Alzheimer’s Association, o principal sintoma do Alzheimer nos estágios iniciais são os lapsos de memória. Confira outras ocorrências associadas à doença:

Problemas para completar tarefas que antes eram fáceis

Dificuldades para a resolução de problemas

Mudanças no humor ou personalidade; afastamento de amigos e familiares

Problemas com a comunicação, tanto escrita como falada

Confusão sobre locais, pessoas e eventos

Alterações visuais, como problemas para entender imagens

Familiares e amigos podem notar os sintomas de Alzheimer e de outras demências progressivas antes da pessoa que está passando por essas mudanças.

Nesse caso, é importante orientar a pessoa a buscar uma avaliação médica para encontrar a causa desses sintomas.

Catraca Livre

Foto: Créditos: webphotographeer/istock

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta sexta-feira (1º) que, em todo o planeta, a obesidade entre adultos mais que duplicou desde 1990 e quadruplicou entre crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos. A entidade cita um estudo publicado pelo periódico The Lancet que revela que, em 2022, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo eram obesas enquanto 43% dos adultos estavam com sobrepeso.

“O estudo mostra ainda que, embora as taxas de subnutrição tenham diminuído, ela ainda representa um desafio de saúde pública em muitos locais, sobretudo no sudeste asiático e na África Subsariana”, destacou a OMS. A subnutrição, em todas as suas formas, inclui atrofia, atraso no crescimento e baixo peso; vitaminas ou minerais inadequados; excesso de peso e obesidade.

A subnutrição, de acordo com a entidade, é responsável por metade das mortes de crianças menores de 5 anos, enquanto a obesidade pode causar doenças não transmissíveis como doenças cardiovasculares, diabetes e alguns tipos de câncer. Para a OMS, o estudo, publicado com a colaboração da entidade, reforça a importância de prevenir e controlar a obesidade desde o início da vida até a vida adulta, por meio de dieta, atividade física e cuidados adequados.

“A obesidade é uma doença crônica complexa. As causas são bem compreendidas, assim como as intervenções necessárias para conter a crise, apoiadas por fortes evidências. No entanto, elas não são implementadas.

Na Assembleia Mundial da Saúde, em 2022, os Estados-membros adotaram o Plano de Aceleração da OMS para conter a obesidade até 2030. Atualmente, 31 governos lideram o caminho para conter a epidemia de obesidade através da implementação do plano.”

As estratégias defendidas pela OMS para conter os índices de obesidade incluem:

- ações para apoiar práticas saudáveis ​​desde o primeiro dia de vida, incluindo promoção e o apoio à amamentação;

- regulamentos sobre a propaganda de alimentos e bebidas para crianças;

- políticas de alimentação e nutrição escolar, incluindo iniciativas para regular a venda de produtos ricos em gorduras, açúcares e sal nas proximidades das escolas;

- políticas fiscais e de preços para promover dietas saudáveis;

- políticas de rotulagem nutricional;

- campanhas de educação e sensibilização para dietas saudáveis ​​e exercício;

- promoção da atividade física nas escolas;

  • integração dos serviços de prevenção e gestão da obesidade nos cuidados de saúde primários.

Agência Brasil